09/10/2025, 13:43 Revista protestante protesta contra onda de conversões ao catolicismo
IGREJA CATÓLICA
Revista protestante protesta
contra onda de conversões ao
catolicismo
Quando um protestante estuda com honestidade a história e a doutrina, mais cedo
ou mais tarde se depara com um dilema incômodo: permanecer com uma fé parcial
ou abraçar a plenitude da verdade na Igreja de Cristo. Daí o número crescente de
conversões à fé católica.
[Link] • Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere
[Link].2025 • Tempo de leitura: 3 minutos
Em um editorial recente, a revista protestante American Reformer faz um apelo
urgente aos seus líderes para que reajam ao que consideram uma “onda” de
conversões ao catolicismo. Segundo seu editor, Mike Sabo, a causa principal
seria a força renovada da apologética católica, que põe a Eucaristia no centro da
proclamação da fé.
Paradoxalmente, enquanto alguns católicos progressistas acham que
“proselitismo” é uma palavra feia, são justamente os católicos que não têm medo
de confessar a sua fé que estão ganhando terreno e atraindo anglicanos e
evangélicos. E isso, aparentemente, é motivo de alerta para aqueles que, durante
décadas, deram como certo que o protestantismo continuaria sendo o bloco
majoritário.
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O peso crescente da voz católica no debate público. — Sabo queixa-se
abertamente de que os protestantes “cederam grande parte do espaço público”
a comunicadores católicos conservadores como Jack Posobiec, Matt Walsh ou
Michael Knowles, que — com acertos ou erros — falam sem rodeios de sua fé.
Diante deles, a tibieza protestante traduz-se em silêncio e na ausência de
referências sólidas capazes de articular uma visão cristã coerente. Não se trata
de “ocupar espaços” por estratégia política, mas de cumprir o mandato
evangélico de anunciar Cristo “a tempo e fora de tempo” (cf. 2Tm 4, 2). O
catolicismo cresce em influência pública não por causa de um plano oculto, mas
pela convicção de que a Verdade é inegociável.
A Eucaristia: pedra de tropeço para o protestantismo. — O ponto mais
controverso do artigo de Sabo é quando ele critica o fato de a Missa ser vista
como um “golpe mortal” ao protestantismo, com Roma tendo “o sacrifício” e eles
oferecendo apenas “símbolos vazios”. Embora ele negue, a história confirma que
a doutrina católica sobre a Presença Real foi — e continua sendo — um
motivo decisivo de conversão.
“É ridícula a ideia de que o golpe mortal contra o protestantismo é o fato de Roma
ter o sacrifício da Missa, enquanto os protestantes têm apenas símbolos vazios”,
ele diz.
O problema não é que a Eucaristia seja “ridícula”, como afirma Sabo, mas que sua
negação deixa o protestantismo sem o próprio coração da fé cristã: Cristo
realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Nenhum “memorial”
puramente simbólico pode substituir o milagre que a Igreja tem guardado
desde o Cenáculo até hoje.
O colapso doutrinário anglicano como alerta. — Dentre os casos mais visíveis de
perda de fiéis para o catolicismo, os anglicanos lideram a lista. Ordenação de
mulheres ao episcopado, bênçãos a uniões homossexuais, aceitação da
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ideologia de gênero e serviços especiais para pessoas trans... essas concessões,
sob o pretexto de “adaptar-se ao mundo moderno”, levaram ao esvaziamento de
suas igrejas e à fuga de milhares de fiéis.
O catolicismo, com todas as suas crises internas, continua a ser um farol para
aqueles que procuram uma fé que não mude ao ritmo das modas. Por isso, os
dados que Sabo apresenta — como a diminuição da porcentagem de católicos
nos EUA — não anulam a evidência: quando um protestante estuda com
honestidade a história e a doutrina, mais cedo ou mais tarde se depara com um
dilema incômodo: permanecer com uma fé parcial ou abraçar a plenitude da
verdade na Igreja de Cristo.
Um desafio que o protestantismo não pode evitar. — Em seu autodiagnóstico, a
American Reformer reconhece que o protestantismo está perdendo influência
e credibilidade doutrinária. No entanto, em vez de rever suas deficiências, ela
ataca aqueles que simplesmente anunciam o Evangelho com todas as suas
consequências.
O receio de Sabo e daqueles que pensam como ele não é tanto perder “espaço
público”, mas sim a possibilidade cada vez maior de os crentes descobrirem que,
sem a Eucaristia e sem a autoridade da Igreja fundada por Cristo, qualquer
projeto cristão acaba por diluir-se.
E esse é um debate que o protestantismo não poderá evitar por muito mais
tempo.
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