1 — Visão geral (o que os dois PDFs
tratam)
• Objetivo comum: explicar a tríade processual — jurisdição, processo e
ação — e mostrar como o direito processual contemporâneo funciona para
tornar efetivo o direito material.
• Foco prático: ambos destacam a constitucionalização do processo (devido
processo/justo), a necessidade de alternativas ao processo estatal (a
chamada justiça multiportas / desjudicialização) e princípios que orientam a
atuação dos sujeitos e do Estado.
2 — Termos essenciais (mini-glossário
inicial)
• Jurisdição — função/atividade estatal que resolve controvérsias e tutela
direitos por meio de um terceiro imparcial (juiz). Tem origem na soberania do
Estado e produz decisões imperativas.
• Processo — o conjunto ordenado de atos (procedimento) que o Estado usa
para concretizar a jurisdição e aplicar o direito material ao caso.
• Ação (direito de ação) — o direito subjetivo de provocar a jurisdição
(ingressar com um pedido ao juiz). É o ato que deflagra o processo.
• Lide — conflito qualificado por uma pretensão resistida (nem sempre
presente: existem processos sem lide, como jurisdição voluntária).
3 — Jurisdição: conceito, elementos e
exemplos práticos
Conceito resumido: é a atividade estatal destinada a pacificar conflitos e tutelar
direitos, exercida por juízes imparciais, traduzindo normas gerais em decisões
concretas.
Elementos principais (explicação + exemplo):
• Origem / natureza de poder — vem da soberania; decisões são imperativas.
Exemplo: uma sentença que determina pagamento de indenização pode ser
executada mesmo contra a vontade do devedor.
• Função social — pacificação social com justiça. Exemplo: ação de
reintegração de posse para resolver disputa sobre imóvel.
• Juiz imparcial (heterocomposição) — o juiz substitui as partes para decidir.
Exemplo: em um divórcio litigioso, o juiz decide questões patrimoniais quando
os ex-cônjuges não chegam a acordo.
Observação prática: a jurisdição não é sempre “litígio” — há procedimentos de
jurisdição voluntária (ex.: homologação de inventário quando todos concordam) em
que o juiz atua como fiscal/integrador.
4 — Princípios e características da
jurisdição (como funcionam na prática)
Vou explicar cada princípio com um exemplo prático curto.
• Inércia — a jurisdição só atua se provocada (salvo raras exceções). Ex.: você
precisa ajuizar a ação; o juiz não inicia a investigação por conta própria.
• Substitutividade — o Estado substitui as partes para solucionar o conflito.
Ex.: o autor pede e o juiz decide onde a negociação falhou.
• Natureza declaratória (tradicionalmente) — o juiz reconhece direito
preexistente; modernamente admite-se que a interpretação judicial tenha um
componente criador.
• Investidura / juiz natural — só pode julgar quem está regularmente investido
(concursos, nomeações etc.). Ex.: não existe “juiz escolhido ad hoc” fora das
regras constitucionais.
• Aderência ao território / limites — jurisdição é territorial, mas o Código
prevê regras de competência internacional (quando há elementos
estrangeiros). Ex.: caso sobre imóvel no Brasil = competência exclusiva
brasileira.
• Indeclinabilidade / inafastabilidade — o juiz não pode recusar a prestar a
jurisdição sob pretexto de lacuna legal; e a lei não pode afastar o controle
judicial de direitos (art. 5º, XXXV CF).
5 — Extensão e limites da jurisdição
nacional (casos práticos internacionais)
• Competência internacional concorrente — se o réu mora no Brasil, ou
obrigação será cumprida aqui, ou fato ocorreu aqui, a ação pode tramitar no
Brasil. Ex.: contrato de compra e venda com entrega no Brasil.
• Competência internacional exclusiva — alguns temas só podem ser
julgados no Brasil (ex.: imóveis situados no Brasil; inventário de bens no
Brasil). Sentença estrangeira nessas matérias não é homologável.
• Cooperação internacional — instrumentos: carta rogatória, auxílio direto,
pedidos ao STJ para homologação de sentenças estrangeiras. Prática: antes
de executar uma sentença estrangeira no Brasil é preciso verificar requisitos
de homologação/exequatur.
6 — Ação: natureza, elementos e
condições (passo a passo)
O que é a ação? — é o direito de provocar o juiz para obter tutela (pedido) — há
várias teorias sobre sua natureza, mas para prática importa saber os elementos e as
condições.
Elementos e condições essenciais (com exemplos):
1. Pedido — o que se pede (imediato = o bem; mediato = a providência judicial).
Ex.: pedir indenização por dano moral (imediato: reparação; mediato:
condenação em dinheiro).
2. Legitimidade (ativa e passiva) — quem pode/pode ser demandado. Ex.: só o
titular do direito pode pedir; um representante (ex.: curador) pode agir em
nome do incapaz — substituição processual.
3. Interesse de agir — necessidade e utilidade (tem que haver utilidade em
obter a tutela). Ex.: pedir execução de título quando o devedor já pagou seria
falta de interesse.
Dica prática para quem redige petição inicial: descreva claramente quem é parte,
qual o pedido, por que há legitimidade e qual o interesse (necessidade/eficácia) —
assim evita indeferimento inicial.
7 — Princípios processuais
fundamentais (CPC e
constitucionalização)
Os PDFs destacam os princípios que deram “peso constitucional” ao processo:
contraditório, ampla defesa, devido processo justo, isonomia, boa-fé processual,
cooperação, primazia do julgamento de mérito. Vou traduzir para o cotidiano:
• Contraditório e ampla defesa — cada parte deve ter conhecimento das
provas e alegações e possibilidades de se manifestar; o juiz não pode decidir
surpresa. Ex.: perícia juntada pela parte contrária exige que você tenha
chance de se manifestar.
• Boa-fé processual — dever de lealdade e cooperação; não usar artifícios
protelatórios. Ex.: ocultar prova relevante pode gerar sanções.
• Princípio da cooperação — partes e juiz devem colaborar para verdade e
economia processual (ex.: agilizar produção de prova).
• Primazia da decisão de mérito — o sistema privilegia decidir o mérito (não
extinguir sem decidir) quando possível.
8 — Métodos adequados de solução de
conflitos (MASCs) — mediação,
conciliação e arbitragem
Contexto: com a explosão da litigiosidade, há necessidade de vias alternativas
(justiça multiportas) para soluções mais rápidas, baratas e adequadas, sem substituir
o direito ao processo justo.
Diferenças práticas:
• Conciliação — conciliador pode sugerir soluções; geralmente usada em
conflitos sem vínculo prévio entre partes. Ex.: reclamação de consumidor por
defeito de produto.
• Mediação — mediador facilita que as partes cheguem a acordo; indicado
quando há relação contínua (vizinhos, família). Mediador não propõe
soluções. Ex.: conflito de condomínio onde as partes precisam manter
convívio.
• Arbitragem — fórum privado escolhido pelas partes; decisões têm força
obrigatória entre contratantes, mas a execução/coercitividade depende do
Judiciário (homologação/execução). Ex.: cláusula compromissória em
contrato empresarial para solução de litígios.
Observação prática: o CPC estimula tentativas de conciliação/mediação (audiência
obrigatória prevista no art. 334 CPC) e estabelece sanções pela ausência
injustificada (multa até 2% do valor da causa). Se a relação entre partes for
duradoura, avaliar mediação = boa estratégia.
9 — Reformas e tendências práticas
apontadas (resumo das 4 reformas)
1. Aumentar recursos / gestão — mais varas, servidores e delegação de atos
repetitivos (ex.: atos concentrados por art. 69 CPC — “Vara-VASP”). Objetivo:
eficiência.
2. Gestão e divisão do trabalho — cooperação entre juízes, centralização de
atos repetitivos.
3. Tecnologia — PJe, audiências por videoconferência, tribunais 100% digitais
(proposta). Impacto: agilidade e acesso remoto.
4. Desjudicialização / MASCs — estimular mediação, conciliação e arbitragem
como portas alternativas ao Judiciário.
10 — Exemplos práticos integrados
(aplicando conceitos)
Caso 1 — Violação de imagem (exemplo citado no material)
• Fato: alguém publica foto ofensiva sem autorização. Direito material: art. 5º X
CF (imagem inviolável) + arts. 186 e 944 CC (indenização). Procedimento:
cabe ação de reparação de danos (ação) — verificar competência territorial,
interesse de agir, legitimidade. Avaliar conciliação/ mediação antes do
processo (se partes quiserem preservar relação). Se for ajuizado, há
audiência de conciliação obrigatória preliminar.
Caso 2 — Contrato internacional (ex.: compra com fornecedor estrangeiro)
• Verificar se há vínculo com Brasil (cumprimento aqui, domicilio do réu, bens
no país). Se sim, competência concorrente do Brasil; se o objeto for imóvel no
BR, competência exclusiva. Avaliar cláusula compromissória (arbitragem) e
riscos de execução internacional.
11 — Pontos de atenção (erros comuns
e “armadilhas”)
• Forçar autocomposição por medo da demora → acordos feitos por puro
receio podem ser injustos; sempre pesar a utilidade/necessidade.
• Ignorar audiência de conciliação → ausência injustificada pode gerar multa
(art. 334, §8º CPC).
• Escolha mal feita de foro/arbitragem → cláusula de foro nem sempre afasta
competência exclusiva (ex.: imóveis no Brasil = competência exclusiva).
• Confundir jurisdição voluntária com simples “não jurisdição” — muitos
atos “voluntários” exigem intervenção judicial e não são mera opção.
12 — Fechamento: como conectar os
dois PDFs — síntese final
• Ambos os materiais convergem na ideia de um processo que precisa ser
justo, célere e adaptado à realidade social atual: a jurisdição continua
sendo essencial (poder estatal de pacificação), mas o sistema deve oferecer
múltiplas portas (mediação, conciliação, arbitragem e soluções
extrajudiciais) para dar resposta adequada às demandas contemporâneas.
• A constitucionalização do processo elevou princípios (contraditório, ampla
defesa, juiz natural), que passam a orientar não só o juiz, mas também as
práticas de mediação e conciliação — todas devem respeitar garantias
fundamentais.
• Na prática para você (estudante/estagiária): sempre, ao analisar um caso,
cheque (1) quem tem legitimidade; (2) há interesse de agir; (3) qual
jurisdição/competência; (4) se mediação/ conciliação são
obrigatórias/adequadas; (5) risco de internacionalização e necessidade de
cooperação. Esses passos traduzem a teoria em checklist prático.
1. FICHAS DE ESTUDO (flashcards
textuais)
Ficha 1 — Jurisdição
• Definição: Função estatal de pacificação social por meio de aplicação do direito
ao caso concreto.
• Exemplo: ação de reintegração de posse julgada por juiz imparcial.
• Observação: não se limita a litígios → existe jurisdição voluntária.
Ficha 2 — Características da Jurisdição
• Inércia: juiz só age se provocado.
• Substitutividade: Estado substitui a vontade das partes.
• Juiz natural: só quem é investido regularmente pode julgar.
• Territorialidade: limitada ao território nacional (com exceções).
• Indeclinabilidade: juiz não pode recusar julgar.
Ficha 3 — Competência Internacional
• Concorrente: réu domiciliado no Brasil, obrigação a cumprir aqui, fato ocorrido
aqui.
• Exclusiva: imóveis no Brasil, sucessões de bens situados no Brasil.
• Cooperação: carta rogatória, homologação pelo STJ.
Ficha 4 — Processo
• Definição: conjunto de atos ordenados para aplicar o direito material.
• Finalidade: garantir acesso à justiça e concretizar direitos.
• Princípio: primazia da decisão de mérito.
Ficha 5 — Ação
• Direito público subjetivo de provocar jurisdição.
• Elementos: partes, causa de pedir, pedido.
• Condições: legitimidade, interesse de agir, possibilidade jurídica.
• Exemplo: pedir indenização por dano moral.
Ficha 6 — Princípios Constitucionais do Processo
• Contraditório e ampla defesa.
• Devido processo justo.
• Boa-fé processual.
• Cooperação.
• Isonomia.
Ficha 7 — Métodos Alternativos (MASCs)
• Conciliação: conciliador sugere soluções (relações eventuais).
• Mediação: mediador facilita diálogo (relações contínuas).
• Arbitragem: decisão privada, obrigatória entre as partes.
• Exemplo: cláusula arbitral em contrato empresarial.
Ficha 8 — Desjudicialização
• Tendência moderna: deslocar litígios simples para fora do Judiciário.
• Exemplos: divórcio em cartório, inventário consensual, usucapião extrajudicial.
2. MAPA MENTAL (texto organizado em
rede)
DIREITO PROCESSUAL
↳ Jurisdição
- Definição: função estatal
- Características: inércia, substitutividade, juiz natural, territorialidade,
indeclinabilidade
- Limites: competência nacional, cooperação internacional
- Jurisdição contenciosa × voluntária
↳ Processo
- Conjunto de atos → efetivação do direito
- Princípios: contraditório, ampla defesa, cooperação, boa-fé
- Finalidade: pacificação com justiça
↳ Ação
- Direito de provocar jurisdição
- Elementos: partes, causa de pedir, pedido
- Condições: legitimidade, interesse de agir, possibilidade jurídica
↳ Princípios Fundamentais (constitucionalização do processo)
- Devido processo justo
- Contraditório e ampla defesa
- Isonomia
- Primazia do mérito
↳ Tendências Modernas
- Justiça Multiportas (MASCs)
• Mediação
• Conciliação
• Arbitragem
- Desjudicialização (cartórios, soluções extrajudiciais)
- Tecnologia (PJe, tribunais digitais)
- Gestão judiciária e eficiência
40 QUESTÕES – DIREITO PROCESSUAL
CIVIL (nível avançado) - O gabarito vem apenas ao final.
I – Jurisdição (1 a 10)
Q1. (OAB adaptada) A jurisdição, no direito processual brasileiro, caracteriza-se por:
a) ser provocada, salvo em hipóteses excepcionais previstas em lei.
b) ser exercida de ofício sempre que o juiz tiver ciência de ilegalidade.
c) ser ilimitada, podendo alcançar qualquer território estrangeiro.
d) ter caráter político, subordinado ao Executivo.
e) depender da concordância das partes para produzir efeitos.
Q2. (TRF adaptada) Sobre a jurisdição voluntária, assinale a alternativa correta:
a) É exercida fora do Poder Judiciário, por árbitros.
b) Pressupõe sempre a existência de lide.
c) Possui natureza administrativa, sem caráter jurisdicional.
d) É modalidade de atividade jurisdicional em que o juiz atua como fiscal da
legalidade.
e) Não está sujeita a princípios constitucionais do processo.
Q3. A indeclinabilidade da jurisdição significa:
a) possibilidade de o juiz recusar causa por complexidade.
b) proibição de julgamento de matérias sem previsão legal.
c) impossibilidade de afastar o controle judicial de lesão ou ameaça a direito.
d) faculdade de remeter a causa a árbitros contra a vontade das partes.
e) discricionariedade do juiz em escolher o processo a julgar.
Q4. (STJ adaptada) A jurisdição internacional brasileira é exclusiva quando:
a) ação versa sobre bens móveis localizados no Brasil.
b) inventário de bens situados no Brasil é proposto, ainda que haja bens no exterior.
c) o réu é domiciliado no exterior, mas a obrigação deve ser cumprida no Brasil.
d) a lide versa sobre contrato de compra e venda celebrado no Brasil.
e) envolve execução de sentença estrangeira de alimentos.
Q5. Competência internacional concorrente brasileira ocorre quando:
a) ação versa sobre sucessão de bens localizados no Brasil.
b) a lide envolve direitos indisponíveis.
c) o réu é domiciliado no Brasil ou obrigação deve ser cumprida no Brasil.
d) trata-se de inventário de bens de estrangeiro no exterior.
e) o contrato prevê cláusula arbitral internacional.
Q6. (OAB) A jurisdição é uma função estatal que se caracteriza pela:
a) iniciativa de ofício, sempre que há lesão a direito.
b) criação de normas gerais e abstratas.
c) substituição da vontade das partes por decisão estatal.
d) impossibilidade de decisão em caso de lacuna legal.
e) submissão às ordens do Executivo.
Q7. (Caso prático) Empresa francesa firma contrato com brasileira para fornecimento
de máquinas no Rio de Janeiro. O contrato não foi cumprido. A ação pode ser proposta
no Brasil porque:
a) trata-se de competência internacional exclusiva.
b) o contrato envolve bens situados no Brasil.
c) é hipótese de competência internacional concorrente.
d) a jurisdição brasileira tem caráter universal.
e) a arbitragem internacional é obrigatória.
Q8. Sobre a carta rogatória, é correto afirmar:
a) independe de homologação para ser cumprida no Brasil.
b) deve ser autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.
c) é meio de cooperação internacional para prática de atos processuais.
d) é aplicável apenas a sentenças penais estrangeiras.
e) pode ser expedida por cartório extrajudicial.
Q9. O princípio do juiz natural assegura:
a) julgamento por magistrado previamente investido e competente.
b) livre escolha do juiz pelas partes.
c) possibilidade de criação de tribunais de exceção para casos específicos.
d) julgamento por árbitros sem previsão contratual.
e) atribuição de competência a qualquer autoridade administrativa.
Q10. A jurisdição, no sistema brasileiro, tem como finalidade imediata:
a) manter o equilíbrio entre os Poderes.
b) editar normas gerais e abstratas.
c) aplicar o direito objetivo ao caso concreto e pacificar conflitos.
d) garantir a supremacia do Executivo.
e) substituir o processo legislativo.
II – Ação e Processo (11 a 20)
Q11. (OAB) O direito de ação é:
a) condicionado à prova prévia do direito material.
b) público, subjetivo e abstrato.
c) mera faculdade política.
d) dependente de autorização judicial prévia.
e) reservado ao titular exclusivo do direito material, sem exceções.
Q12. São elementos da ação:
a) autor, réu e sentença.
b) partes, juiz e objeto litigioso.
c) partes, causa de pedir e pedido.
d) causa de pedir, sentença e provas.
e) juiz, pedido e defesa.
Q13. (Questão clássica) Pedido imediato e pedido mediato significam,
respectivamente:
a) bem da vida pleiteado / provimento jurisdicional.
b) providência jurisdicional / bem da vida buscado.
c) sentença / fundamentação.
d) provas / fatos constitutivos.
e) pretensão / causa de pedir.
Q14. A falta de interesse de agir ocorre quando:
a) o autor não tem advogado constituído.
b) há falta de provas.
c) não há utilidade ou necessidade do provimento jurisdicional.
d) o pedido é juridicamente impossível.
e) o réu não comparece à audiência.
Q15. (OAB) O pai ajuíza ação em nome do filho menor contra hospital. Trata-se de
hipótese de:
a) substituição processual.
b) litisconsórcio ativo necessário.
c) intervenção de terceiro.
d) assistência litisconsorcial.
e) amicus curiae.
Q16. A impossibilidade jurídica do pedido ocorre quando:
a) o juiz entende ser improvável o direito alegado.
b) não existe previsão legal para a pretensão deduzida.
c) o pedido é incerto ou genérico.
d) a parte não apresenta provas.
e) há litispendência.
Q17. O processo é compreendido como:
a) conjunto de normas materiais que regulam relações jurídicas.
b) sequência de atos praticados em juízo que visa aplicar o direito material.
c) faculdade das partes de negociar soluções privadas.
d) mera sucessão de atos procedimentais sem relação jurídica.
e) atividade discricionária do juiz.
Q18. O princípio da primazia do julgamento de mérito determina que:
a) o juiz sempre deve extinguir o processo sem resolução de mérito.
b) eventuais vícios formais devem ser sanados antes de extinguir a demanda.
c) é obrigatória a homologação de acordos extrajudiciais.
d) o mérito só pode ser julgado após trânsito em julgado.
e) é possível julgamento sem contraditório.
Q19. (STJ adaptada) A sentença que julga improcedente o pedido do autor:
a) significa que não houve direito de ação.
b) extingue o processo sem resolução do mérito.
c) é decisão de mérito.
d) não faz coisa julgada material.
e) constitui hipótese de carência de ação.
Q20. O contraditório, no processo civil, significa:
a) direito de ciência e de manifestação sobre atos e provas.
b) direito de ser ouvido apenas em audiência de instrução.
c) faculdade de recorrer, sem necessidade de defesa.
d) dever exclusivo do juiz de fundamentar suas decisões.
e) direito de acesso gratuito à justiça.
III – Princípios (21 a 30)
Q21. O devido processo legal justo compreende:
a) apenas regras procedimentais previstas no CPC.
b) direito ao processo adequado, com garantias constitucionais e legais.
c) mera formalidade burocrática.
d) exigência apenas em matéria penal.
e) possibilidade de juízo de exceção.
Q22. O princípio da boa-fé processual impõe:
a) conduta leal apenas às partes.
b) conduta ética a todos os sujeitos processuais.
c) obrigação apenas ao juiz.
d) dever exclusivo do Ministério Público.
e) ausência de deveres explícitos.
Q23. (OAB) Viola o princípio do contraditório a decisão judicial que:
a) aplica fundamentos debatidos pelas partes.
b) considera documentos juntados após prazo legal.
c) utiliza fundamento não debatido previamente, sem oportunizar manifestação.
d) reconhece prescrição arguida pela defesa.
e) rejeita liminar por ausência de fumus boni iuris.
Q24. A isonomia processual garante:
a) direito a decisões idênticas em todos os processos.
b) tratamento igualitário às partes, assegurando equilíbrio na defesa.
c) precedência das decisões do Ministério Público.
d) prioridade de tramitação para o réu.
e) inexistência de prazos diferenciados.
Q25. O princípio da cooperação implica:
a) atuação conjunta entre juiz e partes para solução adequada do conflito.
b) exclusão do juiz na direção do processo.
c) dever exclusivo do advogado.
d) liberdade absoluta das partes em gerir o processo.
e) inviabilidade de atuação do Ministério Público.
Q26. O juiz pode decidir com base em fundamento não discutido previamente?
a) Sim, pois possui poder instrutório.
b) Sim, desde que a matéria seja de ordem pública.
c) Não, deve abrir oportunidade de contraditório prévio.
d) Sim, desde que em decisão liminar.
e) Não, salvo em arbitragem.
Q27. A constitucionalização do processo civil significa:
a) aplicação exclusiva de regras infraconstitucionais.
b) supremacia da lei sobre a Constituição.
c) incorporação dos direitos fundamentais como parâmetros do processo.
d) exclusão de princípios da atuação judicial.
e) independência total do juiz em relação à Constituição.
Q28. O princípio da motivação das decisões judiciais implica:
a) possibilidade de decisão por equidade sem fundamentação.
b) obrigatoriedade de fundamentação clara e congruente.
c) faculdade do juiz em motivar ou não.
d) exigência apenas em decisões colegiadas.
e) aplicação restrita a sentenças penais.
Q29. O contraditório substancial implica:
a) mera ciência formal dos atos processuais.
b) direito efetivo de influenciar na decisão.
c) exclusão do dever de defesa.
d) impossibilidade de produção de prova pericial.
e) participação apenas do Ministério Público.
Q30. A ampla defesa abrange:
a) apenas a possibilidade de recorrer.
b) utilização de todos os meios e recursos legalmente previstos.
c) exclusivamente defesa oral em audiência.
d) apenas contestação escrita.
e) inexistência de defesa em sede recursal.
IV – MASCs e Desjudicialização (31 a 40)
Q31. A conciliação difere da mediação porque:
a) conciliador apenas facilita diálogo.
b) mediador pode propor soluções.
c) conciliador pode sugerir soluções, mediador não.
d) ambas têm funções idênticas.
e) ambas exigem sentença judicial homologatória sempre.
Q32. A arbitragem no Brasil:
a) só é possível em contratos internacionais.
b) depende sempre de homologação judicial para produzir efeitos.
c) aplica-se a direitos patrimoniais disponíveis.
d) é obrigatória em relações de consumo.
e) não produz efeitos executivos.
Q33. (OAB) Ausência injustificada em audiência de conciliação acarreta:
a) nulidade do processo.
b) presunção de revelia.
c) multa de até 2% do valor da causa.
d) arquivamento imediato da ação.
e) imposição de conciliação obrigatória.
Q34. Exemplo de desjudicialização previsto em lei:
a) divórcio em cartório quando há filhos menores.
b) inventário extrajudicial consensual entre maiores e capazes.
c) homologação de sentença estrangeira.
d) ação de usucapião litigiosa.
e) tutela de incapazes.
Q35. A justiça multiportas significa:
a) obrigatoriedade de escolha pelo Judiciário.
b) coexistência de diversas formas de solução de conflitos.
c) exclusividade da arbitragem.
d) substituição completa do Poder Judiciário.
e) limitação de acesso à justiça.
Q36. A sentença arbitral:
a) não tem força de título executivo.
b) depende de homologação do STJ para produzir efeitos entre as partes.
c) é obrigatória e tem os mesmos efeitos da sentença judicial.
d) só vale em contratos com cláusula compromissória internacional.
e) pode ser revista pelo juiz de ofício.
Q37. A mediação é recomendada principalmente em:
a) conflitos eventuais sem vínculo anterior.
b) relações continuadas em que se busca preservação do vínculo.
c) execução de título extrajudicial.
d) crimes contra a vida.
e) falências empresariais.
Q38. (STJ adaptada) A homologação de sentença estrangeira no Brasil é competência:
a) do Supremo Tribunal Federal.
b) do Superior Tribunal de Justiça.
c) do Conselho Nacional de Justiça.
d) dos Tribunais de Justiça Estaduais.
e) do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Q39. Um acordo extrajudicial de divórcio com filhos menores:
a) pode ser feito em cartório, com assistência de advogado.
b) deve ser homologado judicialmente.
c) é vedado no ordenamento brasileiro.
d) depende de arbitragem prévia.
e) não necessita de homologação alguma.
Q40. O CPC/2015 determina que o juiz, sempre que possível, estimule:
a) a desistência da ação.
b) a autocomposição entre as partes.
c) a utilização obrigatória de arbitragem.
d) o julgamento antecipado da lide.
e) a remessa à Justiça Federal.
📌 GABARITO
Q1. a
Q2. d
Q3. c
Q4. b
Q5. c
Q6. c
Q7. c
Q8. c
Q9. a
Q10. c
Q11. b
Q12. c
Q13. b
Q14. c
Q15. a
Q16. b
Q17. b
Q18. b
Q19. c
Q20. a
Q21. b
Q22. b
Q23. c
Q24. b
Q25. a
Q26. c
Q27. c
Q28. b
Q29. b
Q30. b
Q31. c
Q32. c
Q33. c
Q34. b
Q35. b
Q36. c
Q37. b
Q38. b
Q39. b
Q40. b