12Sua devoção a Kallyanach, o Deus-Dragão, também era uma coisa quieta.
Para
muitos, Kally é um deus de fúria e dominação. Para Sumadu, ele era o ápice da
lógica e da perfeição mágica. Um dragão é um ser de pura arcana, um feitiço vivo e
respirante. Suas escamas eram runas de proteção, seu hálito, a manifestação
elemental mais pura. Sumadu venerava essa perfeição sistemática. Ele orava não por
poder, mas por compreensão, vendo Kally como um santo padroeiro de todos que
buscavam dominar a magia em sua forma mais sublime.
Aos dezoito anos, sua fé silenciosa foi posta à prova de uma maneira que nunca
poderia imaginar. Encarregado de restaurar um texto antigo e danificado, ele
descobriu, escondido entre as páginas de um tratado sobre metamorfose alquímica, um
fragmento de pergaminho que não era de nenhum material comum. Era escamoso, quente
ao toque e pulsava com uma energia ancestral. Era, ele percebeu com um frio na
espinha, um pedaço da escama de um verdadeiro dragão, inscrito com um único glifo
draconiano que significava "Ascensão".