1A história de Sumadu não começou com um rugido, mas com o silêncio sepulcral dos
Arquivos Reais de Wynlla. Por gerações, sua família havia servido como escribas,
copistas e guardiões do conhecimento da cidade-Estado arcana. Ele cresceu entre
pilhas de pergaminhos, o cheiro de tinta e veludo envelhecido, e o sussurro
constante de feitiços sendo praticados do lado de fora das janelas de vitral. Esse
foi seu mundo, um mundo de letras e leis, não de garras e glórias.
Desde jovem, Sumadu era diferente. Enquanto outros aprendizes se maravilhavam com
feitiços de bola de fogo, ele se fascinava pela teoria da magia, pela estrutura
lógica que sustentava cada encantamento. Ele não lançava magias, mas as copiava,
compreendendo seus fluxos e padrões com uma clareza rara. Ele era um Plebeu Arcano
no sentido mais puro: a magia era sua linguagem nativa, um quebra-cabeça a ser
decifrado, não um poder a ser conquistado.