Identificar fatores psicossociais no ambiente de trabalho, como excesso de carga de trabalho,
conflitos interpessoais, assédio, dentre outros.
Documentar esses riscos no PGR;
Implementar medidas preventivas e corretivas;
Treinar gestores e colaboradores para identificar, prevenir e mitigar os riscos psicossociais;
Desenvolver programas de sensibilização sobre saúde mental;
As empresas precisam registrar ações específicas sobre a prevenção dos riscos psicossociais,
como pesquisas de clima, treinamentos e intervenções;
Auditorias internas e externas devem incluir verificações relacionadas à gestão desses riscos;
A norma destaca a importância de políticas organizacionais voltadas para a promoção do equilíbrio
emocional, prevenindo estresse ocupacional, burnout e outros problemas.
O empregador é responsável por oferecer um ambiente seguro, enquanto os trabalhadores devem
seguir orientações e reportar situações de risco.
Alinhamento com outras normas:
A NR 1 também reforça a integração com outras exigências, como a NR 17 (Ergonomia), para
abordar aspectos físicos e psicossociais de maneira estruturada.
CABE AS ORGANIZAÇÕES
Nota.: A Norma não obriga a contratação de psicólogos ou outros profissionais especializados
como funcionários fixos. No entanto, empresas podem contratar especialistas como consultores
para auxiliar na identificação e avaliação de riscos psicossociais, especialmente em casos mais
complexos.
RISCOS PSICOSSOCIAIS
Entende-se como fatores psicossociais aquelas caraterísticas inerentes as condições e organização
do trabalho que afetam a saúde dos indivíduos, através de processos
psicológicos e fisiológicos. Os riscos psicossociais no trabalho resultam da interação entre o
individuo, as suas condições de vida e as suas condições de trabalho.
A OIT aponta os seguintes riscos psicossociais:
sobrecarga horária, sobrecarga de trabalho mental e físico, monotonia, burnout, assedio moral e
violência, insegurança no emprego, stress (Individual e no trabalho).
O tema psicossocial no mercado de trabalho aborda as interações entre fatores psicológicos e
sociais que influenciam o ambiente de trabalho e o bem-estar dos colaboradores. Esse conceito
envolve a maneira como as condições de trabalho, a cultura organizacional, a gestão de pessoas, e
as relações sociais dentro da empresa impactam tanto a saúde mental quanto a performance dos
funcionários.
Alguns aspectos relevantes incluem:
Saúde mental no trabalho: O estresse, a ansiedade, a depressão e outros distúrbios psicológicos
podem ser exacerbados por fatores psicossociais, como carga de trabalho excessiva, relações
interpessoais prejudicadas ou falta de suporte psicológico.
Assédio moral e bullying: O assédio moral no trabalho, que inclui comportamentos humilhantes,
intimidatórios ou desrespeitosos, pode gerar um ambiente tóxico e prejudicar a saúde mental dos
empregados.
Liderança e gestão: A maneira como os líderes gerenciam suas equipes e lidam com a
comunicação pode afetar diretamente o clima organizacional e a motivação dos colaboradores.
Uma liderança autoritária ou desorganizada pode gerar um ambiente psicossocial negativo.
Equilíbrio entre vida profissional e pessoal: Empresas que não oferecem flexibilidade ou que
incentivam uma cultura de trabalho excessivo (overwork) podem aumentar o estresse psicossocial
dos funcionários, afetando a qualidade de vida e a saúde mental deles.
Desempenho organizacional: Empresas que implementam boas práticas psicossociais, como
programas de apoio à saúde mental e uma comunicação aberta, geralmente têm melhor
desempenho, pois seus funcionários estão mais engajados e satisfeitos com o trabalho.
O entendimento e a gestão desses fatores psicossociais são fundamentais para garantir um
ambiente de trabalho saudável e produtivo, tanto para os empregados quanto para os
empregadores
Entrevistas e Grupos Focais: Realizar entrevistas individuais ou em grupo com os trabalhadores
pode fornecer insights qualitativos sobre o clima psicossocial no ambiente de trabalho. Essas
conversas podem revelar preocupações sobre aspectos como carga de trabalho, apoio social,
relações com colegas e supervisores, e cultura organizacional.
Observação Direta: A observação do ambiente de trabalho e das interações entre os colaboradores
pode ajudar a identificar práticas prejudiciais, como assédio moral ou bullying, e avaliar como esses
comportamentos afetam o bem-estar dos funcionários.
Indicadores de Saúde Mental e Absenteísmo: A análise de dados sobre absenteísmo, afastamentos
por motivos de saúde mental, índices de rotatividade e solicitações de apoio psicológico também
pode ajudar a identificar riscos psicossociais no trabalho. Um aumento nessas métricas pode
sinalizar problemas relacionados ao estresse ou à saúde mental.
Auditorias e Diagnósticos Organizacionais: Algumas empresas contratam consultorias
especializadas para realizar auditorias de saúde ocupacional e diagnósticos organizacionais. Essas
auditorias consideram aspectos do ambiente de trabalho e fornecem um relatório detalhado sobre
os riscos psicossociais e como abordá-los.
O QRP (Questionário de Riscos Psicossociais no Trabalho) foi desenvolvido por Henri Lecompte,
psicólogo francês, e é amplamente utilizado para identificar e avaliar os riscos psicossociais no
ambiente de trabalho. Ele foi criado com o objetivo de medir aspectos que podem afetar o
bem-estar psicológico e a saúde mental dos trabalhadores, como o stress, a carga de trabalho
excessiva, os conflitos interpessoais e a falta de apoio social e organizacional.
O QRP avalia o ambiente de trabalho sob uma perspectiva psicossocial, levando em consideração
fatores como sobrecarga de tarefas, ausência de autonomia no trabalho, falta de reconhecimento, e
as relações com chefias e colegas. Com isso, ele serve como uma ferramenta importante para a
identificação de possíveis problemas que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores e,
consequentemente, a produtividade da organização.
Esse questionário tem sido adotado por muitas empresas e especialistas para a gestão e
prevenção de riscos psicossociais, de forma a criar ambientes mais saudáveis e seguros para os
colaboradores.
QUESTIONÁRIO DE RISCOS PSICOSSOCIAIS PARA TRABALHADORES DE ESCOLA
Instruções:Este questionário tem o objetivo de avaliar fatores psicossociais no ambiente escolar.
Responda cada item com base na sua experiência, utilizando a escala de 1 a 5:1 = Nunca2 =
Raramente3 = Às vezes4 = Frequentemente5 = Sempre
1. Demandas do Trabalho
Preciso lidar com grande quantidade de alunos simultaneamente. 5
O ritmo de trabalho na escola é acelerado e exige respostas rápidas.5
Recebo múltiplas tarefas ao mesmo tempo, dificultando a organização.1
Sinto que há muitas exigências e pouco tempo para cumpri-las.4
O barulho e a agitação na escola dificultam minha concentração.3
Preciso lidar com alunos que apresentam comportamentos desafiadores.3
A carga horária de trabalho interfere no meu descanso e recuperação.3
TOTAL 24
O QRP (Questionário de Riscos Psicossociais no Trabalho) foi desenvolvido por Henri Lecompte,
psicólogo francês, e é amplamente utilizado para identificar e avaliar os riscos psicossociais no
ambiente de trabalho. Ele foi criado com o objetivo de medir aspectos que podem afetar o
bem-estar psicológico e a saúde mental dos trabalhadores, como o stress, a carga de trabalho
excessiva, os conflitos interpessoais e a falta de apoio social e organizacional.
O QRP avalia o ambiente de trabalho sob uma perspectiva psicossocial, levando em consideração
fatores como sobrecarga de tarefas, ausência de autonomia no trabalho, falta de reconhecimento, e
as relações com chefias e colegas. Com isso, ele serve como uma ferramenta importante para a
identificação de possíveis problemas que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores e,
consequentemente, a produtividade da organização.
Esse questionário tem sido adotado por muitas empresas e especialistas para a gestão e
prevenção de riscos psicossociais, de forma a criar ambientes mais saudáveis e seguros para os
colaboradores.
Controle e Autonomia
Tenho autonomia para decidir como lecionar e conduzir minhas aulas. 3
Posso sugerir mudanças pedagógicas e administrativas na escola. 2
Consigo administrar meu tempo e organizar minhas atividades sem excessiva interferência. 2
Tenho espaço para desenvolver metodologias de ensino inovadoras.1
Minhas sugestões são consideradas na tomada de decisões da escola. 1
TOTAL 9
3. Relações e Suporte Social
Meus colegas de trabalho me apoiam diante de desafios profissionais.
A coordenação pedagógica e direção da escola me oferecem suporte adequado.
Sinto que posso contar com a equipe escolar para resolver problemas.
Há respeito e colaboração entre os funcionários da escola.
Tenho apoio emocional e psicológico no ambiente de trabalho.
4. Reconhecimento e Justiça Organizacional
Meu trabalho é valorizado pela gestão da escola.
O esforço que dedico aos alunos e às atividades é reconhecido.
A escola promove oportunidades de capacitação e crescimento profissional.
Sinto que minha remuneração e benefícios são justos em relação às exigências do trabalho.
As decisões administrativas da escola são transparentes e justas.
5. Conflito entre Trabalho e Vida Pessoal
As demandas escolares afetam meu tempo com a família e vida pessoal.
Preciso realizar tarefas da escola (corrigir provas, planejar aulas) fora do horário de trabalho.
Sinto que o estresse do trabalho impacta meu bem-estar e saúde mental.
Minha rotina de trabalho me impede de participar de atividades pessoais ou de lazer.
6. Situações de Violência e Conflitos
Já fui vítima ou testemunhei agressões verbais dentro da escola.
Sinto-me seguro(a) dentro da escola.
Há protocolos eficazes para lidar com situações de violência e bullying.
A escola oferece treinamentos para lidar com conflitos e situações desafiadoras.
Interpretação dos Resultados
Pontuações altas nas seções 1, 5 e 6 indicam risco elevado de estresse, esgotamento e
dificuldades na conciliação trabalho-vida.
Pontuações baixas nas seções 2, 3 e 4 sugerem falta de autonomia, suporte e reconhecimento,
aumentando o risco de desmotivação e burnout.
Com base nos resultados, a escola pode implementar ações preventivas e melhorias no ambiente
de trabalho, como capacitações, suporte psicológico e ajustes na carga de trabalho.
A partir dos resultados da identificação dos riscos psicossociais no trabalho, é possível desenvolver
várias estratégias para promover a saúde mental e o bem-estar dos funcionários. Algumas dessas
estratégias incluem:
Programas de Gestão do Estresse:
Oferecer treinamentos sobre técnicas de gestão do estresse, como mindfulness, exercícios de
relaxamento e gestão do tempo. Esses programas ajudam os funcionários a lidar com o estresse
relacionado ao trabalho e reduzem as chances de esgotamento (burnout).
Incentivar pausas regulares e garantir que os funcionários mantenham um equilíbrio entre vida
profissional e pessoal.
Melhoria da Comunicação:
Promover uma comunicação aberta e transparente entre a gestão e os funcionários. Isso ajuda a
resolver problemas e preocupações de forma mais rápida e cria um ambiente de trabalho mais
acolhedor.
Implementar mecanismos de feedback regulares, como pesquisas ou reuniões individuais, para
entender melhor as necessidades e desafios dos colaboradores.
Criação de um Ambiente de Trabalho Positivo:
Cultivar uma cultura de apoio e inclusão no ambiente de trabalho, onde os funcionários se sintam
valorizados, respeitados e reconhecidos por seus esforços.
Incentivar o trabalho em equipe, a colaboração e as interações sociais entre os funcionários para
fortalecer as redes de apoio social.
Fornecimento de Recursos para Saúde Mental:
Oferecer acesso a serviços de aconselhamento ou um Programa de Assistência ao Empregado
(EAP), para fornecer suporte confidencial em questões de saúde mental.
Promover a conscientização sobre questões de saúde mental, reduzir o estigma e garantir que os
funcionários saibam onde buscar ajuda, caso necessário.
Abordagem do Carga de Trabalho e Equilíbrio entre Vida Profissional e Pessoal:
Avaliar regularmente as cargas de trabalho para garantir que sejam adequadas e que os
funcionários não estejam sobrecarregados.
Implementar arranjos de trabalho flexíveis, como trabalho remoto ou horários ajustáveis, para
ajudar os funcionários a equilibrar suas responsabilidades profissionais e pessoais.
Treinamento para Gestores e Líderes:
Treinar os gestores para identificar sinais de estresse, burnout ou problemas de saúde mental em
suas equipes. Prover ferramentas para que possam oferecer suporte e encaminhar
adequadamente os funcionários que necessitem de ajuda.
Incentivar um estilo de liderança empático e solidário, que priorize o bem-estar dos colaboradores.
Promoção da Saúde Física:
Incentivar a prática de atividades físicas e hábitos saudáveis, oferecendo programas de bem-estar,
como academias ou aulas de ginástica em grupo.
Garantir um ambiente de trabalho seguro e ergonômico, prevenindo o desgaste físico, que também
pode impactar a saúde mental dos funcionários.
Desenvolvimento de Políticas contra Assédio e Bullying:
Implementar políticas claras para prevenir o assédio no trabalho e o bullying. Criar canais de
denúncia e garantir que todas as reclamações sejam tratadas com seriedade e prontidão.
Educar os funcionários sobre os impactos do assédio e a importância de manter um ambiente de
trabalho respeitoso e acolhedor.
Incentivo às Redes de Apoio Social:
Criar oportunidades para os funcionários se conectarem entre si, seja por meio de eventos sociais,
atividades de integração ou grupos de apoio dentro da empresa.
Apoiar redes de apoio entre pares, onde os funcionários possam compartilhar experiências e
oferecer suporte mútuo.
Adotar essas estratégias permite criar um ambiente de trabalho mais saudável, que não só melhora
a saúde mental dos colaboradores, mas também aumenta a produtividade, o engajamento e a
satisfação geral no trabalho.
Desenvolvimento de Políticas contra Assédio e Bullying:
Implementar políticas claras para prevenir o assédio no trabalho e o bullying. Criar canais de
denúncia e garantir que todas as reclamações sejam tratadas com seriedade e prontidão.
Educar os funcionários sobre os impactos do assédio e a importância de manter um ambiente de
trabalho respeitoso e acolhedor.
Incentivo às Redes de Apoio Social:
Criar oportunidades para os funcionários se conectarem entre si, seja por meio de eventos sociais,
atividades de integração ou grupos de apoio dentro da empresa.
Apoiar redes de apoio entre pares, onde os funcionários possam compartilhar experiências e
oferecer suporte mútuo.
Adotar essas estratégias permite criar um ambiente de trabalho mais saudável, que não só melhora
a saúde mental dos colaboradores, mas também aumenta a produtividade, o engajamento e a
satisfação geral no trabalho.
NOVO MODELO INVENTÁRIO DE RISCO