UNIGRANRIO
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
UNIGRANRIO
Disciplina: RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
Unidade de Aprendizagem 03
Professora: MONIQUE N. DOS S. DE ALCÂNTARA
Apresentação
Tensões e Deformações Cisalhantes
No estudo das estruturas, muitos elementos devem resistir não somente
a uma carga, mas também a mais de um tipo de carregamento, inclusive,
atuando em conjunto um com o outro. Existem vários tipos de carregamentos
que podem ser aplicados em elementos estruturais e que geram esforços de
diferentes maneiras.
Esforços como tração, compressão, cisalhamento, torção, flexão e
flambagem podem estar presentes em uma estrutura. Já vimos a atuação de
cargas axiais ou normais que geram esforços de tração ou compressão em um
elemento estrutural.
Nesta unidade de aprendizagem, abordaremos os conceitos de
cisalhamento e torção, bem como as tensões que esses esforços provocam.
Falaremos, também, sobre como se dá o efeito dos esforços de flexão e da
flambagem nesses elementos. Assim, estaremos aptos a identificar que tipo de
carregamento está atuando, qual esforço será gerado e suas respectivas
tensões.
Objetivos:
● Entender os conceitos básicos relacionados às tensões e deformações
cisalhantes.
● Avaliar e calcular elementos estruturais submetidos a esforços cortantes
e que provocam tensões cisalhantes no material.
● Identificar elementos sujeitos ao momento de torção.
Introdução
Neste capítulo, falaremos sobre a tensão cisalhante, que é provocada em
alguns elementos estruturais e gerada pela presença de uma força cisalhante ou
um momento de torção. Sua presença é muito comum em elementos de ligação,
como parafusos e soldas, conforme será visto neste estudo.
Geralmente, em um grupo de elementos ligados que formam um conjunto,
temos, por exemplo, placas sendo ligadas por parafusos. Se impomos nessas
placas uma força normal, gerando nelas uma tensão normal, nos elementos de
ligação (parafusos), a mesma força normal trabalhará como uma força
cisalhante, tendendo a cortá-los.
Os exercícios trabalhados ao longo deste capítulo nos ajudarão a entender
melhor essa tensão provocada por uma força cisalhante.
1. Tensão Cisalhante Média
A tensão cisalhante, por definição, é a divisão da força cisalhante pela
área. Força cisalhante (ou cortante) é aquela que atua no plano da área, ou seja,
no sentido transversal ao corpo. A tensão cisalhante é expressa pelo símbolo
grego τ (tau):
𝑉
𝜏=
𝐴
Sendo:
𝜏: tau, tensão cisalhante média
V: Força cisalhante (também chamada de cortante ou de corte)
A: Área de corte, no plano da força cisalhante
Figura 1: Tensão cisalhante média. Fonte: BEER & JOHNSTON (2008).
A tensão cisalhante não tem sinal, logo, não há distinção entre os sentidos
de corte, diferentemente da tensão normal, que distingue tração (+) de
compressão (-). A unidade é expressa por Pascal [Pa], ou seja, Newton [N]
dividido por metro ao quadrado [m²]:
[𝑁]
= [𝑃𝑎]
[𝑚2 ]
Exemplo 1:
Seja uma viga de seção retangular 10 cm x 17 cm, carregada por uma
força inclinada F = 82 kN, conforme a Figura 2.
Figura 2: Corpo com carga inclinada. Fonte: Do autor.
a) Determine a tensão normal média.
Resolução:
√2
𝑁 𝐹.𝑠𝑒𝑛(45°) 82000.( )𝑁 𝑁
σ= = = 2
= 3.410.750 = 3,41 𝑀𝑃𝑎
𝐴 𝐴 0,10 𝑚.0,17 𝑚 𝑚²
b) Determine a tensão cisalhante média.
Resolução:
√2
𝑉 𝐹.𝑐𝑜𝑠(45°) 82000.( )𝑁 𝑁
2
𝜏 = = = = 3.410.750 = 3,41 𝑀𝑃𝑎
𝐴 𝐴 0,10 𝑚.0,17 𝑚 𝑚²
Exemplo 2
Quando a força P alcançou 8 kN, o corpo de prova de madeira mostrado
na figura falhou sob cisalhamento ao longo da superfície indicada pela linha
tracejada. Determine a tensão de cisalhamento média ao longo dessa superfície
no instante da falha (BEER; JOHNSTON, 2008).
Figura 3: Elementos sujeitos ao cisalhamento. Fonte: BEER & JOHNSTON
(2008).
Resolução:
Exemplo 3
Duas pranchas de madeira, cada uma com 22 mm de espessura e 160
mm de largura, são unidas por uma junta de encaixe colada, mostrada na figura.
Sabendo que a junta falhará quando a tensão de cisalhamento média na cola
atingir 820 kPa, determine o menor comprimento d admissível do encaixe, uma
vez que a junta deve suportar uma carga axial de intensidade P = 7,6 kN (BEER;
JOHNSTON, 2008).
Figura 4: Pranchas de madeira encaixadas por cola. Fonte: BEER &
JOHNSTON (2008).
Resolução:
Exemplo 4
As componentes de madeira A e B devem ser unidas por cobrejuntas de
madeira compensada, que serão totalmente coladas às superfícies em contato.
Como parte do projeto da junção e sabendo que a folga entre as extremidades
das componentes deve ser 6 mm, determine o comprimento L mínimo permitido
para que a tensão de cisalhamento média na cola não exceda 700 kPa (BEER;
JOHNSTON, 2008).
Figura 5: Placas e cobrejuntas unidas por cola. Fonte: BEER & JOHNSTON
(2008).
Resolução:
Exemplo 5
Uma carga P é aplicada a uma barra de aço suportada por uma chapa de
alumínio na qual foi feito um furo de 12 mm conforme mostra a figura. Sabendo
que a tensão de cisalhamento não deve exceder 180 Mpa na barra de ao e 70
Mpa na chapa de alumínio, determine a máxima carga P que pode ser aplicada
à barra (BEER; JOHNSTON, 2008).
Figura 6: Barra e chapa de aço e chapa de alumínio. Fonte: BEER &
JOHNSTON (2008).
Resolução:
Alguma das chapas pode ser furada, ou seja, a força P se distribuir como
um corte na área lateral de um cilindro:
1. Corte na chapa de aço:
Figura 7: Chapa de aço sendo cortada pelo alumínio. Fonte: BEER &
JOHNSTON (2008).
2. Corte na chapa de alumínio:
Figura 8: Chapa de alumínio sendo cortada pela chapa de aço. Fonte: BEER &
JOHNSTON (2008).
Resposta: o corte da chapa em alumínio acontece primeiro: P = 67,9kN.
Exemplo 6
Uma força P é aplicada a uma barra de aço encaixada dentro de um bloco
de concreto, conforme mostra a figura. Determine o menor comprimento L para
o qual pode ser desenvolvida a tensão normal admissível σ adm no aço e da
tensão média de aderência 𝜏adm entre o concreto e a superfície cilíndrica da
barra (BEER; JOHNSTON, 2008). (Despreze as tensões normais entre o
concreto e a extremidade da barra.)
Figura 9: Barra de aço contida dentro de um bloco de concreto. Fonte: BEER &
JOHNSTON (2008).
Resolução:
Tensão normal na barra
Tensão cisalhante no contato lateral
Igualando P=P:
Resposta:
2. Dimensionamento de Parafusos e Conectores
Peças ligadas por parafusos são os exemplos mais comuns da presença
de tensão cisalhante média. Ligações solicitadas por tensões normais
desenvolvem nos parafusos tensões cisalhantes. Vejamos, a seguir, um
exemplo do corte de um parafuso:
Figura 10: Corte em parafusos. Fonte: BEER & JOHNSTON (2008).
Dessa maneira, pode-se escrever uma formulação para cada um dos
diversos tipos de cortes em ligações de peças.
2.1. Corte Simples em 1 (Um) Parafuso
Figura 11: Corte simples em um parafuso. Fonte: Do autor.
Formulação:
𝑉 𝐹
𝜏 = =
𝐴 𝐴
2.2. Corte Simples em n (Vários) Parafusos
Figura 12: Corte simples em n parafusos. Fonte: Do autor.
Formulação:
𝐹
𝑉 𝑛 𝐹
𝜏 = = =
𝐴 𝐴 𝑛.𝐴
Exemplo 7
Calcule qual a tensão cisalhante nos parafusos abaixo sabendo que cada
parafuso tem diâmetro igual a 5 mm e força atuante F = 12,0 kN:
Figura 13: Corte simples em n parafusos. Fonte: Do autor.
Resolução:
𝐹
𝑉 𝐹 12,0 .10³ 𝑁 𝑁
𝜏 = = 𝑛
= = = 2,037.108 = 203,7 𝑀𝑃𝑎
𝐴 𝐴 𝑛𝐴 3.𝜋.0,0025² 𝑚² 𝑚²
Exemplo 8
Qual o diâmetro mínimo necessário para conexão abaixo contendo 4
parafusos. submetida a uma força F igual a 80 kN e sabendo que todos os
parafusos são iguais com tensão cisalhante admissível τ = 120 MPa:
Figura 14: Corte simples em n parafusos. Fonte: Do autor.
Resolução:
Exemplo 9
Três parafusos de aço devem ser utilizados para fixar a chapa de aço
mostrada na figura em uma viga de madeira. Sabendo que a chapa suportará
uma carga de 110 kN, que o limite de tensão de cisalhamento do aço utilizado é
de 360 MPa e que é desejado um fator de segurança de 2 (F.S = 2,0), determine
qual o diâmetro necessário para os parafusos (BEER; JOHNSTON, 2008):
Figura 15: Corte em n parafusos. Fonte: BEER & JOHNSTON (2008).
Resolução:
2.3. Corte Duplo em 1 (Um) Parafuso
Figura 16: Corte duplo em um parafuso. Fonte: Do autor.
Formulação:
𝐹
𝑉 2 𝐹
𝜏 =𝐴 = 𝐴
= 2.𝐴
Exemplo 10
Calcule qual a força F que atua na conexão parafusada abaixo contendo
um parafuso com diâmetro d = 10 mm e tensão de cisalhamento de τ = 100 MPa:
Figura 17: Corte duplo em n parafusos. Fonte: Do autor.
Resolução:
2.4. Corte Duplo em n (Vários) Parafusos
Figura 18: Corte duplo em n parafusos. Fonte: Do autor.
Formulação:
𝐹
𝑉 (2.𝑛) 𝐹
𝜏 = = =
𝐴 𝐴 2.𝑛.𝐴
Exemplo 11
Sabendo que uma ligação parafusada é composta por parafusos com
diâmetro de 8 mm e e nela atua uma força F = 70 kN, conforme nos mostra a
Figura 19. Considere que essa ligação não pode ultrapassar uma tensão
cisalhante máxima nos parafusos de τ = 150 MPa. Determine a quantidade
mínima de parafusos.
Figura 19: Corte duplo em n parafusos. Fonte: Do autor.
Resolução:
Observação:
A quantidade de parafusos deve ser arredondada para um valor inteiro,
pois não existe quantidade de parafusos fracionada. Além disso, esse valor deve
ser arredondado para cima, pois se trata de uma quantidade mínima.
3. Elementos Sujeitos à Torção
O fenômeno chamado de torção pode ser definido como a tensão que
acontece quando aplicamos um momento sobre um eixo longitudinal de um
elemento construtivo. Esses elementos são chamados de eixos, pois uma das
dimensões predomina sobre as outras duas. Na Figura 20, podemos ver um
exemplo de torção muito comum do dia a dia. Quando utilizamos uma chave de
fenda para apertar um parafuso contra uma superfície estamos impondo na
extremidade da ferramenta um momento que tende a torcê-la, denominado
torque.
Figura 20: Aplicação de torque em parafuso por chave de fenda. Fonte: NADAL
(2015).
Um elemento submetido à torção é submetido a um par de forças
conjugadas (F e –F) que formam o momento de torção. Podemos, ainda,
identificar ainda o Centro de Torção e o Eixo de Torção. O centro de torção é o
ponto ao redor do qual a seção transversal gira. Em caso de seções simétricas,
o centro de torção coincide com o centro de gravidade do elemento. Já o eixo de
torção é o lugar geométrico dos centros de torção.
Figura 21: Forças conjugadas aplicadas ao redor do um centro de torção do
elemento. Fonte: NADAL (2015).
O objeto de estudo deste material se resume a eixos circulares, embora
a torção possa existir em qualquer tipo de seção transversal. Quando temos um
eixo circular fixado em uma de suas extremidades e submetido a um momento
de torção T na extremidade livre, o eixo gira e sua extremidade livre apresenta
uma rotação dada pelo ângulo φ, que é chamado de ângulo de torção.
Figura 22: Ângulo de torção. Fonte: NADAL (2015).
Com a aplicação do torque, ocorre uma deformação por torção no eixo
circular. Antes da deformação, as linhas longitudinais e as linhas radiais formam
entre si um ângulo de 90 graus, dando origem a quadrados ou retângulos.
Quando o torque é aplicado, ocorre uma distorção, contudo, esta faz com que
os círculos continuem circulares, e as linhas longitudinais ficam torcidas em
forma de hélice, interceptando cada círculo e mantendo o ângulo de torção igual.
Nas extremidades, as seções transversais continuam planas e as linhas radiais
continuam retas. Isso quer significa que, de acordo com essas considerações,
podemos definir que se o ângulo de rotação for pequeno, tanto o comprimento
quanto o raio do eixo permanecerão alterados.
Figura 23: Deformação por torção no elemento. Fonte: NADAL (2015).
É possível calcular a torção usando fórmulas. Caso o material seja linear
elástico, podemos aplicar a Lei de Hooke. Uma variação linear na deformação
por cisalhamento ocasiona uma variação linear na tensão de cisalhamento
relacionada ao longo de qualquer linha radial na seção transversal.
Figura 24: Tensão em uma seção transversal cheia. Fonte: NADAL (2015).
A tensão de cisalhamento a uma distância ρ do eixo da barra é dada por:
Sendo:
τ = tensão de cisalhamento
T = torque interno resultante
J = momento polar de inércia da área da seção transversal
ρ = distância intermediária
A tensão máxima de torção τmáx é dada na extremidade da barra, em que
o valor da distância ρ é o próprio raio c:
Para o caso de uma seção vazada, um tubo por exemplo, a tensão de
cisalhamento se altera entre um mínimo e um máximo, de acordo com o raio
interno c1 e o raio externo c2.
Figura 25: Tensão em uma seção transversal vazada. Fonte: NADAL (2015).
A tensão máxima consiste na mesma fórmula apresentada anteriormente,
em que o raio c é o raio externo c2. A tensão mínima é dada em função da tensão
máxima:
O momento polar de inércia para uma seção maciça com raio c é:
O momento polar de inércia para uma seção vazada com raio interno c1
e raio externo c2 é:
O ângulo de torção φ é dado por:
A deformação de cisalhamento γmáx pode ser descrita como:
A fórmula dada acima para calcular o ângulo de torção só serve para o
caso de regime elástico em que o ângulo de torção é proporcional ao momento
de torção aplicado no eixo circular, para material homogêneo, seção constante
e momentos de torção aplicados somente nas extremidades da barra. Para os
casos em que a barra possui seções transversais diferentes, materiais diferentes
e momentos de torção aplicados em pontos intermediários, deve-se calcular por
trechos que satisfaçam às condições de emprego da fórmula dada para o regime
elástico e, em seguida, somar algebricamente de modo a obter o ângulo de
torção total.
Figura 26: Barra com diferentes momentos de torção aplicados. Fonte: NADAL
(2015).
Recomenda-se utilizar as unidades correspondentes ao SI (Sistema
Internacional) para facilitar os cálculos por meio das fórmulas:
4. Projeto de Eixos
Quando falamos em máquinas e equipamentos mecânicos, a presença
de eixos com seção transversal circular é indispensável. A combinação de
cargas de flexão e torção resultam, na maioria das vezes, em fadiga ou tensão
cíclica, além da possível existência de concentrações de tensões em dados
pontos do eixo. No projeto de eixos, utilizamos as fórmulas de tensão normal e
de tensão cisalhante provocadas pelo torque abaixo:
Caso a tensão normal admissível ou a tensão de cisalhamento admissível
sejam conhecidas, é possível calcular as dimensões do eixo baseando-se
nesses dados. Pela equação de transformação de tensão, temos:
Dados o momento de inércia e o momento polar de inércia, por meio das
seguintes equações, temos:
A equação simplifica-se a:
Isolando o raio do eixo c, obtém-se:
Exemplo 12
O eixo na figura abaixo é suportado por mancais em A e B. Por causa da
transmissão de potência para o eixo, as correias das polias estão sujeitas às
tensões mostradas. Determine o menor diâmetro do eixo pela teoria da tensão
de cisalhamento máxima, com τmáx = 50 Mpa (HIBBELER, 2010).
Resolução:
Reações de apoio
Diagrama de momento fletor Mx
- Diagrama de momento fletor Mz
Diagrama de torque
O momento de torção imediatamente à direita de C e em B é 7,5 kN.m.
Resolvendo o momento fletor resultante no ponto C, temos:
Já para o ponto B, o momento fletor é:
Aplicando a fórmula do raio c, vista na teoria para os momentos fletor e
de torção no ponto C, em que obtemos o maior valor para o par momento fletor
e momento de torção, chegamos ao seguinte valor de raio do eixo:
Assim, como o diâmetro é 2 vezes o raio, temos:
Síntese
Neste capítulo, vimos que a tensão cisalhante é gerada por uma força
cortante, sendo esta atuante na área, ou seja, no plano.
A tensão normal e tensão cisalhante são distintas, ou seja, de naturezas
diferentes quanto à orientação da força. A tensão normal advém da força
“perpendicular” ao plano, e a tensão cisalhante vem da força “no” plano. A tensão
normal atua no sentido longitudinal do corpo, já a tensão cisalhante atua no
sentido transversal.
A tensão de cisalhamento é mais difícil de enxergar, por isso, os melhores
exemplos de visualização de tensão cisalhante são os casos de ligações
parafusadas, em que os parafusos se encontram em corte, com quatro
exemplos: Corte simples em 1 (um) parafuso; Corte simples em n (vários)
parafusos; Corte duplo em 1 (um) parafuso e Corte duplo em n (vários)
parafusos.
Além disso, vimos que o torque, ou momento de torção, também pode
gerar uma deformação por cisalhamento em elementos, conhecida também
como tensão por torção. Para isso, precisamos de um momento de torção
aplicado ou um par de forças conjugadas que gere esse torque aplicadas em
torno de um eixo ou centro de torção de um elemento.
Referências
BEER, F. P.; JOHNSTON, E. R. Mecânica dos materiais. 5 ed. São Paulo: Mc
Graw Hill, 2008.
HIBBELER, R. C. Resistência dos materiais. 7 ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2010.
NADAL, C. A. Torção – Aula 04. Curitiba: UFPR, 2015.