Treinamento de Programa de Proteção respiratória - PPR
SUMÁRIO
1. O QUE É O PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA – PPR .......... 3
2. ELEMENTOS DA COMPOSIÇÃO DO PPR ................................................ 3
2.1. Fique atento... .......................................................................................... 4
a) política da empresa na área de proteção respiratória; .......................... 4
b) abrangência; ......................................................................................... 4
c) Indicação do administrador do programa .............................................. 4
d) indicação do administrador do programa; ............................................. 4
3. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR ............................................. 4
4. RESPONSABILIDADE DO ADMINISTRADOR ........................................... 5
5. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO................................................ 6
6. RICOS RESPIRATÓRIOS E TIPOS DE RESPIRADORES ......................... 7
O que são poeiras? ........................................................................................ 7
O que são névoas e neblinas? ....................................................................... 7
O que são fumos? .......................................................................................... 8
O que são gases? ........................................................................................... 8
O que são gases?........................................................................................... 9
7. SELEÇÃO DE RESPIRADORES ................................................................ 9
7.1. O que é um respirador sem manutenção? .......................................... 10
7.2. O que é um respirador com manutenção? .......................................... 10
7.3. Para que serve o filtro mecânico? ....................................................... 10
7.4. Qual a vida útil dos filtros mecânicos? ................................................ 10
7.5. O que é o cartucho químico? .............................................................. 11
7.5.1. Qual a vida útil do cartucho? ........................................................ 11
7.5.2. Como posso descartar cartuchos químicos já usados? Posso
reciclar?..................................................................................................... 11
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7.5.3. O que são filtros combinados? ..................................................... 12
7.6. Para que serve a válvula de exalação?............................................... 12
7.7. Qual a diferença entre os respiradores sem manutenção com e sem
válvula de exalação? .................................................................................... 12
7.8. Como deve ser feito a limpeza dos respiradores? .............................. 12
8. PROTEÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS............................................... 12
8.1. Respirador purificador de ar não motorizado ...................................... 13
8.2. Respirador purificador de ar .................................................................. 13
8.3. Respirador de adução............................................................................ 14
9. OUTROS ELEMENTOS PARA PROGRAMA ........................................... 15
G) avaliação das condições físicas, psicológicas e médicas dos usuários ... 15
I) ENSAIO DE VEDAÇÃO............................................................................. 16
10. LIMPEZA, HIGIENIZAÇÃO, INSPEÇÃO, MANUTENÇÃO, DESCARTE E
GUARDA DE RESPIRADORES....................................................................... 16
11. REVISÃO DO PROGRAMA ................................................................... 17
12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................... 18
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1. O QUE É O PROGRAMA DE PROTEÇÃO
RESPIRATÓRIA – PPR
O Programa de Proteção Respiratória (PPR) é um processo para seleção,
uso e manutenção dos respiradores com a finalidade de assegurar proteção
adequada para o usuário.
O Programa de Proteção Respiratória (PPR) é um
processo para seleção, uso e manutenção dos
respiradores com a finalidade de assegurar proteção
adequada para o usuário.
2. ELEMENTOS DA COMPOSIÇÃO DO PPR
O texto do PPR deve conter, no mínimo, os seguintes elementos:
A) política da empresa na área de proteção respiratória;
B) abrangência;
C) indicação do administrador do programa;
D) regras e responsabilidades dos principais atores envolvidos;
E) avaliação dos riscos respiratórios;
F) seleção do respirador
G) avaliação das condições físicas, psicológicas e médicas dos
usuários;
H) treinamento;
I) ensaio de vedação;
J) uso do respirador e política da barba;
K) manutenção, inspeção, limpeza e higienização dos respiradores;
L) guarda e estocagem;
M) uso de respirador para fuga, emergências e resgates;
N) qualidade do ar/gás respirável;
O) revisão do programa;
P) arquivamento de registros
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2.1. Fique atento...
a) política da empresa na área de proteção
respiratória;
b) abrangência;
c) Indicação do administrador do programa
O empregador deve atribuir a uma só pessoa a responsabilidade e a
autoridade pelo programa. Ela deve ser qualificada por treinamento ou possuir
experiência compatível com a complexidade do PPR para implementar e
administrar de modo apropriado o programa, bem como conhecer e estar
atualizada no que se refere às publicações e aos regulamentos legais vigentes.
É recomendável que seja da área de Higiene Ocupacional, da Medicina do
Trabalho ou da Engenharia de Segurança da própria empresa.
NOTA: O empregador e o administrador do programa podem ser a mesma
pessoa.
d) indicação do administrador do programa;
Todas as pessoas envolvidas no PPR devem ser competentes sua área de
responsabilidade dentro do programa e devem manter seus conhecimentos e
treinamento atualizados, para poderem desenvolver com eficiência seus
encargos.
3. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR
A) designar um administrador do programa que tenha a responsabilidade
delegada para gerenciar efetivamente o PPR;
B) providenciar recursos adequados e organização para garantir a eficácia
contínua do PPR;
C) definir, implementar e documentar o PPR;
D) fornecer o respirador adequado;
E) permitir ao empregado usuário do respirador que deixe a área de risco por
qualquer motivo relacionado com o seu uso. Essas razões podem incluir
as seguintes, mas não se limitam a elas:
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- falha no funcionamento do respirador que altere a proteção
por ele proporcionada;
- detecção de penetração de ar contaminado dentro do
respirador;
- aumento da resistência à respiração;
- grande desconforto devido ao uso do respirador;
- mal-estar sentido pelo usuário do respirador, tais como
náusea, fraqueza, tosse, espirro, dificuldade para respirar,
calafrio, tontura, vômito, febre;
- lavagem do rosto e da peça facial do respirador (se
aplicável), sempre
- que necessário, para diminuir a irritação da pele;
trocar o filtro ou outros componentes, sempre que
necessário;
- descanso periódico em área não contaminada.
F) investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar
providências para saná-la. Se o defeito for de fabricação, o empregador
deverá comunicá-lo ao fabricante e ao órgão oficial de competência na
área de Equipamento de Proteção Individual (EPI);
G) fornecer somente respiradores aprovados, isto é, com Certificado de
Aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social,
observando que qualquer modificação, mesmo que pequena, pode afetar
de modo significativo o desempenho do respirador e invalidar a sua
aprovação.
4. RESPONSABILIDADE DO ADMINISTRADOR
A) preparação dos procedimentos operacionais escritos para uso
correto dos respiradores em situações de rotina e de emergência;
B) medições, estimativas ou informações atualizadas acerca da
concentração do contaminante na área de trabalho antes de ser
feita a seleção do respirador e periodicamente, durante o seu uso,
com a finalidade de garantir que o respirador apropriado esteja
sendo utilizado;
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C) seleção do respirador apropriado que proporcione proteção
adequada para cada contaminante presente ou potencialmente
presente;
D) manutenção de registros e procedimentos escritos de tal maneira
que o programa fique documentado e permita uma avaliação da
sua eficácia;
E) providências para que todos os envolvidos
conheçam o conteúdo do programa;
F) avaliação anual da eficácia do programa;
G) revisão periódica dos procedimentos escritos;
H) indicação e treinamento de pessoas
competentes para o cumprimento de tarefas ou
funções no programa;
I) atualização de seus conhecimentos e o de seus
colaboradores para que possam desempenhar
eficientemente as tarefas relativas ao PPR.
5. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO
A) usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e o
treinamento recebidos;
B) no caso de uso de respirador com vedação facial, não
apresentar pelos faciais (barba, cavanhaque etc.) que interfiram na
selagem do respirador em seu rosto;
C) guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo
conveniente para que não se danifique ou deforme;
D) deixar imediatamente a área contaminada se observar que
o respirador não está funcionando bem e comunicar o defeito à
pessoa responsável indicada nos procedimentos operacionais
escritos;
E) comunicar à pessoa responsável qualquer alteração em seu
estado de saúde que possa influir na capacidade de uso seguro do
respirador;
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6. RICOS RESPIRATÓRIOS E TIPOS DE
RESPIRADORES
Avaliação dos riscos respiratórios é essencial para o processo de seleção e
uso do respirador adequado e deve ser realizada por pessoa competente.
A AVALIAÇÃO COMPLETA DOS RISCOS INCLUI TRÊS ETAPAS:
a) avaliação dos perigos no ambiente;
b) avaliação da adequação do respirador à exposição;
c) avaliação da adequação do respirador à tarefa, ao usuário e ao
ambiente de trabalho;
O que são poeiras?
São formadas quando um material sólido é quebrado, moído ou
triturado. Quanto menor a partícula, mais tempo ela ficará suspensa
no ar.
As poeiras são os contaminantes mais comumente presentes em
ambientes de trabalho.
São originadas quando materiais na forma sólida são submetidos a
processamento mecânico, como moagem, lixamento, britagem, corte, desbaste,
usinagem, entre outros.
O que são névoas e neblinas?
Névoas e neblinas são constituídas por particulados líquidos na forma de
gotículas em suspensão na atmosfera.
AS NÉVOAS, são geradas por processo mecânico, como ruptura física de
um líquido durante processos de pulverização, nebulização ou borbulhamento.
AS NEBLINAS são produto da condensação na atmosfera de pequenas
partículas líquidas provenientes de um líquido previamente volatilizado por
processo térmico.
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O que são fumos?
Os fumos ocorrem quando um metal ou plástico é fundido (aquecido),
vaporizado e se resfria rapidamente, criando partículas muito finas que ficam
suspensas no ar.
Fumos, tais como as poeiras, são particulados originados a partir de
materiais sólidos.
Consistem em sólidos metálicos ou plásticos, aquecidos até sua fusão.
Através deste processamento térmico, os sólidos fundidos são volatilizados e
condensados na atmosfera devido a diferenças bruscas de temperatura. Neste
processo são gerados particulados finamente divididos, usualmente menores
que 1 micrômetro de diâmetro médio mássico aerodinâmico.
O que são gases?
Gases são substâncias que, à temperatura ambiente, estão no estado
gasoso e são geralmente invisíveis.
Definem-se como gases as substâncias químicas que se apresentam no
estado gasoso quando em condições normais de temperatura e pressão (CNTP),
isto é, sob temperatura e pressão ambientes.
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O que são gases?
Vapores são substâncias que evaporam de um líquido ou sólido, da
mesma forma que a água transformada em vapor d’água. Geralmente são
caracterizados pelos odores: você não vê um vapor, mas sente o cheiro.
7. SELEÇÃO DE RESPIRADORES
A seleção de um respirador exige o conhecimento de cada operação para
determinar os riscos que possam estar presentes e, assim, selecionar o tipo ou
a classe de respirador que proporcione proteção adequada.
O processo de seleção deve ser iniciado somente após a realização da
avaliação dos perigos no ambiente, a qual deve ser complementada com as
avaliações dos fatores relativos à tarefa, ao usuário e ao ambiente de trabalho.
De acordo com recomendações contidas no PPR (Programa de Proteção
Respiratória) da FUNDACENTRO, seguem abaixo as classificações dos filtros e
para quais contaminantes são recomendados:
PFF1 / P1: Poeiras e/ou Névoas (aerossóis mecanicamente gerados);
PFF2 / P2: Fumos (aerossóis termicamente gerados) e/ou Agentes
Biológicos;
PFF3 / P3: Particulados altamente tóxicos (LT<0,05 mg/m³) e/ou de toxidez
desconhecida;
PFF significa peça facial filtrante, pois o próprio respirador é um meio
filtrante.
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7.1. O que é um respirador sem manutenção?
Um respirador sem manutenção, como o próprio
nome diz, é um tipo de respirador em que não
deve ser realizado nenhum tipo de manutenção ou
reparo; a própria peça facial é filtrante. Deve ser
trocado sempre que se encontrar saturado
(entupido), perfurado, rasgado ou com elástico
solto ou rompido, ou quando o usuário perceber o
cheiro ou gosto do contaminante.
7.2. O que é um respirador com manutenção?
Um respirador com manutenção, como o próprio
nome diz, é um tipo de respirador em que é
possível e devem ser realizadas manutenções,
higienizações e limpeza na peça facial, que é
constituída por material elastomérico. Os filtros e
cartuchos são acoplados à peça facial e devem
ser trocados conforme planos pré-estabelecidos
ou conforme indicações do fabricante.
7.3. Para que serve o filtro mecânico?
Os filtros mecânicos são geralmente constituídos por um
emaranhado de microfibras sintéticas que são tratadas
eletrostaticamente e são capazes de reter apenas os
materiais particulados (poeiras, névoas e fumos)
presentes no ambiente.
7.4. Qual a vida útil dos filtros mecânicos?
A vida útil para filtros mecânicos é variável,
dependendo de diversos fatores tais como o tipo de
contaminante, sua concentração, a frequência
respiratória do usuário e a conservação do produto,
devendo sempre ser avaliada pelo responsável sobre a
determinação do uso de EPI.
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O filtro mecânico deve ser trocado sempre que o usuário perceber um
aumento na dificuldade de respiração através do filtro. Isto significa que ele se
encontra saturado (entupido).
Também deve ser trocado sempre que houver danos físicos, e quando
não estiver mais em condições adequadas de higiene, ou seja, quando o filtro
estiver sujo.
7.5. O que é o cartucho químico?
Os cartuchos químicos geralmente são
constituídos por carvão ativado em sua estrutura
interna, que pode receber ou não algum tipo de
tratamento químico para captura de certos tipos de
gases e vapores presentes no ambiente.
7.5.1. Qual a vida útil do cartucho?
A vida útil de cartuchos químicos é variável, dependendo de diversos
fatores tais como o tipo de contaminante, sua concentração, a frequência
respiratória do usuário, a umidade relativa do ambiente e a conservação do
produto pelo usuário.
7.5.2. Como posso descartar cartuchos químicos já usados? Posso
reciclar?
Em relação ao descarte dos cartuchos químicos que não estejam
contaminados, tanto a tela de polipropileno que retém o carvão ativado quanto o
cartucho, podem ser descartados através de incinerador apropriado. Os mesmos
não devem ser reciclados.
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7.5.3. O que são filtros combinados?
Um filtro combinado é um filtro composto por um
filtro mecânico, capaz de capturar material particulado
(poeiras, névoas, fumos) e um filtro químico em conjunto,
capaz de capturar gases e vapores.
7.6. Para que serve a válvula de exalação?
A válvula de exalação permite a saída do ar úmido e
quente; desta maneira o ar exalado não passa através
do filtro, tornando a respiração mais “leve” e o uso da
máscara mais agradável, propiciando mais conforto ao
usuário e maior vida útil ao filtro.
7.7. Qual a diferença entre os respiradores sem manutenção
com e sem válvula de exalação?
Tecnicamente a eficiência de filtragem entre os
equipamentos é a mesma, porém devemos considerar que
o respirador com válvula de exalação proporciona maior
conforto ao usuário, pois permite a saída do ar quente e
úmido.
7.8. Como deve ser feito a limpeza dos respiradores?
A limpeza deve ser feita todos os dias. O respirador
deve ser lavado com água e sabão neutro após o uso.
O momento da limpeza deve ser aproveitado para fazer
uma inspeção na concha de vedação, válvulas de
inalação e exalação, para garantir que estas peças não
estejam danificadas.
8. PROTEÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS
Uma das formas de proteger o trabalhador contra a inalação de
contaminantes atmosféricos é através do uso de Equipamento de Proteção
Respiratória (EPR). Estes equipamentos, popularmente conhecidos como
respiradores (máscaras), são constituídos por uma peça que cobre, no mínimo,
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a boca e o nariz, através da qual o ar chega à zona respiratória do usuário,
passando por um filtro ou sendo suprido por uma fonte de ar respirável.
8.1. Respirador purificador de ar não motorizado
As Peças Faciais Filtrantes - PFF (filtros mecânicos ou máscaras
descartáveis) são geralmente constituídos por um emaranhado de microfibras
sintéticas combinadas em camadas e tratadas eletrostaticamente para reter
apenas os materiais particulados (poeiras, névoas e fumos) presentes no
ambiente. Não devem ser utilizados para proteção contra gases e vapores.
Devem cobrir o nariz e a boca e proporcionar vedação adequada sobre a face.
PFF1: proteção contra poeiras e névoas partículas não
tóxicas (penetração máxima através do filtro de 20%).
PFF2: proteção contra partículas finas, fumos e névoas tóxicas
(penetração máxima através do filtro de 6%).
PFF3: contra partículas tóxicas finíssimas e radionuclídeos
e (penetração máxima através do filtro de 0,1%).
VÁLVULAS
As válvulas não tem função de filtragem. Abrem no processo de exalação do ar
impedindo filtragem do ar expelido o que proporciona maior conforto do processo
respiratório.
8.2. Respirador purificador de ar
P1 - Proteção Contra Poeiras
e Névoas
Um quarto facial
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P2 - Proteção Contra Poeiras,
Névoas e Fumos
Peça semi facial
P3 - Proteção Contra Poeiras,
Névoas, Fumos e
radionuclídeos
Facial Inteira
8.3. Respirador de adução
Atmosferas com Concentração de Oxigênio menor ou igual que 12,5% - IPVS
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9. OUTROS ELEMENTOS PARA PROGRAMA
G) avaliação das condições físicas, psicológicas e médicas
dos usuários
REQUISITOS FÍSICOS
Cabe ao médico responsável pelo Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO) determinar se uma pessoa tem ou não condições de
saúde para usar um respirador.
Com a finalidade de auxiliar o médico na sua avaliação, o administrador do
programa deve informá-lo sobre:
a) os tipos de respiradores para uso rotineiro e de emergência que o
trabalhador deverá utilizar
b) as atividades típicas no trabalho, as condições ambientais, a frequência
e a duração da(s) atividade(s) que exige(m) o uso do respirador;
c) as substâncias para as quais o respirador deve ser usado, incluindo a
exposição provável a uma atmosfera com deficiência de oxigênio.
Dependendo do tipo de respirador, o exame médico deve incluir a
avaliação da função pulmonar, do sistema musculoesquelético, os problemas
cardiovasculares e outros.
Se há um histórico cardíaco ou de doença pulmonar severa, isso deve ser
considerado pelo profissional da saúde como uma limitação potencial ao uso do
respirador.
A condição física diária do usuário também é importante e ele não
deve utilizar o respirador se não se sentir em condição de saúde
suficiente para isso.
Na avaliação médica do candidato ao uso/usuário do respirador também
devem ser considerados:
a) o peso do respirador, especialmente quando deve ser usado por tempo
prolongado;
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b) o uso de lentes de contato (deve constar do prontuário médico);
c) o uso simultâneo de outros EPIs e/ou ferramentas pesadas, que
aumentam o peso total;
d) a irritação da pele provocada pela sensibilidade dérmica devida ao
contato direto de materiais do respirador com a pele;
e) se o candidato ao uso/usuário percebe ou não a presença dos
prováveis agentes contaminantes no ambiente do trabalho.
REQUISITOS PSICOLÓGICOS
Alguns candidatos/usuários poderão estar inaptos a usar um respirador
em virtude de razões psicológicas, como claustrofobia ou sensação de
isolamento, ou por problemas neurológicos, tais como epilepsia, ataxia e
tremores.
Algumas vezes as restrições podem ser superadas com treinamento e
aclimatação. Estes aspectos são tão importantes quanto os aspectos físicos no
uso de respiradores.
I) ENSAIO DE VEDAÇÃO
Todo usuário de respirador com vedação facial deve ser submetido a um
ensaio de vedação para determinar se o respirador selecionado se ajusta bem
ao seu rosto. Os sem vedação facial não são submetidos a este ensaio.
10. LIMPEZA, HIGIENIZAÇÃO, INSPEÇÃO,
MANUTENÇÃO, DESCARTE E GUARDA DE
RESPIRADORES
O PPR da empresa deve incluir, se aplicável, procedimentos escritos sobre:
descontaminação dos respiradores;
limpeza e higienização;
inspeção;
manutenção de rotina e reparos;
descarte;
guarda e estocagem
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11. REVISÃO DO PROGRAMA
O programa, por mais abrangente que seja, terá pouco valor se não for mantido
e executado conforme planejado. Além de ter o seu desenvolvimento
acompanhado, ele deve ser avaliado anualmente para verificar se:
A) os procedimentos contidos no programa atendem aos requisitos dos
regulamentos legais vigentes aplicáveis;
B) o que está sendo executado reflete os procedimentos operacionais
escritos.
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12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL, Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria n° 3.214, de 08 de junho de
1978. NR 01: DISPOSIÇÕES GERAIS. Editora Atlas, 2019. 82ª edição.
BRASIL. Portaria n° 3.214, de 08 de junho de 1978. NR 06: EQUIPAMENTO DE
PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI. Editora Atlas, 2019. 82ª edição.
BRASIL. Portaria n° 3.214, de 08 de junho de 1978. NR 07: PROGRAMA DE
CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL - PCMSO. Editora Atlas,
2019. 82ª edição.
BRASIL. Portaria n° 3.214, de 08 de junho de 1978. NR 09: PROGRAMA DE
PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS - PPRA. Editora Atlas, 2019. 82ª
edição.
MASSACANI, Carlos. Et al. 3M. DÚVIDAS FREQUENTES DISQUE
SEGURANÇA. Protegendo seu mundo.2ºedição. Pág(8-19).2011.
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