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Funções Circulares e Ciclo Trigonométrico

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Trigonometria

Cristiano Bezerra
Aula 5
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Arcos e ângulos
Vamos considerar uma circunferência (na figura abaixo) de centro
O, sobre a qual tomaremos dois pontos distintos que vamos chamar
de A e B. Depois, sobre a mesma circunferência, vamos marcar um
terceiro ponto, que chamaremos de M, distinto dos pontos A e B.
Relativamente a A e B, M apresenta duas possibilidades que
veremos a seguir:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Arcos e ângulos

a) situar-se na parte assinalada na figura acima (percurso


mais curto entre A e B); ou,
b) ao contrário, situar-se na outra parte, não assinalada (o
percurso mais longo entre A e B).
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Arcos e ângulos

Assim, cada uma dessas duas partes representadas na figura


em que fica dividida a circunferência por dois de seus pontos é
conhecida como arco de circunferência.
Neste exemplo, temos os arcos AMB e AM’B e ambos têm
extremidades em A e B
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Arcos e ângulos

Eventualmente, podemos escrever somente AB, desde que na


figura não deixe dúvidas em relação a qual arco fazemos
referência.
Vamos ver agora duas situações particulares:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Arcos e ângulos
Duas situações particulares:

1a Situação:
Se A e B são simétricos em relação
ao centro O, o segundo AB é um
diâmetro e cada um dos arcos
iguais é uma semicircunferência,
ou um arco de meia volta.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Arcos e ângulos
Duas situações particulares:

2ª Situação:
No caso extremo de A não ser
distinto de B, ou seja, A ser o
próprio B, o arco determinado é a
própria circunferência (ou arco de
uma volta), e a outra parte
chamamos de arco nulo.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Arcos e ângulos
Percebemos também que, quando fazemos a construção de arcos, fica
implícita a existência de um ângulo central correspondente a cada arco
tomado.
A medida de cada arco equivale à do ângulo central correspondente,
independente da medida do raio da circunferência, conforme a figura
abaixo.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Medidas de Arcos e Ângulos


Tomar a medida de um arco ou a medida de um ângulo é o mesmo
que compará-lo com outro, unitário.

O grau: o arco unitário padrão mais utilizado até hoje tem sido o
grau, representado pelo símbolo ° , que corresponde a 1/360 da
circunferência na qual se encontra o arco que queremos medir.

O radiano: o radiano (que escrevemos como rad) é o arco unitário


cujo comprimento é igual ao raio da circunferência na qual se
encontra o arco a ser medido.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Medidas de Arcos e Ângulos


Importante conhecermos a seguinte relação: a circunferência
tem 2 π rad, da mesma forma que possui 360 graus. Sendo
assim, podemos estabelecer a seguinte correspondência entre
radianos e graus:
2 π rad ----- 360°
π rad ----- 180°
π/2 rad ----- 90°
E assim sucessivamente.
Vamos ver agora alguns exemplos dessa correspondência:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Medidas de Arcos e Ângulos


Exemplo 1:
Para transformar um arco de 45º (ou um ângulo de 45º ) em
radianos, podemos estabelecer essa relação através da regra de
três simples:
π rad ----- 180°
x----- 45°
Assim, teremos que
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Medidas de Arcos e Ângulos


Exemplo 2:
Ao contrário do exemplo anterior, para transformarmos um
arco de π/6 radianos em graus, estabelecemos também através
da regra de três simples a seguinte relação:
π rad ----- 180°
π / 6 rad ----- x
Assim, teremos que
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

O comprimento de um arco
Agora que conhecemos o significado de um arco, vamos falar
sobre o seu comprimento.
Conhecida a medida de um arco, em graus ou em radianos, o
seu comprimento depende do raio da circunferência em que
ele está contido.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Exemplo: um arco a1 de 45° (ou π/4 rad), tomado sobre uma


circunferência C1 de 12 cm de raio, terá comprimento maior
que um arco a2 da mesma medida fixado sobre uma
circunferência C2 de 6 cm de raio. Isso pode ser comprovado
calculando os comprimentos l1 e l2 desses arcos da seguinte
forma: como um arco de 45° equivale à oitava parte da
circunferência, o comprimento de cada um dos arcos de 45°
equivale à oitava parte do comprimento de cada circunferência
correspondente.
Vamos ver na prática:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

O comprimento de um arco
Na prática fica assim:

Interessante observar que


Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

O comprimento de um arco
De maneira geral, sejam AOB o ângulo central de medida a rad da
figura e AB o correspondente arco, de comprimento l. Assim,
poderemos definir o comprimento do arco através da regra de três
simples.
Comprimento do arco Medida do arco
r --------------------------- 1 rad
l --------------------------- α rad
Isso nos fornece a seguinte relação:
l=α.r
A relação l = α . r será usada para calcular o
comprimento de um arco em função do raio e
do ângulo central correspondente.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

O comprimento de um arco
Agora vamos ver alguns exemplos de aplicaçõa dessa relação
do comprimento do arco de uma circunferência em função do
raio:
Exemplo 1: Dado um arco de π / 3 rad, fixadosobre uma
circunferência de 15 cm de raio, quando mede o comprimento
dessa circunferência em cm?
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

O comprimento de um arco
Exemplo 2: Vamos calcular o comprimento l de um arco AB de
5 cm d e raio e ângulo a = 54º .
Iniciamos com as seguintes regras de três:

E depois calculamos:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Ciclo Trigonométrico
Vamos considerar dois eixos ortogonais cruzando-se em O e
orientados conforme as indicações: o vertical, com sentido para
cima, e o horizontal para a direita. Sobre esse sistema descrito,
vamos fixar uma circunferência com centro em O e raio unitário (r
= 1), conforme figura abaixo:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Ciclo Trigonométrico
Vamos também associar para cada número real um ponto dessa
circunferência, ou seja, vamos fazer com que cada ponto P se
desloque sobre a circunferência a partir do ponto A (ponto
associado inicialmente ao número zero) no sentido anti-horário,
considerado positivo, conforme indicado na figura abaixo:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Ciclo Trigonométrico

Importante: Os números em algarismo romanos (I, II, III e IV)


referem-se aos quadrantes, que são as 4 partes em que o
círculo trigonométrico está dividido.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Pontos do Ciclo Trigonométrico associados a números reais


Como no ciclo trigonométrico construído r = 1, o
comprimento da circunferência é 2π. Isso garante que a cada
número real x, com 0 ≤ x ≤ 2π, poderemos associar uma
posição de P sobre a circunferência (ou, mais precisamente,
um ponto da circunferência).
Por exemplo: ao número π associamos o ponto C, denominado
imagem de π; ao B associamos o número π/2; e, ao ponto D
associamos o número 3π/2.
Vejamos na imagem do slide seguinte:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Pontos do Ciclo Trigonométrico associados a números reais

Pontos do círculo
trigonométrico:

A = 0° ou 360° ou 2π rad
B = 90° ou π/2 rad
C = 180° ou π rad
D = 270° ou 3π/2 rad
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Pontos do Ciclo Trigonométrico associados a números reais


Vamos ver como fica a representação de outros pontos no ciclo
trigonométrico:
Exemplo 1: Qual seria o ponto P, que corresponde ao número
real 2 π / 3?
Lembrando que uma volta completa no ciclo trigonométrico
corresponde ao valor de 2 π, teremos que o ponto P será a terça
parte de uma volta, ou seja,

Este ponto ocuparia uma posição no segundo quandrante.


Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Outros pontos no circulo trigonométrico


Para consideramos qualquer outros valor de x ≥ 2 π, o ponto
descreve, em um sentido anti-horário, um percurso de
comprimento x, ao final do qual se marca o ponto P como,
imagem do número x.
Como por exemplo, se x = 2 π r, sua imagem será o próprio
ponto A.
Ou seja, , também podemos escrevê-lo como
(Lembrando que de volta) e sua imagem será o ponto D.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Outros pontos no circulo trigonométrico


Se considerármos, por outro lado, qualquer valor negativo de
x, o ponto representa, no sentido horário, um percurso de
comprimento igual a |x| , ao final do que será marcado o ponto
P como imagem do número negativo x.
Como exemplo, podemos considerar o número – π, que tem
como imagem o ponto C, pois o seu percurso descrito no
sentido horário é de meia volta no ciclo trigonométrico.
Ou, se consideramos o números - e teremos como imagens
os pontos D e P, respectivamente, pois os percursos descritos
no sentido horário são de ¼ de volta e 1/8 volta
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Congruência
Vamos falar agora de congruência entre os pontos no ciclo
trigonométrico.
Se pegarmos um número real x, tal que x ≥ 2 π; por exemplo,
x = Desmembrando esse número teremos a seguinte
situação:

Onde,
2 π é igual ao percurso de 1 volta; e,
percurso de ¼ de volta.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Congruência
Dando continuidade, vamos ver outros exemplos de
congruência:
Como no exemplo anterior associamos ao número o ponto
B no ciclo trigonométrico, o qual temos como imagem
também o número , podemos agora verificar que há outros
infinitos números reais maiores que 2 π e que possuem, a
mesma imagem B.
Como, por exemplo: (2 voltas e ¼ de volta); (3 voltas
e ¼ de volta); entre outros, sucessivamente.
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Simetria
Considerando o ciclo trigonométrico, existem três tipos de
simetria de interesse para o nosso estudo: simetria em relação ao
eixo vertical, em relação ao eixo horizontal e em relação ao
centro. Para conhecermos cada uma delas, vamos pegar um arco
de medida a, do 1º quadrante e da primeira volta, ou seja, o < a
< .
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Simetria
Simetria em relação ao eixo vertical:
Considerando P a extremidade do arco de medida a, o
simétrico de P em relação ao eixo vertical é o ponto P’,
imagem no número π–a (conforme figura abaixo),
considerando que os ângulos centrais são congruentes.
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Simetria
Simetria em relação ao eixo horizontal:
Considerando a congruência entre os ângulos centrais,
podemos afirmar que o número que possui imagem simétrica à
imagem de a é o número –a, conforme podemos identificar na
figura abaixo:
Funções Circulares – Ciclo Trigonométrico

Simetria
Simetria em relação ao centro do ciclo:
Quando consideramos que dois pontos são de extremidades opostas
de um diâmetro, como os pontos P e Q na figura, a diferença entre
dois valores consecutivos cujas imagens são os pontos citados vale
π, ou seja, a diferença entre os dois percursos é de meia volta no
ciclo trigonométrico.
Referências

IEZZI, G. et al. Matemática. Vol Único. São Paulo: Atual,


1997.

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