Aumento da Disponibilidade Hídrica no Sinos
Aumento da Disponibilidade Hídrica no Sinos
CONSÓRCIO PRÓ-SINOS
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A presente ação tem por objetivo aumentar a disponibilidade hídrica na Bacia do Rio
dos Sinos através da regularização de vazões obtidas por intermédio da implantação de
reservatórios de regularização. Com efeito, a situação atual na Bacia demonstra uma
situação limite quanto ao balanço hídrico superficial; desta forma, o incremento no uso
da água, no futuro, poderá ser viabilizado através do aumento da disponibilidade.
Observa-se, também, que as carências hídricas nos períodos secos (verão e outono) são
compensadas pelos excessos nos períodos úmidos (inverno e primavera). Este fato
demonstra a possibilidade da reservação da água excedente em um período para
utilização em outro.
[Link]. Caracterização
A proposta de implantação de barragens na Bacia do Rio dos Sinos, pela SIUMA teve
por premissa a sustentabilidade ambiental. A Análise Ambiental Estratégica, neste
contexto serviu para hierarquizar as hipóteses de barramento mais favoráveis sob a ótica
sócio-ambiental.
Com relação aos propósitos com as possíveis intervenções, a função objetivo aponta no
seguinte sentido:
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Reservatórios/Barragens
Parâmetro S-15 S-38 S-33b S-27a
Rio dos Sinos Rio Rolante Arroio Areia Rio da Ilha
Áreas Aptas Irrigação no entorno (pot.
640,08 120,84 1.100,17 1.785,71
irrigação até 15km jusante)
Área Irrigada (Safra 2008/2009) atingida
- - - -
(ha)
Ára Irrigável (Potencial) atingida (ha) 3,92 - - -
Estrada Municipal
8,7 6,8 1,5 7,6
(km) – 1
Estrada Estadual (km)
- - - -
– 20
Rodovias/
Estrada Federal (km) –
Estradas - - - -
50
atingidas
Obra de arte sobre
estrada
- - - -
Estadual/Federal(un) -
20
Sedimentos (Perda de Solo na sub-bacia de
39,00 47,00 106,00 160,00
contribuição - t/ha/ano)
Fraturas (m) 3.194,00 3.855,00 5.062,00 1.451,00
Vazão Média de Longa Duração Qmld
1,3996 5,6007 3,1943 4,2107
(m3/s)
Quantidade de espécies migradoras no
ponto barrado
Área com processo DNPM (ha) 30,59 - - -
Antrópico Urbano/Área Urbana - - - -
Antrópico Rural (ha) 638,64 214,11 498,10 442,27
Desprezível – 0 - - - -
Extrema importância
- 468,21 - -
biológica
Muito alta importância
- - - -
Áreas prioritarias biológica
a conservação Alta importância
- - - -
Mapa MMA biológica
Insuficient. conhecida
c/ provável import. - - - -
Biológica
Mata Nativa (ha) 141,92 88,68 4,71 7,27
Área de APP atigida (ha) 147,74 99,15 135,23 106,50
Área de APP gerada (ha) 356,09 288,34 183,56 265,93
3
Vazão regularizada (m /s) 9,20 5,20 3,90 2,50
3
Volume armazenado (Hm ) 290,00 163,00 123,00 80,00
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No total das quatro intervenções infraestruturais selecionadas como mais viáveis para a
Bacia do Rio dos Sinos, tem-se um volume acumulado da ordem de 656.000.000 m3
com uma vazão regularizada global de 20,8 m3/s, a um custo total de R$ 2,23 bilhões.
Pelo porte e custo das intervenções e pelas suas repercussões sociais e ambientais,
entende-se que a implantação dar-se-á de forma sequencial, escalonando os impactos,
mas também escalonando os benefícios. Obviamente, a implantação dessas intervenções
deverá passar ainda por instâncias decisórias (no próprio Comitesinos), além de ser
objeto de estudos específicos (projetos de engenharia – básico e final – e estudo de
impacto ambiental – EIA/RIMA). Somente após cumpridos esses passos, será possível
iniciar o processo de licitação para a contratação da construção das barragens em
paralelo à negociação para a desapropriação das áreas atingidas.
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Diversos atores intervenientes serão necessários à implementação desta ação, face a sua
magnitude e importância. O custo de implantação das obras está estimado em R$ 1,1
bilhão, enquanto que as áreas alagadas pelos reservatórios atingirão 1.450 ha (valor
significativo considerando o tamanho médio das propriedades rurais nos locais em
questão). A estimativa inicial (preliminar) aponta que serão diretamente atingidas cerca
de 300 pessoas. No entanto, os benefícios da regularização de vazões poderão atingir
mais de 800.000 pessoas na Bacia.
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O prazo total para a implantação dos três reservatórios é de 15 anos. Sabendo-se que
processos políticos e sociais dessa magnitude tendem a sofrer atrasos, pode-se
considerar como adequado o horizonte de 20 anos para a implantação dos três
reservatórios.
[Link]. Custo/Orçamento
Os custos de implantação das obras relativas aos três reservatórios selecionados foram
determinados, de forma inicial e considerando todos os custos correlatos (inclusive de
desapropriação das áreas alagadas e dos estudos técnicos e ambientais e dos projetos de
engenharia), resultando nos seguintes valores:
• Total: R$ [Link],00
Os resultados esperados com a implantação dos três reservatórios propostos nesta ação
consistem no aumento da regularização das vazões no Rio dos Sinos e de seus
tributários (Ilha, Areia e Rolante) a jusante dos barramentos. Esse incremento na vazão
regularizada possibilitará o atendimento das demandas futuras para diversos usos
(abastecimento público, criação animal, irrigação e uso industrial), possibilitando
inclusive a melhoria da qualidade das águas. Complementarmente, alguns outros usos
poderão ser viabilizados com os reservatórios, tais como recreação (balneários), pesca e
geração de energia.
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[Link]. Caracterização
A ação consiste no esforço para a construção de novos açudes bem como no aumento da
capacidade atual de açudagem, com a finalidade de acumular água com o objetivo
específico de atender a demandas hídricas locais, para usos diversos da água (criação
animal, pequena irrigação, etc.).
Em razão da restrição volumétrica e locacional, essa ação não possui capacidade para o
incremento global na regularização de vazões do Rio dos Sinos, mas contribui
indiretamente para esse aumento, ao reduzir a dependência de água (localizada e de
pequeno porte).
A situação atual quanto à acumulação de água em açudes na Bacia do Rio dos Sinos é
apresentada no Quadro a seguir, que mostra para cada Unidade de Planejamento a área
total alagada e o volume total acumulado, além da quantidade de açudes.
Quadro 4.1.3 – Situação atual quanto à acumulação de água em açudes na Bacia do Rio dos Sinos
UPG AREAS ALAGADAS (HA) VOLUMES ACUMULADOS (M3) QUANT. AÇUDES
AS1 1,45 15.897 1
AS2 0,00 0 0
AS3 79,41 1.088.441 36
AS4 41,68 515.672 22
AS5 6,18 92.495 2
AS6 28,29 511.630 7
AS7 50,94 840.912 16
AS8 66,11 912.793 32
AS9 14,92 183.200 8
MS1 88,12 1.655.215 27
MS2 12,42 139.866 8
MS3 54,76 782.018 20
MS4 42,89 571.544 22
BS1 88,11 1.503.463 20
BS2 86,72 1.414.275 25
BS3 48,39 898.457 11
BS4 71,69 1.039.474 25
BS5 23,61 315.164 10
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Considerar que o Alto Sinos pode alcançar o indicador de acumulação do Baixo Sinos
implica em aceitar uma acumulação adicional de 12 Hm3. Para uma situação média de
açudes com 2 ha de área alagada e 20.000 m3 de volume acumulado, ter-se-á uma
quantidade de 600 novos açudes. Esse volume adicional, se considerado durante o
período de verão, será responsável por uma vazão regularizada adicional de 1,5 m3/s; ou
seja, mais de 10% da Q90%, o que significa um incremento importante para o Alto Sinos.
A Figura 4.1.2 mostra a Bacia do Rio dos Sinos, suas Unidades de Planejamento e seus
compartimentos, podendo-se observar a representatividade espacial do compartimento
do Alto Sinos.
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O conceito de açude, desta forma, associa-se a uma estrutura de pequeno porte, com
área inundada limitada e localizada fora do leito dos principais cursos de água.
Em termos médios, o maciço de terra necessário para garantir essa acumulação, possuirá
um volume médio da ordem de 1.200 m3 de aterro.
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Caso a área de drenagem seja substancialmente maior que a indicada (8 ha), haverá
necessidade de escavar, na ombreira com declividade mais suave, um canal extravasor
de emergência, como proteção ao maciço frente a chuvas intensas.
A construção de cada açude irá requerer uma equipe mecanizada mínima, composta por:
escavadeira hidráulica ou retro-escavadeira, trator com scrapper e rolo compactador
vibratório pé-de-carneiro. O material para a confecção dos aterros (solo argiloso
compactado) será obtido em áreas de empréstimo próximas aos locais de implantação
dos açudes, utilizando-se o sistema de empréstimo lateral para minimizar os custos com
transporte.
Vale ressaltar que a micro-localização dos açudes propostos deverá ser negociada com
os interessados (principalmente os proprietários rurais) e mediada pelo Comitesinos, em
momento mais próximo do início efetivo da construção dos açudes, tendo como foco as
áreas preferenciais indicadas (Alto Sinos).
• EMATER: terá como atribuição prestar apoio técnico nos estudos de localização
e nos projetos para a construção dos açudes, acompanhando as obras durante o
período construtivo.
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Ao prazo de 12 anos deve ser acrescido o tempo necessário à formatação dos convênios
para financiamento e à elaboração dos estudos técnicos, previsto em 3 anos. Assim, o
tempo total para implementação dessa ação será de 15 anos.
[Link]. Custo/Orçamento
No entanto, essa ação apresentará maior eficiência com relação aos resultados
localizados, nas propriedades onde serão construídos os 600 açudes e no Alto Sinos.
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A principal dificuldade desta ação consiste na sua natureza limitada e localizada, frente
à ótica integradora do Plano de Bacia. No entanto, essa dificuldade em termos de
alcance dos objetivos, torna-se uma vantagem em termos técnicos, financeiros,
ambientais e sociais (face à simplicidade técnica construtiva e operacional; ao custo
relativamente baixo; aos impactos mínimos e localizados e a não necessidade de
desapropriações e realocações).
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Esta ação objetiva melhorar a regularização de vazões na Bacia do Rio dos Sinos,
notadamente nos rios Paranhana e Sinos, mediante a manutenção e estabilização do
regime de transposição de águas do rio Caí, através do sistema Salto-Bugres-Canastra,
operado pela CEEE.
[Link]. Caracterização
Há 50 anos o Rio dos Sinos vem recebendo um reforço hídrico a partir do Rio Caí,
através de um sistema de geração hidrelétrica operado pela Companhia Estadual de
Energia Elétrica. Esse sistema é composto pelo reservatório do Salto (no rio Caí,
auxiliado por dois outros reservatórios a montante: Blang e Divisa) de onde ocorre uma
derivação de água para a Usina de Bugres, junto a um reservatório de mesmo nome.
Deste reservatório, já localizado na Bacia do Rio dos Sinos, ocorre uma derivação
através de tubulação até a Usina de Canastra. Assim, caracteriza-se uma transposição de
águas entre as bacias hidrográficas dos rios Caí (doador) e Sinos (receptor).
Essa variação diária pode ser significativa, como de fato o é, o desta forma foi
concebido o reservatório de Laranjeiras, para atenuar a variação diária de vazões,
garantindo um fluxo constante a jusante da barragem. No entanto, o não fechamento do
maciço da barragem de Laranjeiras resultou na manutenção das variações diárias de
vazões.
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defluência mínima de 2,0 m³/s a um máximo de 14,2 m³/s (volume máximo turbinado
pela usina).”
Ainda conforme informações da CEEE com base nas vazões turbinadas na Usina de
Canastra em dezembro de 2008 (entre os dias 20 e 31), observa-se a referida variação:
mínima vazão turbinada de 2,5 m3/s e máxima vazão turbinada de 15 m3/s. Em termos
de vazão média diária turbinada tem-se uma variação entre 8,3 e 10,5 m3/s, como uma
média para o período de 8,8 m3/s.
Tais valores são significativos para o Rio dos Sinos, se entendermos que a transposição
apresenta elevada garantia fornecida pelo reservatório do Salto (conjuntamente com
Blang e Divisa), e que as vazões naturais mínimas no Rio dos Sinos são bastante baixas.
Por exemplo: vazão mínima = 3,85 m3/s; vazão mínima do mês de janeiro = 10,15 m3/s;
e vazão com permanência de 90% (Q90%) = 25,5 m3/s. Assim, a vazão média diária
transposta do Rio Caí corresponde, respectivamente, a 230%, 87% e 35% das vazões
referidas no Rio dos Sinos. O que mostra a importância desta transposição, na
regularização de vazões no Rio dos Sinos. Ao se considerar apenas o Médio Sinos,
compartimento no qual o sistema está inserido, a vazão média diária transposta
corresponde a vazão natural com 90% de permanência.
A presente ação propõe que, inicialmente, a barragem de Laranjeiras seja fechada e que
seu reservatório passe a operar na regularização das vazões turbinadas pela Usina de
Canastra. Isto garantiria assim um fluxo contínuo a jusante, o que ajudará a estabilizar o
regime fluvial do Rio dos Sinos, notadamente junto às captações de água de Campo
Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo (melhorando as suas condições operacionais).
Objetiva-se, assim, estabilizar em 8,8 m3/s, um regime de vazões que varia entre 2,5
m3/s e 15 m3/s.
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A abrangência desta ação abrange o Médio e Baixo Sinos, visto que a transposição
ocorre nas Unidades MS1 e MS2, mas os benefícios atingem toda a porção baixa da
Bacia do Rio dos Sinos, principalmente as captações de água para abastecimento
público em Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo.
• Comitê Caí: como entidade responsável pela fonte hídrica, deverá ser procurado
para negociação, uma vez que a Bacia do Rio Caí também apresenta limitação
hídrica. Assim, as negociações deverão ser pautadas pela apresentação, por parte
do Comitesinos e CEEE, de argumentos técnicos que comprovem a
possibilidade da manutenção da vazão de transposição sem prejuízos ao rio Caí.
Nesse sentido, a confirmação do compartilhamento dos benefícios de uma maior
regularização no reservatório do Salto (no caso do aumento de acumulação),
pelas duas Bacias, talvez seja uma estratégica interessante. O que demandará a
execução de estudos hidrológicos e de engenharia específicos.
[Link]. Custo/Orçamento
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Deve-se entender que essa ação (em termos de custos e da execução das obras e estudos
e da sua própria posterior operação) possui um responsável principal que é a CEEE.
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