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Racionalização do Uso da Água no Rio dos Sinos

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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS

CONSÓRCIO PRÓ-SINOS
COMITESINOS

Plano Sinos – Plano de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos

4.2. PROGRAMA 2 – REDUÇÃO NAS DEMANDAS DE ÁGUA

4.2.1. AÇÃO 2.1 - Racionalização no uso da água

A ação de Racionalização no Uso da Água tem por objetivo reduzir a demanda de água
das principais atividades consumidoras de água na Bacia do Rio dos Sinos.

Dentre as atividades presentes na área da Bacia, as de maior impacto para os recursos


hídricos são o abastecimento humano, a indústria e a agricultura (irrigação de arroz).

A ação de racionalização está vinculada à ação 2.2 deste mesmo programa – Programa
de redução de perdas nos sistemas de abastecimento, e também às ações de outros
programas: 8.1 – Implementação da outorga, 8.2 – Diretrizes para Implementação da
Cobrança, 9.1 – Educação ambiental, 9.2 – Mobilização social permanente e 9.3 – Plano
de comunicação social.

Esta ação se dará por meio do estímulo a racionalização do consumo e seu detalhamento
está apresentado a seguir.

[Link]. Caracterização

É importante considerar nas ações deste programa alguns dados obtidos pelo Plano de
Saneamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. Segundo este Plano o principal
problema enfrentado atualmente na Bacia é a baixa qualidade da água. Considerando
que, ainda segundo o Plano, a vazão normal do Rio dos Sinos pode oscilar entre 41 e 84
m³/s e a vazão em épocas de estiagem entre 1,7 e 3,1 m³/s, dependendo do trecho do rio,
verifica-se que em tempos de estiagem a vazão pode sofrer uma redução de até 20
vezes. A redução da demanda hídrica do rio, com o conseqüente aumento da vazão
média, principalmente nas estiagens, colaboraria na diluição dos poluentes, amenizando
este problema.

A busca do uso racional de água acontecerá através de campanhas de redução do


consumo e do desperdício. Esta ação pode trazer resultados de curto, médio e longo
prazo, sem implicar em grandes investimentos financeiros, pois é dependente de
mudanças comportamentais dos usuários. As mudanças podem acontecer pela adoção
de tecnologias que reduzam o consumo ou por mudanças de hábitos, sendo esta opção a
mais difícil. Outras possibilidades para reduzir a demanda hídrica são: a utilização de
tecnologias de reuso e reciclagem de água nas residências, quando possível.

Esta ação deve buscar, além de alcançar o seu objetivo do consumo racional de água, a
manutenção deste consumo ao longo do tempo, através de mudanças efetivas de
comportamento da população. Por este motivo as campanhas devem ser permanentes e
considerar a possibilidade real de escassez, porém sem um enfoque alarmista, que
resulte na redução do consumo apenas em curto prazo. Para incentivar os usuários, os
resultados de redução obtidos devem ser apresentados nas campanhas. Também é
objetivo desta ação, o desenvolvimento de uma metodologia que possa ser aplicada em

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outros locais ou setores de consumo. Adicionalmente, deve-se buscar a implantação de


um sistema estruturado de gestão da demanda de água.

A caracterização desta ação para as três principais atividades consumidoras da Bacia


será apresentada por tipologia de uso da água:

Uso Doméstico:

Em relação ao uso doméstico o programa de redução da demanda de água acontecerá


através de ações de conscientização dos consumidores nas porções urbanizadas das
regiões Médio e Baixo Sinos. As regiões rurais não serão englobadas nestas ações por
representarem uma pequena parcela do consumo hídrico para uso domiciliar.

Estas ações devem buscar uma real mudança de comportamento dos usuários,
resultando na redução de desperdícios. O desperdício é considerado como a quantidade
de água entregue e que teve uma utilização inadequada, refletindo a cultura dos
consumidores, e de diversos casos de falhas na micromedição e na cobrança, que
resultam no aumento do desperdício.

O desperdício de água referente ao consumo doméstico abrange:

• Sistemas de recursos hídricos (em relação à conservação de água bruta);

• Sistemas públicos de abastecimento de água;

• Sistemas prediais.

Quanto à conservação de água bruta, o objetivo das ações é alcançar o máximo


aproveitamento das vazões ofertadas para consumo urbano. Estas ações devem buscar a
eficiência na captação e no balanço hídrico do serviço de abastecimento, em sua forma
mais simples, ou compor planos integrados de gestão de recursos hídricos, em sua
forma mais complexa. Em relação aos sistemas públicos de abastecimento, as ações
buscam a redução das perdas físicas e não físicas. Estes dois sistemas serão abordados
especificamente na ação relacionada à redução de perdas no abastecimento público de
água. Já os sistemas prediais são o foco da presente ação.

Estas duas ações são relacionadas, pois a instalação de novos hidrômetros, por exemplo,
implica na racionalização do uso doméstico ao mesmo tempo em que resulta em um
melhor controle de perdas e a definição correta do consumo, no lugar de estimativas (o
que ocorre no caso de economias sem micromedição). Assim, os resultados positivos de
uma certamente refletirão na outra, indicando a importância da articulação e integração
na implementação destes programas.

Os fatores que deverão ser considerados e explorados nas ações deste programa são:

• Aspectos culturais dos usuários e educação ambiental (focada no consumo


hídrico), visando a mudança de hábitos;

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• Instalação e manutenção de medidores individuais (hidrômetros);

• Incentivo à manutenção e à adoção de alternativas tecnológicas para a redução


do consumo;

• Adoção de políticas tarifárias que estimulem a mudança de hábitos.

O foco deste programa é o consumidor final, pois a perda de água nas residências
corresponde a uma significativa parcela considerando o sistema desde a captação,
porém os fornecedores de serviços (CORSAN, SEMAE, COMUSA e prefeituras)
devem participar e estar envolvidos. Uma das formas para que isto ocorra é através da
adoção das ações de combate ao desperdício no consumo doméstico também em
instalações públicas para que possam servir como modelo à população.

A parcela de perdas nas residências é agravada pela existência de ligações clandestinas,


vazamentos e desperdícios causados pelas ligações sem micromedição. No último caso
o usuário paga apenas a tarifa mínima e caso consuma uma quantidade superior de água
não pagará pelo excesso. Por esta razão os consumidores não se preocupam com a
racionalização da água.

Como base para as ações de conscientização dos consumidores, deverá ser produzido
um material informativo sobre a importância da água, as quantidades e o custo da água
desperdiçada diariamente, as atitudes da população que causam o desperdício,
recomendações para reduzir as perdas e o consumo e dicas sobre a qualidade da água.

Algumas das dicas para o uso racional da água que devem estar nestes folhetos são:

• Uso consciente de equipamentos domésticos (o uso de máquinas de lavar roupa


e louça deve acontecer quando toda sua capacidade for utilizada);

• Utilização da água da chuva;

• Reuso de águas residuais;

• Hidrômetros individuais;

• Conservar torneiras, descargas e chuveiros sem vazamentos;

• Fechar a torneira para escovar os dentes ou fazer a barba;

• Evitar banhos demorados;

• Fechar a torneira enquanto a louça é ensaboada;

• Lavar o carro com balde e esponja;

• Utilizar balde, e não mangueira, para lavar a casa;

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• Varrer as calçadas antes de lavá-las.

Nas instalações públicas as medidas podem envolver: reparo de vazamentos, regulagem


de válvulas e registros, substituição de descargas, paisagismo poupador de água em
praças e jardins, programas setoriais de recuperação de sistemas prediais, instalação e
recuperação de micromedidores e manutenção nas redes de distribuição. Algumas
destas medidas serão contempladas na ação 2.2 – Programa de redução de perdas nos
sistemas de abastecimento.

Também é recomendável incluir no material informativo o incentivo à adoção de


alternativas tecnológicas para a redução do consumo, mediante a substituição de
equipamentos por modelos mais econômicos, como: instalação de aeradores ou sprays
nas torneiras, para diminuir o impacto do jato d’água nos lavatórios e pias; torneiras
com fechamento automático, que controlam o tempo de funcionamento; incorporar
controladores de vazão nos chuveiros, que possibilitem o banho com vazões menores,
sem reduzir o conforto; utilização de bacias sanitárias de consumo reduzido, com
volume de descarga fixo ou o uso de caixas com sistema de descarga dual, reduzindo,
assim, o volume necessário para a descarga de bacias sanitárias (cerca de 40% do
consumo de água doméstica é das bacias sanitárias).

Para as ações de conscientização propostas neste programa para a Bacia do Rio dos
Sinos, recomenda-se a produção de material informativo que alcance dois públicos: as
crianças, com tiragem de 25.000 exemplares e os jovens e adultos, com tiragem de
20.000 exemplares, compreendendo nestes números folders, cartazes e adesivos. Além
disto, o programa pode incentivar aos parceiros iniciativas como a publicação de
reportagens, realização de palestras, divulgação de informações na internet e a
preparação de teatros para as crianças.

Este material deverá ser trabalhado em sala de aula ou por entidades que desenvolvam
projetos de educação ambiental na região. Pode-se verificar com isto, a necessidade da
pareceria com escolas e ONGs da região. As prestadoras de serviços de saneamento e as
prefeituras podem auxiliar divulgando o programa em suas contas de água ou boletos de
IPTU.

A experiência mostra que as tecnologias de uso racional da água nos sistemas prediais
são mais eficientes quando associadas a medidas passivas de gestão da demanda, que
incluem desde componentes de conscientização e educação dirigida até o uso da
estrutura tarifária como meio para inibir o consumo.

A cobrança pelo uso de água bruta no setor doméstico pode não representar uma
mudança significativa na demanda porque a parcela que a conta de água representa no
orçamento doméstico, independentemente de condições sociais e culturais, é muito
baixa. Assim, medidas como a implantação da cobrança, para que sejam eficazes,
precisam ser associadas a outros objetivos, caracterizando um esforço comum de
conservação.

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Quanto aos prestadores de serviços, deve se compromisso daqueles que captam água
para o abastecimento a obtenção de outorga junto ao DRH/SEMA. A outorga, além de
induzir o uso racional de água, ampliará o controle deste órgão na medida em que estará
munido do cadastro destes usuários, auxiliando na tomada de decisão em caso de
conflitos de uso, principalmente em épocas de estiagem.

Uso Industrial:

O uso da água na indústria assume, em relação à demanda e ao consumo, o terceiro


lugar em relação aos usos da Bacia e se concentra região denominada Baixo Sinos.
Nesta região se encontram as sedes urbanas das maiores e mais industrializadas cidades
da Bacia, como Novo Hamburgo, Canoas, São Leopoldo e Sapucaia do Sul.

Este setor é um dos mais avançados em relação às questões ambientais, pois, nos
últimos anos, vem buscando a eficiência operativa devido às exigências dos órgãos
ambientais nos processos de licenciamento e à busca de certificações de qualidade. A
busca desta eficiência abrange o consumo de água, visto que as empresas licenciadas e
certificadas buscam o desperdício zero e a redução de custos

Considerando que apenas uma parcela do setor está licenciada ou busca a certificação
ainda há muito trabalho a ser realizado, sendo essencial a fiscalização, para que novos e
pequenos empreendimentos também busquem o licenciamento ambiental e a
racionalização do consumo.

Para este setor, se propõe um programa de conscientização para o uso racional de água,
que contemple as seguintes ações:

• Redução do consumo na fonte;

• Redução de desperdícios e perdas;

• Reuso de efluentes;

• Aproveitamento de água da chuva.

Ações para a redução do consumo na fonte e para a redução de desperdícios e perdas


podem ser incentivadas através de programas de educação ambiental nas indústrias, com
material explicativo e, quando possível, ações específicas para o processo produtivo da
empresa em questão.

Outras formas de incentivo aos empreendedores seriam: definição de metas de


eficiência no uso da água, que podem ser incorporadas ao processo de Licenciamento
Ambiental; programas para o uso de tecnologias mais limpas visando o
reaproveitamento de água e a adoção de novas tecnologias no tratamento de efluentes; e
através da implantação de uma premiação para as indústrias que, comprovadamente,
tenham reduzido o consumo de água através da racionalização. Esta premiação não seria
monetária, mas na forma de divulgação na mídia e administrada pelo próprio Comitê,
servindo como um difusor das indústrias com maiores preocupações ambientais.
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Deve-se considerar que as grandes indústrias já possuem programas próprios que


buscam a redução do consumo de água e por este motivo as ações devem ser
programadas visando principalmente empresas de pequeno e médio porte das cidades
urbanizadas, localizadas nas regiões do Médio e do Baixo Sinos. É importante que não
se deixe de considerar também, nos programas de conscientização para a racionalização
do uso da água, a parcela de indústrias isentas de licenciamento ambiental.

A racionalização do uso da água pelo setor industrial pode representar resultados


significativos, pois, em comparação aos usuários domésticos, seu consumo é
considerado de grande porte. Por este motivo resultados pontuais, somados, serão de
grande importância para a Bacia.

Como parceiras destas ações são importantes a presença das prefeituras municipais e da
FEPAM, pois são responsáveis pelas atividades de licenciamento e seu
comprometimento servirá de incentivo para os empreendedores e também das grandes
indústrias da região, incentivando seus fornecedores a adotarem medidas para o uso
racional de água.

Outra forma de estímulo para o uso racional de água é a implementação da cobrança,


pois se sabe que, mesmo com o rigor da legislação ambiental e com o crescimento da
preocupação dos empreendedores com as questões ambientais, o fator financeiro
continua prevalecendo nas avaliações das empresas para a implementação de ações
como esta.

Sabe-se que muitas indústrias desfrutam dos mananciais acima da vazão permitida ou,
às vezes, sem sequer ter a permissão. Por este motivo, as solicitações de outorgas, tanto
de água superficial como subterrânea, necessitam de um rígido controle para, assim,
constituir um instrumento de indução ao uso racional de água.

Este fato pode ser percebido na Bacia do Rio dos Sinos, pois dos 216 processos de
outorga existentes no DRH/SEMA para água subterrânea e superficial, apenas 76 têm
como finalidade o uso industrial, totalizando 0,0842 m³/s de água subterrânea e
1,305 m3/s de água superficial.

Uso Agrícola:

A atividade agrícola de maior consumo hídrico na Bacia do Rio dos Sinos é a


orizicultura. A principal característica da cultura do arroz é a sazonalidade anual, sendo
ocorrente nos meses de novembro a março de cada ano. A demanda unitária para a
Bacia do Rio dos Sinos é de 12.000 m³/ha/safra e o consumo é de 8.000 m³/há/safra.

A cultura do arroz demanda água para os seguintes fatores: evapotranspiração da


lavoura, saturação do perfil do solo, formação da lâmina superficial, suprimento das
perdas por fluxo lateral e percolação no solo e suprimento das perdas nos sistemas de
condução (canais). Destes, a evapotranspiração é o fator de maior demanda hídrica e
representa o consumo da lavoura, por este motivo dificilmente se pode reduzi-la.

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Nas condições climáticas da Bacia do Rio dos Sinos, a evapotranspiração representa de


30 a 75% do total de água demandada para as lavouras. Este percentual caracteriza a
eficiência da utilização de água. Quanto mais a demanda se aproxima do consumo
(evapotranspiração), maior é a eficiência de uso da água.

A seguir são apresentadas estratégias relacionadas à redução no consumo de água pela


evapotranspiração:

• Uso de cultivares de ciclo mais curto, que podem ter seu consumo reduzido;

• Escolha de cultivares com mecanismos de redução de transpiração (fechamento


estomático, folhas mais eretas, etc.);

• Contrução/implantação de quebra-ventos nos arredores da lavoura (buscando


diminuir a evaporação através da diminuição da velocidade do vento).

A utilização de cultivares de ciclo mais curto somente teria efeito na redução da


demanda nos primeiros meses de safra, pois são semeados mais tarde do que os de ciclo
mais longo, não tendo efeito nas demandas hídricas dos meses de menor disponibilidade
– dezembro e janeiro.

Os principais elementos que podem interferir na redução da demanda hídrica são a


lâmina superficial e as perdas nos sistemas de condução, estas últimas podem
representar, em muitos casos, 15% da demanda total. Na redução de demanda para a
lâmina superficial os melhores resultados são alcançados com a sistematização. Glebas
niveladas permitem a manutenção de uma lâmina mais uniforme e mais baixa, em
relação às lavouras não sistematizadas ou de sistematização em desnível. Quanto aos
canais, a perda de água por evaporação é quase inevitável. Para uma sensível redução
pode-se compactá-los para diminuir a percolação.

A redução da demanda de água na agricultura consiste em um programa de


conscientização dos produtores para a necessidade de utilização dos recursos hídricos de
forma racional, evitando o desperdício sem prejuízos à sua atividade. Esta ação
consistirá, basicamente, da divulgação de estratégias de manejo da água nas lavouras de
arroz, feitas através de material informativo (“folders”).

As principais estratégias a serem incentivadas pela ação de racionalização de água na


orizicultura são:

• Sistematização das áreas: através do nivelamento, em nível ou desnível. O


primeiro possibilita a manutenção de uma altura de lâmina baixa e uniforme
(cerca de 5 cm), o segundo, apesar de manter uma sutil declividade entre taipas,
permite altura de lâmina média menor do que em lavouras não sistematizadas,
devido à correção do microrelevo.

• Adequação das taipas: é importante que o produtor realize a manutenção das


taipas periodicamente, a cada safra, para evitar perdas excessivas de água.
Taipas de base larga permitem melhor manutenção da água na gleba (diminui o
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gradiente hidráulico) e possibilitam que se cultive sobre elas. Além disso, o


investimento em melhorias no entaipamento contribui para a diminuição do
risco de contaminação dos mananciais hídricos.

• Canais e captação: o produtor deve realizar a manutenção dos canais e drenos,


dimensioná-los para a sua lavoura especificamente, limpá-los periodicamente e
adequar seus equipamentos de captação (principalmente bombas hidráulicas).

• Quebra-ventos: a disposição de espécies arbóreas nos arredores da lavoura


permite a diminuição da velocidade do vendo e, consequentemente, da
evapotranspiração.

• Capacitação técnica dos produtores, quando necessário.

Além destas estratégias, o uso racional de água neste setor deverá ser incentivado pela
implementação da cobrança pelo uso da água, tal como no setor industrial. Embora a
cobrança não constitua uma estratégia da presente ação (a Ação 8.2 – Diretrizes para
implementação da cobrança restringe-se a recomendar diretrizes neste sentido), fica
claro que promoverá a racionalização do uso de água e evitará desperdícios, pois o
consumo se tornará um novo custo para os produtores. Para a eficiência da outorga, a
mesma necessitará de um controle mais efetivo, porém este tema será tratado com maior
profundidade nas Ações 8.1 e 8.2.

[Link]. Abrangência/Ocorrência Espacial

Estas ações deverão concentrar-se nas áreas de uso doméstico, industrial e agrícola
intensos, dos municípios que sejam usuários dos recursos hídricos da Bacia
Hidrográfica do Rio dos Sinos, aqueles que captam água ou despejam seus efluentes nos
rios que compõem a Bacia. Desta forma a área de abrangência é especificada de acordo
com a tipologia de uso:

• Uso Doméstico: região denominada de Baixo Sinos, principalmente nas


unidades BS3, BS5, BS7, BS8 e BS9. A população total da Bacia é de 1.350.000
habitantes, sendo que 81% se encontra no Baixo Sinos, 14% no Médio Sinos e
apenas 5% na região do Alto Sinos.

• Uso Industrial: áreas com intensa industrialização nas regiões denominadas


Médio Sinos e Baixo Sinos, em especial nas unidades BS7, BS8 e BS9.

• Uso Agrícola: áreas rurais, regiões Alto Sinos e Baixo Sinos, principalmente nas
unidades AS2, BS7 e BS9. A área irrigada da região do Alto Sinos é de 1.878 ha
e a maior demanda hídrica é de 2,59 m³/s no mês de janeiro, no Baixo Sinos a
área irrigada é de 3.587 ha e a maior demanda é de 4,94 m³/s também no mês de
janeiro.

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[Link]. Atores Intervenientes e Atribuições

Os seguintes atores podem se tornar parceiros na implantação do programa segundo as


tipologias de uso:

• Uso Doméstico: escolas da rede formal de ensino, ONGs que desenvolvem


ações de educação ambiental, órgãos da imprensa, os prestadores de serviços de
saneamento CORSAN, SEMAE e COMUSA, e Prefeituras Municipais.

• Uso Industrial: Associações Comerciais e Industriais, FEPAM, Prefeituras


Municipais responsáveis pelo licenciamento ambiental local.

• Uso Agrícola: produtores rurais, IRGA.

É importante buscar parcerias com a mídia local (jornais, rádios e redes de TV locais)
para a veiculação de reportagens educativas que orientem e incentivem a população para
o uso racional da água em todos os setores consumidores da Bacia.

Além destes atores, o próprio Comitesinos terá papel importante na implementação


destas ações, por meio da mobilização dos projetos a ele vinculados, através de seus
membros e das entidades a que seus membros representam. Nesse sentido fica nítida a
relação deste programa com ações de educação ambiental e capacitação técnica,
indicando que o paralelismo das mesmas deve ser aproveitado, a fim de potencializar
suas eficiências.

[Link]. Cronograma de Implantação/Implementação

O cronograma para a implantação deste programa é apresentado no Quadro 4.2.1.


Quadro 4.2.1 – Cronograma de Implementação
Uso Doméstico Prazo
Elaboração dos materiais informativos (crianças e jovens/adultos) 2 meses
Divulgação do programa 4 meses
PRAZO TOTAL – Uso Doméstico 6 meses
Uso Industrial
Elaboração do material informativo 2 meses
Divulgação do programa 4 meses
Definição de critérios para licenciamento ambiental com requisitos de eficiência no uso
6 meses
da água
PRAZO TOTAL – Uso Industrial 12 meses
Uso Agrícola
Elaboração do material informativo 2 meses
Edição e impressão do material informativo (primeiro ano) 2 meses
Divulgação do programa (primeiro ano) 2 meses
Atualização e impressão do material informativo (segundo ano) 2 meses
Divulgação do programa (segundo ano) 2 meses
PRAZO TOTAL – Uso Agrícola 2 anos

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A definição de prazos para a implementação do presente programa não significa que as


ações não devam ter continuidade. Pelo contrário, o objetivo é envolver um grupo de
usuários capazes de aplicar e divulgar as informações, de forma a garantir a
disseminação e a permanência das estratégias de redução do consumo de água através
do incentivo ao uso racional nos diversos setores usuários na Bacia do Rio dos Sinos.

A veiculação de notícias e reportagens na mídia local também pode contribuir para que
os resultados desta ação sejam permanentes. Deve-se lembrar que a busca desta parceria
é um fator adicional a esta ação. A mobilização social será contemplada de forma mais
ampla em ação específica (9.2).

[Link]. Custos/Orçamento

O investimento necessário para a implementação desta ação está descrito no Quadro


4.2.2.
Quadro 4.2.2 – Custos de Implementação
Componente CUSTO
Uso Racional em Domicílios
Elaboração dos materiais informativos – crianças R$ 10.000,00
Impressão do material – crianças (25.000 exemplares) R$ 50.000,00
Elaboração dos materiais informativos – jovens e adultos R$ 10.000,00
Impressão do material – jovens e adultos (20.000 exemplares) R$ 50.000,00
Sub-total R$ 120.000,00
Uso Racional na Indústria
Elaboração do material informativo R$ 10.000,00
Impressão do material (20.000 exemplares) R$ 50.000,00
Sub-total R$ 60.000,00
Uso Racional na Agricultura
Elaboração do material informativo R$ 10.000,00
Impressão do material informativo (5.000 exemplares – primeiro ano) R$ 15.000,00
Atualização e impressão do material informativo (5.000 exemplares – segundo ano) R$ 15.000,00
Sub-total R$ 40.000,00
Divulgação dos programas
Divulgação dos programas (primeiro ano) R$ 20.000,00
Divulgação dos programas (segundo ano) R$ 20.000,00
Sub-total R$ 40.000,00
TOTAL GERAL R$ 260.000,00

O custo de possíveis mensagens em contas de água ou boletos de IPTU foi considerado


nulo, pois serão buscadas parcerias com as prefeituras e prestadoras de serviços de
saneamento (CORSAN, COMUSA e SEMAE).

As despesas dos programas para a racionalização de água poderão ser patrocinadas


pelos atores intervenientes citados no item [Link]. No caso do setor industrial pode-se
buscar apoio destes órgãos e associações também para a premiação não monetária para
as indústrias que comprovarem a racionalização de água.

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[Link]. Resultados Esperados

Se desenvolvida com sucesso, esta ação possibilitará uma redução nas demandas
hídricas em todos os setores usuários da Bacia. A água não utilizada poderá servir a
outros usuários destes setores ou a outros usos desejados na Bacia.

Em longo prazo será possível quantificar a redução obtida na demanda. Com isto a ação
de racionalização do uso da água estará promovendo o uso múltiplo das águas, na
medida em que possibilitará o aproveitamento deste volume de água para outros usos,
seja pelo aumento da quantidade ou pela melhoria dos aspectos qualitativos.

Metas de redução podem ser definidas. Entende-se como viável para esta ação uma
redução de 10 a 20% na demanda, distribuídos nos três setores considerados, sendo que
o maior potencial de redução é no uso doméstico.

[Link]. Formas de Monitoramento/Acompanhamento

Esta é uma ação de difícil monitoramento externo, pelos seguintes motivos:

• Os resultados somente poderão ser quantificados em longo prazo porque a


mudança de hábitos dos consumidores dependerá da mudança de conceitos, o
que não acontece facilmente.

• Os resultados serão percebidos primeiramente pelos próprios consumidores, na


redução de seus gastos com o consumo de água, somente depois serão de
conhecimento público. Os resultados só serão perceptíveis para a população se
houver uma grande adesão à ação, gerando uma redução na demanda,
perceptível para a Bacia Hidrográfica ou para a região. Por isto é muito
importante que os resultados obtidos sejam divulgados para a continuidade do
programa.

[Link]. Obstáculos e Dificuldades

A principal dificuldade que esta ação pode encontrar é a mudança de comportamento


dos consumidores em relação ao consumo de água, principalmente da população de
áreas urbanas e dos produtores rurais, que operam seus sistemas de modo convencional
há bastante tempo e são resistentes a mudanças.

Em relação ao uso doméstico, a dificuldade também está atrelada ao baixo valor


econômico da conta de água em relação às demais tarifas de consumo que, muitas vezes
é agravado pelas falhas de micromedição, em que o usuário paga apenas a tarifa
mínima.

No setor agrícola, poderá ser encontrada resistência dos orizicultores, uma vez que
grande parte das estratégias de uso racional requer investimentos.

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No âmbito do uso industrial, os principais obstáculos serão técnicos, principalmente no


que se refere à implantação de novos sistemas de utilização de água com a planta
industrial operando e aos custos de mudanças operacionais.

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4.2.2. AÇÃO 2.2 - Programa de redução de perdas nos sistemas de abastecimento

O objetivo da ação de Redução de Perdas nos Sistemas de Abastecimento é a redução


da demanda de água na Bacia do Rio dos Sinos, através de ações que identifiquem e
reduzam as perdas nos sistemas de abastecimento público da região.

É importante lembrar a relação entre esta ação e a de Racionalização do Uso da Água,


pois parte do índice de perdas representa o desperdício de água dos usuários. Este
desperdício ocorre, em muitos casos, devido às ligações clandestinas à rede e de
economias que não possuem hidrômetros, ou quando os mesmos estão parados,
resultando em consumos superiores ao necessário.

Segundo o Plano de Saneamento da Bacia do Rio dos Sinos, as perdas de água são, em
média, de 40% da água tratada. O Plano cita como motivos a falta de recursos para a
implementação de hidrômetros e para a substituição de redes, a falta de mão-de-obra
qualificada e a falta de conscientização da alta direção das empresas, no sentido de
incorporar ações de redução de perdas no seu planejamento.

[Link]. Caracterização

As perdas de água em um sistema de abastecimento público correspondem à diferença


entre o volume produzido de água tratada (que entra no sistema de distribuição) e o
volume efetivamente faturado (consumido de forma autorizada).

Altos índices de perdas são mais prováveis em sistemas de abastecimento cuja


implantação ou expansão não contemplem uma setorização adequada, mecanismos de
controle de pressões insuficientes e uso de materiais e componentes de baixa qualidade
nas redes de distribuição. As perdas podem ser agravadas ainda por procedimentos
operacionais inadequados, manutenção precária de hidrômetros, redes, reservatórios e
demais unidades do sistema, cadastros técnicos e comerciais desatualizados ou
imprecisos e erros na leitura de hidrômetros.

As perdas podem ser físicas, também conhecidas como reais ou operacionais, quando a
água não chega ao consumo devido a vazamentos no sistema de distribuição ou
utilização na operação do mesmo, ou não físicas, correspondestes à água consumida que
não é registrada e faturada. As perdas não físicas são também conhecidas como perdas
de faturamento, comerciais ou aparentes, pois seu principal indicador é a diferença entre
o volume de água disponibilizado ao consumo e o volume faturado.

As perdas físicas podem resultar de vazamentos ou de procedimentos operacionais. No


caso de vazamentos, as perdas físicas podem ser encontradas na captação, na adução de
água bruta, no tratamento, na reservação e na distribuição de água tratada. Já as perdas
decorrentes da operação do sistema podem ser resultantes da lavagem dos filtros e
descargas na rede, quando o consumo de água é superior ao necessário. As perdas não
físicas são resultantes da imprecisão ou da ausência de hidrômetros, consumos não
autorizados ou não medidos resultantes de fraudes e ligações clandestinas, falhas em
cadastros comerciais, entre outros.

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A redução das perdas físicas pode diminuir custos da produção, através da redução no
consumo de energia elétrica e de produtos químicos e também possibilita a utilização
das instalações existentes para aumentar a oferta de água sem a necessidade de
expansão do sistema. Já a redução das perdas não físicas beneficia o prestador de
serviços, pois permite aumentar a receita tarifária, melhorando a eficiência dos serviços.
Este fator também colabora para o consumo racional da água, uma vez que a correção
da cobrança implicará na aplicação da tarifa aos volumes efetivamente consumidos,
fazendo com que os usuários consumam menos, para diminuir custos.

A origem das perdas físicas, considerando a subdivisão do sistema de abastecimento em


adução de água bruta, tratamento, reservação, adução de água tratada e distribuição, é a
seguinte:

• Captação/Adução de água bruta: são decorrentes de rupturas em adutoras,


causadas principalmente pela falta ou inadequação de sistemas de proteção
contra transientes hidráulicos;

• Tratamento: as perdas podem ser associadas ao processo, quando acontecem na


lavagem de filtros ou na descarga de lodo, por exemplo, ou em vazamentos na
estrutura. É importante lembrar que as vazões utilizadas na operação das
Estações de Tratamento de Água (ETA) são inerentes ao processo, não sendo
possível eliminá-las totalmente, apenas reluzi-las evitando possíveis
desperdícios;

• Reservação: as perdas podem ocorrer em vazamentos na estrutura,


extravasamentos e na limpeza. Geralmente têm pouca importância quando se
considera todo o sistema, porém não devem ser esquecidas;

• Adução de água tratada: decorrentes de vazamento nas tubulações. É importante


que ocorra a manutenção preventiva, a adoção de procedimentos operacionais e
o treinamento de pessoal para evitar rompimentos causados por aumentos
súbitos de pressão;

• Distribuição: as perdas podem ser causadas por vazamentos na rede e em ramais


prediais. As perdas ocorrentes nestes casos são muitas vezes elevas e as ações
corretivas de que necessitam são complexas e onerosas pelo fato de serem muito
dispersas e sua magnitude é diretamente proporcional ao estado das tubulações.

Esta subdivisão do sistema de abastecimento facilita o diagnóstico das perdas físicas e a


orientação para ações preventivas e corretivas.

Uma providência importante a ser tomada em tubulações existentes é a redução de


pressões que resulta em consideráveis reduções das perdas nos vazamentos ocorrentes e
reduz a possibilidade de novas rupturas. Esta redução é obtida através da implantação de
válvulas redutoras de pressão.

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Os dispositivos de controles de pressão na rede são medidas eficazes de controle de


perdas físicas nos sistemas de abastecimento de água. No caso de redes existentes,
contrapõem-se às alternativas de substituição parcial das tubulações e de diminuição das
pressões de serviço. A setorização seletiva pode facilitar a instalação de válvulas
redutoras de pressão (VRPs) em zonas de maior pressão.

A redução de pressão através da aplicação de uma VRP pode resultar nos seguintes
benefícios:

• Redução de perdas de água em vazamentos;

• Redução na ocorrência de vazamentos;

• Diminuição da possibilidade de fadiga das tubulações, inclusive nas instalações


internas aos usuários;

• Estabelecimento de um abastecimento mais constante à população, por não


haver grandes variações de pressão ao longo do dia;

• Regulação da demanda em casos de racionamento.

Assim, a utilização de VRPs, além de atuar diretamente na causa dos vazamentos


(pressão interna nas tubulações) e proporcionar um melhor controle da área através do
monitoramento de vazão e pressão em tempo integral, garante uma longevidade dos
resultados. Isto porque ao garantir áreas com pressões reduzidas e controladas, o
surgimento de novos vazamentos será mais demorado.

No caso de novas construções a preocupação deve ser com o maior rigor na aprovação
de projetos e na fiscalização durante a execução das obras em loteamentos, para evitar
problemas posteriores, quando a infra-estrutura de saneamento for instalada.

De um modo geral, os principais fatores que influenciam as perdas físicas são: altas
pressões/variações de pressão, condições físicas da infra-estrutura, condições de tráfego
e pavimentação sobre a rede, recalques do subsolo, qualidade dos serviços na
implantação e nos reparos da rede, condições de gerenciamento, subdimensionamento
no projeto de tubulações, falta de treinamento para operadores das tubulações e
unidades de tratamento, qualidade das manutenções, expansão de redes sem projetos e
planejamento.

As perdas de água não físicas decorrem de erros na micro e na macromedição (conjunto


de medições realizadas no sistema de abastecimento de água), ligações clandestinas ou
fraudes, hidrômetros parados ou que submedem, ligações inativas reabertas, erros de
leitura, falhas no cadastro de usuários, desperdício de água pelos consumidores de
ligações sem hidrômetros, entre outros.

São, em geral, perdas expressivas, podendo representar em média 50% da água não
faturada, dependendo de aspectos técnicos (dimensionamento e manutenção de
hidrômetros) e de procedimentos comerciais e de faturamento. A integração destes
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setores, técnico, comercial e de faturamento do serviço de saneamento, representa um


grande desafio e é essencial para a redução das perdas não físicas.

A implementeção desta ação depende da realização de um estudo de diagnóstico da


situação atual das redes. Com isto será possível identificar e eliminar pontos de
vazamento, propor dispositivos de redução de pressão na rede, melhorar os índices de
macro e micromedição e executar obras de reparo ou substituição de trechos com
problemas.

Além das medidas propostas a seguir, para a implantação da presente ação, é importante
considerar as recomendações e metas definidas no Plano de Saneamento da Bacia do
Rio dos Sinos.

Esta ação de redução compreende as seguintes medidas:

• Diagnóstico das principais fontes de perdas de água: as zonas de abastecimento


devem ser divididas em setores facilmente isoláveis e seus consumos devem ser
facilmente mensuráveis. Com a utilização dos dados de macromedição será
possível detectar os setores com maior probabilidade de vazamentos. Para o
diagnóstico deve-se avaliar: idade das tubulações, materiais das conexões, altas
incidências de interrupção no abastecimento ou de vazamentos evidentes, média
de pressão noturna e relações entre volumes abastecidos e faturados.

• Modernização do cadastro técnico e comercial: a modernização do cadastro


técnico atuará nas perdas físicas e servirá de base para estudos de setorização e
macromedição. A modernização do cadastro comercial tem como objetivo a
atualização do cadastro de consumidores, compatibilizando-o com o cadastro
técnico, buscando levantar as principais causas das perdas não físicas.

• Estudo de setorização e macromedição do sistema: o objetivo principal é a


delimitação de setores de distribuição de água em função das condicionantes
físicas, urbanas e topográficas da cidade, bem como das pressões máxima e
mínima de trabalho desejáveis para a rede. Objetiva também a implantação de
um sistema confiável de macromedição das vazões produzidas e fornecidas aos
diversos setores de distribuição, para dispor de ferramentas e informações
necessárias e suficientes para o controle de perdas do sistema.

• Melhorias na micromedição: objetiva identificar e analisar a qualidade da


micromedição, avaliando erros, estado de conservação dos hidrômetros e
identificação de economias sem medição.

• Influencia da redução de pressão nas perdas da distribuição: tem por objetivo


determinar a influência da redução das pressões na rede no índice de perdas por
vazamento e avaliar pontos estratégicos para a implantação de VRPs.

• Avaliação do volume de água de processo utilizado nas ETAs: tem como


objetivo conhecer as condições atuais de operação das ETAs e desenvolver

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estudos técnicos que possam propor alterações físicas em suas unidades ou


mudanças das rotinas empregadas no processo de tratamento. Busca avaliar
possibilidades de redução dos volumes de água utilizados no processo,
principalmente na lavagem dos filtros e na limpeza dos decantadores. Também
deve identificar perdas por vazamentos nas unidades de tratamento.

• Pesquisa de vazamentos não visíveis.

• Avaliação das perdas de água nas ligações prediais.

• Fiscalização de ligações clandestinas.

• Conserto de pontos de vazamento.

• Substituição de redes antigas.

• Incentivo ao uso de equipamentos economizadores no setor residencial.

Assim como as ações definidas para a racionalização no uso da água, estas ações
deverão ser contínuas, para que os resultados positivos que serão alcançados com este
trabalho possam ser permanentes.

A situação atual dos municípios da Bacia do Rio dos Sinos, em relação ao


abastecimento publico e ao consumo humano de água está apresentado no Quadro 4.2.3.
Novo Hamburgo, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo são os municípios com a
maior demanda de água superficial para abastecimento público, que captam recursos
hídricos da Bacia do Sinos. Em relação à demanda de água subterrânea os municípios
com maior captação são Três Coroas e Caraá. Considerando-se o volume total captado
para abastecimento público e consumo humano, 3,3% são de origem subterrânea e
96,7% superficial.

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Quadro 4.2.3 – Caracterização do abastecimento público e consumo humano de água nos municípios da Bacia do Rio dos Sinos
Abastecimento com Prestador
Município recursos hídricos da OBS Sistema de Abastecimento Fonte Abastecimento Importação/Exportação de água
bacia? Público
Araricá* Sim - - Subterrânea - -

Cachoeirinha Não Captação na Bacia do Rio Gravataí - - - -

Sistema Campo Bom-Estância Superficial e Exporta água para Estância Velha,


Campo Bom* Sim - CORSAN
Velha-Portão-Sapiranga Subterrânea Portão e Sapiranga
Captação no Rio Santa Cruz - Bacia do Rio
Canela Não - - -
Caí
Captação no Arroio das Garças - Bacia do
Canoas* Sim Sistema Canoas-Esteio-Sapucaia Subterrânea CORSAN Importa água superficial de Esteio
Gravataí

Capela de Santana Não - - - - -

Caraá* Sim - - Subterrânea Município -

Dois Irmãos Não - - - - -

Sistema Campo Bom-Estância CORSAN/[Link]


Estância Velha* Sim - Subterrânea Importa água de Campo Bom
Velha-Portão-Sapiranga .
Exporta água para Canoas e Sapucaia
Esteio Sim - Sistema Canoas-Esteio-Sapucaia Superficial CORSAN
do Sul

Glorinha Não - - - - -

Recebe água de Canela (captação na Bacia do


Gramado Não - Subterrânea - -
Caí)

Gravataí Não - - - - -

Sistema Igrejinha-Parobé-Três Importa água superficial de Parobé e


Igrejinha Sim - Subterrânea CORSAN
Coroas Três Coroas

Ivoti Não - - - - -

Nova Hartz* Sim - - Subterrânea Município -

Nova Santa Rita* Sim - - Superficial CORSAN -

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Quadro 4.2.3 – Caracterização do abastecimento público e consumo humano de água nos municípios da Bacia do Rio dos Sinos
Abastecimento com Prestador
Município recursos hídricos da OBS Sistema de Abastecimento Fonte Abastecimento Importação/Exportação de água
bacia? Público
Superficial e
Novo Hamburgo* Sim - - COMUSA -
Subterrânea

Osório* Não - - Subterrânea - -

Sistema Igrejinha-Parobé-Três Superficial e


Parobé* Sim - CORSAN/[Link]. -
Coroas Subterrânea
Sistema Campo Bom-Estância
Portão Sim - - CORSAN Importa água de Campo Bom
Velha-Portão-Sapiranga
CORSAN/[Link]
Riozinho* Sim - - Subterrânea -
.
Superficial e CORSAN/[Link]
Rolante* Sim - - -
Subterrânea .

Santa Maria do Herval Não - - - - -

Santo Antônio da Patrulha* Sim - - Subterrânea - -

Captação no Arroio Querência - Bacia do Rio


São Francisco de Paula Não - - -
Caí

São Leopoldo Sim - - Superficial SEMAE -

São Sebastião do Caí Não - - - - -

Sistema Campo Bom-Estância


Sapiranga Sim - - CORSAN Importa água de Campo Bom
Velha-Portão-Sapiranga

Sapucaia do Sul* Sim - Sistema Canoas-Esteio-Sapucaia Subterrânea CORSAN Importa água de Esteio

Superficial e CORSAN/[Link]
Taquara* Sim - - -
Subterrânea .
Sistema Igrejinha-Parobé-Três Superficial e
Três Coroas* Sim - CORSAN Exporta água para Igrejinha
Coroas Subterrânea

*Municípios cujos dados do Plano de Saneamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (CONCREMAT, 2008) foram atualizados com os dados do banco de dados da outorga do Departamento de
Recursos Hídricos do Estado (DRH/RS).

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[Link]. Abrangência/Ocorrência Espacial

O programa de redução de perdas no sistema de abastecimento público deveria


abranger, minimamente, os principais núcleos urbanos da Bacia do Rio dos Sinos: Novo
Hamburgo, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo, que se abastecem de recursos
hídricos da Bacia do Sinos.

[Link]. Atores Intervenientes e Atribuições

Os principais parceiros para o desenvolvimento desta ação são: a COMUSA no caso de


Novo Hamburgo, o SEMAE no caso de São Leopoldo e a CORSAN ou Prefeituras
municipais no caso das demais cidades envolvidas. Suas atribuições consistem
basicamente no fornecimento dos recursos para a implementação das ações, ou obtenção
dos mesmos através de fontes externas.

[Link]. Cronograma ou Prazo de Implantação/Implementação

No Quadro 4.2.4, a seguir, está apresentado o cronograma de implementação das


medidas previstas nesta ação, prevista para 2 anos:
Quadro 4.2.4 – Cronograma de Implementação
Atividade Prazo (meses)
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Instalação de
macromedidores
Diagnóstico da rede –
identificação de
pontos críticos
Obras de reparos ou
substituição de
trechos
Atualização do
cadastro de usuários
Avaliação da
viabilidade de
instalação
equipamentos de
controle
PRAZO TOTAL 2 anos

[Link]. Custos/Orçamento

Para a estimativa de custo será utilizado como parâmetro, para a previsão de


investimentos necessários para melhoria dos sistemas de abastecimento, o índice de
R$ 20,00/hab de área urbana, baseado na previsão realizada pela CORSAN para ações
da mesma natureza.

Neste contexto, estima-se que o custo para a aplicação do programa nos quatro
principais sistemas de abastecimento público que operam com captação na Bacia do
Sinos: Novo Hamburgo, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo (cuja população
urbana somada representa aproximadamente 675.000 habitantes), seria de
R$ 13.500.000,00 (treze milhões e quinhentos mil reais).
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Os custos deste programa deverão ser de responsabilidade das operadoras dos sistemas
de abastecimento.

[Link]. Resultados Esperados

Se desenvolvido com sucesso, este programa possibilitará uma redução das demandas
de água pelos sistemas de abastecimento público. A água não utilizada poderá servir
para outros usuários e outros usos na Bacia do Rio dos Sinos. Em longo prazo será
possível quantificar a redução obtida. A meta deste programa é de uma redução na
ordem de 20% do volume captado atualmente, representando uma diminuição no índice
de perdas de 40% (atual) para 25%.

Além dos benefícios apresentados anteriormente para a redução das perdas, esta ação
também é de grande importância social e ambiental, pois apresenta potencial de
continuidade e implica na mudança de comportamento dos usuários em relação aos
recursos hídricos.

Outro fator importante para este programa é a definição de uma sistemática que envolva
diagnóstico contínuo, através de monitoramento e de obras para a prevenção e
remediação das perdas identificadas.

[Link]. Formas de Monitoramento/Acompanhamento

Esta ação terá seu monitoramento realizado pelos operadores dos sistemas de
abastecimento público. Os resultados deste monitoramento poderão ser divulgados
através de relatórios de operação, onde devem constar também informações sobre a
redução de perdas obtida.

[Link]. Obstáculos e Dificuldades

As dificuldades que podem ser encontradas para a implantação desta ação são as
seguintes:

• As informações sobre a situação das redes implantadas são muito limitadas, o


que dificulta os estudos e a execução das medidas necessárias para a redução de
perdas. A realização de um diagnóstico da situação das redes é tecnicamente
complexa e seu custo é muito elevado.

• As obras para a substituição e o conserto das tubulações necessitam de altos


investimentos e por vezes podem não ter resultados satisfatórios devido à grande
quantidade de pontos de vazamento de água na rede.

Para que esta ação seja de caráter permanente e seus resultados não se anulem
rapidamente, são de extrema importância a integração e a participação de todos os
setores envolvidos e a definição clara de objetivos e responsabilidades.

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4.2.3. AÇÃO 2.3 - Ações para equilibrar o balanço hídrico em situações de


escassez

Esta ação tem por objetivo estabelecer formas de atuação, no âmbito da gestão dos
recursos hídricos, com vistas a equilibrar o balanço hídrico em situações de escassez
hídrica na Bacia do Rio dos Sinos.

[Link]. Caracterização

Para fins dessa ação é necessário definir, inicialmente, o que são situações de escassez
hídrica na Bacia do Rio dos Sinos. Assim, considera-se escassez hídrica sempre que as
disponibilidades hídricas não sejam suficientes para atender às demandas de água. Ou
seja, não se trata, para fins dessa ação de uma situação meramente hidrológica, mas sim
de uma combinação de ocorrências que inclui, também, aspectos relacionados à
demanda de água.

Usualmente, tais situações ocorrem no período do verão, quando se tem menores


disponibilidades hídricas associadas a maiores demandas de água. No entanto, tais
situações possam ocorrer também no outono e na primavera, face à condição limite em
que se encontra o balanço hídrico (disponibilidades versus demandas) na Bacia.

Desta forma, nas situações em que houver escassez hídrica deverão ser adotadas ações
práticas no sentido de assegurar que os usos prioritários sejam garantidos. Conforme a
legislação estadual, o abastecimento humano (leia-se, para fins práticos, abastecimento
público efetuado pelas concessionárias, além das demandas das populações rurais
diretas) é prioritário, conforme o Artigo 2º. E na legislação nacional também é
considerada prioritária a demanda para a criação animal.

Então, basicamente, na Bacia do Rio dos Sinos, trata-se de implementar ações de gestão
com vistas a garantir o abastecimento público, nas situações de escassez hídrica, uma
vez que as populações rurais normalmente abastecem-se de água subterrânea.

Também aqui é necessário enfatizar que a situação de escassez hídrica está vinculada
aos recursos hídricos superficiais, uma vez que os subterrâneos condicionam-se de
forma diferente, não suscetíveis no curto prazo às variações hidrológicas.

Conforme determinado no diagnóstico, o abastecimento humano (público) representa


em termos de demandas, 28% do total da Bacia do Rio dos Sinos em vazão ou 50% em
volume anual, sendo assim significativo. Em termos de consumos, esses percentuais são
de, respectivamente, 12 e 29%. Ou seja, observa-se que há uma considerável margem de
ação, ajustando as demandas dos outros setores usuários com vistas a garantir o
abastecimento humano prioritário.

Com efeito, o DRH e o CRH/RS já vêm exercendo uma ação nesse sentido, orientados e
apoiados nas orientações e experiências do Comitesinos (protocolos de cooperação
estabelecendo critérios de operação dos sistemas de bombeamento de água para a
irrigação de arroz).

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Por exemplo, no final de 2010 (17 de dezembro), através da Resolução No 77/2010,


assinada pelo presidente e pelo secretário executivo do CRH/RS, ficou estabelecida uma
regra operacional para as situações de escassez de água na Bacia do Rio dos Sinos. Essa
resolução tinha vigência limitada (até 15 de março de 2011), valendo assim apenas para
o período de irrigação do arroz.

Vale destacar que a irrigação do arroz é o principal usuário de água na Bacia nesse
período (de novembro e março), sendo responsável por 60% das demandas em termos
de vazão. Com a sazonalidade dessa atividade, configura-se um período de grande
probabilidade de ocorrência de escassez hídrica. O que não significa que não possam
ocorrer tais situações fora do período de irrigação.

A regra operacional estabelecida na referida resolução é a seguinte (Artigo 1º.): o setor


de irrigação de arroz somente poderá operar com bombeamento continuado, nas vazões
e condições definidas nas respectivas outorgas emitidas pelo DRH, quando o Rio dos
Sinos estiver: 0,50 m acima do crivo da bomba de captação de São Leopoldo
(SAMAE), 0,60 m acima do crivo da bomba de captação de Novo Hamburgo
(COMUSA) e 0,70 m acima do crivo da bomba de captação de Campo Bom
(CORSAN). Visto que tais condições são essenciais ao adequado funcionamento dos
sistemas de captação.

Atingida a situação de alerta, deverá ser iniciado um sistema intermitente de


bombeamento nas lavouras de arroz, com intervalos de 48 horas (Artigo 2º.), sendo que
esse procedimento deve ser iniciado no dia subsequente ao atingimento da situação de
alerta. Observe-se que esse procedimento exige operacionalidade e agilidade.

E mais, caso não haja recuperação dos níveis junto às captações municipais em 24 h, o
bombeamento para a irrigação deverá ser paralisado até que sejam atingidos os níveis
operacionais adequados (Artigo 3º.).

Em uma cadeia hierárquica e de informação, cabe ao DRH informar ao Comitesinos


sobre as situações de alerta (para operação intermitente ou suspensão do bombeamento
da irrigação); e cabe ao Comitesinos (secretaria executiva) avisar aos seus membros
(notadamente às entidades representantes dos irrigantes na Bacia). De forma análoga
deverá ser seguido esse fluxo institucional na retomada do bombeamento (Artigo 4º.).

No entanto, esse procedimento somente se viabiliza com as informações diárias das


operadoras quanto aos níveis do Rio dos Sinos em seus sistemas de captação, para
possibilitar a tomada de decisão do DRH (Artigo 5º.).

Esse exemplo deverá ser mantido, visto que atende ao disposto em lei quanto aos usos
prioritários, envolve os dois principais usuários de água na Bacia e utiliza
procedimentos operacionais que tem se mostrado viáveis e aplicáveis.

Eventualmente, o setor industrial poderia participar nesse procedimento operacional em


situação de escassez, embora sua contribuição seja limitada, visto que demanda cerca de
19% do volume anual ou 11% em termos de vazões.

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Plano Sinos – Plano de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos

Tecnicamente, embora o procedimento seja adequado e efetivo, seria necessário


desenvolver estudo específico com o objetivo de aferir se os intervalos de tempo
utilizados são operacionais. Nesse sentido, a realização de uma modelagem
hidrodinâmica na calha principal do Rio dos Sinos é recomendável, determinando o
tempo necessário para as vazões liberadas na porção do Alto Sinos atingirem as
captações de Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo.

[Link]. Abrangência/Ocorrência Espacial

A abrangência espacial dessa ação restringe-se à calha do Rio dos Sinos e às lavouras
irrigadas na porção do Alto Sinos, atingidas pelo procedimento operacional proposto.

[Link]. Atores Intervenientes e Atribuições

Observa-se que esse procedimento somente se viabiliza se todos os atores atuarem:

• As operadoras (SAMAE, COMUSA e CORSAN) informando diariamente


ao DRH sobre os níveis do Rio dos Sinos em suas captações;

• DRH analisando os dados recebidos e tomando as decisões quanto ao início


e suspensão dos períodos de bombeamento intermitente ou suspenso;

• Comitesinos informando seus membros sobre as situações de alerta, início e


término dos períodos de bombeamento intermitente ou suspensão de
bombeamento, notadamente as entidades diretamente vinculadas à irrigação
de arroz;

• Os usuários irrigantes da porção alta do Sinos atendendo às determinações


do DRH comunicadas pelo Comitesinos; e

• CRH/RS emitindo anualmente as resoluções sobre esses acordos


operacionais que podem e devem evoluir (em termos técnicos, operacionais
e de comprometimento) na medida em que novas situações ocorram.

[Link]. Cronograma de Implantação/Implementação

O período de implementação desta ação é imediato, visto que ela já ocorre. No entanto,
conforme comentado, a realização de um estudo hidrodinâmico poderá trazer novas
informações técnicas que subsidiarão os acordos futuros. Nesse sentido, o prazo de 01
(um) ano atende ao desenvolvimento do referido estudo.

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[Link]. Custo/Orçamento

A simples implementação de uma ação que já ocorre atualmente não demandará custos
específicos, considerando que os parceiros já têm incorporados esses custos as suas
atividades. Já a realização de uma modelagem hidrodinâmica para o Rio dos Sinos
demandará cerca de R$ 400.000,00 (custo considerado na Ação 3.3), incluindo nesse
valor além do estudo técnico, a realização dos estudos topográficos necessários à
definição das seções de referência.

[Link]. Resultados Esperados

Os resultados esperados consistem na compatibilização das demandas de água às


disponibilidades hídricas, nas situações de escassez hídrica. Na medida em que sejam
implementadas as ações que visam o aumento da regularização na Bacia, essa ação
poderá ser minimizada.

[Link]. Formas de Monitoramento/Acompanhamento

O monitoramento desta se dará através da promulgação anual das resoluções do


CRH/RS e do acompanhamento direto dos atores extremos envolvidos (operadores do
abastecimento público e irrigantes da parte alta da Bacia), mediados pelo Comitesinos.
Esse é um caso prático de auto-regulação, visto que os interesses antagônicos impõem
um controle cruzado recíproco (o abastecimento público sobre a irrigação e vice-versa).

[Link]. Obstáculos e Dificuldades

Face ao estágio atual de implementação dessa ação (através das resoluções do


CRH/RS), haverá pouca dificuldade a sua manutenção. Na medida em que algum ator
não cumprir com o seu papel ou que fica claro que há má condução operacional, pode
haver alguma resistência. No entanto, na medida em que for sendo aplicadas mais vezes
esse procedimento operacional, haverá maior probabilidade de sucesso e efetividade.

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