Racionalização do Uso da Água no Rio dos Sinos
Racionalização do Uso da Água no Rio dos Sinos
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A ação de Racionalização no Uso da Água tem por objetivo reduzir a demanda de água
das principais atividades consumidoras de água na Bacia do Rio dos Sinos.
A ação de racionalização está vinculada à ação 2.2 deste mesmo programa – Programa
de redução de perdas nos sistemas de abastecimento, e também às ações de outros
programas: 8.1 – Implementação da outorga, 8.2 – Diretrizes para Implementação da
Cobrança, 9.1 – Educação ambiental, 9.2 – Mobilização social permanente e 9.3 – Plano
de comunicação social.
Esta ação se dará por meio do estímulo a racionalização do consumo e seu detalhamento
está apresentado a seguir.
[Link]. Caracterização
É importante considerar nas ações deste programa alguns dados obtidos pelo Plano de
Saneamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. Segundo este Plano o principal
problema enfrentado atualmente na Bacia é a baixa qualidade da água. Considerando
que, ainda segundo o Plano, a vazão normal do Rio dos Sinos pode oscilar entre 41 e 84
m³/s e a vazão em épocas de estiagem entre 1,7 e 3,1 m³/s, dependendo do trecho do rio,
verifica-se que em tempos de estiagem a vazão pode sofrer uma redução de até 20
vezes. A redução da demanda hídrica do rio, com o conseqüente aumento da vazão
média, principalmente nas estiagens, colaboraria na diluição dos poluentes, amenizando
este problema.
Esta ação deve buscar, além de alcançar o seu objetivo do consumo racional de água, a
manutenção deste consumo ao longo do tempo, através de mudanças efetivas de
comportamento da população. Por este motivo as campanhas devem ser permanentes e
considerar a possibilidade real de escassez, porém sem um enfoque alarmista, que
resulte na redução do consumo apenas em curto prazo. Para incentivar os usuários, os
resultados de redução obtidos devem ser apresentados nas campanhas. Também é
objetivo desta ação, o desenvolvimento de uma metodologia que possa ser aplicada em
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Uso Doméstico:
Estas ações devem buscar uma real mudança de comportamento dos usuários,
resultando na redução de desperdícios. O desperdício é considerado como a quantidade
de água entregue e que teve uma utilização inadequada, refletindo a cultura dos
consumidores, e de diversos casos de falhas na micromedição e na cobrança, que
resultam no aumento do desperdício.
• Sistemas prediais.
Estas duas ações são relacionadas, pois a instalação de novos hidrômetros, por exemplo,
implica na racionalização do uso doméstico ao mesmo tempo em que resulta em um
melhor controle de perdas e a definição correta do consumo, no lugar de estimativas (o
que ocorre no caso de economias sem micromedição). Assim, os resultados positivos de
uma certamente refletirão na outra, indicando a importância da articulação e integração
na implementação destes programas.
Os fatores que deverão ser considerados e explorados nas ações deste programa são:
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O foco deste programa é o consumidor final, pois a perda de água nas residências
corresponde a uma significativa parcela considerando o sistema desde a captação,
porém os fornecedores de serviços (CORSAN, SEMAE, COMUSA e prefeituras)
devem participar e estar envolvidos. Uma das formas para que isto ocorra é através da
adoção das ações de combate ao desperdício no consumo doméstico também em
instalações públicas para que possam servir como modelo à população.
Como base para as ações de conscientização dos consumidores, deverá ser produzido
um material informativo sobre a importância da água, as quantidades e o custo da água
desperdiçada diariamente, as atitudes da população que causam o desperdício,
recomendações para reduzir as perdas e o consumo e dicas sobre a qualidade da água.
Algumas das dicas para o uso racional da água que devem estar nestes folhetos são:
• Hidrômetros individuais;
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Para as ações de conscientização propostas neste programa para a Bacia do Rio dos
Sinos, recomenda-se a produção de material informativo que alcance dois públicos: as
crianças, com tiragem de 25.000 exemplares e os jovens e adultos, com tiragem de
20.000 exemplares, compreendendo nestes números folders, cartazes e adesivos. Além
disto, o programa pode incentivar aos parceiros iniciativas como a publicação de
reportagens, realização de palestras, divulgação de informações na internet e a
preparação de teatros para as crianças.
Este material deverá ser trabalhado em sala de aula ou por entidades que desenvolvam
projetos de educação ambiental na região. Pode-se verificar com isto, a necessidade da
pareceria com escolas e ONGs da região. As prestadoras de serviços de saneamento e as
prefeituras podem auxiliar divulgando o programa em suas contas de água ou boletos de
IPTU.
A experiência mostra que as tecnologias de uso racional da água nos sistemas prediais
são mais eficientes quando associadas a medidas passivas de gestão da demanda, que
incluem desde componentes de conscientização e educação dirigida até o uso da
estrutura tarifária como meio para inibir o consumo.
A cobrança pelo uso de água bruta no setor doméstico pode não representar uma
mudança significativa na demanda porque a parcela que a conta de água representa no
orçamento doméstico, independentemente de condições sociais e culturais, é muito
baixa. Assim, medidas como a implantação da cobrança, para que sejam eficazes,
precisam ser associadas a outros objetivos, caracterizando um esforço comum de
conservação.
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Quanto aos prestadores de serviços, deve se compromisso daqueles que captam água
para o abastecimento a obtenção de outorga junto ao DRH/SEMA. A outorga, além de
induzir o uso racional de água, ampliará o controle deste órgão na medida em que estará
munido do cadastro destes usuários, auxiliando na tomada de decisão em caso de
conflitos de uso, principalmente em épocas de estiagem.
Uso Industrial:
Este setor é um dos mais avançados em relação às questões ambientais, pois, nos
últimos anos, vem buscando a eficiência operativa devido às exigências dos órgãos
ambientais nos processos de licenciamento e à busca de certificações de qualidade. A
busca desta eficiência abrange o consumo de água, visto que as empresas licenciadas e
certificadas buscam o desperdício zero e a redução de custos
Considerando que apenas uma parcela do setor está licenciada ou busca a certificação
ainda há muito trabalho a ser realizado, sendo essencial a fiscalização, para que novos e
pequenos empreendimentos também busquem o licenciamento ambiental e a
racionalização do consumo.
Para este setor, se propõe um programa de conscientização para o uso racional de água,
que contemple as seguintes ações:
• Reuso de efluentes;
Como parceiras destas ações são importantes a presença das prefeituras municipais e da
FEPAM, pois são responsáveis pelas atividades de licenciamento e seu
comprometimento servirá de incentivo para os empreendedores e também das grandes
indústrias da região, incentivando seus fornecedores a adotarem medidas para o uso
racional de água.
Sabe-se que muitas indústrias desfrutam dos mananciais acima da vazão permitida ou,
às vezes, sem sequer ter a permissão. Por este motivo, as solicitações de outorgas, tanto
de água superficial como subterrânea, necessitam de um rígido controle para, assim,
constituir um instrumento de indução ao uso racional de água.
Este fato pode ser percebido na Bacia do Rio dos Sinos, pois dos 216 processos de
outorga existentes no DRH/SEMA para água subterrânea e superficial, apenas 76 têm
como finalidade o uso industrial, totalizando 0,0842 m³/s de água subterrânea e
1,305 m3/s de água superficial.
Uso Agrícola:
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• Uso de cultivares de ciclo mais curto, que podem ter seu consumo reduzido;
Além destas estratégias, o uso racional de água neste setor deverá ser incentivado pela
implementação da cobrança pelo uso da água, tal como no setor industrial. Embora a
cobrança não constitua uma estratégia da presente ação (a Ação 8.2 – Diretrizes para
implementação da cobrança restringe-se a recomendar diretrizes neste sentido), fica
claro que promoverá a racionalização do uso de água e evitará desperdícios, pois o
consumo se tornará um novo custo para os produtores. Para a eficiência da outorga, a
mesma necessitará de um controle mais efetivo, porém este tema será tratado com maior
profundidade nas Ações 8.1 e 8.2.
Estas ações deverão concentrar-se nas áreas de uso doméstico, industrial e agrícola
intensos, dos municípios que sejam usuários dos recursos hídricos da Bacia
Hidrográfica do Rio dos Sinos, aqueles que captam água ou despejam seus efluentes nos
rios que compõem a Bacia. Desta forma a área de abrangência é especificada de acordo
com a tipologia de uso:
• Uso Agrícola: áreas rurais, regiões Alto Sinos e Baixo Sinos, principalmente nas
unidades AS2, BS7 e BS9. A área irrigada da região do Alto Sinos é de 1.878 ha
e a maior demanda hídrica é de 2,59 m³/s no mês de janeiro, no Baixo Sinos a
área irrigada é de 3.587 ha e a maior demanda é de 4,94 m³/s também no mês de
janeiro.
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É importante buscar parcerias com a mídia local (jornais, rádios e redes de TV locais)
para a veiculação de reportagens educativas que orientem e incentivem a população para
o uso racional da água em todos os setores consumidores da Bacia.
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A veiculação de notícias e reportagens na mídia local também pode contribuir para que
os resultados desta ação sejam permanentes. Deve-se lembrar que a busca desta parceria
é um fator adicional a esta ação. A mobilização social será contemplada de forma mais
ampla em ação específica (9.2).
[Link]. Custos/Orçamento
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Se desenvolvida com sucesso, esta ação possibilitará uma redução nas demandas
hídricas em todos os setores usuários da Bacia. A água não utilizada poderá servir a
outros usuários destes setores ou a outros usos desejados na Bacia.
Em longo prazo será possível quantificar a redução obtida na demanda. Com isto a ação
de racionalização do uso da água estará promovendo o uso múltiplo das águas, na
medida em que possibilitará o aproveitamento deste volume de água para outros usos,
seja pelo aumento da quantidade ou pela melhoria dos aspectos qualitativos.
Metas de redução podem ser definidas. Entende-se como viável para esta ação uma
redução de 10 a 20% na demanda, distribuídos nos três setores considerados, sendo que
o maior potencial de redução é no uso doméstico.
No setor agrícola, poderá ser encontrada resistência dos orizicultores, uma vez que
grande parte das estratégias de uso racional requer investimentos.
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Segundo o Plano de Saneamento da Bacia do Rio dos Sinos, as perdas de água são, em
média, de 40% da água tratada. O Plano cita como motivos a falta de recursos para a
implementação de hidrômetros e para a substituição de redes, a falta de mão-de-obra
qualificada e a falta de conscientização da alta direção das empresas, no sentido de
incorporar ações de redução de perdas no seu planejamento.
[Link]. Caracterização
As perdas podem ser físicas, também conhecidas como reais ou operacionais, quando a
água não chega ao consumo devido a vazamentos no sistema de distribuição ou
utilização na operação do mesmo, ou não físicas, correspondestes à água consumida que
não é registrada e faturada. As perdas não físicas são também conhecidas como perdas
de faturamento, comerciais ou aparentes, pois seu principal indicador é a diferença entre
o volume de água disponibilizado ao consumo e o volume faturado.
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A redução das perdas físicas pode diminuir custos da produção, através da redução no
consumo de energia elétrica e de produtos químicos e também possibilita a utilização
das instalações existentes para aumentar a oferta de água sem a necessidade de
expansão do sistema. Já a redução das perdas não físicas beneficia o prestador de
serviços, pois permite aumentar a receita tarifária, melhorando a eficiência dos serviços.
Este fator também colabora para o consumo racional da água, uma vez que a correção
da cobrança implicará na aplicação da tarifa aos volumes efetivamente consumidos,
fazendo com que os usuários consumam menos, para diminuir custos.
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A redução de pressão através da aplicação de uma VRP pode resultar nos seguintes
benefícios:
No caso de novas construções a preocupação deve ser com o maior rigor na aprovação
de projetos e na fiscalização durante a execução das obras em loteamentos, para evitar
problemas posteriores, quando a infra-estrutura de saneamento for instalada.
De um modo geral, os principais fatores que influenciam as perdas físicas são: altas
pressões/variações de pressão, condições físicas da infra-estrutura, condições de tráfego
e pavimentação sobre a rede, recalques do subsolo, qualidade dos serviços na
implantação e nos reparos da rede, condições de gerenciamento, subdimensionamento
no projeto de tubulações, falta de treinamento para operadores das tubulações e
unidades de tratamento, qualidade das manutenções, expansão de redes sem projetos e
planejamento.
São, em geral, perdas expressivas, podendo representar em média 50% da água não
faturada, dependendo de aspectos técnicos (dimensionamento e manutenção de
hidrômetros) e de procedimentos comerciais e de faturamento. A integração destes
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Além das medidas propostas a seguir, para a implantação da presente ação, é importante
considerar as recomendações e metas definidas no Plano de Saneamento da Bacia do
Rio dos Sinos.
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Assim como as ações definidas para a racionalização no uso da água, estas ações
deverão ser contínuas, para que os resultados positivos que serão alcançados com este
trabalho possam ser permanentes.
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Quadro 4.2.3 – Caracterização do abastecimento público e consumo humano de água nos municípios da Bacia do Rio dos Sinos
Abastecimento com Prestador
Município recursos hídricos da OBS Sistema de Abastecimento Fonte Abastecimento Importação/Exportação de água
bacia? Público
Araricá* Sim - - Subterrânea - -
Glorinha Não - - - - -
Gravataí Não - - - - -
Ivoti Não - - - - -
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Quadro 4.2.3 – Caracterização do abastecimento público e consumo humano de água nos municípios da Bacia do Rio dos Sinos
Abastecimento com Prestador
Município recursos hídricos da OBS Sistema de Abastecimento Fonte Abastecimento Importação/Exportação de água
bacia? Público
Superficial e
Novo Hamburgo* Sim - - COMUSA -
Subterrânea
Sapucaia do Sul* Sim - Sistema Canoas-Esteio-Sapucaia Subterrânea CORSAN Importa água de Esteio
Superficial e CORSAN/[Link]
Taquara* Sim - - -
Subterrânea .
Sistema Igrejinha-Parobé-Três Superficial e
Três Coroas* Sim - CORSAN Exporta água para Igrejinha
Coroas Subterrânea
*Municípios cujos dados do Plano de Saneamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (CONCREMAT, 2008) foram atualizados com os dados do banco de dados da outorga do Departamento de
Recursos Hídricos do Estado (DRH/RS).
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[Link]. Custos/Orçamento
Neste contexto, estima-se que o custo para a aplicação do programa nos quatro
principais sistemas de abastecimento público que operam com captação na Bacia do
Sinos: Novo Hamburgo, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo (cuja população
urbana somada representa aproximadamente 675.000 habitantes), seria de
R$ 13.500.000,00 (treze milhões e quinhentos mil reais).
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Os custos deste programa deverão ser de responsabilidade das operadoras dos sistemas
de abastecimento.
Se desenvolvido com sucesso, este programa possibilitará uma redução das demandas
de água pelos sistemas de abastecimento público. A água não utilizada poderá servir
para outros usuários e outros usos na Bacia do Rio dos Sinos. Em longo prazo será
possível quantificar a redução obtida. A meta deste programa é de uma redução na
ordem de 20% do volume captado atualmente, representando uma diminuição no índice
de perdas de 40% (atual) para 25%.
Além dos benefícios apresentados anteriormente para a redução das perdas, esta ação
também é de grande importância social e ambiental, pois apresenta potencial de
continuidade e implica na mudança de comportamento dos usuários em relação aos
recursos hídricos.
Outro fator importante para este programa é a definição de uma sistemática que envolva
diagnóstico contínuo, através de monitoramento e de obras para a prevenção e
remediação das perdas identificadas.
Esta ação terá seu monitoramento realizado pelos operadores dos sistemas de
abastecimento público. Os resultados deste monitoramento poderão ser divulgados
através de relatórios de operação, onde devem constar também informações sobre a
redução de perdas obtida.
As dificuldades que podem ser encontradas para a implantação desta ação são as
seguintes:
Para que esta ação seja de caráter permanente e seus resultados não se anulem
rapidamente, são de extrema importância a integração e a participação de todos os
setores envolvidos e a definição clara de objetivos e responsabilidades.
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Esta ação tem por objetivo estabelecer formas de atuação, no âmbito da gestão dos
recursos hídricos, com vistas a equilibrar o balanço hídrico em situações de escassez
hídrica na Bacia do Rio dos Sinos.
[Link]. Caracterização
Para fins dessa ação é necessário definir, inicialmente, o que são situações de escassez
hídrica na Bacia do Rio dos Sinos. Assim, considera-se escassez hídrica sempre que as
disponibilidades hídricas não sejam suficientes para atender às demandas de água. Ou
seja, não se trata, para fins dessa ação de uma situação meramente hidrológica, mas sim
de uma combinação de ocorrências que inclui, também, aspectos relacionados à
demanda de água.
Desta forma, nas situações em que houver escassez hídrica deverão ser adotadas ações
práticas no sentido de assegurar que os usos prioritários sejam garantidos. Conforme a
legislação estadual, o abastecimento humano (leia-se, para fins práticos, abastecimento
público efetuado pelas concessionárias, além das demandas das populações rurais
diretas) é prioritário, conforme o Artigo 2º. E na legislação nacional também é
considerada prioritária a demanda para a criação animal.
Então, basicamente, na Bacia do Rio dos Sinos, trata-se de implementar ações de gestão
com vistas a garantir o abastecimento público, nas situações de escassez hídrica, uma
vez que as populações rurais normalmente abastecem-se de água subterrânea.
Também aqui é necessário enfatizar que a situação de escassez hídrica está vinculada
aos recursos hídricos superficiais, uma vez que os subterrâneos condicionam-se de
forma diferente, não suscetíveis no curto prazo às variações hidrológicas.
Com efeito, o DRH e o CRH/RS já vêm exercendo uma ação nesse sentido, orientados e
apoiados nas orientações e experiências do Comitesinos (protocolos de cooperação
estabelecendo critérios de operação dos sistemas de bombeamento de água para a
irrigação de arroz).
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Vale destacar que a irrigação do arroz é o principal usuário de água na Bacia nesse
período (de novembro e março), sendo responsável por 60% das demandas em termos
de vazão. Com a sazonalidade dessa atividade, configura-se um período de grande
probabilidade de ocorrência de escassez hídrica. O que não significa que não possam
ocorrer tais situações fora do período de irrigação.
E mais, caso não haja recuperação dos níveis junto às captações municipais em 24 h, o
bombeamento para a irrigação deverá ser paralisado até que sejam atingidos os níveis
operacionais adequados (Artigo 3º.).
Esse exemplo deverá ser mantido, visto que atende ao disposto em lei quanto aos usos
prioritários, envolve os dois principais usuários de água na Bacia e utiliza
procedimentos operacionais que tem se mostrado viáveis e aplicáveis.
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A abrangência espacial dessa ação restringe-se à calha do Rio dos Sinos e às lavouras
irrigadas na porção do Alto Sinos, atingidas pelo procedimento operacional proposto.
O período de implementação desta ação é imediato, visto que ela já ocorre. No entanto,
conforme comentado, a realização de um estudo hidrodinâmico poderá trazer novas
informações técnicas que subsidiarão os acordos futuros. Nesse sentido, o prazo de 01
(um) ano atende ao desenvolvimento do referido estudo.
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[Link]. Custo/Orçamento
A simples implementação de uma ação que já ocorre atualmente não demandará custos
específicos, considerando que os parceiros já têm incorporados esses custos as suas
atividades. Já a realização de uma modelagem hidrodinâmica para o Rio dos Sinos
demandará cerca de R$ 400.000,00 (custo considerado na Ação 3.3), incluindo nesse
valor além do estudo técnico, a realização dos estudos topográficos necessários à
definição das seções de referência.
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