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Guia Completo para Startups Espaciais

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imeduardovianaof
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0) Preparação estratégica (visão, metas,

risco)
Definir missão, visão e metas de curto/médio/longo prazo (ex.: 12 meses — primeiro
voo estratosférico; 24 meses — design detalhado de CubeSat 1U; 48–60 meses —
lançamento do primeiro CubeSat).
Definir KPIs iniciais (ex.: número de voos teste, tempo de uptime de estação de solo,
milestones técnicos concluídos).
Criar One-Page Pitch + 5-10 slide pitch deck (problema, solução, produto, mercado,
time, uso de recursos, roadmap).
Assinar acordos de confidencialidade (NDA) com parceiros e primeiros colaboradores.
Fazer análise de risco inicial (lista de riscos regulatórios, técnicos, financeiros e de
segurança).

1) Legal / Administrativo (formalização da


Prometheus)
Documentos & estrutura

Escolher razão social e nome fantasia (verificar disponibilidade de marca no INPI


antes de confirmar). Serviços e Informações do Brasil
Escolher modelo jurídico apropriado (ex.: LTDA para início, considerar S.A. se for abrir
capital / emitir ações no futuro).
Verificar requisitos municipais (alvará), estaduais (inscrição estadual se vender
produto físico com ICMS) e federais.
Registrar empresa na Junta Comercial do seu estado / obter NIRE. Serviços e
Informações do Brasil
Fazer inscrição no CNPJ via Redesim / Receita Federal (preencher DBE / Coletor
Nacional da Redesim). Serviços e Informações do Brasil
Abrir conta bancária PJ e separar contabilidade desde o primeiro dia (contratar
contador com experiência em tecnologia/exports).

Contratos / compliance

Contratos sociais e acordos de sócios (cláusulas de vesting, saída, diluição,


preferência).
Contratos de trabalho / cooperação (PJ, CLT conforme estratégia), políticas internas
(código de conduta).
Modelos de NDA, MOU, contratos de prestação de serviços, acordos de
confidencialidade com universidades.
Verificar regras de export control (se usar tecnologia/peças dos EUA/UE — ITAR/EAR
podem ser aplicáveis). (Procurar assessoria jurídica especializada em defesa/espacial.)

Propriedade intelectual
Registrar marca(s) Prometheus/Logotipos no INPI; pagar GRU; guardar
comprovantes. Serviços e Informações do Brasil
Avaliar patentes para invenções críticas; iniciar buscas de anterioridade; depositar
pedido no INPI (atenção a prazos: sigilo de 18 meses, prazo para exame). Serviços e
Informações do Brasil
Proteger código com contratos e repositórios privados; usar CLA/Contributor
agreements para colaboradores.
Estruturar política de know-how/confidencialidade e diretorias que gerenciem PI.

Autorizações aeronáuticas e espaciais (ex.: balões, testes, lançamentos)

Antes de qualquer voo “estratosférico” ou lançamento de balão: verificar e solicitar


autorização aos órgãos competentes (DECEA/Agência de Controle do Espaço Aéreo) —
soltura de balões sem autorização pode ser crime/colocar aeronaves em risco.
Consulte normas/instruções aeronáuticas aplicáveis. DECEA+1
Para operações envolvendo comunicações e estações de solo, planejar e solicitar
autorização de radiofrequências (ANATEL para estações terrenas/CubeSat). Serviços e
Informações do Brasil
Avaliar necessidade de autorização da Agência Espacial Nacional (AEB) e coordenação
com Forças Armadas/Força Aérea conforme tipo de operação.
Solicitar licenças ambientais e de uso de solo quando necessário (por exemplo, testes
com motores, grandes lançamentos, etc.).

2) Financeiro — planejamento e captação


Planejamento interno

Montar orçamento inicial (CAPEX e OPEX): espaço físico, ferramentas, salários,


materiais, seguros, licenças, testes, lançamentos, prototipagem.
Estimar runway (6–18 meses mínimo); calcular burn rate mensal.
Criar modelo financeiro (cenários pessimista/realista/otimista) com uso detalhado de
recursos por milestone.

Fontes de financiamento

Submissão a editais de subvenção e programas públicos (ex.: FINEP — linhas para


startups e programas focados em espaço; Programa Espaço Finep / Finep Startup).
Finep+1
Programas de aceleração públicos/privados (BNDES Garagem, aceleradoras setoriais).
BNDES+1
Investidores anjo / redes de anjos (inscrever pitch em Anjos do Brasil e redes locais).
Anjos do Brasil
Venture Capital e fundos deep-tech (preparar materiais necessários para due
diligence).
Parcerias com universidades e contratos de P&D (reduzem custo de infra e dão
credibilidade).
Crowdfunding (para iniciativas “cívicas” ou para envolver comunidade), patrocínios e
contratos comerciais.
Programa de clientes iniciais / contratos de serviços com laboratórios/empresas para
gerar receita.

Checklist prático

Preparar data room com: contrato social, Balanço/Forecasts, cap table, IP (depósitos),
contratos-chave, pitch deck.
Mapear investidores com interesse em deep tech/espacial e enviar materiais.
Preparar modelo de valuation e termos (SAFE, nota conversível, equity) com
advogado.

3) Marca, presença digital e ferramentas


(Parte digital)
Marca & identidade

Fazer busca de marca no INPI (pré-pedido de marca). Serviços e Informações do Brasil


Criar identidade visual: logotipo, paleta de cores, tipografia, guideline básico de
marca.
Criar pacote de assets: templates PPT, press kit, pitch deck padrão.

Website & domínio

Registrar domínio (recomendações: [Link], [Link], .[Link]) —


checar disponibilidade e comprar.
Implementar site institucional: páginas essenciais (Home, Sobre, Missão, Projetos,
Carreiras, Contato, Imprensa).
Incluir header com certificado HTTPS, privacy policy / termos de uso, e página de
política de cookies se coletar dados.

Redes sociais & conteúdo

Criar perfis oficiais (LinkedIn empresa, Twitter/X, Instagram, YouTube) com


identidade visual consistente.
Plano de conteúdo inicial: 3 meses de publicações — milestones técnicos, bastidores
de lab, explicações didáticas (vídeos curtos), cobertura de voos.
Produzir press kit multimídia (logo, fotos, vídeos, factsheet PDF).

Ferramentas internas

Comunicação: Slack / Microsoft Teams / Mattermost.


Gestão de projetos: Notion / Asana / Jira (sprints de engenharia).
Repositório de código: GitHub/GitLab (repositórios privados, políticas de branches).
Gestão financeira/contábil: Conta PJ + sistema de gestão (QuickBooks / Omie /
ContaAzul).
Gestão de documentos e contratos (Google Workspace / Office 365 + controle de
versões).
Ferramentas de CI/CD para firmware/software embarcado.
Backup e política de segurança (autenticação 2FA, gestão de chaves SSH).

4) Equipe inicial e RH (contratação e papéis)


Time mínimo (early stage)

CEO / Founder (visão, captação, parcerias)


CTO / Líder técnico (arquitetura sistêmica)
Engenheiro de Sistemas (integração entre mecânica, elétrica, software)
Engenheiro Eletrônico / RF (comunicações, antenas, EPS)
Engenheiro Mecânico (estrutura CubeSat, carga útil, integração)
Engenheiro de Software embarcado (firmware OBC)
Engenheiro de Software Backend/DevOps (ground segment, telemetria)
Test/Integration Technician (montagem, testes)
Compliance/Regulatory lead (autorizações, coordenação com DECEA / ANATEL / AEB)
Marketing/Comunicação (PR, redes, press kit)

Contratação & governança

Criar descrições claras de cargos, responsabilidades e entregáveis (OKRs/milestones).


Plano de remuneração + equity/vesting para reter talentos.
Política de segurança do trabalho (EPI, treinamentos).

5) Infraestrutura & compras (laboratório /


makerspace / fornecedores)
Espaço físico

Definir local: makerspace / laboratório próprio / incubadora (parque tecnológico —


consultar Anprotec). Anprotec
Segurança física, controle de acesso, proteção ESD, área limpa para montagem de
eletrônica, bancada mecânica.

Equipamentos essenciais (mínimo inicial)

Bancadas e ferramentas: bancadas ESD, microscópio USB, jogos de chaves, estações


de solda (smd e through-hole), multímetro, fontes de bancada.
Eletrônica: osciloscópio (mínimo 2 canais), analisador lógico, reflow/estação de solda,
bancada de testes.
Fabricação: impressora 3D (resina e FDM), cortadora laser (opcional), acesso a CNC
(parceria/terceirização).
Medição/ensaio: power analyzer, termômetros, câmera para telemetria de voo.
Integração: tools para montagem de CubeSats (torques, fixtures), parafusos,
blindagens.
Softwares CAD/CAE: Fusion360 / SolidWorks (licenças), Altium/OrCAD (PCB),
MATLAB/Simulink (se necessário).

Teste ambiental (parceiros inicialmente)

Como vibração, ensaio térmico / vácuo e EMC/EMI são caros: listar laboratórios de
testes e universidades parceiras (usar parcerias até que cash flow permita comprar
equipamentos).
Ter plano de orçamentos para testes de vibração/thermal/vacuum (terceirização).

Fornecedores e compras

Mapear fornecedores de componentes espaciais (COTS para nanosatélites),


provedores de GSE (ground support equipment) e integradores.
Contratos de supply chain e políticas de quality control: generics vs space-grade
parts.
Planejar lead times longos (componentes eletrônicos podem ter lead times de
semanas a meses).

6) Projetos técnicos iniciais — rota técnica


(passo a passo)
A) Voos estratosféricos com balões (primeiro MVP operacional)

Projetar payload seguro e redundante (caixa leve, instrumentação mínima: GPS,


registrador de dados, transceptor telemetria, câmera).
Fazer análise de risco e solicitar autorizações/NOTAMs/coordenação com DECEA/
órgãos locais. Não soltar balões sem autorização. DECEA+1
Testes de bancada (alimentação, redundância, recuperação).
Teste de integração e ensaio de funcionamento em campo (vuelos de baixa altitude
antes do estratosférico).
Voo estratosférico: logar telemetria, recuperar hardware, documentar lessons
learned.

B) Road to CubeSat

Selecionar configuração (1U/2U/3U) e requisitos de missão (payload, órbita alvo).


Sub-sistemas a desenvolver/contratar:
OBC (on-board computer) e software embarcado.
EPS (power, baterias, painéis solares).
ADCS (attitude determination & control).
COMMS (transceiver, antenas, protocolo — coordenar com ANATEL para
frequência).
Estrutura e mecanismos (deployables se houver).
Payload(s) (câmeras, sensores, experimento científico).
Fazer análises de link budget e planejamento de estação de solo.
Buscar integração com um integrador de CubeSat / P-POD provider ou manifest em
um rideshare.
Proceder a testes ambientais (vibração, thermal vacuum, EMC) — via parceiros se
necessário.
Preparar documentação de missão (SRS, ICD, procedures de integração e ops).

C) Estação de solo (ground segment)

Hardware: antenas (Yagi / UHF / S-band, conforme frequência), rotator, SDR/Tx, TNC,
amplificador dependendo de link budget.
Software: GPredict (tracking), decoders, servidor de dados, banco de telemetria.
Certificar frequência/uso com ANATEL (autorização de estação terrena). Serviços e
Informações do Brasil

7) Regulamentação de comunicações
(ANATEL) — passos práticos
Mapear faixas de frequência alvo (UHF/VHF/ S-band etc.) e a que serviços se aplicam.
Solicitar autorização de uso de radiofrequências/estação terrena junto à ANATEL
(cadastramento e licenciamento necessários para estações terrenas que se
comunicam com satélites). Serviços e Informações do Brasil
Acompanhar requisitos técnicos (potência, ERP, certificação de equipamento).
Checar compatibilidade com regras internacionais (ITU) e coordenar quando
necessário.

8) Segurança, RH e seguros
Criar plano de saúde e segurança do trabalho (NRs aplicáveis).
Seguro de responsabilidade civil para testes e operações (pesquisar apólices para
operações aeronáuticas/espaciais).
Seguro de equipamento (para protótipos caros).
Política de segurança cibernética (controle de acessos, backups, 2FA).

9) Divulgação, validação e construção de


credibilidade (PR & docs)
Como documentar e divulgar cada conquista

Preparar kit de imprensa para cada milestone (fotos em alta resolução, vídeo do
voo/integração, factsheet, declarações do time).
Produzir relatório técnico pós-voo (dados, análise, falhas e correções). Publicar
versão “executiva” para imprensa e versão técnica para parceiros/investidores.
Postar conteúdo técnico e didático (blogs, vídeos de QA, “making-of”) para construir
autoridade.
Submeter trabalhos/abstracts a conferências e workshops (eventos de
nanotecnologia, nanosat, universidades).
Registrar cada voo no log público (GitHub + página “missões”) para transparência.
Buscar certificação/selos institucionais (parcerias com universidades, participação
em editais com aprovação pública).
Usar validação externa: relatórios de parceiros, cartas de apoio de universidades,
testemunhos de clientes pilotos.
Encadear cada pequeno sucesso como prova social: “Voo estratosférico 1 —
recuperação 100% — payload X validado — dados A, B”.

10) Parcerias estratégicas e P&D


Estabelecer convênios com universidades (laboratórios de
vibração/thermal/INPE/centros de pesquisa).
Buscar incubadoras e parques tecnológicos pela ANPROTEC. Anprotec
Identificar fornecedores com experiência em nanosat (COTS e integradores).
Buscar cooperação com institutos governamentais (INPE, AEB) e centros privados de
P&D.

11) Roadmap técnico / milestones sugeridos


(exemplo 0–36 meses)
0–3 meses: formalização jurídica, site, pitch deck, MVP conceitual e primeiro time
essencial.
3–9 meses: montar bench lab, primeira série de voos teste (balões de baixa altitude),
primeira captação seed / edital enviado.
9–18 meses: voo estratosférico validado (autorizado), estação de solo básica,
parcerias P&D com universidade.
18–30 meses: design detalhado CubeSat 1U/3U, partnership for environmental tests,
submissão para autorização de frequência.
30–36 meses: integração e submissão para rideshare/launch provider para
lançamento do CubeSat; operar por 6–12 meses.
36+ meses: expandir equipe, planejar missões maiores, estudos conceituais para
bases (R&D, bootstrapping científico e legal).

12) Documentos e templates para gerar já


(faça isso agora)
NDA (contrato) — template.
MOU para parceria com universidades.
Pitch deck — 10 slides.
Plano financeiro com forecast 24 meses (modelo folha).
Checklist de pré-voo para balão (quesitos de segurança, equipamentos, autorização).
Plano de testes para CubeSat (vibração, thermal, EMC checklist).
(Se quiser, eu crio modelos desses documentos — diga quais eu gero primeiro.)

13) Recursos oficiais e leituras


recomendadas (entrada rápida)
Procedimento de inscrição e CNPJ / Redesim — portal [Link]. Serviços e Informações
do Brasil
Instruções/alertas do DECEA sobre soltura de balões e gerenciamento de testes
(normas ICA / SGTO). DECEA+1
Autorização e regras para pequenos satélites e estações terrenas — ANATEL. Serviços
e Informações do Brasil
Guia básico sobre patentes e registro de marcas — INPI. Serviços e Informações do
Brasil+1
Programas públicos de fomento / Finep (Programa Espaço Finep, Finep Startup).
Finep+1

14) Checkpoints de decisão (use antes de


avançar a cada fase)
Legal OK (CNPJ, contratos, INPI, licenças básicas) ✅
Segurança OK (aprovado plano de segurança e seguro mínimo) ✅
Financeiro OK (runway mínimo + fontes comprometidas) ✅
Técnico OK (prototipagem validada em bancada e voos pré-estratosféricos) ✅
Regulatório OK (NOTAMs/autorizações/ANATEL/DECEA/AEB conforme missão) ✅

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