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Epidemiologia e Manejo do Afogamento

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Jonatas Monteiro
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16/05/2025

EPIDEMIOLOGIA

Problema de saúde pública

2019 à 236 mil pessoas


AFOGAMENTO 3ª causa de morte acidental

EUA à 10 mortes/ dia (2005-2014) / Brasil – 17 mortes/dia(2014).

AAP, AHA update guidelines on resuscita4on a5er drowning, 2024

1 2

EPIDEMIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA

Homens morrem 6 vezes mais

>50% de todos os óbitos ocorrem até os 25 anos.


51% das mortes na faixa de 1 a 9 anos de idade ocorrem em Piscinas e
residências
75% dos óbitos em rios e represas

AAP, AHA update guidelines on resuscita4on a5er drowning, 2024

3 4

EPIDEMIOLOGIA DEFINIÇÃO

AFOGAMENTO

“E a aspiração de liquido não corporal causada por submersão ou imersão”

David Szpilman - 2017

“Processo de apresentar comprometimento respiratório devido à submersão ou


imersão em líquido”
Desfechos: morte, morbidade ou ausência de morbidade.
OMS - 2022

5 6

1
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CONCEITO APARÊNCIA DE UMA VÍTIMA DE


AFOGAMENTO
Afogamento

Manejo tempo-dependente à prognóstico MAIORIA DAS VÍTIMAS PASSAM DESPERCEBIDAS - ÁGUAS ABERTAS E
Hipóxia, PCR, lesões secundárias – aspiração, hpotermi, lesões pulmonares PISCINAS
INCAPACIDADE DE MANTER A BOCA ACIMA DA AGUA
Já cadáver por afogamento
NÃO CONSEGUEM PEDIR AJUDAR

submersão > 1 hora


CABECA VIRADA PARA TRÁS, CORPO ERETO, SEM MOVIMETAÇÃO DE
sinais evidentes de morte PERNAS E BATENDO OU REMANDO PARA O LADO

rigidez cadavérica,
livores,
decomposição corporal
I Congresso Mundial Sobre Afogamentos - 2002

7 8

TERMOS UTILIZADOS TERMOS OBSOLETOS

afogamento não fatal "Quase afogamento" (near-drowning),


afogamento fatal "Afogamento seco ou molhado",
resgate na água "afogamento ativo e passivo“
"Afogamento secundário (re-afogamento horas após o evento)“

I Congresso Mundial Sobre Afogamentos - 2002

9 10

LIVORES FATORES DE RISCO

Álcool e drogas ilícitas


50% mortes - álcool

11 12

2
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FISIOPATOLOGIA CLASSIFICAÇÃO DO AFOGAMENTO


Quanto ao Tipo de água
Fases do Afogamento:
Angústia e pânico Afogamento em Água Doce vs. Salgada
Luta para manter-se na superfície
Apneia voluntária
Quanto á Causa do Afogamento (classificação obsoleta).
Apneia involuntária
Laringoespasmo
1 - Afogamento Primário:
Aspiração
Hipóxia 2 - Afogamento Secundário
PCR

13 14

CLASSIFICAÇÃO DO AFOGAMENTO RESGATE

Quanto ao Tipo de água

Quanto á Causa do Afogamento


Quanto á Gravidade do Afogamento
Resgate: Vítima resgatada viva da água que não apresenta tosse ou espuma na boca e/ou nariz

Afogamento: pessoa resgatada da água que apresenta evidência de aspiração de líquido: tosse,
ou espuma na boca ou nariz

15 16

FASE DE ATENDIMENTO FASE DE ATENDIMENTO


A nível de Primeiros Socorros deve-se sempre:
O atendimento Acalmar a vítima,
Não induzir o vômito. Repousar
Caso o acidente não tenha sido visto.
Aquecê-la
Manter a vítima deitada em decúbito dorsal

17 18

3
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FASE DE ATENDIMENTO RESGATE

Caso o afogado inconsciente seja deixado sozinho, ele PESSOAS NÃO TREINADAS --> ALTA PREVALENCIA DE AFOGAMENTOS
deve ser colocado na posição de recuperação FATAIS E NÃO FATAIS

RESSUCITAÇÃO NA ÁGUA
RESSUCITAÇÃO EM TERRA – RESPIRAÇÃO E PULSO
DECUBITO DORSAL
DECUBITO LATERAL ESQUERDO
AVALIACAO PRIMÁRIA (ABC)
RCP – SEM EVIDENCIAS DE MORTE
*VOMITOS/ASPIRACAO
- ACIONAR SUPORTE AVANCADO DE VIDA.

19 20

MANEJO NA SALA DE EMERGÊNCIA AFOGAMENTO

Reavaliação do ABCDE: ACLS

Garantir estabilidade hemodinâmica e respiratória. ASSISTOLIA OU ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO (AESP)
História Clínica Detalhada DEA

Circunstâncias do afogamento, tempo de submersão, temperatura da água, ACESSO VENOSO PERIFÉRICO


comorbidades, medicações. IOT (SEM RESPIRACAO, GASGOW <8, SEM E RESPOSTA AO SBV)
Exame Físico Completo: 30 MINUTOS
Atenção especial ao exame neurológico, pulmonar e cardiovascular.
Avaliação da Temperatura Corporal:
Investigar hipotermia e suas consequências.

21 22

AFOGAMENTO AFOGAMENTO

Identificação e Tratamento das Causas Reversíveis Pontos Chave no Manejo da Assistolia e AESP:

Hipovolemia: Perda de volume sanguíneo. Compressões Torácicas de Alta Qualidade: São a base do tratamento.

Hipóxia: Baixa concentração de oxigênio. Identificação e Tratamento das Causas Reversíveis: A chave para o sucesso.
Hidrogênio (Acidose): Desequilíbrio do pH sanguíneo. Administração Precoce de Adrenalina: Melhora as chances de RCE.

Hipocalemia/Hipercalemia: Níveis anormais de potássio. Minimizar as Interrupções nas Compressões: Interrupções breves e infrequentes.
Hipotermia: Baixa temperatura corporal. Trabalho em Equipe Coordenado: Comunicação clara e atribuição de tarefas.

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4
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CLASSIFICAÇÃO DO AFOGADO MEDIDAS DE PREVENÇÃO EM PISCINAS:

Crianças
Supervisão
Isolamento
Atenção as Bóias de braço
Atenção com brinquedos
Desligue o filtro da piscina
. Ensinar a nadar

• Distração do adulto

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MEDIDAS DE PREVENÇÃO NO AMBIENTE DOMÉSTICO:


MEDIDAS DE PREVENÇÃO EM PRAIAS:

- Atenção com crianças


Nade sempre perto de um guarda-vidas.
- Usar tapetes antiderrapantes.
Nade longe de pedras ou estacas.
- Mantenha baldes, recipientes e piscinas infantis vazios. Nunca tente salvar alguém em apuros se não tiver confiança em fazê-lo..
- Atenção com o vaso sanitário. Certifique-se da profundidade.
- Instale grades que impeçam o acesso da criança à parte Afaste-se de animais marinhos.
externa da casa.
Obedeça as sinalizações de perigo.
- Alarmes e capas de piscinas ajudam a prevenir.

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FIM

“A melhor esperança de ‘cura’ do


afogamento e suas consequências
reside na prevenção”

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