PORTUGUÊS 12.
O ANO
TEORIA
CAPÍTULOS3 11, 115 E 148 – RESUMO
• O pajem do palácio vai a cavalo gritar ao povo que estão a matar o «Mestre de Avis nos
Paços da Rainha».
• Os populares da cidade, ao ouvirem tal notícia, alvoroçam-se e começam a servir-se
das armas que têm à sua disposição para acudir o Mestre.
• Álvaro Pais já vem pronto para o combate com uma «coifa» (parte da armadura que
protegia a cabeça) e um cavalo.
• Álvaro Pais traz outros fidalgos armados que incitam a multidão a ajudar o Mestre,
pois era filho de D. Pedro (com D. Inês de Castro).
Capítulo 11 • A multidão é tanta e tão ruidosa que circula pelas ruas principais e secundárias, ata-
«Do alvoroço lhos e por onde possa para chegar ao Paço, sempre com Álvaro Pais à cabeça, dizendo
que foi na que matam o Mestre sem ele ter culpa de nada.
cidade cuidando
• Circula pelo povo a ideia de que fora a própria regente, D. Leonor Teles (com a orienta-
que matavom o
ção do fidalgo galego com quem vivia, o Conde Andeiro), que mandara matar D. João.
Meestre, e como
aló foi Alvoro • Populares chegam ao palácio e veem as portas fechadas: começam a gritar pelo Mestre
Paaez e muitas e a dizer que estão prontos a arrombar as portas ou a incendiar o Paço; já alguns popula-
gentes com ele.» res vêm com escadas para subir às janelas e outros rodeiam ameaçadoramente o Paço.
• Armas de que se serve o povo: «feixes de lenha» e «carqueija» para incendiar o muro.
• Vozes bradam repentinamente, de dentro do Paço, dizendo que o Mestre está vivo e que
D. João Fernandes (Conde Andeiro) está morto.
• A multidão pede para ver o Mestre e confirmar; o Mestre mostra-se à janela, dizendo
que está vivo e bem.
• Povo deseja também a morte da regente «aleivosa», mas Leonor Teles e os seus alia-
dos conseguem fugir do Paço.
• Mestre sai do palácio, acompanhado de Álvaro Pais e seus cavaleiros, e pede aos
populares que regressem a casa, pois já fizeram ali a sua parte.
• O cenário está instalado: el-Rei de Castela decide cercar a cidade de Lisboa, que
estava de antemão preparada; quando o Mestre sabe da intenção do rival castelhano,
ordena que:
Capítulo 115 – os homens recolham a maior quantidade de alimentos possível;
«Per que guisa – os homens vão de «barcas e batéis» ao Ribatejo, de onde trazem mantimentos;
estava a cidade – os lavradores e as suas famílias entrem na cidade cercada com todos os seus per-
corregida pera
tences, bem como todos os outros que se queiram juntar;
se defender,
quando el-Rei • Descrição da cidade cercada (e fortificada):
de Castela pôs – muros robustos com suas «quadrilhas» (partes do muro protetor);
cerco sobr’ela» – 77 torres em redor, coberturas de madeira;
– «lanças e dardos», «bestas de torno», «viratões» (arcos e setas de grande alcance)
e catapultas;
– pedras e bandeiras de S. Jorge (um dos padroeiros da cidade de Lisboa);
– torres guardadas por «senhores e capitães», «fidalgos e cidadãos honrados», «bes-
teiros e homens d’armas»;
3
Os excertos dos capítulos 11, 115 e 148 da crónica que citamos seguem a edição: Fernão Lopes (apresentação crítica de Teresa
Amado), Crónica de D. João I, Lisboa, Editorial Comunicação, 1992.
27