INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA ALBERTO CHIPANDE
Curso: Mestrado em Administração e Gestão de Empresas (MBA)
STRESS, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
1º Ano
Trabalho de Pesquisa em Grupo
Tema: Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho
[Link]
Faculdade de Ciências Económicas
CEP
Maputo, Novembro de 2024
[Link]
Curso: Mestrado em Administração e Gestão de Empresas (MBA)
Trabalho de Pesquisa em Grupo
Tema: Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho
Trabalho de pesquisa investigativo apresentado a
Escola Superior de Ciências Económicas, para Fins de
avaliação da cadeira de Stress, Saúde e Qualidade de
Vida no Trabalho, com vista a obtenção de grau
académico de Mestrado em Administração e Gestão
de Empresas sob Orientação da MSc Elsa Sovechand
________________________
(MSc. Elsa Maria Sovechand)
Universidade Alberto Chipande
Faculdade de Ciências Económicas
CEP
Maputo, Novembro de 2024
Índice
CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO...................................................................................................................1
1.1 Contextualização...........................................................................................................................1
1.2 Justificativa ...................................................................................................................................2
1.3 Problema de Pesquisa ...................................................................................................................2
1.4 Estrutura de Trabalho....................................................................................................................3
1.5 Objectivos de Estudo ....................................................................................................................3
1.5.1 Objectivo Geral.....................................................................................................................3
1.5.2 Objectivos Específicos..........................................................................................................4
CAPÍTULO II - REVISÃO DE LITERATURA ..........................................................................................5
2.1 Normas de Segurança e Medicina do Trabalho ............................................................................5
2.1.1 Legislação Previdenciária (Lei n 8 213 de 24/07/91-NR33).................................................5
2.1.2 Conceito Legal e Conceito Preleccionista.............................................................................6
2.1.3 O levantamento e identificação de riscos..............................................................................7
2.1.4 Inspeção de Segurança no Trabalho......................................................................................8
2.2 Fornecimento e Uso de Equipamentos de Protecção Individual (EPIs)........................................8
2.3 Protecções para Membros Inferiores, Superiores, Audição, Vias Respiratórias e Corpo .............8
2.4 Outras Vestimentas de Protecção..................................................................................................9
2.5 Obrigações do Empregador e do Empregado................................................................................9
CAPÍTULO III -METODOLOGIA ............................................................................................................10
3.1 Método de Abordagem................................................................................................................10
3.2 Natureza de Pesquisa ..................................................................................................................10
3.3 Fonte de dados ............................................................................................................................10
CAPÍTULO IV - HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO...............................................11
4.1 Medidas Técnicas........................................................................................................................11
4.2 Beneficios das Acções da Segurança e Saúde no Trabalho na Empresa ....................................12
4.3 Causas de acidentes de trabalho..................................................................................................12
4.4 Factores Materiais - condições inadequados...............................................................................13
4.5 Factores humanos - actos inadequados .......................................................................................14
4.6 Importância de SST no ambiente de trabalho .............................................................................14
4.7 Desafios e Caminhos para Moçambique.....................................................................................15
CAPÍTULO V - CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES .........................................................................16
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................................................17
CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO
A Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho (HSST) constitui uma área vital para o bem-estar dos
trabalhadores e o desenvolvimento sustentável das economias. Em Moçambique, a crescente
industrialização e expansão de sectores como mineração, construção civil e agricultura
intensificaram a necessidade de políticas eficazes de HSST. A implementação de práticas seguras
nos locais de trabalho visa a prevenção de acidentes, doenças ocupacionais e a promoção de um
ambiente laboral saudável e produtivo. Conforme alertam Lopes e Andrade (2021), as condições
de trabalho inadequadas não só comprometem a saúde dos trabalhadores, mas também reduzem a
produtividade e aumentam os custos com afastamentos e assistência médica, o que impacta
directamente o desenvolvimento económico de países em desenvolvimento como Moçambique.
Dessa forma, o estudo da HSST torna-se importante não só para melhorar a qualidade de vida dos
trabalhadores, mas também como uma estratégia de gestão administrativa que apoia a
sustentabilidade das empresas e do sector público. A HSST contribui para a eficiência na alocação
de recursos humanos, reforça o cumprimento das obrigações legais e promove uma cultura de
segurança que pode ser integrada à comunicação e à gestão administrativa. Assim, o presente
estudo busca analisar a HSST com um enfoque específico na comunicação administrativa voltada
à planificação de Recursos Humanos, contribuindo para o desenvolvimento de diretrizes que
orientem boas práticas e a implementação eficaz de políticas de segurança e saúde ocupacional.
1.1 Contextualização
A legislação moçambicana sobre HSST tem evoluído para garantir os direitos dos trabalhadores.
Segundo o Código do Trabalho (Lei n.º 23/2007, de 1 de agosto), é responsabilidade dos
empregadores adoptar medidas que protejam a saúde e segurança de seus funcionários. Entretanto,
desafios persistem, incluindo a falta de fiscalização rigorosa, a carência de recursos técnicos e
humanos especializados e a falta de conscientização por parte de alguns empregadores e
trabalhadores (INE, 2019).
Reis e Oliveira (2022) salientam que, apesar da existência de normas e regulamentos para a
segurança no trabalho, sua aplicação continua limitada. Esse problema decorre, em grande parte,
da insuficiência de formação específica em HSST, da baixa aderência dos sectores informais às
1
normas de segurança e das restrições orçamentárias que afectam a implementação de acções
preventivas. Esses factores tornam-se ainda mais críticos no contexto de países em
desenvolvimento, como Moçambique, onde os recursos disponíveis para a formação e fiscalização
em HSST são escassos, comprometendo a eficácia das políticas.
Estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2020) reforçam que, sem uma estrutura
robusta de suporte administrativo e financeiro, muitos países enfrentam dificuldades para efetivar
programas de segurança no trabalho. A OIT aponta que esses desafios se reflectem em altas taxas
de acidentes e doenças ocupacionais, o que demanda uma abordagem integrada de HSST que
envolva a comunicação administrativa e a planificação de recursos humanos. Essa integração pode
ser estratégica para garantir que a segurança no trabalho seja priorizada desde o planeamento até
a execucção das actividades laborais, contribuindo para uma gestão de recursos humanos mais
eficaz e orientada para o bem-estar dos trabalhadores.
1.2 Justificativa
A escolha do tema Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho (HSST) justifica-se pela relevância
crescente das condições de trabalho seguras e saudáveis para o desenvolvimento social e
económico, especialmente em economias emergentes como Moçambique. A implementação de
políticas e práticas de HSST é crucial para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais,
garantindo não apenas o bem-estar dos trabalhadores, mas também a produtividade e
sustentabilidade das empresas (Gichuhi, 2014). Apesar dos esforços legislativos, que obrigam
empregadores a promoverem condições de trabalho seguras, muitos desafios ainda persistem na
aplicação efectiva dessas normas.
Portanto, a compreensão dos factores que dificultam a implementação de HSST permitirá o
desenvolvimento de políticas mais eficazes e sustentáveis, beneficiando tanto os trabalhadores
quanto as empresas e, em última análise, promovendo o desenvolvimento socioeconómico do país.
1.3 Problema de Pesquisa
A falta de comunicação eficaz sobre HSST entre gestores e trabalhadores dificulta a promoção de
uma cultura de segurança e saúde no trabalho, que deve ser um componente estratégico dentro da
planificação de RH. Lopes e Andrade (2021) ressaltam que a inclusão de políticas de HSST na
2
gestão de RH não só protege os trabalhadores, mas também beneficia a produtividade e reduz
custos associados a acidentes de trabalho e afastamentos. No entanto, muitos empregadores ainda
têm dificuldades para implementar acções preventivas de forma integrada com a planificação de
RH, devido a falhas de comunicação e à falta de alinhamento entre esses sectores (Reis e Oliveira,
2022).
Dessa forma, a questão central do problema reside em como a comunicação administrativa pode
ser utilizada para integrar eficazmente a HSST na planificação de RH, garantindo que todos os
subtemas relevantes – como segurança, higiene e saúde ocupacional – sejam considerados na
estratégia de gestão de pessoas. A pesquisa busca entender:
Até que ponto as HSST apresentam um foco para uma comunicação administrativa efectiva
na planificação de Recursos Humanos junto aos seus subtemas?
1.4 Estrutura de Trabalho
O presente trabalho de pesquisa será composto por 5 (cinco) capítulos, incluindo a introdução,
onde será realizada uma breve contextualização do tema, a definição do problema de pesquisa e a
apresentação dos objectivos do estudo. No segundo capítulo é referente à revisão da literatura,
onde se abordará o quadro teórico sobre HSST, apresentando conceitos fundamentais e a evolução
histórica das práticas de HSST, com ênfase nas legislações e normativas que regem a segurança
no trabalho em Moçambique. No terceiro capítulo é dedicado à apresentação da metodologia, as
técnicas e métodos usados e procedimentos implementados para garantir a validade e a
confiabilidade das informações obtidas. No quarto capítulo apresenta-se análise dos factores que
contribuem e influenciam no processo de higiene, saúde e segurança no trabalho. Por fim, o quinto
capítulo será dedicado às conclusões e recomendações do estudo, destacando a importância de um
enfoque integrado que considere a comunicação, a formação e a sensibilização dos trabalhadores
e empregadores.
1.5 Objectivos de Estudo
1.5.1 Objectivo Geral
Analisar sobre o foco da Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho (HSST) na comunicação
administrativa voltada à planificação de Recursos Humanos (RH).
3
1.5.2 Objectivos Específicos
Compreender o conceito legal e o conceito preleccionista de Segurança e Medicina do
Trabalho, com base na Lei n.º 6.514/77 e na legislação previdenciária (Lei n.º 8.213/91);
Examinar o processo de inspeção de segurança no trabalho, verificando a conformidade com
as normas regulamentadoras e propondo melhorias para a redução de acidentes e doenças
ocupacionais.
Descrever o fornecimento e uso de EPIs, conforme a NR-6, com ênfase na protecção dos
membros inferiores, superiores, auditiva, visual, respiratória e corporal, além de outras
vestimentas de protecção.
Avaliar a eficácia das protecções e EPIs no controle dos factores de risco e na prevenção de
acidentes de trabalho; e
Desenvolver medidas técnicas para a melhoria da segurança no trabalho, com base nas
melhores práticas e em conformidade com as normativas vigentes, especialmente a NR-33.
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CAPÍTULO II
REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Normas de Segurança e Medicina do Trabalho
A Lei nº 6.514/77 e a Portaria n.º 3.214/78 estabelecem diretrizes fundamentais para a segurança
e saúde ocupacional no Brasil, definindo as responsabilidades de empregadores e empregados, os
requisitos para inspeções de segurança e a obrigatoriedade do uso de Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs) e de treinamentos em segurança. Cada Norma Regulamentadora (NR) cobre
temas específicos; por exemplo, a NR 6 regula o uso de EPIs, enquanto a NR 12 trata da segurança
no manuseio de máquinas e equipamentos. Essas normas, segundo Almeida (2019) podem servir
como referência para Moçambique, oferecendo directrizes para a criação de regulamentações
locais mais eficazes, especialmente em setores de alto risco. Além disso, a Lei de Previdência n.º
8.213/91, que trata dos direitos previdenciários de trabalhadores em casos de acidentes de trabalho
e doenças ocupacionais, é relevante para o contexto moçambicano. Essa lei fornece um modelo de
proteção social que pode ser adaptado para promover o bem-estar dos trabalhadores e mitigar
custos económicos associados a afastamentos e tratamentos, garantindo assistência aos
trabalhadores afectados.
2.1.1 Legislação Previdenciária (Lei n 8 213 de 24/07/91-NR33)
A Norma Regulamentadora nº 33 (NR-33) representa um avanço na segurança e medicina do
trabalho, sendo voltada especificamente à segurança em espaços confinados, como tanques,
tubulações e silos. Esses locais apresentam riscos elevados, principalmente devido à ventilação
insuficiente, possíveis atmosferas explosivas ou tóxicas, e dificuldades de acesso e resgate. A
norma estabelece diretrizes rigorosas para proteger trabalhadores nesses ambientes e garantir sua
segurança. Por sua vez, espaços confinados são locais não destinados à ocupação contínua, mas
que podem ser utilizados para trabalho. Caracterizam-se por terem aberturas de acesso limitadas e
ventilação natural insuficiente, o que facilita a acumulação de gases perigosos e a falta de oxigênio.
Esses fatores aumentam o risco de acidentes graves, como asfixia, intoxicação e explosões (Lima,
2021).
A NR-33 exige que sejam realizadas avaliações de risco antes de qualquer entrada, para identificar
potenciais perigos e que essa análise seja documentada e revisada regularmente. Treinamentos
específicos também são mandatórios para trabalhadores e abrangem identificação de riscos, uso
5
de EPIs, operação de equipamentos de segurança e procedimentos de emergência. Segundo Lima
(2021), a capacitação contínua dos trabalhadores "pode ser a diferença entre a vida e a morte em
situações de emergência”. Além disso, a norma exige o uso de equipamentos de segurança como
detectores de gases e respiradores, além de sistemas de ventilação forçada. Planos de emergência
também são obrigatórios e devem incluir procedimentos de resgate e atendimento médico, com
simulações periódicas para assegurar que todos saibam como agir em situações de emergência.
[Link] Legislação Previdenciária e a Protecção ao Trabalhador
A Lei nº 8.213/91 regula os benefícios da Previdência Social e desempenha um papel essencial na
protecção dos trabalhadores, assegurando suporte financeiro em casos de acidentes de trabalho ou
doenças ocupacionais. Este apoio é crucial para garantir a estabilidade financeira do trabalhador e
de sua família durante períodos de afastamento, reduzindo impactos económicos negativos. Santos
(2020) destaca que, ao oferecer esse respaldo, a legislação promove segurança financeira em
momentos de vulnerabilidade.
Entre os principais benefícios previstos pela lei estão o auxílio-doença, a aposentadoria por
invalidez e o auxílio-acidente, que visam assegurar o sustento das famílias e mitigar o impacto
social do afastamento. A legislação, além de garantir direitos financeiros, incentiva as empresas a
investirem em práticas de segurança, pois a prevenção de acidentes reduz os custos para o sistema
previdenciário e para as empresas. Esse efeito indirecto motiva uma maior responsabilidade
empresarial em relação à segurança no trabalho (Santos, 2020). Outro aspecto importante é o
serviço de reabilitação profissional, que visa reintegrar trabalhadores ao mercado após acidentes
ou doenças. Essa reintegração favorece tanto o trabalhador quanto a sociedade, permitindo que um
profissional experiente retorne ao trabalho, mantendo sua dignidade e autonomia. Além disso, a
legislação previdenciária fortalece a segurança psicológica dos trabalhadores, que se sentem mais
protegidos e seguros, o que pode influenciar positivamente seu desempenho e satisfação
profissional (Santos, 2020).
2.1.2 Conceito Legal e Conceito Preleccionista
O conceito legal de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) é definido pela legislação de cada país,
estabelecendo obrigações e responsabilidades de empregadores e trabalhadores para garantir um
ambiente seguro e saudável. No Brasil, a Lei n.º 6.514/77 e a Portaria n.º 3.214/78, que inclui as
Normas Regulamentadoras (NRs), como a NR-33 para espaços confinados, constituem a base da
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SST. Esses documentos determinam padrões mínimos de segurança, como o uso de EPIs,
treinamentos e procedimentos específicos para prevenir acidentes. Segundo Souza e Costa (2020),
o conceito legal de SST busca minimizar os riscos ocupacionais e proteger a integridade física e
psicológica dos trabalhadores, tratando a segurança como uma obrigação legal das empresas.
Já o conceito preleccionista (ou doutrinário) vai além do cumprimento das normas legais,
enfatizando a importância de uma cultura organizacional de segurança e saúde. Esse conceito é
abordado por especialistas e estudiosos que defendem a SST como um valor central na gestão
organizacional, incentivando empresas a adotarem práticas preventivas não apenas para cumprir a
lei, mas para promover o bem-estar dos trabalhadores e melhorar a produtividade (Santos, 2021).
Segundo Andrade e Lopes (2019), o conceito preleccionista de SST propõe uma abordagem
proactiva, onde a segurança no trabalho é vista como parte integrante da estratégia organizacional,
considerando o papel de lideranças e a necessidade de incentivo dos colaboradores.
2.1.3 O levantamento e identificação de riscos
O levantamento e identificação de riscos permite identificar, avaliar e controlar potenciais perigos
no ambiente laboral. A NR-9, Norma Regulamentadora sobre o Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais (PPRA), determina que o levantamento de riscos deve ser feito com regularidade e
inclui a análise de factores físicos, químicos, biológicos e mecânicos que possam comprometer a
saúde dos trabalhadores. De acordo com Santos e Oliveira (2020), um levantamento adequado
inclui a análise de todas as actividades e processos, identificando desde os riscos mais evidentes.
A identificação de riscos envolve métodos como inspeções regulares, entrevistas com
trabalhadores e análises de acidentes anteriores para prever e evitar situações de perigo. Estudos
apontam que a identificação precoce dos riscos permite o desenvolvimento de medidas de controle
mais eficazes, promovendo um ambiente de trabalho seguro e reduzindo custos com afastamentos
e indenizações (Silva, 2021). Segundo Lima e Souza (2018), um processo abrangente de
identificação de riscos não só atende às exigências legais, mas também fortalece a confiança dos
trabalhadores e aumenta a eficiência das operações.
7
2.1.4 Inspeção de Segurança no Trabalho
As inspeções de segurança no trabalho asseguram que os ambientes estejam adequados e seguros,
avaliando riscos e garantindo o cumprimento das normas de segurança, com foco na
disponibilidade e qualidade dos EPIs, sinalização de segurança e treinamentos de evacuação.
Realizadas regularmente ou de forma emergencial, conforme o tipo de atividade e risco, as
inspeções podem incluir entrevistas com funcionários e revisões documentais para verificar a
conformidade com diretrizes e regulamentos (Gomes, 2021).
Além de melhorar a segurança, essas inspecções contribuem para a criação de uma cultura de
segurança entre os trabalhadores, o que se traduz em um ambiente mais seguro e produtivo.
Economicamente, as inspeções ajudam a reduzir custos relacionados a acidentes de trabalho, como
afastamentos e indenizações, aumentando a produtividade e o bem-estar dos trabalhadores. Em
Moçambique, o fortalecimento da fiscalização e a capacitação de inspectores de segurança são
fundamentais para elevar os padrões de segurança, especialmente em indústrias de alto risco.
2.2 Fornecimento e Uso de Equipamentos de Protecção Individual (EPIs)
Os EPIs são dispositivos de uso pessoal destinados a proteger trabalhadores contra riscos à saúde
e segurança no ambiente de trabalho, especialmente quando medidas colectivas não são suficientes
para eliminar esses riscos (Couto, 2012). Em Moçambique, conforme o Decreto n.º 62/2013 e a
Norma Regulamentadora 6 (NR-6), é obrigatório que as empresas forneçam gratuitamente EPIs
adequados e em bom estado sempre que os riscos não possam ser controlados de outra forma. A
legislação também exige que os EPIs sejam específicos para os riscos das actividades realizadas e
certificados pelas autoridades para garantir a segurança dos trabalhadores.
2.3 Protecções para Membros Inferiores, Superiores, Audição, Vias Respiratórias e Corpo
As protecções para diferentes partes do corpo variam conforme os riscos no ambiente de trabalho:
Membros Superiores e inferiores, Segundo Costa e Almeida (2019), em setores como construção
civil e indústrias de transformação, a proteção é essencial para evitar quedas, cortes e
esmagamentos, com o uso de botas e luvas específicas. Protecção auditiva, ambientes com ruídos
acima de 85 decibéis exigem protectores auriculares para prevenir perda auditiva (Silva e Andrade,
2021). Protecção ocular, de acordo Ribeiro et al. (2020), indústrias químicas e de soldagem
requerem óculos ou máscaras de protecção contra partículas e substâncias químicas. Protecção das
vias respiratórias, em sectores com poeiras ou gases tóxicos, são necessários respiradores com
8
filtros adequados para evitar doenças respiratórias (OIT, 2019). Protecção do corpo conforme
Oliveira (2017), em indústrias que manipulam substâncias corrosivas ou calor extremo,
vestimentas específicas, como macacões e aventais, protegem contra queimaduras e irritações.
2.4 Outras Vestimentas de Protecção
Além das protecções específicas já mencionadas, são necessárias vestimentas especiais em
determinados sectores:
Roupas Antiestáticas, em ambientes de risco de explosões devido à electricidade estática, como na
indústria petroquímica, é imprescindível o uso de roupas que evitem a geração de faíscas
eletrostáticas (Martins & Silva, 2018). Roupas de Alta Visibilidade, segundo Fernandes (2020)
vestimentas de alta visibilidade são essenciais para trabalhadores em ambientes externos ou
noturnos, como operários de construção em vias públicas, para prevenir atropelamentos ou
acidentes por falta de visibilidade. Roupa de Protecção Química, em laboratórios e indústrias
químicas, a proteção contra substâncias corrosivas ou tóxicas é garantida por roupas
impermeáveis, luvas e botas feitas de materiais específicos (Nogueira, 2019).
2.5 Obrigações do Empregador e do Empregado
As obrigações do empregador em segurança e saúde no trabalho incluem fornecer um ambiente
seguro, implementar e monitorar as normas de segurança, realizar avaliações de risco e fornecer
aos trabalhadores os EPIs necessários (Almeida, 2019). Além disso, o empregador deve oferecer
treinamentos regulares para capacitar os trabalhadores na identificação de riscos e no uso adequado
dos equipamentos de segurança, além de desenvolver planos de emergência para situações de risco
(Silva, 2020). Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2020), o empregador deve estar
atento à evolução das normas de segurança no trabalho, e adoptar medidas actualizadas para
proteger seus empregados, com vista a minimizar acidentes e doenças ocupacionais.
Por outro lado, as obrigações do empregado envolvem cumprir as normas de segurança, utilizar
adequadamente os EPIs fornecidos garantindo que estejam sempre em boas condições de uso,
reportar imediatamente qualquer condição insegura e participar dos treinamentos oferecidos pelo
empregador (Moreira, 2021. O empregado também é responsável por seguir os procedimentos de
segurança estabelecidos e colaborar na criação de um ambiente seguro para si e para os colegas.
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CAPÍTULO III
METODOLOGIA
O método é fundamental para conferir cientificidade a uma pesquisa. Segundo Gil (2002, p. 137),
método de pesquisa é um conjunto de etapas e processos a serem usados ordenadamente na
investigação dos factos ou na procura da verdade. Para Marconi e Lakatos (2012), o método
científico é importante para garantir a objectividade dos resultados, proporcionando uma base
sólida para a construção do conhecimento.
3.1 Método de Abordagem
Devido à natureza do trabalho, o estudo seguiu uma abordagem qualitativa, baseada realizada uma
1
pesquisa bibliográfica que abrange a legislação brasileira de Segurança e Medicina do Trabalho,
estudos acadêmicos e artigos publicados na área, que oferecem insights sobre a aplicação prática
das normas e as barreiras enfrentadas pelas organizações, com vista a oferecer sustentação teórica
sólida ao trabalho.
3.2 Natureza de Pesquisa
2
Quanto a natureza uma pesquisa é descritiva com vista a fornecer uma visão detalhada e
abrangente reunindo perspectivas tanto teóricas quanto práticas para uma compreensão ampla da
implementação das normas regulamentadoras (NRs) e da legislação previdenciária no ambiente de
trabalho.
3.3 Fonte de dados
Com vista a recolher informação para identificar a aplicação prática das normas, os
principais desafios encontrados e o nível de percepção dos trabalhadores em relação às práticas de
segurança, a colecta de dados foi realizada com recurso a fontes secundárias, baseados em
informações extraídas de bibliotecas virtuais, relatórios, manuais e sites da internet.
1 Lakatos e Marconi (2001), a pesquisa bibliográfica trata-se do levantamento, selecção e documentação de toda
a bibliografia já publicada sobre o que sendo pesquisado, em livros, revistas, jornal, boletins, monografias, teses,
dissertações, material cartográfico, com o objectivo de colocar o pesquisador em contacto directo com todo o material
já escrito sobre o mesmo.
2 A pesquisa descritiva procura abranger a correlação entre variáveis fundamentais para as diversas ciências sociais
procurando assim, controlar de uma forma simultânea um grande número de variáveis e por meio de técnicas
estatísticas de correlação, especificar o grau pelo qual diferentes variáveis se encontram relacionadas (Oliveira, 2001).
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CAPÍTULO IV
HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
4.1 Medidas Técnicas
As medidas técnicas de segurança no trabalho consistem em acções preventivas e corretivas
voltadas para a estrutura física, máquinas, equipamentos e organização do ambiente laboral, com
o objectivo de reduzir riscos e proteger os colaboradores. Exemplos dessas medidas incluem:
Manutenção preventiva e corretiva de equipamentos com inspeções regulares em máquinas e
ferramentas para garantir seu funcionamento e evitar falhas que possam causar acidentes.
Instalação de equipamentos de segurança coletiva, como barreiras e sistemas de exaustão, para
reduzir a exposição dos trabalhadores a riscos.
Sinalização de segurança com placas e sinalizações para indicar áreas de risco, saídas de
emergência e uso de EPIs.
Implementação de dispositivos de bloqueio em máquinas durante manutenção para evitar
ligações acidentais.
Controle e monitoramento ambiental de agentes físicos e químicos para garantir que os níveis
estejam seguros e instalação de sistemas de ventilação.
Adequação ergonômica do ambiente e ferramentas de trabalho para evitar posturas
inadequadas e lesões por esforço repetitivo.
Automação de processos perigosos para reduzir a exposição dos trabalhadores a actividades
de alto risco.
Instalação de dispositivos de emergência, como alarmes e detectores de fumaça, para resposta
rápida em incidentes.
Controle de substâncias perigosas com armazenamento e descarte seguros, seguindo normas
específicas.
Implementação do programa 5S (Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu, Shitsuke) para manter o
ambiente de trabalho limpo e organizado, reduzindo riscos e melhorando o fluxo de trabalho.
Em Moçambique, práticas como o isolamento de áreas de risco, a manutenção preventiva de
máquinas e o controle de substâncias perigosas são medidas que podem ser implementadas com
base nas orientações da NR-33 e da Lei n.º 6.514/77.
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4.2 Benefícios das Acções da Segurança e Saúde no Trabalho na Empresa
As SST oferecem diversos benefícios às empresas, protegendo os trabalhadores e melhorando o
ambiente organizacional e os resultados financeiros. A SST diminui acidentes e doenças
ocupacionais, preservando a saúde dos colaboradores e reduzindo o absenteísmo. Ambientes
seguros e saudáveis aumentam a produtividade, pois os trabalhadores se sentem mais confiantes.
A prevenção de acidentes reduz custos com tratamentos médicos e indenizações, permitindo uma
melhor alocação de recursos. Além disso, Silva (2020) o cuidado com o bem-estar dos
colaboradores melhora o clima organizacional e aumenta o engajamento dos funcionários. De
acordo com Souza (2018), cumprir as normas de SST evita sanções legais, demonstrando o
compromisso da empresa com a segurança. Empresas que priorizam a saúde de seus colaboradores
fortalecem sua imagem no mercado, atraindo novos talentos e clientes. Colaboradores valorizam
organizações que se preocupam com seu bem-estar, facilitando a retenção de talentos e garantindo
maior estabilidade (OLIVEIRA, 2019). Esses benefícios reforçam a importância de uma cultura
de segurança e saúde, não apenas como uma questão de conformidade, mas como um diferencial
estratégico para a sustentabilidade e crescimento da organização.
4.3 Causas de acidentes de trabalho
Os acidentes de trabalho podem ser causados por diversos factores, que muitas vezes estão
relacionados a falhas de processos, comportamentos, condições ambientais, ou uma combinação
desses aspectos. Algumas das causas mais comuns incluem:
Falta de treinamento e capacitação adequada para operar máquinas, ferramentas e
equipamentos correm mais risco de sofrer acidentes.
Condutas e atitudes de risco, como a pressa, distração, ou a escolha por atalhos para realizar
tarefas, aumentam as chances de acidentes.
Condições inseguras no ambiente de trabalho, como com iluminação inadequada, superfícies
escorregadias, ruídos excessivos, ou falta de ventilação apropriada contribuem para situações
de risco.
A ausência / uso incorrecto dos EPIs aumenta a exposição dos trabalhadores a agentes de risco.
Jornadas excessivas e falta de descanso afectam a concentração e o reflexo, o que pode
aumentar a probabilidade de acidentes.
Posturas inadequadas e esforços repetitivos, quando não corrigidos, podem levar a lesões.
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Falhas em equipamentos ou ferramentas, seja pela falta de manutenção ou pelo uso de materiais
inadequados, representam um risco direto para os operadores.
O estresse e outros factores emocionais podem prejudicar a concentração, aumentando o risco
de falhas e acidentes.
A ausência de sinalização para indicar riscos específicos no ambiente de trabalho pode levar a
acidentes por falta de orientação e precaução.
A falta de políticas e programas de segurança e saúde no trabalho bem implementados e
fiscalizados também aumenta a exposição dos trabalhadores a situações de risco.
4.4 Factores Materiais - Condições Inadequadas
Os factores materiais que criam condições inadequadas no ambiente de trabalho incluem aspectos
físicos e estruturais que podem gerar riscos e acidentes, comprometendo a segurança e a saúde dos
trabalhadores. Equipamentos mal conservados, como máquinas e ferramentas sem manutenção,
podem falhar e causar acidentes. A falta de sinalização de segurança dificulta a identificação de
áreas perigosas e rotas de fuga, aumentando o risco em emergências. Ambientes mal iluminados
dificultam a visualização de ferramentas e materiais, elevando as chances de acidentes. Segundo
Carvalho (2014), a ventilação inadequada expõe os trabalhadores a agentes tóxicos e
contaminantes, podendo causar problemas respiratórios.
A desorganização e a falta de limpeza em áreas de trabalho aumentam os riscos de quedas e
tropeços. Superfícies escorregadias ou irregulares, como pisos danificados ou húmidos,
contribuem para escorregões. De acordo com Pereira (2018), estruturas físicas deterioradas, como
paredes e escadas instáveis, oferecem riscos adicionais. Ruído excessivo prejudica a comunicação
e pode causar perda auditiva, além de dificultar a percepção de sinais de alerta. Temperaturas
extremas, tanto de calor quanto de frio, afetam o bem-estar dos trabalhadores e podem causar sérios
problemas de saúde. A ausência de equipamentos de segurança coletiva, como barreiras e
detectores de fumaça, é crítica para a proteção em ambientes de risco. Identificar e corrigir essas
condições inadequadas através de inspeções regulares e manutenção preventiva é essencial para
garantir um ambiente de trabalho seguro (Oliveira, 2020).
13
4.5 Factores humanos - Actos inadequados
Os factores humanos relacionados a atos inadequados incluem comportamentos e atitudes que
contribuem para acidentes no trabalho, sendo influenciados por aspectos individuais, culturais e
organizacionais. Segundo Goldenfisch (2014), a desatenção e a falta de concentração,
frequentemente causadas por cansaço ou distrações, aumentam o risco de erros em tarefas que
exigem precisão. Comportamentos de risco, como desrespeitar normas de segurança ou operar
máquinas de forma inadequada, também são problemáticos. A ignorância no uso de EPIs, como
capacetes e luvas, expõe os trabalhadores a perigos desnecessários. Além disso, a pressa excessiva
para cumprir prazos pode levar à omissão de etapas de segurança. Falta de comunicação e
coordenação entre as equipes pode resultar na não troca de informações essenciais sobre riscos. O
excesso de confiança, devido à familiaridade com determinadas tarefas, pode fazer com que os
trabalhadores negligenciem normas de segurança. De acordo com Bizatti (2017), as condições
emocionais e psicológicas, como estresse e desmotivação, afetam a capacidade de concentração e
tomada de decisão, enquanto a falta de conhecimento e capacitação impede que os colaboradores
operem equipamentos de forma segura. A não conformidade com os procedimentos de segurança
e a imprudência, como a manipulação inadequada de ferramentas, aumentam ainda mais os riscos.
4.6 Importância de SST no ambiente de trabalho
Primeiramente, a SST contribui para a redução de acidentes e doenças ocupacionais, promovendo
um ambiente de trabalho mais seguro, e isso não apenas protege a saúde física e mental dos
colaboradores, mas também resulta em menos absenteísmo e maior produtividade (Vincent et al.,
2017). Quando a gestão de SST é bem implementada, os colaboradores se sentem mais valorizados
e motivados, criando uma cultura de segurança que permeia todos os níveis da organização.
Além disso, a integração da SST na planificação de RH é essencial para identificar necessidades
de treinamento e desenvolvimento. A formação contínua em SST ajuda os colaboradores a
reconhecerem e evitarem riscos, tornando-os mais competentes e seguros em suas funções (van
lokeren et al., 2015). Outro aspecto importante é a promoção de um ambiente de trabalho saudável,
que envolve a ergonomia e a adequação das condições laborais. A implementação de medidas
ergonômicas não só previne lesões, mas também melhora o conforto e a satisfação no trabalho,
resultando em maior retenção de talentos (KOSNICKI et al., 2014). Assim, a SST não é apenas
uma obrigação legal, mas uma estratégia vital para o sucesso organizacional.
14
A comunicação administrativa em SST deve focar na transparência e na inclusão dos
colaboradores nos processos decisórios. Isso pode ser alcançado por meio de reuniões regulares,
feedback e canais de comunicação abertos, que garantem que todos estejam cientes das políticas
de segurança e das práticas recomendadas (Lima et al., 2018). A participação activa dos
colaboradores na identificação de riscos e na sugestão de melhorias fortalece a responsabilidade
coletiva pela segurança.
Por fim, a abordagem da SST na planificação de RH deve ser vista como um investimento em
capital humano. As organizações que priorizam a SST tendem a ter um desempenho superior, não
apenas em termos de conformidade legal, mas também em engajamento dos colaboradores e
satisfação no trabalho, refletindo diretamente em resultados financeiros positivos (Cheng et al.,
2016).
4.7 Desafios e Caminhos para Moçambique
Apesar das vantagens claras da Segurança e Medicina do Trabalho, Moçambique enfrenta desafios
consideráveis, como a escassez de recursos financeiros e humanos, que limita a capacidade das
organizações de implementar medidas de segurança adequadas. Além disso, a falta de fiscalização
e a insuficiente conscientização sobre os direitos e deveres de empregadores e trabalhadores
agravam a situação, resultando em ambientes de trabalho que não priorizam a saúde e a segurança
(Tchamala et al., 2021).
A adaptação e aplicação de normativas de segurança, como a NR-33, que regula a segurança e
saúde nos trabalhos em espaço confinado, juntamente com a legislação previdenciária n.º 8.213/91,
que assegura os direitos dos trabalhadores, podem servir como uma base para a criação de um
ambiente de trabalho seguro e saudável. Implementar essas normas exige um compromisso
conjunto do governo, empresas e trabalhadores para garantir que as medidas de SST sejam não
apenas conhecidas, mas também praticadas (Langa, 2020). A capacitação de profissionais de RH
e o fortalecimento das instituições responsáveis pela inspeção e regulamentação de segurança são
essenciais para que as práticas de HSST se consolidem no país. Em suma, a introdução de diretrizes
pode contribuir para a criação de políticas e práticas eficazes, promovendo um ambiente de
trabalho seguro e um crescimento económico sustentável em Moçambique.
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CAPÍTULO V
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
A conclusão deste trabalho destaca a importância da legislação de segurança e medicina do
trabalho, com foco na NR-33 e na Lei nº 8.213/91, que estabelecem directrizes essenciais para a
protecção dos trabalhadores e para a criação de ambientes laborais mais seguros. A NR-33, ao
tratar de segurança em espaços confinados, garante que os trabalhadores atuem em locais de alto
risco com medidas preventivas rigorosas, como a exigência de ventilação adequada, uso de
detectores de gás e treinamentos constantes. Esse conjunto de medidas é fundamental para a
redução de acidentes graves, uma vez que, segundo Lima (2021), a norma proporciona diretrizes
específicas para a prevenção e o controle de riscos que comprometem a integridade física dos
trabalhadores nesses ambientes. A análise realizada neste estudo revelou que, embora
Moçambique enfrente desafios significativos na implementação de práticas eficazes de HSST, há
um reconhecimento crescente da importância dessas práticas tanto para a proteção dos
trabalhadores quanto para o aumento da produtividade e da eficiência organizacional. A integração
das diretrizes de HSST na gestão de Recursos Humanos e na cultura organizacional pode resultar
em ambientes de trabalho mais seguros, onde os riscos são minimizados e os direitos dos
trabalhadores são respeitados.
Recomendações
Promover programas de capacitação para profissionais de RH e colaboradores em HSST,
garantindo que todos compreendam a importância da segurança no trabalho e estejam
equipados para identificar e minimizar riscos.
Investir na capacitação e no fortalecimento das instituições responsáveis pela fiscalização de
normas de segurança, assegurando que as empresas cumpram as legislações vigentes.
Adaptar e implementar normas de segurança reconhecidas internacionalmente para atender às
especificidades do ambiente de trabalho em Moçambique.
Desenvolver campanhas de conscientização sobre os direitos e deveres de empregadores e
trabalhadores, promovendo uma cultura de segurança e responsabilidade compartilhada.
Incentivar a participação activa dos trabalhadores na identificação de riscos e na proposição de
melhorias nas práticas de segurança.
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