Risco de Álcool e Sexo em Adolescentes
Risco de Álcool e Sexo em Adolescentes
14282015 303
Luana Dallo 1
Raul Aragão Martins 2
Abstract This paper aims to analyze alcohol Resumo O objetivo deste artigo é analisar as con-
abuse and unprotected sex and the association dutas de uso abusivo de álcool e sexo desprotegi-
between them in students in a city in the south- do e a associação entre ambos em escolares numa
ern region of Brazil. This is a cross-sectional study cidade do Sul do Brasil. Trata-se de um estudo
using a quantitative approach with 590 second- transversal e de abordagem quantitativa com 590
ary school students from two public schools. Re- alunos do Ensino Médio em duas escolas públicas.
garding alcohol use, 14% scored from eight to 40 Quanto ao uso do álcool, 14% pontuaram de 8
in The Alcohol Use Disorders Identification Test a 40 no The Alcohol Use Disorders Identification
(AUDIT), which means, at least, a risky drinking Test (AUDIT), o que significa, no mínimo, uma
behavior, with higher rate among boys. Moreover, conduta de beber de risco, com índice maior entre
31.1% indulged themselves in binge drinking, rapazes. Além disso, 31,1% beberam de modo a se
which means drinking six or more doses according embriagar, o que significa beber 6 ou mais doses,
to AUDIT; and even among those who are low- segundo o AUDIT; e, mesmo dentre aqueles que
risk drinkers, 21.1% had this drinking pattern. são bebedores de baixo risco, 21,1% tiveram esse
Regarding sexual behavior, young boys started padrão de beber. Em relação ao comportamento
sexual life earlier and the kind of relationship sexual, os rapazes iniciaram o intercurso sexual
more referred to by them is one with no com- mais precocemente e o tipo de relacionamento
mitment; boys have uncommitted relationships, mais referido foi o ficar; os rapazes ficam, e as mo-
while girls have more relationships with com- ças namoram mais. Quanto ao resultado da asso-
mitment. In relation to the results of the associ- ciação entre uso de álcool e relação sexual, 47,3%
ation between alcohol use and sexual intercourse, declararam já ter usado álcool antes de ter relações
47.3% stated alcohol use before having sex, and sexuais e aqueles que iniciaram a atividade sexual
those who started sexual activity got more drunk se embriagaram mais e tiveram maior pontuação
1
Pontifícia Universidade
Católica do Paraná. R. and had higher scores in the AUDIT. New studies no AUDIT. Recomendam-se novos estudos a res-
Imaculada Conceição are recommended regarding the association be- peito da associação entre ambas as condutas no
1155, Prado Velho. 80215- tween both behaviors in Brazil, considering that Brasil, já que a relação causal não é clara e apre-
901 Curitiba PR Brasil.
luadallo@[Link] the causal relationship is not clear and shows sev- senta diversos modelos de explicação.
2
Instituto de Biociências, eral explanation models. Palavras-chave Adolescente, Comportamento se-
Letras e Ciências Exatas, Key words Adolescent, Sexual behavior, Alcohol- xual, Alcoolismo, Assunção de riscos, Sexualidade
Universidade Estadual
Paulista. São José do Rio ism, Risk-taking, Sexuality
Preto SP Brasil.
304
Dallo L, Martins RA
As moças representaram 59,7% do grupo to- ral de alunos e, na segunda, as do grupo que já
tal e, embora tenham alcançado esse percentual, iniciou a vida sexual.
não foi constatada diferença significante entre Quanto ao início da vida sexual do grupo
elas e rapazes, na comparação entre as duas es- estudado, que foi definido por meio da respos-
colas. A análise do nível socioeconômico seguiu ta “Sim” à questão “Já teve relação sexual?”, 157
o procedimento do Critério Brasil18, sendo que alunos (28,8%) responderam afirmativamente, e
66,2% dos alunos foram classificados nos estra- 18 (3,2%) deixaram em branco essa questão. En-
tos “B1” e “B2”. Na escola “A”, 11,0% deles con- tre os que declaram já ter iniciado a vida sexual,
centram-se nos estratos mais baixos (C1 a E), e houve predomínio dos rapazes (39,5%) sobre as
na escola “B”, 31,7% dos alunos mantiveram-se moças (21,5%), sendo essa diferença significante
nos estratos “A1” e “A2”, sendo essas diferenças (χ2 = 20,742, p = 0,001). A comparação entre os
significantes (χ2 = 12,714, p = 0,002) (Tabela 1). alunos da escola “A” (33,1%) e os da “B” (24,2%)
A média de idade dos participantes era de revelou diferença também significante (χ2 =
15,21 anos (DP = 0,85), tendo os mais novos 13 3,976, p = 0,028).
anos e os mais velhos, 17 anos. Os do terceiro Quanto à orientação sexual do grupo, houve
ano não foram incluídos, porque as direções das predomínio de heterossexuais, que representa-
escolas entenderam que não se devia expô-los a ram 96,8% dos participantes. Os demais se di-
outros assuntos que não fossem os focados para o vidiram em homossexuais (0,9%) e bissexuais
exame de vestibular ao final do ano letivo. (2,3%), não havendo diferença significante entre
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética os sexos.
em Pesquisa da Faculdade de Filosofia e Ciências A média de idade da primeira relação sexual
da Universidade Estadual Paulista. O Termo de foi de 14,53 anos (DP = 1,02) para as moças e
Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi 14,13 (DP = 1,31) para os rapazes. Essa diferença
entregue para os alunos, uma semana antes da entre as médias é significante (F1,149 = 5,808 p =
data prevista para a aplicação do questionário, 0,044) e revela que os rapazes se iniciam sexual-
quando também foram explicados os procedi- mente mais cedo do que as moças, conforme já
mentos e objetivos da pesquisa. Dessa forma, assinalado acima, já que o porcentual dos rapazes
participaram da pesquisa os alunos cujos pais ou (39,5%) que já iniciaram a vida sexual é quase o
responsáveis assinaram o TCLE. A pesquisadora dobro do das moças (21,5%).
visitou as salas de aula para a aplicação do ques- O relacionamento afetivo predominante
tionário, explicou como fazer o preenchimento no grupo é o “Só/Ficar”, com 77,5% de respos-
antes de entregá-lo e respondeu às dúvidas dos tas para esta opção, seguida de “Namorar”, com
alunos, tendo utilizado uma média de 10 minu- 22,5%, e de “Casado/União estável”, com 0,7%.
tos em cada sala. Entre os que namoram, 26,0% são do sexo femi-
nino e 17,3% são do sexo masculino (χ2 = 5,594,
p ≤ 0,011).
Resultados Em relação ao consumo de álcool, 14% dos
alunos pontuaram de 8 a 40, indicando, no mí-
Os resultados são apresentados em duas partes: nimo, o beber de risco, em uma idade em que a
na primeira estão as características do grupo ge- utilização dessa droga é proibida por lei. Entre
Tabela 1. Frequência e porcentagem dos participantes por sexo e nível socioeconômico do grupo estudado por
escola.
Escola A Escola B
P
F % F %
Sexo
Feminino 205 61,6 131 57,0
Masculino 128 38,4 99 43,0
Nível socioeconômico
E + C1 32 11,0 8 3,7 0,002
B1 + B2 196 67,4 141 64,7
A1 + A2 63 21,6 69 31,7 0,002
307
80,0
70,0
60,0
50,0
40,0
30,0
Feminino
20,0
Masculino
10,0 Total
0,0
Nunca Menos que Mensalmente Semanalmente Todos ou quase
1 vez mês todos os dias
meira relação sexual, com os rapazes utilizando goria “Sempre/Muitas vezes”. Foram cruzados
menos do que as moças (25,6% delas contra os dados de sexo e tipo de relacionamento, não
10,8% deles), sendo essa diferença significante sendo encontrada diferença para a primeira va-
(χ2 = 5,179, p ≤ 0,018). Quanto à última relação riável (sexo), mas 100% (26 alunos) dos que res-
sexual, o uso de preservativo cai para 78,8%, não ponderam “Só/Ficar” assinalaram que “Às vezes”
havendo diferença significativa por sexo. Embora fazem uso de álcool antes das relações sexuais (χ2
não haja essa diferença, chama atenção o fato de = 21,476, p = 0,001).
que 9,7% das moças e 25,9% dos rapazes da cate- A utilização de preservativo entre os alunos
goria “Só/Ficar” não utilizaram preservativo em que ingerem bebida alcoólica é diferenciada na
sua última relação sexual (Gráfico 2). categoria “Sempre/Muitas vezes”, com somente
Foi levantado, também, o número médio de 41,7% deles fazendo uso da camisinha na pri-
relações sexuais que esses alunos têm por mês. meira relação sexual (χ2 = 14,084, p = 0,003). Nas
Essa informação vai ao encontro da preocupação demais categorias, esse uso é praticamente igual
de diretoras e coordenadoras de escolas sobre o ao dos que não fazem uso de álcool (Gráfico 3).
número de preservativos que precisam disponi-
bilizar para os alunos, por mês. Os dados mos- Discussão
tram que eles mantêm 3,33 relações por mês (DP
= 4,76), não havendo diferença significante por Os resultados apontaram que mais de 25% dos
sexo, mas por tipo de relacionamento, com os que estudantes investigados já tiveram relação sexual
namoram relatando 5,96 (DP = 6,22) relações se- e, nesse quadro, os rapazes estão num maior per-
xuais/mês e os que estão sós ou ficam, somente centual. A segunda edição da Pesquisa Nacional
1,65 (DP = 2,34) (F1,134 = 32,691, p = 0,001). de Saúde do Escolar (PENSE)19 – realizada numa
Investigando a relação entre vida sexual e parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e o Ins-
consumo de álcool, encontrou-se que cinco alu- tituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
nos (3,4%) sempre fazem uso de bebidas alcoóli- –, com escolares do 9º ano (antiga 8ª série) do En-
cas antes das relações sexuais; sete (4,7%), “Mui- sino Fundamental em escolas públicas e privadas
tas vezes”; 26 (17,6%), “Às vezes”; 32 (21,6%), do Distrito Federal e das capitais dos estados bra-
“Raramente”; e 76 (51,4%), “Nunca”; dois alunos sileiros, apresentou resultados semelhantes: 28,7%
deixaram em branco essa questão. Em função dos escolares já tiveram relação sexual, com per-
do número baixo de alunos que assinalaram as centual maior entre os rapazes (40,1%).
opções “Sempre” e “Muitas vezes”, elas foram Para esses estudiosos20,21, a diversidade de
condensadas em uma única, formando a cate- ameaças no presente e a pouca expectativa para
100,0
90,0
80,0
70,0
60,0
50,0
40,0 Primeira
30,0 Última
20,0
10,0
0,0
Namora Fem Namora Masc Só/Fica Fem Só/Fica Masc
Gráfico 2. Porcentagem de uso de preservativo por tipo de relacionamento e sexo na primeira e na última relação
sexual.
309
Gráfico 3. Porcentagem de uso de preservativo por categoria de uso de álcool antes da primeira e da última
relação sexual.
o futuro fazem com que os adolescentes não te- preservativo na última relação foi dos rapazes
nham medo de correr riscos. Ou seja, quando há (7,9% contra 4,8% entre as moças).
expectativas para o futuro, há uma tendência de Na presente pesquisa, o relacionamento
inibir determinados comportamentos no pre- mais indicado foi o ficar, sendo que o percentu-
sente20. Em estudo com jovens universitários22, a al maior dos que ficam é dos rapazes, enquanto
média de idade de iniciação sexual está acima da o dos que namoram é das moças. No estudo de
idade média dos jovens da população brasileira Brêtas et al.23, com 920 adolescentes de 12 a 19
geral, o que sugere que o nível da escolaridade anos, para 70% dos rapazes e 17% das moças, a
provavelmente influencia no comportamento se- primeira relação sexual foi com amigos(as), 28%
xual dos jovens. dos rapazes e 79% das moças tiveram a primeira
Na presente pesquisa, a média de idade da experiência com namorados(as) e 1% dos rapa-
primeira relação sexual foi de 14,53 para as mo- zes foi com profissionais do sexo.
ças e de 14,13 para os rapazes, ou seja, os rapazes Em outro estudo25, realizado com 691 adoles-
iniciam a atividade sexual mais cedo do que as centes de 12 a 19 anos da cidade de Porto Alegre,
moças. Outros estudos também indicaram ini- 78% das moças relataram exclusivamente par-
ciação mais cedo para os rapazes19,23,24. Neste es- ceiros fixos nas relações sexuais do último ano,
tudo, a diferença da média de idade da primeira enquanto somente 45% dos rapazes relataram o
relação de rapazes e moças é de menos de 1 ano, mesmo. O estudo constatou ainda que a primei-
o que permite levantar a hipótese de que a inicia- ra relação sexual ocorreu em geral entre rapazes
ção está acontecendo entre esses dois grupos, ou mais velhos do que as moças e entre pessoas que
seja, moças um ano mais novas do que os rapa- já possuíam algum vínculo afetivo. A maior parte
zes, o que corrobora um estudo21 que mostra que das moças indicou um namorado (89,9%), en-
as moças geralmente preferem um parceiro um quanto entre os rapazes essa resposta foi escolhi-
pouco mais velho do que elas. da por apenas 43,4%.
A respeito do uso do preservativo, 81% o uti- Segundo Rieth26, geralmente, as jovens mu-
lizou na primeira relação sexual, e os rapazes usa- lheres vinculam sexo com amor, com a pessoa
ram menos do que as moças, porém, na última certa e num contexto de namoro; já os rapazes
relação, o uso caiu para ambos os sexos (78,8%), buscam afirmar sua masculinidade, por meio
não havendo diferença significativa entre eles. Na da experiência da sexualidade, não assumindo
pesquisa PENSE19, o porcentual de adolescentes compromisso afetivo, como o do namorado. En-
que não usou preservativo na última relação foi tretanto, o controle dos pares é mais intenso so-
de 24,77%, e a maior prevalência de sexo sem bre eles. É maior o uso do preservativo entre os
310
Dallo L, Martins RA
jovens homens quando se trata de uma parceira diagnosticadas com dependência ao álcool, mas
eventual, quando ficam, por exemplo, tendo em sim por um grupo maior de indivíduos que fa-
vista o valor moral associado à jovem, quando ela zem uso nocivo dele e que, assim, colocam os ou-
é considerada de risco para contrair doenças. No tros e a si mesmos em risco.
contexto de namoro, o não uso entre os jovens Com base nessa constatação, passou-se a
de ambos os sexos explica-se pelo conhecimento discutir a possibilidade de intervenções focadas
prévio, pela confiança no parceiro e, principal- na redução do consumo de álcool desse público.
mente para as moças, como prova de fidelidade. Uma técnica desenvolvida para esse objetivo foi
Entretanto, no presente estudo, 24,9% dos rapa- a intervenção breve que, em linhas gerais, tem o
zes e 9,7% das moças, que relataram estar só ou objetivo de promover um serviço rápido, econô-
ficarem, não usaram preservativo na última rela- mico e eficaz, baseado no modelo cognitivo de
ção, situação para a qual não se aplica a justifica- dependência. Visa favorecer o conhecimento a
tiva da confiança no parceiro(a), pois a exposição respeito das possíveis consequências desse pa-
ao risco independe de ser ou não uma pessoa drão de beber, aumentar a autoeficácia e a mo-
conhecida. tivação para diminuir o consumo por meio de
Em relação ao comportamento de beber, 14% determinadas estratégias31.
pontuaram entre 8 e 40, no teste AUDIT. Na pes- A pesquisa PENSE32 também investigou o uso
quisa de Martins et al.27, o mesmo instrumento de bebidas alcoólicas e os resultados revelaram
foi aplicado em 1.227 alunos de duas escolas pú- que 71,4% dos escolares já as experimentaram
blicas de uma cidade do Estado de São Paulo e algumas vez na vida, sendo que os participantes
identificou 218 alunos (17,8%) como positivos do sexo feminino e de escola privada apresen-
(pontuação igual ou maior que 8), ou seja, um tam, de forma significativa, um padrão maior
porcentual ainda maior. nesse aspecto. Além disso, essa pesquisa mostra
Detalhando esses dados do presente estudo, que a capital em que as adolescentes apresentam
constata-se que 10,3% fizeram uso de risco do maior padrão de experimentação é à mesma do
álcool, o que é preocupante, levando-se em conta presente estudo. O consumo feito nos últimos
o que afirmam Furtado e Yosetake28, para quem 30 dias32, considerado como consumo regular de
mesmo os jovens que pontuam entre 8 e 15 e bebida alcoólica, foi de 27,3% para o conjunto
não estão apresentando problemas atuais estão de capitais e o Distrito Federal, e não houve dife-
correndo o risco de, num futuro próximo, terem rença significativa entre os sexos. Porém, quando
problemas de saúde, sofrer ou causar ferimentos, avaliados, os episódios de embriaguez são signi-
ter problemas legais ou sociais, violência e ter ficativamente mais frequentes entre os rapazes
baixo desempenho no trabalho. (23,3%) do que entre as moças, mostrado que
O uso nocivo foi de 1,8%, o que já permite aproximadamente um em cada cinco escolares já
diagnosticar esses adolescentes como tendo um se embriagou (22,1%).
padrão de beber disfuncional ou mal adaptativo, Na presente pesquisa, o resultado para epi-
que pode provocar uma diversidade de proble- sódios de embriaguez foi de 31,1% e também
mas, embora ainda não satisfaçam os critérios foram os rapazes que apresentaram mais essa
para a dependência29. Muitas vezes, o jovem co- conduta; mesmo os adolescentes que fizeram uso
meça a beber na adolescência, mas demora certo de baixo risco apresentaram uma porcentagem
tempo para desenvolver a dependência, o que ge- de 21,1% de binge. Esse padrão típico de beber
ralmente acontece somente na vida adulta. Entre- entre jovens, comumente denominado de binge
tanto, neste estudo, 11 jovens (2%) apresentaram ou beber se embriagando, é identificado como
essa condição, caracterizada por sinais e sinto- beber uma quantidade de 5 doses para homens
mas fisiológicos, cognitivos e comportamentais, e 4 doses para mulheres em uma única ocasião33,
os quais demonstram que a grande prioridade na porém no instrumento AUDIT a identificação
vida do indivíduo passa a ser o uso de álcool e as se dá com um número de doses maiores (6 ou
outras atividades passam a ser secundárias30. mais), independentemente do sexo.
Nesse sentido, especialistas indicam que os Quanto ao resultado da variável sexo, dos 10
trabalhos de prevenção podem ser distintos para identificados com uso nocivo, apenas uma era
os adolescentes que não usam álcool ou que fa- moça; entretanto, dos 11 identificados com pos-
zem uso de baixo risco e para aqueles que fazem sível dependência, sete eram moças. Isso pode
uso de risco e/ou nocivo. Segundo Silva e Mi- ocorrer porque as mulheres possuem uma meta-
guel31, a maioria dos problemas associados ao bolização mais lenta do álcool, tornando-as mais
consumo de álcool não é causada por pessoas susceptíveis aos prejuízos, mesmo ingerindo
311
Colaboradores
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