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Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
PODER JUDICIÁRIO
QUINTA TURMA RECURSAL - PROJUDI
PADRE CASIMIRO QUIROGA, LT. RIO DAS PEDRAS, QD 01, SALVADOR - BA
ssa-turmasrecursais@[Link] - Tel.: 71 3372-7460
Ação: Procedimento do Juizado Especial Cível
Recurso nº 0003449-58.2024.8.05.0244
Processo nº 0003449-58.2024.8.05.0244
Recorrente(s):
BANCO BRADESCO S A
Recorrido(s):
DOMINGA BERNARDO DA SILVA
DECISÃO MONOCRÁTICA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. DIREITO DO
CONSUMIDOR. SERVIÇOS BANCÁRIOS NÃO CONTRATADOS PELO
CONSUMIDOR QUE CAUSARAM DESCONTOS INDEVIDOS NA SUA
CONTA BANCÁRIA. FALTA DE PROVAS CAPAZES DE LEGITIMAR,
JURÍDICA E CONTRATUALMENTE, OS DÉBITOS IMPUTADOS AO
CONSUMIDOR, CARACTERIZANDO A FALHA NA PRESTAÇÃO DO
SERVIÇO. AUSÊNCIA DE PROVA. ACIONADA NÃO COMPROVOU A
REGULAR CONTRATAÇÃO OU AUTORIZAÇÃO DA PARTE AUTORA
PARA REALIZAR OS DESCONTOS IMPUGNADOS. SENTENÇA QUE
JULGOU PROCEDENTE PARA DECLARAR A NULIDADE DO
CONTRATO OBJETO DESTA LIDE; CONDENANDO A ACIONADA NA
OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER, ALÉM DE RESTITUIR, EM DOBRO, OS
DESCONTOS INDEVIDOS; BEM COMO AO PAGAMENTO, A TÍTULO
DE DANOS MORAIS, ARBITRADO EM PATAMAR ADEQUADO E
PROPORCIONAL AO CASO. INTEGRAL MANUTENÇÃO DO JULGADO.
ARTIGO 15, INCISOS XI E XII DA RES. 02 DE FEVEREIRO DE 2021
DOS JUIZADOS ESPECIAIS E DO ARTIGO 4º, DO ATO CONJUNTO Nº
08 DE 26 DE ABRIL DE 2019 do TJBA. DESNECESSÁRIA
SUSTENTAÇÃO ORAL. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO POR ESTA
COLENDA TURMA RECURSAL. AUSÊNCIA DE PROVAS/ARGUMENTOS
CAPAZES DE ALTERAR TAL ENTENDIMENTO. RECURSO CONHECIDO
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E IMPROVIDO.
Dispensado o relatório nos termos do artigo 46 da Lei n.º 9.099/951.
Circunscrevendo a lide e a discussão recursal para efeito de registro,
saliento que o Recorrente pretende a reforma da sentença lançada nos autos que:
“ JULGADOS PROCEDENTES EM PARTE OS PEDIDOS contidos na exordial para:
a) condenar a parte Ré na obrigação de fazer consistente em se abster de
realizar descontos referentes a “MORA CRED PESS CONTR 478785295,
CAPITALIZAÇÃO e PARC CRED PESS CONTR 478785295” da conta da parte autora,
no prazo de 30 dias, sob pena de multa de R$200,00 (duzentos reais), por cada
desconto indevido, limitada ao valor de R$10.000,00, cabendo a parte autora
informar o desconto indevido no prazo de 15 dias, sob pena de decadência do
direito à multa;
b) declarar nula a relação jurídica entre as partes, em relação ao contrato
objeto do presente litígio;
c) condenar a parte Ré, a devolver em dobro as quantias indevidamente
descontadas a título de “MORA CRED PESS CONTR 478785295, CAPITALIZAÇÃO e
PARC CRED PESS CONTR 478785295", da conta corrente da parte autora nos
últimos 5 anos, com juros de mora de 1% ao mês, a partir da citação, e correção
monetária, pelo INPC, a partir da data de desembolso, nos termos do art. 42,
parágrafo único do CDC, cabendo a parte Ré apresentar os extratos bancários dos
últimos 5 (cinco) anos, no prazo de 15 dias, sob pena de conversão em perdas e
danos no valor de R$6.000,00 (seis mil reais);
d) condenar a parte ré a pagar à parte autora, a título de indenização pelos
danos morais sofridos, a importância de R$6.000,00 (seis mil reais), corrigidos
monetariamente pelo INPC a partir desta data e acrescidos de juros de mora de 1%
ao mês a partir do evento danoso (primeiro desconto não prescrito, Art. 27 CDC)”.
Presentes as condições de admissibilidade do recurso, conheço-o,
apresentando decisão com a fundamentação aqui expressa, nos termos do art. 15,
incisos XI e XII da Res. 02 de fevereiro de 2021 dos Juizados Especiais do TJBA,
que dispõem sobre o julgamento realizado monocraticamente de processos em
ambiente virtual pelas Turmas Recursais do Sistema dos Juizados Especiais que
utilizam o Sistema PROJUDI e/ou a decisão do acórdão faz parte de entendimento
já consolidado por esta Colenda Turma Recursal.
DECISÃO MONOCRÁTICA
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O novo Regimento Interno das Turmas Recursais (Resolução nº 02/2021
do TJBA), estabelece a competência do relator para julgar monocraticamente as
matérias que já tenham entendimento sedimentado pelo colegiado ou com
uniformização de jurisprudência, em consonância com o art. 15, incisos XI e XII, da
mencionada Resolução e artigo 932 do Código de Processo Civil..
Conheço do recurso, porquanto preenchidos os pressupostos de
admissibilidade.
Ab initio, cumpre observar que a matéria já se encontra sedimentada
amplamente no âmbito desta 5ª Turma Recursal, como pode se verificar dos
precedentes solidificados quando do julgamento dos seguintes
processos:0110063-79.2020.8.05.0001,
0121739-87.2021.8.05.0001,0157191-32.2019.8.05.0001,
0000498-51.2020.8.05.0141.
Sabe-se que precedente é toda decisão judicial, tomada à luz de um caso
concreto, cujo elemento normativo poderá servir como diretriz para casos futuros
análogos[1].
A aplicação dos precedentes dá concretude à princípios basilares no
ordenamento jurídico brasileiro, como segurança jurídica (art. 5º, XXXVI, CF),
razoável duração do processo e celeridade (art. 5º, LXXVIII, CF), seja por evitar a
proliferação de recursos judiciais, ou até mesmo a propositura de ações, seja por
facilitar a conciliação judicial, evitando, desse modo, que o processo judicial se
perpetue no tempo, tornando o Poder Judiciário ineficiente[2].
Somado a isso, o Novo Código de Processo Civil, no art. 926, estabelece
que “os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável, íntegra
e coerente”, e estabelece, em seu art. 932 os poderes do relator. Especificamente
no âmbito dos Juizados Especiais, a Resolução nº 02 do TJBA, que estabeleceu o
Regimento Interno das Turmas Recursais, em seu art. 15, XI e XII, conferiu ao
Relator a atribuição de decidir de forma monocrática o recurso, considerando a
jurisprudência dominante das Turmas recursais ou do próprio Juizado – passo a
adotar tal permissivo.
Ainda, o STF possui entendimento de que: “A sustentação oral não é ato
essencial à defesa, por isso não há prejuízo à parte quando o julgamento em
plenário virtual observa a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal”.
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(STF. Órgão Julgador: Tribunal Pleno. Relator: Min. EDSON FACHIN. ED ADI
9930715-69.2011.1.00.0000 DF – DISTRITO FEDERAL. Julgado em: 20/12/2019).
Analisemos o caso concreto.
O recurso não merece acolhimento.
Examinando as controvérsias recursais, em relação às preliminares
suscitadas pela parte Recorrente, incorporo os fundamentos apresentados na
sentença combatida para efeito de afastar os argumentos reiterados, não sendo o
caso, portanto, de extinção do processo, sem resolução do mérito.
No mérito, a sentença recorrida, tendo analisado corretamente todos os
aspectos do litígio, merece confirmação, não carecendo, assim, de qualquer reparo
ou complemento dentro dos limites traçados pelas razões recursais, culminando o
julgamento do recurso com a aplicação da regra inserta na parte final do art. 46 da
Lei nº 9.099/95, que exclui a necessidade de emissão de novo conteúdo decisório
para a solução da lide, ante a integração dos próprios e jurídicos fundamentos da
sentença guerreada.
Quanto ao mérito, tem-se que conforme a orientação consolidada na
Súmula 297 do Superior Tribunal de Justiça: O Código de Defesa do Consumidor é
aplicável às instituições financeiras.
A redistribuição do ônus da prova – inversão em favor do consumidor -
tem integral aplicação no caso concreto. Desta forma, caberia a acionada
comprovar, através da juntada de documentos claros e elucidativos, que o débito
em questão seria proveniente de contratação regulamente realizada entre as
partes, ou que, ao menos, o objeto da lide se deu de forma legal. A Requerida, no
entanto, não logrou êxito em demonstrar a licitude de suas ações, diante da
ausência de robustez probatória.
Da análise acurada dos autos, constata-se que a empresa Acionada
realizou cobranças indevidas na conta bancária de titularidade da Parte Autora, sem
prova da contratação pelo consumidor. Assim, agiu de maneira correta o juízo
sentenciante, tendo em vista que o banco não logrou êxito em comprovar a
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contratação dos serviços pela parte autora, tampouco a sua autorização para que
fossem realizados os descontos na conta de sua titularidade.
Certo é que, discutindo-se a prestação defeituosa de serviço, cabia à
Recorrente superar a responsabilidade civil objetiva consagrada no art. 14, caput,
do CDC, que impõe ao fornecedor o ônus de provar causa legal excludente (§ 3º do
art. 14), algo que ela não se desincumbiu, já que não comprovou a contratação dos
serviços nem autorização, o que tornar ilícita a conduta da Acionada.
Desse modo, sem prova do vínculo contratual referente aos serviços
impugnados nesta lide, mostra-se imprescindível à manutenção do comando judicial
para declarar a nulidade dos descontos aqui discutidos, com a consequente
condenação da empresa acionada.
No tocante ao pedido da restituição em dobro dos valores descontados,
importante registrar que a ré não comprovou a origem da autorização para realizar
os descontos de forma livre e esclarecida pela parte autora, restando evidente a
repetição do indébito em dobro, na forma do artigo 42, parágrafo único do Código
de Defesa do Consumidor. Nesse sentido:
APELAÇÃO. AÇÃO DECLARATÓRIA C/C INDENIZATÓRIA JULGADA
IMPROCEDENTE. CONTRATO DE CARTÃO DE CRÉDITO SUBSCRITO
PELAS PARTES. COBRANÇA DE ANUIDADE E DE SEGUROS ANTES
MESMO DA UTILIZAÇÃO DO CARTÃO. CONFIGURADA ILICITUDE NA
CONDUTA DA ACIONADA. RESPONDABILIDADE CIVIL OBJETIVA.
RESTITUIÇÃO EM DOBRO DO INDÉBITO ART. 42, DO CDC. DANO
MORAL DEMONSTRADO. QUANTUM INDENIZATÓRIO FIXADO EM R$
3.000,00 (TRÊS MIL REAIS). SENTENÇA REFORMADA. INVERSÃO DOS
ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. (TJ-
BA - APL: 05299439420178050001, Relator: SILVIA CARNEIRO
SANTOS ZARIF, PRIMEIRA CAMARA CÍVEL, Data de Publicação:
10/10/2019)
Esse é o entendimento do STJ que recentemente fixou tese
entendendo ser prescindível a comprovação da má fé para determinar a devolução
em dobro, sendo configurada quando houver violação a boa fé objetiva, como
ocorreu no presente caso:
“A restituição em dobro do indébito (parágrafo único do artigo 42 do CDC)
independe da natureza do elemento volitivo do fornecedor que cobrou
valor indevido, revelando-se cabível quando a cobrança indevida
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consubstanciar conduta contrária à boa-fé objetiva (STJ; EAREsp nº
676608 / RS, Ministro Og Fernandes, 29/10/2020)”.
Assim, não havendo outros elementos indiciários da adesão voluntária
do consumidor, e tendo em vista a ausência de comprovação de engano justificável
(artigo 42, § único do CDC), é devida à restituição em dobro dos valores
efetivamente desembolsados pelo autor.
Com efeito, ao descontar valores indevidos referentes a contrato não
celebrado pela parte requerente, agiu de forma ilícita e abusiva, violando os direitos
do consumidor, gerando constrangimentos desnecessários, causando-lhe, sem
dúvida, danos e sofrimentos passíveis de indenização.
Outrossim, a violação dos deveres anexos à boa-fé objetiva, in casu,
ensejou para a parte autora prejuízo de natureza moral. Evidenciada a prestação
defeituosa do serviço, mostra-se imprescindível à condenação da parte Recorrente
ao pagamento de indenização pelos inegáveis danos morais observados.
Na situação em análise, a parte recorrida não precisava fazer prova
da ocorrência efetiva dos danos morais informados. Os danos dessa natureza são
presumidos pelos próprios fatos apurados, especialmente pelos descontos
realizados na conta bancária por longo prazo, o que, inegavelmente, vulneram sua
intangibilidade pessoal, sujeitando-a ao aborrecimento, transtorno e incômodo, com
a instalação dos sentimentos de impotência e frustração.
A mensuração da compensação pecuniária devida à atingida por
ofensas de natureza moral deve ser efetivada de forma parcimoniosa e em
conformação com os princípios da proporcionalidade, atentando-se para a gravidade
dos danos havidos e para o comportamento do ofensor e da própria lesada em face
do ilícito que a vitimara, e da razoabilidade, que recomenda que o importe fixado
não seja tão excessivo a ponto de ensejar alteração na situação financeira dos
envolvidos, nem tão inexpressivo que redunde em uma nova ofensa à vítima,
resguardando-se seus objetivos teleológicos (compensação, punição e pedagógico),
ensejando a manutenção do quantum de R$ 6.000,00 arbitrado em 1º. Grau, já que
em conformação com esses parâmetros.
Salienta-se que, na presente demanda, aplica-se correção monetária
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com os índices oficiais atuais (IPCA), conforme art. 389, parágrafo único, CC/02, e
nos juros de mora a taxa Selic, deduzido o IPCA, nos termos dos arts. 405 e 406,
ambos do Código Civil/2002 (alterado pela Lei nº 14.905/2024).
Por fim, por se tratar de responsabilidade contratual incidem os
seguintes entendimentos consolidados:
“EE 5ªTR BA 30. DATA DA INCIDÊNCIA DA CORREÇÃO
MONETÁRIA E JUROS - RESPONSABILIDADE CONTRATUAL - DATA
DA INCIDÊNCIA DA CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS -
CONDENAÇÃO POR DANOS MORAIS - O termo inicial dos juros de
mora é a data da citação. A correção monetária incide desde a data
do arbitramento, nos termos da Súmula 362 do STJ. CONDENAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS. Correção monetária a partir do efetivo
prejuízo e juros de mora a partir da citação. PRECEDENTES.
Súmula nº 31 - Na linha da jurisprudência sumulada do Superior Tribunal
de Justiça, a correção monetária do valor da indenização por dano moral
incide a partir da data do arbitramento definitivo (enunciado n. 362 - STJ).
(Sessão Ordinária da Turma de Uniformização de Jurisprudência das
Turmas Recursais – 21 de julho de 2023).
Súmula nº 33 - Na linha da jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça, na hipótese de responsabilidade contratual por dano material ou
moral, os juros de mora fluem a partir da data da citação, ressalvada, nos
termos do parágrafo único do art. 397 do Código Civil, a anterior
constituição em mora (AgInt nos EDcl no REsp 2046807/SP; AgInt no
AREsp 1313917/DF). (Sessão Ordinária da Turma de Uniformização de
Jurisprudência das Turmas Recursais – 21 de julho de 2023)”.
Nesta senda, nos termos em que a lide foi apresentada a
julgamento, não se pode censurar as conclusões contidas na sentença
recorrida, e, portanto, torna-se inviável afastar o reconhecimento da
responsabilidade civil da parte ré, em todos os efeitos declarados na
sentença impugnada.
Ante ao exposto, decido no sentido de CONHECER e NEGAR
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PROVIMENTO ao recurso, para MANTER a sentença impugnada, por seus próprios
fundamentos, e nos seus próprios termos. Com condenação em custas e honorários
pela Recorrente, estes últimos fixados em 20% do valor da condenação.
Salvador, data registrada no sistema.
ELIENE SIMONE SILVA OLIVEIRA
Juíza Relatora
Processo julgado com base no artigo 15. do Regimento Interno das Turmas
Recursais (resolução 02/2021 do TJBA), em seu inciso XII, estabelece a
competência do Relator para julgar monocraticamente as matérias em que
já estiver sedimentado entendimento pelo Colegiado ou já com
uniformização de jurisprudência em consonância com o permissivo do art.
932, CPC
[1] DIDIER, Fredie; BRAGA, Paula Sarno; OLIVEIRA, Rafael Alexandria de. Curso de
direito processual civil: teoria da prova, direito probatório, decisão, precedente,
coisa julgada e tutela provisória. 13ª ed. Salvador: JusPodium, 2018, p. 513-515.
[2] MARINHO AMARAL, Felipe. A Aplicação da Teoria dos Precedentes Judiciais no
Processo do Trabalho, Editora Mizuno, 2021, p. 57.
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