GUIA DA
RENDA FIXA
GUIA DA
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rentabilidade
em tempos de
incertezas
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SUMÁRIO
1. Introdução
2. A renda fixa e a taxa Selic
3. Como não perder dinheiro
em tempos de crise
4. Opções de investimentos
em renda fixa
5. Tabela de renda fixa
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1. INTRODUÇÃO
A renda fixa costuma ser a primeira
modalidade de investimentos que
as pessoas têm contato, seja por
meio da velha conhecida caderneta
de poupança ou até dos títulos
públicos, dívidas corporativas ou
emissões bancárias. Isso acontece
porque, ao começar a aprender sobre
investimentos, essa modalidade
é uma das primeiras ensinadas.
Além disso, costuma ser a preferida
de investidores iniciantes por
proporcionar uma segurança maior
em comparação com a renda variável.
Além de ser a porta de entrada
para os investimentos, a renda fixa
geralmente tem um lugar reservado
na carteira de todo investidor, até
aqueles com perfis mais arrojados.
É nela que costuma estar alocada a
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reserva de emergência. Também é
a principal aplicação daqueles com
perfis conservadores.
A renda fixa também costuma
ser o porto seguro para onde os
investidores correm em momentos de
incertezas e instabilidade econômica
e política, que geram as crises na
bolsa de valores e no mercado de
capitais como um todo.
Por isso, neste e-book produzido em
uma parceria entre a EXAME Invest e o
BTG Pactual digital, vamos te mostrar
como a renda fixa pode te ajudar a
buscar a rentabilidade em tempos de
incertezas.
Boa leitura!
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2. A RENDA FIXA
E A TAXA SELIC
O que é a renda fixa
A renda fixa é a modalidade de
investimentos que tem o empréstimo
como premissa. A ideia é que o
investidor empreste o dinheiro a uma
instituição (que pode ser o governo,
bancos ou empresas) e depois de um
prazo combinado receba o valor de
volta acrescido de juros. É um modelo
de investimento voltado para pessoas
com perfil conservador, que buscam
bons retornos, mas sem deixar de lado
a segurança.
No entanto, a renda fixa deve estar
presente na carteira de qualquer
investidor. Essa é a observação
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do analista do BTG Pactual digital,
Frederico Khouri.
“O investidor precisa ter consciência
de que o core da renda fixa é ser um
ativo de caráter defensivo no portfólio.
Como as ações são muito voláteis,
principalmente no cenário brasileiro,
que é igualmente instável, os ativos de
renda fixa promovem uma estabilidade
para o portfólio. O investidor não
pode pensar apenas no ataque de
sua estratégia de investimentos, mas
também na defesa, que vai oferecer
estabilidade e consistência da
carteira”, explica Khouri.
De forma simples, investir em renda
fixa significa saber quanto receberá
de lucro no final do prazo de sua
aplicação. Existem diversos produtos
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nesta categoria com diferentes
características e vantagens, como
títulos do Tesouro, Letra de Crédito
Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito
do Agronegócio (LCA), Certificado
de Depósito Bancário (CDB), Letra
Financeira (LF), Letra de Câmbio (LC),
debêntures, e até mesmo a caderneta
de poupança.
Como funciona a renda fixa?
O investidor que compra um título
de renda fixa recebe em troca uma
rentabilidade predeterminada, que
pode ser definida de três formas:
pós-fixada, prefixada ou híbrida.
Na modalidade pós-fixada, a
rentabilidade será paga em um
percentual de algum indexador,
como o Certificado de Depósito
Interbancário (CDI), a taxa básica
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de juro (Selic) ou o Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Por exemplo, um CDB que pague o
equivalente a 100% do CDI vai render
exatamente a variação do CDI no
período previsto para o investimento.
Na versão prefixada, a rentabilidade
total do investimento é definida no
momento da aplicação. Por exemplo:
um CDB prefixado com rentabilidade
anual de 5% vai pagar exatamente
esse percentual, mesmo que os
indicadores (Selic, CDI e IPCA) subam
ou caiam no período. Existem ainda
os investimentos híbridos, que usam
tanto uma taxa atrelada a algum
indexador como um percentual
prefixado. É o caso do Tesouro IPCA+,
um dos títulos do Tesouro Direto.
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Além do modelo de remuneração
(pré ou pós-fixado), os títulos de renda
fixa podem possuir ou não a carência,
que é um prazo que determina a partir
de quando o investidor pode resgatar
o dinheiro alocado. Todos os ativos
em renda fixa também possuem uma
data de vencimento, ou seja, quando
o investimento “acaba” e o investidor
recebe o dinheiro e a rentabilidade
de volta.
Como todo investimento, a renda
fixa também apresenta riscos. Neste
caso, o risco de crédito, que pode
ser chamado de risco soberano
(para títulos emitidos pelo governo),
ou risco de emissor (a possibilidade de
a instituição não devolver o dinheiro
por alguma razão).
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Mas, para falar de investimentos
em renda fixa, precisamos
necessariamente falar da taxa Selic.
Na grande maioria das opções de
investimentos nesta modalidade, as
duas estão diretamente relacionadas.
A seguir, vamos explicar qual é
a relação entre a taxa Selic e a
rentabilidade da renda fixa.
O que é taxa Selic e qual
sua relação com a renda fixa?
A taxa Selic é a taxa básica de juro
da economia brasileira e um dos
principais instrumentos da política
monetária do Banco Central. Ela serve
de referência para o Certificado de
Depósito Interbancário (CDI), que, por
sua vez, é o índice referencial para o
rendimento de muitos dos ativos de
renda fixa.
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O termo Selic é uma sigla que
significa Sistema Especial de
Liquidação e Custódia. É um sistema
utilizado pelo Banco Central para
controlar a emissão, a compra e a
venda de títulos públicos e, assim,
conduzir a política econômica e
controlar a inflação.
Como a Selic influencia os
investimentos em renda fixa?
Como a Selic é a taxa básica de juro
da economia, ela serve de base
para diversas taxas de abrangência
nacional. Ou seja, ela influencia não
só nos juros cobrados em
empréstimos e financiamentos
mas também na rentabilidade em
aplicações financeiras que usam
o CDI como referência.
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O CDI é um mecanismo de garantia
para operações realizadas diariamente
por instituições financeiras. Ele
reflete diretamente o custo dos
empréstimos feitos entre os bancos,
e por isso costuma acompanhar
de perto a própria taxa Selic. Nos
investimentos, o CDI é usado para
calcular o retorno de diversas
aplicações de renda fixa.
Isso significa que se a Selic está alta,
o CDI segue a trajetória da taxa básica
de juro e também sobe, fazendo com
que a rentabilidade dos investimentos
em renda fixa que são atrelados a este
índice apresente melhores resultados.
Por outro lado, quando a Selic está em
baixa, o retorno de ativos em renda
fixa também é reduzido.
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Como a Selic influencia os
investimentos em renda variável
Os investimentos de renda variável
não contam com uma taxa de
referência como a Selic, o CDI ou o
IPCA para calcular seu retorno. No
entanto, existe uma relação indireta
da taxa básica de juro e as aplicações
de maior risco, como ações, opções
e fundos imobiliários.
Como já vimos aqui, quando os
juros básicos caem, o retorno das
aplicações de renda fixa também fica
menor. Os investidores que desejam
multiplicar os ganhos de sua carteira
costumam buscar aplicações de
maior risco, que não se relacionam
diretamente com a Selic.
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Durante os ciclos de queda
dos juros da economia brasileira,
muitas modalidades de
investimento de renda variável
tiveram um importante ganho. É
o caso, por exemplo, da bolsa de
valores brasileira, que aumentou
consideravelmente o número de
investidores nos últimos anos.
Investimento em renda fixa
com a Selic baixa e alta
Como explicamos, a renda fixa
é diretamente impactada pela
evolução da taxa Selic, uma vez que
o rendimento de grande parte dos
ativos dessa classe está atrelado
à própria Selic ou ao CDI, que
acompanha a taxa básica de juro.
Mas isso não significa que, com a
Selic baixa, não existam boas opções
de investimento na renda fixa.
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A reserva de emergência, por
exemplo, deve ser investida em ativos
de renda fixa com alta segurança
e liquidez. Afinal, o valor precisa
estar disponível para ser resgatado
rapidamente em momentos de
imprevistos. Um ponto importante
a se destacar é que a queda da Selic
não muda a forma como a reserva
de emergência deve ser investida.
Inclusive, momentos de crises
econômicas ao longo da história
mostraram a importância da reserva
de emergência, que muitas vezes foi
desprezada por investidores.
“Em situações em que a taxa
Selic está baixa, o retorno vai ser
naturalmente menor, mas não é porque
os juros estão baixos que o investidor
deve abrir mão da segurança de seu
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portfólio. Claro que a quantidade
alocada em renda fixa varia de
investidor para investidor e do apetite
ao risco de cada um, mas ninguém
deve prezar apenas por ativos de alto
risco e maior volatilidade na carteira,
mesmo em cenários de Selic baixa,
porque se houver alguma instabilidade
na situação macroeconômica global,
são esses ativos que vão manter o
equilíbrio”, explica Khouri.
Além disso, é possível formar
uma carteira de investimentos
diversificada com aplicações
em renda fixa, que é uma classe
composta de diversos tipos de ativo,
com características e vantagens
diferentes. Investimentos com menor
liquidez, por exemplo, podem oferecer
uma rentabilidade maior. O mesmo
vale para investimentos de prazo mais
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longo. Outra alternativa que apresenta
vantagens são os investimentos
isentos de imposto de renda, como
CRIs, CRAs e debêntures incentivadas.
Já para períodos em que a taxa Selic
está alta, os investimentos em renda
fixa chamam ainda mais a atenção
dos investidores por causa de sua alta
rentabilidade, que segue a taxa básica
de juro. No Brasil, a Selic já atingiu a
casa dos dois dígitos, passando dos
15%, o que significa que, na época, os
investimentos tinham mais ou menos
essa rentabilidade. É o cenário ideal
para quem quer aliar altos retornos
com segurança, sem precisar se
arriscar na volatilidade do mercado de
renda variável.
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GUIA DA
RENDA FIXA
“O cenário de Selic em alta é
basicamente o melhor dos mundos,
porque o investidor mantém a
estabilidade do portfólio, visto que os
princípios dos ativos de renda fixa se
mantêm, mas com uma lucratividade
mais atrativa. A vantagem é
justamente uma maior rentabilidade,
garantindo a segurança do portfólio”,
afirma Khouri.
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GUIA DA
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3. COMO NÃO PERDER
DINHEIRO EM
TEMPOS DE CRISE
Ganhar dinheiro é uma tarefa árdua
para a maioria dos brasileiros.
Acumular patrimônio ao longo da
vida já não é fácil, mas preservar e
multiplicar esses recursos pode ser
ainda mais desafiador. Neste capítulo,
você vai ter dicas básicas para usar
todo o potencial da renda fixa e não
perder dinheiro, principalmente em
tempos de crise.
Os primeiros passos são manter
a calma e reavaliar seus objetivos e
prazos. Caso o investidor não precise
do dinheiro no curto ou no médio
prazo, o melhor é não se desfazer
de aplicações nem realizar prejuízos.
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GUIA DA
RENDA FIXA
Isso porque as crises são cíclicas
e o mercado, seja de renda fixa ou
variável, tende a se recuperar com
o tempo.
Portanto, para não realizar perdas,
é preciso ter inteligência emocional
e paciência, já que o mercado levará
um certo tempo para se recuperar. E,
como nenhuma crise é igual a outra,
não é possível precisar exatamente
o prazo dessa recuperação. Quando
falamos em ter paciência com o
mercado falamos não apenas da renda
variável, mas também da renda fixa.
Os investimentos em renda fixa,
apesar de serem considerados mais
seguros, também apresentam riscos
e são influenciados pela situação
econômica de um país ou região,
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GUIA DA
RENDA FIXA
embora menos do que a renda
variável. Por exemplo, muitos títulos
são emitidos por empresas ou bancos.
Se essas instituições forem afetadas
pelo cenário econômico, o risco de
crédito tende a aumentar.
Outro caso é a oscilação dos
indexadores como Selic e IPCA. Nesta
situação, a valorização dos juros dos
ativos também pode oscilar durante o
tempo. Porém, a vantagem da renda
fixa em relação à renda variável é que
se o investidor mantiver a aplicação
até o seu vencimento, receberá todo o
valor acordado na hora da compra.
Mas, se precisar retirar antes, é
preciso observar o momento ideal,
porque pode haver uma rentabilidade
menor ou até mesmo prejuízo. Por
isso é importante saber o objetivo
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GUIA DA
RENDA FIXA
de um investimento e se programar
para retirar o dinheiro apenas no
vencimento do título.
De qualquer maneira, existem
estratégias para proteger os
investimentos, como a diversificação
de carteira. Como os ativos se
comportam de maneiras distintas e
estão expostos a riscos diferentes,
a diversificação pode garantir uma
rentabilidade mesmo em períodos
de crise.
Como diversificar a carteira?
A composição da carteira de um
investidor está diretamente ligada ao
seu perfil e aos seus objetivos. Um
investidor conservador com objetivos
de longo prazo terá um portfólio de
ativos diferente de um investidor
arrojado com objetivos de médio
prazo, por exemplo.
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GUIA DA
RENDA FIXA
De maneira geral, a regra
mais importante é que os ativos
que compõem a carteira sejam
descorrelacionados, ou seja, não
tenham relação direta entre si.
Para isso, além de diversificar nas
categorias, é recomendável variar em
produtos, indexadores e em regiões
geográficas.
Qual é o papel da renda fixa
em tempos de crise?
A alta ou baixa da taxa Selic influencia
diretamente no rendimento de
investimentos em renda fixa, como
já explicamos. Mas a modalidade
considerada mais segura também
entra no radar dos investidores em
momentos de incertezas econômicas
como crises políticas que afetam
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GUIA DA
RENDA FIXA
a economia ou quando eventos
mundiais abalam o desempenho das
empresas globais e afetam as bolsas
de valores de todo o mundo.
Nesses casos, a renda variável passa
a oscilar ainda mais, geralmente com
fortes perdas. Muitos investidores
enxergam esses momentos como
oportunidades, uma verdadeira “Black
Friday” da bolsa. Mas, outros recorrem
à segurança da renda fixa.
“Como a renda fixa promove retornos
indexados a indicadores como Selic,
IPCA, é possível ter uma noção mais
clara de quanto retorno você terá.
Então a oscilação de preço é menor.
Quando sai uma notícia que mexe
com o mercado, a bolsa de valores
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GUIA DA
RENDA FIXA
reage no mesmo instante, porque todo
mundo começa a vender o ativo e o
preço dele cai muito rápido. Ativos de
renda fixa não funcionam com essa
mesma urgência, então a rentabilidade
dele acaba sendo mais consistente”,
explica Khouri.
De acordo com o especialista
do BTG Pactual, ainda é possível
otimizar os ganhos em renda fixa de
acordo com alguns critérios como a
classe de ativos escolhida e o tipo de
instituição emissora do título. “Dentro
dos ativos de renda fixa, existem
muitos investimentos com isenção
tributária. Só por não precisar pagar
o imposto de renda, o ganho final já é
maior. Também depende do emissor.
Emissores com uma estrutura mais
robusta, maiores, com risco de crédito
menor, naturalmente vão oferecer
uma rentabilidade menor.
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GUIA DA
RENDA FIXA
Por outro lado, empresas menores,
com estruturas não tão robustas,
pagam prêmios maiores. Então é
preciso colocar na balança a relação
entre risco e retorno”.
A segurança da renda fixa
Alguns investimentos em renda fixa
são considerados os mais seguros do
mercado, porque são cobertos pelo
Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Esse é um fundo privado formado com
recursos das próprias instituições
financeiras que cobre títulos privados
emitidos por bancos, financeiras,
sociedades de crédito, companhias
hipotecárias e associações de
poupança e empréstimo associados.
Isso significa que se o investidor
fizer aplicações em títulos cobertos
pelo FGC, ele tem garantia de que
receberá até 250.000 reais investidos
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GUIA DA
RENDA FIXA
por instituição (com um limite de 1
milhão de reais por CPF), em caso de
quebra da empresa ou banco.
Investimentos como CDB, RDB, Letra
de Câmbio, LCI, LCA estão protegidos
pelo FGC. Por outro lado, CRIs, CRAs,
Letras Financeiras, debêntures e
títulos do Tesouro Direto não contam
com a proteção do FGC.
Quando a rentabilidade
da renda fixa pode ser afetada
A rentabilidade de investimentos da
renda fixa, como títulos do Tesouro
Direto e ativos de crédito privado,
pode sofrer flutuações entre a data de
compra e a data de vencimento. Isso
acontece por causa das condições e
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GUIA DA
RENDA FIXA
das expectativas do comportamento
da taxa de juro. Essa dinâmica se
chama marcação a mercado, que é
a atualização diária do preço de um
ativo de renda fixa ou da cota de um
fundo de investimento pelo seu preço
de mercado naquele dia.
Essa variação, que também leva o
nome de Mark to Market, serve para
o investidor saber quanto receberia
se resgatasse o título ou vendesse
a cota naquele dia. A rentabilidade
negativa que pode ser apresentada
em alguns investimentos da renda fixa
não significa que o investidor “perdeu
dinheiro” necessariamente. Porque,
como já explicamos, se o investidor
carregar o título até seu vencimento,
ele receberá a rentabilidade
contratada, independentemente
das oscilações que aconteceram no
caminho.
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GUIA DA
RENDA FIXA
Outro fator que pode impactar a
rentabilidade da renda fixa é a alta
na inflação e a queda da Selic. Além,
claro, da clássica lei da oferta e da
demanda. Embora não apresente a
mesma volatilidade da renda variável,
os ativos de renda fixa também
são precificados de acordo com a
demanda.
Além disso, existem alguns riscos
que podem impactar ativos da
renda fixa. O principal deles é o
risco de crédito, quando o devedor
não consegue cumprir com suas
obrigações e pagamentos. É então
que entra a proteção do FGC, que
garante uma indenização aos
investidores dentro de um limite de
até 250.000 reais por instituição.
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GUIA DA
RENDA FIXA
Já investimentos do crédito privado,
como CRIs e CRAs, não possuem
garantia do FGC. Por isso, é preciso
conhecer e confiar no emissor dos
papéis antes de investir.
4. OPÇÕES DE
INVESTIMENTOS
EM RENDA FIXA
Neste capítulo, apresentaremos
todos os tipos de título de renda fixa.
Primeiro, é preciso entender que
existem títulos de emissão bancária
(emitidos por bancos) como: CDBs,
LCIs, LCAs e Letras Financeiras.
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GUIA DA
RENDA FIXA
Também existem os títulos de renda
fixa de emissão corporativa (emitidos
por empresas), como: debêntures,
CRIs e CRAs. Por fim, há os títulos
de emissão pública (emitidos pelo
governo), como títulos do Tesouro.
Para escolher o melhor título de
renda fixa, de acordo com o seu
perfil, é importante saber a sua
necessidade de capital em termos de
prazo. Se você precisa do dinheiro
para emergências, por exemplo, é
suscetível que você procure títulos
que tenham mais liquidez. Já para
tentar uma rentabilidade maior, você
pode procurar títulos com prazos
maiores, porque naturalmente eles
tendem a dar um retorno melhor do
que os de curto prazo.
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GUIA DA
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De acordo com o especialista em
finanças pessoais do BTG Pactual
digital, André Bona, a melhor pergunta a
se fazer antes de qualquer investimento
em renda fixa é: “Eu preciso do dinheiro
agora ou não?”
“É necessário adequar suas
necessidades de prazo para a escolha
dos títulos de renda fixa”, explica Bona.
Por isso é importante saber o seu perfil
de investidor antes de escolher uma
aplicação para você. Se você ainda não
souber qual é o seu, basta responder ao
teste que produzimos.
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GUIA DA
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Confira a seguir os principais
tipos de investimento em renda fixa:
1. Emissões públicas
Tesouro prefixado: o Tesouro
prefixado é um título do Tesouro
Direto, programa de compra e venda
de títulos públicos do governo
federal em parceria com a B3. Ele
é o único título do Tesouro Direto
que é inteiramente prefixado. Ou
seja, o investidor sabe qual será sua
remuneração desde o momento que
realizou a aplicação. A remuneração
é composta de uma taxa anual.
Entretanto, este título sofre a
marcação a mercado, e quem quiser
vendê-lo antes de seu vencimento
pode sofrer com oscilações em seu
preço.
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GUIA DA
RENDA FIXA
Tesouro prefixado com juros
semestrais: nessa modalidade de
investimento do Tesouro Direto, o
investidor recebe o retorno a cada
seis meses, diferentemente das
outras aplicações, que pagam apenas
no vencimento dos títulos. Também
chamado de cupom semestral, esse
rendimento é calculado de acordo
com a taxa de juro contratada no
momento da compra do título.
Tesouro Selic: o Tesouro Selic (antiga
Letra Financeira do Tesouro, ou
LFT) é um título com rendimento
pós-fixado determinado pela taxa
básica de juro da economia, a Selic.
Esses títulos possuem alta liquidez
e pouca volatilidade. Justamente
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GUIA DA
RENDA FIXA
por este motivo, são bastante
usados na composição da reserva de
emergência.
Tesouro IPCA+: este tipo de título
é o que possui maior volume
de aplicações do Tesouro,
correspondendo a aproximadamente
40% de todo o valor custodiado. O
rendimento do Tesouro IPCA+ é pós-
fixado e seu valor, como o nome já diz,
é determinado pelo Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), somado
a um prêmio percentual.
Tesouro IPCA+ com juros semestrais:
a fórmula de cálculo do rendimento
do IPCA+ com juros semestrais é
a mesma dos títulos IPCA+. O que
muda é a forma de pagamento do
rendimento. Quem detém títulos
desse tipo receberá semestralmente
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GUIA DA
RENDA FIXA
o retorno proporcional acumulado, já
com o desconto do imposto de renda.
Portanto, a principal diferença entre
o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+ está
na rentabilidade. Enquanto o Tesouro
Selic é um título pós-fixado, e com
rendimento atrelado à Selic, o Tesouro
IPCA+ tem o rendimento atrelado à
variação da inflação somado a uma
taxa prefixada.
2. Emissões bancárias
CDB: o Certificado de Depósito
Bancário (CDB) é um título emitido por
bancos comerciais ou instituições
financeiras para captar recursos para
financiamento de suas atividades. Ou
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GUIA DA
RENDA FIXA
seja, se você aplica em um título desse
tipo se torna um credor do banco. É
como se você emprestasse dinheiro
para determinada instituição que
realizou a emissão do CDB. Por serem
emitidos por empresas reguladas
pelo Banco Central, os CDBs são
considerados uma opção segura de
investimento. Existem opções de
títulos prefixados e pós-fixados.
CDB prefixado: no CDB prefixado,
o rendimento anual dos títulos é
definido no momento da aplicação.
A taxa, apresentada como um
percentual, não sofre nenhum tipo de
alteração. Dessa forma, o investidor
sabe quanto receberá no vencimento
do CDB desde o momento da
aplicação.
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GUIA DA
RENDA FIXA
CDB pós-fixado: um título pós-fixado
tem seu retorno definido por um
indicador, como a Selic, o CDI ou o
IPCA, como vimos anteriormente.
Porém, a grande maioria dos CDBs é
indexada ao Certificado de Depósito
Interbancário (CDI).
LCI: a Letra de Crédito Imobiliário (LCI)
é um título de renda fixa lastreado
em crédito imobiliário, emitido por
bancos e instituições financeiras com
o objetivo de financiar o setor. As LCIs
são recomendadas para quem deseja
um rendimento próximo ao Certificado
de Depósito Interbancário (CDI) com
segurança e isenção de impostos.
A remuneração da LCI é feita no
vencimento do título e sua taxa é
predeterminada.
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GUIA DA
RENDA FIXA
LCA: a Letra de Crédito do
Agronegócio (LCA) é um título de renda
fixa emitido por bancos e instituições
financeiras. Sua finalidade é captar
recursos para o agronegócio. Assim
como a LCI, a LCA tem, em geral,
o rendimento atrelado ao CDI e
apresentado em pontos percentuais.
LF: a Letra Financeira (LF) é
uma aplicação para quem busca
rentabilidade no longo prazo. A
aplicação mínima inicial é de 150.000
reais. Apesar de ter uma entrada mais
alta do que a de títulos concorrentes,
seu rendimento compensa títulos
como CDB e LCI/LCA, por exemplo.
O rendimento costuma ser atrelado
ao CDI. É importante destacar que o
imposto de renda vai abocanhar 15%
de seus ganhos na hora do resgate
deste título.
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GUIA DA
RENDA FIXA
LC: a Letra de Câmbio (LC) é uma
aplicação baseada em títulos de
crédito, semelhante aos CDBs, LCIs e
LCAs. Ela é emitida por financeiras,
como sociedades de crédito,
financiamento e investimento,
para captar recursos no mercado e
emprestar aos clientes. Existem letras
de câmbio prefixadas, pós-fixadas
e híbridas. O rendimento pago por
Letras de Câmbio tem sido superior
em períodos mais longos (mais de
quatro anos) que outros produtos,
como CDBs.
3. Emissões corporativas
Debêntures: as debêntures consistem
em títulos de dívidas de uma empresa.
Ao realizar uma aplicação em uma
debênture, o investidor passa a ter
direito a receber da empresa, no
futuro, o valor investido acrescido
do pagamento de juros, que são
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GUIA DA
RENDA FIXA
definidos no momento da compra
do título. O objetivo das companhias
ao captar recursos via debêntures é
financiar novas operações ou honrar
compromissos financeiros no curto
prazo. A rentabilidade das debêntures
também pode ser prefixada ou pós-
fixada.
CRIs: os Certificados de Recebíveis
Imobiliários (CRIs) são títulos
de crédito privado emitidos por
securitizadoras, gerando um direito
de crédito ao investidor. O investidor
que realiza aplicações em CRIs tem
direito a receber uma remuneração
do emissor, que usa o montante para
captar recursos com o intuito de
financiar projetos de investimento
no mercado imobiliário. Os CRIs não
contam com a garantia do FGC e,
por isso, é importante ter atenção
redobrada em relação ao risco do
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GUIA DA
RENDA FIXA
investimento. Os CRIs possuem a
isenção da cobrança de imposto de
renda sobre seus rendimentos para
pessoas físicas, o que é um grande
diferencial nos títulos de renda fixa.
CRAs: assim como os CRIs, os
Certificado de Recebíveis do
Agronegócio (CRAs) também são
títulos de crédito. Entretanto, os
CRAs são títulos de crédito agrícolas.
Os CRAs possuem semelhança
com os LCAs, porém são emitidos
por securitizadoras, enquanto os
LCAs são emitidos por instituições
financeiras. Quem realiza aplicações
neste certificado ajuda a financiar o
setor do agronegócio. A rentabilidade
deste produto tende a ser maior
conforme o tempo de investimento.
Ou seja, quanto mais longo for o
vencimento, maior tende a ser o valor
pago ao investidor.
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GUIA DA
RENDA FIXA
5. TABELA DE
RENDA FIXA
Nós sabemos que são diversas as
opções de investimentos em renda
fixa e que entender quais são as
características específicas de cada
um deles pode ser confuso. Por isso,
listamos na tabela abaixo os principais
ativos em renda fixa e apontamos
quais:
• possuem remuneração
pré ou pós-fixada
• têm ou não carência
• são tributados no imposto
de renda ou não
• são cobertos pelo FGC
• qual é o valor mínimo
de aplicação em cada um
• riscos envolvidos
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GUIA DA
RENDA FIXA
IMPOSTO COBERTURA VALOR MÍNIMO
INVESTIMENTO REMUNERAÇÃO CARÊNCIA RISCOS
DE RENDA PELO FGC DE APLICAÇÃO
Risco
Poupança pós-fixado* Sem carência Não possui Não coberto Não possui de crédito
soberano
Risco
Com Carência Aproximadamente
Tesouro Selic pós-fixado Possui Não coberto de crédito
(D1) R$ 100
soberano
Risco
Com Carência Aproximadamente
Tesouro IPCA pós-fixado Possui Não coberto de crédito
(D1) R$ 30
soberano
Risco
Com Carência Aproximadamente
Tesouro pré-fixado pré-fixado Possui Não coberto de crédito
(D1) R$ 30
soberano
Tesouro pré-fixado Risco
Com Carência Aproximadamente
com juros pré-fixado Possui Não coberto de crédito
(D1) R$ 35
semestraisa soberano
Risco
Tesouro IPCA com Com Carência Aproximadamente
pós-fixado Possui Não coberto de crédito
juros semestrais (D1) R$ 40
soberano
pré ou pós- Risco
Com e sem Valor emitido
CDB Possui Coberto de crédito
fixado + IPCA carência pela instituição
soberano
pré ou pós-fixado Valor emitido Risco
Com e sem
LCI Não possui Coberto pela instituição de crédito
+ IPCA carência
soberano
Com e sem
carência (quando Risco de
pré ou pós-fixado Valor emitido
LCA tem é de, no Não possui Coberto crédito
+ IPCA pela instituição
mínimo, 90 dias) soberano
Risco
pré ou pós-fixado Com e sem
LF Possui Não coberto R$ 150 mil de crédito
+ IPCA carência
soberano
De acordo Opções com e Risco
pré e/ou Valor emitido
Debêntures com o fluxo sem cobrança Não coberto de crédito
pós-fixado pela instituição
de pagamento de IR soberano
De acordo Risco
pré e/ou Valor emitido
CRIs com o fluxo Não possui Não coberto de crédito
pós-fixado pela instituição
de pagamento soberano
Risco
pré e/ou De acordo com o Valor emitido
CRAs Não possui Não coberto de crédito
pós-fixado fluxo de pagamento pela instituição
soberano
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GUIA DA
RENDA FIXA
Esperamos que este guia tenha lhe
mostrado como é possível buscar
a rentabilidade na renda fixa em
tempos de incertezas econômicas
e de alta volatilidade do mercado,
além da importância de manter a
modalidade de investimento pensando
na segurança de seu portfólio.
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