TÁTICAS DE COMBATE TERRESTRE II
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
a) identificar as atribuições e a organização do grupo de combate (Cn); b) explicar a
organização das frações elementares da Infantaria (Cp); c) compor um Grupo de Combate
na ofensiva e na defensiva em exercício simulado (Rm);
d) empregar as técnicas individuais básicas do combatente terrestre (Ap);
e) realizar o embarque e desembarque de caminhão tropa (Rm);
f) identificar as técnicas individuais e coletivas de combate terrestre até o escalão grupo
de combate, tanto na defesa quanto no ataque (Ap); e
g) valorizar as técnicas de combate terrestre para a autodefesa de instalações de
interesse do COMAER (Va).
ROTEIRO:
1) Viaturas militares: tipos e características, comboio, embarque e desembarque de
caminhão tropa;
2) Maneabilidade: conceitos e comandos;
3) Esquadra de tiro: organização e atribuições, formações, mudanças de posição e
mecanismo dos fogos, emprego da metralhadora;
4) Grupo de combate: organização e atribuições, formações, técnicas de progressão,
processo e execução dos fogos (exercício prático).
AÇÃO INDIVIDUAL NA APROXIMAÇÃO/VIATURAS MILITARES
ABRIGOS ESTREITOS
Um homem abrigado em uma toca não terá o menor dano se um carro passar por cima
dele. A distribuição do peso do carro e de outras viaturas sobre lagartas permite que eles
passem com relativa facilidade sobre as tocas.
CONDUTA
Ao atingir o carro, os homens atiram na torre com o fim de obrigar o chefe do carro a
entrar e fechar a janela do mesmo, diminuindo à observação.
Ao atingir a distância de 200 metros, os homens atiram sobre a viatura, na direção da
janela, para cegar seus ocupantes e, nas lagartas, para imobilizar o carro. Caso o carro
continue em sua marcha, aproximando-se, o combatente deve procurar fugir ao
esmagamento e devem lançar granadas, visando atingir o motor do carro, reservatório de
combustível e lagartas. Em todas essas precauções, não esquecer que os homens devem
estar abrigados contra os tiros dos carros.
CARRO BLINDADO
Denomina-se carro blindado os veículos terrestres, dotados de couraça, capazes de
proteger os ocupantes dos tiros das armas portáteis, de infantaria, cavalaria e dos
estilhaços de artilharia. Os veículos classificam-se em face de sua finalidade e destinam-se
ao: combate, transporte,
apoio de fogo e apoio logístico. Podem ser:
1- carro de combate;
2- carro de reconhecimento;
3- carro de transporte blindado de infantaria.
CARRO DE COMBATE
Veículo dotado de lagartas, capaz de se locomover com certa liberdade através do campo,
dotado de couraça que dá proteção, dotado de armamento possante e de certa
autonomia, o que lhe permite percorrer grande distância sem ser reabastecido e dotado
de meios de comunicação eficiente.
CARRO DE RECONHECIMENTO
Viatura blindada com couraça mais leve e armada com canhões, metralhadoras, rojões,
etc. Locomove-se sobre rodas ou esteiras e desenvolve grande velocidade nas estradas e
apreciável mobilidade através do campo; possui pouco peso e possuem blindagem leve.
Possuem grande raio de ação e amplos meios de comunicação.
Obs.: Os carros de combate também são aptos para o reconhecimento.
CARROS DE TRANSPORTE BLINDADO DE INFANTARIA
São veículos dotados de blindagem leve com esteiras ou meia lagarta, com compartimento
interno espaçoso para transportar pessoal armado com metralhadoras e rojão, destinado a
acompanhar o carro de combate no ataque. Deslocam-se sob a ação das armas de fogo
portáteis e protegem as guarnições contra estilhaços da artilharia. Destinam-se ao
transporte da infantaria, para apoiar incursões de carros, rompendo obstáculos, e ocupam
o terreno conquistado.
GENERALIDADE
O combatente, muitas vezes, poderá encontrar situações onde se faz necessário um
deslocamento motorizado, sem que, no entanto, lhe seja permitido o embarque e o
desembarque das viaturas da maneira normal, isto é, parada.
Estas situações poderão ser planejadas no cumprimento de uma missão, ou imprevisto
quando a tropa tiver que fazer uso do desembarque em movimento para fazer face a uma
situação de emergência, como uma emboscada, etc.
Assim sendo, vimos que o adestramento da tropa nesse sentido é muito importante. Todos
os combatentes devem estar habilitados para tal, pois amanhã quando esta tropa for
chamada a intervir em operações dessa natureza, não dê vantagem de saída ao inimigo,
causando baixas em suas próprias forças, pela falta de preparo dos homens, em trabalhar
com a viatura em movimento.
Apenas como um alerta aos comandantes, que preparam operações deste tipo, chamam a
atenção para o controle dos homens após o desembarque. A dispersão depende da
velocidade da viatura, principalmente nas operações noturnas, pode criar embaraço ao
comandante.
Para tanto, um bom planejamento e um melhor ensaio são condições básicas para o êxito
da missão.
PREPARAÇÃO DA VIATURA
• Funcionamento mecânico perfeito.
• Sem toldo e cajados.
• Tampa traseira aberta.
• Bancos levantados.
O DESEMBARQUE
Partindo do princípio de que movimentos iguais e de sentidos contrários se anulam, assim,
se saltarmos da viatura como se fôssemos saltar em distância, imprimindo uma velocidade
igual e contrária a esta, cairemos em pé. Esta explicação se faz necessária, tendo em vista
que muitos receiam dar um impulso ao saltar; preferem tocar no solo o mais próximo da
viatura, como se isso lhes proporcionasse mais segurança. Se assim ocorrer, o militar
recebe a velocidade de deslocamento da viatura, chocando-se violentamente com o solo,
podendo inclusive bater a cabeça.
Se o impulso que o homem der, ao saltar, não for suficiente para anular o movimento da
viatura, ele receberá ainda uma parte desse movimento para trás, mas desta vez bem
menor e possível de amortecimento. Deverá então oferecer ao solo o lado do corpo,
colocando fortemente o queixo no peito, desta forma tocará no chão com o lado da perna,
lado da coxa e lado das costas, evitando o choque de partes contundentes do corpo
humano. A arma, que ao saltar estava cruzada frente ao corpo, deverá ser afastada
esticando-se os braços e evitando-se que ela venha bater no rosto.
De uma forma geral, aí está toda a ciência do desembarque de uma viatura em
movimento, consistindo apenas em se saltar, procurando anular o movimento desta
viatura.
Há quem preconize o desembarque fazendo uma aterragem tipo pára-quedista. Entretanto
achamos que o homem ficará exposto a contusões e escoriações desnecessárias, podendo
cumprir a mesma missão caindo de pé e pronto para atuar.
O EMBARQUE
Para o embarque, os homens se distribuem ao longo da estrada (dois a dois) e
procederão da seguinte maneira:
• Os dois homens a embarcar estão com a arma a tiracolo. Com uma das mãos apoiam-se
num ponto fixo da viatura e com a outra dar-se-ão as mãos em gancho, tracionando-as e
formando um fixo de apoio entre si; a partir daí, dão um impulso para cima da viatura. Em
seguida, ficarão em condições de auxiliar os próximos;
• Os seguintes, dois a dois, um de cada lado da viatura com a arma na mão, oferecerão
suas armas (travadas) aos companheiros que já subiram para que sejam puxados para
dentro da viatura. Assim é feito o embarque, com os homens subindo e auxiliando o
seguinte, puxando-o pela arma.
Observação: A velocidade usada na operação dependerá do adestramento da tropa. Não é
conveniente que se ultrapasse um limite de médio de 24 Km/h (velocidade normal para se
cair de pé), sob a pena do risco de acidente, o que poderá prejudicar o êxito da missão.
Além da finalidade do uso em operações, o exercício de embarque e desembarque de
viatura de viatura em movimento constitui em excelente treinamento para tropa
comandante, dando-lhe maior rusticidade, agressividade e confiança. As normas de
controle e tática, em geral, serão arbitradas pelo comandante, de acordo com os
treinamentos ou operações.
Para os treinamentos, é conveniente que se comece a saltar de velocidades mínimas,
aumentando-se gradativamente de acordo com a assimilação e confiança de cada um.
Deve ser lembrando que o risco de um acidente faz parte de nossos cálculos. Entretanto,
de acordo com a sua natureza e gravidade, o acidente poderá ter consequências danosas
para o estado moral da tropa, prejudicando frontalmente todo o trabalho realizado.
Não devemos esquecer que, para a realização desta instrução, todos deverão estar
sempre com corpo bem aquecido (pernas, braços, pescoço, etc).
MATERIAL NECESSÁRIO
Empregar o número de viatura de acordo com o número de instruendos; a prática nos
mostra que o ideal é de 20 (vinte) homens por viatura.
Salientamos a importância de estar sempre presente à instrução o serviço médico da
unidade, com ambulância; médico e equipe de enfermeiros, com padiola e medicamento.
O ideal para esse tipo de instrução será um local plano e gramado, com dimensões
semelhantes a um campo de futebol, onde o instrutor, ao centro, terá melhor visão de
todo o desenrolar do embarque e desembarque da tropa, com os monitores, nas viaturas,
observando outros detalhes. O interessante será, ao mesmo tempo, 02 (duas) viaturas
estarem em ação ao redor do campo. Acompanham a figura abaixo, teremos:
A viatura 1 (um), partindo de A, seguindo do trajeto AB realiza o desembarque da tropa I,
faz o contorno BC e, ao iniciar o trajeto CD, realiza o embarque da tropa II; enquanto isto,
a viatura 02 (dois), partindo de C, seguindo o trajeto CD realiza o desembarque da tropa
II, faz o controle DA e, ao iniciar o trajeto AB embarque da tropa I
e assim sucessivamente.
MANEABILIDADE INDIVIDUAL
A finalidade da “Maneabilidade” individual é proporcionar ao combatente condições para
receber e assimilar os movimentos ou exercícios que irá realizar por ocasião de situações
adversas, seja na instrução ou no teatro de operações, através de um conjunto de
exercícios coletivos que objetivam o desenvolvimento de técnicas e procedimentos
necessários à execução do combate.
O combate, complexo de ordens e movimentos, de situações e condutas, de imprevistos
e atitudes, de engenhos e operadores, exige, no seu desenrolar em busca da vitória, um
conjunto perfeito, ajustado e de grande rendimento. A guerra é uma sucessão de
combates, em que o homem é o elemento básico. Em combate, apreciando uma
operação, assistimos à ação das unidades; cada unidade é constituída por subunidades,
estas por unidades elementares e estas últimas, finalmente, são formadas por homens,
cada qual com uma missão definida a cumprir.
Apesar do desenvolvimento dos engenhos de guerra, do aperfeiçoamento da técnica e do
aumento da capacidade ofensiva ao atual armamento, o homem continua sendo o fator
essencial do combate, que dele depende para completo sucesso. Por isso, precisa agir só,
devendo ter sempre em mente a idéia de que trabalha para um conjunto, que faz parte de
um todo que tem em vista, em última instância, um resultado comum.
CONCEITOS BÁSICOS
A - COLUNA:
Dispositivo adotado por uma tropa de modo que seus elementos se escalonagem em
profundidade, quaisquer que sejam suas formações e as distâncias entre eles.
C - DESDOBRAMENTO:
Fracionamento de uma coluna em várias outras, em profundidade, em largura ou em
ambas, orientadas por vias de acesso ou itinerários definidos, tendo em vista seu próximo
emprego em combate.
C - DESENVOLVIMENTO:
Articulação de uma tropa no terreno, tomando o dispositivo de combate, com a finalidade
de anular ou reduzir a eficácia da observação e dos fogos inimigos, particularmente de
suas armas de “tiro tenso" (tiro de trajetória reta).
D - DISPOSITIVO:
Modo particular pelo qual são dispostos, numa situação, os elementos de uma
força.
E - DISTÂNCIA:
Espaço compreendido entre dois elementos (homens, viaturas, frações; de uma tropa que
esteja em coluna). É expressa em metros ou passos, contados a partir da cauda do
elemento imediatamente à frente.
F - ESCALAÇÕES:
Os elementos sucessivos de uma tropa que esteja disposta em profundidade.
G - FORMAÇÃO:
Arranjo dos elementos de uma força terrestre, segundo maneira prescrita.
H - FRENTE:
Considerando a tropa voltada para urna direção, é o intervalo que medeia entre os
homens extremos da direita e da esquerda desta tropa.
I - HOMEM-BASE OU UNIDADE-BASE:
Homem (ou unidade) pelo (a) qual os demais elementos se orientam para manter uma
determinada direção, formação ou velocidade de marcha.
J - INTERVALO:
É o espaço entre dois elementos (homens, viaturas, frações) colocados na mesma fileira e
contado em passos ou metros, paralelamente à frente.
K - LANÇO:
Progressão de homem ou de tropa de um ponto a outro ou de uma linha a
outra.
L - LINHA:
Dispositivo adotado por uma tropa de modo que seus elementos se escalonam em
largura, quaisquer que sejam suas formações e intervalos.
M - OBJETIVO:
A parte da posição inimiga ou a linha que deve ser atingida ou conquistada por uma
tropa. É, também, a área física atribuída rara a aplicação dos tiros de uma arma.
N - PASSOS:
Unidade prática de comprimento, equivalente a 75cm (passo de homem de estatura
média).
O - PROFUNDIDADE:
Espaço compreendido entre a testa do primeiro elemento de uma tropa e a cauda do
último.
P - PROGRESSÃO:
Deslocamento de tropa desdobrada na direção geral estabelecida.
Q - RODÍZIO:
Troca de posição ou mudança de funções entre os homens de um mesmo elemento.
R - TROPA EM POSIÇÃO:
Tropa que esteja com suas armas instaladas no terreno, tendo em vista o cumprimento de
uma missão.
S - UNIDADES JUSTAPOSTAS:
Dispositivo de uma tropa cujos elementos, parados ou em Progressão, esteja colocados
uns ao lado dos outros, sem obedecer a intervalos e formações e independentemente de
alinhamento.
T - UNIDADES SUCESSIVAS:
Dispositivo de uma força cujos elementos estejam colocados uns atrás dos outros, sem
obedecer a distâncias ou formações, parados ou progredindo na mesma direção ou em
direções paralelas pouco afastadas.
COMANDOS
Os comandos, em “Maneabilidade”, poderão ser transmitidos por um dos seguintes
modos:
• voz;
• gestos;
• sinais convencionais (óticos ou acústicos);
• ordens (verbais ou escritas);
• exemplo.
Os comandos constam, geralmente, de:
• advertência: é um alerta dado à tropa, prevenindo-a para o comando que será
transmitido;
• comando propriamente dito: tem por finalidade indicar o movimento ou a ação a
realizar;
• execução: determina o momento em que o movimento ou a ação o deve ter
início.
A - COMANDOS A VOZ:
A voz é o modo de comando mais empregado e mais eficiente, embora sofra
restrições em função da distância, do vento e dos ruídos do combate. Os comandos a voz
deverão ser transmitidos de forma a serem ouvidos por toda a tropa comandada.
Os comandos a voz poderão ser formais ou informais. Esta apostila trata, exclusivamente,
dos comandos formais.
Os comandos formais, aqui apresentados, devem ser usados na instrução e no
adestramento das frações; quando estas estiverem bem adestradas ou em situações de
combate, deverão ser usados comandos informais ou apenas ordens curtas e simples.
Entretanto, esses comandos ou ordens devem fornecer aos homens os elementos
indispensáveis a uma correta execução.
B - COMANDOS POR GESTOS:
Os comandos por gestos substituirão os comandos a voz quando a distância, o vento, os
ruídos ou qualquer outra circunstância impedir que o comandante se faça ouvir. São
empregados nas pequenas frações quando desenvolvidas ou nas maiores quando
reunidas.
Deverão ser transmitidos de local visível a toda tropa comandada ou, pelo menos, a todos
os comandantes interessados. São prejudicados em condições de fraca visibilidade.
Devem ser evitadas combinações de gestos. Após cada gesto deve-se aguardar que a
ordem correspondente seja cumprida, para, só então, transmitir-se o gesto seguinte.
Grupo de combate:
Braço direito estendido à frente do corpo, à altura do ombro, mãos espalmadas voltadas
para baixo, descrevendo pequenos círculos.
Pelotão:
Os dois braços estendidos descrevendo círculos ao lado do corpo.
Perigo:
Mão direita fechada, em forma de soco, voltada para cima.
Situação com refém:
Dedos indicador e médio da mão direita sobrepostos.
Invasão ou assalto (ordem para):
Mão direita aberta, dedos unidos, pressionada pela outra mão fechada em forma de
soco.
Solicitação de cobertura ou apoio
Mão direita espalmada para baixo descrevendo movimentos curvilíneos sobre a
cabeça. Dependendo da necessidade, outros gestos poderão ser previamente
convencionados.
GRUPO DE COMBATE (GC)
A - OBJETIVO:
Preparar os homens para se comportarem, no âmbito do GC, com acerto e presteza no
atendimento aos comandos recebidos. Dar aos comandantes a oportunidade de se
exercitarem no comando, de modo a adquirirem rapidez e flexibilidade de raciocínio. Os
comandos dados serão influenciados basicamente pelas formas de terrenos e devem ser
claros, precisos e concisos e, ainda mais, prenderem a atenção dos homens. Para habilitar
os homens a conhecerem perfeitamente as funções de seu escalão, é impositivo que
sejam treinados através do rodízio, no exercício de todas elas. Isto proporcionará maior
eficiência da equipe e aumentará o interesse pela instrução.
B - ORGANIZAÇÃO:
O GC, que é comandando por um 3º Sargento, é constituído por 02 (duas) Esquadras,
perfazendo um total de 09 (nove) elementos.
1ª Esquadra:
É composta por:
• cabo auxiliar - Cmt da 1º esquadra e armado com fuzil;
• soldado 1º esclarecedor - armado com fuzil;
• soldado 2º esclarecedor - armado com fuzil; e
• soldado atirador - armado com fuzil de longo alcance e pistola.
2ª Esquadra
É composta por:
• soldado 30 esclarecedor - Cmt da 2º esquadra e armado com fuzil;
• soldado 40 esclarecedor - armado com fuzil;
• soldado 50 esclarecedor - armado com fuzil com alça para lançamento de granadas; e
• soldado atirador - armado com fuzil de longo alcance e pistola.
ATRIBUIÇÕES DO COMPONENTES
- Sargento comandante do GC:
É o responsável pelo emprego, controle, conduta do tiro e manobra do seu grupo.
- Cabo auxiliar e soldado 3º esclarecedor:
São os comandantes de Esquadras; eles auxiliam o Cmt do GC no controle, iniciando as
ações e dando o exemplo dentro de suas Esquadras. Conduzem, além do seu
material, 02 (dois) carregadores para os fuzis.
- Soldados esclarecedores e atiradores:
• São instruídos e exercitados para o combate individual e coletivo e devem
estar em condições de realizar rodízio de funções.
• O Soldado 50 Esclarecedor tem também a função de granadeiro.
• Os Soldados Atiradores operam os fuzis, identificam os objetivos e apontam
as armas.
ENUNCIAR FUNÇÕES
A enunciação de funções é o processo por meio do qual o Cmt do GC verifica se todos os
homens estão presentes e sabem a função que vão exercer. É cabível em todas as
situações, particularmente nas seguintes:
• antes de um exercício;
• após movimentos que dispersem muito o GC.;
• após wn exercício ou uma ação de combate; e
• após efetuado um rodízio.
EXECUÇÃO
Ao comando de “Grupo, Atenção! Enunciar Funções!”, cada homem, na sequência
mostrada na organização do GC anteriormente, em voz alta, a partir do Cmt do GC, dirá
sua graduação e função. Para isto, um a um, tomarão a posição de sentido e levantarão
energicamente o braço direito (esquerdo quando o direito estiver ocupado) com a mão
espalmada voltada para frente, dedos unidos, à medida que se identificarem.
O comando deverá ser dado de um local do qual o Cmt. possa ver toda a sua fração.
FORMAÇÕES DO GC
A formação a ser adotada e as distâncias e intervalos entre os homens e esquadras são
função da situação e do terreno, além de outros fatores. No entanto, pode-se considerar
como normais as distâncias e intervalos de 10 dez) passos entre os homens e de 20
(vinte) a 50 (cinqüenta) metros entre as esquadras.
Nas formações escalonadas em profundidade, a primeira esquadra será a base à
frente; nas escalonadas em largura, será a base à esquerda.
O adequado aproveitamento do terreno é mais importante do que a posição exata que
cada homem deve ocupar no dispositivo; o Cmt do CC, além de incutir em seus homens a
importância desta prioridade, deve ele também observá-la, colocando-se onde melhor
possa controlar sua fração.
Para a formatura do GC, os homens entrarão em forma em coluna por um, distância de
um braço entre eles, na ordem indicada anteriormente.
As principais formações de um GC são as seguintes:
EM COLUNA
É a formação adotada pelo
GC para o movimento em
terreno que restrinja o
emprego de uma formação
mais dispersa (trilhas,
passagens estreitas, etc.) ou
em condições de pouca
visibilidade (escuridão,
nevoeiro, etc.) Facilita o
controle e proporciona
rapidez de movimento, mas
oferece pouca dispersão.
As Esquadras deverão adotar,
obrigatoriamente, a formação
em coluna. As distâncias
entre os homens são de 10 (dez) passos e entre as esquadras de 20 (vinte) metros. (ver
Figura na próxima página).
POR ESQUADRAS SUCESSIVAS
É a formação mais comumente adotada pelo GC qualquer outra formação será usada tal
imposição. O grupo retornara à formação por Esquadras Sucessivas. Adequada aos
reconhecimentos, á aproximação e sempre que haja necessidade de uma Esquadra apoiar
a outra durante o deslocamento. Proporciona boa dispersão, bom controle, bom volume
de fogos à frente e nos flancos, grande flexibilidade e apoio mútuo entre as Esquadras.
Cada Esquadra deverão adotar a sua formação básica, que é unia cunha só a modificando
temporariamente e por imposição da situação e do terreno. O Cmt de Esquadra é o vértice
da cunha, o que lhe deverá servir de base
para a sua Esquadra e comandá-la
pelo exemplo. As distâncias entre os
homens são da ordem de 10 (dez)
passos e entre as Esquadras de
20 (vinte) a 50 (cinqüenta) metros.
POR ESQUADRAS JUSTAPOSTAS
É a formação adotada pelo grupo para a progressão quando a localização do inimigo for
conhecida e se deseja bom volume de fogos á frente. Proporciona bom grau de controle,
segurança em todas as direções, boa dispersão e bom volume de fogos a frente. Cada
Esquadra deverá adotar a sua formação básica, que é em cunha, só a modificando
temporariamente e por imposição da situação e do terreno. As distâncias entre os homens
são da ordem ce 10 (dez) passos e o intervalo entre as Esquadras é de 20 (vinte) a 50
(cinqüenta) metros. Quando as restrições impostas pelo terreno ou pela Visibilidade são
forem t grandes que exijam a adoção da formação em coluna, o GC poderá adotar uma
formação por Esquadras Justapostas modificada, que é a coluna por dois (ver
Figura) Normalmente, esta formação será adotada quando a movimento estiver
sendo realizado em urna trilha larga ou estrada.
Proporciona grande facilidade de controle e rapidez de movimento, porém com
potência de rogo limitada à frente.
EM LINHA
É a formação adotada pelo GC para a transposição de cristas, estradas ou locais de
passagem obrigatória sujeitos ao fogo e à observação do inimigo; é a mais
adequada para o assalto. Proporciona a máxima potência de fogo à frente e é de
difícil controle. As Esquadras deverão adotar, obrigatoriamente, a formação em
linha. Os intervalos entre os homens são de 10 (dez) passos.
OBSERVAÇÃO E CONTROLE DO GC
Estas atividades serão desenvolvidas seja com o GC em movimento ou parado, tanto
longe como perto do inimigo.
Se em movimento longe do inimigo, o GC se deslocará, normalmente, em coluna e a
observação será atribuída apenas ao Cmt do GC e aos esclarecedores que se deslocarem a
frente; contudo, os demais homens procurarão ampliar a observação geral do grupo,
Particularmente quanto à presença de aviação, carros de combate e agentes químicos,
biológicos e radiológicos (agentes QBN).
Se em movimento perto do inimigo, cada homem será responsável por um setor de
observação de modo a cobrir todas as direções. Não deverá, no entanto, ser abandonada
a observação contra a aviação e presença de agentes QBN. O Cmt do CC não terá um
setor fixo de observação, ficando livre para fazê-la em qualquer direção e para controlar
seus homens. Aos Cmt de Esquadras compete, além do setor que lhes for atribuído,
manter ligação pela vista com o Cmt do CC.
Para observar, os homens deverão ter o cuidado de manter a direção de progressão, não
sendo necessário efetuar paradas. De acordo com o terreno, percorrerão uma
determinada distância observando os setores respectivos, voltando-se para a frente
primitiva nos intervalos entre as observações. Durante os altos, será feita nos mesmos
moldes da observarão em movimento perto do inimigo. O controle continuará a carro do
Cmt do GC, que poderá exercê-lo pela vista ou através da enunciação de funções.
FOGOS DE ASSALTO
O assalto só será realizado se conseguir superioridade local de fogos sobre o inimigo.
Enquanto este se mantiver forte, a abordagem de sua posição terá que ser feita mediante
o emprego de fogo e movimento.
Para realizar o assalto, o GC deverá adotar a formação em linha e o deslocamento dos
homens devera ser feito em passo vivo.
Durante o assalto, os componentes do GC executam seus fogos tão rapidamente quanto
possível. No entanto, não devem atirar a esmo; antes de cada disparo, o homem deve
apontar a arma, usando a técnica do tiro de ação reflexa, com a arma no ombro ou, em
alguns casos, na cintura. O registro de segurança do fuzil deverá estar assinalando “tiro
intermitente".
Para fins de adestramento, ensina-se aos homens armados com fuzil a disparar 01 (um)
tiro cada vez que o pé esquerdo tocar o solo (para os atiradores, 01 rajada de 2 a 3 tiros).
Durante o combate pode não ser praticável disparar com esta freqüência, mas deve-se
fazê-lo tão freqüentemente quanto seja possível.
Os comandantes de Esquadra e esclarecedores atiram contra as posições inimigas
localizadas nas partes do objetivo que correspondem às suas posições na formação. Os
atiradores atiram contra as posições inimigas localizadas nos setores de suas esquadras,
dando prioridade às armas automáticas inimigas.
Mecanismos para a execução dos fogos
Uma vez em posição, o GC desencadeará seus focos mediante um comando
que contém os elementos seguintes:
Advertência
Serve para fazer com que os homens fiquem alertas para receber instruções. O
Cmt do CC pode alertar todo o grupo ou parte dele.
Direção
O Cmt do GC indica a direção geral do alvo; em alguns casos, poderá indicar a localização
exata. Além disso, define as extremidades e o centro dos objetivos em largura ou em
profundidade.
Distância (alça)
Dada em metros; o Cmt do CC deve enunciá-la por algarismos.
Natureza do alvo
Descrição sumária do alvo; tipo de alvo. Sendo bastante nítido, não precisa
ser descrito.
CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO
Incluem os dados necessários para assegurar o lançamento de foro eficaz sobre todo o
alvo. Constam da designação dos membros do grupo que vão atirar e o consumo de
munição (OBS: Regime de Tiro é a relação entre o tempo consumido na execução das
rajadas e o tempo de repouso entre as mesmas num espaço de um minuto. Pode ser:
lento - rajadas de 4 a 3 tiros, sendo um carregador por minuto. NORMAL - rajadas de 9 a
11 tiros, sendo dois 28 carregadores por minuto. rápido - rajadas de 20 tiros, sendo
quatro carregadores por minuto, somente aconselhado em situações críticas.). Se o
homens que vão atirar forem os mesmos colocados em alerta, o Cmt do GC não precisa
dizer quem atira.
Execução
Comando para que os homens iniciem os disparos.
Exemplos de comandos de tiro
Exemplo 1 Exemplo 2
- Grupo, Atenção! (Advertência). - Grupo, Atenção! (Advertência).
- Uma hora! (Direção). - Frente, referência casa branca, direita,
- Dois - Cinco - Zero! (Distância). dois dedos! (Direção e Natureza do Alvo).
- Tropa em Linha! (Natureza do - Três-Zero-Zero! (Distância).
Alvo). - Cinco Tiros! (Condições de - Arma Automática! (Condições de
execução). - Ao meu comando! execução).
(fazer uma pausa). - Fogo! - Atiradores, um carregador! - Porque
(Execução). somente os atiradores vão atirar
(Condições de execução).
- Fogo! (Execução).
Os comandos de tiro, em princípio, devem conter todos os elementos. No entanto, eles
não precisam ser formais; dependendo do grau de adestramento do GC e da imaginação
de seu Cmt, qualquer processo utilizado é válido, desde que cumpra a finalidade. Um
comando informal pode ser: “Observem o meu traçante! Todo Grupo! Cinco Tiros!”