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Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde

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kellygatinha1993
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PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE

PGRSS
Baseado no Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde -
RDC - 306/2004 – ANVISA.

1. IDENTIFICAÇÃO DO GERADOR

Razão Social: Goya Odonto e Saude


Nome Fantasia: Goya Odonto e Saude
C.N.P.J: 10691305/0001-40
Endereço: Rua candido mariano 909
Bairro: Centro
Cidade: Cuiaba/MT
Fone / Fax: 3322-3264
Especialidades Odontológicas: Implantodontia, Clinica Geral, Ortodontia, Endodontia,
Cirurgias menores
Data de início de funcionamento: 2004
Horário de funcionamento: 7 as 18
Número de pacientes atendidos por dia: 40
Número de funcionários: 5
Equipe: Matutino/Vespertino
Cargo/Especialidade Nome/CRO
Endodontista/Ortodontia Claudia Elias 3585

Protese/Ortodontia Liliane Gargioni 3591

Implantodontia/Protese Sumaia Correa da Costa 3600

Periodontia Ariane Nunes 4557

Clinica Geral Kelly Dellavechia 6781

Responsável Técnico pelo Plano de Gerenciamento de Resíduos:


(RTA)
Nome: Claudia Elias de Oliveira Pereira
R.G.: 1051005-2
Profissão: Dentista
Registro no Conselho: 3585
Endereço residencial: Rua São Francisco n 30
Bairro: Miguel Sutil
CEP: 78043-630
Cidade: Cuiaba/MT
E-mail: kakalelias@[Link]

1
2. OBJETIVOS

O presente plano constitui-se de procedimentos de gestão, planejados e implementados a


partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a
produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro, de
forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos
recursos naturais e do meio ambiente.

3. DEFINIÇÕES

O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as normas locais relativas à coleta,
transporte e disposição final dos resíduos gerados nos serviços de saúde, estabelecidas pelos
órgãos locais responsáveis por estas etapas.
3.1 - MANEJO: O manejo dos RSS é entendido como a ação de gerenciar os resíduos em seus
aspectos intra e extra estabelecimento, desde a geração até a disposição final, incluindo as
seguintes etapas:
A - SEGREGAÇÃO - Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração,
de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos
envolvidos.
B - ACONDICIONAMENTO - Consiste no ato de embalar os resíduos segregados, em sacos
ou recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de punctura e ruptura. A capacidade
dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária de cada tipo
de resíduo.
C- IDENTIFICAÇÃO - Consiste no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos
resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos
RSS.
D - TRANSPORTE INTERNO - Consiste no translado dos resíduos dos pontos de geração
até o local destinado ao armazenamento temporário ou armazenamento externo com a
finalidade de apresentação para a coleta.
E - ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO - Consiste na guarda temporária dos recipientes
contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, visando
agilizar a coleta dentro do estabelecimento e otimizar o deslocamento entre os pontos
geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. Não poderá ser feito
armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, sendo obrigatória a
conservação dos sacos em recipientes de acondicionamento.
F- TRATAMENTO - Consiste na aplicação de método, técnica ou processo que modifique as
características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de
contaminação, de acidentes ocupacionais ou de dano ao meio ambiente. O tratamento pode ser
aplicado no próprio estabelecimento gerador ou em outro estabelecimento, observadas nestes
casos, as condições de segurança para o transporte entre o estabelecimento gerador e o local
do tratamento. Os sistemas para tratamento de resíduos de serviços de saúde devem ser objeto
de licenciamento ambiental, de acordo com a Resolução CONAMA nº. 237/1997 e são
passíveis de fiscalização e de controle pelos órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente.
G - ARMAZENAMENTO EXTERNO - Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a
realização da etapa de coleta externa, em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os
veículos coletores.

2
H - COLETA E TRANSPORTE EXTERNOS -Consistem na remoção dos RSS do abrigo de
resíduos (armazenamento externo) até a unidade de tratamento ou disposição final, utilizando-
se técnicas que garantam a preservação das condições de acondicionamento e a integridade
dos trabalhadores, da população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com as
orientações dos órgãos de limpeza urbana.
I - DISPOSIÇÃO FINAL - Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente
preparado para recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com
licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº.237/97.

4. CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS

GRUPO A - Resíduos com possível presença de agentes biológicos que, por suas
características, podem apresentar risco de infecção.
Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que contenham sangue
ou líquidos corpóreos na forma livre.
- Peças anatômicas (órgãos e tecidos) e outros resíduos provenientes de procedimentos
cirúrgicos ou de estudos anátomo-patológicos ou de confirmação diagnóstica.
GRUPO B - Resíduos químicos. Resíduos contendo substâncias químicas que podem
apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de
inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.
- Resíduos de saneantes, desinfetantes, desinfestantes; resíduos contendo metais pesados.
(Chumbo contido na embalagem do filme radiográfico);
- Efluentes de processadores de imagem (reveladores e fixadores);
- Restos de amálgama.
GRUPO C - Rejeitos radioativos. Não são produzidos no Consultório Odontológico.
GRUPO D - Resíduos comuns. Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou
radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.
- Papel de uso sanitário, absorventes higiênicos, sobras de alimentos e do preparo de
alimentos, resíduos provenientes das áreas administrativas, resíduos de varrição, flores, podas
e jardins.
GRUPO E - Materiais pérfuro-cortantes. São objetos e instrumentos contendo cantos, bordas,
pontos ou protuberâncias rígidas e agudas capazes de cortar ou perfurar.
- Agulhas descartáveis, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi,
instrumentais quebrados, etc.

5. MEMORIAL DESCRITIVO

A clínica apresenta os seguintes ambientes/resíduos gerados:


GRUPO A GRUPO B GRUPO D GRUPO E
Sala Clínica
C.M.E.
Recepção/gerencia
Banheiros
D.M.L.
Copa

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Possui ainda :
- Abrigo externo fechado,branco e identificado para lixo hospitalar
- Abrigo externo fechado e identificado para coleta do lixo comum

6. IDENTIFICAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS

IDENTIFICAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS


FREQUÊNCIA
CÓDIGO DOS PESO DESTINO
DESCRIÇÃO COLETA
RESÍDUOS (Kg/coleta) FINAL
(Nº x por semana)
Resíduo Infectante Vala especial do
A 1 1
ou Biológico Aterro Sanitário
Resíduo Químico -
B - -
Farmacêutico
D Resíduo Comum 4 kg/dia 3 Aterro Sanitário
Materiais Pérfuro- Vala especial do
E 50gr/dia 1x/mes
cortantes Aterro Sanitário

Grupo Símbolo de Identificação Cor da Embalagem

A Saco plástico Branco Leitoso

B Embalagem original ou embalagem específica

D Saco plástico Azul ou Preto

Embalagem rígida, resistente á punctura, ruptura e


E
vazamento, com tampa e identificada.
Obs: Não produz resíduos do Grupo C (resíduos radioativos).

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7. MAPEAMENTO DOS RISCOS ASSOCIADOS AO RSS

RISCO RISCO RISCO RISCO RISCO DE


LOCAL
FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO ERGONÔMICO ACIDENTES
Recepção Postura Incômoda
Movimentos Manuseio de
Lesão por
Consultórios Ruídos repetitivos Postura pérfuro-
ácido Microrganismos
incômoda cortantes
Movimentos Manuseio de
C.M.E. Ruídos Microrganismos repetitivos Postura pérfuro-
incômoda cortantes

8 . MANEJO (Segregação/Acondicionamento/Identificação)
O Manejo dos RSS é entendido como a ação de gerenciar os resíduos em seus aspectos intra
e extra estabelecimento, desde a geração até a disposição final. Inclui a
SEGREGAÇÃO/ACONDICIONAMENTO/IDENTIFICAÇÃO.

SALA CLÍNICA - Rotinas Adotadas


- Lixeira Branca(10L), com símbolo de substância infectante, acionada a pedal com saco
branco leitoso para recolhimento do lixo do Grupo A – Lixo contaminado, removido
diariamente no fim do expediente;
- Lixeira preta (10L) acionada a pedal com saco preto para recolhimento do lixo do Grupo D
– Lixo comum; removido diariamente após fim do expediente.
- Caixa rígida (Descarpax), resistente à punctura, ruptura e vazamento, com tampa,
devidamente identificada para recolhimento do lixo do Grupo E – Pérfuro-cortante;

OUTROS AMBIENTES - (Copa/escritório/banheiros)


- Lixeiras (10L) acionadas a pedal com saco preto para recolhimento do lixo do Grupo D –
Lixo comum. Recolhido quando após atingir 2/3 do volume ou ao final do expediente.

9 . TRANSPORTE INTERNO

Consiste no translado dos resíduos dos pontos de geração até local destinado ao
armazenamento temporário ou armazenamento externo com a finalidade de apresentação para
a coleta.
- O transporte interno é realizado em horários pré-estabelecidos – após o término do
atendimento matutino (11h e 30 min) e após o término do atendimento vespertino/noturno
(17h às 21h).
- Quando necessário, por estar a lixeira com mais de 2/3 de sua capacidade, o transporte é
realizado após o término do atendimento de um paciente.
- Devido ao pequeno volume gerado e pela proximidade do ponto de geração e o
armazenamento externo, não é realizado o armazenamento temporário do lixo.
- Como a coleta dos resíduos do Grupo A é realizada somente 1x por semana, estes resíduos
são armazenados em local próprio, abrigo externo, dentro de conteinerssem abrigo.
5
- O lixo é transportado diretamente aos abrigos externos: abrigo fechado identificado para o
lixo hospitalar (contaminado) e abrigo aberto para o lixo comum.

10. TRATAMENTO

Consiste na aplicação de método, técnica ou processo que modifique as características dos


riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de contaminação, de acidentes
ocupacionais ou de dano ao meio ambiente.
Terceirizado à empresa de coleta: Centro Oeste Ambiental
- Lixo perfurocortante: Após lacre de sua embalagem é dispensado junto ao lixo do Grupo A.
São rotulados como “lixo biológico” e colocados em saco plástico branco leitoso segundo
normas da ABNT.

11. ARMAZENAMENTO EXTERNO

- Os resíduos do grupo A são armazenados em recipiente fechado (conteiners).


- Os resíduos do Grupo D são colocados, devidamente acondicionados, em lixeiras localizado
na área externa da clínica.

12. COLETA E TRANSPORTE EXTERNOS

GRUPO A e C: Resíduos Infectantes


Responsável pelo transporte: Centro Oeste Ambiental
Veículo utilizado: Caminhão Baú - Uso exclusivo para resíduos infectantes
Freqüência de coleta: 1x por semana - Terça - 10:00 hs.
Tratamento: Não é realizado nenhum tratamento. Acondicionado em conteiner externo.
Destino Final: Vala especial do Aterro Sanitário Municipal de Cuiabá.
.GRUPO D: Resíduos Comuns
Responsável pelo transporte: Prefeitura Municipal de Cuiabá.
Veículo utilizado: Caminhão próprio para resíduo comum com compactador.
Freqüência de coleta: 3x por semana - período noturno.
Destino Final: Aterro Sanitário Municipal de Cuiabá.

13. SEGURANÇA OCUPACIONAL


- Todos os profissionais e auxiliares receberão treinamento específico para capacitação e
manuseio apropriado do lixo gerado, conforme curso a ser realizado.
- Serão realizadas reuniões (RTA) conforme necessidade, para educação continuada dos
funcionários.
- Todos os profissionais deverão utilizar EPIs apropriados ao manipularem os resíduos (luva,
bota, uniforme, avental impermeável, gorro e máscara).
- São adotadas CONDUTAS EM EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A MATERIAL
BIOLÓGICO, conforme manual em anexo (CAT). Unidade de Referência: Clínica
odontológica Jardim Leblon
- Todos os funcionários devem ser vacinados contra tétano, difteria e hepatite B, conforme
Carteira de Vacinação e/ou exame de soroconversão (NR-32).

14. OUTROS PROCEDIMENTOS

6
• Controle integrado de insetos e roedores: desinsetização realizado de 6/6 meses;
• Processos de higienização e limpeza (conforme POP de cada ambiente);
• Qualidade da água;
• Água da rede pública;
• Limpeza da caixa d’água de 6/6 meses;
• Análise da água de 6/6 meses.

Cuiabá, 17/09/2025

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Responsável Técnico Administrativo


CRO -

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