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Economia Social em Souss Massa: Análise

Este capítulo apresenta o conceito de economia social e solidária definindo suas principais componentes, a saber, a economia social e a economia solidária. Descreve brevemente a evolução histórica deste setor e identifica seus principais atores, que são as cooperativas, as mutualidades e as associações.

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Economia Social em Souss Massa: Análise

Este capítulo apresenta o conceito de economia social e solidária definindo suas principais componentes, a saber, a economia social e a economia solidária. Descreve brevemente a evolução histórica deste setor e identifica seus principais atores, que são as cooperativas, as mutualidades e as associações.

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UNIVERSIDADE IBN ZOHR

FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS, ECONÔMICAS E SOCIAIS

FILIERE LICENCIATURA

CIÊNCIAS ECONÔMICAS E GESTÃO

Código PFE:PFE2020-020

Projeto de Fim de Estudos


*****

A economia social e solidária na região de Souss Massa

Preparado por:

Haitam Belhim (14012774)

Mohamed Oullaij (14015857)

Hicham Faik (17022745)

Sob a direção de:

Prof. Mohamed HACHIMI

Ano letivo 2019-2020


Índice

Dedicatórias. 2

Agradecimentos..............................................................................................................3

Resumo.......................................................................................................................... 4

Introdução...................................................................................................................5

CAPÍTULO I. A ECONOMIA SOCIAL E SOLIDÁRIA (ESS).................................7

I. EECONOMIA SOCIAL E SOLIDÁRIA, CONCEITOS E DEFINIÇÕES..............................7


II. L’EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOECONOMIA SOCIAL ESOLIDAIRE........................9
III. LSÃO ATORES DO’ECONOMIA SOCIAL E SOLIDÁRIA..........................................12
1. LCOOPERATIVAS..................................................................................................12

2. LAS MUTUÁRIAS.....................................................................................................13

3. LASSOCIAÇÕES DE ES.................................................................................................14

CAPÍTULO II. A ECONOMIA SOCIAL E SOLIDÁRIA EM SOUSS MASSA........16

IV. PAPRESENTAÇÃO DA REGIÃOSOUSSMASSA.......................................................16


V. LE TISSU COOPERATIVO REGIONAL...........................................................................22
1. LCOOPERATIVAS AGRÍCOLAS..............................................................................26

2. LCOOPERATIVAS DE PESCA...........................................................................30

3. LCOOPERATIVAS ARTESANAIS..........................................................................32

VI. LE TISSU ASSOCIATIF RÉGIONAL...........................................................................35


LASSOCIAÇÕES CULTURAIS, DESPORTIVAS E DE LAZER39

2. LASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS..................................................................41

Conclusão. 46

Lista de referências bibliográficas.........................................................................47


Dedicatórias

A nossos queridos pais, fonte de vida, amor e afeto.

A nossos caros irmãos e irmãs, fonte de alegria e felicidade.

A todas as nossas famílias, fonte de esperança e motivação.

2
A você, caros leitores.

Agradecimentos

Antes de mais nada, queremos expressar nossa gratidão e reconhecimento a


todas as pessoas que contribuíram de perto e de longe para a realização deste projeto.

A cet effet, agradecemos mais particularmente ao nosso querido Professor,


Mohamed Hachimi pelo seu acompanhamento, seu apoio e sua assistência pedagógica,
sem os quais este projeto não teria visto a luz do dia.

Agradecemos também ao corpo docente e administrativo da Faculdade


das Ciências Jurídicas, Econômicas e Sociais de Agadir pelos esforços e os
meios que eles implementaram durante todo o nosso curso universitário.

Por fim, agradecemos aos nossos pais e nossas famílias pelo apoio moral e
afetivo durante todos esses anos de estudo.

3
Resumo

A economia social e solidária é uma prática ancestral que tem suas raízes
nas tradições e costumes ao longo dos tempos e em todo o planeta. No Marrocos
essa prática, sob sua forma moderna, atravessou monumentos-chave em sua
im plantation. Ela começou sua formalização na época do Protetorado, no início do
século passado. Em seguida, consolidou suas bases com a chegada de
a independência. Mas seu verdadeiro despego ocorreu no início do segundo
milenar, tornando-se uma tendência no exercício e na organização de vários
atividades econômicas

Por sua parte, a região Souss Massa não escapou a essa tendência. De fato,
a economia social e solidária se apresenta na região sob todas as suas formas e ao
de todos os setores econômicos e sociais. Ela está presente nas áreas
econômicos como a agricultura, a pesca marítima, a artesania, os produtos regionais.
Ela também encontrou seu lugar em atividades de caráter social, como as da
juventude, da cultura, da beneficência...etc.

Esta economia social e solidária se desdobra a nível regional de várias


formas que vão de cooperativas a associações, e participa plenamente no emprego e em
a criação de riquezas na região de Souss Massa.

4
Introdução

Desde décadas, o ambiente econômico mundial é caracterizado por


a globalização que trouxe consigo uma sucessão de crises econômicas e
financeiras que por sua vez provocaram crises sociais. Diante desses desafios, os Estados
se encontraram incapazes, sozinhas, de propor soluções eficazes e duradouras a
a persistência do desemprego, às novas formas de pobreza e à degradação de
o meio ambiente.

Neste contexto, assistimos cada vez mais ao surgimento de um setor chamado


economia social e solidária, que visa contribuir para a resolução de uma
multidão de problemas sociais e econômicos colocando o homem no centro do
processo de desenvolvimento econômico.

Pelas valores e princípios de ajuda mútua e solidariedade sobre os quais ela é


fundada, esta economia social e solidária encarna a possibilidade de produzir,
de consumir e poupar de uma maneira mais respeitosa com o homem, de
o ambiente e o território. Ela é apresentada ora como alternativas a
a economia capitalista ultra liberal, ora como uma solução complementar que vai
de par com este modelo econômico globalizado.

Esse tipo de organizações se desenvolveu em todo o mundo, tanto em


os países desenvolvidos, assim como aqueles em desenvolvimento ou os chamados pobres,
e ocupa cada vez mais um lugar importante nas economias nacionais.

O Marrocos, e em particular a região de Souss Massa, não escapou a este vento.


de fato, a economia social e solidária tornou-se uma tradição enraizada em 5
a região é uma pedra angular no tecido econômico e social da região.

Nesta modesta estudo, vamos explorar o setor da economia social


e solidário a nível da região de Souss Massa. Nós também vamos tentar fornecer
uma visão geral, embora não exaustiva, da situação atual deste
economia social e solidária a nível da região, suas características, seus pontos
fortes e seu peso no tecido econômico global da região de Souss Massa.

6
Capítulo I. A Economia Social e Solidária (ESS)

[Link] social e solidária, conceitos e definições :

O termo 'economia social e solidária' além de seu significado próprio, ele


engloba dois outros conceitos, a saber, o conceito de economia social e aquele de
a economia solidária

- A economia social: que é um modelo econômico que coloca a pessoa antes do


maximização dos lucros enquanto visa a rentabilidade. As empresas de economia
social vende ou troca bens e serviços que contribuem para a melhoria
do bem-estar de seus membros ou da coletividade e na criação de empregos sustentáveis
e de qualidade. Em outras palavras, a economia social compreende todas as atividades
econômicas realizadas por organizações sem fins lucrativos, cooperativas e
mutuais em conformidade com certos princípios.

A economia solidária: visa uma maneira alternativa de gerir as entidades de


produção e estabelecer as relações entre os agentes dentro de um circuito econômico.
Ela quer produzir, consumir, empregar, decidir, trocar e criar riqueza
de outra forma, ou seja, priorizando a utilidade social, a qualidade das relações entre
usuários e produtores, entre empregados e empreendedores, sempre respeitando o humano e
seu ambiente.

7
A economia social e solidária, por sua vez, é sujeita a várias definições.
A Organização das Nações Unidas através do seu Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre
A Economia Social e Solidária (Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Economia Social e Solidária

A Economia (TFSSE) define-a como sendo: "a produção e a troca de bens


e serviços por uma variedade de organizações e empresas que buscam
objetivos sociais e/ou ambientais explícitos. Elas são guiadas por
princípios e práticas de cooperação, solidariedade, ética e autogestão
democrática1

Por sua parte, o Ministério Francês deA Economia, das Finanças, da Ação e
dos Contas Públicasdefine como sendo "um conjunto de empresas organizadas
sob a forma de cooperativas, mútuas, associações ou fundações, cujos
o funcionamento interno e as atividades são baseados em um princípio de solidariedade e
de utilidade social.2

No Marrocos, o Conselho Económico, Social e Ambiental (CESE) em uma


auto-saisine de 2015, e levando em conta essa multitude de definições em escala
internacional, propõe a seguinte definição de ESS: "A economia social e
o solidário é o conjunto das atividades econômicas e sociais organizadas sob a forma
de estruturas formais ou de agrupamentos de pessoas físicas ou jurídicas com
uma finalidade de interesse coletivo e social, independentes e gozando de uma gestão
autônoma, democrática e participativa, onde a adesão é livre. Também fazem parte
da Economia Social e Solidária todas as instituições que têm uma finalidade
principalmente social, propondo novos modelos economicamente viáveis e
inclusivos ao produzir bens e serviços centrados no elemento Humano e inscritos
no desenvolvimento sustentável e na luta contra a exclusão.3

Força-Tarefa da ONU sobre Economia Social e Solidária. Realizando a Agenda 2030 através da Social
Economia Solidária. 2015. p1
Definição disponível no portal do ministério francês deA Economia, das Finanças, da Ação e
8
2

dos Contas Públicas. [Link]


3
II. A evolução histórica da Economia social e
Solidário

A Economia Social e Solidária como forma de exercício de atividades


econômicas baseadas no coletivo e na ajuda mútua é uma tradição milenar que tem
acompanhar o Homem desde a Criação.

Na sua acepção moderna, o conceito de Economia Social e Solidária remonta


no final do século 18èmeséculo e no início do século 19èmee acompanhou o surgimento da Economia
Social como campo de estudo econômico. Uma época caracterizada por
revolução industrial e o surgimento do modelo capitalista. Os historiadores consideram que o
O primeiro exemplo moderno da economia social é a criação da Rochdale
Sociedade dos Pioneiros Equitativos em 1844 em Manchester, no Reino Unido.4Esta empresa foi
uma cooperativa criada por 28 trabalhadores que estabeleceram instalações habitacionais
coletivos e onde também exerciam profissões para complementar seus rendimentos. Eles têm
também constrói lojas destinadas à venda de alimentos e produtos de limpeza aos
membros da cooperativa a preços acessíveis e em uma época da história
britânica conhecida como "quarenta faminta" e durante a qual a classe
trabalhadora sofria de fome e problemas de habitação devido ao aumento dos
preço e da queda dos salários na esteira da mecanização das fábricas e de
superpopulação das cidades.5

No Marrocos, a primeira tentativa formal que marca a introdução da economia


social e solidário foi implementado na época do Protetorado francês pela
promulgação em 1924 do dahir sobre as Associações Sindicais Agrícolas Privilegiadas
(ASAP). Este prevê que os agricultores podem se organizar em uma associação
Conselho Económico, Social e Ambiental CESE. Auto-saisinação n°19/2015. P7.
4
Poirier Yvon. Economia Solidária e conceitos relacionados: Origens e definições. 2012. p2
Comissão Cooperativa de Greater Manchester. Uma cooperativa de Greater Manchester. Pessoas e
9
5

comunidades trabalhando juntas para melhorar o meio ambiente, criar bons empregos e crescimento sustentável.
Um relatório da Comissão Cooperativa de Greater Manchester. 2018.P4
sindical livre para conduzir um projeto de irrigação.

Após a independência, o Marrocos consolidou esse edifício reforçando o arsenal


jurídico em vigor pela introdução de textos legais como o Dahir de novembro
1958 relativas às associações, aquele de novembro de 1969 que rege as mútuas e a
lei nº 24.83 relativa às cooperativas promulgada em 1984. O pós-independência a
conhecida também a criação, em 18 de setembro de 1962, do Escritório de Desenvolvimento de

a Cooperação (BDCO), que vai se tornar posteriormente o Escritório de Desenvolvimento de


a Cooperação (ODCO) que tem como missão principal o acompanhamento dos
coopertivas nas áreas de formação, informação e apoio
jurídico

Geralmente, a ESS começou a ocupar um lugar considerável, e


significativo, nos programas de desenvolvimento econômico e social do Estado
marroquino há mais de três décadas. Os planos implementados durante o período
1988-1992 fizeram desta uma alternativa séria em termos de criação de empregos
e mobilização de recursos territoriais.6Esta política foi consolidada durante
os anos 90. Mas foi a partir dos anos 2000 que se tornou uma prioridade de
o Estado com o lançamento em 2005 da Iniciativa Nacional de Desenvolvimento Humano
(INDH). Seguiu-se ainda uma multitude de estratégias setoriais como o Plano
Marrocos Verde para a agricultura, Visão 2015 da artesanato, Visão 2010 e Visão 2020
do turismo e o Plano Halieutis 2020 para a Pesca.

10
6

Saddiki.A. Jornal Internacional de Pesquisa Científica e Engenharia. Volume 9. N° 5. Estado das coisas
do quadro jurídico e das instâncias da economia social e solidária em Marrocos.2018. P1.
Essa economia social e solidária existe há muito tempo dentro da sociedade
marroquina sob várias formas tradicionais, das quais as mais comuns são:

- A Touiza: constitui a forma de cooperação e mutualização de serviços a


mais comum. Ela diz respeito a diferentes atividades, como o arado,
colheitas e coleta, a perfuração de poços, a construção de trilhas e a
construção de habitats rurais. Esta prática solidária se baseia no princípio de
a troca e sobre a reciprocidade do serviço entre os membros da coletividade.

O Agadir: é uma forma de celeiro reservado, outrora, dentro das tribos marroquinas
no armazenamento coletivo de produtos alimentares, nomeadamente cereais e frutas
secs. Ela se apoia em construções de tipo tradicional construídas em colinas,
fortificadas, de difícil acesso e que são monitoradas em turnos pelos membros de
a coletividade.

L’Agoug: como uma forma de organização da partilha das águas de irrigação,


designa a gestão da exploração coletiva da água superficial.

- Os Khattaras são uma forma de armazenamento de águas subterrâneas com o objetivo de sua
exploração coletiva.

- Le Chard: é uma prática comum no âmbito religioso e educacional que visa


notavelmente para contratar um padre e professor (o Fqih) pelos aldeões na
quadro de uma convenção coletiva observada em turno e garantindo ao Fqih sua
alimento diário e lhe oferecendo ainda uma parte das colheitas do ano ou
uma remuneração anual acordada de antemão entre as duas partes.

A Ouzia consiste em comprar em comum um animal com a intenção de abatê-lo e


distribuir a carne de maneira coletiva e justa, especialmente durante a festa do Aid 11
El Kebir.
III. Os atores da economia social e solidária

1. As cooperativas

As entidades cooperativas constituem o principal componente do setor de


a ESS no Marrocos, tanto pelo número de empregos criados quanto pela sua participação em
a inclusão social e ao desenvolvimento econômico. Para esse fim, um quadro jurídico lhe
é dedicado: a lei nº 24.83 promulgada em 1984 define as cooperativas, estabelece seu estatuto
jurídico e estabelece as missões do Escritório de Desenvolvimento da Cooperação,
a ODCO. Esta lei é então complementada pela lei N° 112-12 que foi promulgada em
dezembro de 2014 com o objetivo de superar as falhas e as limitações que
atrapalhavam o desenvolvimento do setor em geral.

A agricultura, a artesania e a habitação continuam a ser os domínios de atividade que


reúnem o maior número de cooperativas. A gestão, a contabilidade e os
as telecomunicações figuram entre os domínios que surgem no tecido
cooperativo.

O desenvolvimento do setor cooperativo enfrenta diversas restrições


de ordem jurídica, institucional e socioeconômica. As medidas de acompanhamento
da parte do Estado cujo objetivo é permitir que as cooperativas superem
as referidas restrições permanecem insuficientes.

12
2. As mútuas

É o Dahir n°1-57-187 de 24 Joumada II 1383 (12 de novembro de 1969) que define


as mutualidades e precisa seus campos de atividade e seus objetivos. Este mesmo Dahir
explique o papel da sociedade mutual, de seus órgãos e seus modos de
funcionamento.
No Marrocos, o tecido mutualista é composto por cerca de cinquenta instituições que se
repartem-se principalmente entre as mutualidades de saúde, as mutualidades de seguro e
as sociedades de garantia. As mutualidades comunitárias constituem uma
iniciativa recente.

As mutualidades da cobertura sanitária constituem a maioria das instituições


do tecido mutualista. Essas estruturas garantem aos seus associados o acesso gratuito ou a custo
reduzidos aos cuidados oferecidos, e desenvolveram uma sólida expertise em matéria de cobertura
do risco de doença graças a uma rede de obras sociais ampliada. Essas mutuais puderam ser
criticadas pela baixa qualidade dos serviços prestados aos beneficiários, sua falta de
governança, a falha dos dispositivos de controle interno e externo e a ausência
apoio institucional devido, em particular, ao congelamento desde a origem do Conselho Superior
da Mutualidade.

As seguradoras cobrem os riscos associados a diferentes atividades. Este


o ramo é representado pela Mutuelle Agrícola Marroquina de Seguros (MAMDA)
para os riscos ligados às atividades agrícolas, pela Mutualidade
Centrale Marroquina de Seguros (MCMA), filial da MAMDA, para os riscos
não ligadas ao setor agrícola, e pela Mutual de seguros dos transportadores
unis(MATU) especializada na seguridade dos transportes públicos de passageiros.

As Sociedades de Garantia Mútua (SCM), que são instituições 13


de crédito, constituídos em sociedades cooperativas entre comerciantes, industriais,
artesãos, sociedades comerciais e membros de profissões liberais. Seu objeto é
de oferecer uma garantia bancária aos seus membros no âmbito de investimentos
profissionais.

Finalmente, as mutuais comunitárias, iniciadas a nível de algumas comunas,


trabalham para suprir o déficit do sistema de saúde no meio rural e preencher o
falta de asseguração por parte das mútuas clássicas de saúde em benefício das populações de
este meio.

3. As associações

As associações são regidas pelo dahir n°1-58-376 de 15 de novembro de 1958 que


regula o direito de associação. Este texto sofreu muitas modificações em
através de Decretos ou Decretos.

O número de criação de associações aumentou notavelmente desde o


lançamento do INDH e nesses últimos anos as associações têm demonstrado uma
vive dinâmica na mobilização participativa de diferentes categorias da
população e na sua capacidade de integrar áreas muito variadas. As associações
tornaram-se um parceiro reconhecido dos poderes públicos, seja a nível local
ou nacional, para a realização dos objetivos de desenvolvimento sustentável e para seus
ações de combate à precariedade, ao analfabetismo e às deficiências em matéria de saúde,
habitat, infraestrutura local e equipamentos básicos.
As fundações, que se distinguem das associações pelo fato de que resultam de um
ato de aporte, seja de bens, direitos ou recursos, irrevogável por parte dos
fundadores desta organização para a realização de uma obra de interesse geral e com fins
não lucrativo, existente em Marrocos sob várias formas, mas sob o estatuto de associações.

O tecido associativo beneficia de duas principais fontes de financiamento: o

14
orçamento do Estado e os fundos internacionais. A isso, somam-se também as contribuições dos
membros, doações e subsídios do setor privado.
Apesar desse dinamismo, o tecido associativo enfrenta restrições que limitam
seu desenvolvimento, cuja dificuldade de acesso ao financiamento, a falta de instalações e
d'equipamentos, a dificuldade de mobilização de voluntários e de recursos humanos
qualificadas.

15
Capítulo I. A Economia Social e Solidária em Souss Massa

IV. Apresentação da região Souss Massa

Decoupage Prefeituras/Províncias da Região Souss Massa

16
A região Souss Massa compreende 2 prefeituras, Agadir Ida Outanane e
Inezgane Ait Melloul e 4 províncias, Chtouka Ait Baha, Tiznit, Taroudannt e Tata.
Ela conta assim com 175 municípios, dos quais 154 são municípios rurais e 21 são municipalidades.

Seu território se estende por uma área de 53.789 km², ou seja, 7,6% do território
nacional.

População
De acordo com o último censo de 20147a população legal da região do Souss
Massa estabeleceu-se com 2.676.847 habitantes (dos quais 4.914 de nacionalidade estrangeira). Ela

representa cerca de 7,9% da população total do Marrocos, Esta população se


acrescentou 352.700 habitantes ao longo da década anterior (2004-2014). A taxa
de crescimento anual médio que se segue é da ordem de 1,42%, superando assim a
média nacional (1,2%).
A população da região é composta por 1.505.896 habitantes urbanos e 1.170.951 rurais.
Embora a região continue marcada por uma predominância rural, ela conhece, no entanto,
uma forte urbanização concretizada por uma taxa de crescimento em meio urbano que é
de 3,2% contra uma diminuição de -0,5% em meio rural.
A taxa de urbanização da região atingiu assim quase 56,3% em 2014 contra 48,1%
em 2004 e 39,5% em 1994.
A tabela abaixo apresenta a distribuição geográfica da população de
a região Souss Massa

7 17
Alto Comissariado do Plano. Censo Geral da População. 2014.
Repartição da população de Souss Massa

População em milhares Densidade


Prefeitura e
província
(hab./
Urbano % Rural % Total %
km2)

Agadir Ida
508 33,7 92 7,9 601 22.4 261
Outanane

Inezgane Ait
514 34.1 27 2.3 541 20,2 1847
Melloul

Chtouka Ait Baha 114 7,5 258 22 3714 13,9 105

Taroudannt 249 16,5 590 50,4 839 31,3 51

Tiznit 81 5.4 126 10.8 207 7.7 48

Tata 41 2.7 77 6.6 118 4.4 5

Total 506 100 1.171 100 2.677 100 50

Os dados do Censo Geral de 2014 mostram que as prefeituras


d'Agadir Ida Outanane e Inezgane Ait Melloul concentram cerca de 68% da
população urbana e se caracteriza por uma alta densidade (veja mesmo uma muito alta
densidade ao nível de Inezgane Ait Melloul); enquanto as outras províncias apresentam
um caráter rural com baixa densidade populacional.

18
A economia da região:

Evolução do PIB regional Souss Massa

2016 2017
Variação
Elementos anual em
%
Parte no PIB Parte do PIB
PIB Regional PIB Regional
Nacional em % Nacional em %

Valor em milhões
68.363 6.7 69.917 6.6 2.3
de DH

PIB per capita


24939 25161 0,89
d'habitant em DH

Fonte: HCP

Do ponto de vista macroeconômico, a atividade econômica da região Souss


Massa registrou em 2017 um PIB em valor de 69,9 bilhões de DH, ou seja, 6,6% ao
PIB nacional do mesmo ano, o que representa um aumento de 2,3% por
em relação a 2016. No entanto, essa taxa de crescimento da economia da região é
largamente inferior à média nacional que foi de 4,9%. A região ocupa assim o
6ª posição entre as 12 regiões do reino.

19
Setores de atividade econômica
Evolução do PIB regional Souss Massa

2016 2017

Setores de atividade

Parte no PIB Parte do PIB Parte no PIB Parte no PIB


região em % Nacional em % região em % Nacional em %

Primário 20.3 12 18.4 12,4

Secundário 19.1 25,9 19.1 26.2

Terciário 48.8 50,4 50,7 50

20
De acordo com esses números do Alto Comissariado ao Planejamento8o setor primário
(agricultura e pesca) representa 18.4 do % PIB regional em
2017, marcando uma regressão em relação a 2016 (20,3%). Apesar dessa queda a
a contribuição deste setor a nível regional para a criação de riqueza excede
largamente a média nacional (12,4%).
O setor secundário (Indústria, mineração, distribuição de eletricidade e água e construção)
e obras públicas) representa 19,1% do PIB a nível regional em 2017, posicionando-se
assim abaixo da média nacional que foi de 26,2%.
As atividades terciárias (serviços mercantis e não mercantis) continuam a dominar
a economia da região contribuindo com 50,7% da riqueza regional em
2017 em comparação com a média nacional que é da ordem de 50% a mesma
ano.

8 21
Haut-comissariado ao Plan. Contas Regionais 2017.
V. O tecido cooperativo regional

A região Souss Massa possui um tecido cooperativo variado operando em diversos setores
atividades, que vão desde a agricultura à pesca, passando pelo artesanato e produtos de
terroir. A prática cooperativa como método de gestão e trabalho focado em
coletivo, não é uma cultura nova na região, mas na verdade está enraizada nos
costumes, os usos e a história da região há séculos. Esta prática
sécularização assumiu várias formas, como os Agadirs9, greniers coletivos ou foram
entreposar as colheitas dos camponeses; ou a Touiza, que consistia em uma ajuda mútua a
turno de trabalho na lavoura e no plantio dos campos, bem como na temporada de
colheita. As cooperativas em sua forma moderna foram introduzidas no Marrocos e na
região pelo protetorado francês. Após a independência, seu desenvolvimento é
acelerado para então conhecer um verdadeiro crescimento desde o ano 2000.

O desenvolvimento do setor cooperativo é fruto de uma vontade e de um


apoio do Estado. De fato, pelo menos 8 ministérios e agências governamentais
nacionais e regionais têm um mandato de apoio técnico junto às cooperativas10.
Entre essas instâncias, podemos citar: o Escritório de Desenvolvimento da
Cooperação (ODCO), o Escritório Nacional do Conselho Agrícola (ONCA), e a Iniciativa
Iniciativa Nacional de Desenvolvimento Humano (INDH).

ASKOUR .K . Agrupamento de empresas em economia social e solidária (ESS) e perspectivas


de inovação tecnológica e social: uma reflexão a partir do modelo de SPL na região do Souss Massa
no Marrocos; Jornal Internacional de Ciências Sociais e Gestão ISSM. 2019. p14.

Pereira. L.D. et Al: Marrocos Investir na ação coletiva: quais oportunidades para os
22
10

coopérativas do setor agroalimentar? 2018. p72.


De acordo com o Alto Comissariado aos Planos e segundo os dados coletados junto
do Escritório de Desenvolvimento da Cooperação (ODCO), a região contava
em2017111597 cooperativas representando 8% a nível nacional, com um número
d'adhérents igual a 39325, ou seja, 7,79% do total de aderentes às cooperativas sobre
o plano nacional. O número de cooperativas em 2017 registrou um progresso por
em relação a 2016, que tinha 1570 e um número de associados de 3427912.A região
contava ainda, ao final do ano de 2017, cerca de 1404 cooperativas 100% femininas,
54% das cooperativas femininas registradas a nível nacional e 87% do total
regional. Este número foi revelado pela Secretária de Estado responsável, na época, por
o Artesanato e da Economia Social, Sra. Jamila El Moussali durante um encontro
nacional organizada em 17 de julho de 2018 em Rabat sob o tema: ‘‘as cooperativas
femininas como alavanca do desenvolvimento sustentável”, e aqueles à margem dos
celebrações do Dia Internacional das Cooperativas13.
A tabela abaixo apresenta os dados estatísticos relativos aos
cooperativas em 2016 de acordo com o setor de atividade e ao longo das seis prefeituras e
províncias que compõem a região.

11

Alto Comissariado do Planejamento. Anuário estatístico do Marrocos. 2018.

12
Haut-comissariado ao Plano. Anuário estatístico regional Souss Massa. 2017.
23
13
Agência MAP em 17/07/2018.
Repartição intra-regional por setor das cooperativas e seus aderentes em 2016
Agadir Ida Inzegane Chtouka
Taroudant Tiznit Tata Total
Outanan Ait Melloul Ait Baha
Nome de
105 38 194 305 135 175
cooperativas 952
Agricultura
Nome
de aderentes 2412 768 3942 8969 1956 1981 20028
Nome de
128 15 8 12 33 0
cooperativas 196
Habitat
Nome
de aderentes 1525 394 249 175 1380 0 3723
Nome de
8 0 3 0 5 0
cooperativas 16
Pesca marítima
Nome
de aderentes 544 0 106 0 299 0 949
Nome de
3 2 1 1 0 0
cooperativas 7
Alfabetização
Nome
de aderentes 26 16 10 7 0 0 59
Nome de
1 2 0 4 0 0
cooperativas 7
Consumo
Nome
de aderentes 320 353 0 519 0 0 1192
Nome de
9 15 2 2 2 5
cooperativas 35
Comércio
Nome
de membros 98 235 31 57 41 136 598
Nome de
37 24 24 28 17 18
cooperativas 148
Artesanato
Nome
de aderentes 517 370 348 365 287 371 2258
Nome de
44 6 41 69 34 1
cooperativas 195
Argan
Nome
de aderentes 1219 273 1323 1874 545 dezessete5251
Nome de
Plantas 0 0 0 0 0 1
1
cooperativas
medicinais e
Nome
aromáticos 0 0 0 0 0 12 12
de aderentes
Nome de
0 0 1 0 0 1
cooperativas 2
Turismo
Nome
de aderentes 0 0 7 0 0 7 14
Nome de
cooperativas 9 1 0 1 0 0 6
Outros setores
Nome
77 45 0 73 0 0
de aderentes 195
Nome de
cooperativas 344 103 274 422 226 201 1570
Total Nome
de aderentes 6738 2454 6016 12039 4508 2524
34279
A leitura desses dados estatísticos relativos ao ano de 2016 revela que
A atividade agrícola domina o tecido cooperativo regional tanto em número de entidades quanto
d’adhesões com 60% das cooperativas e 58% dos adesões. O subsector
d’Argane vem em segunda posição com 13% das cooperativas e 15% dos aderentes
recensadas em 2016. As cooperativas de habitação, por sua vez, representam 12%, e
compreende 11% dos associados (essas cooperativas de habitação tornaram-se um meio
privilegiado para acessar a propriedade imobiliária, vendo suas vantagens em termos de
custo e de fiscalidade). Geograficamente, as províncias de Taroudant, Agadir Ida
Outanan e Chtouka Ait Baha concentram 66% das cooperativas e 72%
membros.
Nos próximos passos, vamos nos interessar a quatro setores econômicos
nos quais a maioria dessas cooperativas opera e que mais contribuem para
gerar receitas, nomeadamente:
A agricultura
A pesca
A arte do artesanato

25
As cooperativas agrícolas

Como território agrícola por excelência, a região do Souss Massa conta com um
nome importante de cooperativas agrícolas. Estas operam em diferentes subs.
setores agrícolas como a coleta e/ou a transformação de produtos lácteos,
a embalagem e o acondicionamento dos produtos agrícolas, a apicultura ou a pecuária.
O Alto Comissariado do Plano, com base nos números da ODCO, apresentou
recensé952 no título do ano de 201614, e cujos detalhes são fornecidos pela tabela ci-
abaixo :

14 26
Haut-comissariado ao [Link]ário Estatístico Regional Souss Massa.2017.
Repartição intra-regional das cooperativas agrícolas e seus aderentes em 2016
Agadir Ida Inzegane Chtouka
Taroudant Tiznit Tata Total
Outanan Ait Melloul Ait Baha
Nome de
colete e 0 1 dezesseis 37 3 9 66
cooperativas
comercialização
em de leite Nome
0 77 1229 1 99 84 1490
de aderentes
Nome de
0 0 0 1 0 0 1
transformação cooperativas
de leite Nome
0 0 0 189 0 0 189
de aderentes
Nome de
1 3 0 6 0 1 11
condicionamento cooperativas
citrinos Nome
1 145 0 90 0 9 245
de aderentes
Nome de
1 11 20 6 0 1 39
cooperativas
legumes
Nome
47 84 118 99 0 8 356
de aderentes
Nome de
1 1 0 1 0 8 11
aprovisiona cooperativas
mente Nome
29 13 0 73 0 76 191
de aderentes
Nome de
40 6 67 56 41 9 219
cooperativas
apicultura
Nome
618 71 541 721 355 67 2373
de aderentes
Nome de
55 6 42 87 44 3 237
cooperativas
azeite de oliva
Nome
1322 273 1332 2189 562 44 5722
de aderentes
Nome de
0 3 dezoito 27 18 96 162
cooperativas
criação
Nome
0 34 290 256 duzentos e 906
cinquenta 1736
de aderentes
Nome de
1 3 9 33 27 4 77
cooperativas
mixtes
Nome
47 34 286 924 378 35 1704
de aderentes
Nome de
6 4 22 51 2 quarenta e quatro
129
cooperativas
outros
Nome
382 37 146 1603 212 752 3132
de aderentes
Nome de
cooperativas
105 38 194 305 135 175 952
Total
Nome
2446 768 3942 6145 1856 1981
27
17138
De acordo com essas estatísticas, constata-se que três subssetores agrícolas, a saber
a apicultura, a azeitona e o azeite, a pecuária, e a coleta e comercialização de leite
concentra cerca de 70% das cooperativas agrícolas de Souss Massa, e representam para
66% do total dos associados. Essa dominação esconde o fato de que as cooperativas
exercendo nessas três subseções são de pequeno porte e estão menos desenvolvidas
tanto em suas estruturas, seus graus de tecnicidade quanto em seus modos de gestão. Ao
pelo contrário, aquelas que atuam nos subssetores de transformação de leite, do
o acondicionamento de citrinos, ou ainda o de legumes são de grande tamanho, mais
modernas e mais estruturadas de onde seu número reduzido.
A título de exemplo, o subssetor de transformação de leite conta com apenas uma
cooperação, a COPAG. Desde 1987, data de sua criação, a cooperativa de Taroudant
se tornou hoje a maior cooperativa integrada do Marrocos15. A COPAG
é uma holding de cooperativas composta por 108 associados particulares (alguns
atuam apenas no subssetor de frutas e legumes, outros tanto em
o subs setor de frutas e legumes e o subs setor de laticínios) e 72 cooperativas de
coleta de leite contando com aproximadamente 14000 produtores16Com seus 7.500 colaboradores,

50.000 empregos indiretos e 4 bilhões de DH de faturamento referente a 2019,


ela é o primeiro exportador de frutas cítricas e o segundo produtor de leite e produtos lácteos
derivados a nível nacional17. De fato, em 2016, ela detinha 20% do mercado nacional do
leite fresco e 54% do leite tratado pelas cooperativas. Em 2014, detinha cerca de 20%
de participação de mercado do suco de laranja e cerca de 6% da produção nacional
de frutas cítricas18. Seu domínio de atividade vai além dos subsectores dos produtos lácteos e
citrinos e hortaliças para integrar o mercado de carnes em 2015.
Os subsistemas de citrinos e hortaliças incluem outras cooperativas
tão bem organizadas e eficientes quanto a COPAG. Este é o caso da Cooperativa

15

L’Economiste, Edição N°:5013 Em 28/04/2017


16
Pereira L.D. et [Link] Investir na ação coletiva: quais oportunidades para os
cooperações do setor agroalimentar? 2018. P17.
L'Economiste, Edição N°:5530 Em 04/06/2019
28
17

Pereira L.D. et Al : Marrocos Investir na ação coletiva: quais oportunidades para os


dezoito

cooperações do setor agroalimentar? 2018. P44-48-61.


Marocaine de Primeurs (COMAPRIM), cujos membros dispõem em média de 19
a cada um19. A COMAPRIM foi fundada em 1998 e tem sua sede no município de
Belfaa para Chtouka Ait Baha. Ela é especializada na exportação de tomates e legumes.
com membros formados em sua maioria pelos produtores do Souss Massa, mas ela
também conta com membros de outras regiões do Reino.
A cooperativa M'brouka é mais um exemplo de cooperativa eficiente. Ela foi
criada em 1967. Na época, foi a primeira cooperativa na área de
serviços agrícolas pós-colheita. Ela tem sua sede na zona industrial Tassila em
Agadir. Ela é especializada na exportação de cítricos. Em 1999, recebeu a
certificação ISO 9002 concedida pelo gigante da auditoria e consultoria Deloitte atestando
o sistema de qualidade é conforme com as normas exigidas para a atribuição deste
certificação. Assim, ela se tornou a primeira cooperativa de produtores de produtos
despesas de exportação a serem certificadas em nível nacional20.
As cooperativas COMAPRIM e M'brouka, assim como outras, também são
representados majoritariamente na sociedade AgriSouss que é especializada em
a exportação de frutas e legumes e tem sede em Agadir. Foi fundada em 1989.
para aproveitar a liberalização do comércio exterior ocorrida em 1985 e assim
exportar a produção agrícola sem passar pelo intermédio do Escritório Central dos
Exportações que na época tinham o monopólio das operações de exportação.

É claro que a característica dessas grandes cooperativas agrícolas, e o que


as diferencia das pequenas, é ter conseguido realizar economias de escala em
através da consolidação em estruturas conglomeradas, e assim dominar seus
profissões com profissionalismo e eficácia.

19

Pereira L.D. et Al: Marrocos Investir na ação coletiva: quais oportunidades para as cooperativas
do setor agroalimentar? 2018. p52.
29
20
L’Economiste Edição N°:524 Em 08/06/1999
4. As cooperativas de pesca

Com uma fachada atlântica que se estende por 180 km e uma grande biodiversidade de
seu espaço marítimo, a região Souss Massa representa um ambiente propício ao
desenvolvimento das atividades de pesca e ao surgimento das cooperativas que exercem
neste setor vital da economia regional. Essas cooperativas se concentram em
as províncias de Agadir Ida Outanan, Chtouka Ait Baha e Tiznit, e operam
essencialmente na pesca artesanal e contam em suas fileiras centenas de
pescadores e trabalhadores. De fato, a maioria dos pescadores artesanais trabalha
individualmente, e seu agrupamento no âmbito de uma cooperativa lhes permite
melhor superar seus problemas e melhorar suas condições socioeconômicas.
Em 2016, de acordo com as Estatísticas do Alto Comissariado para o Planejamento21a região Souss
Massa contava com 16 cooperativas de pesca, cujos detalhes se apresentam como segue:

Cooperativas de pesca do Souss Massa

Província Nome de cooperativas Número de aderentes

Agadir 8 544
Chtouka Ait Baha 3 106
Tiznit 5 duzentos e noventa e nove
Total dezesseis 949
Essas cooperativas se beneficiam das infraestruturas disponíveis na região. Em
efet, além do grande porto de pesca e comércio de Agadir, a região de Souss
Massa é dotada de uma aldeia de pescadores (VP) situada em Imssouane, ao norte de Agadir e
de 5 pontos de desembarque disponíveis (PDA), dos quais dois em Taghazout e os três
outros estão localizados, respectivamente, nas comunas de Sidi Bibi, Aglouet Arbaa

21 30
Alta Comissariado do Plano. Anuário Estatístico Regional Souss Massa. 2017.
Sahel22, e que permitem o desembarque das capturas de peixe e abrigam os outros
atividades aquícolas. Os aderentes dessas cooperativas, assim como os outros artesãos
Os pescadores da região dispõem de uma frota de 1245 canoas de pesca em 2018.
Esse número classifica a região em 3èmelugar atrás de Dakhla, Boujdour e El Jadida que
totalizam respectivamente 3712, 2139 e 1393 canoas23.
Os membros dessas cooperativas e outros pescadores artesanais beneficiam-se
também de programas de formação organizados pelo ministério competente. A este
693 pescadores beneficiaram de formação em divulgação marítima durante a
período de 2014 a 2016, e 89 deles participaram do programa de alfabetização
funcional em 201824Esses programas de formação acontecem no Instituto
Supérieur das Pescas Marítimas (ISPM) e nos Centros de Qualificação Profissional
Marítimo (CQPF) situados em Agadir.

22

Agência Nacional para o Desenvolvimento da Aquicultura. Oportunidades de investimento em


aquicultura região de Souss Massa.
Ministério da Agricultura e da Pesca Marítima, Departamento da Pesca Marítima. O mar em
31
23

chiffre 2018.p 21.


24
Idem. p 49.
5. As cooperativas artesanais

O artesanato constitui um importante motor econômico para a região de Souss Massa.


De acordo com os números recentes do Conselho Regional25este setor conta com 20.000 unidades

artesanais que fornecem 40000 empregos. No meio dessa mosaico, os


cooperativas artesanais ocupam um lugar não desprezível. Essas cooperativas
exercem uma multitude de ofícios artesanais, que vão da joalheria à fabricação de
tapete.
Os números detalhados dessas cooperativas estão apresentados na tabela abaixo:

25 32
Conselho Regional Souss Massa. Região Souss Massa em números. [Link].
Repartição intra-regional das cooperativas artesanais e seus aderentes em 2016
Agadir Ida Inzegane Chtouka
Taroudant Tiznit Tata Total
Outanan Ait Melloul Ait Baha
Nome de
Alta-costura, 8 11 12 3 6 3 43
cooperativas
bordado
confeitaria Nome
83 112 178 48 67 62 550
de aderentes
Nome de
2 3 0 3 1 0 9
Boi, cooperativas
marcenaria Nome
21 44 0 33 15 0 113
de aderentes
Nome de
0 0 0 1 3 0 4
Metais e cooperativas
joias Nome
0 0 0 11 121 0 132
de aderentes
Nome de
5 1 0 3 0 0 9
cooperativas
Escultura
Nome
36 3 0 56 0 0 95
de aderentes
Nome de
2 1 1 3 0 1 8
cooperativas
Padeiro
Nome
37 61 25 quarenta e cinco
0 20 188
de aderentes
Nome de
1 1 0 0 0 0 2
cooperativas
Ferreiros
Nome
7 10 0 0 0 0 17
de aderentes
Nome de
1 1 0 2 1 9 14
cooperativas
Tapete
Nome
11 20 0 40 16 186 273
de aderentes
Nome de
0 0 3 4 1 0 8
Cuire cooperativas
tinture Nome
0 0 43 38 7 0 88
de aderentes
Nome de
3 0 0 0 0 0 3
cooperativas
Zelliges
Nome
23 0 0 0 0 0 23
de aderentes
Nome de
15 6 8 9 5 5 48
cooperativas
Outros
Nome
duzentos e noventa
120 e nove 102 94 61 103 779
de aderentes
Nome de
cooperativas
37 24 24 28 17 18 148
Total
Nome
d'adherents
517 370 348 365 287 371 2258

33
Com 148 cooperativas artesanais registradas em 2016, contando com 2258
adhérents, a região Souss Massa representa 5,5% das 2724 cooperativas registradas
à escala nacional durante o mesmo ano, e 6,5% dos 34377 aderentes26.
Entre essas cooperativas artesanais, três categorias se destacam por sua importância
numérico em relação aos dados nacionais fornecidos pelo Alto Comissariado ao
Plano, a saber:
-As cooperativas de costura e bordado, que contam com 43 cooperativas e 550
adhérents; Representando respectivamente 13% e 12% dos totais nacionais.
- Aqueles que exercem a atividade de metais e joias, que estão concentrados quase
exclusivamente na província de Tiznit, são no total 4 cooperativas e
compta 132 associados, o que representa 13% das cooperativas de joalheria ao
nível nacional e 20% dos associados.
As cooperativas de escultura, que são 9, e que contam com 95 associados, o que
representa 35% das cooperativas e dos associados em nível nacional.

Essas cooperativas artisanais beneficiam-se da ajuda e das iniciativas empreendidas


pelas autoridades regionais para promover o setor do artesanato. Este esforço se
presente em várias formas, como a organização de uma feira regional de artesanato
que acontece a cada ano desde 2013 em Agadir. As autoridades também investem em
este setor através de projetos inscritos no âmbito do Plano de
desenvolvimento regional do artesanato. A rotulagem dos produtos artesanais também é
um aspecto sobre o qual recaem esses esforços. De fato, uma parceria entre o Conselho Regional
e o Ministério da Artesania resultou na criação de quatro selos, a saber, o selo "El
Madmoun» para a cerâmica, o rótulo «Idoukan Oudrar» para as babouches de couro, o
rótulo «Tazerzit» para as joias em prata de Tiznit. E o rótulo «Ouaouzguite» para o
tapete de Tazenakht.27

VI. O tecido associativo regional

34
26

Haut-comissariado ao Planejamento. Anuário estatístico do Marrocos 2018. 2018. p 157-158.


27
L’Economiste N°:4928 Le 30/12/2016
Historicamente, na região de Souss Massa, a ação associativa à semelhança daquela
cooperativa, encontra sua fonte nas tradições, costumes e usos em vigor entre
as populações locais desde séculos. No entanto, a primeira associação,
propriamente dita, recensada na região, ver a nível nacional, remonta ao tempo
do Protetorado Francês e foi constituído em 20 de Maio de 1935 por 40 associados sob a
denominação "Associação Indígena de Moagem de Biougra", após ter sido
registrada por um ato de associação junto ao Qadi de Inzegane e de acordo com o direito
muçulmano.28Após a chegada da independência e a promulgação do Dahir nº 1-
58-376 de 15 de novembro de 1958 que rege as associações, estas se multiplicaram em
através de todo o território nacional e, em particular, na região de Souss Massa.

Na ausência de estatísticas nacionais ou regionais recentes e detalhadas, a


A maior parte dos dados disponíveis sobre o assunto das associações remonta ao período
anterior à nova divisão das regiões, operada em 2014 ou as províncias
d'Ouarzazate e Zagora ainda constituíam com as províncias de Souss Massa a
região Souss Massa Draa.

A Pesquisa Nacional junto às Instituições Sem Fins Lucrativos realizada pela Alta
comissariado ao Planejamento em 2007 e publicado em 2011, é aquele que fornece mais detalhes
sobre este assunto. De acordo com esta pesquisa, a antiga região de Souss Massa Draa contava

6392 associações, ou seja, 14,3% do total nacional que era de 45000 associações. Ela
avançava assim a região Rabat-Salé-Zemmour-Zaer que contava com 632229.

De acordo com outro estudo realizado em 2014 pelo Ministério do Interior e do qual
certos dados foram divulgados pela imprensa nacional, o número de associações
recensadas pelo Ministério durante este ano foram 116836 associações, das quais 19417
na região Souss Massa Draa30. Este estudo também revelava que o lançamento de
28

Moathes. M.J. "Boletim Económico e Social do Marrocos". 1950. N° 45. Vol 12.
29
Alto Comissariado do Plano. Pesquisa Nacional junto das Instituições Sem Fins Lucrativos. 2007.p22.
35
30
a INDH (Iniciativa Nacional de Desenvolvimento Humano) havia impulsionado
exponencialmente a taxa de criação das associações. Também ficou claro que
93% das associações são "associações de proximidade", 4% têm uma cobertura
nacional, 2% provincial e prefectoral, e 1% tem cobertura regional. Enquanto
que apenas 0,15% dela possui o status de associação de utilidade pública.

Entre essas associações que atualmente possuem o status de Associação Reconhecida


d'Utilidade Pública, a região de Souss Massa conta com 7 associações313 estão baseadas em
Agadir, 3 em Tiznit e 1 em Taroudant. Seus detalhes estão resumidos na tabela ci-
abaixo :

Le Matin, 28 de dezembro de 2014.


36
31
Secretariado Geral do Governo. [Link]
Associações Reconhecidas de Utilidade Pública na região de Souss Massa

Data de Local de Data do


Nome da associação Dahir/Decreto
declaração declaração Dahir/Decreto

Associação Muçulmana para a


2-82-669 06/09/1982
Cultura e Orientação (Uléma 25/04/1961 Taroudant
2-14-848 10/12/2014
de Souss)

Associação Iligh para o


Desenvolvimento e a 13/11/1986 Agadir 2-88-199 04/08/1988
Cooperação

Associação Takadoum para a


Desenvolvimento e a Solidariedade 12/16/1992 Tiznit 2-00-1024 12/04/2000

Associação Ait Baamrane para


11/9/1993 Tiznit 1/2/2724 15/10/2001
o Desenvolvimento

Associação Bani para o Apoio


dos Estabelecimentos Sanitários e 04/03/1998 Tiznit 2-04-463 04/06/2004
A Ajuda aos Enfermos

Fundação do Sul para o


3/4/2004 Agadir 6/2/2002 1/9/2006
Desenvolvimento e Solidariedade

Organização Touche Pas à Mon


20/09/2004 Agadir 2-15-244 17/04/2015
Criança

Quanto à tendência das associações na região de Souss Massa em se


formar em redes associativas, pesquisadores do programa Moucharaka Mouwatina, 37
financiado pela União Europeia, foram identificados 24 ao término de um estudo de campo
realizada em quatro regiões do Reino em 201632.O mesmo estudo revelou que a
a dimensão de suas redes associativas permanece, na maioria dos casos, local, seja a nível
intra-comunitário ou ao nível dos Douars. Esses pesquisadores concluíram também que 87%
dessas redes associativas contam menos de 30 associações, e que mais de 90% dessas
redes se dedicam ao desenvolvimento rural, ao meio ambiente ou são redes de
mulheres e jovens. Quanto ao aspecto do financiamento, a maioria das redes se
declara ter como fontes de financiamento, os municípios, o Conselho Provincial, os
ministérios, a INDH e os doadores estrangeiros.
Essas redes associativas, assim como as associações individuais, também recebem
financiamento por parte da Entraide Nationale. A esse respeito, 50 delas receberam
subvenções num total de 14 584 783 DH durante o ano de 2016, das quais 42% para 10
associações baseadas em Inzegane Ait Melloul.33

No que se segue, vamos nos concentrar a nível regional nas associações


culturais, esportivas e de lazer, e as associações profissionais.

1. As associações culturais, esportivas e de lazer:

32

Laarej. Y, et al. Moucharaka Mouwatina. Estudo sobre as redes associativas em quatro regiões do
Marrocos.2016.p 41-47.
38
33
Alto Comissariado do Plano. Anuário Estatístico Regional Souss Massa. 2017.
Graças à riqueza do seu patrimônio cultural e ao caráter jovem de sua
A população, a região de Souss Massa conta com uma multitude de associações que se dedicam
às atividades culturais, esportivas e de lazer. O Alto Comissariado do Planejamento em
O Annuaire Estatístico Regional dedicado à região de Souss Massa registrou 3910
associações em 201634.
A distribuição dessas associações é apresentada na tabela acima:

34 39
Haut-comissariado do Plano. Anuário Estatístico Regional Souss Massa. 2017.
Repartição intra-regional das associações culturais, desportivas e de lazer e seus aderentes em 2016
Agadir Ida Inzegane Chtouka Ait
Taroudant Tiznit Tata Total
Outanan Ait Melloul Baha

Nombred'asso
5 10 6 3 2 1 27
citações
Escotismo
Nome
740 1800 1080 370 103 20 4113
de aderentes

Nombred'asso
80 290 530 25 7 15 947
citações
Cultura
Nome
460 1050 1250 128 231 1000 4119
de aderentes

Nome da associação
6 25 40 7 3 3 84
citações
Teatro
Nome
89 500 400 69 87 140 1285
de aderentes

Nombred'asso
25 470 580 15 7 16 1113
citações
Arte
Nome
62 11750 1500 45 315 200 13872
de aderentes

Nombred'asso
30 360 570 18 15 9 1002
citações
Educação
Nome
520 720 850 350 825 500 3765
de aderentes

Nombred'asso
17 250 350 52 vinte e três 45 setecentos e trinta e sete
citações
Outros
Nome
97 12500 1500 8940 690 1700 25427
de aderentes

Nome de
cooperativas
163 1405 2076 120 57 89 3910
Total
Nome
de aderentes
1968 28320 6580 9902 2251 3560 52581

A leitura desses dados estatísticos relativos ao ano de 2016 destaca que


as províncias de Inzegane Ait Melloul e Chtouka Ait Baha concentram 66% de
associações culturais, desportivas e de lazer e 89% dos seus associados. Constata-se
40
assim como as associações que atuam nas áreas cultural, artística e educacional
representam 78% das associações e 41% dos associados.

6. As associações profissionais

Preocupados em defender seus interesses, em se proteger contra as ameaças e em ampliar


seus mercados, os diferentes atores econômicos da região Souss Massa se se
agrupados em estruturas associativas. Esta tendência é observada em várias
setores e subsetores econômicos, desde produtores de frutas e legumes e
maraichers aos produtores de Argane passando pelos profissionais do setor de
o artesanato e aqueles da pesca.

Os profissionais regionais da agricultura estão agrupados em 16


agrupamentos profissionais que se dividem da seguinte forma:

41
Organizações profissionais agrícolas em Souss Massa

Tipo de organização
Prefeitura/Pro
profissionais Denominação Filière
vinte
agrícolas

Associação dos Produtores e Produtores Exportadores


Frutas e Legumes Maraichage Agadir
(APEFEL)

Associação dos Produtores Exportadores de Horticultura


et Primeurs do Marrocos Maraichage Agadir
(ASPEM)

Associação Marroquina dos Condicionadores de Hortalças


Maraichagem Agadir
(AMCOM)

Associação dos Produtores de Citrinos de Marrocos


Agrumes Taroudant
(ASPAM)

Associação Marroquina dos Multiplicadores de Sementes


Cereais Taroudant
Selecionadas (AMMS)

Associação das Cooperativas de Oliveira '' ZAITE


Olivier Taroudant
ACHIFAA’’
Associações
Profissionais Associação das Cooperativas de Oliveira 'TAOUAM'
Olivier Taroudant
Agrícolas AZAITE‘’
Associação das Cooperativas de Oliveira '' ZAITOUNE
Olivier Taroudant
OUEDSOUSS

Associação das Cooperativas de Amêndoa


Amendoeira Agadir
TAMOUNTEN’LOUZE‘

Associação Nacional de Pecuária Bovina (ANEB)


Leite Taroudant
Representada por COOP-SOUSS- AGB

Associação das Cooperativas "MAROC VERT"


Apicultura Agadir
TAZOUKNITEIDAOUTANANE‘’

Associação das Cooperativas Apícolas 'AMCHAD' Apicultura Agadir

Associação Nacional das Cooperativas de Argan (ANCA Argân Agadir

Associação Marroquina para a Indicação Geográfica


Argão Ait Melloul
Óleo de Argan (AMIGHA)

42
Entre essas organizações profissionais agrícolas, a Associação dos Produtores e
Produtores Exportadores de Frutas e Legumes (APEFEL) conta em suas fileiras 14
produtores dos quais 12 estão baseados em Agadir, Ait Melloul e Chtouka Ait Baha35Os dois
outros estão baseados em Casablanca e entre eles se destaca Os Domínios Agrícolas,
filial da holding ONA.
Por sua parte, o subsector de Argan conta com duas associações, a Associação
Nacional das Cooperativas de Argan (ANCA) e a Associação Marroquina de
A Indicação Geográfica do Óleo de Argan (AMIGHA). A ANCA é constituída em
1995 e conta com 77 cooperativas associadas. Também forneceu assistência em
equipamentos de colheita e britagem em mais de 299 cooperativas desde sua
criação36A Associação Marroquina da Indicação Geográfica do Óleo de Argan
compte à elle, nasceu em Janeiro de 2008 sob a impulsão do conselho regional de
Souss Massa. Ela comporte 5 industriais, um colégio dos GIE (Grupo de Interesse)
Econômico) e união de cooperativas além da ANCA.37Essas duas associações têm
contribuiu para o surgimento de rótulos IGP Argan, Indicação Geográfica Protegida, que
visa a proteção dos produtos de Argan contra toda usurpação de identidade e de origem
geográfica.

O setor da pesca marítima também está organizado em várias associações de


produtores. Os afiliados a essas associações atuam na pesca de alto-mar, costeira e
artesanal. Estas associações estão todas baseadas em Agadir e sua lista é fornecida pelo
Ministério da Agricultura e da Pesca Marítima38Elas estão detalhadas abaixo:

35

Informações disponíveis no site da associação: [Link]


36

Pereira. L.D. et Al : Marrocos Investir na ação coletiva: quais oportunidades para as cooperativas
do setor agroalimentar? 2018. P 47.
37
Chakib.A. Programa de governança das empresas e organizações do desenvolvimento sustentável.
Relatório final da missão Projeto de pesquisa da filiera Argan. 2013. P 6.
38
Ministério da Agricultura e da Pesca Marítima. Departamento da Pesca Marítima. Direção
43
das Pêches Maritimes e da Aquicultura
Associações profissionais de pesca marítima em Souss Massa

Peca Hauturière Pesca Costeira Pesca Artesanal

Confederação Nacional da Confederação nacional da


Federação de Pesca Marítima Pescaria Costeira no Marrocos Peche Artisanae no Marrocos

Federação de Pesca Marítima e


Federação Nacional dos Associação dos Patrões de
da Aquicultura
Sindicatos dos Armadores Pesca de Agadir

Grupo Profissional dos


União Nacional dos Armadores Associação dos Canos da
Armadores da Pesca Costeira
à la Peche Pelagique Hauturière Peche Artisanale (Agadir)
de Agadir

Associação Profissional dos


Agrupamento Sindical Unido na Associação dos Marinheiros
Armadores da Pesca
Peche Cotière d'Agadir Pescadores Artesãos
Hauturière

Associação Profissional dos


Associação das Empresas Associação de Pesca
Exportadores de Peixes
Marroquinas de Pesca Altura Artisanal
Congelados

Sindicato Nacional dos Oficiais Câmara Sindical dos Associação dos Canoas da
et Marins da Pesca Altura Armadores à Pesca de Agadir Pesca Artesanal (Taghazout)

Sindicato Profissional dos


Associação dos Canos da
Armadores à Pesca
Peixe Artesanal (Tighirt)
Industrial de Agadir

Associação Nacional
Profissional para o Associação dos Canoeiros da
Desenvolvimento da Pesca Peche Artisanale (Tifnite)
Cotière

44
Conclusão

A implantação da economia social e solidária na região de Souss


A massa é uma realidade observável que se concretizou ao longo de décadas. Esta
a implantação é o fruto da convergência dos esforços de vários atores e
intervenientes locais e nacionais, que colocaram todo o seu peso e os meios à sua disposição

disposição para dar a este setor o lugar que ocupa atualmente, e que fez de
ele é um exemplo notável em nível nacional.

45
No entanto, este constatação positiva não deve esconder as fraquezas e as lacunas das quais
a economia social e solidária sofre a nível da região. Essas fraquezas variam,
enfrentando dificuldades de acesso ao financiamento, à falta de profissionalismo na
gestão dessas entidades, passando pela forte exposição dessas entidades ao
conseqüências dos riscos econômicos, climáticos e ambientais. Isso coloca esses
entidades assim como os intervenientes regionais e nacionais na obrigação de reforçar
este setor e de o assistir para que ele possa enfrentar esses desafios.

Lista de Referências Bibliográficas

Obras e Revistas

Agência Nacional para o Desenvolvimento da Aquicultura. Oportunidades


de investimento em aquicultura na região de Souss Massa.

-ASKOUR .K . Jornal Internacional de Ciências Sociais e Gestão


ISSM. Agrupamento de empresas em economia social e solidária (ESS) e
perspectivas de inovação tecnológica e social: uma reflexão a partir do modelo
de SPL na região de Souss Massa em Marrocos. 2019.

- Chakib. A. Programa de governança de empresas e organizações do


desenvolvimento sustentá[Link]ório final da missão Projeto de pesquisa da cadeia Argan.
2013.

- Conselho Económico, Social e Ambiental CESE. Auto-selicitação n° 19/2015.

Comissão Cooperativa de Greater Manchester. Uma cooperativa Greater Manchester.


Pessoas e comunidades trabalhando juntas para melhorar o meio ambiente, Criar o bem
empregos e crescimento sustentável. Um relatório da Cooperativa de Greater Manchester
Comissão. 2018.

- Alto-Comissariado do Plano. Anuário estatístico de Marrocos. 2018. 46


- Alto Comissariado do Plano. Anuário Estatístico Regional Souss Massa. 2017.

- Alto Comissariado ao Planejamento. Contas Regionais 2017.

- Alto Comissionado do Planejamento. Inquérito Nacional junto às Instituições Sem Fins Lucrativos

Lucrativo. 2007.
- Alto Comissariado do Plano. Censo Geral da População. 2014.

Ministério da Agricultura e da Pesca Marinha, Departamento da Pesca


Marítimo. O mar em números 2018.

- Laarej. Y. et al. Moucharaka Mouwatina. Estudo sobre as redes associativas em quatro


regiões do Marrocos. 2016.

- Moathes. M.J. Boletim Económico e Social de Marrocos. 1950. N° 45. Vol 12.

- Pereira. L. D, et al. Marrocos Investir na ação coletiva: quais oportunidades


para as cooperativas do setor agroalimentar? 2018.

- Poirier .Y. Economia Solidária e conceitos relacionados: Origens e definições.2012.

- Saddiki .A. Estado das coisas do quadro jurídico e instâncias da economia social e
solidário ao Marrocos. Jornal Internacional de Pesquisa Científica e Engenharia.
Volume 9, N° 5. Maio 2018.

- -Força-Tarefa da ONU sobre Economia Social e Solidária. Realizando a Agenda 2030


por meio da Economia Social e Solidária.2015

Jornais

L’Economiste, Edição N°:5530 Em 04/06/2019


47
L'Economiste N°:4928 Le 30/12/2016

- L’Economiste, Edição N°:5013 Em 28/04/2017

L’Economiste Edição N°:524 Em 08/06/1999

- Le Matin, 28 de dezembro de 2014.

Sites Web

-Agência [Link]

A Associação dos Produtores e Produtores Exportadores de Frutas e Legumes

(APEFEL)[Link]

Conselho Regional Souss [Link]

Ministério da Agricultura e da Pesca Marítima, Departamento da Pesca

Marí[Link]

Ministério francês da Economia, das Finanzas, da Ação e das Contas Públicas.

[Link]

Escritório Regional de Valorização Agrícola do [Link]


48
Secretariado Geral do [Link]

49

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