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Processo Produtivo de Chapas OSB em Chile

Este documento descreve o processo de produção de painéis OSB em uma planta no Chile. O processo inclui a recepção e armazenamento de madeira, descascamento, fragmentação, armazenamento de aparas verdes e secas, mistura com resina, formação de colchões, prensagem, corte e embalagem. Cada etapa é descrita detalhadamente com diagramas de fluxo e imagens para explicar como a madeira se transforma em painéis OSB através deste processo.

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Processo Produtivo de Chapas OSB em Chile

Este documento descreve o processo de produção de painéis OSB em uma planta no Chile. O processo inclui a recepção e armazenamento de madeira, descascamento, fragmentação, armazenamento de aparas verdes e secas, mistura com resina, formação de colchões, prensagem, corte e embalagem. Cada etapa é descrita detalhadamente com diagramas de fluxo e imagens para explicar como a madeira se transforma em painéis OSB através deste processo.

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INFORME DE TERRENO

Processo produtivo de chapas


OSB. Planta Louisiana Pacific,
Panguipulli, Chile.

Integrantes do grupo.
Guido Gutiérrez-Javier Guajardo-Fernando Campos
2° ano Técnico em Construção Civil
Prática inicial I
CONTEÚDO
Introdução....................................................................................................................................... 2
USOS PRINCIPAISS ...................................................................................................................... 3
APLICAÇÕES. .............................................................................................................................. 3
Em telhados.............................................................................................................................. 3
Em muros........................................................................................................................................ 3
Em pisos......................................................................................................................................... 4
DIAGRAMA DE FLUXO E DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO......................... 5
A. Recepção e armazenamento de madeira. ....................................................................... 6
B. Descortezado ........................................................................................................................ 8
C. Viruteado.......................................................................................................................... 10
D. Armazenamento de viruta Verde................................................................................... 11
E. Secagem.................................................................................................................................... 12
F. Armazenamento de aparas secas...................................................................................... 13
G. Misturado ou colado............................................................................................................ 14
H. Formação colchão de hojuelas.......................................................................................... 16
I. Prensado.................................................................................................................................. 17
J. Escuadrado ............................................................................................................................. 18
K. Terminação e embalagem........................................................................................................ 19

1
INTRODUÇÃO.

Os painéis LP OSB são painéis estruturais de madeira fabricados em


Chile por Louisiana Pacific, líder mundial em OSB. Estes, são amplamente utilizados
na construção de telhados, paredes e pisos, tanto em construções
habitacionais e comerciais de até 4 andares.
As notáveis características deste material o tornaram também o mais
escolhido em ampliações e remodelações de residências.
Também são usados em fechamentos perimetrais, instalações de obras, partes
e peças de móveis, estantes, paletes e embalagens em geral.

2
USOS PRINCIPAIS.
Dentro dos variados usos que tem o OSB destacam-se:
Vigas em double T com alma de OSB.
Embalagens.
Lixeiras.
Caixas de transporte.
Paletes.
Partes e peças de móveis.
Estantes.
Cercas perimetrais.
Instalações de trabalhos.

APLICAÇÕES.

Em techumbres.
Aplicação de painéis LP OSB em telhados permite reduzir
consideravelmente os tempos de instalação de coberturas, gerando superfícies
uniformes e estáveis, capazes de receber revestimentos como telhas asfálticas ou
outros.
A LP desenvolveu, para a segurança do trabalhador, painéis com uma face
rugosa que conseguem reduzir as possibilidades de acidentes por deslizamento durante
a instalação, sendo o único no mercado que possui esta importante
característica.

Em muros.
O uso de painéis LP OSB na estruturação de paredes permite eliminar
cadenetas e diagonais gerando importantes economias de até 50% em materiais
e mão de obra.
Esta excelente posição de custos permitiu ir substituindo os muros
de concreto e alvenaria. A superfície áspera proporciona uma aderência ideal, para receber
diferentes tipos de revestimentos; sejam estes cimentícios, poliméricos,
elastoméricos, enchapes de pedra e/ou tijolo, vinílicos, etc., que lhe conferem a
proteção e beleza exterior requeridas nas habitações.

3
Em pisos
Os pisos construídos com LP OSB são uma alternativa mais rápida e
econômica que a tradicional solução de concreto, oferecendo uma excelente
superfície com face rugosa proporcionando melhor aderência para azulejos, tapetes ou outros
terminações, e um excelente comportamento estrutural e acústico.
Os painéis LP OSB encaixados permitem evitar o uso de correntes,
logrando uma melhor superfície para o caso de instalação de carpetes ou outro
terminação que a tecnologia permita.

4
DIAGRAMA DE FLUXO E DESCRIÇÃO DO PROCESSO
PRODUTIVO.
Para introduzir-se no processo de fabricação dos painel OSB e facilitar
a compreensão do mesmo, foram feitas visitas a terreno. Com a informação
obtida foi elaborada a descrição do processo, que se expõe a seguir.

Figura 1. Diagrama de fluxo do processo produtivo Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

Os painéis OSB são painéis elaborados através de um processo em que


o principal insumo é a madeira em pedaços que, após passar por um descortezador
é virutado formando hojuelas, as quais mais tarde são secas e misturadas com
resina e cera. Posteriormente, essas flocos formam colchões cujas camadas
possuem orientação cruzada. Em seguida, os colchões são submetidos a
elevadas pressões e temperaturas, formando assim grandes tabuleiros, os quais
depois são dimensionados de acordo com um formato padrão de 2,44 x 1,22 metros (comprimento
por ancho).
Os painéis já dimensionados são organizados em paletes, para depois serem
sellados em suas bordas e receber umidade, de modo que fiquem com um
porcentaje de humedad acondicionado ao ambiente, que vai entre 2 [%] e 3 [%].
Finalmente, os tabuleiros são embalados e transportados para o armazém de produto
terminado disposto nas instalações da empresa. Mais tarde, os produtos
são distribuídos aos clientes.
A seguir, descrevem-se em detalhe cada uma das etapas que formam
parte do processo de elaboração dos painéis OSB. A descrição exposta foi
elaborada com base nas observações do processo realizadas durante as visitas a
planta.

5
A. Recepção e armazenamento de madeira.

Corresponde à etapa de recepção da matéria-prima que é utilizada no


processo. Durante esta fase, é registrada a quantidade de madeira recebida, os
caminhões que entram são pesados e se procede a inspecionar a qualidade dos
troncos rejeitando aqueles que não atendem às características de qualidade
que solicita a empresa, tais como comprimento, diâmetro e conteúdo de podridão. Os
rechazos ocorrem porque o uso de madeira que não apresenta características
adequadas ao processo se traduz em obter painéis de menor qualidade. Este
tipo de tableros muitas vezes não podem ser comercializados e em caso de serem,
sua venda é realizada a um preço inferior.
Em seguida, os caminhões entram no campo de armazenamento de pedaços,
onde carregadores móveis descarregam e empilham as toras de forma organizada. Os
trozos permanecem em campo até o momento em que são necessários para serem
processados, momento em que são transportados para a área de descascamento,
utilizando os mesmos carregadores móveis que são usados para descarregar os
troncos dos caminhões. A recepção dos troncos também inclui a
verificação inicial da origem da madeira e do cumprimento da normativa de
transporte.

Figura 2. Cancha de armazenamento de madeira Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

6
Figura 3. Ingresso de madeira ao processo Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

7
B. Descortezado

Este processo consiste em passar os pedaços de madeira que provêm do


cancha de armazenamento por um descorteçador de anéis, o qual possui um
mecanismo de anillado (corte) e desprendimento de casca. A casca retirada a
os pedaços, é utilizada posteriormente como combustível para o aquecimento
do óleo térmico utilizado no processo de prensagem dos painéis.
A remoção da casca das peças responde ao fato de que o
incorporá-la no processo provoca uma perda nas propriedades físico-mecânicas
dos tabuleiros. Isso, assim como o uso de madeira que não atende aos
características requeridas, se traduce na obtenção de um painel menor
qualidade que, caso seja comercializada, deve ter um preço inferior.
Os pedaços, já sem casca, continuam no processo sendo transportados até
a área do virtuador.

Figura 4. Descortezador de anillos. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

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Figura 5. Processo de descascamento. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

9
C. Viruteado

Neste processo, os troncos, já sem casca, são introduzidos no viruteador em


lotes. O viruteador consiste em um disco que contém facas de corte que extraem
virutas dos troncos quando estes são deslizados ao longo das facas.
As aparas obtidas são úmidas e têm de 0,5 a 0,8 [mm] de espessura, 76 a 100 [mm]
de largo e 13 a 25 [mm] de largura. Após sua obtenção, as aparas são transportadas para
dos silos de armazenamento (centro e superfície) de onde caem por gravidade
aos secadores.

Figura 6. Processo de viruteado. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

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Figura 7. Disco viruteador. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

D. Armazenamento de aparas Verde

Já produzidas as lascas que farão parte essencial do painel OSB,


estas são armazenadas em dois silos, um de centro e outro de superfície. Seus
Nomes, devem-se ao fato de que o silo central contém as flocos que vão na camada
central ou interior do painel e o silo de superfície contém as flocos que vão em
as camadas externas ou faces.
A partir desta etapa do processo e até a etapa de formação do tabuleiro,
se dá no caso de alguns equipamentos a distinção ou separação entre o que é
hojelela de centro e de superfície.
Em relação aos silos, a capacidade aproximada para cada um deles
ascende a 200 [m3]. A forma de operar com relação ao material que se encontra
armazenado neles, está de acordo com o sistema FIFO. O material que entra primeiro em
eles são os primeiros a sair.

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Figura 8. Armazenamento de flocos verdes, silos verdes. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

E. Secagem

As aparas armazenadas nos silos verdes são transportadas para reduzir


seu conteúdo de umidade até o setor dos secadores (centro e superfície) de
tipo rotatório por meio de correias transportadoras. Os secadores são aquecidos
principalmente com gases de Combustão, os quais são produzidos ao queimar finos
de madeira, misturados com resíduos da mesma que são moídos de maneira
adequada para sua incorporação.
O calor existente nos secadores é ajustado de maneira contínua com
objeto de manter a temperatura no interior deles e que o conteúdo de
a umidade das aparas secas se mantenha relativamente constante. As emissões
que saem atingem temperaturas compreendidas entre 94 [ºC] e 120 [ºC]. Por
efeito do calor dos secadores, são liberados alguns produtos a partir das aparas
conteúdos na madeira, como vestígios de formaldeído e fenol.

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Figura 9. Processo de secagem de flocos, secador rotativo. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

F. Armazenamento de aparas secas

Após passar pelo processo de secagem, as aparas de madeira já secas


son armazenadas em dois silos, um no centro e outro na superfície. As capacidades
desses silos ascendem aproximadamente a 100 [m3]. Os silos, além de
armazenar as lascas de madeira, elas são distribuídas para a próxima etapa do processo.

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Figura 10. Armazenamento de flocos secos, silo seco. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

G. Misturado ou colado

Nesta etapa do processo, procede-se a aderir às aparas de madeira seca


cera e resina. Essa adesão é realizada nas misturadoras, as quais
basicamente são tambores rotatórios dentro dos quais se dispõe de um eixo
longitudinal equipado de cabeçotes de aspersão. Mediante os cabeçotes de
aspersão, tanto a entrega de cera quanto de resina são atomizadas. A resina atua
como adesivo entre as folhas enquanto a cera confere uma melhor
estabilidade dimensional diante das condições finais de exposição, ao diminuir a
capacidade de absorver água.

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Figura 11. Processo de colagem no liquidificador. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

Figura 12. Sistema de aspersão blender. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

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H. Formação colchão de hojuelas

Após aderir as folhas de cera e resina, estas passam por uma linha
de formação, a qual se encontra composta por quatro máquinas chamadas
formadoras. De estas quatro formadoras, duas delas são de centro e duas de
superfície.
A finalidade das formadoras é lograr entregar e orientar a quantidade de
hojuelas necessárias para formar os tabuleiros. Para isso, possuem em seu interior um
mecanismo de discos distribuidores.
Cada formadora aporta uma camada de flocos, o que permite formar um
colchão composto por um total de quatro camadas destas.

Figura 13. Processo de formação colchão de hojuelas. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

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Figura 14. Colchão de hojuelas. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

I. Prensado

Mediante um sistema de corte e carga automática, prepara-se a carga de


oito colchões de flocos que são introduzidos nos oito andares ou pratos com que
Conta a imprensa. Lá, realiza-se a prensagem a uma temperatura de 235 [ºC] e a uma
pressão específica de 35 a 40 [Kg/cm2]. O tempo de prensagem varia entre 180
[s] y 262 [s], dependendo da espessura do painel.
Como resultado do prensado, obtêm-se oito formatos de 5,0 [m] * 2,5
[m], que são baixados automaticamente e transportados para as
serras para seu posterior corte.

dezessete
Figura 15. Processo de prensagem. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

J. Escuadrado

Os formatos de 5,0 [m] x 2,5 [m] são seccionados em forma transversal e


longitudinal, pelas serras de corte presentes na linha de processos. Após isso,
se obtienen de cada colchón de hojuelas prensado o cada piso de la prensa quatro
tabuleiros de 2,44 [m] x 1,22 [m].

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Figura 16. Processo de dimensionamento e esquadramento. Fonte: Louisiana Pacific Chile S.A.

K. Finalização e embalagem

Já escuadrados os painéis OSB, são armazenados em plataformas. Existem


duas plataformas distintas, nas quais os produtos são dispostos de acordo com sua
qualidade. Nessas plataformas, os painéis são pintados nas bordas, umedecidos,
pintados em seus cantos, timbrados e embalados, tudo isso considerando a
especificação de cada um dos produtos. Em forma posterior à embalagem, os
paletes de produto são trasladados para o armazém de produtos acabados, lugar
em que permanecem até seu despacho.

Figura 17. Zona de terminación e produto embalado. Fonte: Louisiana Pacific S.A.

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CONCLUSÃO

Em relação ao processo de fabricação dos painéis OSB na Louisiana


Pacific Chile S.A. Planta Panguipulli pode-se concluir que com base no processo de
elaboração do OSB, este tipo de material está pensado e preparado para ser
utilizado em qualquer tipo de construção, seja para revestir exteriores com
beleza, velocidade, alta resistência e durabilidade, respondendo às condições
estruturais mais exigentes e específicas, além de ter uma grande capacidade
físico-mecânica e uma excelente resposta em estruturas sísmicas, resolvendo de
esta maneira requerimentos construtivos diversos associados à habitação.

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