Ella: O montubio piropea
a montubia não se encolhe,
ela com graça campeia
e ele como um touro capea
se a vespa o picar.
Ele: Todos dizem seu pedaço
todos gritam como rã
o lagarto dá o colazo
quando a iguana coça
o quando se lhe atira o laço
pañuelito cheio de
colação em cada
esquina uma letra
e no meio meu coração
Eu gostaria de ser um passarinho
com patinhas de algodão
para voar ao seu peito
e tocar seu coração
Lá em cima naquele morro
tenho um poço de água clara
onde minha negra se banha
com vinho e água rosada
O anel que me deste
era de ouro e quebrou;
o amor que você teve por mim
durou pouco e acabou.
A mulher bela e mau humor
é parecida com o limão,
a casca é bonita
mas azedo, azedo o coração.
Gostaria de te dizer coisas lindas
nesta noite esplendorosa
que se você me desse um beijo
eu te daria uma rosa.
São suas mãos duas pombas
E tua boca é um primor
Mas se a sua atenção não me brindas
A outra entregarei meu amor
Uma mulher honesta
Saberá procurar um bom marido
Porque quando o amor é verdadeiro
Se entrega até o sobrenome
Queria ser passarinho
somente por voar,
e me sentar nos caminhos
sólo por verte passar.
Eu canto para a minha pomba
com a voz do coração:
esta zamba sim merece
que eu morra de paixão.
Hermanito da minha vida,
me picou um escorpião.
Bem feito, para que outro dia
não vá aonde estão!
As aves na montanha
anidan em algodão:
eu, em vez disso, quero aninhar
dentro do seu coração.
Eu não digo que sou rico
nem que eu tenha casa é telha;
mas eu tenho um amorzinho
mais doce que mel de abelha.
O amor do homem pobre
é como o pintinho anão,
que em pular e não alcançar
se passa o ano todo
Embora seu pai seja um tigre
e sua mãe uma sayama,
eu conversarei contigo
quando eu quiser.
Eu sou como o beija-flor,
que anda de tambo em tambo,
distintas flores chupando
sem dar a nenhum amor.
Já te conheço, cholito,
que te das de enamorado,
andando de porta em porta
como lagarto cebado.
Como eu me tornaria um tigre!...
Como eu me tornaria um leão!
Como comer aquela menina
a metade do coração!
Quando este cristão morrer
não o enterrem em sagrado:
sepúrtenlo en a lençol
onde eu pisei o gado.
Eu plantei meu laranjinha
em meio ao laranjal;
para que o semeasse,
o seu amor vai acabar?
O anel que me deste
era de ouro e quebrou-se;
eo amorque me tiveste
durou pouco e acabou.
A mulher bela e mal-humorada
é parecida com o limão,
a casca é bonita
mas amargo, amargo o coração.
Eu tenho que fazer um vestido
do color do sentimento,
os botões do esquecimento
e a tela do castigo.
Tire o cachorro do caminho,
passa gente e te vê;
por homem, bem que te quis
e por cachorro te deixei.
Faz tempo que amei um homem
Passou o tempo e eu o abandonei
Porque um homem muito bom
Conheci um dia e me apaixonei...
Eu gostaria de ser um passarinho
com patinhas de algodão
para voar ao teu peito
e tocar seu coração
Aí te mando um
pañuelito cheinho de
colação em cada
esquina uma letra
e no meio meu coração
Com A se escreve meu nome
com O meu sobrenome
a mulher que não me quer
não sabe o que perdeu
O amor é belo
o amor é triste
embora belo e triste
o amor existe
Sim, sim em inglês
piano, piano em italiano
eu te quero eu te amo
eu te escrevo em italiano
Que culpa tem a flor
de ter nascido no campo?
Que culpa tenho de te ter
amado tanto?
De todos os animais
eu queria ser o mosquito
para entrar no seu quarto
e te dar um beijinho
Três vezes peguei a caneta
três vezes caiu
três vezes escrevi seu nome
e nunca me esqueci
buzina de mudança de semáforo
pedestre na Emilio Estrada
te cruzaste frente a meus olhos
Eu comi com o olhar
***
saias curtas de Samborondón
regaladas em Urdesa
minhas mãos te coloco
como pão e maionese
***
passeio de canoa pelo manso
circulando na Alborada
assim eu me perco
nas águas do teu olhar
Através da distância, minhas lembranças vivem em você, e só te peço amor
meu que não te esqueças de mim
o amor é belo e bonito, mas com muito sofrimento
Rosas são rosas, cartas são cartas, mas as palavras dos homens,
sempre são falsas
Suas mãos são duas pombas
E sua boca é um primor
Mas se você não me der atenção
A outra entregarei meu amor
Eu gostaria de te dizer coisas lindas
nesta noite esplendorosa
que se você me desse um beijo
eu te daria uma rosa
A mulher bela e de mau gênio
é parecida com o limão,
a casca é bonita
mas amargo, amargo o coração
Lá em cima naquele morro
eu tenho um poço de água limpa
onde minha negra se banha
com vinho e água rosada
Chorando
peguei a caneta,
chorando peguei o papel,
chorando cifrei teu nome
em um louro florido
Por baixo corre a água,
por cima da alface;
deixo de comer a asa
por comerme a peitola.
Como você me vê, chiquito,
crees que não sei de amor:
eu sou como o feijãozinho
que regando faz a flor.
quando passei pela sua casa
me tiraste um limão,
o limão me deu na cara
e o suco no coração
Senhorita dona da casa,
casca de loureiro
diga se você me ama,
para amanhã voltar.
Eu sou a metade da laranja,
eu sou a laranja inteira,
eu sou um botão de rosa,
mas não para qualquer um.
Meu pai me deu um conselho
que sempre o repeti:
que não lhe tocará o rabo
ao cachorro que está dormindo.
Antec ontem comendo bagre,
me atorei com uma espinha:
melhor é gastar dois sucres
e comer uma corvina.
Se eu fosse um passarinho,
a seus ombros daria um voo
e feche a sua boquinha...
É uma pena que eu não posso!
No centro do mar
suspirava um camarão
e no suspiro dizia:
Não se aflija, coração
Embora seu pai seja um tigre
e sua mãe uma sayama,
eu conversarei contigo
quando eu quiser.
Eu não digo que sou rico
nem que eu tenha casa de telha;
mas eu tenho um amorzinho
mais doce que mel de abelha.
As aves na montanha
aninhados em algodão
eu, em vez disso, quero aninhar
dentro do seu coração.
Eu canto para a minha pomba
com a voz do coração:
esta zamba sim merece
que eu morra de paixão.
Quando eu era pequeno,
chorava por um rato:
e agora que estou grandinho,
Choro por um amor.
Faz tempo que amei um homem
Passou o tempo e eu o abandonei
Porque um homem muito bom
Conheci um dia e me apaixonei...
Tire o cachorro do caminho,
passa gente e te vê;
por homem, bem que te amei
e por cachorro te deixei.
Eu tenho que fazer um vestido
do color do sentimento,
os botões do esquecimento
e a rede da advertência.
O anel que me deste
era de ouro e quebrou;
o amor que me tiveste
durou pouco e acabou.
Do talo sai a rosa
da rosa sai a flor
diga, meu querido
De onde vem o amor???
O amor é belo
o amor é triste
embora belo e triste
o amor existe
Ontem passei pela sua casa
te vi comendo galinha
os dentes tremiam
como dentes de cavalo
Colorão
Senhorita, sou um pobre.
Pobre, mas generoso
como um osso de espinha
Pelado mas saboroso
Mariposa
Esses mocinhos pelados
Têm muitas pretensões
Mas eles ainda não sabem
Amarrar os calcinhas
Colorão
Eu os tenho bem apertados
Com uma tira de beta
Para que sirvam de respeito
A toda mulher coquete
Mariposa
As coquetas são as tontas
Que dá a torcer o braço
Eu não sou uma das que gastam
A pólvora no gavião
Colorão
Eu também não gasto pólvora
Em um pássaro tiznado
Pois apenas uma borboleta
Vai caçando o colorao
Mariposa
Colorados são os mameyes
quando estão recém colhidos
Mas de cem não há um
Que não se saia empedernido
Colorao
Empedernidas há muitas
que estão torcendo o focinho
mas se o galã se ajeita
Llorana moco tendido
Mariposa
Eu sou uma magdalena
E me dizem a chorona
Mas choro pelos tolos
Quando pico a cebola
Colorao
Eu não sei picar a cebola
Mas juro pela cruz
Que a sua roupinha e a minha
As guardará meu baú
Mariposa
Juro eu por São Jacinto
Que antes de fazer tal loucura
Eu tenho que ver um boi voar
E acabar a sepultura
Colorao:
Eu juro por São Jacinto
Que antes de fazer tal loucura
Eu tenho que ver um boi voar
E acabar com a ditadura
NÃO SEJA LOUCO
Amorfino tradicional (1920)
Letra e Música
Anônimo
Amorfino não seja louco
e aprenda a ter vergonha,
a que te quis querer
a que não, não lhe faça força.
Sua mãe está em Paris,
teu pai está em batalha,
o dia que você for
não me deixe de escrever
consuele-me com suas letras
para eu poder viver.
O montubio de má aparência
Quem não quer trabalhar
Sólo engana as mulheres
Quer apenas dançar sozinho.
Chiquita, eu te procurei
Chiquita, eu te encontrei
Chiquita da minha vida
Eu morro por você
Se eu tive 20 namorados
Contigo será 21
a todos os faço bobos
e não me caso com nenhum.
As mulheres deste tempo
São como a vaca mansa
Não têm nem 15 anos
Já estão com uma barriga tremenda
Um compadre a sua comadre
Ele disse em certa ocasião
Não fique triste, comadrita
Dê-me já seu coração
A comadre disse na hora
Eu não tenho coração
Pois o falecido levou.
Seu compadre Napoleão.
Que não sabe comadrita
Que meu compadre ao morrer
Ela me pediu que a cuidasse
E que a fizesse feliz
Se é assim que se diz
Debo pois obedecer
A vontade de um defunto
Respeitada deve ser.
tráfego da tarde de outubro
semáforo vermelho infinito
contanto que você esteja comigo, minha vida
seguirei dirigindo devagar
***
lá em cima no morro
há uma torre de Porta íngreme
aí ontem à noite
Levei sua irmã por um tempo.
***
cinza asfalto e gravilha
acera verde mutilada
o dia que seres meus
deixarás de ser minha cunhada
ser negro não é ofensa
Nem a cor me tira fama
que o sapato preto parece
em pé de qualquer dama.
Queria ser borboleta
daquelas que voam reto
para te dizer várias coisas
e me deitar em seu peito.
Quando eu era pequeno, No fundo do mar
chorava por um rato: suspirava um caciquito
e agora que estou crescidinho, e no suspiro dizia:
choro por um amor. Ame-me, que estou sozinho
Ninguém se senta a cavalo,
enquanto no estribo estiver,
porque muitos a cavalo
geralmente ficam a pé.
Gostaria de ser passarinho
somente por voar,
e sentar-me nos caminhos
sómente por te ver passar.
A experiência nos ensina Queria ser patillito,
que nas coisas do amor chiquitito e nadador
a mulher é uma gata para alcançar a barquinha
e o homem, simples rato. onde navega meu amor.
Ao periquito e a mulher
não devem ser deixados sozinhos:
ao periquito pelo gato
e a mulher pelo namorado.
Hermanito da minha vida,
me picou um escorpião.
Bem feito, pra outro dia
não vá aonde eles estão!
Eu canto para a minha pomba
com a voz do coração:
esta zamba sim merece
que eu morra de paixão.
Pajarillo pluma suave,
asas de sete cores
não me matas com teu bico,
mate-me com seus amores.
As aves na montanha
aninhados em algodão:
eu, em vez disso, quero aninhar
dentro do teu coração.
Eu não digo que sou rico
nem que eu tenha casa é telha;
mas eu tenho um amorzinho
mais doce que mel de abelha.
O amor do homem pobre
é como o pintinho anão,
que em pular e não alcançar
ele passa o ano todo.
Embora seu pai seja um tigre
e sua mãe uma sayama,
eu conversarei com você
quando eu quiser.
Um barco se balança,
uma pedra se quebra,
um touro bravo se amansa
por muito cimarrón que seja.
Porque me vês pequeno, Eu sou um pássaro verde
você acha que eu sou ovo de pato:
sem ser periquito nem papagaio:
com a forma é seus sapatos.
o desprezo que me fizeste
sinto muito, mas não choro.
Eu sou como o beija-flor,
que anda de tambo em tambo,
flores distintas chupando
sem dar a nenhum amor.
Já te conheço, cholito, Me aconselham a me casar
que te dás de enamorado, com este negro sem graça;
andando de porta em porta mas meu pai não quer
como lagarto cebado. morcegos em sua casa.
O primeiro burro vai à frente, As aves da montanha
o segundo vem depois; nascidos para voar;
sendo você quem os reúne, eu nasci para o trabalho,
o último será você. com olhos para chorar.
As meninas deste tempo
são como a lagartixa:
apenas passam os rapazes
aguardam pelas fendas.
No centro do mar
suspirava um camarão
e no suspiro dizia:
Não se aflija, coração
Como eu me tornaria um tigre!...
Como eu me tornaria um leão!
Como comer nessa menina
a metade do coração!
Se eu fosse uma pajarita, Anoche comendo bagre,
aos teus ombros daria um voo me atorei com uma espinha:
e cala a sua boquinha... melhor é gastar dois sucres
Que pena que não posso! e comer uma corvina.
As mulheres e os gatos
son de la misma opinión:
que quebram todos os pratos
por caçar seu rato.
No fundo do mar
suspiros de um bagre,
e no suspiro dizia:
Não há como o amor de
mãe
Meu pai me deu um conselho
que sempre o repeti:
que não lhe tocará o rabo
ao cachorro que está dormindo.
Calma, garota brincalhona,
brincona como a lisa,
que mudanças de enamorado
mais que mudas de camisa
Quando este cristão morrer
não o enterrem em sagrado:
sepúltemo-lo na cama
onde pisa o gado.
De quantas flores conheço
eu gosto da margarida
que embora a planta seque,
viva queda a patita.
Eu sou a metade da laranja,
eu sou a laranja inteira,
eu sou um botão de rosa,
mas não para qualquer um.
Na porta da minha casa
três árvorezinhas plantei:
uma fé, uma esperança,
e eu jamais te esquecerei.
Clavelito colorado,
sembrado de trecho em trecho:
Como você quer que eu te esqueça,
se você está semeado em meu peito?
Senhorita dona da casa,
casca de louro
diga se você me ama,
para amanhã voltar.
Matita de yerbabuena
nascida no mês de janeiro
Como eu vou te esquecer,
você foi meu primeiro amor?
A laranja bem madura
disse à cana verde:
Que olhos bonitos você tem
que parecem que não enganam!
A vara de São Jacinto
todos os anos floresce:
a palavra dos homens
se perdeu e não aparece.
quando passei pela sua casa
me tiraste um limão,
o limão me deu na cara
e o suco no coração
Dizem que o pimentão maduro
pica mais que a pimenta,
assim são as más línguas
que sem perguntar-lhes, contam.
Se você quer que eu te ame,
você deve se defumar com alecrim
para perder o odor
del que te quiso primeiro.
Eu plantei a erva-doce
para não semear coentro.
Amorcito, como faremos para não nos amarmos tanto?
Viva o sol, viva a lua!
Viva a flor de alecrim!
Viva a minha fortuna!
A glória de ser solteiro!
Como você me vê, chiquito?
cres que eu não sei de amor:
eu sou como o feijãozinho
que regando faz a flor.
O aguardente de cana
nascido de verde mata
até os homens de bem
os faz andar em quatro patas.
Repare no caju
quando está recém pintado,
abre-me o peito e registra
e verás que não há traição.
A laranja bem madura
disse ao verde verde:
Um homem com três mulheres
até a vergonha perde.
Eu plantei meu laranjinha
em meio do laranjal;
Para que o semeasse,
o seu amor vai acabar?
A laranja madura
disse ao verde verde;
Que bonitos são seus olhos
que parecem que estão dormindo!
As flores do tamarindo
explodem com as de coco;
se o seu amor vai de corrida,
o meu, pouquinho a pouquinho.
Os mocinhos de hoje em dia
são como a palha seca:
quando têm pal arroz,
não tem pra manteiga.
Vinte moças eu tinha
e a todas as sustentava:
um abóbora por semana,
porque outra coisa não havia.
Se a ruda fosse amarga,
eu lhe daria de beber,
para que você saiba ser homem
e estimar a mulher.
Já vem o rio crescendo
e arrasta montes verdosos;
Como você quer que eu deixe o certo pelo duvidoso? ...
De la guayaba a semente,
da laranja a flor;
nos olhos eu conheço
que não me tens amor.
Quando você for cortar lenha,
não a cortes de higuerón;
corte-a de pau negro;
e aí verás meu coração
!Maldita seja a monilla
o que caiu sobre o cacau!
Antes andava vestido
e agora estou remendado.
Chorando
peguei a caneta,
chorando peguei o papel,
chorando cifrei seu nome
em um louro florido
As garotas deste tempo
são como o manga podre:
não sabem costurar um traje
y ... "Mamita, quero marido".
Tanta laranja madura,
tanto limão no chão;
quantas meninas bonitas,
quão jovem sem consolo.
Por baixo corre a água,
por cima da alface;
deixo de comer a asa
por comerme a pechuga.
O limão não tem espinhos,
a árvore é o espinhoso:
meu coração é firme,
o seu é o enganador.
Branca rosa de castela,
branca espuminha do mar:
apesar da sua família,
em teu peito eu hei de reinar.