Inclusão Educacional e Laboral na Venezuela
Inclusão Educacional e Laboral na Venezuela
Índice
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Introdução …………………………………………………...……………… 3
Educação inclusiva e metódica.………………….……………… 4 a 6
Emprego inclusivo……………………………………………..…………...….. 7 e 8
Lei para pessoas com deficiência…………..…………………..…9 e 10
EcA…………………………………………………………...…11 e 12
Conclusão ………………………………………..……………………..……… 13
Referências bibliográficas…………………………………………………….. 14
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Introdução
Atualmente, o tema da inclusão ganha cada vez mais destaque para potencializar
medidas que conlevem a que uma sociedade seja mais equitativa e solidária frente a
discriminação, que como forma de violência "pacífica", implica a ação ou omissão
negativa em relação a um grupo de pessoas que compartilham e se identificam por uma mesma
variável. Historicamente foram identificados grupos que até hoje continuam sendo
vítimas de fatos discriminatórios, entre esses se encontram as pessoas com
deficiência.
A dizer verdade, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência (ONU, 2006) dispôs que o termo adequado para se referir a este grupo
da população certamente é Pessoas com Deficiência (PCD), portanto, sua
a utilização é considerada a única correta a nível mundial. Agora, é oportuno
perguntar-se qual é o motivo disso? Como premissa relevante dessa concepção é
que "a pessoa" é o primeiro lugar, ressaltando que esta não é incapaz, mas sim capaz
de atuar da mesma forma que a maioria, mas com algum tipo de apoio. Em virtude
De ello vale aclarar que, qualquer pessoa com ou sem deficiência tem diversas
capacidades e formas de executá-las, por conseguinte, detalham-se dois elementos básicos;
um, é considerado como uma condição inerente à humanidade; dois, o termo
referido é necessário para distingui-los, mas não discriminá-los, socialmente.
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A Educação Inclusiva deve ser concebida como um processo que permite abordar e
responder à diversidade das necessidades de todos os estudantes por meio de uma
maior participação na aprendizagem e reduzir a exclusão do sistema educativo.
Isso implica mudanças e modificações de conteúdos, enfoques, estruturas e
estratégias baseadas em uma visão comum e na convicção de que é responsabilidade do
Sistema Educativo educar todas as crianças, adolescentes e jovens.
O propósito da Educação Inclusiva é permitir que os professores e alunos se
sintam-se confortáveis diante da diversidade e a percebam não como um problema, mas como um
desafio e uma oportunidade para enriquecer o ambiente de aprendizado.
A educação inclusiva responde ao desafio de oferecer uma melhor educação para todos,
em que qualquer menino ou menina possa participar da vida da escola que os pais
escolham, com outras crianças da sua idade e com os apoios necessários para a sua plena
participação. Não é uma estratégia para encaixar pessoas nos sistemas e estruturas de
a sociedade, trata-se de transformar esses sistemas e estruturas para torná-los melhores
para todos.
Possibilita a participação de todos os estudantes nos processos escolares
garantindo uma boa experiência e evidenciando bons resultados.
Faz ênfase nos grupos de estudantes que poderiam estar em risco de
marginação, exclusão ou baixo desempenho, para garantir que sejam monitorados e
determinar os passos que são necessários para sua presença, participação e seu próprio
desempenho no sistema educativo.
Reconhece a necessidade de atender a múltiplas variáveis ambientais frente aos
planteamentos exclusivamente centrados em problemas ou deficiências do aluno.
Pretende que as mudanças metodológicas e organizacionais satisfaçam as necessidades
de estudantes com particularidades específicas os beneficiem a todos; os estudantes
que se encontram com barreiras do ambiente para a participação passam a ser
considerados como um estímulo que pode fomentar o desenvolvimento de um ambiente
enriquecido de aprendizado.
Promoção da excelência de todos os alunos, projetando ambientes escolares que
estimulam a participação, promovem as relações sociais e o sucesso escolar de todos.
Promove uma filosofia na qual todos os membros da sala de aula são importantes e por isso
pensa-se nas necessidades e capacidades de todos.
Convida à incorporação de novas práticas pedagógicas por parte de toda a
comunidade acadêmica, que permita a seus alunos alcançar o sucesso escolar de acordo com
as características de cada um.
A educação inclusiva é um processo de fortalecimento da capacidade do sistema
educativo para chegar a todos os educandos, implica a transformação das escolas e
de outros centros de aprendizagem para atender a todas as crianças e adolescentes que
pertenecem a grupos étnicos e linguísticos minoritários ou a populações rurais, aqueles
afetados pelo VIH e a SIDA ou com deficiência e dificuldades de aprendizagem–, e
para brindar também oportunidades de aprendizado a todos os jovens e adultos.
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Muitas vezes utilizamos o conceito de inclusão como uma mera "soma" ou "adição"
de alguém ou algo, quando na verdade é uma ideia que abrange aspectos sociais bastante
mais profundos.
O principal pilar da inclusão é o reconhecimento de que todas as pessoas têm
habilidades e potencialidades próprias, distintas das dos outros, pelo que as
necessidades distintas exigem respostas diversas ou diferentes. A inclusão busca que se
fomente e garanta que toda pessoa seja "parte de" e que não permaneça "separada"
de”. Inclusão, portanto, significa que os sistemas estabelecidos fornecerão acesso e
participação recíproca; e que o indivíduo com deficiência e sua família tenham a
possibilidade de participar em condições de igualdade.
Segundo a UNESCO, a inclusão é uma abordagem que responde positivamente à
diversidade das pessoas e das diferenças individuais, entendendo que a
a diversidade não é um problema, mas sim uma oportunidade para o enriquecimento da
sociedade, através da participação ativa na vida familiar, na educação, na
trabalho e, em geral, em todos os processos sociais, culturais e nas comunidades.
As pessoas com deficiência podem precisar de apoio para participar plenamente em
suas comunidades. Este apoio pode variar desde alojamento para fazer com que um espaço
acesso ao mar para uma pessoa com limitações físicas ou sensoriais, até capacitação
para mestres para que possam ensinar aos alunos de todas as habilidades e
talentos, até a assistência de conselheiros e amigos para ter sucesso em um trabalho ou uma
atividade recreativa. O apoio deve respeitar os desejos, necessidades e escolhas de
pessoa com deficiência.
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processo ativo que os alunos elaboram através de atividades, aprendendo a resolver
situações problemáticas em colaboração com outros colegas
construindo assim seus próprios significados dos conteúdos que o currículo inclui
escolar.
Os PT são uma metodologia que se enquadra nesta concepção teórica e são concebidos
como:
Uma proposta de aprendizagem de caráter global que parte dos interesses dos alunos
e se apoia em suas hipóteses de trabalho, articulando-se de forma flexível em torno a uma
temática determinada e permitindo atender a diversidade dos aprendizes, ao
desenvolver-se em um contexto de interações, investigação e atividade permanente.
Considera-se, portanto, uma metodologia de pesquisa-ação, que demanda que
a organização do currículo seja flexível, transdisciplinar e globalizada, tendo em
conta os interesses e motivações dos alunos, e reivindicando uma avaliação
continua para seu adequado funcionamento
O desenvolvimento de um PT inclui uma série de fases como:
1) seleção por parte do alumnado do tema a trabalhar;
2) assembleia inicial sobre o tema: motivação e exploração de ideias prévias;
3) cartas às famílias solicitando colaboração;
5) expressão das ideias anteriores respondendo a duas perguntas básicas: o que
sabemos? e o que queremos saber?;
6) busca de fontes de documentação;
7) organização e planejamento do trabalho: realização de atividades;
8) confecção do mapa de conceitos;
9) elaboração de um dossiê com tudo o que foi trabalhado sobre o tema;
Desde uma visão social, a deficiência é concebida como uma condição gerada a partir de
a própria sociedade, assim o aponta Palacios, A (2007), que afirma que “não são as
limitações individuais as raízes do problema, mas sim as limitações da própria
sociedade para prestar serviços apropriados e assegurar adequadamente que as
as necessidades das pessoas com deficiência sejam levadas em consideração dentro da
organização social" Além disso, considera que as pessoas com deficiência "têm
muito a contribuir para a sociedade, ou que, pelo menos, a contribuição será na mesma
medida que o resto das pessoas sem deficiência
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toda vida humana é igualmente digna; sustentando que o que possam aportar à
a sociedade está intimamente relacionada com a inclusão e a aceitação da
diferencia”. Sob esta lógica, infere-se então, “isto não significa negar a condição de
deficiência, mas situá-la na sociedade”, o que se traduz em criar e gerar espaços
onde as pessoas com deficiência sejam totalmente incluídas nas atividades
cotidianas.
Esta visão social também é assumida, sem deixar de lado a perspectiva médica, por
Organização Mundial da Saúde (OMS, 2001) através da Classificação Internacional
do Funcionamento, da Deficiência e da Saúde (CIF):
Foram propostos diferentes modelos conceituais para poder explicar e entender a
deficiência e o funcionamento. Esta variedade pode ser expressa em uma dialética
de “modelo médico” versus “modelo social” A CIF está baseada na integração de
esses dois modelos com o objetivo de conseguir a integração das dimensões do
funcionamento. Portanto, tenta fornecer uma visão coerente das diferentes
dimensões da saúde a partir de uma perspectiva biológica, individual e social.
Significa que devemos parar de vê-los como iguais a todos porque eles se
refere-se com o mesmo termo. A etiqueta 'deficiência' diz muito pouco sobre
como superar as barreiras. A inclusão nos ajuda a romper barreiras atitudinais. O
O funcionamento e a deficiência de uma pessoa é concebido como uma interação
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dinâmica entre os estados de saúde (doenças, transtornos, lesões, traumas, etc.) e
os fatores contextuais, que incluem tanto fatores pessoais quanto fatores
ambientais.
Publicada na Gaceta Oficial Número 38.598, em 5 de janeiro de 2007, passa a ser a Lei
especial em matéria de deficiência, a qual estabelece uma série de disposições com
respeito às áreas em que as pessoas com deficiência podem se desenvolver; neste
sentido, permite ajustarse, em correspondência aos fins investigativos, à área laboral.
Uma vez plasmadas as disposições concernentes ao direito ao trabalho, seus princípios,
condições, entre outros, o seguinte e último artigo passa a ser considerado o garantidor de
que as pessoas com deficiência sejam incluídas laboralmente de forma legal e
obrigatória, tanto no setor público quanto no privado, sempre com a responsabilidade de
proteger sua segurança pessoal e saúde dentro do local de trabalho; é por esta razão estrita
a que justifica a importância de sua referência dentro do presente:
Artigo 28.
Ou seja, ao mesmo tempo em que se reconhece a crise humanitária que se vive na Venezuela, se
reconhece também que o país conta com os estamentos jurídicos (CRBV, LPD,
convenções internacionais) que garantam os direitos humanos para as pessoas com
deficiência; no entanto, e apesar desses avanços, o país está atrasado na
aplicação dessas bases jurídicas. Por isso, desde a pesquisa se acredita que o que
faz falta é uma vontade consensuada pelo Estado, empresas, organizações tanto
públicas, como privadas, e a comunidade de pessoas com deficiência, em assegurar
o desenvolvimento progressivo dos direitos fundamentais estabelecidos.
É por isso que, apesar do papel referencial das bases jurídicas estabelecidas, a
a investigação considera que seu desenvolvimento e possíveis resultados são contribuições que podem
promover a conscientização do tema e demonstrar os benefícios que seriam obtidos se
oferece uma oportunidade ao país para corrigir as injustiças, e selecionar com muito
entereza os caminhos que conduzam nos próximos anos a melhorar a percepção que
tem a sociedade das pessoas com deficiência e persuadir o Estado que o direito
o trabalho das pessoas com deficiência não é uma regalía que se oferece cada vez que
se depara com ela e não se explica sua existência ou necessidade de atenção.
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EcA
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Realizar um controle diário até que, após a obrigatória avaliação e
pronóstico, se considere suficientemente garantida a autonomia, com o que se
pode passar para o programa de acompanhamento periódico.
Funções de EcA
Em todo caso, aprecia-se que o ECA cumpre funções tanto econômicas, como
psicosociais de grande importância, ao proporcionar-lhes um papel ativo no local de
trabalho, na unidade familiar e na sociedade. Entre essas funções se valorizam as
seguinte:
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Dessa forma, a contenção desses sistemas como meios de apoio resulta tão
importante, pois viabilizaram o exercício de seu direito ao trabalho, sob princípios
inclusivos de modo tal, que impactou positivamente no seu funcionamento humano.
Conclusão
A inclusão é um aspecto vital no nível social e laboral que enriquece não apenas a
a empresa, mas também a seus colaboradores. É preciso dar a importância
que merece para que a pessoa com deficiência (PCD) cresça laboral e
pessoalmente e se desenvolva em um espaço onde possa explorar seus
talentos. A inclusão não beneficia apenas as (PCD) mas também as que
trabalham com eles. Para o ser humano, o trabalho é um meio de realização
o pessoal e o esforço dos outros podem motivar os demais a darem o melhor de si.
As (PCD) os intelectuais se mantiveram à margem das atividades
laborais. O desconhecimento, a falta de informação e até mesmo o medo, são
limitantes que impedem sua integração ao mundo laboral. A inclusão laboral
permite que todas as partes sejam beneficiadas, inclusive as famílias, uma vez que o
acesso ao emprego permitirá contribuir financeiramente para o lar e desenvolver um
maior grau de independência.
Está comprovado que as empresas que promovem a inclusão de (PCD)
apresentam melhor clima organizacional e um aumento na produtividade, faz isso
mais sensível e permite que os colaboradores desenvolvam competências de
igualdade, respeito e empatia. A independência e o estabelecimento de mais e
melhores relações interpessoais se destacam também como vantagens para todos
as partes envolvidas.
Participar da vida laboral é um imperativo para todas as pessoas em idade.
de trabalhar, pois é uma das principais vias de satisfação pessoal e
inclusão social a que todos têm direito, independentemente de seu
doze
condição. Os seres humanos, ao terem um emprego, podem optar por ter
melhores condições e a escolher seu trabalho de acordo com a área de interesse.
A inclusão laboral não deve ser uma moda, deve fazer parte de uma
cultura organizacional que permita que as pessoas com deficiência sejam
aceitas e tratadas em condições de igualdade. A inclusão beneficia a
empresas e pessoas com deficiência, construindo uma sociedade mais
próspera e equitativa. O trabalho transforma sua vida, enriquece sua experiência
pessoal, lhes dá maior segurança e autonomia. Abrir nossas portas para o
diferente é nos dar a oportunidade de crescer.
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Referências bibliográficas
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