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Cultivo de Salsa: Guia Completo Agronômico

Este documento trata sobre um projeto de produção de salsa (Petroselinum crispum) realizado por um estudante de agronomia. Inclui seções sobre a introdução, objetivos, marco teórico, materiais e métodos, e bibliografia do cultivo. No marco teórico, são descritos aspectos como a origem, taxonomia, morfologia, usos, propriedades nutricionais e ciclo vegetativo da salsa. Os objetivos do projeto são aprender fazendo e conhecer aspectos básicos de

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Cultivo de Salsa: Guia Completo Agronômico

Este documento trata sobre um projeto de produção de salsa (Petroselinum crispum) realizado por um estudante de agronomia. Inclui seções sobre a introdução, objetivos, marco teórico, materiais e métodos, e bibliografia do cultivo. No marco teórico, são descritos aspectos como a origem, taxonomia, morfologia, usos, propriedades nutricionais e ciclo vegetativo da salsa. Os objetivos do projeto são aprender fazendo e conhecer aspectos básicos de

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UNIVERSIDADE AUTÔNOMA

GABRIEL RENE MORENO


FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CARRERA: ING. AGRONÔMICA

PROJETO DE PRODUÇÃO DE HORTALIÇAS


CULTIVO DE PEREJIL (Petroselinum crispum)

Luis Fernando Vélez


Salgado Romero Teófilo
217054978
GRUPO: “D”

SEMESTRE I - 2020
SANTA CRUZ – BOLÍVIA
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO

2. OBJETIVOS
2.1. OBJETIVO GERAL
2.2. OBJETIVO ESPECÍFICOS

3. MARCO TEÓRICO

3.1. CULTIVO DE ALFACE


3.1.2. ORIGEM
3.1.3. TAXONOMIA
3.1.4. MORFOLOGIA
3.1.5. USOS
3.1.6. PROPRIEDADES NUTRICIONAIS
3.1.7. CICLO VEGETATIVO
3.2. VARIEDADES

3.3. EXIGÊNCIAS DO CULTIVO


3.3.1. CLIMA
3.3.2. UMIDADE RELATIVA
3.3.3. SOLO
3.3.4. ABONO
3.4. SEMEADURA DO CULTIVO DE ALFACE
3.4.1. SEMENTE
3.4.2. GERMINAÇÃO
3.4.3. FORMA DE SIEMBRA
3.4.4. PREPARAÇÃO DO TERRENO
3.4.5. ESPACIAMENTO (ENTRE LINHA E PLANTA)
3.5. CUIDADOS CULTURAIS
3.5.1. PRAGAS
3.5.2. DOENÇAS
MALEZA
3.5.4. APORQUE
3.5.5. IRRIGAÇÃO

COLHEITA

3.7. RENDIMENTO

3.8. COMERCIALIZAÇÃO
4. MATERIAIS E MÉTODOS
4.1. VARIEDADE UTILIZADA E SUAS CARACTERÍSTICAS
4.2. TIPO DE SUELO E SUA PREPARAÇÃO
4.3. ABONOS PRÉ-SEMADURA, PÓS-SEMADURA UTILIZADOS E SUA FORMA DE
APLICAÇÃO
4.4. SEMEADURA
4.5. LABORES CULTURAIS
4.6. COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO
5. BIBLIOGRAFIA
6. ANEXOS
INTRODUÇÃO
O salsão é uma erva aromática pertencente à família Apiaceae ou umbelíferas, de origem
mediterrâneo, embora atualmente seja cultivado em todo o mundo. Apresenta diferentes e
importantes componentes químicos, tais como flavonoides, aipo, filo, óleos essenciais,
cumarimas e ácido petroselínico, entre outros; esses compostos atribuem ao salsa
propriedades antioxidantes, anticancerígenas e antienvelhecimento, assim como a capacidade para
a diminuição do risco em doenças cardiovasculares.
O extrato hidroalcoólico de salsa concentra todas as propriedades desta planta conhecida,
tão utilizada na cozinha e que possui uma grande quantidade de nutrientes benéficos para a saúde.
Do ponto de vista agronômico, esta planta produz frutos no segundo ano de
crescimento além da vernalização. A salsa é tolerante a geadas, mas sensível a
sequía. É uma planta que cresce melhor à sombra, mas é capaz de crescer na maioria de
as condições climáticas, de preferência nas regiões frias. Esta planta necessita de grande
quantidade de fertilizantes nitrogenados para uma grande produção, além de ser uma erva comum
cosmopolita cada vez mais frequente em todas as partes do mundo.
A produção de hortaliças na Bolívia está distribuída por todas as regiões do país, está mais
concentrada perto de grandes centros populacionais como: Rio abaixo em La Paz, Vale baixo em
Cochabamba, Vale de Concepção em Tarija e o município de Pampa Grande e os Vales Meso
térmicos de Santa Cruz.
A população boliviana está crescendo, por sua vez, as exigências e necessidades aumentam.
isto é necessário realizar agricultura intensiva em superfícies reduzidas como: viveiros e
invernaderos, para obter maior quantidade de diversidade de produtos hortícolas, em menos
espaços ou superfícies sem alterar suas necessidades fisiológicas, assim cobrindo a demanda de
produtos agrícolas.

OBJETIVOS
OBJETIVO GERAl
Aprender fazendo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Conhecer a formação e desenvolvimento da planta
Conhecer aspectos básicos do cultivo da salsa.
Obter uma cultura propriamente orgânica.
3. MARCO TEÓRICO
3.1.1. CULTIVO do salsão
Petroselinum crispum, é uma planta herbácea da família Apiaceae nativa de
a zona central da região mediterrânea e introduzida e naturalizada no resto de
Europa e distribuída amplamente por todo o mundo. ... É cultivada geralmente como
condimento.
3.1.2. ORIGEM
O nome genérico da salsa, Petroselinum, vem do grego Petrol que significa pedra.
o roca, pelos solos rochosos nos quais normalmente cresce. É originário da ilha de
Sardenha desde onde se estende a todos os países do Mediterrâneo.
Antiguidade
De seus usos na antiguidade ficam referências entre os gregos, cujo significado sagrado
era alegria, festa e também nascimento ou ressurreição, por isso os helenos colocavam
ramos de salsa sobre as tumbas de seus falecidos para honrá-los. Os gladiadores romanos
empregavam a salsa como fonte de força e astúcia antes das batalhas. Seu valor
medicinal queda registrado nos escritos de Dioscórides pelo seu valor diurético e emenagogo
(provocava a menstruação).
Idade Média
Durante a Idade Média, o salsão era associado a poderes mágicos, com a crença popular de
que se mencionava o nome do inimigo enquanto se arrancava pela raiz, este morreria de
imediato. Carlos Magno ordenou o cultivo da planta em seus jardins por suas qualidades
aromáticas e ajudou a difundí-lo na cozinha de outros continentes, embora não tenha sido até o final
do século XVII, quando foi incluído como ingrediente destacado das receitas francesas e adquiriu
prestígio e fama mundial como planta aromática saudável e até decorativa.
3.1.3 TAXONOMIA
Taxonomia

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Apiales

Família: Apiaceae

subfamilia Apioideae

Género: Peterselium

Espécie: Petruselim crocante


(MDOENTE.) FUSS

3.1.4. MORFOLOGIA
A planta de salsinha pertence à família das umbelíferas, é uma planta bienal ou anual, dependendo da época de
semeadura, herbácea e glabra de 15 a 50cm de altura, de porte vigoroso.

A raiz é longa e fusiforme, pivotante, branquecina, grossa, carnosa e aromática.


As folhas são 2-3 pinnatisectas com segmentos foliares aovadocuneados, inciso-dentados, de 7 a
20mm, as localizadas na parte inferior são pecioladas de 10 a 20 cm, o pecíolo é glabro e
abrazador na base, as folhas superiores são semelhantes, mas subsésseis; o limbo é geralmente
triangular, muito dividido (bipinados, tripinatisectos) com lóbulos cuneiformes dentados de cor
verde escuro. As folhas do tipo crispum são muito encrespadas e as do tipo França, Itália e
Hamburgo são profundamente recortadas, mas planas, o comprimento dos pecíolos da primeira.
A variedade é de 17 cm e da segunda, 25 cm.
O caule é ereto, estriado e glabro, se desenvolve no segundo ano da cultura, com alturas variáveis.
entre 50 a 80 cm., tanto o caule principal quanto as ramificações terminam em umbelas compostas.
O sistema floral da salsa é composto por umbelas e umbélulas, as umbelas são longamente
pedunculadas, com 0-3 brácteas lineares e 8 a 25 raios, de 1-3 cm; 4 a 6 bractéolas linear-
lanceoladas e um diâmetro de 2 a 5 cm. A polinização é cruzada, alógama majoritariamente. O
o salsão é uma importante espécie melífera.
O fruto é um esquizocarpo (diaquenio) ovalado, subgloboso e estriado de 2,5 a 4 mm de comprimento.
formado por dois mericarpos (sementes) ovoides, comprimidos com cinco costelas filiformes, são de
cor de café - acinzentado e ovalado em forma de foice. Em um grama de sementes cabem aproximadamente
600-700 unidades, o poder germinativo se prolonga por um período de 2 a 3 anos. As sementes
contêm um óleo denominado apiol, toda a planta emite um cheiro estimulante e aromático.

3.1.5. USOS
Geralmente são consumidos crus e têm diferentes usos:

Saladas (contém poucas calorias e oferece muitos nutrientes).


Eficaz para combater a constipação.
Reduz os níveis de açúcar no sangue.
A salsa possui poderosas propriedades diuréticas, portanto é um excelente remédio para
nossos rins.
O alto teor de minerais do salsa também o torna um excelente antioxidante, o
o que permite atrasar a aparição do envelhecimento e melhorar o desempenho do nosso sistema
imunológico.
O perejil também tem propriedades antiespasmódicas, portanto também é um bom remédio.
para tratar problemas de cãibras regulares, cólicas e dores estomacais, assim como outros
problemas no sistema digestivo.

3.1.6. PROPRIEDADES NUTRICIONAIS

Salsa

Valor nutricional por cada 100 g

36 kcal 151 kJ
Carboidratos 6,3 g

• Açúcares 0,9 g

• Fibra alimentar 3,3 g

Gorduras 0,8 g

Proteínas 3,0 g

Água 87,71 g

Retinol (vit. A) 421 μg (47%)

• β-caroteno 5054 μg (47%)

Tiamina (vit. B1) 0,1 mg (8%)

Riboflavina (vit. B2) 0,2 mg (13%)

Niacina (vit. B3) 1,3 mg (9%)

Ácido pantotênico (vit. B5) 0,4 mg (8%)

Vitamina B6 0,1 mg (8%)

Ácido fólico (vit. B9) 152 μg (38%)

Vitamina C 133,0 mg (222%)

Vitamina E 0,03 mg (0%)

Vitamina K 1640 μg (1562%)


Cálcio 138 mg (14%)

Cobre 0,15 mg (0%)

Ferro 6,2 mg (50%)

Magnésio 50 mg (14%)

Manganês 0,16 mg (8%)

Fósforo 58 mg (8%)

Potássio 554 mg (12%)

Selênio 0,1 μg (0%)

Sódio 56 mg (4%)

Zinco 1,1 mg (11%)

3.1.7. CICLO VEGETATIVO

3.2. VARIEDADES

Tipos de salsa podem ser diferenciados pelo tipo de folha e pelo seu uso.
Existem três tipos de salsa: de folha lisa, de folha crespa e aqueles cuja parte aproveitável é
a raiz.

• Salsa comum ou lisa. Petroselinum sativum Hoffm var. latifolium: Abrange cultivares de folha
lisa, como: o Comum, o Gigante da Itália e o Plano. De porte vigoroso e folhagem verde
intenso e abundante. É uma planta rústica, que geralmente alcança até 40 cm de altura. As
As folhas, de cor verde escuro, possuem longos pecíolos. São largas, lisas e com bordas.
dentados. Muito aromáticas e com sabor característico muito acentuado. Costuma-se semear
durante todo o ano, sendo uma planta de crescimento rápido, produtiva e resistente ao frio.

• Salsa rizada ou crespa. Petroselinum sativum Hoffm var. crispum: compreende os cultivares
rizados, como: Rizado Verde Escuro, Paramount e Crausa. Possui folhas muito fendidas,
extremamente crespas. Folhas verde claro e porte mais baixo que o do salsinha comum. Se
utiliza, assim como o tipo anterior, em condimento e tempero.

• Salsa de raiz ou tuberosa. Petroselinum sativum Hoffm var. radicosum: aproveita-se seu
raiz.
.3. EXIGÊNCIAS DO CULTIVO

3.3.1. CLIMA
o salsão prefere climas temperado-quentes, resiste bem ao frio. Em consequência, pode-se cultivar,
praticamente em todo o nosso país; assim como em todos os países temperados do mundo. A temperatura
a média óptima mensal para o cultivo oscila entre 15 e 18ºC; A máxima média mensal está entre 21 e 25ºC e
a mínima mensal é de 7ºC.

3.3.2. UMIDADE RELATIVA


A umidade relativa influencia no tempo de conservação. A salsa pode ser armazenada de
1 a 3 semanas com gelo, com temperaturas entre -1 a 0ºC e uma umidade relativa de 95%
ou pode se estender até 2 meses. Pode até ser conservado a -2 ou -3ºC para manter
o aroma
3.3.2. SOLO
Embora os solos húmicos sejam os mais indicados, adapta-se a qualquer tipo de terreno.
Prefere os profundos, soltos, frescos, providos de matéria orgânica, limpos de ervas daninhas. Em
terras ligeiramente ricas, que sejam irrigadas regularmente, podem produzir bons rendimentos. O
o solo deve ser neutro, embora tolere um pH moderadamente ácido, sendo o pH ótimo entre 5,5
y 6,8. Tolera certas condições de salinidade

3.3.3. ABONO

O perejil é uma planta que precisa de fortes adubações para garantir produções.
abundantes.
Uma produção de 250 quilos por área extrai do solo: 0,7 quilos de N, 0,3 quilos de P2O5, 0,1
kilos de K2O e 0,2 quilos de CaO.
Como referência, indica-se o tipo de abonado de fundo utilizado com maior frequência em
Andaluzia, tendo em mente que é um cultivo realizado, na maioria das vezes, em pequenas hortas
y, por tanto, en terrenos bien estercolados.

Nitrato amónico cálcico 3 kg por área.


Superfostafo de cal 5 kg por área.
Sulfato de potassa 3 kg por área.

Esta fórmula se alterará convenientemente segundo o tipo de abonado que o cultivo tenha recebido
precedente.
É conveniente fazer novas aplicações de nitrogênio após cada corte, em doses
relativamente baixas.
3.4. SIEMBRA DO CULTIVO Do salsa
Semente
A semente tem uma forma ovalada, subglobosa e estriada, e tem um tamanho de 2,5 a 4 mm de comprimento.
formando uma espécie de ovoides, são de cor castanha. Em um grama de sementes entram aproximadamente 600-
700 unidades, o poder germinativo se prolonga por um período de 2 a 3 anos.

3.4.2. GERMINAÇÃO
A semente da salsa é pequena e é lenta para germinar, podem passar 4 semanas ou mais.
Para semear, precisamos de um canteiro com uma boa mistura de solo, com composto e que
tenha um bom drenagem. A profundidade para semear o salsinha é três vezes o tamanho dele
semente
3.4.3. FORMA DE SIEMBRA

A época de semeadura dependerá de quando se deseja obter as plantas. Embora possa


sembrar-se durante todo o ano, costuma-se realizar no inverno, janeiro ou fevereiro, ou então no verão,
agosto ou setembro. Pode ser feito ao acaso ou em linhas. De qualquer forma, a semente deve
pôr em maceração durante 24 horas, enterrando-a depois superficialmente.
Se a semeadura for feita ao acaso, deverá proceder-se a realizar um desbaste, com o objetivo de que as
as plantas devem ficar separadas umas das outras, em todos os sentidos, cerca de 8 cm.
A quantidade de semente a ser utilizada é da ordem de 1 a 1,5 gramas por metro quadrado, para
proceder posteriormente ao aclareo.
3.4.4. PREPARAÇÃO DO TERRENO

Duas ou três meses antes da semeadura é conveniente realizar uma lavra profunda, de 30 a 40 cm.
Posteriormente será dado um passe de grada, procurando que os torrões se desfaçam.
Se a semeadura for feita em searas, estas são preparadas respeitando corredores entre elas e
deixando o terreno preparado, conforme o sistema de irrigação com que
se cuente.
A seguir, os abonosos são espalhados, normalmente à sorte, e são enterrados com um trabalho.
ligera de azada ou cultivador.
Por último, é feito umirrigação para por a terra em tempero antes de proceder à semeadura.

3.4.5. ESPACIAMENTO (ENTRE LINHA E PLANTA)

A semeadura pode ser realizada em linhas que estejam separadas entre si de 15 a 20 cm, deixando de
10 a 20 cm entre plantas. Se a semeadura for feita a voleo, deverá proceder-se a realizar um
aclareo, com o objetivo de que as plantas fiquem separadas umas das outras em todos os sentidos e
evitar competição entre plantas. A quantidade de semente a ser utilizada é da ordem de 1,5 a 2
gramas por metro quadrado o que equivale de 15 a 20 kg/h, para proceder posteriormente ao
aclareo.
Deixa-se 20 a 30 cm e entre as plantas de 15 a 20 cm para favorecer a circulação da água.

É aconselhável que o terreno não tenha ervas daninhas, pedras e lixo, por isso é necessário
limpar o espaço que será utilizado.
O mesmo autor argumenta que a platabanda deve ter de 80 cm a 1 metro de largura e
o comprimento que se estime conveniente; procurando deixar uma trilha de 30 a 40 cm de largura
entre cada platabanda, para poder caminhar entre ela sem problemas.
3.5. CUIDADOS CULTURAIS
3.5.1 PRAGAS

Em geral, não são conhecidas pragas específicas, cabendo ao agricultor controlar as pragas.
polifagas das hortaliças, tais como vermes brancos, rosquinhas, vermes de fios, etc.

• Pulgões. Atacam a maior parte dos órgãos vegetais e especialmente a folhagem.


Trata-se do pulgão da cenoura e os danos que causam principalmente se concentram
sobre as folhas, provocando deformações e reduzindo o crescimento.
A mosca do aipo. A larva mina o parênquima das folhas, diminuindo o valor comercial.
da produção
3.5.2. DOENÇAS
1. Doenças provocadas por parasitas telúricos.
Nas sementes de salsa, os danos por Damping-Off não são tão frequentes como se poderia esperar.
esperar. Os danos podem ser graves em certas situações, em particular na Flórida.
O crisântemo é um hóspede muito favorável ao desenvolvimento de Meloidogyne, tanto se trata de M.
incógnita, M arenaria, M javanaica adaptados às condições quentes, como se trata de M.
hapla, mas tolerante ao frio.
Esta é a principal causa da mortalidade da salsa em condições tropicais onde está
A planta é potencialmente vivaz pelo fato de que lá não sobe à flor.

2. Doenças bacterianas.
Nos Estados Unidos, foram detectadas duas doenças foliares de origem bacteriana no
perejil, uma com um óptimo de virulência a 20 °C, Pseudomonas syringae pv. apii, muito
importante, sobretudo, no norte, a outra, Pseudomonas cichorii, causa estragos a
temperaturas mais elevadas (29 °C).
Erwinia carotovora é a causadora da podridão mole da salsa. Esta é caracterizada
por o desenvolvimento de um exsudato verde escuro, os tecidos são completamente destruídos. A
a doença é favorecida pelo tempo quente e úmido, podendo ser controlada através do
emprego de sistemas de refrigeração.

3. Doenças das folhas e pescoço das plantas.


Septoriose e cercosporiose:
São as doenças foliares mais importantes da salsa; são provocadas por: Septoria
petroselini e Cercospora petroselini. As manchas de Cercospora são de cor cinza claro, com
margens muito bem delimitadas. As de Septoria são de uma cor parda mais escura e nelas
podemos distinguir picnidios, muito frequentemente, presentes, não apenas no centro da mancha,
sino em todo o tecido verde que a rodeia. Também podemos observar picnídios sobre os
pecíolos. Em alguns casos, bastante estranhos, as manchas são necróticas e de cor cinza claro
com uma margem parda e abrigam piqueniques em seu centro. As conídios de Cercospora são
disseminadas pelas correntes de ar e germinam na superfície das folhas favorecidas por
o orvalho ou por chuvas leves; a penetração é estomática. As conídios de Septoria são
disseminadas pelas respingos de chuva, ou pelo cultivador que circula entre as plantas
úmidas de chuva ou de orvalho.

Phytophthora nicotianae [Link] causa outra podridão na salsa. Esta doença


foi descrita no Havai, e os sintomas foram estabelecidos estudando os cultivos apenas em
tempo seco (temperatura do solo 30 ºC ou em torno disso). O fungo pode ser transmitido por as
sementes. A podridão mole aquosa que aparece é causada por Sclerotinia sclerotiorum,
a qual pode atacar o cultivo em desenvolvimento. As plantas são especialmente suscetíveis
cultivadas com elevadas densidades e em espaços fechados, como também ocorre nos
cultivos forçados sob plástico

4. Outras doenças das folhas e dos pecíolos.


Estes sintomas consistiam em cloroza e murcha das folhas. O crescimento característico
branco do fungo, típico do oídio, apareceu em todas as folhas. Finalmente, o agente causal
foi identificado como Erysiphe heraclei.
Em cultivos de umbelíferas na Suíça foram descritos os sintomas correspondentes a uma
podridão de raízes no salsa causada por Alternaria radicina. O controle dessa
a doença está limitada ao tratamento das sementes. Os tratamentos podem ser realizados em
base de água quente (20 minutos a 50 º C) dando bons resultados (82 % de plantas saudáveis)
após 3 semanas de cultivo). Como tratamento químico, recomendam-se Tiram, Zineb ou
Captam em diferentes proporções e com métodos de aplicação distintos. Outra alternativa ao
controle químico é a rotação de culturas.

Em algumas ocasiões, também se observam ferrugens nas plantações de salsa (Puccinia apii, Puccinia)
petroselini), que produzem sobre seus anfitriões uredosporos e teliosporos.

Mildiu (Plasmopara nivea). Esta doença se caracteriza pela formação de manchas


amareladas de contorno irregular nas folhas.
Pode-se controlar com tratamentos preventivos à base de Maneb, Captafol, Mancozeb, Zineb,
etc., sendo também recomendáveis as rotações de cultivo.
3.5.3. MALEZA

as ervas daninhas mais frequentes podem ser: no outono-inverno a Cicuta menor ou salsa de cão
(Aethusacynapium), que é muito venenosa, tem uma semelhança notável com o salsão, e poderia ser
confundida se nasce espontaneamente nas imediações do cultivo.

Planta de Cicuta

Deve ser eliminado imediatamente para evitar que suas sementes germinem e deem lugar a um
acidente por confusão de ambas espécies. Junquillo ou lágrimas da virgem (Nothoscordum
inodorum).
Outras espécies problemáticas da primavera e verão, principalmente nas etapas iniciais do cultivo
son: Tupe o cebollín (Cyperus rotundus); Asolador o sunchillo (Wedelia glauca) entre outras.

3.5.4. APORQUE

Esta labor tem como objetivo principal resguardar a planta do frio e, no caso de algumas
hortaliças, para que se mantenham tenras e produzem caules brancos; no entanto, há outros
que não precisam, como os rabanetes, salsinha e cebola.

IRRIGAÇÃO

Embora seja uma cultura muito rústica, agradece os solos com certo conteúdo de umidade. Os
Os riegos costumam ser realizados por gotejamento ou por aspersão. Em zonas quentes, estes devem ser realizados a cada

oito ou dez dias no inverno e a cada dois ou três no verão.


Os cultivos hortícolas na sua maioria requerem grandes quantidades de água, já que estão os
produtos hortícolas constituídos por 80 a 90% de água, onde obviamente o rendimento
da colheita depende principalmente da disponibilidade de água no solo, sendo
fundamental para a formação de açúcar e para manter as células em boas condições.
COSECHA
Como mencionamos no início deste artigo, a salsa pode ser colhida a qualquer momento.
momento, uma vez que começa a desenvolver a folhagem. No entanto, isso não é prático nem
recomendável, uma vez que só conseguiremos embaraçar o desenvolvimento da planta e que ela necessite
mais tempo para alcançar um tamanho adequado para a colheita.
Se pretendemos cortar toda a planta ―por exemplo para desidratá-la― vamos esperar até que
alcance cerca de 30 cm de altura, o que levará mais ou menos tempo para acontecer dependendo se o
O cultivo é realizado durante as estações mais quentes do ano ou durante as mais frias.
No primeiro caso, o salsão precisará de cerca de 3 meses para alcançar esse tamanho, enquanto que
se cultivada quando as temperaturas são mais favoráveis, precisará apenas de 2 meses.
Em dias quentes, colha a salsa pela manhã, antes que o calor aqueça a planta.
Em dias frescos ―ou se a cultura estiver protegida do calor― pode-se colher em
qualquer momento do dia.

3.7. RENDIMENTO
O rendimento é de 40.000 fardos por hectare
3.8. COMERCIALIZAÇÃO
A análise econômica foi realizada com o único propósito de analisar os benefícios que pode
outorgar o cultivo de salsa orgânica, para tal efeito os dados do preço de comercialização,
insumos e mão de obra, estão de acordo com os preços atuais nos mercados.
O preço da salsa varia de Bs 1,00 a 2,50 o maço, inclusive em algumas épocas.
chega a R$ 3,50 o maço, dependendo da quantidade de produtores que saem ao mercado. Para
obter maiores benefícios é necessário em alguns casos antecipar a colheita e em outros
retrasar a mesma, já que o preço do mercado varia de semana para semana.
Para facilitar os cálculos dos benefícios obtidos neste ensaio, foi tomada a média
de Bs 1,00 o maço de salsinha.

4. MATERIAIS E MÉTODOS
4.1. VARIEDADE UTILIZADA E SUAS CARACTERÍSTICAS
a variedade a utilizar foi: Perejil comum ou liso. Petroselinum sativum Hoffm var. latifolium:
Abarca cultivares de folha lisa, como: o Comum, o Gigante da Itália. De porte vigoroso e
folhagem verde intensa e abundante. É uma planta rústica, que costuma alcançar até 40 cm de
altura. As folhas, de cor verde escuro, possuem longos pecíolos. São largas, lisas e com
bordas dentadas. Muito aromáticas e com sabor característico bem acentuado. Costuma
seme durante todo o ano, sendo uma planta de crescimento rápido, produtiva e
resistente ao frio

4.2. TIPO DE SUELO E SUA PREPARAÇÃO

O solo da faculdade de ciências agrícolas é franco arenoso, portanto para


preparar o mesmo tivemos que ir acrescentando argila; 3 carrinhos em toda a
parcela para ser exata, com isso pretende-se melhorar a textura do solo e o
drenagem do mesmo.

4.3. ABONOS PRÉ-PLANTIO, PÓS-PLANTIO UTILIZADOS E SUA FORMA DE


APLICAÇÃO
Na pré-semeadura, aduba-se o solo onde será cultivado, antes de haver
realizada a limpeza da parcela, depois é removida, é regada e é incorporada com o
solo, para que possam se misturar entre si.
Na posta, a semeadura é feita para que a planta possa absorver bem os
nutrientes do adubo orgânico que é aplicado.

4.4. SIEMBRA
Na semeadura, realiza-se o transplante quando as mudas apresentam uma altura
apropriada e três a quatro folhas verdadeiras, tendo cuidado ao escolher mudas
vigorosas do mesmo tamanho e com um bom desenvolvimento de raízes.

4.5. LABORES CULTURAIS


Uma vez semeada e emergida a planta (depois de 5-7 dias), procedeu-se a
transplantar nos locais onde a germinação não ocorreu completamente.
Regue nas tardes após o sol se pôr, para evitar o escalda
a mesma, também é preciso considerar que não devemos molhar a folha, pois o
o fenômeno da folha molhada é a principal causa de doenças.

Também foi adicionado folhagem para o bom escoamento da água e proteção do caule da
planta contra os ventos da temporada.

Pragas e doenças

Não houve incidência severa de pragas nem de doenças


4.6. COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO

A coleta pode ser realizada aos 3 meses após o nascimento das plantas no inverno ou então aos dois.
meses no verão. Você pode notar que é hora de colher se a planta tiver seis folhas.
verdadeiras e caules de 5 a 10 cm.

O processo é simples, pois basta cortar a salsa rente ao solo, sempre pela manhã.

Sua comercialização pode ser realizada em aspectos de distribuição familiar (oferecendo a


venda de hortaliças a familiares) neste caso ou de próprio autoconsumo se for realizado
como uma horta em casa.

5. BIBLIOGRAFIA
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[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]
%20realizar-se%20a,suelo%2C%20sempre%20pela%20manhã.
6. ANEXOS
Começamos fazendo a escavação dupla para preparar o solo para
transplantar os cheiros

Em seguida, procedemos ao transplante

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