Cultivo de Salsa: Guia Completo Agronômico
Cultivo de Salsa: Guia Completo Agronômico
SEMESTRE I - 2020
SANTA CRUZ – BOLÍVIA
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO
2. OBJETIVOS
2.1. OBJETIVO GERAL
2.2. OBJETIVO ESPECÍFICOS
3. MARCO TEÓRICO
COLHEITA
3.7. RENDIMENTO
3.8. COMERCIALIZAÇÃO
4. MATERIAIS E MÉTODOS
4.1. VARIEDADE UTILIZADA E SUAS CARACTERÍSTICAS
4.2. TIPO DE SUELO E SUA PREPARAÇÃO
4.3. ABONOS PRÉ-SEMADURA, PÓS-SEMADURA UTILIZADOS E SUA FORMA DE
APLICAÇÃO
4.4. SEMEADURA
4.5. LABORES CULTURAIS
4.6. COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO
5. BIBLIOGRAFIA
6. ANEXOS
INTRODUÇÃO
O salsão é uma erva aromática pertencente à família Apiaceae ou umbelíferas, de origem
mediterrâneo, embora atualmente seja cultivado em todo o mundo. Apresenta diferentes e
importantes componentes químicos, tais como flavonoides, aipo, filo, óleos essenciais,
cumarimas e ácido petroselínico, entre outros; esses compostos atribuem ao salsa
propriedades antioxidantes, anticancerígenas e antienvelhecimento, assim como a capacidade para
a diminuição do risco em doenças cardiovasculares.
O extrato hidroalcoólico de salsa concentra todas as propriedades desta planta conhecida,
tão utilizada na cozinha e que possui uma grande quantidade de nutrientes benéficos para a saúde.
Do ponto de vista agronômico, esta planta produz frutos no segundo ano de
crescimento além da vernalização. A salsa é tolerante a geadas, mas sensível a
sequía. É uma planta que cresce melhor à sombra, mas é capaz de crescer na maioria de
as condições climáticas, de preferência nas regiões frias. Esta planta necessita de grande
quantidade de fertilizantes nitrogenados para uma grande produção, além de ser uma erva comum
cosmopolita cada vez mais frequente em todas as partes do mundo.
A produção de hortaliças na Bolívia está distribuída por todas as regiões do país, está mais
concentrada perto de grandes centros populacionais como: Rio abaixo em La Paz, Vale baixo em
Cochabamba, Vale de Concepção em Tarija e o município de Pampa Grande e os Vales Meso
térmicos de Santa Cruz.
A população boliviana está crescendo, por sua vez, as exigências e necessidades aumentam.
isto é necessário realizar agricultura intensiva em superfícies reduzidas como: viveiros e
invernaderos, para obter maior quantidade de diversidade de produtos hortícolas, em menos
espaços ou superfícies sem alterar suas necessidades fisiológicas, assim cobrindo a demanda de
produtos agrícolas.
OBJETIVOS
OBJETIVO GERAl
Aprender fazendo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Conhecer a formação e desenvolvimento da planta
Conhecer aspectos básicos do cultivo da salsa.
Obter uma cultura propriamente orgânica.
3. MARCO TEÓRICO
3.1.1. CULTIVO do salsão
Petroselinum crispum, é uma planta herbácea da família Apiaceae nativa de
a zona central da região mediterrânea e introduzida e naturalizada no resto de
Europa e distribuída amplamente por todo o mundo. ... É cultivada geralmente como
condimento.
3.1.2. ORIGEM
O nome genérico da salsa, Petroselinum, vem do grego Petrol que significa pedra.
o roca, pelos solos rochosos nos quais normalmente cresce. É originário da ilha de
Sardenha desde onde se estende a todos os países do Mediterrâneo.
Antiguidade
De seus usos na antiguidade ficam referências entre os gregos, cujo significado sagrado
era alegria, festa e também nascimento ou ressurreição, por isso os helenos colocavam
ramos de salsa sobre as tumbas de seus falecidos para honrá-los. Os gladiadores romanos
empregavam a salsa como fonte de força e astúcia antes das batalhas. Seu valor
medicinal queda registrado nos escritos de Dioscórides pelo seu valor diurético e emenagogo
(provocava a menstruação).
Idade Média
Durante a Idade Média, o salsão era associado a poderes mágicos, com a crença popular de
que se mencionava o nome do inimigo enquanto se arrancava pela raiz, este morreria de
imediato. Carlos Magno ordenou o cultivo da planta em seus jardins por suas qualidades
aromáticas e ajudou a difundí-lo na cozinha de outros continentes, embora não tenha sido até o final
do século XVII, quando foi incluído como ingrediente destacado das receitas francesas e adquiriu
prestígio e fama mundial como planta aromática saudável e até decorativa.
3.1.3 TAXONOMIA
Taxonomia
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Apiales
Família: Apiaceae
subfamilia Apioideae
Género: Peterselium
3.1.4. MORFOLOGIA
A planta de salsinha pertence à família das umbelíferas, é uma planta bienal ou anual, dependendo da época de
semeadura, herbácea e glabra de 15 a 50cm de altura, de porte vigoroso.
3.1.5. USOS
Geralmente são consumidos crus e têm diferentes usos:
Salsa
36 kcal 151 kJ
Carboidratos 6,3 g
• Açúcares 0,9 g
Gorduras 0,8 g
Proteínas 3,0 g
Água 87,71 g
Magnésio 50 mg (14%)
Fósforo 58 mg (8%)
Sódio 56 mg (4%)
3.2. VARIEDADES
Tipos de salsa podem ser diferenciados pelo tipo de folha e pelo seu uso.
Existem três tipos de salsa: de folha lisa, de folha crespa e aqueles cuja parte aproveitável é
a raiz.
• Salsa comum ou lisa. Petroselinum sativum Hoffm var. latifolium: Abrange cultivares de folha
lisa, como: o Comum, o Gigante da Itália e o Plano. De porte vigoroso e folhagem verde
intenso e abundante. É uma planta rústica, que geralmente alcança até 40 cm de altura. As
As folhas, de cor verde escuro, possuem longos pecíolos. São largas, lisas e com bordas.
dentados. Muito aromáticas e com sabor característico muito acentuado. Costuma-se semear
durante todo o ano, sendo uma planta de crescimento rápido, produtiva e resistente ao frio.
• Salsa rizada ou crespa. Petroselinum sativum Hoffm var. crispum: compreende os cultivares
rizados, como: Rizado Verde Escuro, Paramount e Crausa. Possui folhas muito fendidas,
extremamente crespas. Folhas verde claro e porte mais baixo que o do salsinha comum. Se
utiliza, assim como o tipo anterior, em condimento e tempero.
• Salsa de raiz ou tuberosa. Petroselinum sativum Hoffm var. radicosum: aproveita-se seu
raiz.
.3. EXIGÊNCIAS DO CULTIVO
3.3.1. CLIMA
o salsão prefere climas temperado-quentes, resiste bem ao frio. Em consequência, pode-se cultivar,
praticamente em todo o nosso país; assim como em todos os países temperados do mundo. A temperatura
a média óptima mensal para o cultivo oscila entre 15 e 18ºC; A máxima média mensal está entre 21 e 25ºC e
a mínima mensal é de 7ºC.
3.3.3. ABONO
O perejil é uma planta que precisa de fortes adubações para garantir produções.
abundantes.
Uma produção de 250 quilos por área extrai do solo: 0,7 quilos de N, 0,3 quilos de P2O5, 0,1
kilos de K2O e 0,2 quilos de CaO.
Como referência, indica-se o tipo de abonado de fundo utilizado com maior frequência em
Andaluzia, tendo em mente que é um cultivo realizado, na maioria das vezes, em pequenas hortas
y, por tanto, en terrenos bien estercolados.
Esta fórmula se alterará convenientemente segundo o tipo de abonado que o cultivo tenha recebido
precedente.
É conveniente fazer novas aplicações de nitrogênio após cada corte, em doses
relativamente baixas.
3.4. SIEMBRA DO CULTIVO Do salsa
Semente
A semente tem uma forma ovalada, subglobosa e estriada, e tem um tamanho de 2,5 a 4 mm de comprimento.
formando uma espécie de ovoides, são de cor castanha. Em um grama de sementes entram aproximadamente 600-
700 unidades, o poder germinativo se prolonga por um período de 2 a 3 anos.
3.4.2. GERMINAÇÃO
A semente da salsa é pequena e é lenta para germinar, podem passar 4 semanas ou mais.
Para semear, precisamos de um canteiro com uma boa mistura de solo, com composto e que
tenha um bom drenagem. A profundidade para semear o salsinha é três vezes o tamanho dele
semente
3.4.3. FORMA DE SIEMBRA
Duas ou três meses antes da semeadura é conveniente realizar uma lavra profunda, de 30 a 40 cm.
Posteriormente será dado um passe de grada, procurando que os torrões se desfaçam.
Se a semeadura for feita em searas, estas são preparadas respeitando corredores entre elas e
deixando o terreno preparado, conforme o sistema de irrigação com que
se cuente.
A seguir, os abonosos são espalhados, normalmente à sorte, e são enterrados com um trabalho.
ligera de azada ou cultivador.
Por último, é feito umirrigação para por a terra em tempero antes de proceder à semeadura.
A semeadura pode ser realizada em linhas que estejam separadas entre si de 15 a 20 cm, deixando de
10 a 20 cm entre plantas. Se a semeadura for feita a voleo, deverá proceder-se a realizar um
aclareo, com o objetivo de que as plantas fiquem separadas umas das outras em todos os sentidos e
evitar competição entre plantas. A quantidade de semente a ser utilizada é da ordem de 1,5 a 2
gramas por metro quadrado o que equivale de 15 a 20 kg/h, para proceder posteriormente ao
aclareo.
Deixa-se 20 a 30 cm e entre as plantas de 15 a 20 cm para favorecer a circulação da água.
É aconselhável que o terreno não tenha ervas daninhas, pedras e lixo, por isso é necessário
limpar o espaço que será utilizado.
O mesmo autor argumenta que a platabanda deve ter de 80 cm a 1 metro de largura e
o comprimento que se estime conveniente; procurando deixar uma trilha de 30 a 40 cm de largura
entre cada platabanda, para poder caminhar entre ela sem problemas.
3.5. CUIDADOS CULTURAIS
3.5.1 PRAGAS
Em geral, não são conhecidas pragas específicas, cabendo ao agricultor controlar as pragas.
polifagas das hortaliças, tais como vermes brancos, rosquinhas, vermes de fios, etc.
2. Doenças bacterianas.
Nos Estados Unidos, foram detectadas duas doenças foliares de origem bacteriana no
perejil, uma com um óptimo de virulência a 20 °C, Pseudomonas syringae pv. apii, muito
importante, sobretudo, no norte, a outra, Pseudomonas cichorii, causa estragos a
temperaturas mais elevadas (29 °C).
Erwinia carotovora é a causadora da podridão mole da salsa. Esta é caracterizada
por o desenvolvimento de um exsudato verde escuro, os tecidos são completamente destruídos. A
a doença é favorecida pelo tempo quente e úmido, podendo ser controlada através do
emprego de sistemas de refrigeração.
Em algumas ocasiões, também se observam ferrugens nas plantações de salsa (Puccinia apii, Puccinia)
petroselini), que produzem sobre seus anfitriões uredosporos e teliosporos.
as ervas daninhas mais frequentes podem ser: no outono-inverno a Cicuta menor ou salsa de cão
(Aethusacynapium), que é muito venenosa, tem uma semelhança notável com o salsão, e poderia ser
confundida se nasce espontaneamente nas imediações do cultivo.
Planta de Cicuta
Deve ser eliminado imediatamente para evitar que suas sementes germinem e deem lugar a um
acidente por confusão de ambas espécies. Junquillo ou lágrimas da virgem (Nothoscordum
inodorum).
Outras espécies problemáticas da primavera e verão, principalmente nas etapas iniciais do cultivo
son: Tupe o cebollín (Cyperus rotundus); Asolador o sunchillo (Wedelia glauca) entre outras.
3.5.4. APORQUE
Esta labor tem como objetivo principal resguardar a planta do frio e, no caso de algumas
hortaliças, para que se mantenham tenras e produzem caules brancos; no entanto, há outros
que não precisam, como os rabanetes, salsinha e cebola.
IRRIGAÇÃO
Embora seja uma cultura muito rústica, agradece os solos com certo conteúdo de umidade. Os
Os riegos costumam ser realizados por gotejamento ou por aspersão. Em zonas quentes, estes devem ser realizados a cada
3.7. RENDIMENTO
O rendimento é de 40.000 fardos por hectare
3.8. COMERCIALIZAÇÃO
A análise econômica foi realizada com o único propósito de analisar os benefícios que pode
outorgar o cultivo de salsa orgânica, para tal efeito os dados do preço de comercialização,
insumos e mão de obra, estão de acordo com os preços atuais nos mercados.
O preço da salsa varia de Bs 1,00 a 2,50 o maço, inclusive em algumas épocas.
chega a R$ 3,50 o maço, dependendo da quantidade de produtores que saem ao mercado. Para
obter maiores benefícios é necessário em alguns casos antecipar a colheita e em outros
retrasar a mesma, já que o preço do mercado varia de semana para semana.
Para facilitar os cálculos dos benefícios obtidos neste ensaio, foi tomada a média
de Bs 1,00 o maço de salsinha.
4. MATERIAIS E MÉTODOS
4.1. VARIEDADE UTILIZADA E SUAS CARACTERÍSTICAS
a variedade a utilizar foi: Perejil comum ou liso. Petroselinum sativum Hoffm var. latifolium:
Abarca cultivares de folha lisa, como: o Comum, o Gigante da Itália. De porte vigoroso e
folhagem verde intensa e abundante. É uma planta rústica, que costuma alcançar até 40 cm de
altura. As folhas, de cor verde escuro, possuem longos pecíolos. São largas, lisas e com
bordas dentadas. Muito aromáticas e com sabor característico bem acentuado. Costuma
seme durante todo o ano, sendo uma planta de crescimento rápido, produtiva e
resistente ao frio
4.4. SIEMBRA
Na semeadura, realiza-se o transplante quando as mudas apresentam uma altura
apropriada e três a quatro folhas verdadeiras, tendo cuidado ao escolher mudas
vigorosas do mesmo tamanho e com um bom desenvolvimento de raízes.
Também foi adicionado folhagem para o bom escoamento da água e proteção do caule da
planta contra os ventos da temporada.
Pragas e doenças
A coleta pode ser realizada aos 3 meses após o nascimento das plantas no inverno ou então aos dois.
meses no verão. Você pode notar que é hora de colher se a planta tiver seis folhas.
verdadeiras e caules de 5 a 10 cm.
O processo é simples, pois basta cortar a salsa rente ao solo, sempre pela manhã.
5. BIBLIOGRAFIA
Unable to access the document.
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
%20realizar-se%20a,suelo%2C%20sempre%20pela%20manhã.
6. ANEXOS
Começamos fazendo a escavação dupla para preparar o solo para
transplantar os cheiros