Guia de Leitura da Saga Duna
Guia de Leitura da Saga Duna
Como acontecia então com os contos seriados que faziam sucesso nas "revistas", originaram
a publicação dos livros. Herbert havia projetado no início uma tetralogia, mas os dois primeiros
volumes, que se iban a llamar "Mundo de Dune" e "O profeta de Dune", se fundiram em um só, cono-
cido simplesmente como "Duna", ao qual se seguiram "O Messias de Duna" e "Filhos de Duna". Assim ficou
conformada a que por un tempo seria a exitosa 'Trilogia de Dune', uníca componente por então da
saga e que foi a que deu fama ao seu autor. Isso explica também a diferença de tamanho dos volumes:
A 'excessiva' extensão do primeiro (Duna, já que na verdade, iam ser dois), o 'esmirrado' - em comparação -
tamanho do segundo (Messias) e o tamanho 'médio' ou 'normal' do terceiro (Filhos).
Depois de um tempo, pressionado pelo sucesso da série, a pedido de seus leitores e, acima de tudo
de seus editores, Herberta adicionou um quarto título à série, Deus Imperador de Dune, que muitos consideram
raro o volume mais fraco da saga.
Passou mais um período de tempo, e para responder a essas críticas, escreveu os volumes quinto e sexto.
à série, Hereges de Duney Casa Capitular Dune. Os críticos desta vez opinaram que havia levantado
a pontaria, mas o último deixava a porta aberta para alguma continuação.
Estes foram os seis títulos que compuseram a saga publicados por Herberten vida. Mas assim como
Asimov se viu "obrigado" a continuar sua saga das Fundações e seus romances de Robôs e do Império.
Galáctico, para fazê-las confluir em um grande ciclo comum, projeto que a morte lhe impediu de terminar por sua
sola mano, no caso de Dune que havia um campo fértil para avançar, fosse com continuações ou com
"prequelas", no estilo do que aconteceu com o mencionado exemplo de Asimov, com a bem-sucedida saga de Star
Guerras, e outros exemplos. Havia um grande negócio em jogo, especialmente para os editores e os herdeiros de
Herbert.
O que aconteceu então? Brian Herbert, o filho de Frank, fez o mesmo que Christopher Tolkien, o
filho de John Ronald Reuel Tolkien, com sua monumental saga de O Senhor dos Anéis: “Encontrou” anotações,
papéis, anotações, rascunhos, de seu pai, e, associado com Kevin J. Anderson, um dos roteiristas da
exitosa série de Chris Carter Os arquivos X, foi lançado para publicar uma série de "prequels", que traçam o
marco que deu origem ao universo de Dune. Foram publicadas com o título comum de Lendas de Dune, e
Prelúdio a Dune. São seis no total, que, assim como os volumes que seu pai havia compilado, forma-
ban das trilogias. Em rigor, a que citamos primeiro, Lendas (em ordem de leitura), foi escrita e publicada
depois que Prelúdio.
A Jihad Butleriana
A casa Atreides
Destas novas sagas, já saíram em espanhol (e chegaram à Argentina) cinco títulos. Falta
batalha de Corrin, que já foi publicado na Espanha, em capa dura, e a qualquer momento pode aparecer
recer em rústica.
Nós ficamos com uma ponta solta: É a continuação da saga original depois de Casa Capitular
Duna. A Brian Herbert se lhe apresentava o mesmo problema que a Christopher Tolkien. Os críticos diziam
que se tratavam de "obras inacabadas" por Frank, ou que, como levavam a assinatura de Brian e um colaborador,
não estavam à altura das criações do pai.
Então, para encerrar a questão, apareceram após a morte de Frank duas "misteriosas" caixas com
papéis, até então desconhecidos pela família, onde haveria notas, rascunhos, anotações, para comple-
tar dos novelas mais do universo de Dune (que em inglês apareceram em um volume conjunto).
A esse respeito, há mais informações nos comentários que incluímos mais adiante, que baixamos de
Internet, da Wikipedia e do Portal FantasyMundo, sobre Frank Herbert e a saga, que nos desanstruíram um
pouco e nos esclareceram o que já sabíamos sobre a série. Também resgatamos um comentário do Portal
de Ficção Científica, sobre Caçadores de Duna, subscrito por Hari Seldon (obviamente, um pseudônimo),
com suculentas reflexões sobre esta 'história interminável', e que adicionamos como anexo a este artigo.
Como conclusão, podemos dizer que a ordem "ideal" de leitura da saga seria a seguinte:
As "prequelas" (de Brian Herbert e Kevin J. Anderson), que criam a base do universo de Duna,
mas que foram escritas "a posteriori", nesta ordem:
- A série originalmente escrita por Frank Herbert, conhecida agora como "Crônicas de Duna", divid
dida a su vez en duas trilogias:
7ª) Duna (foi a primeira a ser escrita, e a maioria dos leitores começa por ela).
8ª) Messias de Dune
9ª) Filhos da Duna
(dessas três primeiras novelas, que cimentaram a fama do ciclo, há várias edições disponíveis)
10ª) Deus Emperador de Dune
11ª) Hereges de Dune
12ª) Casa Capitular Duna
(também podem ser encontrados nas edições de Ultramary da Plaza & Janés-DeBolsillo)
Por último, o ciclo volta às mãos de Brian Herbert e Kevin J. Anderson, para concluir (por
agora) com dois títulos:
Duna é o romance que abre uma das sagas mais importantes da literatura
fantástica e de ficção científica. Entre 1963 e 1964, um autor não muito conhecido na época é-
escreveu um romance, Mundo de Duna, primeira parte de uma tetralogia planejada, que pu-
publicado em capítulos na revista de ficção científica Astounding. O romance teve um grande
recepção entre os leitores e Frank Herbert, seu autor, escreveu sua continuação, O Profeta
de Duna, publicando-o em cinco entregas na mesma revista.
Estas duas primeiras obras foram reunidas em um só volume ao ser publicado o livro
pouco depois: Dunereduziu a tetralogia inicial a uma trilogia. Publicada em 1965, seu sucesso
foi rotundo: em 1966 ganhou o Prêmio Hugo, e em 1965 a primeira edição do Prêmio Ne-
bulaa a melhor novela de ficção científica. A dedicatória deHerbertera:
À gente cujo trabalho vai além das ideias, ao reino dos 'materiais concretos
tos e reais'- aos ecologistas das terras áridas, onde quer que estejam, em qualquer
tempo em que trabalham, este esforço de previsão é dedicado a eles com humildade e admi-
ração.
Talvez a literatura de ficção científica não fosse a mesma que é hoje sem este autor estadunidense
cido em Tacoma (Washington).
Apesar de sua carreira como escritor ter sido felizmente marcada pela saga Dune, seus admiradores-
não podemos esquecer outras obras suas que, embora não alcancem a grandeza de sua criação principal, deixam
vislumbrar tenuemente a qualidade de Frank Herbert:
Também devemos mencionar a trilogia que escreveu em colaboração com Bill Ram-
filho, a partir da ideia da "Nave Deus" protagonista de Destino: O Vazio, a saber, O In-
cidente Jesús, O efeito Lázaro e O fator Ascensão, que publicou em castelhano Ultramar
Edições.
Basta ler o primeiro dos livros da saga do planeta Arrakis, Duna, (1968) para poder
ter uma ideia da complexidade do universo que descreve, mas suas continuações (Messias de Duna
(1969), Filhos de Dune (1976), e depois Deus Imperador de Dune (1981), Hereges de Dune (1984) e Casa
Capitular: Dune(1985)), apesar de serem bastante mais irregulares, esclarecem boa parte da intenção de Her-
As datas entre parênteses correspondem às primeiras edições em espanhol dos romances, as
três primeiras, publicadas pela Ediciones Acervo, e as três últimas, pela Ultramar Ediciones.
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