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Corrente Elétrica: Conceitos e Definições

Este documento trata sobre a corrente elétrica estacionária. Define a intensidade de corrente como a quantidade de carga que passa por uma seção transversal em um intervalo de tempo. Explica que a corrente de condução se refere ao movimento de partículas carregadas em um condutor devido a um campo elétrico. Finalmente, apresenta o modelo clássico de condução elétrica e define a densidade de corrente.

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Corrente Elétrica: Conceitos e Definições

Este documento trata sobre a corrente elétrica estacionária. Define a intensidade de corrente como a quantidade de carga que passa por uma seção transversal em um intervalo de tempo. Explica que a corrente de condução se refere ao movimento de partículas carregadas em um condutor devido a um campo elétrico. Finalmente, apresenta o modelo clássico de condução elétrica e define a densidade de corrente.

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Unidade 6: Corrente elétrica estacionária


6.1. Definição de intensidade da corrente elétrica
Nas unidades anteriores, foram tratadas situações eletrostáticas, ou seja, de campos elétricos que não
variam no tempo e eventualmente do movimento de partículas carregadas no vácuo. Nesta unidade
iniciaremos o estudo do movimento de partículas carregadas em um condutor.
Em geral, todo movimento de partículas carregadas constitui uma corrente elétrica, em
particularmente nos referiremos à corrente elétrica de condução, ou seja, ao movimento de partículas
carregadas em um meio condutor.
Além da corrente de condução, existe a corrente de convecção que se refere ao
movimento de partículas em um meio não condutor, pela ação de forças não necessariamente elétricas,
também você encontrará a corrente de deslocamento, que está relacionada com a rapidez de mudança de
um campo elétrico, que produz efeitos semelhantes aos de uma corrente de condução.
Corrente elétrica de condução
Lembre-se que um condutor é um material em cujo interior há cargas livres que podem se mover pela
ação da força exercida por um campo elétrico, as cargas livres em um condutor metálico são os
elétrons, em um eletrólito são íons positivos ou negativos, em um gás as cargas livres são íons positivos e
negativos e elétrons.
Também vimos que se um condutor isolado se
coloca em um campo elétrico, as cargas no condutor se
reagrupam na superfície de forma que o campo elétrico na
interior do condutor é zero e todo o condutor é um
volume equipotencial. O movimento das cargas na
o processo de reagrupamento constitui uma corrente elétrica mas
de curta duração e é denominada corrente transitória.
Se desejar uma corrente permanente em um condutor,
é necessário manter um campo elétrico ou gradiente de potenciais no condutor. Se o campo tiver sempre o
mesmo sentido, embora possa variar de intensidade, a corrente é denominada corrente contínua (CC), se o
o campo se inverte periodicamente de sentido, o sentido de movimento das cargas também muda
periodicamente de sentido e a corrente é denominada corrente alternada (CA).
Definição operacional da corrente elétrica
Si∆Q é a quantidade de carga que passa por uma seção transversal, em um intervalo de tempo ∆t, a
corrente média é:
∆Q
∆t
< Eu> =
, sim
∆t→ 0, obtém-se a intensidade da corrente
instantânea
dq
eu=
dt
A intensidade da corrente elétrica é medida em Amperes, cujo símbolo é A. Um Ampere equivale a
fluxo de um Coulomb de carga a cada segundo pela seção transversal do condutor.
PROFESSORES
M. CECILIA FUENTES V.- JAIME O. CARTES M.- ALFONSO LLANCAQUEO
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Sentido da corrente elétrica
A corrente elétrica é uma grandeza escalar, no entanto se
defina o sentido da corrente elétrica. Às vezes é considerado como tal o
sentido de movimento dos elétrons livres, mas nos fluidos se
encontrariam partículas que se movem em sentidos opostos.
O sentido convencional da corrente elétrica corresponde ao
sentido do campo elétrico que mobiliza a carga elétrica.
ANDRÉ-MARIE AMPÈRE
( 1775 - 1836 )
6.2. Modelo de Condução Clássico e densidade de corrente
Como primeira aproximação, consideremos o fluxo de carga semelhante a um fluido ideal.
Consideremos um setor de um condutor de comprimento L, e seção
transversal constante A.
Suponhamos que:
L
¾ A carga livre está distribuída uniformemente no condutor,
ou seja, a densidade de elétrons livres é constante. Sejaρ esta
quantidade.
¾
Que a carga livre em média se desloca ao longo do
conduzido com a velocidade de arraste.
¾ Mar∆o tempo em que os elétrons percorrem a distância L.
¾ No tempo∆t passam pela seção transversal toda a carga
livre que se encontrava na longitude L do condutor, então:
∆q
∆t
L
v
eu=
→ ∆q= ρ L A→ ∆t=
depoiseu= ρ vA, onde:
¾ ρ é a densidade de carga móvel do condutor.
¾ você vê a velocidade média de arraste da carga pelo condutor.
¾ A é a área da seção transversal do condutor
Consideremos uma seção infinitesimal da área transversal ao fluxo, seja di à intensidade da
corrente que flui nessa seção, então:
PROFESSORES:
M. CECILIA FUENTES V.- JAIME O. CARTES M.- ALFONSO LLANCAQUEO
86
r
Se o vetorn-área vetorial- é paralelo ao vetorv, então:
ˆ
de
= ρ v, que se conoce como densidad de corrente, a densidade de corrente é um vetor e tem a
da
mesma direção e sentido do campo elétrico:
r
r
J= ρ v
Em função da densidade de corrente, a intensidade da corrente fica expressa:
r
ˆ
eu= ∫∫J⋅ nda
S
Observe que a intensidade da corrente é o fluxo da densidade de corrente, isso implica que a carga que
a seção transversal que entra deve ser igual à que sai.
O anterior indica claramente que a carga líquida de um condutor não pode mudar pelo fato de que circula
corrente elétrica. A carga líquida do condutor continua sendo zero.
6.3. Exercícios
1. Um fio condutor transporta uma corrente de 10 A. Que quantidade de carga passa pela seção
transversal do condutor em 20 s?
2. Uma carga de 3600 Coulomb passa por um ponto em um circuito elétrico durante meia hora. Qual é o
média de circulação de corrente?
3. Para obter um revestimento de espessura desejada, uma carga de 72.000 deve passar pelo tanque eletrolítico
Coulomb, utilizando uma corrente constante de 8 amperes. Que tempo é necessário?
4. O feixe de elétrons no tubo de TV tem uma intensidade de 1,9 mA. A seção transversal do feixe é
circular e quando o feixe chega à tela, sua seção tem um raio de 0,5 mm. Quantos elétrons
golpeiam a tela a cada segundo? Qual é a densidade de corrente do feixe ao chegar à tela?
5. Um diodo pode ser comparado a um cátodo e um ânodo planos e paralelos, separados por 5 mm. A área de
cada
um é 2 cm2Na região compreendida entre o ânodo e o cátodo, a corrente é transportada
unicamente pelos elétrons. A intensidade da corrente é 50 mA, e a d.d.p. entre cátodo e ânodo é
de 250 V.
x
a. Qual é a velocidade dos elétrons quando chegam ao ânodo?
b. Qual é a densidade de elétrons no espaço situado logo fora da superfície do ânodo?
c. Descreva o que acontece com a densidade da nuvem eletrônica na seção transversal a
corrente, entre o cátodo e o ânodo em função de x.
A correia de um gerador de Van de Graff tem um metro de largura e leva uma velocidade de 25 m/s.
a. Que quantidade de carga por segundo deve ser distribuída na correia para que leve uma corrente
elétrica de 10-4A, na esfera coletora do gerador?
PROFESSORES:
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b. Qual é a densidade de carga na correia, se supõe uniforme?
7. Uma esfera A condutora carregada se une com um condutor a outra esfera B condutora inicialmente
descargada. Sea t = 0 el instante en que se conectan ambas esferas. A carga na esfera A em função do
tempo é:q = 2x10−3e−2t
A
.
a. Obtenha a intensidade da corrente no condutor em função do tempo.
b. Represente a intensidade em um gráfico e characterize a corrente.
6.4. Resistividade e Resistência
Para a maior parte dos materiais sólidos reais, o deslocamento de cargas elétricas através de
os mesmos podem ser descritos com suficiente aproximação, pelo menos em seus aspectos qualitativos, com um
modelo dentro da Física Clássica. Se se trata de dielétricos, podemos admitir na maior parte dos
situações de um comportamento de isolantes ideais, ou seja, não podem ser atravessados por cargas elétricas
em deslocamento relativo em relação à rede de átomos do sólido. À parte ficariam os materiais
supercondutores e semicondutores, cujo comportamento não pode ser explicado com modelos da Física
Clássica e sim com modelos mecano-quânticos.
A maioria dos sólidos condutores tem uma estrutura cristalina do tipo metálico, ou seja, uma
cristal vermelho cristalino imerso em uma "nuvem" de elétrons livres que se desprenderam dos átomos que formam os
nudos da rede. Por média, cada átomo libera um elétron, portanto, a densidade de elétrons livres
n(cm-3) coincide numericamente com a densidade de átomos N (cm-3); ou seja, n = N. Os elétrons livres,
que em seu conjunto formam o chamado gás de Fermi, são as únicas cargas que, ao não estarem ligadas aos átomos
podem se deslocar em relação à rede cristalina. Os átomos ionizados em seu conjunto ocupam posições
mídias fixas e, portanto, não se deslocam.
Exemplo: Cálculo da densidade de elétrons livres em um metal
Suponhamos que temos um elétron livre por átomo para o processo de condução elétrica
Massa molar Cu = 63,54 g / mol = 63,54 * 10-3kg / mol = M
Densidade do Cu = 9 g/cm3= 9*103kg/m3=ρ
Número de elétrons livres por mol = Número de Avogadro = 6,02 * 1023/ mol = NA
Número de elétrons livres por unidade de volume = n
ρ NA
M
n=
, substituindo, para o cobre tem:n= 8,5×1028m−3
Ao aplicar ao condutor um campo elétrico E (ou o que é equivalente, uma diferença de potencial),
r
r
sobre cada electrón se exercerá uma força− eEem sentido contrário aEEsta força tenderia a imprimir a
cada elétron um movimento retilíneo e uniformemente acelerado, mas logo o elétron interagirá
(choque) com algum dos nós da rede (íons positivos) ou com outro elétron livre. Assim sendo, o movimento
dos elétrons livres será errático, embora com uma tendência para
sentido contrário do campo elétrico, e de acordo com as leis de
Newton
r
r
dv
dt
m
= −e E
Portanto, a velocidade dos elétrons é da forma
r
r
r
e
v(t) = vo− E
m
PROFESSORES:
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88
O modelo não se interessa pelo comportamento dos elétrons individuais, mas apenas pela média sobre
um número muito grande de elétrons, por esse motivo, a quantidade de interesse é a média da velocidade.
Fazem-se então as seguintes hipóteses sobre o movimento do conjunto de elétrons:
¾ Os elétrons movem-se livremente entre colisões, que são principalmente com os íons.
¾ Após cada colisão, os elétrons transferem toda a sua energia para os íons.
¾ O tempo médio entre colisões éτ
¾ A velocidade média de um conjunto de elétrons é aleatória.
Dessa forma, a velocidade média dos elétrons é
r
r
r
e
< v> = < v0> − E< t>
m
r
em que a média,< v0> = 0dada a hipótese de movimento aleatório dos elétrons, e < t> =τ .
r
r
Desta forma, pode-se corrigir o modelo de condução análogo a um fluido, J= ρ vondeρ = ne,
substituindo a velocidade pela velocidade média:
não2τ
m
r
r
J=
E
Sob certas condições, a densidade de corrente é diretamente proporcional ao campo
elétrico
r
r
J=σ E
A constante de proporcionalidade indica quão bom condutor é o material e é chamada de
1
condutância. O recíproco da condutância é denominado resistividade:ρR=
.
σ
Nos condutores, aumenta com a temperatura, podendo-se considerar que para pequenos intervalos
de temperatura uma dependência linear:ρ = ρ20(1 +α(t - 20 ºC)), ondeα é o coeficiente de temperatura.
Resistividade de algumas substâncias a 20 ºC
Substância
Plata
Coeficiente de temperatura (K-1 )
ρ (Ω·m)
1,59·10-8
3,8·10-3
3,9·10-3
3,4·10-3
3,9·10-3
4,5·10-3
6,0·10-3
5·10-3
Cobre
1,67·10-8
2,35·10-8
2,65·10-8
5,65·10-8
6,84·10-8
89
Eu
No condutor da figura, sejaJ= , onde I é a corrente que flui pelo condutor distribuído
A
uniformemente na seção transversal A. Em um trecho de comprimento L do condutor há uma diferença de
V
potencial V e se o campo elétrico é uniforme, entãoE=
substituindo na equação:
L
E
Eu
1V
A
L
J=

=
→ Eu=
V, se denominamos resistência a :R= ρR
, a equação
ρR
AρRL
ρRL
A
V
adota a forma que é conhecida como Lei de Ohm:Eu=
R
De forma qualitativa, a resistência elétrica
representa a 'dificuldade' (ou se quiser o
'rozamento') das cargas ao se deslocarem pelo
conductor. Como consequência da resistência
as forças elétricas que 'empurram' as cargas
devem realizar um trabalho que se transforma em
calor (efeito Joule), u outra forma de energia não
elétrica. Assim, a resistência é responsável por
a transformação de energia elétrica em outras
formas de energia (principalmente térmica).
Em síntese: De que fatores depende a resistência do condutor?
¾ Do material, representado pela resistividade do materialρR
¾ Da longitude que deve percorrer a corrente de uma extremidade à outra do condutor (L)
¾ Da área da seção transversal à corrente (A)
Caso em que o material do condutor é homogêneo e a área da seção transversal é constante, a
L
A resistência do condutor pode ser calculada por meio de:R= ρR
A
No caso em que não sejam dadas as condições anteriores, podemos calcular a resistência dR, de um segmento
dl
de condutor de comprimento dL:d R= ρR
.
A
O gráfico (a) mostra a resistência de
um material óhmico, a resistência não
depende da voltagem nem da intensidade.
O gráfico (b) mostra a resistência
de um material não linear, neste caso
depende da voltagem ou da intensidade
da corrente.
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Quando a corrente circula pela resistência, uma parte dela se dissipa
energia na forma de calor, a qual deve ser dissipada de alguma forma de lo
contrário a temperatura do condutor aumentará e sua resistência
mudará. Na resistência se realiza trabalho, transforma-se a energia
potencial elétrica, em energia cinética e esta em calor. O trabalho por
A unidade de carga realizada na resistência é uma d.d.p. que é conhecida
como queda de tensão. (VR) devido ao fato de que quando as cargas elétricas
que atravessam um condutor (resistência) entram com uma energia qV1
maior que com a que saem qV2.
Obviamente, a queda de tensão em uma resistência depende da corrente que circula por ela, e se
pode demonstrar que:

VR= Ri
Corrente que flui pelo condutor (Ampere)
Resistência do condutor (Ohms)
Caída de tensão no condutor (Volts)
6. 5. Exercícios
8. Um fio de comprimento L e seção transversal de área A tem uma resistência R. Qual é a resistência
se a mesma quantidade de material é usada para fazer um fio duas vezes mais longo?
9. A um circuito é aplicada uma diferença de potencial de 28
(V) Qual é a resistência que deve ser incluída no circuito
para limitar a corrente a 56 mA?
10. O fio de cobre tem uma resistividade (aproximada) de
1,72µΩ−cm. Determinar a resistência e a condutância de
um fio de cobre de 100 metros de comprimento e 0,259 cm de
diâmetro.
11. Um amperímetro conectado em série
com uma resistência desconhecida, indica
0,4 (A). Um voltímetro conectado sobre
os terminais da resistência, indica
24 (V). Determinar o valor de
resistência. (O circuito indicado na
figura é comumente usada para medir
a resistência "em quente" de alguns
aparatos, tais como aquecedores
elétricos, lâmpadas incandescentes,
tostadoras, etc.)
12. A voltagem aplicada a um circuito de
A resistência constante quadruplica. Que mudança ocorre na corrente?
13. Se a resistência de um circuito de tensão constante for reduzida à metade, o que acontece com a corrente?
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14. As resistências de um fio de cobre e de um fio de alumínio são iguais. Qual é o quociente?
entre suas longitudes LCu/LAl, se tiverem o mesmo diâmetro? Considere que a resistividade do cobre é
1,7x10-8Ωm e a resistividade do alumínio é 2.8x10-8Ωm.
15. Um tubo cilíndrico de comprimento L= 50 cm tem um raio interior a= 2 cm e um
rádio exterior b= 4 cm. O material do tubo tem resistividadeρR=4,5x10-8Ωm.
Se aplica uma diferença de potencial V = 20 (V) entre as extremidades do tubo.
a
a. Qual é a forma da área da seção transversal a
corrente? Quanto é o seu valor?
b
L
b. Que distância a corrente deve percorrer no tubo?
c. Quanto é a oposição à circulação da corrente que o tubo oferece quando conectado
da maneira indicada?
d. Qual é a intensidade da corrente no tubo?
e. Qual é a densidade da corrente?
f. Qual é o campo elétrico no tubo?
16. Repita o problema anterior, mas suponha que a diferença de potencial é aplicada entre a superfície
interior e exterior do tubo.
17. Uma cúpula esférica espessa tem um raio interno a e um raio externo b. O material de que é feita
tem uma resistividadeρR. Demonstre que quando se aplica uma d.d.p. entre as superfícies interior e
(
b− aρR
4π ab
)
exterior, a resistência é:R=
.
6.6. Lei de Joule
Quanto trabalho é realizado na resistência?
O aquecimento dos condutores pela passagem da corrente elétrica foi um dos primeiros
efeitos observados pelos cientistas estudiosos dos fenômenos elétricos, no entanto, teria que passar
algum tempo antes de que se conhecesse a magnitude de tal efeito calorífico e os fatores dos quais depende.
J. P. Joule (1818-1889) se interessou desde jovem na medida de temperaturas em motores elétricos, o que lhe
permitiu por volta de 1840 encontrar a lei que rege a produção de calor pela passagem de uma corrente elétrica a
através de um condutor.
A lei de Joule estabelece que a quantidade de calor produzida é diretamente proporcional a
resistência R do condutor, ao quadrado da intensidade de corrente I que o atravessa e ao tempo t. Ou seja:
Q= Eu2Rt
(Expressão válida apenas se a intensidade da corrente for constante ao longo do tempo)
O efeito calorífico, também chamado de efeito Joule, pode ser explicado a partir do mecanismo de
condução dos elétrons em um metal. A energia dissipada nas colisões internas aumenta a agitação
térmica do material, o que resulta em um aumento da temperatura e na consequente produção de calor.
A lei de Joule, por sua vez, pode ser encarada como uma consequência da interpretação energética da
lei de Ohm, como será visto a seguir
¾ Seada a quantidade de carga que viaja de um extremo ao outro da resistência
¾ SeadWel trabalho realizado pelas forças internas para mobilizar a quantidade de carga, portanto:
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dW
dq
dW
dq
VR=
=Ri
dW= R i dq
A rapidez com que o trabalho é realizado é a potência:
dW
dt
dq
P=
⇒ P= Ri⇒
dt
P= Re2
Onde:
¾ R, é a resistência do condutor, em Ohm (Ω)
¾ i é a intensidade da corrente que flui pelo condutor, em Amperes (A)
¾ P é a rapidez com que se dissipa energia no condutor, potência, em Watt (W)
Este resultado é conhecido como Lei de Joule e expressa a perda de energia que as cargas experimentam.
nas colisões atômicas que ocorrem na resistência. A energia se dissipa na forma de calor (efeito
Joule).
Quanto trabalho é realizado na fonte de energia?
A fonte de poder deve manter o fluxo de carga, para isso, quando se mobiliza uma quantidade de
carga pela fonte de energia, nela se transforma algum tipo de energia em energia potencial elétrica, o
trabalho por unidade de carga desenvolvido na fonte de energia, é uma d.d.p. que é conhecida como “fem" y se
representa pelo símboloε.
dW
dq
dW
dt
dq
dt
= ε ⇒ dW= ε dq⇒

P= ε eu
Onde:
¾ é a corrente que mantém a fonte de poder no circuito, em Amperes (A)
¾ ε é a diferença de potencial na fonte, em Volts (V)
¾ P é a rapidez com que a fonte de poder entrega energia, em Watt (W)
Exemplo:
Trata-se de determinar, aplicando a lei de Joule, o valor da resistência elétrica que deve ter um
aquecedor elétrico de imersão para que, conectado a 220 V, seja capaz de elevar a temperatura de um litro
de água de 15 °C a 80 °C em cinco minutos. A energia calorífica necessária para elevar a temperatura da água
de 15 °C a 80 °C será:
cal
(
), onde a massa da água é medida em gramas, o calor específico da água é
1
ea
Qcal= mc tf − teu
gºC
A temperatura é medida em ºC, e o calor em caloria.
Qcal= 1000×1×
(
80−15
→ Qcal= 6,5×104calorias
93
A água deve receber 272.090 (J) para aumentar sua temperatura, essa energia deve ser dissipada pela resistência em
cinco minutos, então:
∆W
∆t
272090
P=
→ P=
→ P= 907 (O)
5× 60
P
907
duzentos e vinte
ComoP= Ri2→ P= V i→ eu=
→ eu=
→ eu= 4.12(A)
V
Em seguida, a resistência do aquecedor deve ser:
V
eu
220
R=
→ R=
→ R= 53,4Ω
4.12
6.7. Exercícios
18. Um dispositivo elétrico indica que consome 1 kW de potência quando está conectado a uma tensão
continua de 24 V. Calcule (a) a corrente que passa pelo dispositivo, e (b) a resistência do mesmo.
19. Se um motor elétrico indica que consome 100 W quando está conectado a uma tensão de 12 V, calcule:
(a) a corrente elétrica que passa pelo motor, e (b) a energia total consumida pelo mesmo depois de
ter estado funcionando durante 1 hora.
20. Se triplica a corrente em um circuito de resistência constante. Como isso afeta a dissipação de
potência (ou relação de calor produzido)?
6.7.- Circuitos de Corrente Contínua
É interessante considerar 'circuitos' formados por várias resistências, conectadas de diversas
maneiras. Antes de entrar em maiores detalhes a respeito destes circuitos, descreveremos algumas das formas
mais comuns de conectar resistências entre si, ao mesmo tempo em que introduz o conceito de `resistência equivalente`.
a. Circuito básico
A figura mostra um circuito básico, que possui os seguintes dispositivos:
9Uma bateria: É o dispositivo responsável por manter a diferença de potencial entre os extremos.
do condutor (resistência), condição necessária para manter o fluxo de cargas pelo condutor.
Transforma energia química em energia potencial elétrica. Em geral nos referiremos a uma fonte
de poder cujo símbolo será:
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9Ampola de filamento: Resistência, dispositivo que se opõe à circulação da corrente.
Transforma a energia potencial elétrica em calor. O filamento
(conductor) quente é o que brilha. O símbolo de uma resistência será, não
obstante em casos especiais são usados símbolos específicos.
9Condutores: Filamentos condutores cuja resistência é muito pequena comparada com a resistência
da lâmpada, sua tarefa é conectar a lâmpada à bateria.
A relação entre a voltagem, a corrente e a resistência é dada pela lei de Ohm.
b. Conexões de resistência em série e paralelo
Denomina-se resistência equivalente, RAB, de uma associação em relação a dois pontos A e B, àquela
que conectada à mesma diferença de potencial, VAB, demanda a mesma corrente, I Isso significa que diante
as mesmas condições a associação e sua resistência equivalente dissipam a mesma potência.
Resistências em série
Dos o más resistencias se encuentran conectadas en serie cuando al aplicar al conjunto una diferencia de
potencial, todas elas são percorridas pela mesma corrente, como o exemplo da figura, ou seja, a
A corrente que flui pela fonte de alimentação é igual à corrente que flui por cada resistência.
==Î
2. A tensão aplicada pela fonte de alimentação será igual à queda de tensão em cada resistência:
ε = V1+V2o anterior se deduz do conceito de diferença de potencial e comoV= iR,
substituindo:
ε = iR1+ iR2
Dividindo por i:
ε
eu
ε
eu
= R1+ R2, onde = Reé a resistência equivalente.
No caso do exemplo, simR1= 6,67Ω y R2= 17,14Ω , a resistência equivalente do circuito é:
Re= 23,81Ω
E como o voltagem aplicada é de 5V, a corrente no circuito é:
ε
Re
5
, então a queda de tensão em cada resistência é:
eu=
→ eu=
→ eu= 0.21A
23,81
V= iR→ V= 0,21× 6,67→ V=1.4V
1
1
1
1
V2= iR2→ V2= 0,21×17.14→ V2= 3.6V
professores
M. CECILIA FUENTES V.- JAIME O. CARTES M.- ALFONSO LLANCAQUEO
95
Resistências em paralelo
Duas ou mais resistências estão em paralelo quando têm dois terminais comuns de modo que
ao aplicar ao conjunto uma diferença de potencial, VAB, todas as resistências têm a mesma queda de tensão,
VAB.
Na figura, a queda de tensão nas três
resistências é a mesma e igual à aplicada por
a fonte de poder:
ε = V1= V2= V3
A união de duas ou mais resistências em paralelo,
como a união da figura, constitui um nó,
no
nodo, a corrente que entra se distribui pelas resistências, e
considerando a conservação da carga, demonstra-se que:
Eu= eu1+ eu2+ eu3
A intensidade da corrente que flui por cada
A resistência depende da tensão aplicada em paralelo e do valor de
cada resistência, logo:
ε
ε
ε
Eu
1
1
1
1
1
1
1
Eu=
+
+

=
+
+

=
+
+
R
R2R3
ε R R2R3
Re
R
R2R3
1
1
1
Portanto, em paralelo, somam-se os recíprocos das resistências.
1 1 1
= +
Re5 10 15
1
Na figura, a resistência equivalente é:
+
→ Re= 2.73Ω
Exemplo:
A figura a mostra três resistências (R1= 4ΩR2=6Ω y R3= 3Ω,
96
No circuito b, as resistências R1y Rcbestão
em série e pode ser substituído por uma única
resistência cujo valor é a soma das
anteriores, ou seja, 6Ω, tal como mostra o
circuito c.
No circuito c, calcula-se a intensidade da
ε
Re
18
6
correnteeu=
→ eu=
→ eu= 3A, como mostra o
circuito d.
A corrente que flui entre a e b do circuito c, é a mesma corrente que
flui pelas resistências do circuito b, conforme mostrado na figura e, o
que permite calcular as quedas de tensão em cada resistência.
Vac= iR1⇒Vac= 3⋅4⇒Vac=12(V)
y
Vcb= iRcb⇒Vcb= 3⋅2⇒Vcb= 6(V)
A queda de tensão na resistência Rcbdo circuito e, é a queda de tensão em R2e em R3o que permite
obter a intensidade da corrente nessas resistências, como se
mostra no circuito f.
Vcb
R2
6
eu2=
⇒ eu2= ⇒ eu2=1(A)
6
y
Vcb
R3
6
eu3=
⇒ eu3= ⇒ eu3= 2(A)
3
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Resistência interna de uma Fonte de Poder
Em Eletricidade, denomina-se gerador ao dispositivo capaz de transformar alguma classe de energia,
não elétrica, seja esta química, mecânica, térmica, luminosa, etc. em energia elétrica. Dentro dos
geradores elétricos, é conhecido como gerador de tensão constante o dispositivo que em seus terminais
fornece uma tensão que não depende da resistência de carga.
Na figura podemos ver o circuito mais simples que podemos
encontrar, constituído por um gerador de f.e.m. constanteε conectado
a uma carga Rce onde se cumpriria a equação:
ε = IRc
O gerador descrito não tem existência real na prática, já que
sempre possui o que, convencionalmente, tem sido chamado de
resistência interna, que embora não seja realmente uma resistência, na
maioria dos casos se comporta como tal. Assim, na figura podemos
ver o mesmo circuito anterior, mas onde a resistência interna do
o gerador é representado por uma resistência Reu, em série com o gerador, com o que a equação anterior
se transforma em:
ε = Eu(Reu+ Rc)
6.8. Exercícios
21. A corrente em um circuito simples é de 5 A. Quando uma resistência adicional é intercalada, a corrente se
reduza a 4 A. Qual é o valor da resistência original?
Um voltímetro indica 6 Volts quando é conectado aos terminais de uma bateria em circuito aberto.
Quando a bateria é conectada a uma resistência de 4Ω , o voltímetro indica 5 Volts. Qual é a resistência?
interna da bateria?
23. As ampolas L1y L2têm as especificações de 25 W e 100 W, respectivamente, a 220 Volt. O que
A ampolleta brilha perto de seu brilho nominal quando ambas são conectadas em série a 220 Volts?
24. Das resistências R1y R2, com R1>R2Se conectam a uma fonte de potência. Em qual resistência se dissipa mais?
potência quando se conectam:
a. em paralelo à fonte de energia?
b. em série na fonte de poder?
25. Quando uma bateria de fem V desconhecida mas sem resistência interna, é conectada a uma resistência R, um
amperímetro no circuito indica 4 A. Quando se conecta em série a R uma resistência adicional de 10Ω ,
o amperímetro indica 3 ampères. Quais são os valores de R e V?
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26. Dadas três resistências de 5Ω cada uma com potência nominal
10 W, obtenha a máxima diferença de potencial que se pode
aplicar ao conjunto se:
c. Eles estão conectados em série.
d. Eles se conectam em paralelo.
e. Se conectam como mostram as figuras
27. Demonstrar que se uma bateria de fem V e resistência interna Reuse conecta a uma resistência exterior RC, se
fornece a máxima potência à resistência externa quando RC= Reu.
28. Na figura, a voltagem aplicada pela fonte de alimentação é 5,0 Volts, R1= 2.0Ω , R2= 4.0Ω y R3= 6.0Ω .
Quanto mede o amperímetro?
R2
R3
R1
29. Dos resistencias de R1 = 1000Ω y R2 = 2000Ω se conectam em série aos terminais de uma bateria de
9V. Calcule (a) a corrente que passa pelas resistências, (b) as quedas de tensão e (c) as potências
disipadas por cada uma das resistências.
30. Uma bateria de 12 V f.e.m. e 0,5Ω de resistência interna, conecta-se a um circuito que oferece uma
resistência de 11Ω. Calcule: (a) a corrente que fornece a bateria, (b) A tensão nos terminais da
bateria e (c) potencial útil da bateria.
31. Uma resistência de 3Ω e outra de 7Ω se conectam em série
uma combinação em paralelo formada por resistências de 4
Ω , 6Ω y 12Ω , como se indica na figura, a este circuito
aplica-se uma fem de 50 Volts.
Determinar, a) a corrente total de linha e a resistência total
(equivalente) ; b) a queda de tensão sobre a resistência de 3
Ω y 7Ω , e sobre o grupo paralelo; e c) a corrente em
cada ramo do grupo paralelo.
32. Analise o circuito e calcule o seguinte:
o
o valor da resistência que pode substituir
todas as que aparecem neste circuito (excluindo
a interna do gerador).
o
o
a corrente que entrega o gerador e o valor de
a tensão nos terminais.
as correntes que passam por cada uma das
resistências e as quedas de tensão
correspondentes.
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33. Determinar a resistência entre os pontos 1 e 2
em cada um dos circuitos ilustrados na
figura
34. Um aquecedor elétrico que opera em 120 Volts é composto por duas resistências de 30Ω . As
resistências podem ser conectadas em série ou em paralelo. Determinar o calor (em calorias) desenvolvido em
cada caso durante 10 minutos
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