Corrente Elétrica: Conceitos e Definições
Corrente Elétrica: Conceitos e Definições
VR= Ri
Corrente que flui pelo condutor (Ampere)
Resistência do condutor (Ohms)
Caída de tensão no condutor (Volts)
6. 5. Exercícios
8. Um fio de comprimento L e seção transversal de área A tem uma resistência R. Qual é a resistência
se a mesma quantidade de material é usada para fazer um fio duas vezes mais longo?
9. A um circuito é aplicada uma diferença de potencial de 28
(V) Qual é a resistência que deve ser incluída no circuito
para limitar a corrente a 56 mA?
10. O fio de cobre tem uma resistividade (aproximada) de
1,72µΩ−cm. Determinar a resistência e a condutância de
um fio de cobre de 100 metros de comprimento e 0,259 cm de
diâmetro.
11. Um amperímetro conectado em série
com uma resistência desconhecida, indica
0,4 (A). Um voltímetro conectado sobre
os terminais da resistência, indica
24 (V). Determinar o valor de
resistência. (O circuito indicado na
figura é comumente usada para medir
a resistência "em quente" de alguns
aparatos, tais como aquecedores
elétricos, lâmpadas incandescentes,
tostadoras, etc.)
12. A voltagem aplicada a um circuito de
A resistência constante quadruplica. Que mudança ocorre na corrente?
13. Se a resistência de um circuito de tensão constante for reduzida à metade, o que acontece com a corrente?
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14. As resistências de um fio de cobre e de um fio de alumínio são iguais. Qual é o quociente?
entre suas longitudes LCu/LAl, se tiverem o mesmo diâmetro? Considere que a resistividade do cobre é
1,7x10-8Ωm e a resistividade do alumínio é 2.8x10-8Ωm.
15. Um tubo cilíndrico de comprimento L= 50 cm tem um raio interior a= 2 cm e um
rádio exterior b= 4 cm. O material do tubo tem resistividadeρR=4,5x10-8Ωm.
Se aplica uma diferença de potencial V = 20 (V) entre as extremidades do tubo.
a
a. Qual é a forma da área da seção transversal a
corrente? Quanto é o seu valor?
b
L
b. Que distância a corrente deve percorrer no tubo?
c. Quanto é a oposição à circulação da corrente que o tubo oferece quando conectado
da maneira indicada?
d. Qual é a intensidade da corrente no tubo?
e. Qual é a densidade da corrente?
f. Qual é o campo elétrico no tubo?
16. Repita o problema anterior, mas suponha que a diferença de potencial é aplicada entre a superfície
interior e exterior do tubo.
17. Uma cúpula esférica espessa tem um raio interno a e um raio externo b. O material de que é feita
tem uma resistividadeρR. Demonstre que quando se aplica uma d.d.p. entre as superfícies interior e
(
b− aρR
4π ab
)
exterior, a resistência é:R=
.
6.6. Lei de Joule
Quanto trabalho é realizado na resistência?
O aquecimento dos condutores pela passagem da corrente elétrica foi um dos primeiros
efeitos observados pelos cientistas estudiosos dos fenômenos elétricos, no entanto, teria que passar
algum tempo antes de que se conhecesse a magnitude de tal efeito calorífico e os fatores dos quais depende.
J. P. Joule (1818-1889) se interessou desde jovem na medida de temperaturas em motores elétricos, o que lhe
permitiu por volta de 1840 encontrar a lei que rege a produção de calor pela passagem de uma corrente elétrica a
através de um condutor.
A lei de Joule estabelece que a quantidade de calor produzida é diretamente proporcional a
resistência R do condutor, ao quadrado da intensidade de corrente I que o atravessa e ao tempo t. Ou seja:
Q= Eu2Rt
(Expressão válida apenas se a intensidade da corrente for constante ao longo do tempo)
O efeito calorífico, também chamado de efeito Joule, pode ser explicado a partir do mecanismo de
condução dos elétrons em um metal. A energia dissipada nas colisões internas aumenta a agitação
térmica do material, o que resulta em um aumento da temperatura e na consequente produção de calor.
A lei de Joule, por sua vez, pode ser encarada como uma consequência da interpretação energética da
lei de Ohm, como será visto a seguir
¾ Seada a quantidade de carga que viaja de um extremo ao outro da resistência
¾ SeadWel trabalho realizado pelas forças internas para mobilizar a quantidade de carga, portanto:
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dW
dq
dW
dq
VR=
=Ri
dW= R i dq
A rapidez com que o trabalho é realizado é a potência:
dW
dt
dq
P=
⇒ P= Ri⇒
dt
P= Re2
Onde:
¾ R, é a resistência do condutor, em Ohm (Ω)
¾ i é a intensidade da corrente que flui pelo condutor, em Amperes (A)
¾ P é a rapidez com que se dissipa energia no condutor, potência, em Watt (W)
Este resultado é conhecido como Lei de Joule e expressa a perda de energia que as cargas experimentam.
nas colisões atômicas que ocorrem na resistência. A energia se dissipa na forma de calor (efeito
Joule).
Quanto trabalho é realizado na fonte de energia?
A fonte de poder deve manter o fluxo de carga, para isso, quando se mobiliza uma quantidade de
carga pela fonte de energia, nela se transforma algum tipo de energia em energia potencial elétrica, o
trabalho por unidade de carga desenvolvido na fonte de energia, é uma d.d.p. que é conhecida como “fem" y se
representa pelo símboloε.
dW
dq
dW
dt
dq
dt
= ε ⇒ dW= ε dq⇒
=ε
P= ε eu
Onde:
¾ é a corrente que mantém a fonte de poder no circuito, em Amperes (A)
¾ ε é a diferença de potencial na fonte, em Volts (V)
¾ P é a rapidez com que a fonte de poder entrega energia, em Watt (W)
Exemplo:
Trata-se de determinar, aplicando a lei de Joule, o valor da resistência elétrica que deve ter um
aquecedor elétrico de imersão para que, conectado a 220 V, seja capaz de elevar a temperatura de um litro
de água de 15 °C a 80 °C em cinco minutos. A energia calorífica necessária para elevar a temperatura da água
de 15 °C a 80 °C será:
cal
(
), onde a massa da água é medida em gramas, o calor específico da água é
1
ea
Qcal= mc tf − teu
gºC
A temperatura é medida em ºC, e o calor em caloria.
Qcal= 1000×1×
(
80−15
→ Qcal= 6,5×104calorias
93
A água deve receber 272.090 (J) para aumentar sua temperatura, essa energia deve ser dissipada pela resistência em
cinco minutos, então:
∆W
∆t
272090
P=
→ P=
→ P= 907 (O)
5× 60
P
907
duzentos e vinte
ComoP= Ri2→ P= V i→ eu=
→ eu=
→ eu= 4.12(A)
V
Em seguida, a resistência do aquecedor deve ser:
V
eu
220
R=
→ R=
→ R= 53,4Ω
4.12
6.7. Exercícios
18. Um dispositivo elétrico indica que consome 1 kW de potência quando está conectado a uma tensão
continua de 24 V. Calcule (a) a corrente que passa pelo dispositivo, e (b) a resistência do mesmo.
19. Se um motor elétrico indica que consome 100 W quando está conectado a uma tensão de 12 V, calcule:
(a) a corrente elétrica que passa pelo motor, e (b) a energia total consumida pelo mesmo depois de
ter estado funcionando durante 1 hora.
20. Se triplica a corrente em um circuito de resistência constante. Como isso afeta a dissipação de
potência (ou relação de calor produzido)?
6.7.- Circuitos de Corrente Contínua
É interessante considerar 'circuitos' formados por várias resistências, conectadas de diversas
maneiras. Antes de entrar em maiores detalhes a respeito destes circuitos, descreveremos algumas das formas
mais comuns de conectar resistências entre si, ao mesmo tempo em que introduz o conceito de `resistência equivalente`.
a. Circuito básico
A figura mostra um circuito básico, que possui os seguintes dispositivos:
9Uma bateria: É o dispositivo responsável por manter a diferença de potencial entre os extremos.
do condutor (resistência), condição necessária para manter o fluxo de cargas pelo condutor.
Transforma energia química em energia potencial elétrica. Em geral nos referiremos a uma fonte
de poder cujo símbolo será:
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9Ampola de filamento: Resistência, dispositivo que se opõe à circulação da corrente.
Transforma a energia potencial elétrica em calor. O filamento
(conductor) quente é o que brilha. O símbolo de uma resistência será, não
obstante em casos especiais são usados símbolos específicos.
9Condutores: Filamentos condutores cuja resistência é muito pequena comparada com a resistência
da lâmpada, sua tarefa é conectar a lâmpada à bateria.
A relação entre a voltagem, a corrente e a resistência é dada pela lei de Ohm.
b. Conexões de resistência em série e paralelo
Denomina-se resistência equivalente, RAB, de uma associação em relação a dois pontos A e B, àquela
que conectada à mesma diferença de potencial, VAB, demanda a mesma corrente, I Isso significa que diante
as mesmas condições a associação e sua resistência equivalente dissipam a mesma potência.
Resistências em série
Dos o más resistencias se encuentran conectadas en serie cuando al aplicar al conjunto una diferencia de
potencial, todas elas são percorridas pela mesma corrente, como o exemplo da figura, ou seja, a
A corrente que flui pela fonte de alimentação é igual à corrente que flui por cada resistência.
==Î
2. A tensão aplicada pela fonte de alimentação será igual à queda de tensão em cada resistência:
ε = V1+V2o anterior se deduz do conceito de diferença de potencial e comoV= iR,
substituindo:
ε = iR1+ iR2
Dividindo por i:
ε
eu
ε
eu
= R1+ R2, onde = Reé a resistência equivalente.
No caso do exemplo, simR1= 6,67Ω y R2= 17,14Ω , a resistência equivalente do circuito é:
Re= 23,81Ω
E como o voltagem aplicada é de 5V, a corrente no circuito é:
ε
Re
5
, então a queda de tensão em cada resistência é:
eu=
→ eu=
→ eu= 0.21A
23,81
V= iR→ V= 0,21× 6,67→ V=1.4V
1
1
1
1
V2= iR2→ V2= 0,21×17.14→ V2= 3.6V
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Resistências em paralelo
Duas ou mais resistências estão em paralelo quando têm dois terminais comuns de modo que
ao aplicar ao conjunto uma diferença de potencial, VAB, todas as resistências têm a mesma queda de tensão,
VAB.
Na figura, a queda de tensão nas três
resistências é a mesma e igual à aplicada por
a fonte de poder:
ε = V1= V2= V3
A união de duas ou mais resistências em paralelo,
como a união da figura, constitui um nó,
no
nodo, a corrente que entra se distribui pelas resistências, e
considerando a conservação da carga, demonstra-se que:
Eu= eu1+ eu2+ eu3
A intensidade da corrente que flui por cada
A resistência depende da tensão aplicada em paralelo e do valor de
cada resistência, logo:
ε
ε
ε
Eu
1
1
1
1
1
1
1
Eu=
+
+
→
=
+
+
→
=
+
+
R
R2R3
ε R R2R3
Re
R
R2R3
1
1
1
Portanto, em paralelo, somam-se os recíprocos das resistências.
1 1 1
= +
Re5 10 15
1
Na figura, a resistência equivalente é:
+
→ Re= 2.73Ω
Exemplo:
A figura a mostra três resistências (R1= 4ΩR2=6Ω y R3= 3Ω,
96
No circuito b, as resistências R1y Rcbestão
em série e pode ser substituído por uma única
resistência cujo valor é a soma das
anteriores, ou seja, 6Ω, tal como mostra o
circuito c.
No circuito c, calcula-se a intensidade da
ε
Re
18
6
correnteeu=
→ eu=
→ eu= 3A, como mostra o
circuito d.
A corrente que flui entre a e b do circuito c, é a mesma corrente que
flui pelas resistências do circuito b, conforme mostrado na figura e, o
que permite calcular as quedas de tensão em cada resistência.
Vac= iR1⇒Vac= 3⋅4⇒Vac=12(V)
y
Vcb= iRcb⇒Vcb= 3⋅2⇒Vcb= 6(V)
A queda de tensão na resistência Rcbdo circuito e, é a queda de tensão em R2e em R3o que permite
obter a intensidade da corrente nessas resistências, como se
mostra no circuito f.
Vcb
R2
6
eu2=
⇒ eu2= ⇒ eu2=1(A)
6
y
Vcb
R3
6
eu3=
⇒ eu3= ⇒ eu3= 2(A)
3
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Resistência interna de uma Fonte de Poder
Em Eletricidade, denomina-se gerador ao dispositivo capaz de transformar alguma classe de energia,
não elétrica, seja esta química, mecânica, térmica, luminosa, etc. em energia elétrica. Dentro dos
geradores elétricos, é conhecido como gerador de tensão constante o dispositivo que em seus terminais
fornece uma tensão que não depende da resistência de carga.
Na figura podemos ver o circuito mais simples que podemos
encontrar, constituído por um gerador de f.e.m. constanteε conectado
a uma carga Rce onde se cumpriria a equação:
ε = IRc
O gerador descrito não tem existência real na prática, já que
sempre possui o que, convencionalmente, tem sido chamado de
resistência interna, que embora não seja realmente uma resistência, na
maioria dos casos se comporta como tal. Assim, na figura podemos
ver o mesmo circuito anterior, mas onde a resistência interna do
o gerador é representado por uma resistência Reu, em série com o gerador, com o que a equação anterior
se transforma em:
ε = Eu(Reu+ Rc)
6.8. Exercícios
21. A corrente em um circuito simples é de 5 A. Quando uma resistência adicional é intercalada, a corrente se
reduza a 4 A. Qual é o valor da resistência original?
Um voltímetro indica 6 Volts quando é conectado aos terminais de uma bateria em circuito aberto.
Quando a bateria é conectada a uma resistência de 4Ω , o voltímetro indica 5 Volts. Qual é a resistência?
interna da bateria?
23. As ampolas L1y L2têm as especificações de 25 W e 100 W, respectivamente, a 220 Volt. O que
A ampolleta brilha perto de seu brilho nominal quando ambas são conectadas em série a 220 Volts?
24. Das resistências R1y R2, com R1>R2Se conectam a uma fonte de potência. Em qual resistência se dissipa mais?
potência quando se conectam:
a. em paralelo à fonte de energia?
b. em série na fonte de poder?
25. Quando uma bateria de fem V desconhecida mas sem resistência interna, é conectada a uma resistência R, um
amperímetro no circuito indica 4 A. Quando se conecta em série a R uma resistência adicional de 10Ω ,
o amperímetro indica 3 ampères. Quais são os valores de R e V?
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26. Dadas três resistências de 5Ω cada uma com potência nominal
10 W, obtenha a máxima diferença de potencial que se pode
aplicar ao conjunto se:
c. Eles estão conectados em série.
d. Eles se conectam em paralelo.
e. Se conectam como mostram as figuras
27. Demonstrar que se uma bateria de fem V e resistência interna Reuse conecta a uma resistência exterior RC, se
fornece a máxima potência à resistência externa quando RC= Reu.
28. Na figura, a voltagem aplicada pela fonte de alimentação é 5,0 Volts, R1= 2.0Ω , R2= 4.0Ω y R3= 6.0Ω .
Quanto mede o amperímetro?
R2
R3
R1
29. Dos resistencias de R1 = 1000Ω y R2 = 2000Ω se conectam em série aos terminais de uma bateria de
9V. Calcule (a) a corrente que passa pelas resistências, (b) as quedas de tensão e (c) as potências
disipadas por cada uma das resistências.
30. Uma bateria de 12 V f.e.m. e 0,5Ω de resistência interna, conecta-se a um circuito que oferece uma
resistência de 11Ω. Calcule: (a) a corrente que fornece a bateria, (b) A tensão nos terminais da
bateria e (c) potencial útil da bateria.
31. Uma resistência de 3Ω e outra de 7Ω se conectam em série
uma combinação em paralelo formada por resistências de 4
Ω , 6Ω y 12Ω , como se indica na figura, a este circuito
aplica-se uma fem de 50 Volts.
Determinar, a) a corrente total de linha e a resistência total
(equivalente) ; b) a queda de tensão sobre a resistência de 3
Ω y 7Ω , e sobre o grupo paralelo; e c) a corrente em
cada ramo do grupo paralelo.
32. Analise o circuito e calcule o seguinte:
o
o valor da resistência que pode substituir
todas as que aparecem neste circuito (excluindo
a interna do gerador).
o
o
a corrente que entrega o gerador e o valor de
a tensão nos terminais.
as correntes que passam por cada uma das
resistências e as quedas de tensão
correspondentes.
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33. Determinar a resistência entre os pontos 1 e 2
em cada um dos circuitos ilustrados na
figura
34. Um aquecedor elétrico que opera em 120 Volts é composto por duas resistências de 30Ω . As
resistências podem ser conectadas em série ou em paralelo. Determinar o calor (em calorias) desenvolvido em
cada caso durante 10 minutos
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