Teste de Atenção d2: Aplicação e Análise
Teste de Atenção d2: Aplicação e Análise
Duração: Entre 8 e 10 minutos. Há um tempo de 20 segundos para a execução de cada uma das
14 filas do teste.
A tarefa do sujeito é revisar atentamente, da esquerda para a direita, o conteúdo de cada linha e
marcar toda letra "d" que tenha duas pequenas rayitas (as duas acima, as duas embaixo ou uma)
acima e outro abaixo). No Manual, estes elementos (ou seja, os estímulos corretos) são conhecidos
como elementos relevantes. As demais combinações (as "p" com ou sem risquinhos e as "d" com uma ou
nenhuma rayita) são consideradas "irrelevantes", pois não devem ser marcadas.
Gostaria de ver até que ponto vocês são capazes de se concentrar em uma tarefa. Vou lhes
entregar um impresso como este (MOSTRAR O EXEMPLAR).... Anotem na parte superior
os seus dados: Nome e sobrenome (SE APLICÁVEL), sexo, etc. Quando terminarem, devem deixar a
um lado a caneta e prestar-me atenção. Vou explicar qual será a vossa tarefa.
Vou ler em voz alta as instruções para que todos entendam a tarefa a realizar e possam
fazer um pouco de prática.
Se começam a ler as instruções impressas e, se necessário, serão utilizados o encerado ou a lousa.
para explicar a tarefa. Convém indicar que para marcar as respostas basta fazer uma linha vertical
sobre a d. É preciso deixar tempo suficiente para que todos pratiquem na "Linha de treinamento" que
há na página de instruções.
Se for necessário, as instruções são repetidas para que todos compreendam que vão trabalhar com
uma linha de exercícios até que o examinador diga ¡MUDANÇA!, e passar nesse momento a trabalhar na
next line.
É bastante útil envolver os sujeitos na correção dos elementos dessa linha de entre-
namento, para comprovar as letras que foram riscadas. Pode-se adicionar o seguinte:
Vocês marcaram todas essas letras? Se alguém errou em alguma letra, pode riscar.
essa letra com uma segunda linha, para indicar que quer corrigir o que está errado.
Vocês têm que trabalhar rapidamente, mas sem cometer erros. Lembro que para responder
basta cruzar a d com uma linha vertical, e se quiserem mudar uma resposta devem anotar
uma segunda linha para mostrar que vocês querem riscar o erro. Agora vocês podem dar todos a
volta à folha; façam-no (PAUSA), coloquem-na para começar a trabalhar na fila n° 1, peguem o
lapiseira e... ¡COMECEM!
Neste momento, o cronômetro é acionado e, quando se passarem 20 segundos, diz-se:
Atenção ¡MUDANÇA!, passem para a linha 2.
CORREÇÃO E PONTUAÇÃO
Separar as duas folhas que constituem este exemplar e descartar a segunda. No verso da primeira, há
quedado marcadas todas as respostas. Tendo em vista esta página do Exemplar, proceder-se-á a
obter as pontuações (NO FINAL aparece um exemplo de correção de um caso real da amostra
de adaptação espanhola).
1. TR. É necessário obter esta pontuação em cada linha do Exemplar e anotá-la na primeira caixa
(sob a sigla TR) da margem direita. Com a ajuda da régua numérica impressa sobre a primeira
fila de elementos (com os números de 1 a 47), determina-se a posição da última marca realizada em
esta primeira linha, e esse número é registrado na caixa TR na margem direita. O processo se repete
com as 14 linhas de elementos. Uma vez anotados os 14 números, calcula-se a soma e anota-se na
caixa situada ao pé desta, coluna. Esta é uma medida da velocidade de processamento e canti-
dado de trabalho realizado.
2. TA o total de acertos. Esta pontuação é o número de marcas que foram feitas dentro de
recuadros em branco (d2) em cada uma das 14 linhas e as quantidades obtidas são anotadas nos
casillas da segunda coluna da margem direita do Exemplar, sob a sigla TA. Uma vez anotados
os 14 números se calcula a soma e é anotada na caixa situada ao pé desta coluna. Esta é uma
medida da precisão do processamento.
3. Erros (O, C e totais). Referem-se apenas aos cometidos até a última marca feita em cada linha.
de elementos:
Na coluna O é anotado o número de erros por omissão, ou seja, as caixas que aparecem
em branco até a última marca feita, porque o sujeito não detectou que havia uma d com dois
rayas. Atenção!, é importante não contar os quadrados em branco existentes após a
última marca feita, pois o sujeito não teve tempo de tentar esses elementos nos 20 segundos
concedidos para a linha; seu número é anotado, na terceira coluna e na base é registrado a
soma dos 14 valores anotados nessa coluna.
Na coluna C (erros por comissão) é anotado o número de marcas feitas fora dos quadros,
ou seja, o número de elementos não relevantes que foram sinalizados até a última marca feita.
Uma vez anotados os 14 valores, obtém-se a soma e registra-se na caixa da base. Esta é uma
medida da precisão do processamento e do controle inibitório.
A soma de ambas as pontuações (O+C) é anotada na caixa situada à direita das duas.
anteriores.
4. TOT. Este total se calcula e anota no margem inferior do Exemplar, à esquerda. Foram incluídos
caixas para anotar os valores totais de TR, O e C obtidos nos passos 1 e 3, e calcula-se o valor
TOT=TR-(O+C), cujo resultado é anotado na primeira caixa.
5. CON. À direita das caixas anteriores, há espaços para obter esta pontuação de concentração.
trição. Trata-se de realizar a operação CON=TA-C, a partir dos totais TA e C das 14 linhas,
previamente calculados e anotados na base das colunas finais da margem direita.
6. VAR. Este índice de variação ou flutuação no modo de trabalhar do sujeito nas 14 linhas de ele-
mentos é obtido e calculado nas seguintes caixas da base do Exemplar. A operação
VAR=(TR+)-(TR-) exige examinar a coluna TR da margem direita e decidir qual foi o TR
mayor e o TR menor nessa coluna e anotá-los nas caixas para fazer a subtração de ambos
valores.
7. A seguir, deverá ser consultado o baremo que se considere apropriado para o caso para anotar a
pontuação centil que corresponde a cada uma das variáveis. No capítulo 6 deste Manual apa-
receba mais informações sobre este passo.
8. Curva de trabalho. É um perfil gráfico que pode ilustrar a produtividade do sujeito na execução
do teste. Trata-se de traçar uma linha quebrada que una as últimas marcas feitas pelo sujeito em
cada uma das 14 linhas de trabalho, de modo que o resultado parece um perfil vertical dos valores
TR, com suas cristas e vales. Com outra finalidade especial, poderia ser traçado o perfil ou curva dos
valores TA; neste caso será necessário fazer um sinal (levando em consideração a régua numérica existente
sobre a primeira fila e abaixo da última fila de elementos), à altura de cada uma das TA
anotadas na margem direita e unir os 14 pontos. Também poderia ser feito com os valores CON de
cada fila de trabalho, calculando a diferença entre os valores TA e C de cada fila de trabalho e
marcando-o com um sinal especial antes de unir com linhas retas os 14 valores CON. Este perfil
costuma ser mais reto do que os anteriores, pois se elimina a influência dos erros de comissão.
NORMAS DE INTERPRETAÇÃO
A escala das pontuações percentis (Pc) varia de 1 a 99 e expressa a porcentagem de casos de.
muestra normativa a los que supera quem haja obtido a pontuação direta correspondente, e a
escala típica S sitúa seu valor médio em 50 e sua desvio padrão é igual a 20, de modo que entre os
valores 30 e 70 encontram-se os dois terços da amostra normativa (na verdade é um 68,26% de
os casos) e entre os valores 10 e 90 encontra-se 95% dos casos.
Em cada uma das tabelas, as colunas centrais contêm os valores das pontuações diretas.
das nove variáveis utilizadas na tipificação (TR a VAR); na primeira, à esquerda, estão
as pontuações percentis (Pc) e na última, à direita, encontram-se as pontuações típicas (S)
correspondentes às pontuações diretas das colunas centrais.
Portanto, uma vez obtida a pontuação direta de um sujeito por meio do uso do Exemplar
autocorretivo em uma variável, entra-se no corpo da tabela pela coluna central daquela pun-
situação até encontrar o valor direto, e na mesma altura encontram-se as correspondentes pontuações
centil (Pe na primeira coluna à esquerda) e pontuação S (na última coluna à direita).
Este processo deve ser repetido com todas as pontuações diretas que se deseja interpretar.
Esta pontuação refere-se ao número total de elementos processados ou tentados em todo o teste.
é uma medida quantitativa do conjunto total de elementos que foram processados, tanto os relevantes
como os irrelevantes. É uma medida muito fiável e com uma distribuição normal da atenção
(seletiva e sustentada), da velocidade de processamento, da quantidade de trabalho realizado e de
motivação.
E%. O percentual de erros é uma variável que mede um aspecto quantitativo da atuação.
Representa a proporção entre os erros cometidos e a quantidade de elementos processados, ou seja
E% = (100 x (O + C)) / TR. Quanto menor for essa proporção, maior será a precisão dos sujeitos.
a qualidade do trabalho e sua minúcia. As pontuações E% não têm uma distribuição normal;
A curva é assimétrica positiva. Na maioria dos casos, a porcentagem de erros é bastante
pequeno. A baixa consistência da pontuação pode ser melhorada, se considerado necessário,
aplicando o teste pela segunda vez. Esta pontuação e variável não foram tipificadas e não aparecem nas
colunas das tabelas de baremos.
TOT. É o número de elementos processados (TR) menos o número total de erros E cometidos (O)
+ C), ou seja, TOT = TR - (O+C). É uma medida da quantidade de trabalho realizado após
eliminar o número de erros cometidos. Distribui-se normalmente, tem uma boa confiabilidade e
fornece uma medida de controle atencional e inibitório e da relação entre a velocidade e
precisão dos sujeitos. É a medida principal para a validação do teste e a mais utilizada em
estudos experimentais e aplicados. No entanto, esta medida dá maior relevância aos aspectos
quantitativos, e menos aos qualitativos da atuação dos sujeitos. Nos casos pouco frequentes
em que o número de elementos processados (TR) e a porcentagem de erro (E%) sejam muito elevados
(veja a Síndrome da omissão), essa pontuação TOT tende a superestimar o desempenho total do
sujeito. (Berg e Erlwein, 1991; Leitner, 1991; Oehlschlágel e Moosbrugger, 1991, a e b). Isso pode
obviarse tendo em conta os erros E (Brickenkamp, 1991a, 1991b, 1991c e 1993; Leitner, 1995)
ou, de maneira alternativa, utilizando a pontuação CON.
TA. É o número total de acertos, as vezes que a letra d tinha duas linhas e foi marcada pelo
sujeito. É outra medida da quantidade de trabalho, mas apenas considera os elementos relevantes (letras
d com duas riscas).
VAR. Esta pontuação de variação é dada pela diferença entre a maior e a menor pro-
condutividade nas 14 linhas de teste, ou seja, é a diferença entre o TR maior (TR+) e o TR menor
(TR-) anotados na primeira coluna de pontuações da margem direita do F{jemplar
autocorregível. Esta pontuação não se distribui normalmente e é uma das medidas menos confiáveis.
do teste. Uma pontuação VAR extremamente alta pode sugerir uma inconsistência no trabalho do
sujeito e pode estar relacionado com uma falta de motivação. A pontuação VAR avalia a
estabilidade e consistência ao longo do tempo (ou em diferentes linhas de trabalho) da atuação do sujeito.
O síndrome da omissão (ou de pular tarefas) se caracteriza por uma pontuação extremamente
alta na quantidade de elementos processados (TR) junto a uma porcentagem alta de erros cometidos (E
%), especialmente nos erros de omissão (O). Nos sujeitos normais indica um processamento
superficial ou uma falta, de acompanhamento ou atenção às instruções do teste. Esta, pontuação não tem
sido tipificada e não aparece nas colunas dos baremos.
Foi denominado curva de trabalho para ilustrar graficamente sobre o Exemplar a produtividade do
sujeito na execução do teste. Trata-se de desenhar uma linha quebrada que una as últimas marcas
feitas pelo sujeito em cada uma das 14 linhas de trabalho, de modo que o resultado mostre um
perfil vertical dos valores TR, com seus picos e vales.
Se essa produtividade fosse constante ao longo de todas as 14 fileiras, esse perfil tomaria a forma de um
linha vertical, aproximadamente reta (ou seja, uma linha quebrada com pequenas inflexões),
desenhada na altura do número de elementos que o sujeito conseguiu tentar a cada 20 segundos.
Se o gráfico tiver a forma de uma linha inclinada que vai mais para a direita na parte inferior, o perfil
sugere uma produtividade crescente ao longo do teste. Por outro lado, se a linha mostra a inclinação
contrária (vá mais para a esquerda na parte inferior), o perfil sugere uma descida dessa
produtividade, talvez devido à fadiga ou falta de concentração.
Foi tomado um exemplo real da amostra de tipificação (uma adolescente de 18 anos, estudante)
de Comércio em Formação Profissional), e sobre seu exemplar foram traçados os perfis dos pun-
tuições TR do margens direita (valores 31, 23, 34, 37, etc.), assim como o perfil das pontuações
TA (13, 9, 14, 12, etc.). O resultado é representado na figura 6.1 que vem na página seguinte.
Sobre o mesmo Exemplar pode-se traçar um segundo perfil com a curva de trabalho das pun-
tuaciones TA; neste caso o gráfico indica a eficácia na tarefa do sujeito. Para isso é necessário
fazer uma marca (levando em consideração a régua, numérica existente sobre a primeira fila e abaixo de
a última linha de elementos), na altura de cada uma das pontuações TA anotadas na margem
direito, e unir os 14 pontos. A este gráfico podem-se aplicar as mesmas considerações dadas
anteriormente sobre a forma vertical ou inclinada que o gráfico específico de um sujeito tomou.
Finalmente, também poderia ser construído um perfil com os valores CON de cada linha de trabalho;
neste caso é necessário calcular a diferença entre os valores TA e C de cada linha de trabalho e fazer uma
sinal especial no Exemplar antes de unir com linhas retas os 14 valores CON. Este perfil costuma ser
mais reto que os anteriores, pois elimina a influência dos erros de comissão.