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Declaração do Rio: Sustentabilidade Global

A Declaração do Rio é uma conferência das Nações Unidas em 1992 sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável que ocorreu no Rio de Janeiro. Seus principais objetivos foram alcançar acordos internacionais para proteger o meio ambiente e o desenvolvimento mundial, alcançando um equilíbrio ecológico, social e econômico para conseguir um desenvolvimento sustentável. A conferência resultou em vários acordos e convenções internacionais sobre mudança climática, biodiversidade e outros temas.

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Declaração do Rio: Sustentabilidade Global

A Declaração do Rio é uma conferência das Nações Unidas em 1992 sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável que ocorreu no Rio de Janeiro. Seus principais objetivos foram alcançar acordos internacionais para proteger o meio ambiente e o desenvolvimento mundial, alcançando um equilíbrio ecológico, social e econômico para conseguir um desenvolvimento sustentável. A conferência resultou em vários acordos e convenções internacionais sobre mudança climática, biodiversidade e outros temas.

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O que é a Declaração do Rio?

A Declaração do Rio é a Conferência das Nações Unidas (ONU) em 1992 sobre o


Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável, que foi realizado no Rio de Janeiro (Brasil) e
que se conhece como Segunda Cúpula da Terra

Quais são seus Objetivos?

O objetivo principal da Declaração do Rio é


procurar alcançar acordos internacionais em os
que se respeitem os interesses de todos, se proteja o
meio ambiente e o desenvolvimento mundial

Para isso, é necessário alcançar o equilíbrio entre as


distintas partes: ecológicas, sociais e econômicas,
todas elas devem existir, para conseguir o
Desenvolvimento Sustentável

Além disso, o equilíbrio entre as 3 partes deve ser social e ecologicamente.


sustentável, ecológica e economicamente viável e econômica e socialmente equitativa.

Um pouco de História...

A Primeira Cúpula da Terra ocorre em Estocolmo em 1972, 20 anos depois em


a Declaração do Rio ocorre na segunda Cúpula da Terra e por último e mais
Em 2002, ocorre a terceira Cúpula da Terra em Joanesburgo.

Quais temas foram abordados?

Na Declaração do Rio foram debatidas soluções para quatro tipos de problemas


medio ambientais:
A redução da produção de produtos poluentes ou tóxicos
A maior utilização de energias não poluentes e renováveis
O apoio do governo ao transporte público, para reduzir o tráfego e
assim a contaminação de CO2 e de ruído.
A escassez de água potável em várias partes do planeta, e soluções de como
poder economizar o pouco que têm

Princípios Fundamentais

Na Declaração do Rio, foram proclamados 27 princípios fundamentais, que todos os


países deveriam cumprir.

Foram buscados acordos internacionais em que se respeitem os interesses


de todos e proteja a integridade do sistema ambiental e de desenvolvimento mundial e
reconhecendo a natureza integral e interdependente da Terra.
Alguns exemplos de princípios fundamentais são:

1. Princípio: Os seres humanos constituem o centro das preocupações


relacionadas com o desenvolvimento sustentável. Têm direito a uma vida saudável e
produtiva em harmonia com a natureza.

8. Princípio: Para alcançar o desenvolvimento sustentável e uma melhor qualidade de vida para
todas as pessoas, os Estados deveriam reduzir e eliminar as modalidades de
produção e consumo insustentáveis.

26. Princípio: Os Estados deverão resolver pacificamente todas as suas controvérsias.


sobre o meio ambiente por meios que correspondam de acordo com a Carta dos
Nações Unidas.

Participantes

Para que se pudesse chegar a um acordo na Cúpula da Terra que se concretizou em


a declaração do Rio, é necessária a participação de muitos dos países do mundo,
já que as decisões que forem tomadas aqui vão implicar no desenvolvimento de todo o nosso
planeta, sem nenhuma exceção.

Participaram um total de 172 governos, 108 chefes de estado, 2400 representantes


de ONG e 17000 pessoas com status consultivo (pessoas apresentadas
voluntariamente e selecionadas para dar sua opinião sobre o assunto)

Conquistas

As principais conquistas que foram alcançadas na declaração do Rio foram 5:


1. O Programa 21, também chamado às vezes de Agenda 21
2. A Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
3. A Declaração de Princípios sobre as Florestas
4. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima
5. O Convênio sobre a Diversidade Biológica.
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), também
conhecida como Rio+20, ocorrerá entre 20 e 22 de Junho de 2012 no Rio de
Janeiro (Brasil), 20 anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente
Ambiente e Desenvolvimento de 1992, também no Rio de Janeiro, e dez anos depois
da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de 2002 em Johanesburgo. É
um encontro de Alto Nível que reunirá Chefes de Estado e de governo ou outros
representantes e focada em um documento político, que atualmente está em
fase de negociação sob o título “O futuro que queremos”.

é alcançar um compromisso político renovado para o


desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso até a data e as lacunas existentes na
aplicação dos resultados das principais cúpulas sobre desenvolvimento sustentável, e
abordar os desafios novos e emergentes.

A Conferência está centrada em dois temas: Economia verde no contexto do


desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza; e a estrutura institucional
necessário para o desenvolvimento sustentável.

Antecedentes Rio+20
As cúpulas das Nações Unidas dedicadas ao meio ambiente e à sustentabilidade
começaram em Estocolmo, no ano de 1972, e continuam até hoje o próximo
mês de junho de 2012 no Rio de Janeiro.

Conferência Mundial sobre Meio Humano, 1972

1970 foi declarado pelas Nações Unidas "Ano de proteção da natureza". Nesse
contexto, se planteou convocar uma cúpula que abordasse a proteção jurídica do
meio ambiente a escala internacional. Dita cúpula seria realizada dois anos depois,
em 1972, em Estocolmo. A Conferência Mundial sobre o Ambiente Humano, conhecida
como “Conferência de Estocolmo” congregou cento e quatorze Estados, um bom número
de organizações internacionais e numerosas ONG.

No plano jurídico, é necessário destacar três instrumentos resultantes disso.


Conferência

A Declaração de Princípios para a preservação e melhoria do meio humano conhecida


como “Declaração de Estocolmo”.

O Plano de Ação para o meio humano, com mais de cem recomendações sobre
avaliação dos problemas ambientais, gestão dos recursos naturais, medidas
de apoio à educação ambiental, etc.

Uma recomendação para a criação de instituições ambientais e de fundos para


proporcionar financiamento a programas ambientais. Fruto desta recomendação a
Assembleia da ONU cria o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA/UNEP em suas siglas em inglês).

Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992

A Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro


em 1992, é um novo impulso ao direito internacional ambiental e o passo decisivo em
o conceito de "desenvolvimento sustentável". A Cúpula é realizada após a aprovação, em
1987, do conhecido como "informe Brundtland" intitulado formalmente "Nosso futuro
comum”. A parte que mais projeção pública teve este relatório é a relativa a
definição de desenvolvimento sustentável, que o relatório define como "aquele que satisfaz as
necessidades do presente sem comprometer as necessidades do futuro
gerações.

Fruto da Conferência do Rio em 1992, que foi batizada como a “Cúpula da


Tierra”, confirmaram um bom número de instrumentos internacionais alguns dos
quais foram desenvolvidos em anos posteriores.

A Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento consta de vinte e sete


princípios que consagram o objetivo de “desenvolvimento sustentável”. É nesta Declaração
onde se começa a falar do direito ao desenvolvimento, da necessidade de que a
a proteção ambiental seja parte integrante do mesmo, das responsabilidades
comuns, mas diferenciadas, etc. Entre outros, destaca o princípio 10 sobre a
necessária Participação cidadã na sustentabilidade, o princípio 15 onde se
reafirma o "Princípio da precaução", e o princípio 16 que abrange o critério de "Quem
contamina paga.

A Agenda 21 foi aprovada também na Cúpula da Terra, como um programa de


ação que os Estados devem realizar para transformar o modelo de desenvolvimento
atual, definindo os objetivos, atividades e meios de atuação em cada uma das
áreas identificadas.

Por último, se promueven os seguintes Convênios internacionais adotados a


maioria dos Estados que se desenvolveram nos anos posteriores através
das Conferências das Partes (COP).

Em matéria de biodiversidade, adopta-se a Convenção sobre Biodiversidade, cujos


os objetivos são a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus
componentes e a participação justa e equitativa nos benefícios decorrentes de
utilização dos recursos genéticos.

Em matéria de combate à desertificação, é adotada a Convenção de Luta contra a


Desertificação.

Em matéria de mudança climática, é adotada a Convenção-quadro da ONU sobre Mudança


climático com o objetivo de alcançar a estabilização das concentrações de gases de
efeito estufa na atmosfera a um nível que impeça interferências antrópicas
perigosas no sistema climático.

Processo do Rio+20
A Assembleia Geral da ONU adotou em 2009 a resolução A/RES/64/236
a partir da qual se estabelece a celebração em 2012 da Conferência das Nações
Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Pretende-se que o processo preparatório e a
Conferência sejam o mais inclusivos possível, pois também participarão dela.
ONGs, representantes do setor privado, etc. O anfitrião da Conferência será de
novo Brasil.

O objetivo da conferência é “garantir a renovação do compromisso político


com o desenvolvimento sustentável, avaliando os progressos realizados até a data e
os aspectos que ainda precisam ser melhorados na implementação dos resultados de
as principais cúpulas sobre desenvolvimento sustentável, e abordando ao mesmo tempo
novos desafios ou desafios emergentes”. Os principais temas da conferência são:

Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da


pobreza.

Marco institucional para o desenvolvimento sustentável.

O processo preparatório consiste em 3 reuniões.

A primeira reunião do Comitê Preparatorio (PrepCom 1) foi realizada nos dias 17, 18 e 19 de
maio de 2010 imediatamente após a Comissão de Desenvolvimento Sustentável
CDS18. Durante esta primeira reunião, foi acordado organizar reuniões intersesionais.
informais abertas de não mais de 6 dias. A primeira reunião intersessional teve lugar
os dias 10 e 11 de janeiro de 2011.

A segunda reunião ocorreu nos dias 7 e 8 de março de 2011 (PrepCom 2),


imediatamente após a Reunião Preparatória Intergovernamental (IPM) da
CDS19, e nela foram discutidos mais a fundo os temas da Conferência. Se
adotou também um processo para a elaboração de um rascunho zero com o eventual
resultado de Río +20, baseado em todas as contribuições para o processo preparatório (com
prazo final 1 de novembro) o qual será apresentado para sua consideração pelos
estados e outros atores interessados, no início de janeiro de 2012. Decidiu-se que um
o processo de negociação informal em Nova York teria lugar entre os meses de
fevereiro a abril de 2012 e que culminaria com a terceira reunião preparatória (28-30 de
maio de 2012) e a celebração da própria Conferência de 4 a 6 de junho de 2012 no Rio
de Janeiro.

A terceira e última reunião do Comitê Preparatório terá lugar em 2012 durante três
dias imediatamente antes da Conferência (13-15 de junho de 2012), com o objetivo
discutir qual será o resultado disso.

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3.A CUMBRE DE JOHANNESBURGO

O que é a Cúpula de Joanesburgo?

A Cúpula de Joanesburgo é uma grande oportunidade para que o mundo avance


hacia un futuro sustentável, em que as pessoas possam satisfazer suas necessidades sem
prejudicar o meio ambiente. O desenvolvimento sustentável é um apelo para adotar um
enfoque diferente do desenvolvimento e outra classe de cooperação internacional; reconhece que
As decisões tomadas em uma parte do mundo podem afetar os habitantes
de outras regiões; requer medidas com visão de longo prazo para promover as
condições mundiais que apoiem o progresso e os benefícios para todos.

A diretriz para a realização do desenvolvimento sustentável foi adotada há dez anos na Cúpula
de Rio. Mas ainda resta um longo caminho a percorrer. Na Cimeira de Joanesburgo
espera-se salvar a lacuna que separa sua implementação com propostas de
medidas concretas.

A Cúpula será a maior reunião internacional que já foi realizada sobre a


sustentabilidade e reunirá milhares de participantes, entre eles Chefes de Estado e de
Governo, líderes empresariais e representantes da sociedade civil, para promover
o desenvolvimento sustentável.

Quando e onde será realizada a Cúpula?

A Cúpula será realizada de 26 de agosto a 4 de setembro de 2002 no Centro de


Convenções de Sandton, em Joanesburgo (África do Sul).

Quais serão os resultados da Cúpula?

O principal objetivo da Cúpula é renovar o compromisso político com o


desenvolvimento sustentável. A Cúpula culminará com uma declaração clara e inequívoca
dos dirigentes do mundo, a "Declaração de Joanesburgo", na qual será reafirmado
a determinação de trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável. Além disso, em um plano
negociado de execução serão esboçadas as medidas prioritárias que requer o
desenvolvimento sustentável. Enquanto isso, os governos, a sociedade estão sendo incentivados
civil e as empresas a que apresentem iniciativas para estabelecer acordos de
colaboração por meio da qual se abordam problemas específicos e se alcançam
resultados mensuráveis que melhorem as condições de vida das pessoas em todo o
mundo.

Quem é responsável pela organização da Cúpula?

O décimo período de sessões da Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável (conhecido


como CDS10) atua como Comitê Preparatório da Cúpula, o órgão principal de
organização. O CDS10 celebrará quatro sessões preparatórias para a Cúpula em
2001 e 2002, que são conhecidos como PrepComs. O quarto e último PrepCom se
celebrará a nível ministerial de 27 de maio a 7 de junho de 2002 em Bali (Indonésia).

O Comité Preparatório é liderado por uma Mesa composta por dois


representantes de cada região do mundo (10 membros no total). A Mesa do CDS10
se reúne entre os períodos de sessões do CDS10 para orientar o processo, criar
consciência política e fomentar o apoio à Cúpula entre os governos e os grupos
importantes. O Presidente da Mesa é o Dr. Emil Salim, da Indonésia.

A responsabilidade geral da Cúpula no âmbito das Nações Unidas recai em


o Sr. Nitin Desai, Secretário-Geral da Cúpula de Joanesburgo e Secretário
General Adjunto de Assuntos Econômicos e Sociais.

Além da organização política da Cúpula descrita anteriormente, há alguns


assuntos de organização logística, como a acomodação e o transporte local, a cargo do
Governo da África do Sul, como anfitrião. Foi criado, com o patrocínio do Governo de
África do Sul, a Johannesburg World Summit Company (JOWSCO) para dirigir os
preparativos logísticos.

Será uma repetição da Cúpula da Terra?

A Cúpula de Joanesburgo é um passo à frente, que levará dos conceitos à


prática. O Programa 21, o plano de ação para o desenvolvimento sustentável aprovado em
Cúpula para a Terra, continua sendo um projeto e guia poderoso de longo prazo para
melhorar as condições no mundo e a vida das pessoas. Ao aprová-lo, os governos
reconheceram que se continuasse com as políticas atuais, elas se aprofundariam
as divisões econômicas em cada país e entre os países, com o que aumentaria a
pobreza e os ecossistemas continuariam a se deteriorar. Mas concordaram que era
possível adotar outra linha de conduta com a qual se pudesse proteger o planeta e criar
um futuro mais próspero. No preâmbulo do Programa 21 é declarado que "nenhum
nação pode alcançar esses objetivos por si só," e que, no entanto, "todos juntos
podemos fazê-lo." O Programa 21 será a base para a elaboração de iniciativas
tangíveis que produzam resultados.

É uma conferência sobre o meio ambiente ou uma conferência sobre


a pobreza?

A Cúpula de Joanesburgo refere-se ao desenvolvimento sustentável, que satisfaça as


necessidades das pessoas hoje em dia e das gerações futuras. Não é uma
conferência sobre a pobreza, mas sim uma conferência sobre o tipo de desenvolvimento que
devem procurar alcançar tanto as nações em desenvolvimento como as desenvolvidas. Sem
embargo, a pobreza, o consumo excessivo e as formas de vida insustentáveis são
as grandes preocupações da Cúpula de Joanesburgo. Portanto, o
desenvolvimento sustentável busca abordar essas preocupações por meio de medidas que
promovam o crescimento econômico e o desenvolvimento social e, além disso, a proteção do
meio ambiente.

A Cúpula de Joanesburgo não é apenas a continuação da Cúpula para a Terra


celebrada no Rio; tampouco da recente Conferência Internacional sobre a
Financiamento para o Desenvolvimento realizado em Monterrey. Baseia-se nas conquistas de
ambas conferências, mas também procura alcançar os objetivos acordados em muitos
conferências -incluídos os aprovados pelos líderes mundiais na Cúpula do
Milênio - com a orientação do princípio orientador do desenvolvimento sustentável.

Quais temas serão abordados na Cúpula?

O tema fundamental é em que medida o mundo pode mudar de rumo e


alcançar um futuro sustentável, e abrange muitas outras questões, como a pobreza,
a água doce, o saneamento, a agricultura, a desertificação e a energia. Se
refere-se ao emprego, à saúde e à educação, e também aos oceanos, às florestas,
as terras secas e a atmosfera; aos problemas especiais que enfrentam
África e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento; para alcançar os objetivos de
desenvolvimento do milênio antes do ano 2015, e promover diferentes formas de vida
que possam pôr fim ao excesso de consumo e produção.

Quem vai adotar as medidas necessárias para produzir essas mudanças?

Fica claro que os governos serão responsáveis por executar as conclusões


negociadas na Cúpula. Mas a realidade é que não contam com os recursos para
fazer tudo o que deve ser feito e, para alcançar o desenvolvimento sustentável, é necessário
estabelecer acordos de colaboração entre diferentes setores da sociedade, como os
empresas e organizações não governamentais.
4.O CONVENIO DE ESTOCOLMO

O Convênio de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (COP) é um


tratado mundial para proteger a saúde humana e o meio ambiente dos
contaminantes orgânicos persistentes (COP). Os COP são produtos químicos que
permanecem intactos no meio ambiente por longos períodos de tempo, são
amplamente distribuídos geograficamente, se acumulam nos tecidos adiposos dos
organismos vivos e são tóxicos para os seres humanos e a vida selvagem. Os
contaminantes orgânicos persistentes circulam a nível mundial e podem causar danos
onde quer que viajem. Na aplicação do Convênio, os governos devem adotar
medidas para eliminar ou reduzir a liberação de contaminantes orgânicos persistentes
no meio ambiente.

A Convenção de Estocolmo foi adotada e aberta à assinatura em uma Conferência de


Plenipotenciários, celebrada de 22 a 23 de maio de 2001 em Estocolmo, Suécia. Entrou
em vigor a partir de 17 de maio de 2004.

O Convenção de Estocolmo tem como objetivo eliminar ou reduzir as emissões


de 12 contaminantes orgânicos persistentes, a chamada "Dúzia Suja". Estabelece
um sistema para enfrentar outros produtos químicos inaceitáveis
identificados como perigosos. Reconhece que um esforço especial pode às vezes ser
necessário para eliminar alguns produtos químicos de certos usos e tenta de
garantir que este esforço seja realizado. Além disso, canaliza os recursos para a limpeza
dos aterros e os estoques de poluentes orgânicos persistentes que danificam
a paisagem mundial. Em última instância, a Convenção aponta o caminho para um futuro livre
de contaminantes orgânicos persistentes perigosos e promete reconfigurar nossa
dependência econômica de substâncias químicas tóxicas.

O Convênio de Estocolmo é talvez melhor interpretado através de seus cinco objetivos


esenciais
1. Eliminar os contaminantes orgânicos persistentes perigosos, começando por
os 12 piores
2. Apoiar a transição para alternativas mais seguras
3. Selecionar os COP adicionais para os quais devem ser tomadas medidas
4. Limpar os Estoques Obsoletos e Equipamentos que Contenham COP
5. Trabalhar juntos por um futuro livre de poluentes orgânicos persistentes

O Fundo para o Meio Ambiente (FMAM) é o mecanismo financeiro provisório


designado do Convênio de Estocolmo.
5. O QUE É O PROTOCOLO DE QUIOTO?

Para responder à ameaça da mudança climática, a ONU aprovou em 1997 o Protocolo


de Kyoto, que foi ratificado por 156 países e, finalmente, rejeitado pelos maiores
contaminantes do mundo: Estados Unidos e Austrália. O Protocolo estabelece o
objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em uma média de 5,2
por cento em relação aos níveis de 1990 para o ano de 2012. O comércio de
emissões, o principal mecanismo para alcançar essa meta, foi impulsionado pelos
Estados Unidos a raiz da forte pressão das grandes empresas. O acordo divide
e privatiza a atmosfera como se fossem parcelas e institui um mecanismo de compra e
venda de 'permissões de contaminação' como se fosse uma mercadoria qualquer.

O que são os direitos de poluição e como se comercia com eles?

De acordo com o Protocolo de Quioto, os 'poluidores' são países que aceitaram


uns objetivos para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa durante um
período de tempo predeterminado. Estes países são os que mais poluem, ou seja,
os que costumam ser conhecidos como "desenvolvidos". Esses países recebem então uma
série de 'permissões de direitos de emissão', que seriam equivalentes aos seus níveis de
emissão em 1990 mais/menos seu compromisso de redução de emissões. Estes
Os permissos são calculados em unidades de dióxido de carbono, um dos principais gases
de efeito estufa. Uma tonelada de dióxido de carbono equivaleria a uma permissão.
Os permissos, na verdade, não são outra coisa senão licenças para poder poluir até
os limites estabelecidos pelos acordos de Kyoto. Os países, posteriormente, atribuem os
permissões para as indústrias mais poluentes de seu território nacional, normalmente
de forma gratuita. Com este sistema, quem polui é recompensado.

Uma vez que possuem as permissões, as indústrias podem utilizá-las de várias formas:

1. Se a indústria poluente não utilizar toda a sua cota, pode guardar-se a


permissões para o próximo período ou vendê-los a outra indústria poluidora
no mercado.

2. Se a indústria poluidora utilizar toda a sua cota durante o período de


tempo fixado, mas contamina mais, deve comprar permissões de outra indústria que
não tenha utilizado toda a sua atribuição.

3. A indústria poluente pode investir em programas para reduzir a


contaminação em outros países ou regiões e, desse modo, 'gerar' créditos que
depois pode vender, depositar ou utilizar para compensar o déficit da
designação original.

Os projetos de geração de créditos que são implementados em um país que não tem um
objetivo para reduzir emissões, que costumam ser países do chamado 'mundo em vias de
desenvolvimento', estão cobertos pelo polêmico Mecanismo para um desenvolvimento limpo
(MDL). Os projetos que são executados em países que possuem objetivos de
a redução é realizada de acordo com o que é conhecido como Aplicação
conjunta (AC).

Os projetos MDL e AC podem ser de tipos muito diversos: plantações com


monocultivo de árvores para absorver dióxido de carbono; projetos com energias
renováveis, com fontes solares ou eólicas, por exemplo; melhorias tecnológicas na
geração de energia; captura de metano de aterros; melhorias básicas em fábricas
contaminantes, etc. A quantidade de créditos gerados por cada projeto é
obtém-se calculando a diferença entre o nível de emissões com o projeto e o nível de
emissões que se produziria em um hipotético futuro alternativo sem o projeto.
Partindo deste futuro imaginário, a indústria poluidora pode elaborar um
quadro catastrófico das emissões que supostamente teriam sido produzidas sem o
projeto MDL ou AC da empresa. Este sistema incentiva que se façam suposições
sobre o que teria acontecido no futuro sem o projeto e no pior dos cenários
possíveis. Quanto maiores forem as emissões hipotéticas, maiores serão as supostas
reduções e maior será também o número de créditos que poderão ser vendidos. Sem
embargo, é impossível saber quantas emissões teriam sido geradas sem o projeto.

Mas as árvores absorvem dióxido de carbono e isso é positivo, não?

As árvores absorvem dióxido de carbono, mas também o liberam. Calcular com


exatidão quanto se absorve e quanto se libera durante a vida de uma única árvore já é
bastante complicado, mas tentar realizar esses cálculos com todo um bosque ou uma
plantação de árvores é impossível. Foi demonstrado que as florestas virgens têm
uma capacidade muito maior do que as plantações de monoculturas para absorver
maior dióxido de carbono do emitido. As plantações, além disso, têm outros graves
impactos sobre a biodiversidade, o clima e as comunidades próximas que não ficam
refletidos nos cálculos sobre redução de emissões.

Está Plantar no mercado?

Em 2001, a Plantar adquiriu e pôs em funcionamento plantações de eucalipto em grande escala.


extensões de terreno de Felixlândia, Brasil, onde este documentário foi filmado, com o
objetivo de demostrar a 'adicionalidade' das plantações (ou seja, que as
plantations are something added to their usual operations). Planting attempted, without success,
registrar três vezes suas plantações e processos industriais no MDL para começar a
gerar alguns créditos de direitos de emissão muito lucrativos. Anteriormente, seu
a proposta consistia em cultivar plantações de eucalipto que poderiam ser utilizadas para
produzir carvão e assim evitar atividades mineradoras.

Finalmente, a junta executiva do MDL aprovou em agosto de 2007 outra versão do


projeto de Plantar; desta vez, para reduzir emissões por meio da captura de metano
gerado com a queima em fornos de eucalipto para criar carvão para as fundições
de ferro de Plantar. Este ferro é utilizado depois para fabricar aço −o 60 por
certo destinado à exportação− que é usado principalmente na construção de
máquinas e automóveis. Este é apenas um exemplo dos muitos que demonstram que
muitas grandes indústrias poluentes estão obtendo lucros e se criando
uma legitimidade ambiental no mercado internacional de emissões às custas
das comunidades locais. A resistência local e internacional a esses projetos é
de vital importância para denunciar as injustiças perpetuadas com este comércio e sua
incapacidade para enfrentar a ameaça das mudanças climáticas. A resistência no Brasil e
no plano internacional tem servido para pressionar a ONU com o fim de que continue
rejeitando esse tipo de solicitações. Mas é necessário manter essa pressão para
assegurar-se de que empresas como Plantar não sejam aceitas e para questionar
a eficácia do comércio de emissões na luta contra a mudança climática.

O que o Banco Mundial tem a ver com tudo isso?

O Fundo Prototipo do Carbono (PCF) do Banco Mundial, inaugurado em 2000, investe


o dinheiro de empresas e governos em projetos concebidos para reduzir as emissões
de gases de efeito estufa e gerar créditos que depois possam ser vendidos no
mercado. O Banco se tornou o maior intermediário público no
aquisição de direitos de emissão, e está obtendo comissões substanciais com a
venda dos créditos gerados pelos projetos. Em 2002, o Banco Mundial fechou um
acordo para adquirir reduções de emissões do projeto Plantar.

Naquele momento, como o projeto não tinha sido aceito pelo MDL, os créditos
que se geravam eram 'reduções de emissões voluntárias' (VER), que são
emissões que só podem ser utilizadas por empresas e pessoas físicas no mercado
voluntário. Quando um projeto funciona plenamente de acordo com as disposições
do MDL, gera 'reduções de emissões certificadas' (CER), que são aquelas que
as empresas e os países podem usar para medir o cumprimento dos objetivos
de Quioto. As reduções certificadas têm muito mais demanda do que as
voluntárias, e também alcançam um preço muito superior no mercado. Foi exercida uma
pressão importante para que o projeto Plantar fosse aceito pelo MDL,
modo que gerará mais benefícios para Plantar e o Banco Mundial.

O comércio de emissões não é a solução para as mudanças climáticas

O comércio de emissões é um método sutil para adiar as mudanças que devem ocorrer.
realizar para que a economia mundial reduza suas emissões. Essas mudanças são, em
teoria, muito simples: reduzir o consumo de energia, ir abandonando os combustíveis
fósseis, e adotar modelos equitativos e justos para a produção e o consumo de
energia. Mas, na prática, essas mudanças apresentam um desafio global que envolve um
mudança social e política, e que diz respeito a questões como direitos territoriais,
exploração neocolonial, comércio e relações entre Norte e Sul. O Sul não é um
aterro para a contaminação do Norte. É fundamental reconstruir estas
relações entre o Norte e o Sul e abordar a histórica dívida ecológica. A
a incapacidade do Protocolo de Quioto para abordar a mudança climática é também um
exemplo dos problemas que padecem os processos de decisão democrática e um
sintoma muito claro das injustiças que inundam as relações internacionais entre
os povos. Desta forma, as mudanças climáticas podem ser contempladas como uma estrutura para
através do qual enfrentar uma verdadeira mudança social.
Em 4 de fevereiro de 1991, o Conselho autorizou a Comissão a participar, em
nome da Comunidade Europeia, nas negociações sobre a Convenção Quadro de
As Nações Unidas sobre a Mudança Climática, adotada em Nova Iorque em 9 de maio
de 1992. A Comunidade Europeia ratificou a Convenção quadro através da Decisão
94/69/CE, de 15 de dezembro de 1993. A Convenção, por sua vez, entrou em vigor no
21 de março de 1994.

A Convenção-Quadro contribuiu de maneira decisiva para o estabelecimento dos


princípios-chave da luta internacional contra a mudança climática. Concretamente,
definiu o princípio das «responsabilidades comuns, mas diferenciadas». Assim sendo,
contribuiu para reforçar a conscientização pública, em escala mundial, sobre os problemas
relacionados com a mudança climática. No entanto, a Convenção não contempla
compromissos em termos de cifras detalhadas por países em relação à redução das
emissões de gases de efeito estufa.

Consequentemente, as Partes da Convenção decidiram, na primeira Conferência de


as Partes, que se celebrou em Berlim em março de 1995, negociar um protocolo que
contivesse medidas de redução das emissões dos países industrializados em
período posterior ao ano 2000. Após uma longa preparação, em 11 de dezembro de 1997
O Protocolo de Quioto foi aprovado.

Em 29 de abril de 1998, a Comunidade Europeia assinou o Protocolo, e em dezembro de


2001, o Conselho Europeu de Laeken confirmou a vontade da União de que o
O Protocolo de Quioto entrará em vigor antes da cúpula mundial de desenvolvimento
sustentável de Joanesburgo (de 26 de agosto a 4 de setembro). Assim, e para alcançar
este objetivo, a presente Decisão aprova o Protocolo em nome da Comunidade.
Os Estados membros comprometeram-se a depositar os seus instrumentos de ratificação
ao mesmo tempo que a Comunidade e, na medida do possível, antes de 1 de junho
de 2002.

O anexo II da Decisão indica os compromissos em matéria de limitação e redução


das emissões acordadas pela Comunidade e seus Estados-membros para o primeiro
período de compromisso (2008-2012).

Conteúdo do Protocolo

O Protocolo de Quioto se aplica às emissões de seis gases de efeito estufa:

dióxido de carbono (CO2)


metano (CH4)
óxido nitroso (N2O);
hidrofluorocarbonos (HFC);
perfluorocarbonos (PFC);
hexafluoreto de enxofre (SF6).
O Protocolo representa um importante passo à frente na luta contra o
aquecimento do planeta, uma vez que contém objetivos obrigatórios e quantificados de
limitação e redução de gases de efeito estufa.
Globalmente, os Estados Partes no Acordo do anexo I da Convenção-quadro
(isto é, os países industrializados) se comprometem conjuntamente a reduzir suas
emissões de gases de efeito estufa para alcançar que as emissões totais dos
países desenvolvidos diminuam, pelo menos, 5% em relação ao nível de 1990
durante o período de 2008-2012. O anexo B do Protocolo contém os compromissos
cuantificados subscritos pelos Estados Partes no Acordo.

Os Estados que eram membros da UE antes de 2004 deverão reduzir


conjuntamente suas emissões de gases de efeito estufa em 8% entre os anos
2008 e 2012. Os Estados membros que se tenham incorporado à UE após isso
fecha se comprometem a reduzir suas emissões em 8%, exceto pela Polônia e
Hungria (6 %), assim como Malta e Chipre, que não estão incluídos no Anexo
I da Convenção Quadro.

Para o período anterior a 2008, as Partes se comprometem a realizar progressos no


cumprimento de seus compromissos, o mais tardar, no ano de 2005, e a facilitar as
provas correspondentes.

O ano de 1995 pode ser considerado o ano de referência para os Estados Partes no
Acordo que desejam no que diz respeito às emissões de HFC, PFC e SF6.

Para alcançar esses objetivos, o Protocolo propõe uma série de meios:

reforçar ou estabelecer políticas nacionais de redução das emissões (aumento da


eficácia energética, fomento de formas de agricultura sustentáveis, desenvolvimento de fontes
de energias renováveis, etc.;
cooperar com as outras Partes contratantes (intercâmbio de experiências ou informações,
coordenação das políticas nacionais por meio de permissões de emissão, aplicação
conjunta e mecanismo de desenvolvimento limpo).
Os Estados Partes do Acordo estabelecerão um sistema nacional de estimativa de
as emissões de origem humana e de absorção por sumidouros de todos os gases de
efeito estufa (não regulados pelo Protocolo de Montreal), no máximo, um ano
antes do primeiro período de compromisso.

Para o segundo período de compromissos, prevê-se uma revisão dos mesmos, a mais
tardar, em 2005.

Em 31 de maio de 2002, a União Europeia ratificou o protocolo de Quioto, que entrou em


vigor em 16 de fevereiro de 2005, após a ratificação da Rússia. No entanto, vários países
os países industrializados se negaram a ratificar o protocolo, entre eles, os Estados Unidos e
Austrália.
diclodifeniltricloroetano

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