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Crimes Contra a Honra: Calúnia, Difamação e Injúria

Estudo direto penal

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Rayane Caroline
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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DOS CRIMES CONTRA A HONRA

Honra:
É o conjunto de atribuições físicos, morais e intelectuais que
tornam a pessoa merecedora de apreço no convívio social e que
promovem a sua autoestima
Honra objetiva: e a visão externa, da sociedade sobre as
qualidades de determinado indivíduo (julgamento que as
pessoas fazem de alguém, relativas a imagem e a reputação
social do indivíduo perante a terceiros)
Honra subjetiva: ligada ao juízo de valor que a pessoa faz de
si mesma relativo ao sentimento pessoal ferido com a ofensa a
autoestima

Calunia (art 138):


caluniar alguém, imputando - lhe falsamente fato definido
como crime (o fato é falso, e ele é crime) \
• para ser calunia é necessário que o agente saiba que o fato
é falso, ou seja, o agente tem o dolo (intenção) de caluniar
Consumação: quando um terceiro, que não é a vitima, fica
sabendo da imputação do fato falso que é considerado crime
Pena de 6 meses a 2 anos, e multa
Observação: - responde pelo crime quem propala (passa
verbalmente) ou divulga (passa por texto) a calunia
• quando o morto é caluniado, cabe a família do falecido
tomar as providencias
Exceção da verdade: e a possibilidade do agente (o acusado)
provar no caso concreto que o fato definido como crime
imputado a vitima é verdadeiro (em regra geral, na calunia
se admite exceção da verdade, mas há exceções:
I- se for imputado ao ofendido um crime de ação penal
privada e o ofendido não foi condenado por sentença
irrecorrível
II- se o fato é imputado ao presidente da republica ou a chefe de
governo estrangeiro
III- se o fato imputado ao ofendido for um crime de ação penal
pública e o ofendido ao responder penalmente ao processo pelo
crime imputado, for absolvido por sentença irrecorrível
É um crime de ação penal privada

Difamação (art 139):


Difamar alguém, imputando a ele fato ofensivo a sua
reputação
Honra objetiva
• o fato pode ser verdadeiro ou falso
• diferente da calunia, na difamação o fato imputado não é
crime
consumação: quando um terceiro (que não é a vitima da
difamação), toma conhecimento do fato ofensivo a reputação
da vítima
Observação: se o fato for dirigido diretamente a vitima, o
agente responde por injuria
Pena de 3 meses a 1 ano, e manta
Exceção da verdade: só se admite se o ofendido é funcionário
publico e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções
Ação penal privada (em regra)

Injuria (art 120):


tipicidade objetiva: injuriar (significa atribuir a alguém
uma qualidade pejorativa no sentido de ofender a
autoestima; tem como objetivo ofender alguém, humilhar a
pessoa; constranger)
Observação: o bem jurídico tutelado pelo direito penal na
injuria é a honra subjetiva!!!
Ex: chamar alguém de malandro, sem vergonha, burro,
vagabunda, estelionatário, ladrão, corrupto, etc.
Art 140 s1º: hipóteses na injuria em que o juíz pode deixar de
aplicar a pena (perdão judicial):
I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou
diretamente a injuria
II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra
injuria
Ex: em casos de discursões, uma pessoa xinga e a outra xinga
de volta
Art 140 s2º: injuria real > injuria + violência ou injuria +
vias de fato:
A injuria real será sempre a injuria somada com a violência
ou com as vias de fato (vias de fato é quando não gera lesão a
principio, como por exemplo puxão de cabelo ou um empurrão)
Ex: se trata de injuria real por exemplo o caso do bandido que
teve sua testa tatuada “eu sou ladrão e vacilao” , pois veio
acompanhada de violência
Art 140 s3º: injuria qualificada (quando o atributo se refere
a pessoa idosa ou pessoa com deficiência):
Ocorre quando for atribuído a uma pessoa idosa ou com
deficiência, uma qualidade pejorativa, em razão dela ser idosa
ou deficiente
Ex: chamar um idoso de “velho rabujento”

Racismo = injuria: vai responder por racismo o agente que


injuriar alguém, ofendendo a dignidade ou o decoro, em
razão de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (lei
7716 - 1989 - art 2º A)
Observação: o STF vai entender que a pessoa que discriminar
alguém baseando na orientação sexual da pessoa, esse crime
também será equiparado ao racismo!!!
Art 141: causas de aumento de pena (a pena será
aumentada em 1/3):
I- se for cometido contra o presidente da república, ou contra
chefe de governo estrangeiro
II- se for cometido contra funcionário publico em razão de
suas funções (ex: deputado ) ou contra presidente do senado
federal, da câmera dos deputados ou do STF
III- se for cometido na presença de varias pessoas, ou por meio
que facilite a divulgação (ex: rede social) da da calunia, da
difamação ou da injuria
IV- se for cometido contra criança, adolescente, pessoa maior
de 60 anos ou pessoa com deficiência (exceto na hipótese do
parágrafo 3º do art 140, onde o agente responde de forma
qualificada por injuriar alguém em razão dela ser deficiente
ou idosa)
Parágrafo 1º: se o crime for cometido mediante paga ou
promessa de recompensa, a pena será aplicada em dobro ]
Parágrafo 2º: se o crime é cometido ou divulgado em
quaisquer modalidades de rede social a pena será triplicada

Art 142: condutas atípicas referentes a difamação e injuria


(exclusão da injuria e da difamação):
I- ofensa feita em juízo, na discursão da causa, pela parte ou
por seu procurador
II - opinião desfavorável da crítica literária, artística ou
cientifica (salvo quando a ofensa por escrita ou dita tiver
como intenção de injuriar ou difamar)
III- o conceito desfavorável de funcionário publico em
apreciação ou informação que preste no cumprimento de seu
oficio
Parágrafo único - nas hipóteses do artigo 142 I e III, a
pessoa que der publicidade ao fato respondera penalmente
por injuria ou pela difamação

Retratação (art 143):


Se o agente desistir quanto ao que disse antes da sentença,
o mesmo ficará intento da pena (é cabível na calunia e na
difamação mas na injuria não)

Explicações em juízo (art 144):


Se a calunia, difamação ou a injuria é praticada mediante
a referencias, frases ou alusões, a vítima poderá requerer em
juízo a explicação do autor do fato (se ele se recusar a dar
explicações ou se ele der, mas essas explicações não forem
satisfatórias conforme o entendimento do juíz, o autor vai
responder pelo crime)
Ação penal nos crimes contra a honra (art 145):
Regra geral = ação penal privada (ocorre quando o ofendido ou o
seu representante legal decide entrar com uma queixa - crime para
punir o autor do crime
I - quando for praticado contra o presidente da republica ou chefe
de governo estrangeiro será ação penal publica condicionada a
requisição do ministério da justiça (ocorre quando o MP depende
de autorização do ministro da justiça para poder propor a ação
penal)
II - quando for praticado contra funcionário publico em razão de
suas funções (súmula 714, STF) será ação penal publica
condicionada a representação do ofendido (depende da
manifestação de vontade da vitima para que o MP possa propor a
ação penal) in -
III- injuria real será ação penal pública Incondicionada (independe
da vontade da vitima ou de qualquer outra condição para que o
MP proponha a ação)
IV- injuria preconceituosa será ação penal publica - representação
do ofendido (depende da manifestação de vontade da vitima para
que o MP possa propor a ação)
Crimes contra a liberdade individual
Ameaça (art 147): ameaçar alguém, por palavra, escrita ou
gesto (ou qualquer outro meio simbólico) que possa causar
mal injusto e grave (prometer um mal futuro, injusto e grave
a alguem)
Consumação: ocorre quando acontece a mera pratica da
conduta descrita no artigo
Tentativa: só se admite tentativa no crime de ameaça, caso a
ameaça seja feita por escrita
Crime formal: mesmo que a vitima não se sinta ameaçada ou
com medo, para que o agente responda, basta que ele tenha
feito a ameaça
A pena desse crime é de 1 a 6 meses, ou multa
A ação penal é publica condicionada a representação do
ofendido ( depende da manifestação da vontade da vitima
para que o MP possa propor a ação)

Constrangimento ilegal (art 146): constranger alguém,


mediante a violência ou grave ameaça, ou depois e lhe haver
reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de
resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que
ela não manda (obrigar alguém, mediante violência ou grave
ameaça, a fazer algo que a lei não permite, ou a fazer algo
que a lei não manda)
Consumação: se consuma quando a vítima faz algo que a lei
não deixa ou deixa de fazer algo que a lei permite
Tentativa: o crime de constrangimento ilegal admite
tentativa quando a vitima não acata o constrangimento
Crime material: só é crime quando a vitima obedece o
constrangimento efetivamente
A pena será de 3 meses a 1 ano, ou multa
Aumento de pena:
I- a pena será aplicada cumulativamente em dobro se para
a execução do crime, se reunir mais de 3 pessoas, ou se
houver emprego de arma
II- alem das penas cominadas aplica-se as correspondentes
à violência e as penas do resultado da violência (lesão
corporal por exemplo)
Exclusão do constrangimento ilegal (não é configurado
como constrangimento ilegal):
I- a intervenção medica ou cirúrgica, sem o consentimento
do paciente ou de seu representante legal, se justificada por
iminente perigo de vida
II- a coação exercida para impedir suicídio
Crime subsidiário (ocorre quando o constrangimento
ilegal fizer parte dos elementos integrantes de outro tipo
penal, este absorve absorve o delito de constrangimento
ilegal (o crime mais grave absorve)

Observação: os outros crimes estão nas outras paginas


(perseguição, violência psicológica contra a mulher, etc
Art 147 - a perseguição:
perseguir alguém reiteradamente (varias vezes - a partir de
3 vezes), por qualquer meio (os meios de perseguição podem
ser variados atualmente, pode ocorrer tanto pessoalmente,
quanto por redes sociais) ameaçando a integridade física ou
psicológica, restringindo a capacidade de locomoção ou,
invadindo ou perturbando a esfera de liberdade ou
privacidade da vitima
• A pena nesse crime é de reclusão de 6 meses a 2 anos e
multa
• causas de aumento de pena:
1 - se for cometido contra criança, adolescente ou idoso (o
agente tem que saber)
2 - se for cometido contra mulher por razões da condição de
sexo feminino nos termos do parágrafo segundo A do art
121 (uma pessoa que convive ou conviveu com essa mulher)
3 - mediante a concurso de duas ou mais pessoas ou com
emprego de arma (pode ser tanto arma de fogo, quanto arma
branca)
• paragrafo 2º - quando a perseguição acabar em
violência, alem da pena de perseguição ser aplicada,
também será aplicada a da consequência (lesão corporal,
homicídio)
Parágrafo 3º - esse crime somente se procede mediante a
representação, ou seja, se trata de ação penal publica
condicionada a representação do ofendido
Obs: para esse crime se consumar, basta a conduta reiterada
do agente (ele perseguir varias vezes a vítima)

Art 147 - B - violência psicológica contra a mulher: causar


dano emocional a mulher que perturbe ou prejudique seu
pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar
suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante a
ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação,
isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito
de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo a sua
saude psicológica e autodeterminação
Obs: esse crime só ocorre quando se comprova que a mulher
estava perturbada psicologicamente
Pena de reclusão de 6 meses a 2 anos e multa se a conduta
não constitui crime mais grave (nesse caso o agente responde
pelo resultado causado)
Não cabe tentativa esse crime!!!

Art 148 - sequestro e cárcere de privado: privar alguém de sua


liberdade (liberdade de locomoção), mediante sequestro ou
cárcere de privado.
A diferença entre sequestro e cárcere de privado é: a dois
entendimentos, o entendimento minoritário diz que no
sequestro a pessoa teria maior liberdade ambulatorial, já
no cárcere de privado ela não teria nenhuma liberdade
ambulatorial ; o outro entendimento (majoritário) diz que
no sequestro você pega uma pessoa em um lugar e leva ela
para outro lugar (sem o consentimento dela), já no cárcere
de privado você priva a pessoa no próprio lugar
Qualificadoras:
1- se a vítima for ascendente, descendente, cônjuge ou
companheiro do agente ou maior de sessenta anos (o
sequestrador deve saber)
2- se o crime é praticado mediante a internação da vítima
em casa de saude ou hospital (ocorre quando a vítima não
precisa de internação)
3- se a privação de liberdade dura mais de 15 dias
4- se o crime é praticado contra menor de 18 anos (o
sequestrador deve saber)
5- se o crime é praticado com fins libidinosos
6 - se resulta a vitima, em razão de maus tratos ou da
natureza da detenção, grave sofrimento físico ou moral
Esse crime é permanente, enquanto durar a privação da
liberdade, o crime esta ocorrendo
Redução a condição análoga a escravidão (art 149): não vai
cair em prova!!! Reduzir alguém a condição análoga a de
escravo, submetendo a pessoa a trabalhos forcados ou a
jornadas exaustivas, o sujeitando a condições degradantes de
trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, a sua
locomoção (a pessoa não consegue sair daquela condição) em
razão de dívida contraída com o empregador

Tráfico de pessoas (art 149): não cai em prova!!! Agenciar,


aliciar, recrutar, transportar, comprar, alojar ou acolher
pessoa, mediante a grave pessoa, violência, coação, fraude ou
abuso, com a finalidade de:
I - remover os órgãos, tecidos ou partes do corpo
II- submeter a pessoa a trabalhos análogos à escravidão
III- submeter a pessoa a qualquer tipo de servidão
IV- adoção ilegal
V- exploração sexual

crimes contra o patrimônio


patrimônio = propriedade + posse
Furto (art 155): subtrair para si ou para outrem, coisa alheia
móvel; tutela a propriedade, posse e detenção legitimas de
coisa móvel
Coisa móvel = tudo aquilo que for possível transportar
(inclusive animais)
Sujeitos: o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa; o sujeito
passivo é a pessoa (física ou jurídica) que é possuidora ou
detentora da coisa móvel
A subtração pode ser tanto direta (apreensão manual) ou
indireta (valendo-se de interposta pessoa ou ate de animais)
Valuntariede: o agente criminoso deve ter o dolo consciente de
se a ponderar de coisa alheia móvel, para si ou para outrem,
com a intenção de não devolver a vitima se o agente subtrai a
coisa apenas para usá-la momentaneamente, devolvendo-a,
logo em seguida, haverá mero furto de uso, um indiferente
penal (irrelevante)
Consumação: o crime se consuma no momento em que o
proprietário perde a coisa alheia móvel, em todo ou em parte, e o
ofendido perde a possibilidade de exercer o seu poder de livre
disposição sobre a coisa
Admite tentativa
Pena de reclusão de 1 a 4 anos, e multa
Quando não se configura crime:
• a coisa subtraída não é de ninguém (rés nullius)
• a coisa subtraída é algo abandonado (rés derelicta)
causas de aumento de pena:
• repouso noturno: a noite a vigilância é mais precária e a
Defesa é mais difícil pois é a hora em que as pessoas estão se
recolhendo para dormir
• período de maior vulnerabilidade, de residências e
comércios em geral

Furto privilegiado (art 155 paragrafo 2): é necessário o


agente ser réu primário e o valor da causa ser pequeno
Coisa de pequeno valor: a doutrina entende que coisa de
pequeno valor é aquela que o valor gira em torno de 1 salário
mínimo, porem para a jurisprudência é necessário se verificar
o valor da coisa em relação ao patrimônio da vítima (do
proprietário da coisa móvel) é não somente o valor econômico
da coisa subtraída (ex: furtar 5 mil de um bilionário é
diferente de furtar 5 mil de uma pessoa que ganha 3 salários
mínimos no mês)
Substituição da pena de reclusão pela de detenção, e
diminuição de 1 a 2/3, ou a aplicação somente da pena de
multa

Furto equiparado (art 155 paragrafo 3º): equipara-se a coisa


móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor
econômico (energia atômica, mecânica, térmica, solar,
genética, etc)
Obs: furto de sinal de tv a cabo ou de sinal de internet
Caracteriza o estelionato (art 171, caput)
Furto qualificado
Parágrafo 4º: a pena é de reclusão de 2 a 8 anos, e multa,
se o crime é cometido
I- com destruição ou rompimento de obstaculo a subtração
da coisa
II- com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada
ou destreza
III- com emprego de chave falsa (se for copia de chave não
será qualificado por emprego de chave falsa, e sim por
abuso de confiança)
IV- mediante a concurso de duas ou mais pessoas
Parágrafo 4º A: a pena é de 4 a 10 anos e multa se houver
emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause
perigo comum (também é uma qualificadora)
Parágrafo 4º B: a pena será de 4 a 8 anos e multa se o
furto mediante fraude (furto qualificado mediante
fraude) é cometido por meio de dispositivo eletrônico ou
informático que vai causar prejuízo patrimonial a vitima
(ex: uma pessoa que oferece serviço de manutenção para
qualquer aparelho de informática, mas em cada aparelho
que ele concerta, ele coloca um dispositivo que rouba
dados nos aparelhos para causar prejuízo no patrimônio
das vítimas) essa qualificadora so serve se houver furto
mediante fraude
Parágrafo 4º C: é uma causa de aumento de pena que só se aplica
no caso de ser furto qualificado mediante fraude (paragrafo 4º
B), a pena vai aumentar
I- de 1/3 a 2/3 se o crime é praticado mediante a utilização de
servidor mantido fora do território nacional (VPN por exemplo, o)
II- aumenta - se de 1/3 ao dobro, se o crime é praticado contra
idoso (mais de 65 anos) ou vulnerável (menor de 14 anos e
pessoa com deficiência intelectual)
Parágrafo 5º: a pena será de reclusão de 3 a 8 anos se a subtração
for de veículo auto motor que venha a ser transportado para outro
estado ou para o exterior (ex: se o carro que é registrado em Belo
Horizonte, for furtado e encontrado no Rio de Janeiro, o sujeito
ativo (criminoso) vai responder por furto qualificado)
Parágrafo 6º: a pena será de reclusão de 2 a 5 anos se a subtração
for de semovente domesticável de produção (galinha, cavalo, boi),
ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração
(tem que ser domesticável e de produção)
Parágrafo 7º: a pena será de 4 a 10 anos se o indivíduo subtrair
substâncias explosivas ou de acessórios que, conjuntamente ou
isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou
emprego (aqui o sujeito pode furtar pensando no paragrafo 4º
inciso 1, ou seja, ele furtou pois precisava explodir caixa
eletrônico de um banco por exemplo, nesse caso dois crimes
qualificados por continuidade delitiva)
Roubo (art 157): a diferença do roubo pro furto, é que nessa o
agente vai utilizar violência ou grave ameaça para praticar o
crime (subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem,
mediante violência (a violência deve ser sobre a pessoa, se for
sobre a coisa, não é roubo) ou grave ameaça a pessoa, ou
depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido a
impossibilidade de resistência) ex: dar boa noite Cinderela
para alguém no intuito de rouba-la pena de reclusão de 4 a
10 anos
Roubo próprio (art 157 caput): ocorre quando a violência,
grave ameaça ou a vitima tem a sua capacidade reduzida,
ocorre antes de praticar o crime descrito, antes de subtrair a
coisa alheia pena de reclusão de 4 a 10 anos
Roubo improprio (art 157 pg 1º): ocorre quando a violência,
grave ameaça ou a vitima ter a sua capacidade reduzida,
ocorre depois que o agente subtrai a coisa alheia ex: o agente
rouba a vitima, ou seja, ela já tem a posse do bem, e logo
depois ela da um soco na vitima pena de reclusão de 4 a 10
anos
Causas de aumento de pena: a pena aumenta em 1/3 se
I- se há concurso de duas ou mais pessoas
II- se a vitima esta em serviço de transporte de valores e o
agente conhece tal circunstância (não precisa ser a função
habitual da pessoa, basta que ela esteja transportando valor
(Dinheiro) e o agente tem conhecimento disso)
III- se a subtração for de veículo auto motor que venha a ser
transportado para outro estado ou para o exterior
IV- se o agente matem a vitima em seu poder, restringindo a
sua liberdade (a diferença dessa causa de aumento de pena
para o sequestro, é que nesse é necessário se analisar o tempo
que a vitima ficou sob posse dos sequestradores, ou seja, se foi
praticado essa restrição de liberdade para que se pratique o
roubo)
V- se a subtração for de substancias explosivas ou de
acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua
fabricação, montagem ou emprego
VI- se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de
arma branca
Parágrafo 2º A (causa de aumento de pena): a pena aumenta
em 2/3 se
I- a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de
fogo
II- se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante
emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo
comum (rouba utilizando explosivo)
Parágrafo 2ºB: se a violência ou grave ameaça é exercida com
emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se
a pena em dobro da pena prevista no caput do artigo
Qualificadoras (paragrafo 3º): se a violência resulta em
I- lesão corporal grave a pena será de reclusão de 7 a 18 anos, e
multa
II- morte a pena será de 20 a 30 anos, e multa (latrocínio -
roubo seguido de morte / a morte pode ocorrer antes do roubo
também) o correto é chamar esse crime de roubo qualificado
pela morte da vitima
Observação sobre latrocínio:
• roubo consumado + morte da vitima = latrocínio
consumado
• Roubo tentado (tentou roubar mas não conseguiu) +
morte da vitima = latrocínio consumado
• Roubo consumado + tentativa de homicídio = latrocínio
tentado (causa de diminuição de pena de 1/3 a 2/3)
• Roubo tentado + tentativa de homicídio = latrocínio
tentado (causa de diminuição de pena de 1/3 a 2/3)
o crime de roubo se consuma quando o agente subtrair coisa
alheia móvel utilizando de violência ou grave ameaça
Matéria da prova até aqui!!!
Extorsão (art 158): constranger alguém, mediante violência
ou grave ameaça, com intuito de obter para si ou para outrem
indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou
deixar de fazer alguma coisa (forçar a vítima a fazer ou
deixar de fazer alguma coisa com intuito de obter indevida
Vantagem econômica)
Roubo x extorsão: a diferença de roubo para extorsão é que na
extorsão o agente depende da colaboração da vítima para
conseguir obter a vantagem econômica (ex: sujeito criminoso
fala para a vitima que se ela não passar a senha do cartão, ele
ira mata lá)
Causas de aumento de pena:
• se o crime é cometido por duas ou mais pessoas ou com
emprego de arma, a pena ser aumentada de 1/3 ate a
metade (concurso de pessoas)
qualificadoras:
• extorsão qualificada em razão da lesão corporal grave ou
gravíssima
• Extorsão qualificada pela morte da vitima
• extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima,
e essa condição é necessária para a obtenção de vantagem
econômica (sequestro relâmpago)
• Extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vitima
e lesão corporal grave ou gravíssima (restringe e causa
lesão)
• Extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima
com resultado de morte pena de 24 a 30 anos
• Para a extorsão se consumar basquete que o agente
obrigue a vitima a fazer
ou não fazer algo mediante violência o grave ameaça com
intuito de obter vantagem econômica indevida
É um crime formal ; em regra não cabe tentativa

Extorsão mediante a sequestro (art 159): sequestrar pessoa


com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer
vantagem, como condição ou preço do resgate sequestrar a
vitima com o fim de obter, para si ou para outrem, vantagem
indevida, mediante pagamento de resgate ou cumprimento de
condição
Pena de reclusão de 8 a 15 anos
Qualificadora:
• Parágrafo 1º: se o sequestro dura mais de 24 horas, se o
sequestrado é menor de 18 anos ou maior de 60 anos ou se o
crime é cometido por bando ou quadrilha (associação
criminosa - 3 ou mais pessoas) pena de reclusão de 12 a 20
anos
• Parágrafo 2º: se do fato resulta lesão corporal de natureza
grave pena de reclusão de 16 a 24 anos
• Parágrafo 3º: se resulta em morte pena de reclusão de 24 a
30 anos
Consumação: ocorre no momento que o sequestrador entra em
contato com a pessoa que devera pagar o resgate ou ter que
cumprir a condição para liberar a vida
Redução de pena: se o crime é cometido em concurso, o o
concorrente denunciar a autoridade, facilitando a liberação
do sequestrado, terá a sua pena reduzida de 1 a 2/3
(paragrafo 4º)
Cabe tentativa (se o agente for preso antes de fazer contato
com a pessoa que deve fazer o pagamento ou cumprir a
condição)
É um crime formal!
Ação penal publica incondicionado

Dano (art 163): destruir (acabar com a estrutura da coisa;


perda total), inutilizar (o objeto fica inútil) ou danificar
(estraga a coisa mas tem como ela voltar a funcionar) coisa
alheia pena de detenção de 1 a 6 meses, ou multa
Dano qualificado: se o crime é cometido
I- com violência a pessoa ou grave ameaça
II- com emprego de substancia inflamável ou explosiva, se o
fato não constitui crime mais grave
III- contra o patrimônio da União, de Estado, do Distrito
Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública,
empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa
concessionária de serviços públicos
IV- por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a
vitima
Ação penal (art 167):
• em regra: em regra ação penal pública incondicionado
• Exceção: no caso do art 163, do inciso IV e do art 164
será ação penal privada (só ocorre mediante queixa)
• É um crime material, para se consumar o agente tem
que destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia

Estelionato (art 171): obter para si ou para outrem,


vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou
mantendo alguém em erro, mediante artificio, ardil, ou
qualquer outro meio fraudulento; vantagem ilícita para o
agente e prejuízo alheio para a vitima
• artifício = meio material para enganar a vitima
• Ardil = meio intelectual para enganar a vitima
(astúcia, esperteza, malicia)
• a vítima sofre o prejuízo, pois ela perde aquilo que já
possuía por fraude ou dissimulação do agente ou deixa
de ganhar aquilo que lhe era devido
• Induzir ao erro: o agente faz nascer na vitima uma
visão equivoca da realidade, mediante fraude, ou mesmo
cria na vitima um sentimento que não condiz com a
realidade
• Manutenção do erro: mesmo sabendo que a vitima tem
um entendimento equivocado da realidade, o agente
mantém esta situação a fim de obter vantagem ilícita
• especial fim de agir: obter vantagem ilícita em
detrimento do prejuízo da vitima
• Consumação: o crime se consuma quando com efetiva
obtenção pelo agente de vantagem ilícita em prejuízo de
terceiro - crime material (é necessário que o agente
obtenha vantagem ilícita causando prejuízo a terceiro)
• se admite tentativa!!!
• Pena de 1 a 5 anos, e multa
estelionato privilegiado (paragrafo 1º): substituição da pena
de reclusão pela de detenção, diminuindo de 1/3 a 2/3, ou
apenas a aplicação de pena de multa, se o agente for réu
primário e o prejuízo for de pequeno valor
Parágrafo 2º: é aplicada as mesmas penas do caput:
I- disposição de coisa alheia como própria (o agente vende,
troca, da como pagamento, aluga ou da como garantia coisa
alheia como se fosse própria)
II- alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria (o
agente vende, troca, da como pagamento ou como garantia,
coisa própria que é inalienável ou que se encontra gravada de
ônus, ou litigiosa, ou coisa que já foi vendida legalmente
para outra pessoa
III- defraudação de penhor: na posse do objeto empenhado, o
agente aliena o objeto sem consentimento do credor
IV: fraude para recebimento de indenização ou outro valor de
seguro: o agente, mediante a dissimulação, destrói, total ou
parcialmente, ou oculta coisa própria, ou ainda lesa o próprio
corpo ou saude, ou agrava as consequências da lesão ou
doença, com o intuito de receber indenização indevida ou
valor de seguro
V: fraude no pagamento por meio de cheque: o agente emite
cheque sabiamente “sem previsão de fundos” ou frustra o seu
pagamento
Parágrafo 2º - A - qualificadora (fraude eletrônica): a pena
vai ser de 4 a 8 anos, e multa se a fraude for cometida com a
utilização de informações fornecidas pela vitima ou por
terceiro induzido ao erro através das redes sociais, contatos
telefônicos, ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou
qualquer outro meio fraudulento análogo
Parágrafo 2º - B - causas de aumento de pena na fraude
eletrônica: a pena é aumentada em + de 1/3 se:
• for contra entidades de direito publico interno (união,
estados, municípios, DF, autarquias e entidades para
estatais
• For contra instituto de economia popular (bancos
populares, cooperativas)
• Instituto de assistência social ou de beneficência
Parágrafo 4º: a pena é aumentada em mais 1/3 ao dobro se o
crime é cometido contra idoso ou vulnerável, considerada a
relevância do resultado gravoso
Parágrafo 5º (ação penal): a ação penal será pública
condicionada a representação do ofendido, salvo quando a
vitima for (nessas hipóteses será ação penal publica
incondicionado):
I- a administração publica, direta ou indireta
II- criança ou adolescente
III- pessoa com deficiência mental
IV- maior de 70 anos ou incapaz

Receptação (art 180): receptação é adquirir, receber, transportar


conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sa
ser produto de crime, ou influir para terceiro, de boa - fé, a
adquira, receba ou oculte; é necessário que a pessoa saiba que
esse produto é fruto de crime
• crime acessório: para que se configure, deve ter ocorrido um
primeiro crime chamado de “principal”
• Adquirir = comprar ou obter gratuitamente a coisa
• Receber = aceitar a coisa na forma de posse ou detenção
• Transportar = remoção de um lugar para o outro
(transportar o objeto fruto de crime, de um lugar para o
outro)
• conduzir = levar a coisa “consigo” de um lugar para o
outro
• Ocultar = esconder a coisa, dificultando a sua recuperação
• Influir = o agente age como mediador do crime principal e
é conhecedor da origem ilícita do produto, ele influencia,
estimula ou inspira o terceiro de boa - fé, que não sabe que
a coisa é fruto de crime, a adquirir, receber, ocultar,
transportar ou conduzir a coisa
receptação direta: o agente adquiri, recebe, transporta,
conduz ou oculta, em proveito próprio ou alheio, coisa que ele
sabe que é fruto de crime
Receptação indireta: o agente influi para terceiro de boa - fé a
adquirir, receber ou ocultar, produto fruto de crime, onde o
terceiro não sabe que essa coisa, é produto fruto de ato
criminoso
• consumação: quando o agente efetivamente pratica
qualquer um dos comportamentos previstos na primeira
parte do caput, ou quando tão somente influi terceiro de boa

• Se admite tentativa!!!!
• Pena de 1 a 4 anos, e multa
• Parágrafo primeiro- (qualificadora): receptação para fins
comerciais
pena de 4 a 8 anos e multa
adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em
depósito, desmontar, montar, remontar,
vender, expor à venda, ou qualquer forma utilizar, em
proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial
ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime
• ter em depósito = armazenar, guardar, manter,
conservar a coisa produto
• desmontar = tirar e separar peças constantes do produto
de crime para a utilização quando necessitar
• montar = juntar as peças da coisa que foi separada
• remontar = a coisa produto de crime já foi desmontada
fim de fazer uma outra coisa funcionar novamente
uma vez e será remontada no sentido de conserta-la, reparar
um defeito ou mudar algo
• vender = transferir a propriedade da coisa mediante
pagamento
• utilizar = fazer uso, valer-se, aproveitar da coisa produto
de crime
paragrafo 2º: comercio equiparado equipara-se a atividade
comercial, para efeito do parágrafo primeiro, qualquer forma
de comercio irregular ou clandestino, inclusive o exercício
em residência
Parágrafo 3º - receptação culposa: ao adquirir ou receber a
coisa, o agente deve presumir (se ele não tiver certeza) que a
coisa obtida por meio criminoso, seja pela natureza, pela
desproporção entre seu valor e o preço de venda, ou pela
condição de quem o oferece (a pessoa tem que ter noção que
um iPhone novo não custa 500 reais por exemplo)
Pena de 1 mês a 1 ano, ou multa (ou ambas as penas)
Parágrafo 4º - punição da receptação: a receptação será
punível mesmo que não se saiba quem é o autor do crime
inicial, ou caso o mesmo seja isento de pena
Parágrafo 5º - receptação privilegiada:
• modalidade culposa: se o receptor for primário e é de
pequeno valor a coisa receitada, o juíz poderá deixar de
aplicar a pena
• Modalidade simples ou qualificada: se o receptor for
primário e é de pequeno valor a coisa receptada, o juíz
poderá o juíz poderá substituir a pena de reclusão, pela de
detenção, diminuir ela de 1/3 a 2/3 ou aplicar somente a
pena de multa
parágrafo 6º - causas de aumento de pena: aplica-se a pena
em dobro do caput, para aquele que recebe, em proveito
próprio ou alheio, bens ou instalações do patrimônio da
união, estados, municípios, empresas concessionarias de
serviços públicos ou sociedade de econômica mista
• a ação penal é pública Incondicionada
Disposições comuns aos crimes contra o patrimônio:
• art 183: não se aplicam as disposições dos artigos 181 e
182 se:
I- o crime foi praticado mediante violência ou grave ameaça
II- ao terceiro não abrangido na situação
III - se a vítima for idosa
• art 181: é isento de pena quem comete qualquer dos crimes
em prejuízo
I- do cônjuge, constância do casamento
II- ascendente ou descendente, civil ou natural
• art 182: a ação penal é publica condicionada a
representação do ofendido, se o crime é cometido em prejuízo
I- do cônjuge, ainda que separado judicialmente ou
divorciado
II- irmão
III- tio ou sobrinho, com quem o agente coabita

Crimes contra a dignidade sexual


• a dignidade sexual decorre da dignidade humana
Lei 12.015/2009: antes dessa lei ser implementada, esses
crimes eram chamados de “crimes contra os costumes da
sociedade”
• essa lei vai revogar o art 214 (atentado violento ao pudor),
mas o tipo penal é adicionado ao art 213
• homens também podem ser vitimas de estupro, assim como
as mulheres (iguala os homens as mulheres, ou seja, protege
ambos)
• Estupro marital também é crime (se a relação sexual for
forçada, mesmo sendo dentro de um casamento, vai ser
considerado crime)
• mulheres podem ser autoras e coautoras de estupro (e
vitimas)
liberdade sexual = possibilidade de quando, com quem e
como quer ter relações sexuais
Estupro (art 213): constranger (obrigar, forçar) alguém
mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal
ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato
libidinoso (sexo vaginal, oral e anal)
• consumação:
I - conjunção carnal: introdução completa ou incompleta do
penis na cavidade vaginal
II- ato libidinoso: pratica de ato sexual diverso da copula
vaginal
• tentativa: o mero contato se configura o estupro tentado
• a vitima tem que demostrar o dissenso (que não quer
praticar) para que se configure estupro
• Pena de 6 a 10 anos
• Crime hediondo
• qualificadoras:
parágrafo 1º: pena de 8 a 12 anos
I- se a violência resulta em lesão corporal grave
II- se a vítima é menor de 18 ou maior de 14 anos
Parágrafo 2º: pena de 12 a 30 anos
I- se resultar em morte (se a intenção do autor é estuprar a
matar a vitima, ele responde em concurso material, por
estupro e homicídio)
Estupro de vulnerável (art 217 - A): ter conjunção carnal ou
praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos (não é
necessário constranger a vítima, basta a vitima ser menor de
14 anos para configurar estupro); o agente deve ter
conhecimento da idade da vitima
• tentativa: se não ocorrer por circunstancia alheia a vontade
da vitima
• pena de 8 a 15 anos
• Parágrafo 1º - modalidade equiparada: se as ações descritas
forem praticadas com alguém que, por enfermidade ou
deficiência mental, não tem o necessário discernimento
para a pratica do ato, ou que, por qualquer outra causa, não
pode oferecer resistência
• Qualificadoras
Parágrafo 1º: pena de 10 a 20 an0s, se resulta em lesão
corporal grave
Parágrafo 2º: pena de 12 a 30 anos se resulta em morte
Parágrafo 5º: as penas se aplicam independentemente do
consentimento da vitima ou do fato de ela ter mantido
relações sexuais anteriormente ao crime (vulnerabilidade
absoluta)

Violação sexual mediante fraude (art 215): ter ter conjunção


carnal ou praticar outro ato libidinoso como alguém,
mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre
manifestação de vontade da vitima; nesse caso há
consentimento da vítima para a pratica do ato sexual, no
entanto a vitima se encontra em erro/iludida (há um vicio no
consentimento)
• fraude = o agente iludiu / enganou a vitima a ponto de ela
perder a percepção da realidade e consentir com o ato sexual,
como se aquilo que estivesse ocorrendo, fosse algo natural,
fazendo parte de todo o contexto
• Consumação: ocorre com a pratica do ato sexual
• Tentativa: se o agente já conseguiu o consentimento
mediante fraude, porem por circunstâncias alheias a sua
vontade, ele não consegue ter a conjunção carnal ou outro
ato libidinoso com a vitima ou é impedido
• Pena de 2 a 6 anos
Parágrafo único: aplica-se alem da pena privativa de
a pena de multa, caso o agente também tenha o objetivo de
obter alguma vantagem econômica com o ato (ex: ganhar
uma aposta)
• a ação penal é publica Incondicionada (o ministério publico
tem que provar que a vitima foi enganada)

Importunação sexual (art 215 - A): praticar contra alguém e


sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer
a própria lascívia ou a de terceiro (ex: assedio sofrido contra
mulheres em meios de transporte coletivos); atos que a vitima
as vezes nem tem como resistir, pois é algo rápido; ex: sujeito
passa a mão no seio da vitima, no ônibus sem o consentimento
dela
• consumação: ocorre com a efetiva pratica de ato libidinoso na
presença da vítima e sem a sua anuência (basta a pratica
para se consumar)
• Pena de 1 a 5 anos se o ato não constituir em crime mais
grave

Assédio sexual (art 216 - B): constranger alguém com o


intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual,
prevalecendo-se o agente da sua condição de superior
hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego,
cargo ou função
• coerção: o agente exerce uma especie de coerção sobre a
vitima mediante piadas, brincadeiras de conotação sexual
ou tem conversas inapropriadas (a vitima é levada ao ato
sexual mediante a coerção)
• Relação hierárquica diversa entre o agente e a vítima ou
ascendência laboratorial
• Emprego - relações privadas de trabalho
• Cargo ou função - relações públicas de trabalho
• Superioridade hierárquica - relações militares
• O sujeito passivo é uma pessoa que esteja na condição de
subordinado do agente
• Consumação: basta a pratica do ato constrangendo a
vítima, não é necessário a obtenção da vantagem ou
favorecimento sexual - crime formal
• Tentativa: quando o meio utilizado para constranger a
vitima permite o desdobramento da conduta
• Pena de 1 a 2 anos
paragrafo 2º - causas de aumento de pena:
I- a pena aumenta em ate 1/3 se a vitima é menor de 18 anos

Registro não autorizado de intimidade sexual (art 216 - B):


produzir (manipular uma foto ou um vídeo para fazer parecer
ser um conteúdo sexual), fotografar, filmar ou registrar, por
qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual
ou libidinoso de caráter intimo e privado sem autorização dos
participantes; pena de detenção de 6 meses a 1 ano; na mesma
pena incorre quem realiza montagem me fotografia, vídeo,
áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa
em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter
íntimo

Corrupção de menores (art 218): induzir alguém menor de 14


anos a satisfazer a lascívia (desejo sexual que não é normal)
de outrem; não pode haver contato; ex: ver o menor tomando
banho; para se consumar, basta haver o induzimento
Art 218 - A: praticar, na presença de alguém menor de 14
anos, ou induzi-lo a presenciar, a conjunção carnal ou outro
ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria (crime
formal)
Art 218 - b: Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou
outra forma de exploração sexual alguém menor de 18
(dezoito) anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental,
não tem o necessário discernimento para a prática do ato,
facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone (não cai na
prova)

Divulgação de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo


ou pornografia (art 218 - c): oferecer, trocar, disponibilizar,
divulgar, por qualquer meio de comunicação de massa ou
sistema de informática ou telemática (fotografia, video ou
outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou
de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a
sua prática, ou, sem o consentimento da vitima, cena de
sexo, nudez ou pornografia) ; caso seja o próprio agente que
filmou, fotografou, fez o vídeo ou registrou a intimidade de
alguém, sem a sua anuência e ainda praticou qualquer
uma das condutas descritas, ele será responsabilizado por
concurso de crimes material
• consumação: basta a pratica de qualquer uma das
condutas descritas pelo agente sem a anuência da
vitima (crime formal)
• Caso a vítima seja menor de 18 anos, o agente respondera
segundo o art 241 ou 241 - a do eca
• pena de 1 a 5 anos (crime subsidiário: o agente não
responde por esse crime caso a conduta resulte em crime
mais grave)
paragrafo 1º - causas de aumento de pena (de 1/3 a 2/3):
I- se o crime é praticado por agente que mantem o tenha
mantido relação intima de afeto com a vitima
II- se o crime é praticado com a finalidade de se vingar ou de
humilhar a vitima
Parágrafo 2º - excludente de ilicitude: as condutas descritas
nao serão ilícitas se a publicação for de caráter jornalista,
cientifico ou acadêmico com a adoção de recurso que
impossibilite a identificação da vitima, ressalvando sua
prévia autorização, caso a vitima seja maior de 18 anos

Peculato (art 312): apropria-se a funcionário público de


dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, publico ou
particular, de quem tem a posse em razão do cargo, ou desvia-
ló em proveito próprio ou alheio
• peculato - apropriação: quando o funcionário publico
apropria-se ou apodera-se (toma posse para si, inverte a
posse) de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel,
publico ou particular (aprendido pela administração pública
ou que se encontra temporariamente em poder da
administração pública) de que tem posse em razão do cargo;
o funcionário age como se fosse dono do bem, dinheiro ou
valor
• bem público = que pertence a administração publica
• Bem particular = que esta temporariamente em poder da
administração publica ou que foi apreendido
• Consumação:
*peculato - apropriação: quando o agente inverte a posse do
objeto material, agindo como se fosse dono
*peculato - desvio: quando o funcionário publico desvia o bem
da sua finalidade legal ou regular, agindo em proveito
próprio ou alheio
*peculato - furto: quando o funcionário publico subtrai
dinheiro, valor, bem ou concorre para que terceiro subtraia o
bem
• tentativa: é admissível, quando não alcança o resultado
pretendido em razão de fato alheio a sua vontade
• Pena de 2 a 12 anos, e multa
paragrafo 1º - peculato furto: aplica-se a mesma pena, se o
funcionário público, concorre para que seja subtraído, em
proveito qualidade de funcionário; quando o funcionário
público, embora não tendo a posse de dinheiro, valor ou
qualquer outro bem móvel, público ou particular, o subtrai ou
concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio,
valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcionário
Parágrafo 2º - peculato culposo: a pena sera de 3 meses a 1
ano se o funcionário concorre culposamente para o crime de
outrem (ele age por imprudência , negligencia ou imperícia)
Parágrafo 3º - extinção da punibilidade: se a reparação do
dano ocorre antes do transito em julgado da sentença penal
condenatória (sentença irrecorrível), extingue-se a
punibilidade pela isenção da pena; se é posterior ao transito,
reduz metade da pena imposta
Concussão (art 316): exigir, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora de sua função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar
promessa de tal vantagem; nao há coação (grave ameaça ou
violência) na concussão, caso contrario o funcionário publico
responde por constrangimento ilegal ou abuso de autoridade
se for policial militar ou civil
• consumação: quando o funcionário publico exige, para si ou
para outrem, em razão de sua função, ou fora dela, ou antes
de assumir o cargo, vantagem indevida
• Tentativa: é admissível
• Pena de 2 a 12 anos, e multa
• Qualificadoras (exceção de exação)
paragrafo 1º (pena de 3 a 8 anos, e multa): diz respeito a uma
cobrança indevida ou rigorosa de tributos ou contribuições
sociais
*o funcionário determina, exige o recolhimento de tributo ou
contribuição social que sabe (dolo direto) ou deveria saber
(dolo eventual) ser indevido; não é exigido nesse caso, para si
ou para outrem, e sim para a própria administração publica
* o tributo ou a contribuição social são devidos pelo
contribuinte, porém o funcionário público emprega meio
vexatório,
constrangedor, humilhante para a pessoa humana, para que
possa efetuar a cobrança que é legal ou efetivamente devida
Parágrafo 2º - pena de 2 a 12 anos, e multa: ocorre quando o
funcionário publico desvia para si ou para outrem, o que
recebeu indevidamente para cofres públicos

Corrupção passiva (art 317): solicitar ou receber, para si ou


para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
função ou antes de acumula; não há coação, o funcionário
público não exige vantagem indevida, e sim "solicita, recebe,
ou aceita promessa" geralmente há um acordo entre o
funcionário e o sujeito passivo; o funcionário solicita a
vantagem indevida e o outro atende à solicitação; no caso de
receber ou aceitar promessa de vantagem indevida, o
funcionário simplesmente concorda oferta do sujeito passivo
• vantagem indevida: propina; suborno
• o particular que oferecer ao funcionário público a
vantagem indevida para praticar um ato administrativo,
ou deixar de praticar ou para que se omita em relação a
determinado ato, responde por corrupção ativa
• consumação: basta que o funcionário publico solicite,
receba ou aceite vantagem indevida (crime formal);
quando o funcionário público recebe para si ou para outrem
vantagem indevida; quando ele aceita promessa de
vantagem indevida
• se admite tentativa
• Pena de 2 a 12 anos, e multa
paragrafo 1º - causas de aumento de pena: a pena é
aumentada em 1/3 se em razão da promessa de vantagem
indevida, o funcionário publico retarda ou deixa de praticar
qualquer ato de oficio ou pratica ao seu dever funcional
Parágrafo 2º - corrupção passiva privilegiada: pena de 3
meses a 1 ano, ou multa se o funcionário pratica, deixa de
praticar, ou retarda ato de oficio, com infração de dever
funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem
• Consumação do crime de corrupção passiva: basta que o
funcionário publico solicite, receba ou aceite a promessa da
vantagem indevida

Facilitação do contrabando ou descaminho (art 318):


facilitar a entrada de mercadoria ilícita (contrabando) ou
facilitar a entrada de algo licito em que não foi pago a taxa
de importação (descaminho) a pessoa não paga a taxa
(imposto) e quer enganar ; o funcionário publico que vai
facilitar!!!

Prevaricação (art 319): retardar ou deixar de praticar,


indevidamente, ato de oficio, ou pratica-lo contra disposição
expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento
sentimento pessoal; ex: secretario como favor para o
governador, contrata a esposa dele (do governador) para um
cargo publico, logo o governador tá cometendo prevaricação;
para se consumar, basta ser cometido qualquer um dos atos
previstos no art 319

Condescendência criminosa (art 320): deixar o funcionário,


por indulgência (compaixão), de responsabilizar subordinado
que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe
falte competência, não levar o fato ao conhecimento de
autoridade competente
• indulgência = compaixão, pena ou dó
• Ocorre quando o chefe deixa de responsabilizar o
subordinado quando deveria fazer, por ter pena/
compaixão dele
• O sujeito ativo não é qualquer funcionário público, mas
apenas aquele hierarquicamente superior ao faltante
• é uma conduta omissiva - crime omissivo próprio
• Consumação: quando o superior hierárquico se omite
• Tentativa: não é possível para esse crime
• Pena de 15 dias a 1 mês, e multa
Crimes praticados por particulares contra a administração
publica:
• art 392 - resistência: o particular deve agir com violência
ou grave ameaça contra o ato de um funcionário público
(resistir a policia por exemplo); toda vez que um
particular se opor mediante violência ou grave ameaça
contra um funcionário publico que tem que praticar um
ato
Qualificadora: apenas parágrafo 1º
• Parágrafo 1º: se o ato, em razão da resistência, não se
executa a pena será de reclusão de 1 a 3 anos
Parágrafo 2º: as penas deste artigo são aplicáveis sem
prejuízos das correspondentes a violência (se ocorrer lesão
corporal, a pessoa respondera em concurso de crimes, ou seja,
por resistência e por lesão corporal ou por tentativa de
homicídio por exemplo)
• consumação: esse crime se consuma quando o particular
agir com violência ou grave ameaça contra o funcionário
publico que deve praticar um ato

• art 330 - desobediência: desobedecer ordem legal de


funcionário público
Pena de detenção de 15 dias a 6 meses, e multa
Art 331 - desacato: faltar com respeito funcionário publico
no exercício da sua função ou em razão dela (xingar, fazer
de conta que ele não existe / ignorar)
Pena de detenção de 6 meses a 2 anos, e multa

Art 332 - trafico de influencia (não cai na prova)

Art 333 - corrupção ativa: oferecer ou prometer vantagem


indevida a funcionário publico, para determina-lo a praticar,
omitir ou retardar ato de oficio; pena de reclusão de 2 anos a
12 anos, e multa; para esse crime se consumar basta oferecer
ou prometer vantagem indevida, ou seja, é um crime formal,
não, é necessário que o funcionário publico aceite
• Parágrafo único (causa de aumento de pena): a pena é
aumentada de 1/3, se em razão da vantagem ou promessa,
o funcionário retarda ou omite ato de oficio, ou o pratica
infringindo dever funcional

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