Princípios da Microeconomia: Fundamentos
Princípios da Microeconomia: Fundamentos
Objetivo
Conteúdo Programático
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidad e Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o uplo ad para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijo rge.
Dentre as necessidades mais básicas do ser humano temos a alimentação, que é
influenciada pelo mercado interno e externo. Em reportagem na revista Isto É Dinheiro,
de março de 2022, foi noticiada a alta do trigo e o impacto no bolso do consumidor,
especialmente no preço do pãozinho de cada dia. Leia a reportagem!
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Tema 1
Funcionamento do mercado: demanda, oferta e
equilíbrio
Curiosidade
Subitamente, o grupo em que a pessoa estava foi pego por uma imensa tempestade
de areia e, como ela não tinha prestado atenção às orientações do guia (que advertiu
sobre procurar se proteger e não sair andando durante uma ocorrência desse tipo),
começou a caminhar a esmo durante a tempestade, afastando-se de seu grupo. Com
o fim da tempestade, essa pessoa percebeu que estava perdida no meio do deserto!
Após algumas horas de caminhada, sua água já tinha acabado e não havia bússola
nem proteção adequada em um local — o deserto — onde as temperaturas podem
chegar a 50 ºC durante o dia e despencar para valores negativos durante a noite. No
entanto, quando parecia ser o fim de tudo, um milagre aconteceu: essa pessoa
encontra um vendedor de água em pleno deserto.
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Após verificar que não se tratava de uma miragem, ela se aproxima do vendedor e lhe
pede algumas garrafas de água. O vendedor retribui com um sorriso e informa que o
preço de cada garrafa é 100 euros.
A pessoa diz:
Felizmente ela tinha 200 euros na carteira e pagou por uma garrafa de água. Após
receber o dinheiro, o vendedor, satisfeito, lhe apontou a direção de um pequeno oásis,
a poucos minutos de caminhada de onde estavam, e ela seguiu andando, aliviada,
enquanto bebia alguns goles de sua água.
Na sequência, retorne para dar continuidade aos seus estudos neste tema. A leitura é
essencial para que você possa compreender o conteúdo que será abordado.
Quanto você estaria disposto a pagar por uma garrafa de água? 100 euros?
200 euros?
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Essa situação explica uma das mais importantes leis da Microeconomia: a Lei da
Demanda ou Lei Geral da Demanda. Para entendê-la melhor, vamos prosseguir com a
história dessa turista aventureira.
Quanto mais possuímos um bem, menor será a vontade de adquirir uma unidade
adicional desse mesmo bem.
Agora, se ela não estava com tanta sede assim, por que adquiriu três garrafas?
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“Essa relação entre preço e quantidade demandada, se aplica a maioria dos bens
existentes na economia e, de fato, ela é tão universal que os economistas a chamam
de LEI DA DEMANDA: Com tudo mais mantido constante, quando o preço de um bem
aumenta, a quantidade demandada deste diminui; quando o preço diminui a
quantidade demandada do bem aumenta.”
A demanda representa uma vontade, uma aspiração por parte do consumidor, ou seja,
o que ele pode adquirir com base em sua disponibilidade de renda e nos preços
praticados no mercado. Quando falamos em disponibilidade de renda podemos afirmar
que há um limite para a aquisição de produtos e serviços e o consumidor deve, então,
combinar esse limite com seus desejos. Para entendermos essa questão temos que
conhecer os conceitos de curva de indiferença e linha do orçamento e vamos
exemplificar com dois produtos: café e chá.
Como existe uma variedade enorme de bens e serviços à disposição para aquisição, a
curva de indiferença permite que se realizem diferentes combinações de produtos
(cestas), que tornariam indiferente para o consumidor adquirir uma ou outra
combinação.
Observe o gráfico adiante, com base nos dois produtos: chá e café.
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Chá (Cx) Café (CX)
6 2
2 4
1 6
Todos os pontos deste gráfico representam a mesma satisfação para o cliente. Então,
é indiferente para ele adquirir seis caixas de chá e duas de café, ou seis caixas de
café e uma caixa de chá. Essa aquisição, no entanto, seja qual for, ainda está limitada
ao orçamento do consumidor.
O equilíbrio do consumidor
Devido à sua limitação de renda, ele poderá, por exemplo, comprar cinco caixas de
chá ou 3,5 caixas de café. Porém, com base em sua curva de indiferença, a opção que
o deixará completamente satisfeito será adquirir duas caixas de chá e duas caixas de
café. O encontro da reta orçamentária com a curva de indiferença também é
chamado de equilíbrio do consumidor.
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Encontrado o equilíbrio do consumidor, temos, abaixo da linha de restrição, um limite,
como podemos observar na área em vermelho (polígono) do gráfico. É a chamada
“área de restrição orçamentária”.
Voltando ao gráfico da demanda, que pode ser apresentado como reta ou linha curva,
temos o consumidor que necessita de um bem ou serviço. Para atender às suas
necessidades obtendo o bem ou serviço que lhe proporcione bem-estar (maior
utilidade), esse consumidor se mantém no limite da reta orçamentária,
compreendendo que a procura por um bem ou serviço irá depender do preço desse
bem ou serviço e de outras variáveis apresentadas a seguir.
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A demanda de um bem ou serviço é uma função (f) dependente dessas variáveis e
pode ser apresentada da seguinte forma:
Em que:
Cada uma dessas variáveis irá influenciar a quantidade demandada do bem a ser
analisado.
Exemplo
Por exemplo, analisando a quantidade demandada de um bem e a renda do
consumidor (R), temos que um aumento na renda do consumidor (salário, aluguel etc.)
levará a um aumento da quantidade demandada do bem, mas isso somente se o bem
analisado for um bem normal.
Curiosidade
Um bem pode ser classificado de acordo com o quanto ele afeta a vida do consumidor.
Vamos exemplificar algumas das classificações:
Tipos de bens
É um bem que substitui um bem normal, com preço mais baixo, porém
Bem inferior não apresentando a mesma qualidade. A demanda por bens ou serviços
inferiores aumenta quando a renda cai.
Bem É um bem cuja demanda não varia quando ocorre a variação do preço
independente de outro bem.
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É um bem que pode ser utilizado no lugar de outro, satisfazendo da
Bem substituto
mesma forma a necessidade do consumidor.
Bem
É um bem que, combinado com outro, satisfaz uma necessidade.
complementar
Pergunta 1
Pergunta 2
Saiba mais
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Quando analisamos a quantidade de um determinado bem em relação ao seu preço,
estamos falando de um deslocamento na curva da demanda. Porém, se analisamos
as quantidades desse bem em função da renda, do preço do bem complementar, dos
hábitos do consumidor ou da propaganda, estamos falando de deslocamento da curva.
Exemplo
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A oferta e seu gráfico
Então, temos uma relação direta entre a oferta e o preço do bem (maior preço, maior
quantidade), como podemos perceber no gráfico:
Para falarmos sobre oferta, leia a definição da Lei de oferta elaborada por Mankiw
(2013, p. 71):
“Essa relação entre preço e quantidade ofertada é chamada de LEI DA OFERTA: com
tudo mais mantido constante, quando o preço de um bem aumenta, a quantidade
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ofertada desse bem também aumenta e quando o preço de um bem cai, a quantidade
ofertada desse bem também cai.”
Saiba mais
Da mesma forma que na demanda, também existem variáveis que afetam a oferta de
bens e serviços:
A oferta de um bem ou serviço é uma função (f) dependente dessas variáveis e pode
ser apresentada da seguinte forma:
Em que:
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• T é a tecnologia utilizada na produção.
• C é o clima.
Assim como na demanda, fique atento ao lado da oferta de um bem ou serviço com
relação aos deslocamentos ao longo da sua curva em função do seu preço
(deslocamentos na curva de oferta) e os deslocamentos da curva de oferta
provocados pela influência das variáveis apresentadas anteriormente (preço dos
fatores de produção, preços de outros bens substitutos da produção, tecnologia e
fatores climáticos).
Equilíbrio de mercado
O gráfico que representa o equilíbrio indica que existe um preço do produto X, cuja
quantidade que as pessoas querem comprar (demanda) se iguala à quantidade que os
produtores querem oferecer (oferta).
Quando o preço está abaixo do preço de equilíbrio, temos uma situação em que a
demanda pelo bem é muito maior do que a oferta e dizemos que há um excesso de
demanda. Nesse caso, produtores e fornecedores acabam aumentando os preços,
provocando queda na demanda.
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Algumas vezes é preciso que haja controle de preços para garantir melhor
funcionamento do mercado. O governo pode, então, impor um preço máximo e um
preço mínimo para determinado bem ou serviço.
Exemplo
O governo pode impor um preço mínimo para comercialização de produtos agrícolas,
visando garantir a renda de agricultores, que é uma forma de controlar o mercado.
Exemplo
Um efeito desastroso pode ser, por exemplo, desestimular a produção de algum bem,
caso o preço limite se encontre abaixo do preço de mercado ou, no caso do salário-
mínimo, até mesmo reduzir a oferta de empregos.
Exemplo
D=O
12 – 4p = 6 + 2p
- 4p – 2p = 6 – 12
- 6p = -6 (multiplicando todos os termos por –1)
6p = 6
p = 6/6
p=1
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O preço de equilíbrio encontrado foi $1. Para encontrar a quantidade de equilíbrio
produzida basta substituir oferta ou demanda em qualquer uma das duas funções.
Sendo assim, vamos substituir na função demanda. Logo:
D =12 – 4 (1)
D = 12- 4
D=8
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Tema 2
Teoria da Firma
Saiba mais
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A função (f) da produção pode ser representada pela relação entre a
quantidade de insumos (fatores) produtivos (mão de obra, capital físico,
matérias-primas) e a quantidade de bens produzidos (produtos). Ou seja:
Vamos considerar para análise desta situação, por exemplo, a produção (P) de um
determinado bem X, com base no fator mão de obra (MO) e o fator capital físico (K)
empregados em determinado período. Veja a tabela a seguir.
P (bem X) MO K
0 0 50
3 1 50
9 2 50
16 3 50
20 4 50
Com isso, temos que a produtividade média (Pme) é a razão entre o produto total e
o fator produtivo, e a produtividade marginal (Pmg) é a razão entre a variação da
produção total e a variação do insumo produtivo. Esta última razão considera a adição
de uma unidade a mais de insumo na produção.
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P (bem X) MO K PmeMO PmgMO
0 0 50 - -
3 1 50 3,0 3,0
9 2 50 4,5 6,0
16 3 50 5,3 7,0
20 4 50 5,0 4,0
0 0 50 - -
3 1 50 3,0 3,0
9 2 50 4,5 6,0
16 3 50 5,3 7,0
20 4 50 5,0 4,0
20 5 50 4,0 0,0
19 6 50 3,7 -1,0
A produção total atingiu o seu ponto máximo (produtividade marginal igual a zero) com
o emprego de 5 trabalhadores, produzindo 20 unidades do bem X. A partir desse
ponto a produção irá declinar, a não ser que ocorra aumento nos insumos fixos, como
de máquinas e equipamentos.
Após o ponto de produção máxima a firma irá produzir, dependendo dos custos de
produção e do preço do produto. Logo, a produção só aumentará se for eficiente,
evitando desperdícios e reduzindo custos para alcançar maior lucro, considerando que
o objetivo maior de uma empresa que opera no setor privado é a maximização dos
lucros.
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Segundo a teoria da firma, temos que operar no sentido de maximizar seus lucros, o
que significa fazer com que as receitas de suas vendas superem os custos totais de
produção.
Do ponto de vista econômico, temos que o Lucro Total (LT) é a diferença entre
a Receita Total (RT) e os Custos Totais (CT).
Logo,
LT = RT- CT.
Saiba mais
Os custos fixos (CF) ocorrem mesmo que não haja produção, ou seja, eles não
variam com a quantidade produzida.
Exemplo
O custo da matéria-prima e da mão de obra da produção são exemplos de custos
variáveis.
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Os custos diretos (CD) são gastos vinculados diretamente ao bem ou serviço
produzido, sendo considerados na maioria das vezes também como custos variáveis.
Já os custos indiretos (CI) não podem ser vinculados ao bem ou serviço, sendo
necessário realizar sua distribuição através de um critério de rateio.
O custo total (CT) pode ser representado tanto pela soma dos custos fixos com
variáveis, quanto pela soma dos custos diretos com os custos indiretos:
CT = CV + CF
ou
CT = CD + CI
Curto prazo
Curto prazo - As empresas conseguem operar de forma livre com os custos variáveis,
mas os custos fixos não se alteram. Então, os custos só podem ser minimizados por
meio dos insumos variáveis. Se o custo variável aumenta, o custo total da produção
aumenta também.
Com relação ao custo médio – Custo total dividido pela quantidade produzida. Temos
que o custo fixo médio (custo fixo total dividido pela quantidade) vai se reduzindo à
medida que a produção aumenta. Quanto maior a produção, mais do custo fixo será
distribuído entre a quantidade produzida. Já o custo médio variável (custo variável total
dividido pela quantidade), inicialmente apresenta uma queda, porém, após atingir um
valor mínimo, começa a se elevar.
Custo Custo
Custo Custo Custo Custo
Quantidade Fixo Total
Fixo Variável Total Variável
de Y Médio Médio
($) ($) ($) Médio ($)
($) ($)
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Custo Custo
Custo Custo Custo Custo
Quantidade Fixo Total
Fixo Variável Total Variável
de Y Médio Médio
($) ($) ($) Médio ($)
($) ($)
Exemplo
A lei dos rendimentos decrescentes pode ser explicada por analogia ao preparo de
uma sopa (resultado da produção), quando você põe os ingredientes (insumos) e, ao
prová-la em uma caneca, percebe que precisará acrescentar somente mais sal.
Porém, o acréscimo gradativo do sal não implicará aumento da sopa. Ao contrário,
cada vez que você acrescenta o sal e prova a sopa, a quantidade dela vai reduzindo.
Isso significa que cada vez que se introduz um insumo variável para aumento da
produção de determinado bem além de sua capacidade física, o resultado da
produção tende a diminuir.
Longo prazo
Quando o custo total médio se reduz com o aumento da produção, podemos dizer que
a empresa opera em economia de escala, o que significa que, em longo prazo, um
aumento na produção possibilita maior especialização da mão de obra, que passa a
trabalhar com custos operacionais menores. Por outro lado, se o custo total médio
aumenta com o crescimento da produção em longo prazo, podem surgir problemas na
equipe de administração para manter os custos baixos, gerando a
chamada deseconomias de escala.
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Os custos de uma firma são o reflexo de sua produção, considerando seu controle de
forma eficiente. Eles impactam diretamente no preço dos seus bens e serviços e,
consequentemente, na competitividade e na geração de valor para a organização.
Curiosidade
Imagine que você resolveu comprar um ingresso há uma semana para ir ao teatro
assistir ao show do seu artista favorito. Vamos supor que você não possa trocá-lo,
nem solicitar reembolso do show, nem vendê-lo a terceiros. No dia do espetáculo você
recebe um convite para levar sua família na casa do seu chefe para um jantar e ele faz
questão da sua presença. O que você faz? Leva a família para jantar na casa do
chefe, claro! E o gasto com o ingresso? Trata-se de um custo irrecuperável!
O custo oculto não é visível, mas afeta o resultado econômico. Ele está associado a
situações de perdas, falhas, esperas, defeitos, atrasos e desperdícios nos processos
produtivos.
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Tema 3
Estruturas de mercado
Você pode não perceber, mas as decisões que tomamos são influenciadas também
pela estrutura dos mercados. No caso da padaria, o cliente conta com outros
estabelecimentos que comercializam os mesmos produtos e podem optar por comprar
em outros locais a preços menores. Já com relação à energia elétrica, não é possível
fazer isso. Não existem várias empresas ofertando energia elétrica, então o mais
provável é que se tente reduzir o seu consumo para tentar equilibrar as contas.
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O termo “estrutura de mercado” designa a classificação do mercado de
acordo com suas características.
Voltando à questão da energia elétrica, se existe apenas uma firma ofertando esse
produto, certamente não há pressão que “empurre” os preços para baixo. Se houvesse
várias companhias de energia, elas iriam competir entre si para “empurrar” os preços
para mais perto possível dos seus custos, o que, com certeza, tornaria a conta de luz
bem mais barata.
O que temos, nesse caso da energia elétrica com relação à estrutura de mercado é
uma situação de monopólio ou mercado monopolista.
Monopólio
A estrutura da empresa monopolista lhe permite operar a custos mais baixos do que
qualquer outra, possibilitando produção em escala, o que acaba se tornando uma
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enorme barreira para a entrada de novos concorrentes. Existem empresas que
possuem o direito único de produzir bens, ou seja, contam com patentes protegidas ou
controlam o fornecimento de produtos com matérias-primas chave para a produção.
Além disso, há igualmente as empresas que também possuem tradição no mercado
na comercialização de determinado bem ou prestação de determinado serviço.
Curiosidade
A companhia de energia elétrica da sua cidade pertence a uma categoria diferenciada
de monopólio, sendo protegida pela legislação por fazer parte de um setor estratégico
da economia.
Concorrência perfeita
Exemplo
Um bom exemplo de concorrência perfeita são os vendedores de hortifrutigranjeiros.
Concorrência monopolista
Agora, vamos voltar aos pãezinhos e bolos. Se no seu bairro existem várias
panificadoras, já sabemos que o aumento desses itens na padaria da sua rua pode
fazer com que você passe a adquiri-los em outro estabelecimento próximo do local
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onde mora, comprar o pão perto do seu trabalho ou em uma padaria mais distante do
seu bairro, mas que faz um pão muito mais macio do que o que você costumava
comprar... Nesse caso, temos muitas empresas competindo entre si para conquistar
seus clientes, definindo uma estrutura de mercado de concorrência monopolística.
Oligopólio
1. Oligopólio concentrado
2. Oligopólio competitivo
Um pequeno número de empresas domina o setor com muitas empresas que não são
fortes o suficiente para se tornarem grandes, porém conseguem produzir bens
diferenciados.
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• Comportamento cooperativo: formação de grupos de produtores com o
poder de fixar preços e repartir cotas do mercado (cartéis perfeitos e cartéis
imperfeitos, fusões, controle acionário).
Vídeo
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Encerramento
Resumo da Unidade
Nesta unidade foram apresentadas a Lei da Demanda e a Lei da Oferta, com base nos
preços de mercado e nas quantidades desejadas pelo consumidor e pelo
produtor/fornecedor. A partir do estudo dessas duas forças — demanda e oferta —,
chegamos ao que denominamos equilíbrio de mercado, ou seja, quando fica igualada
a quantidade de bens que as pessoas querem comprar (demanda) e a quantidade que
os produtores querem oferecer (oferta) por um determinado preço.
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Além desse conhecimento que nos permitiu compreender um pouco mais sobre o
funcionamento dos mercados, foram estudados também os custos de produção a
partir da Teoria da Firma para entendermos como as empresas tomam decisões,
visando a maximização de seus lucros. No nosso último tema desta unidade
apresentamos, de forma breve, as estruturas de mercado existentes em nossa
economia.
Referências
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