Mateus
13:1 Naquele dia, saindo Jesus de casa, estava assentado junto ao
mar, 13:2 e muitas turbas reuniram-se perto dele, de modo que
entrou no barco para se assentar, e toda a turba permanecera de pé
na praia. 13:3 E lhes falou muitas {coisas} em parábolas, dizendo: Eis
que o semeador saiu a semear 13:4 e, ao semear, {uma parte} caiu à
beira do caminho, e vieram as aves e as comeram. 13:5 Outra
{parte} caiu sobre {solo} pedregoso, onde não havia muita terra, e
brotou imediatamente, por não haver profundidade de terra. 13:6
Raiando o sol, foi crestada e, por não ter raiz, ressecou-se. 13:7 Outra
{parte} caiu sobre espinheiros; os espinheiros subiram e as
sufocaram. 13:8 Outra {parte} caiu sobre terra boa e dava fruto: uma
cem, outra sessenta e outra trinta. 13:9 Quem tem ouvidos, ouça!
Lucas
8:4 Reunindo-se uma numerosa turba, que vinha de cada cidade até
ele, disse por parábola: 8:5 Saiu o semeador a semear sua semente.
E, ao semear, {uma parte} caiu à beira do caminho e foi pisoteada;
as aves do céu as comeram. 8:6 Outra {parte} caiu sobre a rocha; ao
germinar, ressecou-se, por não ter umidade. 8:7 Outra {parte} caiu
no meio dos espinheiros e, germinando juntos, os espinheiros a
sufocaram. 8:8 Outra {parte} caiu sobre terra boa e, germinando,
produziu fruto ao cêntuplo. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
Marcos
4:1 Novamente começou a ensinar junto ao mar, e reúne-se junto
dele uma turba numerosíssima, de modo que entrou no barco, {que
estava} no mar, para se assentar, e toda a turba estava sobre a terra,
junto ao mar. 4:2 Ensinava-lhes muitas {coisas} em parábolas, e lhes
dizia no seu ensino: 4:3 Ouvi! Eis que o semeador saiu a semear. 4:4
E sucedeu que, ao semear, {uma parte} caiu à beira do caminho, e
vieram as aves e a comeram. 4:5 Outra {parte} caiu sobre {solo}
pedregoso, onde não havia muita terra, e brotou imediatamente, por
não haver profundidade de terra. 4:6 E quando raiou o sol, foi
crestada e, por não ter raiz, ressecou-se. 4:7 Outra {parte} caiu nos
espinheiros; os espinheiros subiram e a sufocaram; e não deu fruto.
4:8 Outra {parte} caiu em terra boa e dava fruto, que desponta e
cresce; um carregava trinta; outro, sessenta; e outro, cem. 4:9 E dizia:
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
A Vida Diária nos Tempos de Jesus - Henri Daniel Rops - Vida Nova
OS TRABALHADORES NOS CAMPOS
O solo da Palestina era razoavelmente fértil como já vimos, e de
modo geral bem cultivado. Na Judéia, as várias plantações ficavam
confinadas à parte inferior dos pequenos e estreitos vales, enquanto
as vertentes superiores e os planaltos ficavam para os pastos. Mas na
Galileia existiam mais mananciais e mais chuva, e o solo, que, de
qualquer modo, era melhor, se mostrava inteiramente coberto de
campos cuidadosamente plantados. As planícies judaicas,
particularmente aquelas que ficavam próximas ao lago, eram
chamadas de Jizreel, as plantações de Deus. A faixa ocidental, a
Sefelá, vinha produzindo excelente trigo e cevada cor de ouro desde
tempos imemoriais. Os camponeses judeus tinham muita prática em
preparar a terra contra a erosão, construindo terraças com muros de
pedra, como as vistas na Provença. Usavam esterco de ovelhas e
gado, espalhando-o nos campos e adubando as árvores frutíferas com
ele — a cuja operação o evangelho se refere na parábola da figueira
estéril.17 Como também já vimos,18 eles tiveram muita dificuldade
em resolver o problema da água, construindo uma verdadeira rede de
canais, reservatórios e diques através dos mananciais. Louvavam a
Deus por não serem forçados com frequência a "regar com os pés",
como haviam feito no Egito,19 isto é, com máquinas movidas com os
pés, nem a usar jumentos carregados de frascos de pele com água.
Mas as propriedades eram geralmente divididas em pequenos lotes
confusos, distanciados, o que exigia muitas viagens e portanto perda
de tempo, sem falar da perda de terra cultivável, que se transformava
em estradas e caminhos pedregosos.
A agricultura era respeitada entre os judeus, pelo menos na época de
Cristo, pois nos tempos primitivos os homens das estepes mostravam
o desprezo tradicional do nômade pelo camponês estabelecido. Isto
explica porque, no quarto capítulo de Gênesis, Abel era pastor e Caim
cultivava o solo. As coisas haviam porém mudado; e em qualquer
caso as Sagradas Escrituras tinham falado com tanta frequência do
milagre da planta que brota da terra para produzir fruto e ser colhida,
que o camponês, como instrumento humano da generosidade divina,
não podia ser desprezado — longe disso. E em tempo algum se fazia
notar a insensata superioridade do moderno homem da cidade em
relação ao ''simples camponês", Quando os evangelhos falam do
agricultor, do semeador, do trabalhador na vinha, eles o fazem num
tom que reconhece o seu valor, de um modo que é mais facilmente
sentido que definido.
O trabalho na terra é uma das atividades que pouco se modificou no
correr dos séculos. Até a bastante recente introdução do trator, o felá
da Palestina arava, semeava e debulhava como o fazia no tempo de
Cristo. Existem ainda muitos pontos em que não houve modificação.
No que se refere a pequenas áreas, tais como nas hortas, eles
cavavam o solo com uma pá e uma enxada: os arqueólogos
encontraram exemplos dessas ferramentas. A enxada era na verdade
a ferramenta proverbial, ideal; Isaías não chegou a falar de uma
época em que as espadas se transformariam em enxadas?20 Nos
campos, a terra era aberta com um arado, do tipo primitivo, sem
rodas, como se pode ver ainda na Palestina, consistindo de um
segador de madeira curva com a extremidade inferior pontiaguda
ligada a uma relha de ferro. O segador era preso à parte de baixo do
arado por uma peça de madeira, e essa parte à barra principal por
uma tira de couro. 0 instrumento é modesto e raspa a terra em lugar
de escavá-la. O arado geralmente era puxado por bois, e menos
frequentemente por jumentos ou camelos. A Lei, em seu cuidado
pelos animais, declarava: "Não lavrarás com junta de boi e
jumento".21 Possuir uma junta de bois, um jugo, era o sonho de todo
camponês judeu. "Pela força do boi há abundância de colheitas'1 dizia
o Provérbio.22 O homem convidado para a festa na parábola,23
achou perfeitamente natural recusar o convite, pois afirmou:
"Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las". O lavrador
segurava na mão direita o varal da segadeira e na esquerda o dorban,
o aguilhão usado para dirigir os animais e quebrar os torrões. Uma
vez posta a mão no arado, ele tinha de manter-se olhando sempre
para a frente sem voltar os olhos para trás, como observa o Senhor.24
Era um trabalho pesado e embora não arassem até a queda das
primeiras chuvas, mesmo assim a terra se apresentava dura e
pedregosa, e a lâmina do arado embotada pelos cardos guinchava e
rangia contra ela. O lavrador não iniciava sua tarefa sem primeiro
orar: "Senhor, a minha parte é vermelha, a tua é verde; nós aramos,
mas és Tu que dás a colheita".25 Vermelha, pois a boa terra cutivável
da Palestina é de um vermelho quente e profundo sob o céu brilhante.
Uma vez bem trabalhado o campo (o que requeria com frequência
várias passagens do arado), eles passavam o rasteio (a grade) e
então semeavam.26 Isto se fazia geralmente no mês de Tisri
(outubro) ou em alguma outra época durante o inverno, mas havia
também colheitas de primavera semeadas em Adar (março). Muitos
se contentavam em semear às mancheias, com aquele conhecido
"movimento augusto" da mão, mas os mais cuidadosos se curvavam
para colocar as sementes nos sulcos, especialmente no caso do trigo,
para que não se perdessem entre as pedras e espinhos como diz a
parábola.
Próximo da Festa da Páscoa, os campos branquejavam para a ceifa,
nas palavras de João,27 e foi em abril que os apóstolos encontraram e
comeram espigas de milho.28 A colheita começava com a cevada e
um mês depois vinha a do trigo. Não havia segadeiras e a colheita
(como mencionado no evangelho de Marcos na parábola da terra que
frutifica por si mesma29) era feita com uma foice, sendo que algumas
tinham lâminas chanfradas e outras eram simples, mas nenhuma
demasiado curva. A Lei dava aos pobres o direito de respigar (basta
lembrar do lindo Livro de Rute) e até mesmo recolher feixes
esquecidos;31 ela estabelecia também que os cantos dos campos não
deviam ser ceifados, mas deixados para os necessitados.32 Os feixes
eram empilhados próximo às casas, e o povo se aproveitava dos dias
bons para joeirar. Para isto eles espalhavam os grãos sobre o goren,
um terreiro feito de terra batida e localizado fora da vila mas perto
dela, se possível num lugar alto que recebesse vento, e passavam
sobre eles o descascador ou debulhador. Este era feito com uma
tábua com pontas e um homem podia ficar de pé em cima dele para
torná-lo mais pesado: os bois que o puxavam pelo terreiro não
deviam ser amordaçados, pois tinham o direito de partilhar da
colheita.33 A seguir o terreiro ficava coberto de uma mistura de palha
cortada, cascas e grãos, formando uma massa dourada e esse
mesmo quadro podia ser visto através de toda a Terra Santa,
brilhando à distância. Chegava então o momento de selecionar: os
homens, armados com grandes garfos de madeira de três dentes (o
forcado), jogavam a mistura para o alto para que o vento fizesse a
separação. O grão caía imediatamente, a palha era levada para
longe. Mas, como diz Eclesiástico:34 não se podia joeirar com
qualquer vento: a brisa da manhã ou da noite, soprando do
Mediterrâneo, não ameaçava levar tudo embora, como o vento do
deserto certamente faria. Eles depois "limpavam completamente a
eira"35 e então empilhavam o grão nos depósitos (não havia celeiros
nem sótãos, em vista dos telhados planos) sendo tomadas as devidas
precauções contra roubos por parte de aves ou homens.
Todas essas tarefas exigiam trabalho e cuidado. E que negócio
arriscado! O vento do deserto podia secar as plantas novas; a
quantidade de chuva podia ser insuficiente. 0 joio invadia facilmente
os campos de trigo, pois não se podia distinguir entre um e outro
enquanto estavam crescendo. As sementes de joio misturadas com as
do trigo faziam mal a quem as comia; e por mais cuidado que se
tivesse com a limpeza das sementes e a semeadura, algum perverso
podia sempre espalhar sementes de joio no campo, como diz a
parábola.36 Era também possível que uma nuvem de gafanhotos
surgisse, e essas criaturas vorazes, toneladas delas, não deixariam de
pé um ramo verde sequer. Se fosse porém da vontade de Deus, a
colheita podia ser boa: nem todas as sementes produziriam "a cento
por um" como na parábola, mas dez ou vinte hastes para cada planta
seriam perfeitamente satisfatórias; e o rabino José fala de cinco
medidas modestas de grão para cada semente.37 Esta deve ter sido
a média de produção na Judéia.
A aradura, semeadura e colheita não constituíam, no entanto, todo o
trabalho camponês. A economia palestina era algo primitiva e cada
fazenda tendia a produzir tudo o de que precisava. Eles tinham uma
horta e três ou quatro ovelhas para a lã da família, sendo que as
mulheres geralmente cuidavam de ambas. A mais pobre família
camponesa possuía algumas videiras, tendo então uvas; sendo que
algumas podiam ser vistas nas cidades, crescendo nos pátios. Mas
havia também vinhas autênticas, em larga escala, e essas eram
providas de torres de vigia, como as construídas pelos pastores. Figos
e outras árvores frutíferas e até mesmo oliveiras, eram plantadas nas
vinhas, a fim de que as videiras subissem nelas e trepassem de
árvore em árvore; mas havia algumas que cresciam ao nível do chão.
A poda como a conhecemos era praticamente desconhecida;
desbastavam um pouco após a floração, mas isso era tudo. Em todo
caso não mimavam de modo algum a videira: ela crescia muito bem
no solo e no clima da Palestina, e no máximo era mantida limpa de
ervas daninhas. A expressão "ficar debaixo da videira e da figueira"
se referia ao prazer de não fazer absolutamente nada. 0 verdadeiro
trabalho na vinha começava na época da vindima, mas tratava-se de
uma tarefa feita com grande entusiasmo. 0 tempo era excelente e o
povo acampava em meio às videiras; os colhedores, armados com
pequenas facas curvas, cortavam os cachos pesados e cantavam e
riam enquanto desempenhavam sua tarefa. Os jovens levavam os
cestos cheios para o lagar da vila, onde as uvas eram lançadas no
tanque — não um tanque muito grande, apenas 2m X 2m —e pisadas
pelos trabalhadores descalços ao som de canções e bater de palmas.
0 cheiro intoxicante do vinho novo virava muitas cabeças.
0 trabalho no campo não parava: era preciso recolher também os
figos, secá-los ao sol e comprimi-los em bolos que toda casa
precisava ter. Duas vezes por ano as oliveiras tinham de ser batidas
com varas longas, a primeira com o intuito de ver se as azeitonas
estavam no ponto e a segunda para derrubá-las. Uma vez no chão, as
azeitonas maduras precisavam ser colhidas (joelheiras eram usadas
neste trabalho) e esmagadas na prensa especial, seja nas de tipo
grande em que um jumento girava a pedra, ou em casa, onde as
mulheres faziam o trabalho. Alguns distritos tinham colheitas
especiais: por exemplo, em Jericó, aquele maravilhoso oásis suspenso
sobre o Jordão, havia tamareiras; seu cultivo exigia grande cuidado e
alguma habilidade acrobática para a sua fertilização, mas as frutas
vendiam muito bem. A Galileia produzia o linho, que podia ser
considerado como a única safra industrial da Terra Santa: na
primavera suas flores azul-celeste cobriam imensas áreas. Os
camponeses as arrancavam e vendiam secas removendo as folhas e
as sementes, mas a maceração e espadelagem eram obra de um
artesão especializado.
Tudo computado, a vida do campo era boa ou penosa? É bem
provável que ficasse entre as duas, um meio-termo feliz. Eles não
trabalhavam demasiado. No oriente ninguém jamais trabalhou
excessivamente, exceto os escravos e os condenados. 0 homem
comum ficava satisfeito em ter o seu sustento — se podia ganhar
honestamente o seu pão de cada dia isso lhe bastava. Nos dias de
Cristo a crise econômica que se tornaria tão grave entre os anos 30 e
70 mal tinha começado, e ela não afetou o camponês comum. É certo
que havia uma grande diferença entre o padrão de vida de um grande
proprietário de terras cujos bens eram administrados por um capataz
e o do homem que trabalhava ele mesmo seu pedaço de terra; mas
embora muitos dos habitantes da zona rural fossem pobres, a
pobreza total era uma exceção.38 A terra santa dada por Deus ao seu
povo os mantinha adequadamente. "Tu visitas a terra e a regas; tu a
enriqueces abundantemente ... os campos cobrem-se de rebanho, e
os vales vestem-se de espigas: exultam de alegria e cantam",39
cantou o salmista, e todos os judeus estavam prontos a ecoar suas
palavras.
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semeadura é divulgação
parábola tem origem no paraballein
para = ao lado
ballein = colocar, jogar
colocar ao lado
algo é colocado ao lado de outra para servir de comparação
primeiro elemento conhecido
segundo elemento desconhecido
mashal abarca muito mais elementos
é uma ferramenta didática
para fazer conhecimentos espirituais serem compreendidos
anedota, contos, metáforas, encenações proféticas
é o enigma/charada exposta de várias formas
para o discípulo permanecer em postura meditativa
ficavam horas e dias focados, meditando, digerindo o ensinamento
**********************
interpretar é se debruçar sobre a mensagem para aprender com ela
Jesus falava por parábolas, era uma prática comum
é provável que ele tenha repetido diversas vezes
e isso ficou gravado, por isso foi transcrito para os evangelhos
era construídas de forma compacta
histórias curtas e poderosas para serem memorizadas
texto cheio de símbolos/metáforas/mashal
a maioria foi contada para dar uma resposta
importante analisar o contexto
ex. parábola do filho pródigo
só o contexto nos faz enxergar que há 3 filhos
e quem eles representam
publicanos/prostitutas; fariseus e o Cristo (o filho oculto)
Jesus introduz elementos que não fazem parte da cultura
para chocar e chamar a atenção
- herança de pai vivo
- ancião que sai correndo
- pai que beija filho repetidamente no rosto
isso é característica da literatura hebraica
semeador
contexto em que Jesus envia os discípulos
o choque: semeador descuidado
primeiro limpa a terra, passa o arado e depois semeia
a semeadura espiritual é paradoxal
não segue a ordem agrícola
os recursos caem igualmente, mas o aproveitamento depende do
terreno
1) cada um absorve o que dá conta
2) ser intermediário das sementes divinas é o segredo da felicidade
nos somos um misto de terrenos
algumas sementes já deixamos germinar
outras não
fala de raízes e superficialidade
falar sobre a semeadura técnica e a semeadura em mancheia
as duas ajudam a compreender a parábola
a técnica ajuda no choque, para chamar atenção
a mancheia é a realidade da semeadura espiritual
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290. — Poder-se-á reconhecer nas parábolas de Jesus a expressão
fenomênica das palavras, guardando a eterna vibração de seu
sentimento nos ensinos?
— Sim. As parábolas do Evangelho são como as sementes divinas que
desabrochariam, mais tarde, em árvores de misericórdia e de
sabedoria para a Humanidade.
O Consolador
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pao nosso o arado
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Cairbar Schutel - Parábolas e Ensinos de Jesus
A Parábola do Semeador é a parábola das parábolas: sintetiza os
caracteres predominantes em todas as almas, ao mesmo tempo que
nos ensina a distingui-las pela boa ou má vontade com que recebem
as novas espirituais.
A terra que recebe as sementes, representa o estado intelectual e
moral de cada um: “beira do caminho, pedregal, espinhal e terra
boa".
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Bíblia do Peregrino
A comparação é vegetal, para mostrar de forma global a vitalidade do
anúncio evangélico, condicionado pelo modo de receber. Da parte de
Jesus, é bom; da parte dos ouvintes é responsabilidade.
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Tudo que o Cristo fez/disse teve uma perspectiva educacional