SETEMBRO DE 2025
1. INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA
Informática pode ser considerada como “informação automática”, ou seja, utilização de
métodos e técnicas no tratamento automático da informação, para tal, é preciso uma
ferramenta auxiliar: o computador.
A informática actualmente está intimamente ligada ao ser humano, seja em casa, no trabalho
ou na escola. A evolução tecnológica vivida por nossa sociedade tem evidenciado o valor da
informação. No nosso quotidiano realiza-se varias tarefas que apoiam-se na informática (um
telefonema, uma transacção bancaria, etc.). Muitas vezes lidamos com a tecnologia do
computador sem nos darmos conta: ao usar o microondas, ao ligar o videocassete, tudo isso
sem sair de casa.
Ao circularmos no trânsito de grandes cidades nos deparamos com semáforos, sistemas de
segurança de empresas que visitamos, lá está a informática de novo, assim como nos controles
de aviões, na produção de energia eléctrica, na industrialização de roupas e alimentos, etc. No
mundo moderno, portanto, é inevitável o contacto com o computador. Por isso, todas as
pessoas precisam aprender a lidar com a informática mais cedo ou mais tarde. E você, que
está iniciando agora, precisa conhecer a história do computador, entender correctamente sua
arquitectura e seu funcionamento para poder aproveitar toda a capacidade desta área que é
imensamente vasta e repleta de novidades.
1.1 Surgimento e evolução da informática
A origem da informática reside em estudos matemáticos que a partir de uma determinada
altura passaram a poder ser sustentados pela tecnologia. Sendo assim, a evolução da
informática é de extrema importância para compreender e analisar o seu impacto na sociedade
actual.
1.1.1 Primórdios
A Humanidade tem utilizado dispositivos mecânicos e posteriormente electrónicos para
auxiliar a computação a milénios. Um exemplo é o dispositivo para estabelecer a igualdade
pelo peso: as clássicas balanças, posteriormente utilizadas para simbolizar a igualdade na
justiça. Um dispositivo mais orientado à aritmética é o ábaco que tem origem no Extremo
Oriente há cerca de 5000 anos. Em 1623 Wilhelm Schickard construiu a primeira
calculadora mecânica e assim, tornou-se o pai da era da computação. A máquina calculadora
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construída por Blaise Pascal (a Pascalina, 1640) realizava apenas adição e subtracção, e as
demais operações só podiam ser realizadas mediante a combinação dessas duas primeiras, e
Gottfried Wilhelm von Leibniz em 1670 inventou uma máquina muito parecida com a
Pascalina, mas que em contra partida efectuava cálculos de multiplicação e divisão, tornando-
se assim a antecessora directa das calculadoras manuais.
Figura 1: Ábaco, Pascalina.
Em 1801, na França, durante a Revolução Industrial, Joseph Marie Jacquard, mecânico
francês, inventou um tear mecânico controlado por grandes cartões perfurados, sua máquina era
capaz de produzir tecidos com desenhos bonitos e intrincados.
Figura 2: Tear mecânico de Jacquard
Charles Babbage, um professor de matemática de Cambridge desenvolveu uma máquina de
calcular onde a forma de calcular pudesse ser controlado por cartões, essa máquina foi chamada
Máquina Diferencial em 1822, que permitia fazer cálculos como funções trigonométricas e
logarítmicas. A sua outra invenção foi o Calculador Analítico, ou também conhecido como
Engenho Analítico, que concedeu a este brilhante matemático inglês o título de “pai do
computador”. Foi com ele que o computador moderno começou a ganhar forma,
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através de seu trabalho no engenho analítico. A máquina apesar de nunca ter sido construída com
sucesso possuía todas as funcionalidades do computador moderno. Foi descrito originalmente em
1835, mais de um século antes que qualquer máquina do género tivesse sido construída com
sucesso. O grande diferencial de Babbage era o facto de que sua máquina foi projectada para ser
programável, ponto imprescindível para qualquer computador moderno.
Figura 3:Engenho Analítico de Babbage
Babbage idealizou a primeira máquina de impressão, que imprimiria os resultados dos cálculos,
contidos nos registadores. Mas infelizmente por falta de fundos Babbage não conclui os seus
projectos. Actualmente, partes de suas máquinas podem ser vistas no Museu Britânico, que
também construiu uma versão completa, utilizando as técnicas disponíveis na época. A
matemática Ada Lovelace publicou os primeiros programas de computador em uma série de
notas para o engenho analítico, durante a sua colaboração no projecto de Babbage. O que lhe
rendeu o título de “mãe ou pioneira da programação”, por ser a primeira programadora da
história.
Em 1890 o censo dos Estados Unidos utilizou cartões perfurados e máquinas de ordenação
desenhadas por Herman Hollerith para controlar os dados do censo da década conforme
previsto na constituição. O sucesso desta invenção foi tanta que Hollerith, em 1896 fundou uma
companhia para a produção em série do seu invento, chamada TMC (Tabulation Machine
Company), vindo esta a se associar em 1914 com duas outras pequenas empresas formando a
Computing Tabulation Recording Company (CTRC), tornando-se em 1924 na tão conhecida
IBM (Internacional Business Machine Corporation).
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1.1.2 Gerações de computador
A era da computação moderna começou com uma corrida de desenvolvimento antes e durante a
Segunda guerra mundial, com circuitos electrónicos, relés, capacitores e válvulas substituindo
seus equivalentes mecânicos e o cálculo digital substituindo o cálculo analógico. Os
computadores projectados e construídos nesta época foram chamados computadores de primeira
geração.
PRIMEIRA GERAÇÃO (1940-1954): Estes computadores eram normalmente
construídos manualmente usando válvulas electrónicas, quilómetros de fios, eram lentos
(com velocidade de processamento na ordem de milissegundos), enormes e aqueciam
muito. Como exemplo de computadores desta época temos: o Z3 (1941), COLOSSUS
(1943), ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer), frequentemente
chamado o primeiro computador electrónico de propósito geral (1941-1945).
Alguns dos contribuidores desta época: Konrad Zuse, Claude Shannon, Von Neumann,
John Vincent Atanasoff, Clifford E. Berry, Alan Turing, Tommy Flowers, George Stibitz,
John Mauchly, J. Presper Eckert.
Figura 4: ENIAC, Z3 de Zuse, Válvula electrónica
O grande passo seguinte na história da computação foi a invenção do transístor em 1957. Ele
substituiu as frágeis válvulas, que ainda eram maiores e gastavam mais energia, além de serem
menos confiáveis. Computadores transistorizados são normalmente referidos como
computadores da segunda geração.
SEGUNDA GERAÇÃO (1955-1962): Os transístores e placas de circuito impresso tornou os
computadores mais rápidos (processamento na ordem de microssegundos), menores em tamanho em
relação aos da 1ª Geração e de baixo custo, mas ainda só eram utilizados principalmente em
universidades, órgãos públicos e grandes empresas. Como exemplo de computadores dessa geração
temos: o 1º computador transistorizado TRADIC feito pela Bell Laboratories em 1955, o PDP-8 lançado
pela DEC em 1964 destinada a técnicos e laboratórios de pesquisa.
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Contribuidores desta época: Maurice Wilkes, IBM (Internacional Business Machine Corporation), DEC
Figura 5: PDP-8, Transístor
TERCEIRA GERAÇÃO (1963- 1969): A explosão do uso dos computadores começou
com esta geração. Onde estes se baseavam na invenção independente do circuito
integrado (ou chip) por Jack St. Claire Kilby e Robert Noyce, que posteriormente levou à
invenção do microprocessador por Ted Hoff da Intel. O circuito integrado permitiu a
substituição de transístores numa única peça de silício, proporcionando maior
compactação, redução dos custos, redução ainda mais do tamanho das máquinas e
velocidade de processamento na ordem de nanosegundos. Tem início a utilização de
avançados sistemas operacionais, acontece a evolução de tecnologia de pequena escala de
integração (SSI) para média escala de integração (MSI), na qual dezenas de transístores
podiam ser integradas no circuito de uma única pastilha, e surgem os discos magnéticos,
que são dispositivos de armazenamentos superiores em capacidade e velocidade de
acesso aos dados do que as fitas magnéticas.
Os principais representantes dessa geração são o DEC PDP-11, o IBM 360.
Alguns dos contribuidores desta época: Jack St.C. Kilby, Robert Noyce, Ted Hoff, IBM, DEC
Figura 6: PDP-11 da DEC, IBM 360, Chip
QUARTA GERAÇÃO (1970-1984): começa em 1971 com o surgimento do
microprocessador Intel 4004, seguido em 1984 com a Apple Macintosh, um
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computador voltado para o uso pessoal, cujas características inovadoras incluíam:
compatibilidade, o disco óptico, processadores baseados na família Intel, sistema
operacional gráfico Unix, mouse e a unidade de disquete de 3,5, processamento na ordem
de picossegundo. A diferença com a geração anterior é a característica de poder aumentar
a capacidade ou potência do hardware substituindo apenas algumas peças, e não a
máquina toda.
William (Bill) Gates e Paul Allen em 1975 inauguram a Microsoft, comercializando os primeiros
softwares para microcomputadores adaptados da linguagem de programação Basic, o M-Basic. E
finalmente em 1981 a IBM resolve entrar no mercado de microcomputadores com o IBP-PC.
Figura 7: Apple Macintoshi, Microprocessador
É nesta geração que aconteceu a migração das grandes escalas de integração (LSI) para a muito
grande escala de integração (VLSI). E foi criada a linguagem de programação C, que facilitaria a
criação de novas soluções em software a partir deste momento.
São exemplos de destaque dessa época: o Altair 8800, considerado o primeiro microcomputador
padrão mundial de uso pessoal, a série Intel de chips torna-se o padrão de mercado (8086, 8088,
80286, 80386, 80486), a IBM adopta o chip Intel para o seu PC Compatible (computador Pessoal
Compatível com hardwares Abertos) e o sistema operacional MS-DOS da Microsoft, dando
inicio a era da microinformática.
A QUINTA GERAÇÃO (1985 até aos nossos dias): é caracterizada principalmente
pela afirmação da teleinformática, a convergência entre informática e telecomunicações,
além de caracterizar o momento de migração para as ultras grandes escalas de integração
(ULSI). Os computadores passam a ser objectos de utilização quotidiana. A Internet se
populariza, o uso de GUI (Graphical User Interface) passa a ser uma exigência do
mercado. Surgem o Intel Pentium, o processamento em paralelo dos supercomputadores
passa a ser alvo de generalizações para os computadores pessoais, surgem as memórias
DIMM. O pesquisador da Intel, Moore, lança sua célebre frase: a quantidade de
transístores dobra a cada 18 meses. Até a presente data essa frase tem-se comprovado
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verdadeira, desde 1970 que a quantidade de transístores nos circuitos integrados tem
aumentado de acordo a previsão de Moore estimulando desta forma o crescimento das
empresas de informática.
Alguns historiadores afirmam existir uma Sexta geração, que começaria em 2005 com a
comercialização do primeiro computador quântico, entretanto até a presente data essa informação
ainda não foi consolidada no meio académico, sendo de momento uma tendência futura.
Gerações de Período Componentes mais Unidade de medida
computadores (aproximado) importantes das operações
1ª Geração 1940 - 1955 Válvulas Milissegundos
2ª Geração 1955 - 1962 Transístores Microssegund
o
3ª Geração 1963 - 1969 Circuitos integrados Nanossegund
(Chips) o
4ª Geração 1970 - 1984 Microprocessadores Picossegundo
Inteligência artificial
5ª Geração 1985 - Até os e computadores
dias actuais quânticos
Tabela 1: Resumo das gerações de computadores
2. Conceitos informáticos básicos
2.1.1 Informática
A ciência do tratamento lógico de conjunto de dados que utiliza um conjunto de técnicas e
equipamentos que possibilitam a sua transformação em informação (Processamento) e
consequentemente armazenamento e transmissão, chama-se Informática.
Ao analisarmos esta definição encontramos alguns conceitos fundamentais em informática que
são:
Dados: são conjuntos de informações em bruto que através de determinados processos realizados
por um dos programas instalados no computador se transformam em informação.
Ex.: Digitalização de um documento.
Processamento: é o conjunto de operações lógicas e aritméticas que são aplicadas de forma
automática sobre os conjuntos de dados com o auxílio de equipamentos informáticos.
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Informação: é o conjunto de resultados que são obtidos após um processamento.
Para o tratamento dos dados e consequentemente utilização das informações a informática utiliza
um conjunto de equipamentos dos quais o mais comum e conhecido é o computador.
Em 1967 a Academia francesa definiu que a “Informática é a ciência do tratamento racional
da informação através de máquinas automáticas, considerado como suporte de
conhecimentos e de comunicação nos domínios técnico, económico e social”.
Deve-se a Philippe Dreyfus a introdução da palavra “Informática” em 1962. Em português a
palavra é construída a partir de duas palavras: “INFORmação + AutoMÁTICA =
INFORMÁTICA”.
A informática não é mais do que o tratamento da informação por meios automáticos tendo como
suporte básico o computador.
2.1.2 Computador.
A definição tradicional de um computador é que ele é uma máquina que tem memória, disco duro
(HD), processador (CPU), dispositivos de entradas e saídas de informação.
Mas actualmente, esta definição está ultrapassada. Especialistas na área da informática dizem
que uma máquina não precisa ser eléctrica, nem ter um processador, nem RAM e nem mesmo
um disco duro para ser considerado como computador. Eles definem o “computador como um
equipamento ou dispositivo capaz de manipular lógica e matematicamente os dados,
armazenar, e imprimir as informações”.
Simplificadamente, definimos um computador como sendo uma máquina que trabalha (processa)
informação (dados).
O computador esta dividida em duas partes que são:
Hardware: é a parte física da máquina ( as peças)
Software: é a parte lógica da máquina ( os programas).
2.1.3 Tipos de Computadores segundo o tamanho
Quanto ao tamanho eles classificam-se em:
Computadores de grande porte, dividem-se em:
o Supercomputers: são os computadores de maiores dimensões e capacidade que actualmente a
tecnologia consegue fabricar, e existem quase só em grandes instituições de investigação
científica.
o Mainframes: são computadores grandes, poderosos e caros. Sistema multi-uso (usado por
muitas pessoas ao mesmo tempo). É usado para processar um volume elevado de dados. Os
mainframes mais poderosos são chamados de Supercomputers (Supercomputadores).
Computadores de médio porte, dividem-se em:
o Minicomputadores: usado como Mainframes. Não é tão grande, poderoso ou caro como os
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Mainframes. Actualmente são pouco comuns devido ao melhoramento dos microcomputadores.
o Workstations (Estações de trabalho): são os computadores que estão a substituir os
minicomputadores, eles são um pouco maior que os microcomputadores, normalmente bastante
caros e também com maiores capacidades de processamento.
Computadores de pequeno porte, dividem-se em:
o Microcomputadores ou computadores pessoais (PC): o tipo de computador mais comum
actualmente. Mais pequenos, mais baratos e menos poderosos que os Mainframes e os
minicomputadores.
o Computadores portáteis: são computadores pequenos, leves e de fácil transporte em relação
aos outros. Actualmente são divididos em quatro tipos que são:
Laptop: tem quase o tamanho de uma máquina de dactilografar. Hoje em dia são pouco comuns
porque existem computadores mais pequenos e menos pesados que eles.
Notebook: tem quase o tamanho de um pedaço de papel A4. É o portátil mais comum
actualmente.
Subnotebook: não é tão grande como os notebooks, podem servir perfeitamente no bolso de um
casaco.
Handheld ou Palmtop: pequeno o suficiente para servir na palma de uma das mãos, não é fácil
de digitar (escrever) nele por causa do seu tamanho. É frequentemente usado como Agenda
pessoal.
Figura 8: Mainframes, Minicomputador,
Microcomputador, Laptop, Notebook,
Subnotebook, Handheld
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2.2 Sistema Informático
Sistema informático (SI) é a expressão utilizada para descrever um sistema automatizado (que
também pode ser denominado como Sistema de Informação Computadorizada) que abrange
pessoas, máquinas, e métodos organizados para colectar, processar, transmitir e disseminar dados
que representam informação para o usuário ou cliente.
Um sistema informático possui vários elementos inter-relacionados que colectam (entrada),
manipulam e armazenam (processo), disseminam (saída) os dados e informações e fornecem um
mecanismo de feedback.
Para a existência de um sistema informático, faz-se necessário três componentes, são eles:
PEOPLEWARE: pessoa que utiliza o hardware e o software, inserindo ou retirando informações
do sistema.
HARDWARE: é a parte física do computador, ou seja, são os vários componentes que compõe o
computador. Ex.: teclado, rato, unidade de sistema, monitor, etc.
SOFTWARE: é a parte lógica do computador, ou seja, são os programas que permitem que o
computador funcione. Ex.: Os Sistemas Operativos (SO), o pacote Microsoft Office, o Adobe Reader,
o MpcStar, o Windows Media Player, etc.
Portanto para um perfeito funcionamento deste sistema, todos os componentes devem caminhar em
perfeita harmonia.
Programa é uma sequência de instruções escritas numa linguagem compreensível pela máquina.
Sistema Operativo (Operation System- OS) é o software responsável pela criação do ambiente de
trabalho da máquina. Consiste na camada intermediária entre os aplicativos (programas) e o hardware
da máquina. É o interpretador básico de comandos, e é a interface pela qual o usuário tem acesso aos
recursos que o hardware e os outros programas oferecem. Ex.: Windows7 (Microsoft), Ubuntu
(Linux), Mac OS X (Apple), SunOS (Solaris)
2.2.1 Funcionamento de um Computador
Figura 9: Esquema de funcionamento do computador
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Basicamente, o funcionamento de um computador pode ser descrito da seguinte forma:
Os dados são inseridos através de um ou mais dispositivos de entrada, e são orientados para a
unidade central de processamento (CPU-Central Processing Unit) aonde são processados, e daí,
os resultados são encaminhados para o dispositivo de saída.
2.2.2 Periféricos de Entrada e de Saída (Input/Output – I/O)
a) Periférico de entrada (Input): é todo dispositivo que se liga ao computador para inserir dados.
Como exemplo temos: teclado, rato, scanner, microfone, etc.
Figura 10: Teclado, Rato, Scanner, Microfone
O Teclado (Keyboard)
O Teclado é o periférico de entrado mais utilizado para introdução de dados para o computador.
Os teclados actuais seguem um padrão (standard) mundial que regula que eles tenham entre 101
à 105 teclas, e estão subdivididas em:
Teclas de função (F1, F2, F3, ..., F12)
TECLAS DE ACÇÕES ESPECIAIS (ENTER, CTRL, SHIFT, DELETE, Teclas do cursor
CAPSLOCK, TAB, ALTGR, ESC, NUMLOCK, PRINT SCREEN)
(setas)
O Rato
O rato foi um dos periféricos de entrada mais divulgados com o aparecimento dos programas em
ambiente gráfico. É um dispositivo de entrada que permite navegar pelo ecrã e realizar acções.
Normalmente têm de 2 à 3 botões:
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Botão Esquerdo Botão Direito
Scroll
b) Periférico de saída (Output): é todo dispositivo que se liga ao computador para que este
apresente os dados de saída (informação) resultante do processamento. Como exemplo temos:
monitor, impressora, datashow, colunas, etc.
Figura 11: Monitor, Impressora, Colunas
Impressora
Converte informação em formato digital para papel. Na realidade, a grande maioria das tarefas
realizadas com o auxílio de equipamentos informáticos, e respectivos programas, tem como
objectivo final o output em papel.
Monitores
Periféricos utilizados para a visualização dos resultados do processamento de dados,
informações. A dimensão dos ecrãs (monitores) é medido atraves do comprimento da diagonal
em polegadas: 14, 17, 19 e 21 polegadas.
Figura 12: Medição de ecrã do monitor
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2.2.3 Componentes de um computador
Se utilizar um computador de secretária, é provável que já saiba que não existe um só
componente chamado "computador". Na realidade, um computador é um sistema que consiste
em vários componentes que trabalham em conjunto. Os componentes físicos, que pode ver e
tocar, são colectivamente chamados hardware, por outro lado, o software refere-se às instruções,
ou programas, que comandam o hardware.
A ilustração seguinte mostra o hardware mais comum presente num sistema informático de
secretária. Um computador portátil tem componentes semelhantes, mas combina-os num sistema
de dimensões reduzidas.
Figura 13: componentes de um PC
Unidade de sistema
A unidade de sistema é o núcleo de um sistema informático. Normalmente, trata-se de uma caixa
rectangular colocada em cima ou em baixo da sua secretária. No interior desta caixa encontram-
se vários componentes electrónicos que processam informações. O mais importante destes
componentes é a CPU ou microprocessador. Outro componente é a RAM (Random Access
Memory), que armazena temporariamente as informações utilizadas pela CPU enquanto o
computador está ligado. Praticamente todos os outros componentes do computador estão ligados
por cabos à placa mãe (Mother board). Os cabos encontram-se ligados a portas (aberturas)
específicas, que se encontram normalmente na parte posterior da unidade de sistema. O hardware
que não faz parte da placa mãe é, por vezes, chamado dispositivo periférico ou apenas
dispositivo.
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o Processador do computador (CPU) é a parte principal do computador, por isso é considerado
como o cérebro do computador, ele é responsável pelos cálculos, execução de tarefas e
processamento de dados, ele determina a velocidade que o computador executa as tarefas ou
processa dados.
Figura 14: CPU
o Memória RAM (Random Access Memory): constituída por chips que armazenam
temporariamente as instruções do software com que o processador funciona, bem como os dados
que o utilizador introduz e manipula, etc.
Figura 15: Memória RAM
OBS.: Os componentes físicos mais importantes para o funcionamento de um computador são:
Teclado, Rato, Unidade de Sistema e Monitor.
Um computador não é constituído apenas por dispositivos físicos, para que esses dispositivos
possam realizar algo de útil torna-se necessário a intervenção de um outro componente, esta já
não física, mas de natureza lógica. O software divide-se em duas camadas principais, que são:
Software de sistema (cujo elemento mais importante é o Sistema Operativo (SO)), desempenha
a função fundamental de servir de intermediário (interface) entre o hardware e o utilizador e os
seus programas de aplicação;
Software de aplicação, engloba todos os programas de computador que permitem efectuar
tarefas de aplicação com interesse para o utilizador, tais como processadores de texto, folhas de
cálculo, reprodutores de músicas e vídeos, jogos, navegadores de internet, etc., estes programas
frequentemente são designados apenas por aplicações.
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2.3 Sistema Numérico do Computador (Sistema Binário)
Existem duas formas de representar uma informação: analógica (Sistema Decimal) ou digital
(Sistema Binário).
O sistema decimal permite armazenar ou representar qualquer informação na forma de uma
sequência infinita de valores (0,1, …, 9) e utiliza a base Dez (10). O exemplo mais típico de
armazenamento de dados no formato analógico é através das fitas ou cassetes magnéticas.
O sistema digital permite armazenar ou representar qualquer informação na forma de uma
sequência finita de valores (0 e 1) e utiliza a base Dois (2). Qualquer dado, seja ele um texto,
uma imagem, um programa será processado e armazenado na forma de uma grande sequência de
uns e zeros no computador. No sistema binário somente dois estados ou condições possíveis
podem existir: Off e On. O estado Off é chamado de zero lógicos e o estado On é chamado de
um lógico. Cada valor binário é chamado "bit", contracção de "binary digit" ou "dígito
binário".
2.3.1 Conversões.
Conversão de Decimal para Binário
A conversão de Decimal para Binário é feita através da divisão sucessiva do valor dado por Dois
(2) até que o resto seja Um (1), os valores que nos interessam são os restos de cada divisão por 2,
e a organização em Binário deve começar do resto da última divisão até ao resto da primeira
divisão.
Ex:
5610 = 111000
56 2 2 0 Término
Exercícios28
propostos:
2 0
7010; 1001014; 4810; 89
2 10; 5010;03710;
2510; 1910; 310; 25510
7 2 1
1 3 2 1 Começo
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Conversão de Binário para Decimal
A conversão de Binário para Decimal é feita com base a seguinte fórmula:
a1*bn-1 + a2*bn-2 + ∙∙∙ + an*bn-n
101001112
= 1*27 + 0*26 + 1*25 + 0*24 + 0*23 + 1*22 + 1*21 + 1*20
= 128 + 32 + 4 + 2 + 1
= 16710
Exercícios propostos:
1011012; 11110012; 111112; 01110112; 100110112; 110110112; 11110112; 110112; 102;
111111112
2.4 Unidades de Informação mais utilizadas
Unidade Equivalência
Bit (b): é a mais pequena unidade de 0 ou 1 = 1 bit
informação, 1001 = 4 bits
corresponde ao dígito 0 ou 1 do código binário.
Byte (B): é o conjunto de 8 bits, ou seja, de 8 bits = 1 Byte Angola = 6
qualquer bytes
combinação de oito "zeros" e "uns". Cada byte
é o equivalente a um carácter.
Kilobyte (KB) 1 KB = 210 = 1024 bytes
Megabyte (MB) 1 MB = 1024 Kilobytes
Gigabyte (GB) 1 GB = 1024 Megabytes
As unidades descritas acima são as mais utilizadas quando nos referimos à capacidade
dos computadores actuais. No entanto, existem muitas outras unidades, normalmente
usadas para
caracterizar sistemas que têm capacidades muito elevadas, como por exemplo:
Terabyte (TB) 1 TB = 1024 Gigabytes
Petabyte (PB) 1 PB = 1024 Terabytes
Exabyte (EB) 1EB = 1024 Petabytes
Também são usados os termos Kbit, Megabit e Gigabit, para representar conjuntos de 1024 bits.
Como um byte corresponde a 8 bits, 1 MB= 8 Mb e assim por diante. Estas unidades são mais
usadas nas transmissões de dados.
2.5 Classificação das memórias
As memórias podem ser classificados em:
Memória primária (principal ou central): é aquela que encontra-se em contacto directo
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com a CPU (Unidade Central de Processamento) através de um barramento ou canal de
dados, fornecendo-lhe as instruções e dados com que este opera e dele recebendo dados
resultantes do processamento. E ela subdivide em duas, que são:
Memórias ROM (Read Only Memory: memória só de leitura; não volátil) são as
memórias que os seus conteúdos são permanentes e inalteráveis, ou seja, os seus
conteúdos não podem ser alterados, movidos ou apagados, mesmo que haja uma
interrupção de energia repentina.
Um software (programa) gravado na ROM denomina-se Firmware (é um programa gravado no
equipamento para permitir a manipulação do mesmo, como câmaras digitais, pendrives, HD
externo, etc.)
Memórias RAM (Radom Acess Memory: memória de acesso aleatório; volátil) são as
memórias que os seus conteúdos não são permanentes e são alteráveis, ou seja, ela aceita
qualquer alteração (ler, escrever, apagar, transferir dados, etc.) e em caso de interrupção
de energia, sem uma prévia salvação dos dados, todos eles desaparecem.
Memórias secundárias (auxiliares ou de massa): são aquelas que são usadas para
guardar grandes quantidades de dados por um período longo de tempo, sem que os dados
desapareçam. Ex: Disco duro (HD), Disco compacto (CD), Pendrive, Disco digital de
vídeo (DVD), etc.
Figura 16: HD, Pendrive, CDs e Cartão de memória
Leitor de CDs e DVDs
o Permitem ler os dados contidos no disco e gravar dados neles.
o Actualmente já existem discos regraváveis, chamados RW (Rewriteble- Regraváveis).
Como exemplo temos: CD-RW e DVD-RW
N.B: Alguns dos dispositivos de massa funcionam como periféricos de entrada e de saída
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(I/O) de dados.
Memória terciária: são aquelas que são usadas para arquivar dados que já foram
conservados por muito tempo em memórias secundárias. Ex: Fitas magnéticas para
gravação de dados.
Figura 17: Fitas magnéticas
2.6 Redes de computadores
Rede de computadores consiste da ligação com ou sem fio de dois ou mais computadores entre
si, permitindo a partilha de hardware, software e de dados, trocando mensagens entre as
diferentes máquinas ligadas na rede, compartilhar e controlar o acesso a Internet.
2.6.1 Componentes de uma rede
No ambiente de uma rede de computadores encontramos diversos elementos que compõem a
rede tanto em termos físicos, quanto em termos lógicos. É importante ter-se uma visão geral
destes elementos que caracterizam um ambiente de rede.
Cliente em uma rede corresponde a todo computador que busca a utilização de recursos
compartilhados ou o acesso a informações que se encontram em pontos centralizados desta rede;
Servidor em uma rede corresponde a um computador que centraliza o oferecimento de recursos
ou informações compartilhadas e que atende as requisições dos computadores clientes desta
rede;
Usuário, corresponde a toda pessoa que utiliza um computador cliente e que procura acessar
recursos e informações compartilhadas;
Administrador, corresponde a pessoa que cuida do gerenciamento e administração dos
servidores e dos recursos compartilhados. Ele também é responsável por toda a segurança de
acesso na rede;
Hardware de rede, é geralmente os componentes visíveis da plataforma de rede, tais como um
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computador, um switch, um modem ou os meios de comunicação com fio (cabos) usados para
conectar os dispositivos. Ocasionalmente, alguns componentes podem não ser tão visíveis, como
o caso dos meios de comunicação sem fio (wireless), onde as mensagens são transmitidas pelo ar
com a utilização de frequência de rádio invisível ou ondas infravermelhas
2.6.2 Classificação das redes quanto ao tamanho
Rede Local (LAN): são redes de pequeno tamanho que conectam computadores numa mesma
sala, prédio, ou campus com a finalidade de compartilhar recursos associados aos computadores,
ou permitir a comunicação entre os usuários destes equipamentos.
Rede Metropolitana (MAN): são redes que interligam os computadores de uma cidade,
chegando as vezes, a interligar até computadores de cidades vizinhas próximas. São usadas para
interligação de computadores dispersos numa área geográfica mais ampla, onde não é possível
ser interligada usando tecnologia para redes locais.
Rede de Longa Distância (WAN): são redes que usam linhas de comunicação das empresas de
telecomunicação. É usada para interligação de computadores localizados em diferentes cidades,
estados ou países.
Podemos fazer interligações entre redes, de forma que uma rede distinta possa se comunicar com
uma outra rede. Entre as formas de interligações de rede destacamos a seguinte:
Internet (conhecida como rede mundial de computadores): é uma interligação de mais de uma
rede local ou metropolitana, na qual é necessária a existência de um roteador na interface entre
duas redes. A transferência de dados ocorre de forma selectiva entre as redes, impedindo assim o
tráfego desnecessário nas redes.
Rede wireless ou Wi-Fi significa que a rede é interligada sem fios, isto é, por canais de
comunicação alternativos (como rádio-frequência ou laser). Este tipo de redes, quando locais,
também se designa por Wlan, wireless LAN.
2.7 Vírus e Antivírus
Os vírus informáticos são um dos maiores "pesadelos" dos utilizadores de computadores e os
antivírus são os programas que detectam e eliminam os vírus de computador.
a) O que é um Vírus Informático?
Um vírus informático é um programa, um conjunto de instruções concebido por um programador
mal-intencionado, como todos os outros programas que o utilizador usa no seu dia-a-dia, segue
instruções para as quais foi criado. Claro que o grande problema é que os vírus informáticos são
programas cujas acções não são muito simpáticas... Os vírus são programas caracterizados pela
capacidade que possuem de se copiarem a si próprios, "infectando" ficheiros e a memória do
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computador, realizando acções destrutivas sobre a informação e seus suportes.
b) Como se transmitem os vírus entre os computadores?
Ao infectarem ficheiros e ao serem carregados para memória, uma das principais formas de
transmissão dos vírus é através das pendrives. No entanto, a transmissão pode também ser feita
através da comunicação de informação à distância, nomeadamente nos computadores ligados
"em rede" ou naqueles onde estão instalados modems para aceder a internet. Isto significa que,
perante o grande desenvolvimento da Internet, esta se tornou num veículo privilegiado para a
transmissão de vírus.
c) Quais são os efeitos de um vírus?
Como qualquer programa, o vírus apenas faz aquilo para que foi criado. Os seus efeitos são
extremamente diversificados. Alguns são responsáveis apenas pelo simples surgimento de
mensagens e símbolos no ecrã do computador. Outros causam a destruição de ficheiros ou
mesmo a inutilização de um disco magnético ou pendrive e outros podem paralisar por completo
o computador.
Um pormenor interessante na execução de um vírus: uma vez instalado, o vírus pode estar dias
ou até meses sem se activar. É engano pensar que os vírus apenas "atacam" em dias chave, tipo
"Sexta-feira, 13" ou "1de Abril".
d) Como proteger o computador e as informações?
Existem algumas regras fundamentais no que diz respeito à protecção da informação quanto a
vírus:
o Adquirindo um programa antivírus que possibilite a detecção, eliminação e protecção em relação
a todos os tipos de vírus, com a possibilidade de ficar residente na memória durante o
funcionamento do computador.
o Se necessitar trocar informações entre pendrives e PC, utiliza o antivírus para verificar se o
dispositivo tem vírus assim que é introduzido no computador (a maioria dos antivírus, por opção
na sua instalação, fazem esta verificação automaticamente).
Alguns dos programas antivírus mais conhecidos no nosso mercado:
o McAfee VirusScan
o Avast
o Dr. Solomon's Anti-Virus Toolkit
o Norton Anti-Virus
o AVG
2.8 Aplicação de informática
A informática actualmente aplica-se nas mais variadas esferas da vida humana, que são:
Prof. Euclides Manuel Da Costa 21
2.8.1 A informática no dia-a-dia.
Actualmente a informática está presente em todas as actividades que o homem desempenha no
dia-a-dia. É evidente que em algumas actividades será mais fácil identificar a utilização de meios
informáticos do que em outras, no entanto de forma directa ou indirecta, poderemos encontrar
nas mais variadas actividades e situações:
[Link] A informática em casa.
Actualmente os computadores pessoais são equipamentos que podem possuir uma grande
capacidade e podem ser aplicados na resolução de inúmeras tarefas em nossa própria casa, como
por exemplo:
Análise de receitas e despesas domestica (Gestão bancaria);
Agendas e planos pessoais;
Realização de trabalhos escolares;
Organização de diversos tipos de informação (ficheiros de discos (CD, DVD), livros);
Informação cultural didáctica (por exemplo a Enciclopédia electrónica);
Os mais variados tipos de jogos.
[Link] A informática nas organizações públicas e privadas.
A aplicação de meios informáticos nas organizações é uma das condicionantes actuais para a
eficácia das organizações nos nossos dias, que se reflecte em todos os sectores influenciando a
produtividade e a qualidade de seus produtos e serviços. Como exemplo temos:
Na indústria
o Controlo de produção;
o Segurança industrial;
o Desenho e manufacturação assistida por computador;
o Planeamento de qualidade assistida por computador
No comércio
o Gestão de estoque e inventário;
o Codificação de produtos;
o Terminais de pagamento automático.
Na medicina/ Investigação científica
o Diagnósticos;
o Analises clínicas;
o Descoberta e preparação de compostos químicos;
o Exploração do espaço e de outros planetas, dos oceanos, do clima, etc.;
Na actividade bancaria financeira
o Projecções financeiras;
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o Gestão de contas;
o Terminais automáticos.
Na educação/ Ensino
o Actividades de gestão escolar;
o Gestão de recursos humanos, administrativos e secretaria;
o Instrução assistida por computador (CAI- Computer Aided Instuction)/ ensino
baseado em computador (Computer Basic Learning)), O que engloba actividades diversas
como matemática, história, a condução de veículos automóveis ou simulação de voos com aviões
virtuais.
Na gestão empresarial
o Planeamento de projectos e objectivos;
o Análise financeira e contabilidade;
o Gestão de recursos humanos;
o Área administrativa e secretariado
1.10 Vantagens e desvantagens da informática
A informática esta presente no nosso dia-a-dia, numa compra em que se usa o cartão electrónico
bancário, numa simples operação bancaria, numa ecografia por ultra-sons, na reserva de uma
passagem aérea, etc.
Uma das vantagens é sem dúvida a produtividade a qual deveria provocar uma melhoria no nível
de vida do trabalhador, mas segundo muitos, significa principalmente maior lucro para a empresa
e o aumento de pessoas desempregadas, visto que cada vez mais um grande número de
trabalhadores se vê substituídos por um número diminutos de máquinas.
1.10.1 Vantagens
Racionalização na estrutura do trabalho;
Melhorias na qualidade de trabalho;
Criação de novas profissões;
Estímulo de criatividade;
Redução da exposição do trabalhador a materiais tóxicos;
1.10.2. Desvantagens
Diminuição de salário por excesso de mão-de-obra;
Necessidade de possuir qualificações para novas profissões;
Danos avultados em caso de erros;
Crimes informáticos;
Pornografia.
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Bibliografia
Lousã, Mário Dias; Almeida, Hugo; Informática 10 para Reforma do Ensino Técnico-
profissional; Editora: EDIÇÕES REDITEP; Páginas: 277
Azul, Artur Augusto; Informática para 10ª Classe Reforma; Porto Editora; ISBN: 978-972-0-
08005-9; Páginas: 415
O livro História da Computação: o caminho do pensamento e da tecnologia; Autor: Cleúzio
Fonseca Filho; Editora: EDIPUCRS, 2007; Páginas: 205
Apostila de Introdução a Informática, elaborado por Kalid Antunes
Fascículo de Informática da EFP do Kwanza-Sul (Sumbe), elaborado pelo professor
Floriberto Ferreira para as especialidades que têm informática como disciplina (10ª e 11ª
Classes)
Basic English for Computing; Autor: Eric H. Glendinning e John MacEwan; Editora:
Oxford, Páginas: 130
Wikipedia
Prof. Euclides Manuel Da Costa 24
ANEXO
I. Notas importantes quanto ao manejo dos computadores
Depois de abordado alguns aspectos importantes sobre a informática, para uma maior segurança
da informação, será interessante referir algumas acções que NUNCA deveremos fazer a nível de
utilização de um sistema informático:
Não desligar o computador enquanto estiver a utilizar um programa. Todos os programas têm
opções específicas para indicar o fim da sua utilização. Siga todos os procedimentos antes de
desligar o computador.
Leia todas as mensagens de erro que aparecerem no ecrã.
Não deixe ligado o monitor por muito tempo se não dispõe de utility savescreen (Protector de
ecrã).
Não conectar ou desconectar periféricos com o computador ligado, o que pode mesmo conduzir
a um bloqueio do sistema (mesmo que o seu sistema seja "plug&play", tenha alguns cuidados
nas primeiras vezes que realizar estas operações e apenas para os casos de periféricos externos
(não conectados no interior da unidade de sistema, directamente à motherboard).
Não abrir a caixa da unidade de sistema sem desligar o cabo de energia eléctrica da mesma.
Não colocar o computador e periféricos externos sob luz solar directa.
Não remover disquetes, ou CDs enquanto a luz indicadora da unidade estiver acesa (ou desligar
o computador com a luz indicadora do disco acesa).
Não tocar nas zonas magnéticas expostas dos discos (CDs e DVDs).
Não mover o seu computador, a não ser que seja absolutamente necessário.
Não ligue e desligue continuamente os seus equipamentos. Aguarde pelo menos 30 segundos se
desligou o seu computador (ou impressora) e pretende ligá-lo de novo.
Não altere a configuração do seu computador nem instale componentes e/ou periféricos se não
tiver total conhecimento de como fazê-lo.
Não "coma" próximo ao seu computador. Líquidos, poeiras e outras substâncias são dos piores
inimigos do seu computador, principalmente do teclado, rato e impressora, pois são os
periféricos mais expostos.
Prof.: Euclides Manuel Da Costa
II. Termos e conceitos
Bluetooth é uma tecnologia de transmissão de dados via sinais de rádio de alta frequência, entre
dispositivos electrónicos próximos.
Browser é o mesmo que Navegador, programas usados para visualizar páginas Web, como o
Internet Explorer, Netscape, Opera, Konqueror, etc.
Bug (insecto) é usado com relação a qualquer tipo de falha de programação num programa.
Cache é uma memória ultra rápida que armazena os dados e instruções mais utilizadas pelo
processador, permitindo que estas sejam acessadas rapidamente.
CD (abreviatura de Compact Disc, "disco compacto") é um dos mais populares meios de
armazenamento de dados digitais. Os CD-ROM, podem armazenar qualquer tipo de conteúdo,
desde dados genéricos, vídeo e áudio, ou mesmo conteúdo misto. Os leitores de áudio normais,
só podem interpretar um CD-ROM, caso este contenha áudio a norma que regula os CD-ROM,
foi estabelecida em 1985, pela Sony e Philips.
Correio electrónico ou ainda e-mail é um método que permite compor, enviar e receber
mensagens através de sistemas electrónicos de comunicação. O termo e-mail é aplicado tanto aos
sistemas que utilizam a Internet e são baseados no protocolo SMTP, como aqueles sistemas
conhecidos como intranets, que permitem a troca de mensagens dentro de uma empresa ou
organização e são, normalmente, baseados em protocolos proprietários.
Crack é um pequeno programa usado para quebrar um sistema de segurança ou um programa
protegido.
Demo (Demonstration ou demonstração) é um programa que vem com apenas algumas funções
habilitadas. Serve para que os interessados possam ter uma ideia das funções do programa antes
de comprá-lo.
Download ou descarregar (significa sacar ou baixar, em português), é a transferência de dados
de um computador remoto para um computador local.
Firewall (Muro de fogo) é um programa ou componente dedicado, que protege a rede contra
invasões externas e acessos não autorizados.
Freeware são os programas que podem ser usados gratuitamente.
Groupware são programas que permitem a equipes cujos membros estão distantes geograficamente
trabalharem em conjunto e compartilharem informações.
GUI (Graphical User Interface) é um termo genérico, usado em relação à interface gráfica de um
sistema operacional ou de um programa.
Hacker é alguém que estuda sistemas ou qualquer tipo de conhecimento humano pelo simples
desafio de dominá-los.
IBM (International Business Machines) é uma empresa estadunidense voltada para a área de
informática.
Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores
interligados pelo TCP/IP que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de
dados. Ela carrega uma ampla variedade de recursos e serviços, incluindo os documentos
interligados por meio de hiperligações da World Wide Web (Rede de Alcance Mundial), e a
Prof.: Euclides Manuel Da Costa
infra-estrutura para suportar correio electrónico e serviços como comunicação instantânea e
compartilhamento de arquivos.
Load (significa carregar), no sentido de carregar um programa ou arquivo.
Login no mundo da informática é o conjunto de caracteres que identifica uma pessoa perante um
computador/sistema. Enquanto na vida real, você é identificado pelo seu CPF ou RG, com os
computadores você usa um login, que normalmente é acompanhado de uma senha. Resumindo, é
a sua identificação com o computador.
Microsoft Windows é uma popular família de sistemas operacionais criados pela Microsoft,
empresa fundada por Bill Gates e Paul Allen.
Pendrive é um dispositivo de armazenamento constituído por uma memória flash e um
adaptador USB (Universal Serial Bus) para interface com o computador.
Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC): abrange a articulação entre o tratamento
e o controlo da informação por meios automáticos com os processos de transmissão ou
comunicação dessa informação, de um local para outro, a pequenas ou a grandes distâncias.
Telemática: conjuga os meios informáticos com os meios de comunicação à distância ou
telecomunicações. Como exemplo de serviços telemáticos temos: correio electrónico e vídeo
conferência.
Update é a actualização de programas e de websites, blogs, etc. Update é uma palavra inglesa
que significa actualização
Upgrade é um jargão utilizado em computação, quando há uma actualização para uma versão
mais recente de determinado produto. Este termo é bastante utilizado por quem integra a área da
informática e de equipamentos electrónicos, geralmente significando a troca de um hardware,
software ou firmware por uma versão melhor ou mais recente, com o objectivo de agregar novas
funcionalidades, ou melhorar as existentes.
Vírus de computador é um software malicioso desenvolvido por programadores que, tal como
um vírus biológico, infecta o sistema, faz cópias de si mesmo e tenta se espalhar para outros
computadores, utilizando-se de diversos meios.
Wi-fi (Wireless Fidelity) ou Wireless (sem fio) é um protocolo de comunicação sem fios
desenhado com o objetivo de criar redes wireless de alta velocidade e que não faz mais do que
transferir dados por ondas de rádio em frequências não licenciadas. O termo começou a ser usado
no Reino Unido, logo depois que uma rádio começou a transmitir para outros sinais.
Tabela 2: Anexo dos sufixos das unidades informáticas
Prof.: Euclides Manuel Da Costa
Prof.: Euclides Manuel Da Costa
Elaborado por: Nelson Mandela Miúdo Augusto
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