Didática: Uma Análise Histórica e Filosófica
Didática: Uma Análise Histórica e Filosófica
• Introdução;
• A Didática da Antiguidade à Idade Média;
• Os Filósofos Pós-iluministas na Contribuição da
Orientação Pedagógica para a Instrução de Crianças;
• Princípios da Didática.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
• Compreender o processo histórico e filosófico da didática e sua influência no processo
de ensino.
UNIDADE A Didática e sua Relação com a Educação:
uma Análise Histórica e Filosófica
Introdução
Iniciamos nossas discussões nesta unidade lhes apresentando o objetivo de
aprendizagem que buscaremos com essas propostas, a Didática. Estudar o con-
ceito de Didática, bem como seus campos de atuação se justifica pelo fato de que
esta disciplina é fundamental para a atuação docente, pois é uma das disciplinas
principais do núcleo pedagógico, indispensável ao processo de formação e atuação
dos profissionais da educação.
Ao longo dos séculos, a Didática deixou de ser considerada uma disciplina ape-
nas instrumental, constituída por métodos e técnicas de ensino. Após longos anos
de estudos e reflexões, hoje a compreendemos como uma área do conhecimento
responsável pelo estudo do processo de ensino-aprendizagem.
Assim, a Didática pode ser entendida como “a arte de ensinar”, e por mais que
nos pareça algo atual, ela envolve um conteúdo científico filosófico, educacional e
metodológico, pensado e organizado no século XVII.
Figura 1 – Didática
Fonte: Goran Bogicevic / 123RF
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Platão, Aristóteles, Sócrates, os quais utilizavam de diversas formas para construir
e transmitir o conhecimento para seus discípulos.
Importante! Importante!
Ainda que tenhamos essas referências sobre a forma de ensinar, é com o início
da era moderna, que se iniciam os estudos a respeito da Didática. Tais estudos
surgem em um período marcado pela transição do feudalismo para o capitalismo,
ocasionando a necessidade de transmissão de saberes mínimos para os segmen-
tos mais pobres da população, com vista a formação de mão de obra produtiva.
O professor Libâneo (1994) é enfático ao destacar que o desenvolvimento do siste-
ma de produção capitalista, ainda por se constituir enquanto tal, já influenciava na
organização da vida social, política e cultural.
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UNIDADE A Didática e sua Relação com a Educação:
uma Análise Histórica e Filosófica
Segundo Gasparin (2010), nesse novo mundo que vinha surgindo, havia a neces-
sidade um novo homem, uma exigência social onde todos deveriam ser educados
para essa nova vida. O conhecimento social deveria ser incluído nas escolas, com
o objetivo de preparar os jovens para o novo tempo. Como se tratava de novos
conhecimentos, estes não poderiam ser ensinados da forma antiga, era necessário
um novo método, uma nova didática, da mesma grandeza dos conhecimentos que
deveriam ser ensinados aos alunos.
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Dentre os principais educadores, e pensadores da Idade Moderna destacamos
Comênio, autor consagrado como o Pai da Didática Moderna. Comênio conseguiu
nesse tempo, captar os novos conhecimentos e transportá-los para âmbito escolar,
ou seja, para a sala de aula, utilizando um método específico e que atendesse às
novas exigências da sociedade moderna.
Frente a necessidade posta pelo novo modo de produção e pelas mudanças cul-
turais e sociais, Comênio escreveu sua principal obra “Didática Magna – o Tratado
de Ensinar Tudo a Todos”, a qual deveria ser seguida por todos aqueles que ensi-
navam em grupos ou de maneira individual. Ao elaborar sua obra, o autor não a
propôs com o objetivo de ser discutida, mas sim de ser seguida, para responder aos
novos desafios sociais,com essa obra Comênio não anunciou apenas uma didática,
mas sim uma grande Didática (GASPARIN, 2010).
Dessa maneira, Comênio propôs então que se fosse utilizada a língua pátria (no
caso, o latim) para o ensino, pois naquele período os Estados Nacionais estavam
se constituindo, “[...] a língua vernácula passou a ter uma importância fundamen-
tal como identidade de um povo, como nova forma de manifestação da cultura, e
como novo instrumento de comunicação no processo de ensino [...]” (GASPARIN,
2010, p. 23). No que diz respeito aos aspectos pedagógicos, a natureza e o estudo
por meio da experimentação eram os princípios fundamentais que deveriam per-
mear o processo educacional.
O pai da didática, acreditava que a indução e a experiência são princípios que mar-
cariam a educação naquele momento, tanto como método geral de ensino, como
também como método específico para ensino das ciências, da moral e da piedade.
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UNIDADE A Didática e sua Relação com a Educação:
uma Análise Histórica e Filosófica
A partir desse método, Comênio propôs cinco passos para que ele fosse execu-
tado: preparação do aluno, apresentação do conteúdo, assimilação do conte-
údo, generalização e aplicação. Não podemos esquecer que este método seguia
os pressupostos tradicionalistas da época em que foi criado.
Comênio (2001) foi buscar nos pressupostos religiosos ações pertinentes para
implementar a didática magna, ele ressaltou muito em sua obra que “[...] nunca
será em vão o trabalho começado em nome do Senhor” (p. 30). O pai da didática
ainda salienta a sua utilidade e que ela está baseada em retos princípios, como:
• a ajuda de Deus para obter o resultado esperado;
• os estudantes irão aprender como se estivessem jogando;
• os professores não precisarão mais mudar de método para que o aluno aprenda.
Para Libâneo (1994) por mais inovadores que sejam as ideias, sabemos que eles
demoraram tempo para serem efetivadas na prática, no século em que Comênio
viveu, bem como em alguns séculos seguintes ainda havia a predominância de
práticas escolares da Idade Média: ensino intelectualista, verbalista e dogmático,
memorização e repetição mecânica dos ensinamentos do professor, além de que
nas escolas, assim como na Idade Média não havia lugar para as ideias dos alunos,
muito menos para as experiências vividas por eles. A Igreja ainda continuava a
exercer grande poder tanto na religião, como na vida social.
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intenção social. Porém, Comênio não foi o único, a constituição da Didática como
uma disciplina que estuda os processos de ensino, contou com a participação de
muitos outros autores da época que, cada um a sua maneira, contribuiu com ideias
que ainda hoje embasam nossa prática de ensino em sala. É sobre esses autores
que conversaremos no item a seguir.
O educador tcheco João Amós Comenius ou Jan Amos Komenský, seu nome original, nas-
Explor
ceu em 28 de março de 1592, na cidade de Uherský Brod (ou Nivnitz), na Moravia, região
da Europa Central pertencente ao Reino da Boêmia (antiga Tcheco-Eslováquia). Seus pais
Martinho e Ana, também eslavos, eram cristãos adeptos dos Irmãos Morávios, uma seita
cuja história remonta aos tempos de Jan Huss, líder religioso muito popular no século XV,
tendo sido padre, professor e reitor da Universidade de Praga. A seita dos Irmãos Morá-
vios, organizada em 1467, era uma das mais rígidas em doutrina e conduta, destacando-se
pelo extremado apego às Sagradas Escrituras, pela humildade e pela profunda piedade,
impondo a seus seguidores vida austera, com preces diárias e leitura cotidiana da Bíblia.
E diferentemente do costume da época, adotavam como língua literária o checo em vez do
latim” (WALKER, 2001, s/p).
Os Filósofos Pós-iluministas na
Contribuição da Orientação Pedagógica
para a Instrução de Crianças
Sabemos estudante que, a história é dia-
lética, está sempre em movimento, em pro-
cesso de construção e transformação. Assim,
com o passar do tempo o poder da nobreza e
do clero que no século XVIII ainda era predo-
minante, foi perdendo força e a burguesia se
fortalecendo enquanto classe social, e lutando
pela conquista do poder no campo político,
econômico e cultural.
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UNIDADE A Didática e sua Relação com a Educação:
uma Análise Histórica e Filosófica
A partir das ideias elaboradas por Comênio, desenvolvidas por Rousseau e co-
locadas em prática por Pestalozzi, muitos outros educadores foram influenciados.
Dentre os mais importantes iremos conhecer Johann Friedrich Herbat, pedagogo
de origem Alemã, viveu entre os anos de 1766 a 1841. Herbat é um dos principais
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autores que influenciaram a pedagogia conservadora (tradicional), pedagogia esta
que veremos mais profundamente nas próximas unidades.
Educar o homem para Herbat consistia em instruí-lo “[...] para querer o bem,
de modo que aprenda a comandar a si próprio [...]”. O professor assume um papel
primodial, que sendo considerado um “arquiteto de mentes”. Cabe ao professor
“[...] trazer à atenção dos alunos aquelas ideias que deseja que dominem suas men-
tes. Controlando os interesses dos alunos, o professor vai construindo uma massa
de ideias na mente, que por sua vez vão favorecer a acumulação de ideias na mente
das crianças” (LIBÂNEO, 1994, p. 60).
Estudamos até aqui, alguns dos principais autores que formularam o pensamen-
to pedagógico europeu, o qual se espalhou por todo o mundo, chegando até ao
Brasil e influenciando hoje – século XXI – nossas ações em sala de aula.
As ideias dos autores estudados nesta aula estão presentes nas concepções pe-
dagógicas e didáticas que estudaremos ao longo da disciplina.
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UNIDADE A Didática e sua Relação com a Educação:
uma Análise Histórica e Filosófica
Princípios da Didática
Vamos iniciar nossa discussão conversando sobre a Didática, como já vimos no
item anterior, em cada momento da história essa temática ganhando significados e
objetivos diferentes, a fim de, atender as demandas de determinado período. Mui-
tos são os autores que conceituam a didática, cada um conforme sua corrente te-
órica. Aqui utilizaremos três autores fundamentais para conceituar a Didática, que
são: Libâneo, trabalhado anteriormente, Gasparin e uma teórica muito conhecida
nessa área de estudos que é a Candau. Estes são autores contemporâneos, os quais
têm contribuído de forma significativa para o campo da educação.
Por muito tempo, a Didática foi concebida por uma perspectiva instrumental,
abrangendo apenas um conjunto de conhecimentos técnicos, sobre o “como fa-
zer”. Tratada de forma universal, a didática se desvinculava dos problemas refe-
rentes aos objetivos da educação. Atualmente temos a visão da necessidade de
superação dessa perspectiva técnica sobre a didática, estamos em um momento em
que ultrapassar essa visão é fundamental, e para tal necessitamos, “[...] pensar a
prática pedagógica concreta, articulada com a perspectiva de transformação social,
que emergirá uma nova configuração para a Didática” (CANDAU, 2011, p. 14).
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atividade humana imprescindível a formação do homem e à existência da socieda-
de. A Educação não é apenas uma exigência social, mas “[...] sim um processo que
objetiva a promoção de conhecimentos e experiências culturais que proporcionam
ao homem o convívio social” (LIBÂNEO, 1994, p. 17).
A prática social dos profissionais da educação, não é uma prática isolada que se re-
duz somente ao que fazem. Pelo contrário, a prática social é sempre uma prática geral
do grupo social ao qual o professor está inserido. Isso ocorre porque a totalidade social
é sempre histórica e contraditória composta por elementos subjetivos e objetivos.
Cabe então a Educação tal tarefa, sendo esta considerada a práxis educativa,
ou seja, como a teoria e a prática do processo educativo. A Educação tornou-se
assim “[...] um campo de conhecimentos que investiga a natureza das finalidades
da educação numa determinada sociedade, bem como os meios apropriados para a
formação dos indivíduos, tendo em vista prepará-los para as tarefas da vida social”
(LIBÂNEO, 1994, p. 24).
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UNIDADE A Didática e sua Relação com a Educação:
uma Análise Histórica e Filosófica
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Projeto Político Planejamento e
Pedagógico Prática Docente I
Didática e participação docente À primeira vista, parece que os
professores perderam suas
“O projeto pedagógico não é um funções de transmissores e
Didática significa arte de ensinar, conjunto de planos e projetos de
acerca desta arte, desde há construtores de conhecimentos.
professores, nem somente um
pouco tempo, alguns homens Processo Ensino e documento que trata das diretrizes
As profundas mudanças que se
estão processando na sociedade
eminentes, tocados de piedade Aprendizagem pedagógicas da instituição dão a impressão de que eles são
pelos alunos condenados a educativa, mas um produto dispensáveis e podem ser
rebolar o rochedo de Sísifo, A motivação é intrínseca específico que reflete a realidade substituídos por computadores e
puseram-se a fazer investigações, quando se trata de objetivos da escola, situada em um contexto outros equipamentos
com resultados diferentes. A internos, como a satisfação de mais amplo que a influência e que tecnológicos, por meio dos quais o
Didática é o método universal de necessidades orgânicas ou pode ser por ela influenciado". educando adquire conhecimentos.
ensinar tudo a todos. E de sociais, a curiosidade, a Portanto, trata-se de um Todavia, quando se buscam
ensinar com tal certeza, que seja aspiração pelo conhecimento; é instrumento que permite clarificar mudanças efetivas na sala de aula
impossível não conseguir bons a ação educativa da instituição e na sociedade, de imediato se
extrínseca, quando a ação da
resultados. E de ensinar educacional em sua totalidade. O pensa no mestre tanto do ponto
criança é estimulada de fora,
projeto pedagógico tem como de vista didático-pedagógico
rapidamente, ou seja, sem como as exigências da escola, a propósito a explicitação dos quanto político. Não se dispensam
nenhum enfado e sem nenhum expectativa de benefícios sociais fundamentos as tecnologias, pelo contrário,
aborrecimento para os alunos e que o estudo pode trazer, a teóricos-metodológicos, dos
para os professores, mas antes estimulação da família, do exige-se, cada vez mais, sua
objetivos, do tipo de organização e presença na escola, mas como
com sumo prazer para uns e para professor ou dos demais das formas de implementação e de
outros. (COMENIUS, 2001, p. 13) meios auxiliares e não como
colegas. (LIBÂNEO, 1994, p. 88) avaliação institucional.” (Veiga substitutos dos professores.
(1998, p. 11- 113) (GASPARIN, 2005, p.1)
Saberes necessários
Planejamento e
a prática docente
Prática Docente II:
Nas últimas décadas fizeram-se
plano de ensino e plano muitas pesquisas sobre o
de aula conhecimento profissional dos
Ela [a aula] é feita de prévias e professores. Sabemos que
planejadas escolhas de dificilmente o conhecimento
caminhos, que são diversos do pedagógico básico tem um
ponto de vista dos métodos e caráter muito especializado, já
técnicas de ensino; [...] também que o conhecimento
se constrói, em sua pedagógico especializado está
operacionalização, por estreitamente ligado à ação,
percalços, que implicam fazendo com que uma parte de
correções de rota na ordem tal conhecimento seja prático,
didática, bem como mudanças adquirido a partir de experiência
de rumo; [...] está sujeita a que proporciona informação
improvisos, porque não foram constante processada na
previstos, mas não pode atividade profissional. A
constituir-se por improvisações. formação inicial deve fornecer
(ARAUJO, 2008, p.60-62) base para se adquirir esses
conhecimentos especializados
(IMBERNÓN, 2011, p. 60).
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UNIDADE A Didática e sua Relação com a Educação:
uma Análise Histórica e Filosófica
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Livros
Didática: velhos e novos temas
O livro organizado pelo renomado teórico Libâneo reúne uma coletânea de textos que
se tornaram relevantes sobre as discussões que envolvem a didática. São textos para
nos fazer pensar sobre o processo de construção e materialização da didática.
Repensando a Didática
O livro de Veiga visa pensar e repensar o papel da didática e a sua importância na
formação inicial e continuada de professores, a intenção da autora é estimular a busca
por uma didática que de fato concretize a prática pedagógica.
Filmes
Nenhum a Menos
O filme intitulado Nenhum a menos acontece em uma aldeia no vilarejo de Shuiquan, a
história baseia-se na vida de um professor da escola primária que precisa afastar-se da
docência por um tempo, e a única pessoa que poderá substituí-lo é uma jovem de 13 anos
de idade. A jovem sem nenhuma experiência irá enfrentar inúmeros desafios para cumprir
com o propósito de lecionar para seus alunos, até que o pequeno Zhang deixa a aldeia e
caminha rumo a cidade para buscar trabalho, e a pequena professora, determinada em
sua função vai atrás de seu aluno a fim de trazê-lo para os braços da escola.
Leitura
Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa
O livro de Paulo Freire visa demonstrar aos profissionais da educação a importância da
rigorosidade metódica, da pesquisa, da estética e da ética na educação. O autor ainda
ressalta que, ensinar esta para além da transferência de conhecimento é uma ação que
exige apreensão da realidade, pois o ensino é uma especificidade humana.
[Link]
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Educação e Métodos de Ensino
no Saber-fazer Docente
OBJETIVO DE APRENDIZADO
• Identificar as abordagens teórico-metodológicas do processo de ensino e a atuação
do professor.
UNIDADE Educação e Métodos de Ensino no Saber-fazer Docente
A pergunta para fazer você, estudante, refletir é: quais ações nos diferenciam dos animais?
Explor
E o que nos torna homens e mulheres? Pense sobre isso para além da questão biológica!
8
respeitosos, a ter bons modos, além de toda uma gama de valores e atitudes que
nos permitem ser humanos, diferenciando-nos dos animais por meio do uso de
nossa racionalidade e da educação de nossa vontade.
[...] o ser humano não nasce humano, mas que se humaniza por meio da
cultura e da sociedade, por meio do processo de mediação, dado via so-
ciedade. Em cada tempo histórico, o homem a ser construído é diferente
porque responde às expectativas da sociedade. Esse é um pressuposto
fundamental para compreendermos a importância da educação: pois é
por meio dela que nos tornamos humanos. A grande questão é que o ser
humano é visto de forma diferente, dentro do processo de desenvolvimen-
to das sociedades. (LIMEIRA; PUZIOL, 2017, p. 50)
9
9
UNIDADE Educação e Métodos de Ensino no Saber-fazer Docente
Explor
Você pode se perguntar o que há de mais em uma pessoa ser fotografada de biquíni e grávida?
Obviamente que não há nada de mais! Mas, no período em que isso aconteceu,
houve uma ebulição muito grande de opiniões a respeito do fato, e isso resultou
no Decreto n.º 1077/1970, que dizia não ser tolerado “[...] publicações e exte-
riorizações contrárias à moral e aos bons costumes quaisquer que sejam os meios
de comunicação” (BRASIL, 1970). Conseguem perceber que a cultura e os meios
sociais de uma determinada época ou período histórico influenciam em todas as
decisões de uma sociedade, sejam elas políticas, legais, éticas, sociais e, até mes-
mo, educacionais? O exemplo apresentado sobre a fotografia da atriz Leila Diniz
traz discussões sobre o que era valorizado naquele período e essa valorização tem
muito a ver com o educar das famílias, bem como os pressupostos teóricos a serem
ensinados nas escolas, isso porque a cultura tem fundamentos atemporais e tanto
regiões quanto países detém sua própria construção social e histórica.
A autora chama a atenção para o fato de que, enquanto professores, não utili-
zamos o pré-consciente de nossos alunos como deveríamos. Trazer à tona aquilo
que talvez nem mesmo o aluno saiba que sabe é um dos fatores que garantem uma
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aprendizagem significativa. Quando fazemos nossos planos de aula e preenchemos
itens como a contextualização ou a problematização, é exatamente isso que esta-
mos fazendo: trazendo à tona conceitos, ideias, fatos e ações, a fim de que os con-
teúdos que pretendemos trabalhar tenham significado para o aluno. No entanto,
estudante, os conteúdos curriculares e a serem abordados em sala de aula precisam
fazer parte da realidade dos educandos.
Embora o pensamento tenha sido associado a não ação e ao não sentimento, não é assim
Explor
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UNIDADE Educação e Métodos de Ensino no Saber-fazer Docente
É dessa maneira que a criança concebe todas as novas experiências de sua vida,
por meio da assimilação.
Assim, podemos dizer que esta ação “[...] é a condição da autonomia da pessoa
e, por sua vez, a autonomia favorece a autoria do pensar. À medida que alguém
se torna autor, poderá conseguir mínimo de autonomia” (FERNÁNDEZ, 2001,
p. 91). Nesse sentido, como processo e ato de produção de sentidos, de reconhe-
cimento de si mesmo como protagonista ou participante da aprendizagem, justa-
mente porque a aprendizagem não é mais vista de forma passiva, mas supõe ação
e criação, o que torna os alunos autores e não somente receptores.
O impensável possibilita o pensar, porque se trata de fatos que não são pensa-
dos, não porque não queremos, mas porque, simplesmente, não pensamos nisso
ou não fomos instigados a pensar sobre determinado assunto.
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recursos capazes de representar situações educativas dentro da sala de aula e, pos-
teriormente, realizar discussões ou intervenções com os educandos.
Os filmes são ótimos recursos educacionais para fazer pensar, gerar, no educando
e, até mesmo, no docente, o impensável no pensamento; uma maneira de suscitar
problemas sociais e culturais e buscar respostas para essas questões “impensáveis”.
Importante! Importante!
Não podemos fazer pelos outros aquilo que não fazemos por nós mesmos: autorizarmo-
-nos a pensar e termos autoria de pensamento é fundamental, se quisermos possibilitar
a autoria em outros. Isso implica saber que o pensamento é ação: “quando digo que eu
penso, estou dizendo que estou construindo algo novo ainda em relação ao que pensava
antes” (FERNANDEZ, 2001, p. 106).
Ocorre que, nem sempre, este processo ocorre de forma sistematizada, como
na escola. Por isso, é preciso saber que nós, humanos, sempre estamos em proces-
so de ensino e aprendizagem, ainda que não percebamos imediatamente.
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UNIDADE Educação e Métodos de Ensino no Saber-fazer Docente
O último método consiste nas atividades especiais, que seriam, por exemplo, o
estudo do meio ou as atividades práticas. São atividades realizadas fora do contexto
escolar, que servem para explorar, elaborar e refletir sobre o conhecimento.
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Suas crenças nesses conceitos definirão o modo como atua em sala de aula e como
realiza o processo.
Portanto, é necessário pensar sobre a educação e ter uma definição, ainda que
prévia, pois sempre podemos e devemos repensar sobre ela; isso é fundamental
em sua caminhada nesta área, assim como pensar a educação, a aprendizagem, o
ensino e as práticas que estão sendo desenvolvidas.
faz considerações sobre o processo de ensino e aprendizagem e como esse mecanismo esta
associado à cultura. Disponível em: [Link]
Para Tajra (2012), os professores precisam tomar posse dos softwares educa-
cionais e precisam ser capacitados para utilizá-los como um instrumento peda-
gógico. A partir do momento que a instituição disponibiliza instrumentos para o
professor, como a internet, para auxiliar suas aulas, é preciso que o docente tenha
capacidade de avaliar, de forma adequada, no que ela pode contribuir para a sua
necessidade didática.
Importante! Importante!
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UNIDADE Educação e Métodos de Ensino no Saber-fazer Docente
O professor tem uma figura muito importante, uma vez que suas experiências
pedagógicas são fundamentais para ampliar o campo de conhecimento dos alunos.
A partir do momento que o professor tem acesso e conhece as técnicas que envol-
vem as TICs, suas atividades desenvolvidas em sala de aula, como debates, exercícios
e provas, passam a assumir um novo significado de construção do conhecimento.
Sabemos que a maioria dos professores, por não possuírem pleno domínio
da utilização da informática, apresentam certo receio quanto à sua introdução
e manuseio no ambiente educacional. É compreensível essa insegurança, mas,
pensando nisso, é muito importante que as escolas realizem capacitações eficien-
tes e possíveis para que tragam maior segurança ao professor, consequentemente,
proporcionando-lhe “[...] confiança em desenvolver trabalhos que envolvam o uso
dos computadores, e os tornem aptos a fazerem uso da informática e da internet
em sala de aula” (MORAN, 2001, p. 23).
Por isso, existe a necessidade dos espaços educativos investirem cada vez mais
em projetos que incluam informática e internet em seus currículos. Contudo, é
necessário considerar as características individuais de cada professor, nos aspectos
pedagógicos e sociais, sejam conservadas mesmo diante das transformações ocor-
ridas no âmbito tecnológico.
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Logo, a formação de professores e o ambiente educativo devem objetivar a edi-
ficação da aprendizagem do aluno, favorecendo a construção de um ser humano
completo nos aspectos didáticos e sociais. Isso quer dizer que todas as medidas de-
vem favorecer o aluno, sendo que este é o centro de todo esse processo, por isso:
[...] educar é levar o aluno ao conhecimento, ou seja, aprender a geren-
ciar um conjunto de informações e torna-las algo mais significativo para
si, e não simplesmente absorver informações, pois estas são possíveis
de serem esquecidas e de se perderem. Além de gerenciar a informa-
ção, é importante aprender a gerenciar também todo o universo das
emoções. O processo de educar é complexo, e não envolve somente o
processo de ensinar ideias, ensinar também a lidar com as sensações
e emoções que ajudam a manter o equilíbrio e a viver com confiança.
(MORAN, 2001, p. 19)
No Brasil, 73% dos professores usam a internet em sala de aula, isso quer dizer que, aproxi-
Explor
madamente, 3 entre 4 professores no Brasil usam internet em sala de aula e 93% das escolas
estão conectadas à internet. Mesmo apesar da alta taxa de conectividade, boa parte dos
professores não conseguem aproveitar o potencial da tecnologia para o ensino.
• Realize os treinamentos
Treinamentos propostos pela escola.
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UNIDADE Educação e Métodos de Ensino no Saber-fazer Docente
Elementos conceituais do
processo didático
ESCOLA
C PROFESSOR
“Sua função é facilitar o processo de
aprendizagem”.
“A escola é para todos, tem caráter
democrático, a organização disciplinar
é realizada por meio da participação
A
da comunidade, oferecendo
condições para o processo de
aprendizagem dos alunos”.
D
ENSINO E APRENDIZAGEM
“Os objetivos educativos da escola
precisam obedecer os princípios de
ALUNO currículo e estar organizado
B
“Sujeito que faz parte da instituição, coletivamente no trabalho dos
ele é o centro do processo de ensino professores, os conteúdos precisam
e aprendizagem, o professor deve ser selecionados a partir do interesse
enfocar a sua criatividade ou seja um dos alunos, e a avaliação acontece
aluno que aprendeu a aprender”. dentro do processo formativo”.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Livros
Didática
O livro, escrito por um renomado educador brasileiro, discute acerca da didática e seus
processos de ensino. Como ensinar? Quais os métodos? O que é processo de ensino e
aprendizagem? O que é didática? Esses e outros temas são abordados neste livro, que
é essencial à formação de professores.
Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão docente
O livro organizado por Libâneo visa discutir ações sobre o papel do professor, a
importância desse profissional aproximar-se e compreender o funcionamento das
novas tecnologias em sua atuação, não desvinculando os textos sobre a importância
da qualidade da educação e da formação de professores.
Filmes
Como estrelas na Terra toda criança é especial
O filme retrata a história de uma criança disléxica, mas que é tarjada de incapaz de
aprender por falta de conhecimento dos pais, professores e médicos, até que um
professor, também disléxico, cruza o seu caminho.
Piratas da Informática – Piratas do Vale do Silício
O filme é uma história baseada no processo de construção das empresas norte-
americanas de software, Apple e Microsoft. A película apresenta, a partir do viés
de seus criadores, como foi esse momento, e um dos pontos máximos do filme é o
momento que retrata que alguém se apropria indevidamente de um sistema operacional
para beneficiar a empresa de Bill Gates.
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Projeto Político Pedagógico
e Participação Docente
• Introdução;
• A Importância do PPP na Organização
do Trabalho Pedagógico.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
• Conhecer a importância da participação docente na constituição do projeto
político-pedagógico.
UNIDADE Projeto Político Pedagógico e Participação Docente
Introdução
Iniciamos nossos estudos tratando sobre como o trabalho modifica o trabalhador,
já que faz parte da participação docente na construção do projeto político pedagó-
gico. É necessário pensar que, nesse processo de participação docente, há algo que
a antecede tal questão: a práxis social. Portanto, devemos entender a práxis social
como um trabalho “[...] cujo processo de realização desencadeia uma transformação
real do trabalhador” (TARDIF, 2002, p. 56). Sabemos que o trabalho não é uma
tarefa que apenas modifica determinados objetos encontrados na natureza; o traba-
lho visa modificar a identidade do trabalhador e sua forma de agir sobre o mundo.
8
Por isso, a aprendizagem concreta que envolve o ofício da prática docente passa
a assumir uma forma de relação entre o trabalhador e seu trabalho. As experiências
vivenciadas são de grande importância para o processo de formação e organização
do trabalho pedagógico.
Assista ao vídeo sobre a Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire. O vídeo trata da impor-
Explor
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UNIDADE Projeto Político Pedagógico e Participação Docente
Importante! Importante!
A participação docente deve abranger a diversidade dos saberes dos professores, sendo
construído, assim, um modelo de categorias que irão edificar o conhecimento e a parti-
cipação dos professores em sua prática profissional.
Importante! Importante!
O saber profissional está, de certo modo, na confluência entre várias fontes de saberes
provenientes da história de vida individual, da sociedade, da instituição escolar, dos ou-
tros atores educativos, bem como dos lugares de formação. Ora, quando estes saberes
são mobilizados nas interações diárias em sala de aula, é impossível identificar imedia-
tamente suas origens: os gestos são fluidos e os pensamentos, [...] convergem para a
realização da interação educativa do momento (TARDIF, 2002, p. 64).
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Vejam quão importante é que o docente tenha saberes e como esses saberes
influenciam em sua prática social e pedagógica!
Agora, é o momento de falar do Projeto Político Pedagógico (PPP). Este é um
documento elaborado dentro de cada instituição escolar, que tem, por finalidade,
orientar o trabalho pedagógico durante todo o ano letivo. Inicialmente, trataremos
o conceito de planejamento, isso porque o PPP é fruto desse processo, e o plane-
jamento precede o PPP. Depois, iremos articular com o saber docente e a partici-
pação do professor. Mas o que vem a ser o planejamento?
Segundo Vasconcellos (2012, p. 106, grifos do autor), “o planejamento deve
partir da realidade concreta tanto dos sujeitos, quanto do objeto de conhecimento
e do contexto em que se dá a ação pedagógica [...]”, ou seja, o professor deve co-
nhecer a realidade social da comunidade em que a escola se encontra e dos alunos
que a frequentam para fazer um planejamento coerente, assim como é importante
o professor ter conhecimento frente ao objeto estudado.
Dessa forma, “a escola é o lugar de concepção, realização e avaliação de seus
projetos educativos, uma vez que necessita organizar seu trabalho pedagógico com
base em seus alunos [...]” (VEIGA, 2011, p. 11). Então, o Projeto Político Pedagó-
gico (PPP) deve ser elaborado a partir da realidade concreta.
Importante! Importante!
11
11
UNIDADE Projeto Político Pedagógico e Participação Docente
12
crática, assim como exposto no Art. 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
(9394/96).
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino
público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os
seguintes princípios:
A Importância do PPP na
Organização do Trabalho Pedagógico
Vejamos o que Libâneo (2012, p. 483) fala a respeito do PPP:
[...] com a disseminação das práticas de gestão participativa, foi-se conso-
lidando o entendimento de que o projeto pedagógico deveria ser pensado,
discutido e formulado coletivamente, também como forma de construção
da autonomia da escola, por meio da qual toda a equipe é envolvida nos
processos de tomada de decisões sobre aspectos de organização escolar
e pedagógico-curricular.
13
13
UNIDADE Projeto Político Pedagógico e Participação Docente
Então, veja, estudante, que o PPP é uma prática social, construída historica-
mente, segundo os saberes que os professores produzem nas escolas, estando
assentado nas diretrizes legais da educação brasileira. Ora, conseguiram perceber
o quando os saberes docentes e o trabalho estão envolvidos na construção do PPP,
e a importância que esse documento tem na garantia da democratização do ensino
no Brasil. Logo, podemos conceituar o PPP como:
[...] plano global da instituição. pode ser entendido como a sistematização,
nunca definitiva, de um processo de Planejamento Participativo, que se
aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de
ação educativa que se quer realizar. É um instrumento téorico-pedagógico
para a intervenção e mudança da realidade. É um elemento de organi-
zação e integração da atividade prática da instituição neste processo de
transformação. (VASCONCELOS, 2004, p. 169)
14
Como a construção do PPP é algo coletivo, é necessário que seus participan-
tes, inclusive os docentes, articulem-se para compor e construir esse documento.
O ponto de vista dos professores é demasiadamente importante para compreender
as exigências do âmbito escolar, além de ser um espaço de interlocução de ideias.
Marco Conceitual
Visa expressar a opção pelos fundamentos
teórico-metodológicos da escola.
Marco Situacional
Identificar e analisar os problemas e avanços
presentes na sociedade e quais suas influências na
escola.
Marco Operacional
Apresenta as propostas e metas para executar os
objetivos e delimitar a organização da escola.
Figura 3 – A organização do trabalho pedagógico que está configurada no Projeto político pedagógico
Para Vasconcelos (2004), é muito importante ter, em mente, que o PPP não é
um documento engessado. Ele deve ser flexível e passível de mudanças. Por isso, o
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UNIDADE Projeto Político Pedagógico e Participação Docente
PPP não pode ser imposto, mas, sim, construído coletivamente, já que esse docu-
mento expressa a identidade da comunidade escolar.
Mas, para que haja essa efetiva participação, os professores precisam estar
motivados e terem compromisso profissional e ético. Além desses quesitos, os
professores precisam estar convencidos da necessidade de sua participação no
processo, já que “[...] a escola não pode ser propriedade dos professores, ela deve
incluir toda comunidade educativa no planejamento de suas metas de melhoria”
(HERNÁNDEZ, 2003, p. 25).
16
O PROJETO 4 - Tem compromisso ético-político.
Político-Pedagógico
5 - Deve ter a participação de
todos os sujeitos em sua
constituição.
1 - Envolve a concepção de homem,
sociedade, escola, educação, cultura,
trabalho, tecnologia, cidadania,
conhecimento, ensino, 6 - Visa garantir a autonomia da
aprendizagem e avaliação. escola.
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UNIDADE Projeto Político Pedagógico e Participação Docente
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Vídeos
Projeto Político Pedagógico
Confira o vídeo sobre o Projeto Político Pedagógico, da Professora Ilma Passos
Alencastro Veiga. Ela trata de como o PPP é construído e a importância da participação
da comunidade e dos professores neste processo.
[Link]
Papel do Diretor e do Diretor Auxiliar na Escola
Confira o vídeo sobre o Papel do Diretor e do Diretor Auxiliar na Escola. Aqui, são
apresentadas as responsabilidades dos dirigentes da escola. Assista à animação.
[Link]
Leitura
Projeto Político Pedagógico
Neste documento, você terá acesso ao PPP de uma escola pública. Aqui, você poderá
compreender como é a construção desses documentos, quais os itens fundamentais e
como ele está organizado.
[Link]
Projeto Político-Pedagógico: em busca de novos sentidos
O livro busca refletir sobre as possibilidades da escola em cumprir com o Projeto
Político Pedagógico e discute as teorizações do PPP no cotidiano escolar.
[Link]
18
Planejamento e Prática Docente I
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
• Refletir sobre a importância do planejamento da prática docente no processo de
ensino e aprendizagem.
UNIDADE Planejamento e Prática Docente I
Por isso, é tão necessário que o planejamento seja estruturado e que esteja de
acordo com o contexto e o cotidiano escola, afinal, nós sabemos que a escola não
é um local rígido e inflexível. É por isso que o planejamento vem para organizar e
também sistematizar o trabalho pedagógico de professores e equipe pedagógica,
evitando, assim, que o processo de ensino seja sempre uma improvisação.
8
O fato é que o planejamento tem uma intencionalidade, e para compreender-
mos melhor essa perspectiva trazemos o que Padilha (2001, p. 63) fala a respeito:
Lembramos que realizar planos e planejamentos educacionais e escolares
significa exercer uma atividade engajada, intencional, científica, de caráter
político e ideológico e isento de neutralidade. Planejar, em sentido amplo,
é um processo que visa dar respostas a um problema, através do estabele-
cimento de fins e meios que apontem para a sua superação, para atingir
objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro,
mas sem desconsiderar as condições do presente e as experiências do
passado, levando-se em conta os contextos e os pressupostos filosófico,
cultural, econômico e político de quem planeja e de com quem se planeja.
(PADILHA, 2001. p. 63)
Assista ao vídeo do programa Papo de Professor, que traz o tema: Como fazer um bom pla-
Explor
9
9
UNIDADE Planejamento e Prática Docente I
Explor
Acesse o portal do Instituto Ayrton Senna e leia a reportagem que trata sobre a importância
do currículo no ambiente educacional. A matéria traz as possibilidades de definir o currículo
escolar e selecionar as melhores maneiras de formar o cidadão do futuro. Disponível em:
[Link]
Outra questão que envolve a prática docente e o planejamento são as etapas que
orientam a construção do planejamento, isso porque a questão do planejamento
está ligada à educação e à concepção de ensino e aprendizagem.
Para Castro et al. (2008), o planejamento escolar precisa ser concebido em três
etapas: preparação, acompanhamento e aperfeiçoamento. Esses três princípios
que estão intrínsecos ao planejamento precisam aparecer ao longo do planejamen-
to a ser apresentado, tanto escritos quanto nas ações referentes ao planejamento.
A partir do momento da elaboração do planejamento, o professor precisa deixar
claro quais valores, atitudes, habilidades, competências e conhecimentos os alunos
irão desenvolver ao longo do ano letivo, e isso tem um grande peso na elaboração
do plano da disciplina, bem como nos planos de aula.
Planejamento
Preparação Aprimoramento
Acompanhamento
Significa Significa
Significa
10
por diversos acontecimentos intrínsecos à escola. Por isso, a formação pedagógica
para os docentes é tão importante, pois acaba contribuindo para o processo de
ensino e aprendizagem de maneira mais efetiva, além de se comprometer com a
formação integral do aluno, não pensando em sua formação voltada apenas para
o mercado de trabalho.
Logo, o planejamento tem sua constituinte essencial, pois o ensino precisa que
o planejamento exista para que a organização, seleção e explicação de conteúdos
passem a fazer sentido para os educandos e para que o resultado final seja a apren-
dizagem. É no planejamento que nós, docentes, iremos estabelecer os objetivos
da disciplina, os métodos que iremos desenvolver o conteúdo e a maneira como
iremos avaliar o processo. Portanto, no que tange à aprendizagem, sabemos que
as atividades a serem aplicadas aos alunos precisam ter a função de assimilação de
conhecimentos e desenvolvimento de habilidades.
De acordo com Libâneo (1990), esse processo visa, na verdade, realizar a me-
diação dos objetivos estipulados previamente, de maneira que os conteúdos e os
métodos possam ser sintetizados na aula e na ação didática do professor.
Veja a reportagem que trata sobre o plano de aula. Esse instrumento, segundo a Revista
Explor
Nova Escola, traz prática e reflexão, o que irá resultar num plano de aula perfeito. Disponível
em: [Link]
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11
UNIDADE Planejamento e Prática Docente I
Nesse processo é importante deixar bem claro que o objetivo precisa ter infor-
mações que irão contribuir para a materialização da aula. A partir do momento
que algumas informações são omitidas, o professor passa a ter dificuldades para
ensinar seus alunos. Apresentamos três especificações que indicam as relações
entre o verbo e a ação:
12
• especificação de desempenho ou comportamento;
• especificação de condições em que o aprendizado será observado;
• especificação dos padrões a serem alcançados.
A partir disso há uma tabela que contribui para que os objetivos afetivos a serem
desenvolvidos se associem a verbos de ação. Vejamos:
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UNIDADE Planejamento e Prática Docente I
1
Conteúdos fatuais
São conhecimentos de fatos,
acontecimentos, situações e fenômenos Conteúdos atitudinais
concretos, em que a aprendizagem é Que podem ser agrupados em valores,
verificada de maneira literal. atitudes e normas.
Os quatro
2 princípios da
aprendizagem 3
Conteúdos procedimentais Aprendizagem de conceitos
SALES
São ações ordenadas e que visam um Nesse momento é necessário
4
determinado fim, isso inclui técnicas, possibilitar a elaboração e, também a
métodos, destrezas e habilidades. construção pessoal a respeito das
interpretações de novas situações
(ZABALA, 1998).
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exercícios, entre outros. Essas metodologias possibilitam a constituição do conhe-
cimento e visam superar a visão caótica do conhecimento.
· leitura de textos
· leitura com roteiro de questões
· material de instrução programada
Aquisição de conhecimentos · excursão
· aulas expositivas dialogadas
· visitas técnicas
· estudo de caso
· estágios
· excursões
Confronto com a realidade · pesquisa de opinião
· estudo de caso
· estudo do meio
· projeto de pesquisa
Iniciativa na busca de informações · estudo do meio
· estudo de caso
Fonte: Peixoto e Araújo, 2012, p. 9
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UNIDADE Planejamento e Prática Docente I
·· solução de caso
·· observação
Objetivos de atitudes ·· entrevista
·· dissertação
·· pré/pós-testes
·· indicadores de aproveitamento
Objetivos de um programa ·· questionários
·· debates
·· debates
·· observação
Objetivos de um curso ·· questionários
·· entrevistas
Acesse o texto do Portal Pedagogia e tenha maior compreensão sobre a pedagogia de pro-
Explor
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Assim, a aprendizagem baseada em projetos torna-se um modelo inovador de
ensino e também de aprendizagem, já que esse processo envolve não somente os
professores, mas principalmente os alunos, que atuam em atividades de pesquisa
para solucionar problemas, permitindo que os alunos construam seu conhecimento
de forma autônoma. As características que definem a aprendizagem baseada em
projetos incluem: conteúdo, condições, atividades e resultados.
No quadro a seguir, sintetizamos esse processo em tópicos para que você estu-
dante consiga ter uma melhor visualização desse processo:
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UNIDADE Planejamento e Prática Docente I
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Livros
Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico
Vasconcellos apresenta em seu livro textos que nos auxiliam a compreender questões
que envolvem o planejamento na prática docente. Ao longo desse volume teórico, o
autor enfatiza a importância do planejamento e como ele contribui de fato para a or-
ganização do trabalho docente no âmbito escolar e na sala de aula.
Planejamento: como prática educativa
Gandin apresenta o contexto da educação no século XX. A intenção do autor com esse
prenúncio é trazer reflexões para que o docente consiga impulsionar a sua prática ao
longo de sua trajetória tanto acadêmica quanto profissional. Vale a leitura!
Vídeos
Gestão da Sala de Aula – Celso Vasconcellos
O vídeo que traz uma fala do Professor Doutor Celso Vasconcellos é um momento
muito agradável de conversa e reflexões, principalmente porque ele propõe questio-
namentos que nos ajudam a pensar sobre a interação entre o professor, a escola e
o aluno. Ele ressalta que o professor é o mediador do conhecimento no espaço da
sala de aula, sendo que suas ações são fundamentais para possibilitar o processo de
ensino e aprendizagem.
[Link]
Entrevista – Celso Vasconcellos
A entrevista de Celso Vasconcellos é apresentada de maneira a suscitar reflexões
sobre a importância da afetividade na prática docente, tendo em vista que a ati-
vidade exercida pelo professor é algo humano, sendo que a todo tempo ele está
envolvido com o processo de aprendizagem de sujeitos que estão a receber todo o
conhecimento científico.
[Link]
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Planejamento e a Prática Docente II:
Plano de Ensino e Plano de Aula
• Introdução;
• Planejamento de Ensino;
• Plano de Aula.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
• Discutir a importância da elaboração do planejamento e do plano de aula no
trabalho docente.
UNIDADE Planejamento e a Prática Docente II:
Plano de Ensino e Plano de Aula
Introdução
Os pressupostos que envolvem o planejamento de ensino e o plano de aula não
são novidade na área educacional. Esse instrumento serve para atender a propósi-
tos diferentes no âmbito da educação, delineamentos esses que têm determinados
objetivos a serem cumpridos na formação do indivíduo.
PLANEJAMENTO DE ENSINO
8
decisões que competem ao homem devem projetar ações a serem desenvolvidas
para um futuro melhor.
As mudanças no estilo de vida das pessoas também afetam a forma de aprendi-
zagem dos indivíduos, e passamos a ter um processo de aprendizagem baseado na
leitura de textos, de interação com meios digitais e a autoaprendizagem. Quando se
trata desse processo, percebemos que a aprendizagem audiovisual torna-se a que
mais contempla a necessidades dos alunos e alunas em sala de aula, levando à total
necessidade de transformar a maneira de planejar e até mesmo a autonomia que
precisa ser concedida aos estudantes.
Importante! Importante!
O maior desafio da educação nos dias atuais é fazer com que alunos e alunas consigam
aprender o que realmente está delimitado no planejamento do professor.
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9
UNIDADE Planejamento e a Prática Docente II:
Plano de Ensino e Plano de Aula
Planejamento de Ensino
Assim, estudante, adentramos na questão do planejamento de ensino. Quando
falamos a respeito do planejamento de ensino, estamos falando de um processo de
tomada de decisões, que partem de informações que são constantemente coletadas.
O professor, ao reuni-las, permite iniciar o processo de racionalização dos recursos
para que ele consiga atingir os objetivos estipulados previamente dentro do processo
de ensino-aprendizagem. No entanto, é bom lembrar que nesse processo não se deve
especificar apenas um agente para a tomada de decisões, isto porque a responsabi-
lidade para que o planejamento de ensino se efetive é de todos os atores da escola.
10
Assim, o planejamento de ensino não pode ser visto apenas como uma tarefa
única e exclusivamente do professor da disciplina, já que compete a todo o corpo
escolar e/ou universitário, e precisa estar de acordo com as políticas curriculares
destinadas a cada área do conhecimento. O estilo de planejamento de ensino é
resultante das práticas interdisciplinares da prática docente e deve estar envolvido
com princípios, procedimentos e técnicas de melhoria da qualidade da educação.
dos alunos?
E o que vem a ser o ensino nesse processo? Entendemos por ensino toda a ação
deliberada e objetivada que atende a um processo planejado pelo professor, e tem
por função alinhar os procedimentos de comunicação para que se possa prover
interação com o aluno, visando sempre facilitar a aprendizagem dos estudantes.
No entanto, diante de qualquer estilo que o professor adote para poder ensinar,
ele precisa ter em mente a meta que pretende atingir no processo de aprendizagem
de seus alunos.
Apoiar o ensino em algumas acepções de aprendizagem é útil, pois facilita
a compatibilização dos eventos de processo de aprendizagem do aluno
(condições internas) com as situações propostas pelo professor (condições
externas) para efetivação da aprendizagem. (GARCIA, 1984, p. 14)
11
11
UNIDADE Planejamento e a Prática Docente II:
Plano de Ensino e Plano de Aula
EMENTA:
A ementa é uma forma de descrever discursivamente o conteúdo conceitual e procedimental de uma disciplina.
OBJETIVO GERAL:
corresponde ao objetivo mais amplo da disciplina, sempre buscando pensar: “o que meu aluno deve saber ao final
desta disciplina?”.
OBJETIVO ESPECÍFICOS:
referem-se às unidades de ensino, é o momento que explicita-se as ações que irão contribuir para o objetivo geral.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
explicita-se os conteúdos a serem trabalhados ao longo da disciplina, distribuídos em tópicos.
ESTRATÉGIAS DE ENSINO:
são as ações previamente planejadas para facilitar a relação de ensino e aprendizagem. Essas ações podem apoiar-se
em recursos como: aula expositiva, dialogada, seminário, resenha, debates, entre outros.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
aqui deve se especificar o sistema de avaliação programada pelo departamento ou pelo colegiado do curso,
especificando valores para as avaliações.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: apresentar os principais livros que irão orientar a disciplina.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: livros e/ou artigos que auxiliam nos estudos.
12
Para Souza e Figueiredo (s/d), o planejamento de ensino é um organizador me-
todológico do conteúdo e visa atender às necessidades dos alunos.
O planejamento deve ser compreendido como um instrumento capaz de
intervir em uma situação real para transformá-la. É uma mediação teórico-
metodológica para a ação consciente e intencional que tem por finalidade fazer
algo vir à tona, fazer acontecer. Para isto, é necessário estabelecer as condições
materiais, bem como a disposição interior, prevendo o desenvolvimento da
ação no tempo e no espaço; caso contrário, vai se improvisando, agindo sob
pressão, administrando por crise (SCHEWTSCHIK, 2017, p. 10664)
A partir do momento que o professor compreende esses passos ele está apto a
planificar. E o planejamento irá envolver: ideias, dinâmicas, projeções, programa-
ções, corporificações, plano de ação, entre outros.
13
13
UNIDADE Planejamento e a Prática Docente II:
Plano de Ensino e Plano de Aula
Plano de Aula
De acordo com Veiga (2008, p. 267), “a aula, é um lugar privilegiado da vida
pedagógica, refere-se às dimensões do processo didático - ensinar, aprender, pes-
quisar e avaliar - preparado e organizado pelo professor e seus alunos”. Segundo a
autora, aula nada mais é do que o momento em que se efetiva o fazer pedagógico,
em que acontece de fato a aprendizagem, a pesquisa e o processo avaliativo – pro-
cessos esses que precisam ser bem planejados.
De acordo com Libâneo (2013), o professor precisa ter conhecimento dos obje-
tivos educacionais, para que o seu planejamento esteja de acordo com todo o pro-
cesso pedagógico. O norte da prática docente ocorre por meio do planejamento e
do plano de aula, por isso os objetivos são considerados o ponto de partida para o
desenvolvimento da prática educativa, já que será por meio delas que o professor
irá encaminhar o processo de ensino visando atingir a aprendizagem dos alunos.
14
Ela [a aula] é feita de prévias e planejadas escolhas de caminhos, que
são diversos do ponto de vista dos métodos e técnicas de ensino; [...]
também se constrói, em sua operacionalização, por percalços, que impli-
cam correções de rota na ordem didática, bem como mudanças de rumo;
[...] está sujeita a improvisos, porque não foram previstos, mas não pode
constituir-se por improvisações. (ARAUJO, 2008, p.60-62)
Por isso é tão importante alinhar a avaliação aos objetivos propostos no plano de
aula. A seguir apresentamos um modelo de plano de aula, para que você, estudante,
possa utilizá-lo no momento de elaboração de suas aulas semanais ou mensais.
Conteúdos Procedimentos a
Objetivo geral Público alvo Avaliação
ministrados serem tomados
Palavras/Chave: _________________________________________________________________________
15
15
UNIDADE Planejamento e a Prática Docente II:
Plano de Ensino e Plano de Aula
Nesse sentido, as atividades que serão realizadas pelos alunos devem demonstrar
o que eles aprenderam. O plano de aula mais completo utilizado é do Professor
Gasparin, organizado da seguinte maneira:
OBJETIVO GERAL:
corresponde ao objetivo mais amplo do conteúdo a ser ministrado, sempre buscando
pensar: “o que meu aluno deve saber ao final deste conteúdo?”.
OBJETIVO ESPECÍFICOS:
referem-se às unidades de ensino, é o momento que se explicitam as ações que irão
contribuir para o objetivo geral.
I. PRÁTICA SOCIAL INICIAL DO CONTEÚDO
1.1 CONTEÚDO:
Vivência do Conteúdo:
a) O que os alunos já sabem sobre o conteúdo ministrado?
b) O que os alunos gostariam de saber mais sobre o conteúdo?
II. PROBLEMATIZAÇÃO
2.1 DISCUSSÃO:
a) O que é necessário para a produção de XXXXXXXXXXXX???
2.2 DIMENSÕES DO CONTEÚDO:
a) Conceitual
b) Social
c) Histórica
d) Cultural
III. INSTRUMENTALIZAÇÃO
Aqui o professor deve explicar como será a aula e prever como irá desenvolver os conteúdos,
a problematização e os recursos que utilizará para desenvolver as atividades.
IV. RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS
V. CATARSE
5.1 SÍNTESE MENTAL DO ALUNO
Aqui o professor irá explicitar tudo aquilo que o aluno apreendeu ao longo dessa etapa e
qual o resultado dela.
VI. PRÁTICA SOCIAL FINAL DO CONTEÚDO
6.1 Intenções do Aluno
6.2 Ações do Aluno
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas: Autores
Associados, 2003.
16
Isso demonstra que o plano de aula deve conter objetivos de aprendizagem que
estejam bem definidos e atividades avaliativas alinhadas ao objetivo proposto.
O que eu pretendo que meus alunos sejam capazes de fazer depois do que
eu ensinei e que não podiam fazer antes? Em que nível eles são capazes
de fazer? Como faço para promover atividades que irão ajudá-los a alcan-
çar os resultados pretendidos da aprendizagem? Como posso avaliá-los
para ver se eles alcançaram tais resultados? (BIGGS; TANG, 2010, apud
MENDONÇA, 2014. p.2)
3 Atividades da aula
Atividade avaliativa
1 Objetivo 2 de verificação da
aprendizagem
1 - Inicia-se com o planejamento dos objetivos de aprendizagem, o que se quer que os alunos aprendam.
2 - Planeja-se em seguida uma atividade para verificar se eles aprenderam o que foi proposto com o objetivo.
3 - Busca-se, depois de elaborar a atividade avaliativa de verificação, a(s) atividade(s) que será(ão) proposta(s)
durante a aula para que os alunos atinjam o objetivo pedagógico.
Até aqui tratamos sobre as questões que envolvem o plano de ensino e o plano
de aula, no entanto há conceitos importantes para que essa prática do trabalho do-
cente se efetive. Assim, o infográfico estruturado exclusivamente para seus estudos
demonstra quais são os importantes conceitos que fazem parte dos instrumentos
da prática pedagógica docente.
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UNIDADE Planejamento e a Prática Docente II:
Plano de Ensino e Plano de Aula
PREPARAÇÃO
B
ENTREGA DA INSTRUÇÃO
Estratégias instrucionais específicas para que o
processo de ensino dos alunos seja eficiente.
C
AVALIAÇÃO
Avaliação normativa, avaliação por critérios e
realimentação do processo de aprendizagem.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Vídeos
Planejamento de Aula na BNCC , com a Doutora Guaciara Fornaciari.
O vídeo apresentado pela professora Guaciara visa demonstrar como ficará o
planejamento das aulas após a aprovação da BNCC, ao enfatizar discussões a respeito
do que muda na prática dos professores.
[Link]
Planejamento Escolar – N.º 01 - Planejamento: o que não é
[Link]
Planejamento Escolar – N.º 02 - O que é planejamento
[Link]
Planejamento Escolar – N.º03 - O que deve contemplar
[Link]
Leitura
A influência do plano de aula na práxis docente
O texto de Dorta e Franco (2013) visa abordar a importância que o plano de aula tem
na práxis docente. Os autores focam na prática do ensino superior e ressaltam que até
mesmo no ensino superior o plano de aula é importante.
DORTA, G. C. da S.; FRANCO, S. A. P. A influência do plano de aula na práxis
docente: uma abordagem no ensino superior. II Jornada de didática e I Seminário de
pesquisa do CEMAD, 2013. Disponível em:
[Link]
A importância do planejamento no contexto escolar.
O texto aborda a importância do planejamento no contexto escolar. Os autores retratam
o papel que o planejamento desempenha nas práticas docentes e a importância desse
documento no momento de nortear as ações pedagógicas dos professores e até mesmo
da equipe pedagógica.
[Link]
19
19
Os Quatro Pilares da Educação
e a Prática Docente
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
• Proporcionar reflexões sobre as necessidades pedagógicas essenciais na atuação
dos professores.
UNIDADE Os Quatro Pilares da Dducação e a Prática Docente
A concepção dos saberes docentes passam a ter um novo viés, que visa ampliar as
competências dos docentes, constituindo um novo tipo de profissional, ou seja, “[...]
aquele que é capaz de criar situações de aprendizagem nas quais o jovem desenvolva
a capacidade de trabalhar intelectualmente, a partir do que se capacita para enfrentar
as situações da prática social e do trabalho” (KUENZER, 2008, p. 28).
8
Quando nos referimos aos saberes docentes, ressaltamos a necessidade de
estudar o trabalho docente a partir de uma dimensão ontológica, em que este
passa a constituir o ser social, por isso, é preciso estudar as bases materiais que
cimentam tal saber.
Quais os saberes necessários que os professores necessitarão ter para que haja um desem-
Explor
Importante! Importante!
Nesse sentido, a formação docente deve sempre ser o problema central dos
saberes necessários para a prática docente. Logo, o professor precisa envolver seu
trabalho em elementos advindos de sua experiência e de seu processo formativo.
Isso torna-o um docente único e seus saberes pedagógicos passam a fazer mais
sentido para os seus alunos.
9
9
UNIDADE Os Quatro Pilares da Dducação e a Prática Docente
10
concepção dos propósitos para ensinar um conteúdo específico e cons-
tituído pelo conhecimento da compreensão dos estudantes, do currículo
e das estratégias instrucionais); sendo que, esse último é influenciado e
influente nos demais e é considerado o conhecimento central da base de
conhecimentos de um professor. (FREIRE; SKEIKA, 2015, p. 17065)
Conhecimento do Contexto
Estudante
Comunidade Distrito Escola
Sabemos que o professor precisa ter conhecimentos essenciais que estão para
além daqueles relacionados à sua área de pesquisa. Esse docente precisa ter co-
nhecimentos relacionados à gestão escolar e atualização profissional. Os autores
Gauthier et al (1998, p. 22, grifo nosso) retrata que os saberes necessários à práti-
ca docente organizam-se da seguinte forma:
11
11
UNIDADE Os Quatro Pilares da Dducação e a Prática Docente
Ensinar exige
reflexão crítica Ensinar exige
sobre a prática estética e ética
Ensinar exige
Ensinar exige
risco, aceitação
rigorosidade
do novo e rejeição
metódica
a discriminação
NÃO HÁ
Ensinar exige DOCÊNCIA Ensinar exige
corporificação SEM DISCÊNCIA pesquisa
das palavras
pelo exemplo
Ensinar exige
respeito aos
Ensinar exige o saberes dos
reconhecimento educandos
a assunção da Ensinar exige
identidade cultural a critidade
Uma das tarefas mais importantes do saber docente é trabalhar com os seus alu-
nos com grande rigorosidade metódica, em que o professor deve aproximá-los dos
objetos cognoscíveis. Logicamente, essa rigorosidade não quer dizer que o professor
precisa voltar para a tendência tradicional, mas sim prezar por apresentar os concei-
tos do que será ensinado em sua aula, pois, quando o professor propõe a produção
de novos conhecimentos, o aluno passa a superar aquele velho conhecimento que ti-
nha, por isso é tão importante apresentar os conceitos de cada assunto a ser tratado.
Outro fator é que o professor precisa ser um pesquisador e saber ensinar os seus
alunos a pesquisarem, pois é a partir da pesquisa que se trabalha com a produção
do conhecimento.
12
Dentro dessas questões, o professor precisa discutir e dialogar com seus educan-
dos sobre a realidade concreta em que estamos inseridos. É preciso dar exemplos,
no contexto da aula, da realidade objetiva que vivemos, pois é por meio de exem-
plos que os alunos, muitas vezes, conseguem assimilar o conteúdo apresentado.
Essa prática também deve direcionar para a prática de relações entre os saberes
curriculares necessários à formação do educando e à experiência social que cada
um tem em sua vida cotidiana.
Em sua prática docente, o professor deve ensinar os alunos a superarem a
curiosidade ingênua, obviamente, sem deixar de ser curiosidade, mas que essa
curiosidade leve-os à prática da criticidade, pois é por meio dessas ações que o
aluno passa a apreender o rigor metodológico do ensino e consegue aproximar-se
do objeto estudado.
Uma ação necessária e importante neste caminhar é que a rigorosidade da pes-
quisa e a criticidade não podem estar distantes da ética, que deve sempre caminhar
ao lado da estética. Materiais bem elaborados, coloridos, com a língua portuguesa
formal bem utilizada são mecanismos que chamam muito a atenção dos alunos.
A partir desses princípios, a relação professor-aluno também deve aceitar o
novo, mas sem negar aquilo que já foi compreendido, pois essa prática é a conti-
nuidade do processo histórico tão importante na formação de cada indivíduo.
O pensar sobre questões certas dentro de uma perspectiva ética pode transfor-
mar a prática docente, que envolve dinamicidade, dialética e ações entre o fazer
e o pensar. Isso porque o saber, na prática docente, é quase sempre espontâneo
e, em muitos casos, produz um saber ingênuo, que acaba faltando a rigorosidade
metódica da teoria.
Com isso tudo, temos o resultado de que ensinar não é transferir conhecimento
(FREIRE, 2000).
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onde se esta inserido. Todos os professores precisam estar abertos ao diálogo para
ensinar de maneira prazerosa.
Tardif (2002) ressalta que os saberes necessários à prática docente relacionam-
-se, também, à problematização do ensino e à formação de professores. Exatamen-
te por isso o autor salienta que o saber pedagógico dos docentes estão organizados
em seis eixos. Vejam quais são:
• Saber e trabalho;
• Diversidade do Saber;
• Temporalidade do saber;
• Experiência de trabalho enquanto fundamento do saber;
• Saberes humanos a respeito de saberes humanos;
• Saberes e formação profissional (TARDIF, 2002, p. 55).
Esses fios condutores da carreira docente possibilitam que o professor compre-
enda a relação entre seu trabalho, escola e sala de aula; o professor, mediante a
sua pluralidade de conhecimentos, passa a focalizar os saberes necessários que irão
alicerçar sua prática profissional.
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Discutir sobre os processos que envolvem a prática e a formação de professores
é essencial para uma educação de qualidade, por isso, a formação é tão necessária
e importante, pois o docente não é um ser “[...] descartável, nem substituível, pois,
quando bem formado, ele detém um saber que alia conhecimento e conteúdos à
didática e às condições de aprendizagem para segmentos diferenciados” (GATTI,
2009, p. 91). Por isso, as instituições que trabalham com a formação de professo-
res precisam preocupar-se com os rumos da educação, vivenciando a
[...] busca de novos currículos educacionais e de uma formação ao mesmo
tempo polivalente e diversificada de professores, as propostas de trans-
versalidade de conhecimento em temas polêmicos, mostram que a área
educacional encontra-se no meio desse movimento em busca de alterna-
tivas formativas. (GATTI, 2009, p. 94)
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Importante! Importante!
Outro fator importante, que faz parte dos saberes pedagógicos necessários à
prática docente, é o uso de novas tecnologias. O professor deve saber como utili-
zar as novas tecnologias em benefício da educação, já que é impossível negar que
nossos alunos estão em constante conexão com essas tecnologias, e não utilizá-las
é transformar o processo educacional em algo obsoleto.
Os quatro pilares da educação surgiram como uma forma de atender aos pre-
ceitos da globalização. O propósito é desenvolver uma educação que abarcasse,
no currículo, questões importantes dentro do ambiente escolar, mas sem deixar de
lado a qualidade educacional, preparando as futuras gerações para o mundo do
trabalho. Esses fundamentos foram organizados e pensados pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Os quatro pila-
res propõe direcionar alguns fundamentos para a educação de países considerados
em desenvolvimento, como o Brasil.
No entanto, esses pilares não são ações apenas para modificar a formação de
alunos da educação básica, mas também de futuros profissionais da educação.
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CONVIVER
SER CONHECER
APRENDER
VALORIZAR TRANSFORMAR
PRESERVAR RECOMEÇAR
A proposta dos quatro pilares da educação é propor uma harmonia entre conhe-
cimento técnico e prático na formação dos professores, que é obtida no percurso
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estudantil, desde a educação básica até o ensino superior, e tem, por perspectiva,
enfatizar uma vida social que impulsione relações harmônicas em uma sociedade
totalmente fraterna e de paz.
A partir desse princípio, os pilares balizadores dos saberes docentes são questões
a serem disseminadas ao longo da vida do homem, tendo em vista que o homem
aprende das mais diversas formas, seja na igreja, na família, pelos meios de comuni-
cação, nos bancos, nas escolas e ao longo de sua existência. Nesse sentido, os sabe-
res docentes perfazem-se por meio das relações profissionais e sociais. Nas práticas
a serem desenvolvidas ao longo do percurso estudantil, o docente vai incorporando
comportamentos e ações que passam a ter sintonia com o seu ambiente de trabalho.
Outro fator que influencia nos saberes docentes é que o profissional precisa
amealhar, em sua trajetória pessoal e profissional, “[...] os mais variados saberes:
técnicos, de relacionamento e de vida propriamente dita” (TANURI, 2000, p. 2).
Quando o docente busca seu sucesso profissional, não é suficiente que ele apenas
saiba de sua área, ele precisa, também, agregar valor ao seu conhecimento e so-
mente conseguirá isso a partir do momento que incorporar os pilares da educação
em sua prática e ação profissional.
Ao ingressar no mundo do trabalho, o docente não pode negligenciar suas di-
mensões do saber. Isso quer dizer que, muitas vezes, os docentes acabam privile-
giando muito mais um conhecimento em detrimento de outro.
É importante ressaltar o que menciona a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional – Lei n.º 9394/1996, em seu Capítulo VI, em que há a definição da fina-
lidade dos cursos de formação de professores. Para Zabalza (2004), as instituições
de formação de professores precisam constituir uma dimensão organizacional para
estruturar e dimensionar as relações formais existentes na formação de professo-
res. Isso porque, em um determinado momento da história, diversas instituições de
ensino superior cederam maior espaço para a formação tecnológica, e esquece-
ram-se de abarcar as relações profissionais e sociais, que são fundamentais para a
inserção do profissional no mercado de trabalho.
Segundo o Relatório Delors (1996) , a simples formação técnica e científica não
é mais suficiente para atender às necessidades do mercado de trabalho e, muito
menos, da sociedade em que o sujeito está inserido. Por isso, é importante que a
educação e os professores incorporem metodologias que estejam assentadas nos
quatro pilares da educação (UNESCO, 1996).
Quando há a utilização dos pilares da educação, estes contribuem para o desenvol-
vimento e exercício dos saberes docentes no campo de atuação. Para Candau (2014),
certamente ser professor hoje supõe assumir um processo de desnaturali-
zação da profissão docente, do “ofício de professor” e ressignificar sabe-
res, práticas, atitudes e compromissos cotidianos orientados à promoção
de uma educação de qualidade social para todos. A crise da escola, na
nossa perspectiva, é radical. Não se trata simplesmente de introduzir mo-
dificações cosméticas na sua dinâmica cotidiana. É a própria concepção
da educação escolar que está em questão para que possa responder aos
desafios da contemporaneidade. (CANDAU, 2014, p. 41)
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De acordo com a autora, é necessário redimensionar o saber docente, no século
XXI, tendo em vista que o magistério tem necessitado de ressignificações nos sabe-
res docentes e na prática pedagógica. Para Candau (2014), é necessário desnatu-
ralizar as práticas pedagógicas, ou seja, romper com o caráter monocultural que a
escola tem, por isso, é importante conceber uma formação docente assentada nos
pilares da educação e nas ações interculturais, fator que também se faz presente
no processo de ensino e aprendizagem. Assim, é necessário modificar o olhar do
professor para os seus saberes e práticas pedagógicas.
O docente é aquele que trabalha com diversas realidades, sociais, culturais e eco-
nômicas, e, justamente por isso, precisa ressignificar seu saber docente para tornar
suas práticas mais ricas, promovendo as relações sociais, profissionais e culturais
no âmbito da escola.
Saberes da formação A escola primária e secundária, os estudos Pela formação e pela socializa-
escolar primária pós secundáriosnão especializadas. ção profissional.
Saberes que provem da Estabelecer relações entre estágios, cursos Uma formação assentada nos
formação profissional de extensão, projetos de ensino e pesquisa. princípios de socialização.
Utiliza-se ferramentas como: livros didáti-
Saberes que provem de Utiliza-se essas ferramentas
cos, cadernos de exercícios, fichas, seminá-
livros didáticos para se adaptar as tarefas.
rios, notas de leitura, entre outros
Saberes que provém da sua pró- Ao praticar o ofício de lecionar, e a partir
Prática de trabalho e socializa-
pria experiência profissional e de do compartilhamento de experiência en-
ção profissional.
sala de aula tre os pares.
Fonte: Tardif e Raymond (2000)
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Entendemos que os pilares para a educação, para o século XXI, são ideias-guias,
ou seja, pontos que visam nortear a educação deste novo século, mas não como
uma forma de uniformizar a educação, e sim de somar princípios culturais, os quais
possibilitam um processo de ensino e aprendizagem em todas as partes do mundo.
Por isso, o papel de educar está para além da escola e da sala de aula, envolven-
do-se na vida de cada indivíduo.
Essa aprendizagem se refere à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”, desenvolvendo nos alunos o raciocínio lógico, a
capacidade de compreensão, o pensamento dedutivo e intuitivo e a memória. O importante é não apenas despertar nos estu-
dantes esses instrumentos, como motivá-los a desenvolver sua vontade de aprender e querer saber mais e melhor.
Essa aprendizagem confere ao aluno uma formação em que aplicará seus conhecimentos teóricos. É essencial que cada indiví-
duo saiba se comunicar através de diferentes linguagens, assim como interpretar e selecionar quais informações são essenciais
e quais podem ajudar a refazer opiniões e serem aplicadas na maneira de se viver e de redescobrir o tempo e o mundo.
Esta aprendizagem depende das outras três, e dessa forma a educação deve
propor como uma de suas finalidades essenciais o desenvolvimento do indiví-
duo, espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal
e espiritualidade.
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que são os sujeitos detentores do conhecimento não são apenas os professores,
mas também tornam-se os alunos, envolvendo-se em toda a formação permanente
que ocorre na escola.
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UNIDADE Os Quatro Pilares da Dducação e a Prática Docente
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Sites
Reportagem trata dos quatro pilares da educação e da neurociência
A partir da perspectiva da neurociência, a reportagem trata da importância dos
quatro pilares da educação para o século XXI e do impacto na formação de crianças
e adolescentes.
[Link]
Vídeos
“Os quatro pilares da educação ainda servem para alguma coisa?”
O vídeo trata sobre os quatro pilares da educação, desde o seu surgimento até a sua
efetivação no âmbito da educação, visando apresentar se os pilares ainda apresentam
algum efeito sobre os saberes necessários do professor e do processo de ensino-
aprendizagem.
[Link]
Vídeos
O professor tem muitas dimensões: intelectual, de artista, de pesquisador, de artesão, dentre outras, e ter isso,
claro, é muito importante
O vídeo aborda o papel do professor na contemporaneidade e fala sobre o professor
enquanto intelectual. As reflexões apresentadas dizem respeito à formação do professor
e de como esse ator é produtor de conhecimento e técnica na educação.
[Link]
Leitura
A consciência como base para a transformação da escola, de Andreza Freitas da Silva Batista e André Ricardo
Gonçalves Dias
Os autores retratam a educação na atualidade, buscando realizar discussões quanto à
utilização de instrumentos que permitam ampliar a atuação docente em sala de aula.
[Link]
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