PATOLOGIA NAS OBRAS CIVIS,
INSPEÇÃO PREDIAL E
ELABORAÇÃO DE LAUDOS
TÉCNICOS
APRESENTAÇÕES
1
MAURICIO BIANCHINI
mauricio@[Link]
41 99984-6766
METODOLOGIA
2
IMPORTÂNCIA DA PATOLOGIA
• Divulgação das manifestações
patológicas
• Fenômenos em geral são evolutivos
• Obter subsídios para prevenção
(controle de qualidade)
• Obter subsídios para correção
(terapia)
• Economia
CÓDIGO DE HAMURABI
Na Mesopotâmia, há 4000 anos, primeiro tratado
sobre “ PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES”
Se um construtor faz uma casa para um homem e não a faz
1 firme e seu colapso causa a morte do dono da casa o
construtor deverá morrer.
Se causa a morte do filho do dono da casa, o filho do
2 construtor deverá morrer.
Se causa a morte de um escravo do proprietário da casa, o
3 construtor deverá dar ao proprietário um escravo de igual
valor.
Se a propriedade for destruída, ele deverá restaurar o que foi
4 destruído por sua própria conta.
Se um construtor faz uma casa para um homem e não a faz de
5 acordo com as especificações e uma parede desmorona, o
construtor reconstruirá a parede por sua conta.
3
Manifestação patológica
SINTOMA Dano
Defeito
Lesão
Anomalia
Manchas superficiais
Falhas de concretagem
MANIFESTAÇÕES DE Corrosão de armadura
MAIOR INCIDÊNCIA Degradação química
Flechas excessivas
Fissuras
Descolamentos
ORIGEM DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
4%
7%
4% 43% PROJETO
EXECUÇÃO
USO (IMPREVISTO)
USO (PREVISTO)
42% MATERIAIS
4
VIDA ÚTIL DURABILIDADE
Período de tempo durante o qual o edifício
ou suas partes mantêm o desempenho
acima de valores mínimos aceitáveis.
Capacidade de um produto manter seu
desempenho acima de níveis aceitáveis
pré-estabelecidos, sob condições
previstas de uso durante um período de
tempo que é a sua vida útil.
NBR 6118:2003
“As estruturas de concreto devem ser projetadas e construídas
de modo que sob as condições ambientais previstas na época do
projeto e quando utilizadas conforme preconizado em projeto
conservem sua segurança, estabilidade, aptidão em serviço e
aparência aceitável durante o período correspondente à sua vida
útil.”
5
6
ENGENHARIA DIAGNÓSTICA EM
EDIFICAÇÕES
É A ARTE DE CRIAR AÇÕES PROATIVAS. POR
MEIO DOS DIAGNÓSTICOS, PROGNÓSTICOS E
PRESCRIÇÕES TÉCNICAS, VISANDO A
QUALIDADE TOTAL.
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DIAGÓSTICO: É A ARTE DE DISTINGUIR
ANOMALIAS.
PROGNÓSTICO: É A ARTE DE PREDIZER
COM BASE EM SINTOMAS.
PRESCRIÇÃO: É A ARTE DE RECOMENDAR
O TRATAMENTO
QUALIDADE TOTAL: É A AÇÃO PROATIVA DO
CONHECIMENTO DA VERDADE DO FATO PARA
ELIMINAÇÃO DE ANOMALIAS, MELHORIA DA
PRODUTIVIDADE E IMPLANTAÇÃOD E
NOVIDADES NOS PRODUTOS.
8
FERRAMENTAS DIAGNOSTICAS
9
VISTORIA: É A CONSTATAÇÃO TÉCNICA DE
DETERMINADO FATO, CONDIÇÃO OU
DIREITO RELATIVO A UM OBJETO.
INSPEÇÃO: É A ANÁLISE TÉCNICA DE UM
FATO, CONDIÇÃO OU DIREITO RELATIVO A
UM OBJETO.
AUDITORIA: É O ATESTAMENTO TÉCNICO
DE CONFORMIDADE UM FATO, CONDIÇÃO
OU DIREITO RELATIVO A UM OBJETO.
PERÍCIA: É A APURAÇÃO TÉCNICA DAS
ORIGENS, CAUSAS E MECANISMOS DE
AÇÃO DE UM FATO, CONDIÇÃO OU
DIREITO RELATIVO A UM OBJETO.
CONSULTORIA: É A PRESCRIÇÃO TÉCNICA
A RESPEITO DE UM FATO, CONDIÇÃO OU
DIREITO RELATIVO A UM OBJETO.
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VISTORIAS
ESTÁGIO DE OBRA
VISTORIA DE MATERIAL DE OBRA
VISTORIA DE ACOMPANHAMENTO DE OBRA
VISTORIA DE ENTREGA DE OBRA
VISTORIA DE VIZINHANÇA
VISTORIA LOCATIVA
VISTORIA DE DEFEITOS CONSTRUTIVOS
AUDITORIA
AUDITORIA DE CONTRATO DE EMPREITADA
AUDITORIA DE PROJETO
AUDITORIA DE MANUTENÇÃO
AUDITORIA DE DESEMPENHO
AUDITORIA DE GESTÃO AMBIENTAL
AUDITORIA DE ENTREGA E RECEBIMENTO DE MATERIAIS
AUDITORIA DE PROCESSOS TÉCNICOS CONSTRUTIVOS
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PERÍCIAS
DETERMINAÇÃO DA ORIGEM,
CAUSAS E RESPONSÁVEIS.
CONSULTORIA
APOIO TÉCNICO
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INSPEÇÃO PREDIAL
VISTORIA DA EDIFICAÇÃO PARA AVALIAR SUAS
CONDIÇÕES TÉCNICAS, FUNCIONAIS E DE
CONSERVAÇÃO, VISANDO ORIENTAR A
MANUTENÇÃO.
VISTORIA DE FISCALIZAÇÃO PARA AVALIAR AS
CONFORMIDADES TÉCNICAS, FUNCIONAIS E DE
MANUTENÇÃO DA EDIFICAÇÃO.
INSPEÇÃO PREDIAL
INSPEÇÃO PREDIAL É A AVALIAÇÃO DA
CONDIÇÕES TÉCNICAS, DE USO E DE
MANUTENÇÃO DA EDIFICAÇÃO, VISANDO
ORIENTAR A MANUTENÇÃO E A QUALIDADE
PREDIAL TOTAL.
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INSPEÇÃO PREDIAL
CHECK UP DA EDIFICAÇÃO
CONTRATAÇÃO
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COMO FAZER ENGENHARIA
DIAGNÓSTICA?
INSPEÇÃO VISUAL
ENSAIOS TECNOLÓGICOS
ANÁLISE DOCUMENTAL
ENTREVISTAS
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EQUIPAMENTOS
MÁQUINA FOTOGRÁFICA DIGITAL
MARTELO
FIO DE PRUMO
NÍVEL
FIO DE NYLON
TRENA
FISSUROMETRO
PRANCHETA
GRAVADOR
LANTERNA
CANETA LASER
DUREX
INDICADORES DE TAMANHO
ESQUADRO / RÉGUA
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ANÁLISE
DOCUMENTAL
ENTREVISTAS
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INSPEÇÃO VISUAL E
REGISTRO DAS
OCORRÊNCIAS
ANOMALIA CONSTRUTIVA: PROBLEMA
PROVENIENTE DA PRÓPRIA
CONSTRUÇÃO.
ANOMALIA FUNCIONAL: PROBLEMA
PROVENIENTE DO USO
FALHA: PROBLEMA PROVENIENTE DA
MANUTENÇÃO
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12. CLASSIFICAÇÃO DAS ANOMALIAS E FALHAS
12.1. ANOMALIA
As anomalias podem ser classificadas em:
12.1.1. Endógena
Originaria da própria edificação (projeto, materiais e
execução).
12.1.2. Exógena
Originaria de fatores externos a edificação, provocados por
terceiros.
12.1.3. Natural
Originaria de fenômenos da natureza (previsíveis,
imprevisíveis).
12.1.4. Funcional
Originaria do uso.
12.2. FALHA
As falhas podem ser classificadas em:
12.2.1 De Planejamento
Decorrentes de falhas de procedimentos e
especificações inadequados do plano de
manutenção, sem aderência
a questões técnicas, de uso, de operação, de
exposição ambiental e, principalmente, de
confiabilidade e
disponibilidade das instalações, consoante a
estratégia de Manutenção. Além dos aspectos de
concepção do
plano, há falhas relacionadas às periodicidades de
execução.
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12.2.2. De Execução
Associada à manutenção provenientes de falhas
causadas pela execução inadequada de
procedimentos e
atividades do plano de manutenção, incluindo o uso
inadequado dos materiais.
12.2.3. Operacionais
Relativas aos procedimentos inadequados de
registros, controles, rondas e demais atividades
pertinentes.
12.2.4. Gerenciais
Decorrentes da falta de controle de qualidade dos
serviços de manutenção, bem como da falta de
acompanhamento de custos da mesma.
13. CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE RISCO
A classificação quanto ao grau de risco de uma anomalia ou
falha deve sempre ser fundamentada,
considerando os limites e os níveis da Inspeção Predial
realizada.
13.1. CRITICO
Relativo ao risco que pode provocar danos contra a saúde e
segurança das pessoas e/ou meio ambiente, perda
excessiva de desempenho causando possíveis paralisações,
aumento de custo, comprometimento sensível de
vida útil e desvalorização acentuada, recomendando
intervenção imediata.
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13.2. REGULAR
Relativo ao risco que pode provocar a perda de
funcionalidade sem prejuízo à operação direta de sistemas,
perda pontual de desempenho (possibilidade de
recuperação), deterioração precoce e pequena
desvalorização,
recomendando programação e intervenção a curto prazo.
13.3. MINIMO
Relativo a pequenos prejuízos à estética ou atividade
programável e planejada, sem incidência ou sem a
probabilidade de ocorrência dos riscos críticos e regulares,
além de baixo ou nenhum comprometimento do valor
imobiliário; recomendando programação e intervenção a
médio prazo.
ORDEM DE
PRIORIDADES
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22
23
FALHAS DE PROJETO
FONTE: Prof. Pedro Castro
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FALHAS NA
IMPERMEABILIZAÇÃO
FONTE: Prof. Pedro Castro
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TERMOGRAFIA
29
30
‘
31
32
FALHAS EM JUNTAS DE
DILATAÇÃO
IMPORTÂNCIA DAS JUNTAS EM CONSTRUÇÕES
33
34
35
36
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA APLICAÇÃO DE SELANTES
37
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA APLICAÇÃO DE SELANTES
38
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40
VIDEOSCOPIA
FONTE: Prof. Pedro Castro
41
Videoscopia
42
MONITORAMENTO DE
FISSURAS
43
Fissuras:
TRÊS ASPECTOS IMPORTANTES:
AVISO DE UM EVENTUAL ESTADO PERIGOSO
DA ESTRUTURA
DESEMPENHO (ESTANQUEIDADE,
DURABILIDADE, ETC)
APELO PSICOLOGICO
Medição de Fissuras
Fissura: abertura até 0,5 mm
Trinca: abertura entre 0,5 mm e 2,0 mm
Rachadura: abertura superior a 2,0 mm
Norma de inspeção predial Ibape SP
44
FISSURAS EM ALVENARIA
MOVIMENTAÇÃO TÉRMICA
MOVIMENTAÇÃO HIGROSCÓPICA
SOBRECARGAS
DEFORMABILIDADE DA ESTRUTURA
SISTEMAS DE MONITORAMENTO
ESPIA DE GESSO
PLACA DE VIDRO
SISTEMAS DE LEITURA
MARCAÇÃO
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46
47
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49
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
DO CONCRETO
50
Extração de Testemunhos de Concreto
NBR 7680:
Serra copo
Testemunhos relação h/d entre 2 e 1
Diâmetro mínimo de 10 cm (recomendável)
Montagem de testemunhos para diâmetro
inferior
51
52
ESCLEROMETRIA
53
Esclerometria NBR 7584:
Esclerômetro de reflexão
Correlaciona a resistência à compressão com dureza superficial
16 pontos
Área definida 200 mm x 200 mm
Influência significativa da superfície
Peça deve estar seca
Idades superiores a 14 dias e inferiores a 60 dias
Influência significativa da carbonatação em peças de maior idade
Curva de resistências
54
55
PENETRAÇÃO DE PINOS
56
Resistência à penetração de pino:
Medir a profundidade de penetração de um pino.
Pistola finca pinos (pistola Windsor)
57
CAPO TEST
58
59
ULTRASOM
Ultra-sonografia NBR 8802:
Velocidade de propagação da onda ultrasônica no
concreto é geralmente maior que 20 khz
Depende da compacidade e do módulo de
elasticidade
É uma medida indireta da resistência
Divide-se a distância pelo tempo
Deve-se calibrar os valores
60
61
62
GEORADAR
• O GPR é um método geofísico que utiliza a
propagação de ondas eletromagnéticas de alta
freqüência, variando de 10 MHz a 1000 MHz.
Quando a onda eletromagnética atinge a interface
entre materiais com diferentes permissividades
dielétricas, parte da onda é refletida em direção a
superfície e parte da onda é refratada
63
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RADIOGRAFIA DIGITAL
65
RADIOGRAFIA DIGITAL
Um método usado para inspeção não destrutiva que
baseia-se na absorção diferenciada da radiação
penetrante pela peça que está sendo inspecionada.
Devido às diferenças na densidade e variações na
espessura do material, ou mesmo diferenças nas
características de absorção causadas por variações na
composição do material.
66
67
MICROSCOPIA
68
CORROSÃO NAS ARMADURAS
DO CONCRETO
69
Capa
passivante Proteção
Meio Química
alcalino
Proteção Física
Armaduras
Agentes Agressivos
O2, CO2, H2O, SO4=, Cl-
Carbonatação e redução da alcalinidade
CO2 + Ca(OH)2 CaCO3 + H2O
Camada
Ca(OH)2 + CO2 passivadora
CaCO3 + H2O
CO2
Perda da
proteção
alcalina Corrosão
Zona
carbonatada
70
Corrosão por Cloretos
Formação de uma área
preponderantemente anódica, com
a formação de um ponto (pit)
de corrosão, mesmo sob
elevada alcalinidade
Cloretos
Concreto contaminado
com íons de cloro
71
72
73
74
• SÓ O MAPEAMENTO E REGISTRO DAS
OCORRÊNCIAS É SUFICIENTE?
• JÁ PODE SER PRESCRITO O
TRATAMENTO?
75
PROCESSO COMPLETO DE
DIAGNÓSTICO:
• - ANÁLISE AMBIENTAL
• - ENTREVISTAS
• - INSPEÇÃO VISUAL, MAPEAMENTO E
REGISTRO DAS OCORRÊNCIAS
• - PROFUNDIDADE DE CARBONATAÇÃO
• - PACOMETRIA
• - POTENCIAL DE CORROSÃO
• - RESISTIVIDADE DO CONCRETO
• - VELOCIDADE DE CORROSÃO
76
77
CLORETOS
LIVRES
CLORETOS
COMBINADOS
OU AUSÊNCIA
PACOMETRIA
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POTENCIAL DE CORRSÃO
79
80
VELOCIDADE DE CORROSÃO
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82
RESISTIVIDADE
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84
MÉTODO DA
MATURIDADE
• Definição do Método da Maturidade
O índice da maturidade é uma função do histórico da
temperatura e da idade do concreto e permite estimar com
bastante precisão a resistência à compressão do concreto
através de uma relação tempo - temperatura - resistência à
compressão determinada experimentalmente. Concretos
com o mesmo índice de maturidade possuem resistência à
compressão similares independente da combinação de
tempo e temperatura que geraram o índice. Por exemplo, o
mesmo concreto quando curado por 7 dias a uma
temperatura de 10°C terá a mesma resistência à
compressão que um concreto curado por 3 dias a uma
temperatura de 27°C. O método da maturidade é baseado
no conceito fundamental de que as propriedades do concreto
se desenvolvem com a hidratação do cimento e a liberação
de calor, ocorrendo o aumento da resistência com a
hidratação do cimento.
85
A quantidade de cimento hidratado depende de quanto
foi curado o concreto e qual a temperatura. O método da
maturidade nada mais é que uma medição da hidratação do
cimento.
O método da maturidade envolve as seguintes etapas:
• Determinação da relação resistência x maturidade, através
do monitoramento de temperatura de moldes e execução
de ensaios de resistência à compressão em laboratório.
• Medir a temperatura in loco do concreto após a
concretagem. Os sensores devem ser instalados nos
pontos críticos da estrutura, seja quanto às solicitações ou
quanto às condições ambientais.
• Calcular o índice da maturidade através dos resultados
obtidos.
• Estimar a resistência à compressão com base no índice da
maturidade.
Em resumo o processo é bastante simples:
• mede-se o desenvolvimento de
temperatura no concreto e calcula-se o
índice de maturidade do concreto, através
de uma curva determina
experimentalmente, transforma-se este
índice em resistência à compressão.
86
Definição do Método da Maturidade
A principal vantagem do método da maturidade em
relação aos corpos de prova moldados e curados na mesma
condição da peça é que os cilindros não tem o mesmo perfil
de calor, sendo assim, o método da maturidade apresenta
resultados de resistência à compressão mais próximos da
real resistência do concreto na peça. Com o método da
maturidade a resistência à compressão é indicada em
“tempo real”.
Todo o método é normatizado e os procedimentos
para determinação do índice da Maturidade, são indicados
pela norma ASTM 1074/11 Standart Practice for Estimating
Concrete Strength by Maturity Method.
87
• Nurse -Saul:
Sendo:
• M(t) = Temperature Time Factor (TTF), graus-dia ou
graus-hora.
• ∆t = intervalo de tempo, dias ou horas.
• Ta = média da temperatura do concreto no intervalo de
tempo ∆t, °C
• T0 = datum temperature, °C
Arrehnius:
Sendo:
• te = idade equivalente na temperatura especificada Ts, dias ou
horas.
• Q = energia de ativação dividida pela constante do gás, kelvin
• Ta = média da temperatura do concreto no intervalo de tempo ∆t,
Kelvin
• Ts = temperatura especificada, Kelvin (usar 23°C, em Kelvin 23 +
273)
• ∆t = intervalo de tempo, dias ou horas.
88
Procedimento para Determinação da Relação Resistência
x Indice de Maturidade
• Devem ser moldados pelo menos 15 corpos de prova, empregando-
se o mesmo traço a ser utilizado em campo.
• Em pelo menos dois corpos de prova devem ser inseridos sensores
de temperatura, posicionados a + 15 mm do centro do corpo de
prova. Imediatamente após a moldagem dos corpos de prova deve
ser iniciada a medição da temperatura.
• Todos os corpos de prova devem ser curados em câmara úmida ou
tanque de cura a uma temperatura de 23°C aproximadamente.
• A não ser que seja especificada outra situação, deve-se efetuar
ensaios de resistência à compressão com 1, 3, 7, 14 e 28 dias,
rompendo-se dois corpos de prova para cada idade e registando a
média da resistência à compressão. Caso a amplitude dos
resultados entre dois corpos de prova seja superior a 10% da média
dos mesmos, deve-se romper um terceiro corpo de prova e
considerar a média dos três resultados. Caso se obtenha um
resultado muito baixo, devido a um defeito no corpo de prova, este
resultado deve ser descartado.
• Nota: para concretos com rápido desenvolvimento de resistência ou
quando a resistência estimada será obtida através de baixos valores
de índice da maturidade, os testes devem iniciar logo que possível. Os
testes subsequentes devem ser programados para resultar em
aproximadamente iguais incrementos de resistência entre as idades
testadas. Ao menos cinco testes devem ser efetuados.
• Para cada teste de resistência à compressão deve ser verificado o
histórico de temperaturas e calculado o índice de maturidade. A
menos que seja especificada outra situação, deve ser empregado um
intervalo de registro da temperatura de no máximo 30 minutos.
• A última etapa do método é plotar o gráfico de resistência à
compressão x índice de maturidade e ajustar a curva que melhor se
adapte aos pontos. Esta curva será a curva empregada para estimar a
resistência à compressão do concreto in loco. Pode-se usar regressão
linear para determinar a equação da curva.
89
Procedimento da Determinação da Resistência à
Compressão em Campo
• Os sensores para medição da temperatura podem ser inseridos no
concreto fresco o mais breve possível após o lançamento ou
posicionados antes da concretagem. Os sensores devem ser inseridos
em pontos críticos da estrutura, seja por condições de carregamento
ou condições ambientais. Os sensores não deverão ter contato com
ferragens ou com peças com temperatura diferente do concreto. Os
sensores devem ficar completamente cobertos por concreto.
• Os sensores devem ser conectados ao instrumento de medição o
mais rápido possível após a concretagem.
• Quando se desejar determinar a resistência compressão deve ser lida
a temperatura e calculado o índice de maturidade, com a relação
desenvolvida em laboratório se determina a resistência à compressão.
• No caso de atividades críticas como remoção de formas e
escoramentos, métodos de ensaio complementares, como a
esclerometria podem ser empregados para confirmar os valores
obtidos.
•
90
PROVA DE CARGA
Prova de Carga:
Carregamento da estrutura
Análise das deformações
Não ultrapassar carga de serviço
91
92