Nutrientes e pH em Solo de Pinus Brasil
Nutrientes e pH em Solo de Pinus Brasil
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4.1 INTRODUÇÃO
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Águas Subterrâneas em Foco: Pesquisas, Desafios e Soluções.
O presente estudo foi realizado na região nordeste do estado do Rio Grande do Sul, região
fisiográfica dos Campos de Cima da Serra, no município de Cambará do Sul, na Fazenda
Guabiroba, sob as coordenadas geográficas 29° 04’ 51,77’’ de latitude Sul e 50° 06’ 27,99’’ de
longitude Oeste. A altitude no local é de 980 m. A distância em linha reta até o Oceano Atlântico
é de aproximadamente 47 km. Conforme dados da estação meteorológica de Cambará do Sul
(Brasil, 2013), no período de agosto de 2006 a julho de 2010, a precipitação média foi de 179
mm mensais ou 2.143,47 mm por ano, bem distribuída durante o ano, com o valor médio de 16
dias de chuva por mês. A temperatura média anual foi de aproximadamente 14,6 ºC, sendo que
a média das máximas foi de 20,6 ºC e a média das mínimas de 9,9 ºC, observados na estação
meteorológica de Cambará do Sul no período de agosto de 2006 a julho de 2010. Os ventos
dominantes na região são os alísios, ou seja, sopram do mar para a terra, pelo fato de a região
estar situada próxima ao litoral norte do estado. No período do estudo, a velocidade média dos
ventos foi de 1,7 ms-1 e velocidade média máxima de 6,5 ms-1 (Brasil, 2013). Segundo a
classificação de Köppen, o tipo de clima predominante na região é o Cfb (temperado úmido).
O solo da região pertence a Unidade de Mapeamento Bom Jesus, sendo classificado como
Cambissolo Húmico alumínico típico. Segundo Streck et al. (2008) os solos dessa região são
caracterizados por uma cor escura, devido ao acúmulo de matéria orgânica no horizonte
superficial e por serem fortemente ácidos, com saturação e soma de bases baixa e teores
trocáveis de Al ≥ 4 cmolc/dm3 e saturação de Al ≥ 50%. O plantio localizado na Fazenda
Guabiroba, foi implantado no ano de 1993, no período de agosto a dezembro. Foram utilizadas
mudas de Pinus taeda L. produzidas em tubetes e a partir de sementes oriundas de uma área de
produção de sementes. O espaçamento utilizado na implantação do povoamento foi de 3 m x 2
m. O plantio foi realizado sem adubação, com coveamento manual, seguido pelo coroamento
manual.
A pastagem natural (campo nativo) é caracterizada pela presença de vegetação nativa,
gramíneo-lenhosa, ocorrendo em associação aos solos rasos, e submetida a queimadas sazonais.
Os distintos estágios da vegetação estão diretamente associados à atividade da pecuária,
predominante na área de estudo (Brack et al., 2008).
Para realizar a coleta das amostras utilizadas na análise e determinação da composição
química da solução do solo, foram instalados lisímetros. Essa tecnologia desenvolvida no
Instituto de Ciência do Solo e Nutrição Vegetal (UNI- FREIBURG/Alemanha), é utilizada no
Laboratório de Ecologia e Nutrição Florestal (LABEFLO/UFSM), desde o ano de 2003 em
estudos semelhantes desenvolvidos no sul do Brasil.
Os lisímetros foram instalados em áreas adjacentes e cercadas no povoamento de Pinus e
no campo nativo. O conjunto de equipamentos automatizados, arranjados conforme a Figura 4-
1, formavam uma base de coleta da solução do solo. Cada base de coleta era composta por 16
lisímetros, oito instalados a 30 cm de profundidade e outros oito posicionados a 60 cm de
profundidade.
Na instalação, foi utilizado um trado de perfil para abrir um orifício cilíndrico até as
profundidades de 30 e 60 cm, onde os lisímetros foram introduzidos e após cimentados com
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Águas Subterrâneas em Foco: Pesquisas, Desafios e Soluções.
mesmo solo anteriormente retirado com o trado, visando manter o solo mais próximo das
condições originais.
Os lisímetros eram compostos por um cano de policloreto de vinila (PVC), com uma
ponteira de cerâmica ultra porosa (0,45 μm). Conectado a esta cerâmica, um capilar plástico,
seguia até os coletores (garrafas de vidro), cuja função era armazenar a solução do solo coletada.
Cada base possui quatro coletores, em cada coletor desemboca quatro capilares, assim,
formando-se uma amostra composta, portanto, duas amostras compostas para profundidade de
30 cm e duas amostras compostas para a profundidade de 60 cm.
A sucção das amostras era realizada por meio de microbombas de vácuo, acionadas por
um temporizador eletrônico, ciclicamente a cada 3 horas, permanecendo ligadas durante 15
minutos, mantendo uma força de sucção entre 0,4 bar a 0,6 bar. No período de novembro de
2006 a agosto de 2010, a cada 15 dias.
Figura 4-1. Esquema didático de uma base de coleta da solução do solo, utilizada em Cambará do Sul, RS, Brasil.
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Figura [Link] de pH observados na solução do solo a 30 e 60 cm na área de campo (C) e com Pinus taeda L.
(P), no período de novembro de 2006 a agosto de 2010, em Cambará do Sul, RS, Brasil.
De acordo com os dados da Tabela 4-1, no povoamento de Pinus taeda L., a ordem de
grandeza, na concentração dos elementos presentes na solução do solo à profundidade de 30
cm foi: Cl > Na > Ca > S > Mg > K > Nitrato > Amônio > P; na profundidade de 60 cm houve
uma pequena alteração nessa ordem, ficando da seguinte forma: Ca > Cl > Na> S > K > Mg >
P > Nitrato > Amônio. Esta ordem na concentração de íons está diretamente associada às
entradas observadas na Água da Chuva, cuja ordem crescente foi a seguinte: Cl > Na > K > S >
Ca > N > Mg > P (Lopes, 2013).
Caldato (2011), em uma plantação de pinus, observou elevadas concentrações de íons,
principalmente de cátions básicos trocáveis e nitrogênio na forma de nitrato, em sua composição.
Em comparação com a pastagem, os valores na concentração dos elementos estudados foram
sempre superiores na solução do solo sob a plantação de pinus. Segundo a autora, a alta
quantidade de nitrogênio presente na serapilheira (219,7 Kg ha-1) foi a principal fonte de entrada
de nitrato na solução do solo sob o pinus.
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Águas Subterrâneas em Foco: Pesquisas, Desafios e Soluções.
De forma semelhante, Neu (2005) verificou que as frações inorgânicas do nitrogênio são
fortemente influenciadas pela precipitação e a vegetação. Com relação à vegetação, o mesmo
autor observou que os ecossistemas florestais apresentaram os maiores teores de nitrato
verificados especialmente logo após os eventos de chuva. Para o amônio e o nitrito, foi
observado que o pico de maior concentração coincide com o final do período chuvoso, quando
o solo apresentou o maior estoque de água, menor presença de oxigênio, e a atividade biológica
passa a ser anaeróbia, que está correlacionado com fatores físicos do solo e a topografia local.
Dentre os compostos de nitrogênio, a amônia apresenta-se como uma das mais
importantes fontes de nitrogênio presente na atmosfera emitida primordialmente de forma
biogênica, pois sua origem se dá pela decomposição da matéria orgânica, eliminação metabólica
(excretas de seres humanos e animais em geral) e através da agricultura intensiva e da queima
de biomassa vegetal (atividades agrícolas e queimadas) (Leal et al., 2004).
Souza (2006) estudando três tipologias florestais no litoral do Paraná observou, de
maneira geral, que o alumínio é o cátion predominante, sendo seguido por cálcio e sódio, os
quais se invertem em posição conforme a tipologia ou profundidade considerada. Com relação
aos ânions, o cloreto predomina seguido pelo nitrato.
Na área de pastagem, todos os íons analisados apresentaram valores de concentração
inferiores aos encontrados na solução do solo, sob o povoamento de Pinus taeda L.. Ainda na
área de pastagem, os acréscimos ou decréscimos ocorridos entre as duas profundidades foram
menores que no povoamento de pinus.
Assim como observado por Neu (2005), os diferentes tipos de vegetação apresentam
influência na predominância dos íons presentes na solução do solo. Áreas com a presença de
vegetação rasteira possuem como principal via de entrada de nutrientes a precipitação e a
deposição atmosférica, nas áreas com a presença da floresta observa-se além das entradas pela
precipitação e deposição atmosférica a contribuição da serapilheira, especialmente com o cálcio
e magnésio. O mesmo autor afirma que em ecossistemas sem cobertura vegetal, a principal
entrada de cálcio e magnésio no sistema solo é através do intemperismo de silicatos e
carbonatos, como a anortita, a calcita e a dolomita.
Considerando as diferenças nas concentrações entre as duas profundidades estudadas no
plantio de Pinus taeda L., cabe destacar elementos como cloro (-41%) na profundidade de 60
cm e o sódio (-14 %) na profundidade de 60 cm. Este comportamento da solução do solo pode
ser atribuído à ação da extensa malha de raízes finas presentes nos primeiros 30 cm do solo.
Conforme Lopes et al. (2010), na mesma área do presente estudo, foi verificada grande
ocupação dos primeiros 10 cm de profundidade do solo por raízes finas e muito finas, no Pinus
taeda com 32,3% e na pastagem 42,8%. A presença dessas raízes está diretamente ligada ao
processo de ciclagem, possibilitando a disponibilização de nutrientes e água às duas tipologias
vegetais em questão. Contribuindo a esta constatação, cabe destacar a capacidade de
acumulação do spray marinho e particulados, pelas copas das árvores, que posteriormente são
lavados pela chuva, diferenciando a composição química da solução do solo sob o povoamento
de pinus.
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Tabela 4-1. Valores das concentrações médias mensais para a solução do solo no plantio de Pinus taeda L. e uma
área de campo nativo em Cambará do Sul, RS, Brasil.
Na K Ca
-1 -1
mg L mg L mg L-1
Mês
Pinus Pastagem Pinus Pastagem Pinus Pastagem
30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm
Jan 10,6 5,88 0,64 0,86 1,2 0,55 0,43 0,23 16,62 14,09 1,18 1,94
Fev 9,5 6,88 1,33 1,29 0,8 0,75 0,26 0,28 13,29 8,22 1,41 1,66
Mar 12,1 6,35 2,29 2,01 0,8 0,45 0,51 0,3 12,09 6,36 0,99 0,41
Abr 13 7,45 1,65 1,63 0,7 0,45 0,32 0,38 0,57 2,26 0,59 1
Mai 13,3 6,95 1,78 1,92 0,65 0,25 0,31 0,28 4,25 4,08 1,12 1,02
Jun 10,8 6,4 1,56 1,89 0,5 0,5 0,22 0,16 s.a. s.a. 1,25 0,86
Jul 6,11 4,8 1,07 1,13 0,55 0,27 0,37 0,22 9,24 10,83 1,33 0,82
Ago 3,49 7,48 1,1 1,28 0,8 1,45 0,27 0,37 2,37 13,62 0,8 0,54
Set 1,82 s.a. 0,92 1,2 0,17 s.a. 0,32 0,2 2,33 s.a. 0,81 0,96
Out s.a.1 s.a. 1,88 2,42 s.a. s.a. 0,34 0,34 s.a. s.a. 4,6 1,93
Nov 7,7 7,1 1,67 1,42 0,85 1,85 0,38 0,45 3,44 10,81 4,69 1,94
Dez 1,3 6,21 1,62 1,28 0,85 0,6 0,92 0,5 15,14 6,78 2,43 2,84
Média 8,16 6,55 1,46 1,53 0,72 0,71 0,39 0,31 7,93 8,56 1,77 1,33
Mg Amônio Nitrato
-1 -1
mg L mg L de N mg L-1 de N
Mês
Pinus Pastagem Pinus Pastagem Pinus Pastagem
30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm
Jan 0,92 0,76 0,29 0,43 0,03 0,03 0,06 0,11 n.d. n.d. 0,06 n.d.
Fev 0,81 0,61 0,35 0,47 0,05 0,08 0,13 0,11 0,65 n.d. 0,1 n.d.
Mar 1,02 0,54 0,17 0,14 0,06 0,07 0,03 0,01 n.d. 0,12 n.d. n.d.
Abr 0,99 0,5 0,18 0,27 0,02 0,01 n.d. 0,46 0,67 0,32 n.d. n.d.
Mai 0,88 0,41 0,36 0,3 0,5 0,41 0,39 0,15 0,46 0,09 0,05 n.d.
Jun 0,74 0,71 0,18 0,25 0,59 0,42 0,25 0,21 n.d. n.d. n.d. n.d.
Jul 0,5 0,36 0,33 0,33 0,35 0,62 0,02 0,2 n.d. n.d. n.d. n.d.
Ago 0,32 0,43 0,23 0,23 0,29 0,12 0,17 0,13 n.d. n.d. n.d. n.d.
Set 0,35 s.a. 0,36 0,45 0,51 s.a. 0,2 0,08 n.d. s.a. n.d. n.d.
Out s.a. s.a. 0,63 0,63 s.a. s.a. 0,16 0,2 s.a. s.a. 0,12 n.d.
Nov 0,76 0,35 0,44 0,5 n.d. n.d. 0,32 0,11 1,13 n.d. n.d. n.d.
Dez 1,37 0,61 0,47 0,52 0,05 0,14 0,02 0,09 0,67 0,39 n.d. n.d.
Média 0,79 0,53 0,33 0,38 0,24 0,21 0,16 0,15 0,71 0,23 0,08 n.d.
P S Cl
-1 -1
mg L mg L mg L-1
Mês
Pinus Pastagem Pinus Pastagem Pinus Pastagem
30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm 30 cm 60 cm
Jan n.d. 0,48 0,01 0,1 6,7 3,69 0,34 0,44 12,44 2,82 0,54 0,67
Fev n.d. n.d. 0,08 0,11 3,73 3,79 0,39 0,45 15,28 11,32 0,63 0,82
Mar n.d. n.d. n.d. n.d. 4,43 3,39 0,5 0,6 18,84 10,04 0,74 1,19
Abr n.d. n.d. n.d. n.d. 4,64 3,56 0,37 0,42 24,97 12,41 0,74 0,99
Mai n.d. n.d. n.d. n.d. 4,26 3,42 0,4 0,56 23,84 12,44 0,8 1,05
Jun n.d. n.d. n.d. n.d. 3,39 4,17 0,38 0,53 14,96 5,38 0,95 1,33
Jul n.d. n.d. n.d. n.d. 4,82 4,12 0,25 0,51 14,91 5,86 0,9 1,39
Ago n.d. n.d. n.d. n.d. 3,61 4,84 0,36 0,48 11,93 11,9 1,2 1,87
Set n.d. s.a. n.d. n.d. 2,06 s.a. 0,43 0,63 3,43 s.a. 1,22 1,52
Out s.a. s.a. 0,09 0,09 s.a. s.a. 0,99 0,68 s.a. s.a. 4,83 2,42
Nov 0,08 n.d. 0,1 0,09 1,92 7,58 0,6 0,57 6,36 4,86 1,29 1,33
Dez n.d. n.d. 0,09 0,1 2,01 7,67 0,52 0,58 13,5 8,43 1,08 1,19
Média 0,08 0,48 0,07 0,1 3,78 4,62 0,46 0,54 14,59 8,54 1,24 1,31
Fonte: Elaborado pelos autores.
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Neu (2005) observou uma correlação entre o cloro e a precipitação, analisando picos de
concentrações significativamente maiores no início do período chuvoso, com declínio no
decorrer do período, caracterizando como principal via de entrada a precipitação pela
reciclagem de sais marinhos na atmosfera. Outro aspecto verificado pelo autor foi a presença
de significativas concentrações a grandes profundidades, fato atribuído à facilidade com que
este é lixiviado.
Acredita-se que as consideráveis concentrações de enxofre presentes na solução do solo
podem ser explicadas pelas entradas por meio da precipitação, refletindo as emissões terrestres
pela presença de indústrias, por exemplo, este nutriente, após ser depositado na copa das árvores,
é lixiviado até o solo. Segundo Cargil (1998), o dióxido de enxofre e outros gases da atmosfera,
dissolvidos na água da chuva, podem chegar a contribuir com um aporte de 22 kg de S ha-1 ano-
1
ao solo.
Mesmo o potássio sendo aportado em grandes quantidades pela água da chuva, não foram
observadas concentrações elevadas na solução do solo. Isso evidencia o intenso processo de
ciclagem biogeoquímica que ocorre com esse elemento. Assim que chega à solução do solo ou
até mesmo antes de chegar ao solo, ainda na camada de serapilheira (Lopes, 2009) o potássio é
interceptado pela grande malha de raízes finas e volta a ser incorporado à planta.
O processo de lavagem das acículas é considerado como a segunda via de aporte de
nutrientes no interior de povoamentos de pinus, pois por meio desta, ocorre uma aceleração na
ciclagem de nutrientes principalmente de magnésio (Lima, 1979), assim como do potássio.
Schumacher et al. (2011) também verificaram a importância da água da chuva como
principal fonte de entrada no solo de uma Floresta Estacional Subtropical de Encosta,
principalmente para os seguintes elementos: K > Na > Ca > Mg. É importante ressaltar a
dinâmica de atuação do sistema radicular nos primeiros 30 cm do solo, com a absorção de bases
como K+, Ca2+ e Mg2+. No caso do magnésio, por exemplo, verificou-se uma diminuição de
33% na concentração deste elemento dos 30 cm para os 60 cm de profundidade do solo.
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Águas Subterrâneas em Foco: Pesquisas, Desafios e Soluções.
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