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Métodos de Quebra de Dormência em Chanfuta

Descrição das actividades de desenvolvimento rural
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Alcides Ali Armando

Herondina Silvino Alexandre Baltazar


Jamaal Salimo Jamal
Jonata Janeiro João
José Manuel Chico Rençol
Juster de Aurélio Serafim
Ofélia Aberto Manuel
Shaquil Dário Francisco
Suzana António Xavier
Valdimiro Anastácio Momade

Protocolo de Comparação de diferentes métodos de quebra de dormência em semente


de Chanfuta (Afizelia quanzensis)

Universidade Rovuma
Namaita-Nampula
2025
Alcides Ali Armando

Herondina Silvino Alexandre Baltazar

Jamaal Salimo Jamal

Jonata Janeiro João

José Manuel Chico Rençol

Juster de Aurélio Serafim

Ofélia Aberto Manuel

Shaquil Dário Francisco

Suzana António Xavier

Valdimiro Anastácio Momade

Protocolo de Comparação de diferentes métodos de quebra de dormência em semente de


Chanfuta (Afizelia quanzensis)

(Lic. Em engenharia agronómica e desenvolvimento rural)

Trabalho de carater avaliativo da cadeira de


Expermentacao agraria e análise de dados, a
ser apresentando na Faculdade de ciências
alimentares e agraria. Cadeira leccionada pelo
docenteː Damildo Agostinho Máquina

Universidade Rovuma

Namaita-Nampula

2025
4
5

CAPÍTULO I

1. Introdução

A germinação é uma das fases mais importantes e críticas do ciclo de vida das plantas, pois
marca o início do desenvolvimento de uma nova planta a partir da semente. No entanto, muitas
espécies vegetais, especialmente florestais e nativas, apresentam dormência natural, um
mecanismo fisiológico ou físico que impede a germinação imediata após a dispersão. Essa
característica representa um desafio para a produção de mudas em larga escala, principalmente
em espécies como a Chanfuta (Afizelia quanzensis), que possui alto valor ecológico, económico
e potencial de uso em reflorestamento e sistemas agro-florestais sustentáveis na região de
Namaita.

A dormência pode ser classificada como fisiológica, tegumento, morfológica ou combinada,


dependendo da barreira que impede a germinação. No caso da Chanfuta (Afizelia quanzensis),
presume-se que a principal limitação esteja associada à dureza do tegumento, dificultando a
absorção de água e o início das actividades metabólicas. Para superar essa limitação, diversos
métodos de quebra de dormência têm sido testados, incluindo a escarificação mecânica (abrasão
da casca da semente), a imersão em água à temperatura ambiente por 24 horas e a imersão em
água morna por 8 horas, além do tratamento testemunha, sem intervenção, (Oliveira & Santos,
2019).
A adoção de métodos eficientes de superação da dormência é crucial para garantir uma
germinação uniforme e rápida, reduzir custos de produção, optimizar o uso de espaço em
viveiros e permitir o estabelecimento bem-sucedido das plantas em campo. A identificação do
tratamento mais eficaz contribui directamente para o aprimoramento técnico da produção de
mudas e a conservação de espécies nativas, respondendo à crescente demanda por alternativas de
recuperação de áreas degradadas e valorização da biodiversidade local. Apesar da importância da
Chanfuta (Afizelia quanzensis), ainda são escassos os estudos que avaliem de forma sistemática
os efeitos de diferentes métodos de superação da dormência nesta espécie. Portanto, torna-se
necessário desenvolver pesquisas experimentais que gerem conhecimento prático e aplicável,
especialmente em contextos académicos como o da Faculdade de Ciências Alimentares e
Agrárias, onde será conduzido o presente estudo, (Silva et al., 2020)..
6

1.2. Objectivos

1.3. Objectivo Geral


Avaliar o efeito de diferentes métodos de quebra de dormência na germinação de sementes
da cultura de Chanfuta (Afizelia quanzensis).
1.4. Objectivos Específicos
Comparar a taxa de germinação entre os tratamentos aplicados;
Determinar o efeito dos tratamentos sobre o tempo médio de germinação;
Analisar estatisticamente as diferenças entre os métodos testados.
7

1.5. Problematização

A germinação irregular das sementes da cultura de Chanfuta (Afizelia quanzensis) constitui um


dos principais entraves à sua produção eficiente. A dormência impede o desenvolvimento
uniforme das plantulas, comprometendo o estabelecimento do cultivo e a produtividade.
Métodos adequados para superação dessa dormência são poucos estudados, o que justifica a
realização de pesquisa nessa área.

1.6. Justificativa

A Chanfuta (Afizelia quanzensis) apresenta potencial agronómico, económico e ecológico para


regiões como Namaita. Contudo, a superação da dormência em sementes é fundamental para
garantir o sucesso do processo de germinação e o estabelecimento inicial da cultura. A adoção de
técnicas adequadas de quebra de dormência pode contribuir para o aumento da taxa de
germinação, melhoria no vigor das plântulas e, consequentemente, incremento na produtividade
da Chanfuta (Afizelia quanzensis). Este estudo justifica-se pela necessidade de identificar
métodos práticos e eficientes que possam ser recomendados para os produtores da região de
Namaita.

1.7. Hipóteses

H0 (Hipóteses nula): Não existem diferenças significativas entre os métodos de quebra de


dormência quanto à taxa de germinação.

H1 (Hipóteses Alternativa): Existem diferenças significativas entre os métodos de quebra de


dormência quanto à taxa de germinação.
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CAPÍTULO II

2. Metodologia

Localização e descrição da área do estabelecimento do ensaio

O experimento será conduzido na Faculdade de ciências alimentares e agraria, localizado no


distrito de Rapale, posto administrativo de Namaita, localidade de Namaita, caracterizada por
clima tropical seco, solo argiloso e temperatura média anual de 26 °C, condições consideradas
propícias para o cultivo da Chanfuta (Afizelia quanzensis) (INE, 2023).

O experimento será conduzindo em vasos polietileno. A área experimental terá um total de 7,5
metros de comprimento por 3,7 metros de largura, com subdivisão em quatro unidades
experimentais, cada uma medindo 1,5 m de comprimento por 0,9 m de largura. Haverá
espaçamento de 50 cm entre as unidades experimentais. Os vasos serão dispostos em 6 linhas por
5 colunas, totalizando 30 vasos por unidade. A área experimental terá dimensões totais de
27,75m2.

A quebra de dormência será feita na base das literaturas estudadas, onde teremos como
tratamentos testemunho, escarificação mecânica, submersão em água ambiente por 24 horas, e
submersão em água morna por 8 horas. Antes do estabelecimento dos tratamentos realizara uma
casualização usando números aleatórios, onde ira se ordenar em ordem e sequencia, em ordem
será o número de unidade experimental e sequencia número de tratamento e cada tratamento terá
(3) três repetições.
9

2.1. Descrição do delineamento a ser usado

Será utilizado o delineamento completamente casualizado (DCC), com quatro (4) tratamentos e
três (3) repetições. O experimento terá um total de doze (12) unidades experimentais, onde cada
unidade experimental será composta por 30 vasos contendo uma semente cada, totalizando 360
vasos (12 unidades experimentais x 30 vasos).

2.2. Dimensões e Estrutura

Área total do experimento: 27,75m2

Vasos: 15 cm de diâmetro e 15 cm de altura

Área por parcela: 1,5m x 90cm

Disposição dos vasos: 6 linhas × 5 colunas por unidade experimental (30 vasos)

Espaçamento entre vasos: 15cm

Espaçamento entre unidades experimentais: 50cm

2.3. Vantagens do DCC para este Experimento

1. Simplicidade: O DCC é o delineamento mais simples, facilitando a instalação e condução do


experimento.

2. Flexibilidade: Não há restrições quanto ao número de tratamentos e repetições.

3. Análise estatística directa: A análise de variância é mais simples, pois considera apenas o
efeito dos tratamentos.

4. Adequado para ambientes controlados: Ideal para experimentos em ambientes homogêneos


como viveiros e casas de vegetação, (Souza et al., 2021).
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2.3. Descrição das actividades do ensaio

As sementes de Chanfuta (Afizelia quanzensis) serão submetidas aos seguintes tratamentos de


quebra de dormência, onde cada tratamento terá 3 repetições:

T1- Testemunho;

T2- Escarificação mecânica;

T3- Submersão em água ambiente por 24 horas;

T4- Submersão em água morna por 8 horas.

2.4. Layout de DCC para casualização dos tratamentos

1 5 9
2 6 10
3 7 11
4 8 12

N° Aleatório Sequencia N° Aleatório Sequencia N° Aleatório Sequencia


84 1 58 5 19 9
09 2 41 6 60 10
30 3 93 7 79 11
30 4 48 8 98 12

Sequencia Ordem Sequencia Ordem Sequencia Ordem


1 10 5 7 9 2
2 1 6 5 10 8
3 3 7 11 11 9
4 4 8 6 12 12
11

2.5. Ordem crescente dos números aleatórios

09, 19, 30, 30, 41, 48, 58, 60, 79, 84, 93, 98.

Assumindo que teremos quatro (4) métodos de quebra de dormência (tratamentos) com três (3)
repetições de cada tratamento, onde: 1-3 é testemunho, 4-6 escarificação, 7-9 submersão em água
ambiente por 24 horas, e 10-12 submersão em água morna por 8 horas. Logo teremos:

2.6. Vista Superior do Experimento

T1 T2 T4

T3 T3 T1

T1 T2 T3

T3 T4 T4

Após a casualização dos tratamentos, as sementes foram semeadas em vasos plásticos contendo
substrato composto por terra vegetal, areia e esterco bovino em proporção 2:1. A irrigação será
realizada diariamente e a germinação será monitorada por um período de 21 dias, (Pimentel,
2017).
12

2.7. Descrição das técnicas de colecta de dados das variáveis respostas

O método que será usado na colecta de dados das variáveis resposta será o método sistemático,
pós ira permitir medir as variáveis respostas ao longo do tempo. As variáveis e as técnicas a
serem usadas são:

Variáveis Técnicas
Contagem directa do número de sementes
Percentual de germinação (%), contabilizado germinadas por unidade experimental e
ao final de 21 dias determinar na base da formula:
N
PG= ×100 %
A
Instrumento: Planilha de registo ou bloco
de nota.
Tempo médio de germinação (dias) Anotação do dia em que cada semente germina
para calcular usando a fórmula:

TMG¿
∑ niti
∑¿
Onde:
TMG = Tempo médio de germinação
ni = Número de sementes germinadas por dia
ti =Tempo de incubação em dias

Índice de vigor das plantas, avaliado pela altura Medição com rega milimetrada ou fita métrica
média, perímetro do caule e desenvolvimento desde o colo até o ápice da planta;
foliar. Frequência: Semanal após a emergência;
Amostragem: medição de plantas de forma
aleatória.
13

2.8. Descrição da análise estatística dos dados obtidos do experimento

Os dados serão submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando houver significância, as


médias serão comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. A análise será realizada
com auxílio do software estatístico, (Gomes, 2016).

As médias dos tratamentos serão compradas entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade,
conforme proposta por Tukey (1949). Esse teste permite verificar quais tratamentos se
diferenciam estatisticamente entre si de forma confiável, (Ferreira & Cruz, 2012).

2.8. Cronograma das actividades desenvolvidas

Orde Actividade Semana I Semana II Semana III


m S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D
1 Escolha da X
espécie
2 Escolha da X
área
3 Delimitação X
da área
4 Preparação X X X
de substrato
5 Enchimento X X X
dos vasos
6 Casualizaçã X X X
o arrumação
dos vasos
7 Quebra de X
dormência
das
sementes
14

8 Sementeira X
9 Irrigação X X X X X X X

10 Colecta dos X X X X X
dados

2.9. Orçamento das matérias usadas

Ordem Designação Quantidade Preço Total /Mt


unitário/Mt
1 Vasos plásticos 360 7 2520
2 Esterco bovino 400kg 100 400
3 Corda 10m 50 50
4 Bloco de nota 2 25 50
5 Caneta 2 10 20
6 Etiquetas 13 22

Total do orçamento: 3326mt, para a concretização do ensaio precisou se um investimento de

(3326mt) Três mil e trezentos e vinte e seis meticais.

2.10. Recursos / matérias da instituição

Ordem Recurso/ material


1 Área
2 Água
3 Enxada
4 Catana
5 Ancinho
6 Pa
15

7 Balde

3. Resultados Esperados

Espera-se que os diferentes métodos de quebra de dormência influenciem significativamente a


taxa de germinação, a uniformidade e o tempo médio de emergência das sementes de Chanfuta
(Afzelia quanzensis). É previsto que os tratamentos com escarificação mecânica e emersão em
água morna por 8 horas apresentem resultados superiores em comparação ao testemunho e à
emersão em água à temperatura ambiente, devido à maior eficiência na superação das barreiras
físicas impostas pelo tegumento das sementes.

Além disso, espera-se observar variações no desenvolvimento inicial das plantas (altura, número
de folhas, vigor) como reflexo da maior taxa de germinação promovida por métodos mais
eficazes. A análise estatística dos dados permitirá identificar, com base no teste de Tukey a 5%
de significância, os tratamentos que proporcionam os melhores resultados.

Esses achados poderão servir de base para recomendações técnicas voltadas à produção de
mudas de Chanfuta (Afzelia quanzensis) em viveiros, contribuindo para o aumento da eficiência
produtiva, redução de perdas e fortalecimento de práticas sustentáveis na região de Namaita,
(Jamal Salimo & Shaquil Dario. 2025).
16

CAPÍTULO III

4. Conclusão

O presente estudo propõe-se a investigar a eficiência de diferentes métodos de quebra de


dormência escarificação mecânica, emersão em água morna por 8 horas, emersão em água à
temperatura ambiente por 24 horas e testemunha sobre a germinação de sementes da cultura de
Chanfuta (Afizelia quanzensis), uma espécie de significativo valor ecológico e económico para a
região de Namaita.

Com base na revisão de literatura e nas observações iniciais do experimento, espera-se que os
tratamentos adoptados promovam distintos níveis de superação da dormência, reflectindo
directamente na velocidade e uniformidade da germinação. Tais resultados serão fundamentais
para definir a técnica mais eficiente e economicamente viável para a produção de mudas dessa
espécie, (Carvalho & Nakagawa, 2012).

A realização deste estudo não apenas contribuirá para o conhecimento técnico-científico sobre a
fisiologia da germinação da Chanfuta (Afizelia quanzensis), mas também fortalecerá práticas
sustentáveis de produção e reflorestamento. Além disso, poderá servir como base para novos
estudos e projectos voltados à conservação e uso racional de espécies florestais nativas,
alinhando os objectivos académicos e ambientais com as necessidades das comunidades locais,
(Carvalho & Nakagawa, 2012).
17

5. Referências bibliográficas
18

6. Apêndice
19
20
21
22

7. Anexos

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