UNIVERSIDADE PÚNGUÉ
EXTENSÃO DE TETE
FACULDADE DE CIÊNCIAS EXACTAS E TECNOLOGIAS
CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE MATEMÁTICA COM HABILIDADE EM
FÍSICA
Resolução de problemas conducentes do 1º grau: Estudo do caso da Escola Básica São
João Baptista – Moatize (2024-2025)
José Luís Juliasse
Tete
Setembro, 2025
José Luís Juliasse
Resolução de problemas conducentes do 1º grau: Estudo do caso da Escola Básica São
João Baptista – Moatize (2024-2025)
Projecto de pesquisa científica apresentada à
Faculdade de Ciencias Exactas e Tecnologias da
Universidade Púnguè- Extensão de Tete, em
cumprimento dos requisitos parciais para
obtenção do grau de Licenciatura em Ensino de
Matemática com Habilidade em Física
Supervisora: Dulcídia Guezimane
Tete
Setembro, 2025
ÍNDICE
CAPİTULO I: INTRODUÇÃO................................................................................................15
1.2 Delimitação do tema...........................................................................................................15
1.3 Justificativa e relevância do tema.......................................................................................16
1.4 Problematização..................................................................................................................17
1.5 Objectivos...........................................................................................................................17
1.5.1 Objectivo geral.................................................................................................................17
1.5.2 Objectivos específicos.....................................................................................................17
1.6 Hipóteses.............................................................................................................................18
1.6.1 Hipótese primária:............................................................................................................18
1.6.2 Hipótese Secundaria:.......................................................................................................18
CAPİTULO II. REFERÊNCIAL TEÓRICO............................................................................19
2.1. Perspectiva histórica do conhecimento matemático..........................................................19
2.2. Historiando sobre equações...............................................................................................19
2.3. Conceitos básicos...............................................................................................................20
2.3. Passos para resolver equações do 1° grau..........................................................................21
2.4. Classificação de equações do 1° grau................................................................................22
2.5. Classificação das racionais................................................................................................22
2.6. Tipos de equações..............................................................................................................22
2.6.1. Equações numéricas........................................................................................................22
2.6.2. Equações literárias..........................................................................................................23
2.6.4. Equações possíveis e indeterminadas.............................................................................23
2.6.5. Equações impossíveis.....................................................................................................23
CAPITULO III: PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS...................................................25
3.1. Desenho da Pesquisa..........................................................................................................25
3.2. Universo / População em Estudo.......................................................................................25
3.3. Amostra da pesquisa..........................................................................................................26
3.4. Técnicas de recolha de dados.............................................................................................27
3.5. Tipo de pesquisa................................................................................................................27
3.5.1. Quanto a abordagem.......................................................................................................27
3.5.2. Quanto a natureza...........................................................................................................28
3.6. Tratamento de dados..........................................................................................................28
REFERȆNCIAS BIBLIOGRȦFICAS......................................................................................31
CAPİTULO I: INTRODUÇÃO
Os problemas que se levantam ao ensino de matemática a todos os níveis não são novos. Tal
como não é novo o mal-estar que eles provocam em professores e alunos. No entanto, este
mal-estar parece aumentar e agudizar-se ultimamente. Ora, o trabalho tem como tema:
resolução de problemas conducentes do 1° grau: Estudo do Caso da Escola Básica São João
Baptista – Moatize (2024-2025). Os problemas são muitos, variados e difíceis. Seria sempre
arriscado e pretensioso procurar aborda-los na sua totalidade, mas mais ainda num trabalho
como este. Limitar-se-á aqui a reflectir sobre alguns dos aspectos que normalmente surgem na
aprendizagem e no ensino de matemática.
Para a realização de qualquer trabalho, é preciso antes de tudo, delinear as estratégias, traçar
métodos, identificar os recursos a usar, quer material como financeiros. Neste trabalho
pretende-se trazer informações sobre dificuldades que os alunos enfrentam na resolução de
problemas conducentes a equações do 1° grau.
A motivação para a realização do estudo, reside na necessidade de compreender a atitude do
professor perante a dificuldade dos alunos, em não terem o domínio de resolução de
problemas de equações lineares.
O que despertou uma curiosidade no autor foi o facto que em situação real os indivíduos
conseguem resolver os problemas por mais trabalhosos que sejam. Quando a matemática
alarga o seu campo de estudo, criando procedimentos ou bases teóricas para resolução de
problemas, no intuito de minimizar vem criar outro impasse. O facto é que os indivíduos em
questão não conseguem assimilar e recriar essas influências de conteúdos matemáticos e
tornam-se capazes de estabelecer uma relação activa e transformadora em relação ao meio
social.
1.2 Delimitação do tema
De acordo Findlay et al (2006, p.11), “a delimitação da pesquisa consiste em demarcar a área
específica do conhecimento, espaço geográfico de abrangência da pesquisa, e o período
focalizado na pesquisa”.
O presente estudo sobre a resolução de problemas conducentes do 1º grau será realizado na
Escola Básica São João Baptista – Moatize, envolvendo especificamente os alunos da 8ª
classe no período entre (2024 – 2025) . A pesquisa estará centrada na identificação das
principais dificuldades dos alunos na resolução de problemas conducentes das equações do 1º
grau e na proposição de estratégias pedagógicas que possam contribuir para a melhoria do
ensino e aprendizagem desse conteudo
1.3 Justificativa e relevância do tema
De acordo com Lakatos e Marconi (2001), “a justificativa é o convencimento de que o
trabalho de pesquisa é fundamental de ser efectivado”.
A Matemática, como ciência, é construída socialmente ao longo da história da humanidade. É
inegável seu papel decisivo na resolução de problemas da vida cotidiana e as inúmeras
aplicações que esta possui no mundo do trabalho, além de sua importância para o
desenvolvimento de outras áreas do conhecimento. Nessa perspectiva, deve-se pensar a
educação matemática como construção e apropriação de conhecimentos que possibilitam ao
estudante compreender e transformar sua realidade, na interacção com o outro e com o
ambiente natural e sociocultural.
A escolha desse tema se deu a partir de observações enquanto da realização do estagio
pedagógico na Escola Básica São João Baptista de Moatize . Nesse momento, foi possível
perceber erros e duvidas dos alunos na resolução de problemas e nos cálculos, principalmente
no que refere a resolução de problemas conducentes a equações do 1° grau, como também a
falta de motivação em se tratando do ensino dessa disciplina. Ao nosso ver é através de
actividades, quando trabalhados na perspectiva da resolução de problemas, os alunos
coordenam diferentes pontos de vista, estabelecem varias relações e socializam os
conhecimentos com os colegas.
Acredita-se que esta pesquisa possa contribuir de forma reflexiva para a compreensão da
relevância da resolução de problemas da vida cotidiana e as inúmeras aplicações que esta
possui no ensino da matemática e de que maneira a sua utilização em sala de aula tem
contribuído no aprendizado e no interesse dos alunos pela Matemática. Objecto de estudo o
processo de ensino e aprendizagem na resolução de problemas conducentes a equações do
primeiro grau.
1.4 Problematização
Segundo Campistraus (1996, p. 103), "Um problema é toda situação na qual existe uma
informação inicial e uma exigência que obriga a transformá-la. A via para passar da situação
inicial á nova situação exigida tem que ser descoberta; quanto e conhecida deixa de ser
problema". Os problemas são muito importantes pelas funções que tem no ensino da
matemática. A partir de resolução de exercícios relacionados com a resolução de problemas
conducentes á equações do primeiro grau constatou-se que, os alunos apresentavam muitas
dificuldades em torno dessa matéria, dai surge a questão do problema. Voltando a questão
vejamos a resolução inicial dos alunos do seguinte problema: “Um pai tem o triplo da idade
do seu filho. Daqui a 5 anos, a soma das suas idades será 58 anos. Que idade têm actualmente
o pai e o filho”? os alunos limitam-se em simplesmente tentar adivinhar, sem que eles
traduzirem o problema na linguagem matemática.
Estas constatações suscitaram para a presente pesquisa, a seguinte questão de partida:
Porque é que os alunos têm dificuldades na tradução duma sentença apresentada
em linguagem corrente uma sentença que esteja escrita em linguagem matemática?
1.5 Objectivos
Segundo Piletti (2002, p.80), objectivos” consistem numa descrição clara dos resultados que
desejamos alcançar com nossa actividade”.
A definição dos objectivos determinam o que se pretende atingir com a realização do trabalho
de pesquisa. Tratando-se de um trabalho científico os objectivos serão expressos claramente.
1.5.1 Objectivo geral
Segundo Gil (1999, p.102), Está ligado a uma visão global e abrangente do tema.
Descrever as dificuldades de aprendizagem da Matemática do conteúdo de resolução de
problemas conducentes a equações do 1° grau.
1.5.2 Objectivos específicos
Segundo Gil (1999, p.102), Tem função intermédia e instrumental permitindo, de um lado
atingir o objectivo geral e do outro lado aplicar este a situações particulares.
Identificar as causas ou a origem das dificuldades que os alunos apresentam na tradução
duma sentença apresentada com palavras a uma sentença que esteja escrito em linguagem
matemática.
Propor novas metodológicas didácticas para o tratamento de problemas conducentes a
equações do primeiro grau.
1.6 Hipóteses
Como afirma Bello (2005, p.20), “hipótese é sinónimo de suposição (…) é uma pré-solução
para o problema levantado”. Assim, como forma de procurar responder à questão de pesquisa
formulada, apresentam-se as seguintes hipóteses:
1.6.1 Hipótese primária:
Se possível a falta de preparação da matéria por parte dos alunos, seja motivo que
contribui para fraca assimilação na resolução de equações do primeiro grau.
1.6.2 Hipótese Secundaria:
Provavelmente o uso de exemplos práticos motivaria a aprendizagem dos alunos nas
equações do 1º grau.
Talvez atribuição de trabalhos de casa aos alunos aumentaria a interacção professor
aluno, melhorando de certo modo a compreensão de ensino de equações do 1º grau.
Será o uso do método elaboração conjunta permitiria talvez a participação activa dos
alunos melhorando deste modo o processo de ensino aprendizagem de equações do
primeiro grau.
CAPİTULO II. REFERÊNCIAL TEÓRICO
2.1. Perspectiva histórica do conhecimento matemático
Os problemas que se levantam ao ensino da matemática a todos os níveis não são novos. Tal
como não é novo o mal-estar que eles provocam em professores e alunos. No entanto, este
mal-estar parece aumentar e agudizar-se ultimamente. Os problemas são muitos, variados e
difíceis. Seria arriscado e pretensioso procurar abordá-los na sua totalidade, mas mais ainda
num trabalho como este. Limitar-se-á aqui a reflectir sobre alguns aspectos que normalmente
surgem na aprendizagem e no ensino da matemática.
Segundo Tartaglia, (1992, p.180) "matemático Italiano defende que equação é uma igualdade
em que aparece uma letra a representar um valor desconhecido, a este valor que ainda não se
conhece da se o nome de incógnita".
A aprendizagem da matemática refere-se a um conjunto de conceitos. Não se deve aprender a
matemática como uma disciplina fechada, monolítica, abstracta ou desligada a realidade. Ao
longo dos tempos esteve ligada a diferentes áreas de conhecimento, respondendo as
necessidades do homem, ajudando a interpretar os aspectos do mundo que lhe rodeia.
Existe um paralelismo entre o modo como os alunos aprendem um determinado assunto e se
prevê no acto do processo pedagógico, a aprendizagem torna-se integradora e eficaz, dado que
vai ao encontro do próprio desenvolvimento natural do conhecimento da humanidade, face a
uma matéria específica.
2.2. Historiando sobre equações
Segundo Nhese e João (1998, p.70), defende que perante milhares de anos atrás as equações
já eram bastante utilizadas o acesso a essa maravilhosa ferramenta matemática era muito
complexo, tendo em vista os poucos recursos matemáticos da época os matemáticos hindus
usavam conceitos sobre equação para disputarem em concursos públicos de testes intelectuais
onde um matemático formulava perguntas que o outro desse a resposta e vice-versa. As
equações eram utilizadas para demonstrarem truques de magias, resoluções de quebra-cabeças
e problemas de diversas naturezas que geralmente eram envolvidos num misto de mistérios e
intelectualidade.
A primeira referência sobre equação que se tem registo data aproximadamente 4000 anos
pretéritos, o papiro Rhind. Este documento trás varias inscrições de problemas matemáticos,
na maioria, solucionados através de equações como os egípcios não detinham o conhecimento
algébrico, suas soluções equacionais eram complexas e, praticamente inacessíveis.
Os matemáticos gregos chegavam á resolução das equações por meio geométricos, estes,
como eram de muito difícil compreensão, ficavam restritos somente às mãos de poucos
indivíduos, verdadeiros donos de uma rara inteligência abstracta. Já na Arábia, teve origem
uma aproximação do que hoje chamamos de X para indicar valores desconhecidos. Na língua
árabe a palavra desconhecida é escrita Xay numa tradução informal e económica de letras
nasce o X. o matemático árabe de maior representativo viveu no sec IX, Alkhowarizmi.
A inserção de símbolos matemáticos e o uso de letras para representarem valores
desconhecidos nas equações foram recebidos por fracoeis viète matemático francês
responsável, também pelo estudo das propriedades das equações do tipo ax +b=0 , ou seja
equações do 1° grau na incógnita X actualmente as equações são conhecidas como idioma da
álgebra.
2.3. Conceitos básicos
De acordo Nhese e João (1998) define "equações do 1° grau é nada mais do que uma
igualdade entre as expressões, que as transformam em uma identidade numérica, para um ou
mais valores atribuídos as suas variáveis" (p. 71).
A álgebra era entendida como uma parte da matemática que tratava de números e utilizava
letras para abreviar, simplificar e generalizar. Muitos autores Concebia a álgebra como uma
aritmética generalizada, que servia para resolver problemas envolvendo quantidades
desconhecidas.
Para Carvalho e Martins (2007) equações lineares são toda equação do 1° grau que possui
uma ou mais incógnitas.
"Uma equação é uma igualdade em que aparece uma letra a representar um valor
desconhecido, a este valor que ainda não se conhece dá-se o nome de incógnita". (Tartaglia,
1999, p. 251).
Para Melara (2011) equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma relação de
igualdade. A palavra equação tem o prefixo equa, que em latim quer dizer "igual".
Para Nhese e João (1998, pag 71) Equação do 1º grau na incógnita x é toda equação que pode
ser escrita na forma ax=b, sendo a e b números racionais, com a diferente de zero.
2.3. Passos para resolver equações do 1° grau
Ainda na visão de Nhese e João (1998), sugere que ao resolver uma equação é encontrar o
valor de X que torna essa igualdade verdadeira.
Ex: 7 X + 80=4 X −7
Primeiro passo: Colocar no primeiro membro todos os termos que possuem incógnita.
Neste primeiro passo, é necessário rescrever a equação colocando todos os termos que
possuem incógnita no primeiro membro. Para tanto utilize a seguinte regra: trocou o membro,
trocou de sinal.
Ex: 7 X + 80=4 X −7
O termo 4 X está no segundo membro e deve ser colocado no primeiro. Assim troque 4X de
membro trocando também de sinal.
7 X +80=4 X −7
⇔7 X−4 X +80=−7
2° Passo: Colocar no segundo membro todos os termos que não possuem incógnita.
7 X −4 X +80=−7
Ex: ⇔7 X−4 X=−7−80
3° Passo: simplificar as expressões em cada membro.
EX:7 X −4 X +80=−7
⇔3 X =−80
4° Passo: Isolar a incógnita do primeiro membro.
Observe que a incógnita X esta sendo multiplicada por 3. Por tanto, 3 deve passar para o
segundo membro dividindo. Logo, o quarto passo terá o seguinte resultado:
3 X =− 87
−87
⇔X = 3
⇔ X =− 29
2.4. Classificação de equações do 1° grau
De acordo Melara (2011) as equações algébricas podem ser: Racionais e irracionais.
1- Racionais - Quando as variáveis não tem nenhum expoente fraccionário ou seja quando a
incógnita não esta sob um radial caso contrário, são ditas irracionais.
Ex: 2 X−16=0 (racional)
2+ √ x =5 (irracional)
2.5. Classificação das racionais
Podem ser inteiros e fraccionários.
Ex: 2 x−16=0 (racionais inteiros)
2
x +1=5 x ˃0
Ainda no pensamento de Nhese e João, (1998, p.73) equações equivalentes: são aquelas que
têm o mesmo conjunto solução.
Ex: 3 x−9=0→ admite 3 como solução (ou raiz)
4 + X =7→ Admite 3 como solução (ou raiz)
2.6. Tipos de equações
Em geral as equações podem ter uma ou mais incógnitas ou variáveis como queira chamar,
diz (Melara, 2011).
2.6.1. Equações numéricas
EX: X −5=−2 X + 22
2.6.2. Equações literárias
EX: 3 ax−5=ax + 4 (variável é X )
2.6.3. Equações possíveis e determinadas
EX: X −2 ( X +1 )=−3 (admite somente o numero 1 como solução).
S=V ={ 1 } Conjunto unitário (conjunto que possui somente um elemento).
2.6.4. Equações possíveis e indeterminadas
EX: V =S=R (conjunto de todos os números reais).
5 X −2 y =105 (admite infinitas soluções).
2.6.5. Equações impossíveis
X +2=X +3 ⇒ X−X =−2+3 ⇒0=1
EX:
Segundo Melara (2011, p.68) problema é uma determinada questão ou um determinado
assunto que requer uma solução.
Os problemas matemáticos caracterizam-se pelos seguintes aspectos:
Situação inicial (os dados);
Situação final (os elementos procurados ou incógnitas);
Vias de resolução (os procedimentos heurísticos). A tarefa principal que se impõe aos
professores de matemática é conseguir que as crianças desde cedo aprendam a gostar da
matemática, pois só assim esta disciplina deixara de ser um factor de selecção para se
tornar um instrumento de desenvolvimento. Neste contexto é importante saber que o
problema matemático torna-se um instrumento para o desenvolvimento cognitivo do
indivíduo.
A proposta de resolução das equações do 1º grau, avança-se que numa equação, deve-se
separar os elementos variáveis dos elementos constantes (Melara, 2011).
Exemplo:
4x + 2 = 8 – 2x
Para isso, coloca-se os elementos semelhantes em lados diferentes do sinal de igualdade,
invertendo o sinal dos termos que mudarem de lado.
Veja:
4 x+ 2 x=8 – 2
Agora aplica-se as operações indicadas entre os termos semelhantes.
6x = 6
O coeficiente numérico da letra x do 1º membro deve passar para o outro lado, dividindo o
elemento pertencente ao 2º membro da equação. Observe:
x=6/6
x=1
Portanto, o valor de x que satisfaz à equação é igual a 1. A verificação pode ser feita
substituindo o valor de x na equação, observe:
4x + 2 = 8 – 2x
4*1+2=8–2*1
4+2=8–2
6 = 6 → sentença verdadeira
Todas as equações, de uma forma geral, podem ser resolvidas dessa maneira.
CAPITULO III: PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Neste capítulo, trazemos abordagens relacionados a tipos de pesquisa, quanto a natureza,
universo e a sua amostra, técnicas de recolha de dados.
Segundo Lakatos e Marconi (1995, p. 106), os métodos podem ser subdivididos em métodos
de abordagem e métodos de procedimentos. Que de forma pormenorizada, o tipo de estudo
usado para se materializar o trabalho é quantitativo, número de amostra é de 50, e para
facilitar a sua interpretação os dados foram processados por meio de tabulação.
Segundo Caraça (1998, p.29), "a metodologia define onde e como será realizada a pesquisa.
Define o tipo de pesquisa, a população (universo da pesquisa), a amostragem, os instrumentos
de colecta de dados e a forma como se pretende tabularem e analisar os dados". É de frisar
que para uma pesquisa científica se recorre sempre a um caminho coerente que facilite a uma
explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exacta de toda acção desenvolvida no método
(caminho) de trabalho de pesquisa.
É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado, do tempo previsto, se for o caso,
da equipe de pesquisadores e da divisão de trabalho, das formas tubulação e tratamento dos
dados, enfim de tudo aquilo que se utilizou na pesquisa.
3.1. Desenho da Pesquisa
Para a concretização dos objectivos e as hipóteses do estudo foram usadas técnicas como a
realização do inquérito e assistência de algumas aulas, no sentido de apurar a veracidade do
caso em estudo. Onde cada elemento que fez parte da amostra tinha a possibilidade de
responder por acessibilidade as questões.
3.2. Universo / População em Estudo
Segundo Gil (1999, p.99), "universo é um conjunto definido, cujos seus elementos possuem
determinadas características comuns".
O trabalho tem como universo da pesquisa, os alunos da Escola Básica São João Baptista de
Moatize concretamente da 8ª classe. Neste estudo optou-se pela amostra probabilística 50
envolvidos.
3.3. Amostra da pesquisa
Segundo Gil (1999, p.100), a "amostra é o substantivo do universo ou da população que
compõe a cada unidade de estudo, por meio do qual, se estabelecem ou se estimam as
características desse universo".
Quando amostra o estudo foi dirigido a 58 alunos de ambos os sexos, sendo alunos da 8ª
classe no curso diurno da turma B da Escola Básica São João Baptista de Moatize, 3
Professores da mesma escola e 6 pais e encarregados de Educação. Para o presente trabalho
optamos por usar a amostragem não – probabilística mas sim por conveniência e por
acessibilidade. O processo de selecção dos 67 indivíduos, foi realizada de forma propositada,
em outras palavras a escolha foi por interesse de estudo e das condições de acessibilidade ou
conveniência das pessoas seleccionadas. A partir dos dados colectados no campo da pesquisa,
o autor fez a análise crítica dos mesmos sem deixar ao lado as informações prestados pelos
sujeitos envolvidos na pesquisa. Como se refere, a opção pelos participantes deveu-se as
possibilidades que o autor teve para chegar junto aos mesmos, acreditando que duma ou
doutra forma, o procedimento corresponderia aos anseios de se obterem informações credíveis
para a produção do trabalho final.
Nisto, amostra foi de 67 envolvidos, isto é, alunos da 8ª classe no curso diurno da turma F,
alguns pais e encarregados de educação e alguns professores da área, como monstra a tabela
abaixo:
Tabela 1
Amostra Quantidade
Alunos 41
Professores 03
Pais e encarregados 06
Total 50
Fonte: Autor (2025)
Importa salientar aqui que amostra por acessibilidade ou conveniência é uma forma de
amostra não – probabilística que consiste em seleccionar ou escolher os elementos a que tem
acesso, admitindo que esses possam, de alguma forma, representar o universo sem
descriminação de sexo nem idade.
3.4. Técnicas de recolha de dados
Neste trabalho a autora limitou ˗ se em utilizar como instrumento de recolha de dados a
observação directa e a observação indirecta.
Observação directa: constitui elementos fundamental para a pesquisa desde a escolha,
formulação do problema até a interpretação dos dados, isto é com a utilização desta
técnica de colecta de dados constituiu na elaboração de um plano específico de assistência
das aulas na Escola referida com objectivo de colher informações no terreno para a sua
análise e interpretação.
Observação indirecta: constituiu a fase de elaboração de frequentes consultas a
especialistas, neste caso aos docentes de matemática de algumas escolas secundárias
arredores desta vila, também recorreu-se a consultas bibliográficas e internet.
3.5. Tipo de pesquisa
A pesquisa realizada, foi do tipo quantitativo no qual, o autor fez contactos com os
inqueridos, as fontes e, por outro lado, ele considerou peça fundamental na recolha,
tratamento dos dados e produção da monografia.
A escolha do tipo de pesquisa se deve ao facto de que facilita o aprofundamento dos factos ou
fenómenos e indaga tudo o que está a ser investigado e tudo quanto com ele se relaciona. O
enfoque quantitativo adoptado para esta pesquisa a realização de um estudo de campo,
facilitando uma auto-observação no contexto do Processo de Ensino e Aprendizagem da
Matemática, naquele estabelecimento de ensino.
Segundo Gil (1999, p. 29), "a pesquisa constitui um procedimento racional e sistemático
objectivando proporcionar respostas aos problemas que são propostos". Portanto, leva ao
pesquisador adquirir novos conhecimentos sobre o mundo em que vive, com finalidade de
responder a uma necessidade. As pesquisas classificam-se quanto a abordagem, aos objectivos
e aos procedimentos técnicos.
3.5.1. Quanto a abordagem
Foi utilizado o método indutivo com inferências indutivas da amostra para a população,
especificamente generalizações.
Segundo Castro, (2007, p.27) o método indutivo ou indução é o raciocínio que, após
considerar um número suficiente de casos particulares, conclui uma verdade geral.
A pesquisa apoia-se em métodos empíricos e teóricos. Nos métodos empíricos tem-se: A
observação científica e consulta bibliográfica.
Observação científica que constitui a observação de aulas para poder verificar até que
ponto o professor estimula os seus alunos na resolução de problemas matemáticos, se a
organização da própria sala de aulas condiciona um ambiente favorável para o decurso de
actividades lectivas;
Consulta bibliográfica que permitiu fazer análises qualitativas dos conceitos relativos ao
problema em decurso. Nos métodos teóricos tem-se: análise e síntese; o histórico-lógico e a
modelação ˗ científica.
3.5.2. Quanto a natureza
Segundo Gil (1999, p.44), "as pesquisas do tipo descritivas tem como objectivo primordial a
descrição das características de determinada população ou fenómeno ou estabelecimento de
relações entre variáveis". São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título
e uma característica mais significativas esta na utilização de técnicas padronizadas de colecta
de dados. Achou-se conveniente o uso da pesquisa descritiva, visto que essa pesquisa consiste
em buscar e constatar algo num organismo ou fenómeno.
3.6. Tratamento de dados
Para tratamento de dados foi usado o método quantitativo o qual consistiu na estatística
descritiva com o objectivo de demonstrar as percentagens dos alunos no aproveitamento
pedagógico e as frequências. Usou-se também o método qualitativo o qual consistiu em fazer
uma descrição do que foi observado na sala de aula durante a leccionação das aulas, como o
caso do comportamento dos alunos, participação dos alunos nas aulas assiduidade, presença
dos alunos, etc. Os alunos do sexo feminino da oitava classe, turma F do curso diurno de
2024-2025, eram mais assíduos, participantes e bem comportadas que os do sexo masculino.
CRONOGRAMA
Actividade Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro
Revisão bibliográfica X X
Colecta de dados X X
Análise dos dados X X
Redação do relatório X X
Apresentação final X X
Fonte: Autor, 2025
ORÇAMENTO
Descrição Quantidade Valor Unitário (MZN) Total (MZN)
Material de escritório 1 450 450
Impressão e fotocópias 1 100 100
Transporte para campo 3 100 300
Alimentação durante colecta 3 250 750
Total 1600
Fonte: Autor, 2025
REFERȆNCIAS BIBLIOGRȦFICAS
Bello, J. L. P, (2005). Metodologia Cientifica: Manual para Elaboração de Textos
Académicos, Monografias, Dissertações e Teses. Rio de Janeiro.
Campistraus, L. (1996) Aprender a resolver problemas aritméticos. ed. Pueblo y Educacion.
Espanha.
Caraça, B. de J. (1998) Conceitos fundamentais da matemática. (1ª ed). Grativa. Lisboa.
Carvalho, R. F; Abrantes, P (1992.). Aventura Matemática 7º ano. Texto editor. Lisboa
Carvalho, R. F; Martins, Z, A (2007). Matemática 8ª classe. Texto editor. (6ª Edição) Maputo
Gil, A. C.(1999) Como elaborar projecto de pesquisa. (3ª ed) São Paulo. Atlas.
Lakatos, E. M; Marcon, M, de A (2001). Metodologia científica: Ciência e conhecimento,
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Nhese, I, C & Joao, R (2000) Matemática Para Todos 8ªClasse, Ed. Diname, Maputo.