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Agrupamento de Escolas da Moita

171311
Sede – Escola Secundária da Moita

ESCOLA SECUNDÁRIA DA MOITA

Relatório
Cruzamento Genético de Drosophila melanogaster

ESCOLA SECUNDÁRIA DA MOITA


2024-2025
BIOLOGIA 12º ANO

Elaborado por
Érica Lopes nº9 12º A3
12-03-2025
Índice

Introdução .................................................................................................................. 3
Material ...................................................................................................................... 7
Procedimento experimental ........................................................................................ 8
Registo de observações ............................................................................................. 11
Resultados ................................................................................................................ 12
Discussão dos resultados .......................................................................................... 14
Conclusão ................................................................................................................. 17
Referências bibliográficas ......................................................................................... 18

2
Introdução

A mosca-da-fruta ou “fruit fly” da espécie Drosophila melanogaster é um inseto


comum que se alimenta de leveduras que crescem nas frutas em fermentação. Esta
mosca, é considerada um organismo-modelo para estudos desde a genética fundamental
à biologia molecular e celular. Possuir ciclos de vida curtos (entre 10 e 12 dias a 25°C),
que originam uma descendência numerosa, é uma das características que torna a
utilização da drosófila vantajosa. Para além disso, é de fácil e pouco dispendiosa
manutenção em laboratório, possui um genoma com apenas 4 pares de cromossomas
(2n=8), que foi totalmente estudado e sequenciado, é fácil a distinção entre machos e
fêmeas e pode ser observada com uma lupa que amplie de 20-40 vezes.

Figura 1 - Ciclo de vida da espécie Drosophila melanogaster. Created in


[Link]

O ciclo de vida deste inseto passa pelas seguintes fases: Ovo, larva, pupa e adulto. A
fêmea adulta põe o ovo (400 a 500 ovos em 10 dias) e passadas cerca de 24 horas, este
entra na fase larvar (1ª, 2ª e 3ª forma larvar). Após esta fase, a larva rasteja para fora da
papa e fixa-se á borda do tubo. Aqui segrega uma cutícula espessa e forma uma espécie
de casulo denominada pupa. É neste período que se dá a metamorfose, onde um corpo
em forma de verme se transforma numa mosca da fruta adulta. Passados 5 dias eclode
o indivíduo adulto que atinge a maturidade sexual ao fim de 12 horas.

3
Quando nascem, os indivíduos não têm as asas completamente distendidas e são pouco
pigmentados, sendo difícil de observar as riscas escuras dos segmentos abdominais e a
coloração acastanhada do corpo nas primeiras horas.

Figura 2 - Pente sexual masculino. Figura 3 - Macho e fêmea. Morfologia da drosófila. Created
Created in [Link] in [Link]

A distinção entre machos e fêmeas adultos é bastante evidente: as fêmeas são maiores
e apresentam alternância entre riscas claras e escuras nos segmentos abdominais,
enquanto os machos são de menores dimensões e têm a extremidade do abdómen negra.
Para além disso, os machos possuem uma estrutura pilosa denominada pente sexual no
par de patas anterior, que as fêmeas não apresentam.

Classificação taxonómica:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Família: Drosophilidae
Género: Drosophila
Espécie: D. melanogaster

4
Foi Thomas Hunt Morgan, quem utilizou pela primeira
vez D. melanogaster nos seus estudos de hereditariedade
em 1910, na Universidade Culombia, comprovando que
o gene que determina a cor dos olhos na drosófila está
localizado no cromossoma sexual X. Nesta atividade
laboratorial iremos reproduzir as experiências de
Morgan, cruzando fêmeas de olhos vermelhos
(selvagens- W+), com machos de olhos brancos
(mutantes- W) e vice-versa. Existem dois alelos
possíveis para a cor dos olhos, W (branco) ou W+
(selvagem), sendo W recessivo e W+ dominante. O alelo Figura 4 - Cruzamento entre macho de
recessivo (W), na presença de um dominante (W+) não olhos brancos e fêmea de olhos
selvagens. Created in [Link]
se expressa. Como as fêmeas possuem dois
cromossomas X, contêm no seu genótipo dois alelos para esta característica (como
utilizámos apenas linhas puras serão WW ou W+W+). Os machos têm no seu genótipo
apenas um alelo (W ou W+), dado que têm apenas um cromossoma X e um Y. Os
cromossomas sexuais dos machos são hemizigóticos, logo, um alelo expressa-se sempre
que está presente num deles (X ou Y). As fêmeas transmitem á descendência um dos
seus cromossomas X, enquanto os machos transmitem o cromossoma X, a descendentes
femininos e o cromossoma Y a descendentes do sexo masculino. Após o cruzamento
parental, iremos cruzar F1 obtendo F2. Com base no xadrez mendeliano e tendo em conta
os estudos de Morgan, os resultados previstos são:

Cruzamento direto Cruzamento recíproco


Xw+ Xw+ x Xw Y Xw Xw x Xw+ Y
F1 Xw+ Xw+ F1 Xw Xw
w w+ w
X X X Xw+ Xw X w+ w+ w
X X Xw+ Xw
Y Xw+ Y Xw+ Y Y Xw Y Xw Y
100% olhos selvagens 1:1
Xw+ Xw x Xw+ Y X Xw x X w Y
w+

F2: Xw+ Xw F2: Xw Xw+


Xw+ Xw+ Xw+ Xw Xw+ Xw Xw Xw Xw+ Xw
Y Xw+ Y Xw Y Y Xw Y Xw+ Y
3:1 1:1

5
Os objetivos desta atividade experimental são:
- Compreender o mecanismo de transmissão de caracteres hereditários.
- Distinguir carácter dominante de carácter recessivo.
- Inferir a localização do alelo responsável pela mutação utilizando as leis de
Mendel.
- Compreender o conceito de fenótipo e genótipo.
- Reconhecer a importância dos trabalhos de Morgan.

6
Material

- Água;
- Algodão;
- Balões de Erlenmeyer;
- Caixas de Petri;
- Caneta de acetato;
- Conta-gotas;
- Detergente;
- Estufa a 25ºC;
- Éter etílico;
- Fita-cola;
- Funil de plástico;
- Gaze;
- Lupa de mão ou binocular;
- Pincéis;
- Stocks de moscas com olhos wild type (W+) e white (W);
- Tubos de cultura (com papa fresca);

7
Procedimento experimental

Preparação do eterizador e anestesia das moscas:


1. Vedámos a extremidade fina de um funil com gaze, utilizando fita-cola e uma
tesoura. De forma que se possa pôr as moscas no funil, sem que estas caiam para
o balão de Erlenmeyer;
2. Colocamos um pedaço de algodão no fundo de um balão de Erlenmeyer e com
um conta-gotas, deitamos uma pequena quantidade de éter no algodão;
3. Colocámos o funil no balão de Erlenmeyer;
4. Demos umas pequenas pancadas no tubo contendo as moscas que pretendíamos
anestesiar, para que as mesmas se afastassem da rolha, e, num movimento rápido
e decidido, destapamos e invertemos o tubo de cultura sobre a boca larga do funil
de forma que as moscas não possam escapar.

Preparação da morgue
1. Num balão de Erlenmeyer colocámos detergente e água.
2. Misturámos.
3. No fim da experiência despejámos as moscas no balão, eliminando-as.

A. Cruzamento direto
1º Cruzamento – Cruzamento parental
1. Anestesiámos as moscar do stock de fêmeas selvagens (W+), observámos a sua
morfologia e selecionámos 2 fêmeas virgens.
2. Colocámos as fêmeas selecionadas num tubo de cultura previamente preparado.
Nota1: As moscas anestesiadas devem ser colocadas horizontalmente nas paredes
laterais do frasco, nunca diretamente sobre o meio de cultura, para evitar que os
indivíduos fiquem colados ao mesmo. O frasco é novamente colocado na posição
vertical quando as moscas recuperarem da anestesia.
Nota2 : Utilizar um pincel para manipular as moscas para não degradar a sua integridade
física.

8
3. Anestesiámos as moscas do stock de machos de olhos brancos (W), observámos
a sua morfologia e selecionámos 1 macho.
4. Colocámos o macho no tubo de cultura onde tínhamos colocado as fêmeas
virgens de olhos selvagens.
5. Tapámos o frasco com uma rolha de espuma.
Nota3: Ter o cuidado de colocar os machos no tubo de cultura junto das fêmeas quando
estas ainda estão anestesiadas, para evitar que as moscas escapem.
6. Identificámos devidamente o tubo com data, tipo de cruzamento, turma e grupo
de trabalho.
7. Assim que as moscas recuperaram da anestesia, colocámos o tubo na estufa a
25ºC.
8. Preenchemos o mapa de cruzamentos (com o tipo de cruzamento e data).
9. Cinco dias depois de efetuar o cruzamento, retirámos os progenitores. Evitando
assim a postura excessiva de ovos e o cruzamento entre progenitores e
descendentes.
10. Voltámos a colocar o tubo na estufa a 25ºC.
11. Sete dias após termos efetuado o cruzamento, anestesiámos as moscas
resultantes do mesmo (F1) e observámo-las. Identificámos os diferentes
fenótipos, contámos o número de moscas e distinguimos os sexos.
12. Registámos as observações no mapa de cruzamentos já utilizado anteriormente.
13. Selecionámos 3 fêmeas e 2 machos para o cruzamento seguinte (F1 x F1).
Nota4: Após contadas, as moscas não devem voltar ao tubo de cultura. Devem ser
despejadas na morgue (à exceção das moscas necessárias para o próximo cruzamento).

2º Cruzamento – F1 x F1
1. Colocámos as 3 fêmeas e os 2 machos de F1 escolhidos num tubo de cultura
previamente preparado. Procedemos da mesma forma e com os mesmos
cuidados que no cruzamento anterior.
2. Identificámos devidamente o tubo com nome do grupo, turma, data e tipo de
cruzamento.
3. Colocámos o tubo na estufa a 25ºC.
4. Registámos as observações, anotando-as no mapa de cruzamentos.
5. Cinco dias depois de efetuar o cruzamento, removemos os progenitores.
6. Voltámos a colocar o tubo na estufa a 25ºC.
7. Passados oito dias após termos efetuado o 2º cruzamento, anestesiámos e
observámos as moscas resultantes (F2). Contámo-las, observámos os fenótipos e
distinguimos os sexos.

9
8. Registámos as observações no mapa de cruzamentos genéticos, já utilizado.
9. Eliminámos as moscas de F2 na morgue.

Cruzamento recíproco
- Repetimos o procedimento utilizado no cruzamento direto, mas selecionando, na
geração parental 2 fêmeas virgens do stock de olhos brancos (W) e 1 macho do
stock de olhos selvagens.
Nota5 : Realizámos o cruzamento direto e o cruzamento recíproco em simultâneo.

10
Registo de observações

Figura 5 -Fêmeas de olhos selvagens. Figura 6 - Macho de olhos Figura 7 - Fêmea de olhos brancos.
brancos.

Figura 8 - Macho de olhos selvagens. Figura 9 - Pupas não Figura 10 - Geração F1 de


nascidas de F1. drosófilas do cruzamento
direto e recíproco.

Figura 11 - Contagem de moscas.

11
Resultados

• Cruzamento direto
Cruzamento parental:
♀ Olhos selvagens X ♂ Olhos brancos
- Data início: 31 de janeiro
- Remoção dos progenitores: 5 de fevereiro
- Data de obtenção de F1: 12 de fevereiro
F1 Olhos brancos Olhos selvagens Total
♀ 0 28 28
♂ 0 20 20
Indeterminado 0 0 0
Total 0 48 48
- Nas paredes do tubo existem 19 pupas não nascidas

Cruzamento F1 X F1:
♀ Olhos selvagens X ♂ Olhos selvagens
- Data início: 12 de fevereiro
- Remoção dos progenitores: 17 de fevereiro
- Data de obtenção de F2: 26 de fevereiro
F2 Olhos brancos Olhos selvagens Total
♀ 0 42 42
♂ 23 27 50
Indeterminado 0 1 1
Total 23 70 93
- Nas paredes do tubo existem 11 pupas não nascidas

12
• Cruzamento recíproco
Cruzamento parental:
♀ Olhos brancos X ♂ Olhos selvagens
- Data início: 31 de janeiro
- Remoção dos progenitores: 5 de fevereiro
- Data de obtenção de F1: 12 de fevereiro
F1 Olhos brancos Olhos selvagens Total
♀ 0 21 21
♂ 18 0 18
Indeterminado 2 0 2
Total 20 21 41
- Nas paredes do tubo existe 1 pupa não nascida

Cruzamento F1 X F1:
♀ Olhos selvagens X ♂ Olhos brancos
- Data início: 12 de fevereiro
- Remoção dos progenitores: 17 de fevereiro
- Data de obtenção de F2: 26 de fevereiro
F2 Olhos brancos Olhos selvagens Total
♀ 12 11 23
♂ 15 15 30
Indeterminado 4 0 4
Total 31 26 57
- Nas paredes do tubo existem 19 pupas não nascidas

13
Discussão dos resultados

Revisitando agora as previsões iniciais, vamos compará-las com os resultados obtidos


e retirar conclusões sobre os mesmos.

Cruzamento direto:
No cruzamento parental, em que cruzámos machos de olhos brancos com fêmeas de
olhos selvagens, obtivemos F1. Segundo o xadrez mendeliano todas as moscas teriam
olhos selvagens, havendo 50% de machos e 50% de fêmeas. Obtivemos um total de 48
moscas, que se traduz em 58% de fêmeas e 42% de machos, de olhos selvagens. Estes
valores aproximam-se dos esperados.
Ao cruzar F1, os resultados esperados apontam para uma geração F2 com todas as
fêmeas de olhos selvagens, metade dos machos com o mesmo fenótipo e outra metade
de olhos brancos, numa proporção de três moscas de olhos selvagens para uma mosca
de olhos brancos. Obtivemos 93 moscas, 25% de machos de olhos brancos, 29% de
machos de olhos selvagens e 45% de fêmeas com o mesmo fenótipo. Podemos
considerar que os resultados são compatíveis com as previsões.
No primeiro cruzamento, comprovamos que o alelo dominante para a característica da
cor dos olhos da drosófila é o alelo para a cor vermelha. Isto é, uma vez que os
progenitores proveem de linhas puras, o macho transmite à descendência o alelo para a
cor branca e a fêmea o alelo para a cor vermelha. Como todos os descendentes
apresentam fenótipo selvagem, segundo as leis de Mendel, o alelo dominante (que se
expressa sempre que presente), apenas poderá ser o que determina a cor vermelha. O
alelo recessivo, será o que determina a cor branca.
Conhecendo agora o alelo dominante e o recessivo, o facto de no segundo cruzamento
apenas metade dos machos apresentar olhos brancos e de esse fenótipo não estar
presente em nenhuma das fêmeas, chama a atenção. De acordo com as leis de Mendel,
uma vez que os progenitores destas moscas são ambos heterozigóticos1, metade das
fêmeas deveria apresentar olhos brancos, tal como acontece com os machos. Estes
resultados mostram que a transmissão hereditária desta característica não está ligada
aos autossomas2. No entanto, a transmissão ligada ao cromossoma Y é imediatamente
descartada, pois nesse caso, todos os descendentes do sexo masculino teriam de possuir
olhos vermelhos, tal como o seu progenitor. Confirma-se assim que o alelo que
determina a cor dos olhos da drosófila está localizado no cromossoma sexual X.

14
1.
São heterozigóticos porque possuem no seu genótipo os dois alelos, recessivo e
dominante, uma vez que os seus progenitores (do cruzamento parental) proveem de
linhas puras.
2.
Cromossomas não sexuais.

Cruzamento recíproco:
No cruzamento parental, em que cruzámos fêmeas de olhos brancos com machos de
olhos selvagens, era esperado obter-se uma geração F1 com 100% de fêmeas de olhos
vermelhos e 100% de machos de olhos brancos, numa proporção de uma fêmea de olhos
vermelhos para um macho de olhos brancos. Contámos no total 41 moscas, 44% de
machos de olhos brancos e 51% de fêmeas de olhos selvagens, aproximadamente como
previsto.
No segundo cruzamento, entre machos e fêmeas de F1, obtivemos uma geração F2 com
57 moscas, 23 fêmeas e 30 machos. Das fêmeas, 52% apresentam olhos brancos e 48%
olhos selvagens. Dos machos, 50% possuem olhos brancos e a outra metade olhos
selvagens. Estes resultados, refletem as previsões iniciais, que apontavam para metade
tanto das fêmeas como dos machos, possuir olhos selvagens e a outra metade olhos
brancos, numa proporção de 1:1 relativamente à cor dos olhos.
No primeiro cruzamento, como os progenitores proveem de linhas puras, de acordo com
as leis de Mendel, a descendência deveria ser uniforme, ou seja, todos deveriam possuir
olhos vermelhos (dado ser o alelo dominante), assim como no cruzamento direto. Como
tal não acontece comprovamos mais uma vez que o alelo que determina a cor dos olhos
nestas moscas, não está presente nos autossomas, mas sim no cromossoma sexual X.
Desta forma como os machos herdam o cromossoma X da progenitora, apresentam
olhos brancos.
Com os resultados do segundo cruzamento, retiramos a mesma conclusão e percebemos
melhor o mecanismo de transmissão. O aparecimento de fêmeas de olhos brancos,
mostra que as fêmeas de F1 herdaram o alelo recessivo da sua progenitora (que possuía
olhos brancos). Estas passaram a ser portadoras do mesmo, sem o expressar no seu
fenótipo devido á presença do alelo dominante, transmitido pelo progenitor. No entanto
são capazes de o transmitir à descendência, e, ao cruzarem-se com machos de olhos
brancos, têm 50% de probabilidade de originar fêmeas que são homozigóticas
recessivas e possuem olhos brancos.

15
Moscas indeterminadas:
Na maioria dos cruzamentos, obtivemos algumas moscas das quais não conseguimos
determinar o género. A explicação mais provável para este acontecimento é a
possibilidade de as moscas em questão terem eclodido á poucas horas da pupa. Ao
eclodir, as moscas são pouco pigmentadas, e as riscas escuras dos segmentos
abdominais são pouco percetíveis, dificultando a identificação do género. No entanto
em F1 do cruzamento recíproco, as moscas em questão, certamente serão machos. É
muito improvável que sejam fêmeas, uma vez que o progenitor paterno tem fenótipo
selvagem e, portanto, genótipo XW+ Y, logo apenas poderá transmitir o alelo X W+ a
descendentes do sexo feminino.
Pupas não nascidas:
Verificámos a existência de várias pupas ainda por eclodir nas paredes de todos os tubos
no momento da contagem das descendências. Isto significa, que ainda não tinham
nascido todas as moscas resultantes do cruzamento. Este acontecimento, poderá ter
condicionado os resultados, que poderão não estar totalmente precisos, dado não termos
contabilizado todas as moscas.

16
Conclusão

Concluindo, podemos considerar cumpridos os objetivos iniciais.


Reproduzimos as experiências de Morgan, comprovando e testemunhando a sua
veracidade. Aferimos que o gene responsável pela cor dos olhos na espécie Drosophila
melanogaster está localizado no cromossoma sexual X e que existem dois alelos para
esta característica. Como podemos comprovar com os resultados dos cruzamentos, o
alelo dominante é o que determina a cor vermelha e o recessivo o que determina a cor
branca.
Percebemos também de que forma os resultados obtidos diferem dos previstos pelas leis
de Mendel.
É importante mencionar que é normal que os resultados obtidos não correspondam
exatamente às previsões e proporções iniciais. Isto porque obtivemos um número
relativamente pequeno de moscas. Teríamos de trabalhar com quantidades de
indivíduos maiores para obter exatamente as proporções iniciais. A existência de
moscas indeterminadas também influenciou as percentagens.
Para referências futuras, poderiam ser feitas algumas melhorias na execução da
atividade. Em especial, os compassos de tempo entre procedimentos deveriam ter sido
cumpridos, tal como refere o protocolo. Ou seja, contámos as moscas resultantes dos
cruzamentos antes do tempo estipulado (7 dias antes), tendo em conta que ainda
existiam pupas que não tinham eclodido. Isto explica também a existência de moscas
pouco desenvolvidas (nascidas há poucas horas), das quais não conseguimos determinar
o sexo. Estas moscas não tiveram tempo suficiente para se desenvolverem, o que
dificultou a distinção entre machos e fêmeas.

17
Referências bibliográficas

- ADW: Drosophila melanogaster: CLASSIFICATION. (n.d.). [Link].


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- Aguiar, C. (2015). Hereditariedade e Evolução Guia de Trabalhos Práticos.
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Pr%C3%A1ticos%20Hereditariedade%
- Alves, (2023). Drosophila melanogaster as a model organism in ecotoxicological
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- Artur, R., & Gomes, P. (n.d.). PROTOCOLO -Utiliza•‹o de Drosophila em GenŽtica:
1» Parte Vantagens da utiliza•‹o de Drosophila em GenŽtica.
[Link]
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[Link]
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Manuela Ferreira, Rui de Albuquerque Carvalho. - 1ª ed. - Porto : Porto Editora, 2023.
- 272 p. : il. ; 29 cm. - ISBN 978-972-0-42178-4
- Roberts, D. B. (2006). Drosophila melanogaster: the model organism. Entomologia
experimentalis et applicata, 121(2), 93-103. [Link]
8703.2006.00474.x

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