Skate (em inglês: skateboarding, skating), também denominado no Brasil por
esqueitismo[1] ou simplemente Skate,[2][3][4] é uma expressão cultural que
manifesta-se de diferentes formas[5][6] [7]e um esporte[6][5] [7] que possui
diferentes vertentes, as quais em suma se caracterizam por em deslizar sobre o solo
equilibrando-se em algum tipo de skateboard ou simplemente skate no Brasil[7][8]
(implemento usado para a prática).
Nesse sentido, o sateboarding pode ser considerado um esporte radical, dado seu
aspecto criativo, cuja proficiência é verificada pelo grau de dificuldade dos
movimentos executados, o inclui as manobras, que como visto em resultados de
pesquisas, podem ser realizadas o solo, em obstaculos urbanos ou projetados
especificamentwepara a prati caa[8][7][9]
No Brasil, o praticante de skate recebe o nome de «skatista»,[10] enquanto que, em
outros países pode ser chamado de skateboarder ou skater.
O esporte foi inventado na Califórnia, nos Estados Unidos. O crescimento do
"sidewalk surfing", ou em português "surfe no asfalto", se deu de uma maneira tão
grande que muitos dos jovens da época se renderam ao novo esporte chamado "skate".
Surgiam, então, os primeiros skatistas da época.[11]
Em 2016, foi anunciado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) que o skate, a
partir de 2020 nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, seria um esporte olímpico.[12]
As primeiras medalhas da história do skate nos Jogos Olímpicos foram na modalidade
street masculina, sendo o ouro para o japonês Yuto Horigome, a prata, para o
brasileiro Kelvin Hoefler e, o bronze, para o norte-americano Jagger Eaton.[13]
Sobre a participação feminina no skate, tem-se alguns fatos. Considera-se Peggy
Oki, a primeira skatista mulher de que se sabe. Era do grupo Z-Boys.[14] Já a
primeira mulher a se tornar skatista profissional foi Patti McGee, no ano de 1965.
No mesmo ano, ela foi capa da revista Life Magazine.
Letícia Bufoni, uma skatista profissional brasileira, fez uma propaganda de
desodorante feminino na qual ela anda de skate com salto alto e vestido vermelho,
descendo um corrimão de rockslide. Rayssa Leal, popularmente chamada de "Fadinha do
skate", representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começaram 23 de
julho de 2021, e conquistou a medalha de prata, se tornando a atleta mais jovem da
história do Brasil a receber uma medalha Olímpica.
A estrutura do skate
O Skate é formado por diversas partes. São elas: shape (tábua), trucks (eixos),
rodas, rolamentos, porcas e parafusos, amortecedores e lixa, podendo ainda conter
pads[7].
•Shape: É a base do Skate, geralmente feito de madeira e pode ter diferentes
tamanhos e formatos, o que dará a característica de longboard, skate oldschool
etc[7]. Os shapes comumente são compostos por várias e finas camadas de madeira que
foram prensadas juntamente com resina epoxi para aumentar a resistência da madeira,
mas podem ser de outros materiais.
•Trucks: São dois eixos de ferro, alumínio ou titânio que se encaixam no shape e
com o atleta pressionando a ponta do pé para baixo, permite fazer curva para a
direita e pressionando o calcanhar, curva para a esquerda.[7]
•Rodas: São quatro rodas feitas de poliuretano (PU) que podem variar em tamanho
(largura e altura) e em nível de dureza, o que lhe confere características como
ganho de velocidade e aderência ao solo distintas[7].
•Rolamentos: Vão dentro das rodas e são as peças de metal e em formato redondo que
se encaixam dentro das rodas. Independentemente do tamanho da roda, todos os
rolamentos de skate são do mesmo tamanho e se encaixam a qualquer roda de skate.[7]
As medidas universais para rolamentos são 8mm (núcleo), 22mm (diâmetro externo) e
7mm (largura).
•Parafusos de base: eles prendem o shape ao truck.[7]
•Lixa: Fica grudada ou pode ser colada na parte de cima do shape. A lixa deixa o
skate mais aderente, permitindo que o atleta não escorregue do Shape.[7] Já existem
lixas com sulfeto de zinco, que tem a propriedade de emitir um brilho amarelo-
esverdeado depois de exposta à luz. São encontradas com grânulos mais sutis de
areia e/ou emborrachadas, o que pode propiciar menos desgaste do tênis do Atleta na
lixa.
(Todas as peças citadas acima são essenciais e necessárias pro Skate "funcionar" em
conjunto com o EPI para a proteção individual do Atleta - tenis, capacete,
joelheira, cotoveleira, protecao de punho e de mãos).
História
Stacy Peralta
Não se sabe ao certo do quê surgiu o skate, mas muitos falam que vieram do surf;
outros de patins quebrados, que com suas partes se montavam um skate em um pedaço
de madeira.
Década de 1960
No início da década de 1960, os surfistas da Califórnia mais ou menos na cidade de
Los Angeles queriam fazer das pranchas um divertimento também nas ruas, em uma
época de marés baixas e secas na região. Inicialmente, a nova "maneira de surfar"
foi chamada de sidewalk surfing. Em 1965, surgiram os primeiros campeonatos, mas o
skate só ficou mais reconhecido uma década depois.[15]
Década de 1970
Em 1973, o norte-americano Frank Nasworthy inventou as rodinhas de uretano, que
revolucionaram o esporte. Um skate passou a pesar por volta de 1,5 kg.
Por volta do ano 1975, um grupo de garotos revolucionou ainda mais o skate,
realizando manobras do surf sobre ele. Esses garotos eram os lendários Z-Boys da
também lendária equipe Zephyr. Essa equipe era de Venice, Califórnia, lugar o qual
chamavam de Dogtown.
Em 1979, Alan Gelfand inventou o Flatground Ollie, manobra com a qual os skatistas
ultrapassam obstáculos elevados e é base de qualquer manobra. A partir disso, o
skate nunca mais foi o mesmo. Essa manobra possibilitou uma abordagem
inacreditavelmente infinita por parte dos skatistas. Não se pratica street style
sem o domínio do Flatground Ollie, mais conhecido atualmente como Ollie. Tom
"Wally" Inouye também foi uma figura importante na história do skate na década de
1970. É mais conhecido pela assinatura de manobras como wall rides e backside airs.
Inouye começou o IPS (Serviço de Piscina do Inouye) nos anos 1970 e foi um dos
primeiros bowlriders, que andavam em psicinas vazias.
“ "Em 1976, nós andávamos de skate em piscinas vazias. Ninguém sabia o tudo o
que se podiam fazer então nós nos divertíamos e víamos até onde podíamos forçar"
”
"Forçar" foi exatamente o que levou a suas assinaturas de manobras. No wallride
(andar na parede), você anda com o skate pela parede e depois volta para o chão.
"Nós todos tentávamos subir na parede. Eu acho que fui o único que conseguiu fazer
isso", disse Inouye. E a manobra passou a ser chamada de wallride e por isso o
chamam até hoje de Wally.
O primeiro skatista nipo-brasileiro a chegar no Brasil foi Jun Hashimoto em 1975. O
mesmo abriu as portas para três gerações de descendentes japoneses no skate. Nomes
importantes como o skatista brasileiro Lincoln Ueda.
Década de 1980
Na década de 1980, um dos revolucionários do esporte, principalmente na modalidade
street, foi Rodney Mullen. Mullen desenvolveu várias manobras, como o kickflip,
heelflip, hardflip, casper, darkslide, rockslide, 50-50, body varial, nollie flip
underflip, primo, reemo, varial flip, inward heelflip, 360 flip, FS flip, BS flip,
varial heelflip, FS heelflip, BS heelflip, etc. Grande parte das manobras
atualmente praticadas é derivada dessas manobras. Rodney foi, por diversas vezes,
vice campeão, chegando a ser considerado o melhor e mais influente skatista do
bairro na sua modalidade.[16] Outro revolucionário, na modalidade street, foi Tony
Hawk. Hawk inovou a maneira como os skatistas devem abordar o half-pipe, sempre
procurando ultrapassar os limites de criatividade e dificuldade de execução das
manobras. No final dos anos 1982, mais exatamente em 1983, Lincoln Ueda, assistido
pelo seu pai (que filmava suas voltas para que pudessem aprimorá-las), competiu em
Münster, na Alemanha, e faturou o 15° lugar. Despontava o Brasil no cenário
mundial. Ueda também teve excelentes participações na pista da Domínio Skate Park
Atibaia.
Década de 1990
Nos anos 1990, o carioca Bob Burnquist[17] elaborou a última grande revolução no
skate: o switchstance vertical. Essa é a técnica de andar na base oposta à que se
tem maior facilidade. Já era difundida na modalidade street, mas Bob foi o primeiro
a popularizá-la na modalidade vertical. A partir daí, o skate passou a não ter mais
"lado", ou seja, não existe mais o lado da frente nem o lado de trás. As manobras
realizadas com pé direito na frente do skate agora também são realizadas com o pé
esquerdo na frente. Essa técnica quadruplicou o número de variações possíveis nas
manobras. Para um skatista que deseja competir, é imprescindível o domínio de tal
técnica. Bob foi o primeiro skatista brasileiro a vencer uma etapa do campeonato
mundial de skate vertical, em Vancouver, no Canadá, no ano de 1995. Ninguém
esperava, ele apareceu lá e mostrou como se deveria andar de skate vertical dali em
diante.
Década de 2000
É fundada em São Paulo a Associação Brasileira de Skate Feminino, por skatistas
femininas, seu primeiro circuito ocorreu em 2005. Hoje, a associação é filiada à
CBSk.
Em 2001, Og de Souza, um esqueitista que em sua infância sofreu de poliomielite,
foi citado nas revistas Tribo Skate, CemporcentoSKATE, entre outras. Em 2001,
ganhou o campeonato profissional no Best Trick, termo que, traduzido do inglês,
significa "melhor manobra".
Em 2008 e 2009, a Mega Rampa chegou ao Brasil, tendo sido montada no Sambódromo do
Anhembi pelo esqueitista dos anos 1980 George Rotatori. Na sua segunda edição, em
2009, Bob Burnquist sagrou-se bicampeão.
Modalidades
Garoto andando de skate, equipado com protetores
Street
Skate de rua
No skate de rua (street), os praticantes utilizam a arquitetura da cidade, por
exemplo bancos, escadas, corrimãos e a calçada (elementos do mobiliário urbano)
como obstáculos para executar suas manobras e se expressar[7].[18] É com folga a
modalidade mais difundida e popular do skate. O street é também a modalidade
preferida de diversas tribos ou grupos de skatistas.
Está é uma das modalidades inclusas nos Jogos Olímpicos [7].
PARK
Modalidade do Skate praticada em pistas similares aos bowls e banks, porém
geralmente maiores e apresentando diferentes niveis de profundidade, bem como, por
vezes contendo corrimãos e outros obstaculos comuns ao Street[7].
Foi uma das modalidades incluídas nos Jogos Olímpicos [7].
FreeStyle
Modalidade onde o skatista apresenta vários movimentos em sequência, geralmente no
chão.[7][18] O freestyle é considerado uma das primeiras modalidades do skate, na
qual os esqueitistas fazem manobras de chão, em sequências com kickflip, 360 flip,
inward heelflip, hardflip, sem obstáculos. onde o melhor skatista de freestyle foi
Rodney Mullen.
Vert ou Vertical
Half-Pipe
Half-Pipe
A modalidade vertical é praticada em uma pista com curvas (transições), com 3,40 m
ou mais de altura, três metros de raio e quarenta centímetros de verticalização,
geralmente possuem extensões. A pista, que apresenta a forma de U, é chamada de
half-pipe e pode ser feita de madeira ou concreto[7]. O conceituado skatista Tony
Hawk ficou famoso por suas grandes habilidades nos half-pipes. Tornou-se o que é
graças à sua mãe, que comprava batatas fritas para ele sobreviver nos treinos da
sua escolinha de skate, onde começou a praticar o esporte aos 3 anos de idade. Aos
6 anos, já tinha o patrocínio da Volcom, Vans, Element,entre outras. Nessa idade,
já fazia flips e grinds pela cidade, onde se machucava muito. Um desses machucados,
consequente de um flip "mal chutado", afastou-o do esporte durante um ano, pois ele
quebrou sua perna direita e ralou todo o joelho esquerdo, o que demorou muito para
curar.
Bowl
É praticado em piscinas vazias de fundo de quintal, que com suas paredes
arredondadas são verdadeiras pistas de skate. Na realidade as pistas de skate em
forma de Bowl (bacia) são inspiradas nas piscinas, que tinham a transição redonda:
azulejos e coping[7]. O fundo redondo das piscinas americanas é para o caso de a
água congelar as paredes não arrebentarem, pois nesse caso o gelo se deslocaria
para cima, não fazendo pressão nas paredes. Na década de 1970, alguns skatistas da
Califórnia, mais precisamente de Santa Mônica, se aventuraram a andar em piscinas
vazias, e assim foi criada o Bowl (também conhecido como Pool Riding ou Bowl
Riding) que atualmente é uma modalidade underground praticada por alguns skatistas
que gostam de transições rápidas. Recentemente, em 1999, a Vans (uma marca de tênis
para skatistas) inaugurou uma das maiores pistas da América, onde a atração
principal é uma réplica da famosa piscina Combi Pool que ficava na extinta pista de
Pipeline em Upland. E já promete outra pista para breve, sempre com a inclusão de
bowls no seu desenho.
Big Air.
Big Air
Modalidade criada por Danny Way outro que foi adaptada e atualmente é a principal
competição do X Games. [7]Colocando modalidades que também refletem parte do que os
skatistas querem mostrar para o mundo, como o fim da disputas do skate park e
mostrar disputas de street skate, em obstáculos que verdadeiramente reproduzem o
que os skatistas de street fazem.
Downhill Speed
Downhill longboard
Modalidade caracterizada pela descida de uma ladeira em alta velocidade, onde vence
quem finalizar o trajeto primeiro ou, no contexto do lazer, busca-se atingir a
maior velocidade possível [7].
Como muitos devem saber, um dos inventores do downhill-slide foi Clifford Coleman,
um californiano de Berkeley que hoje tem 54 anos e continua praticando e muito o
downhill-slide. Ele e seus amigos de sessão começaram a criar a arte de deslizar
(Slide) por volta de 1965, mas somente em 1975 é que se encontraram num evento e
puderam compartilhar suas experiências vividas nestes 10 anos e exibiram os
primeiros slides em pé (Stand-up) de que se tem notícia.
Com o passar dos anos, Cliff começou a desenvolver outro tipo de Slide, o Slide de
mão, agachado, o qual poderia ser executado em velocidades maiores proporcionando
uma maior segurança no Downhill, visto que este slide poderia ser utilizado como
uma espécie de freio na descida de ladeiras maiores e/ou mais íngremes.
Desenvolvendo a habilidade dos skatistas de descer ladeiras cada vez maiores e mais
rápidas (naquela época).
Downhill Stand-up
Tem, como finalidade, descer a montanha (ladeira) imprimindo velocidade, os
equipamentos necessários para a pratica do Downhill speed são (macacão de couro,
tênis, luva com casquilho, capacete fechado, e um skate próprio para velocidade), o
recordista mundial de velocidade é o canadense Micho Erban. Micho chegou a 130 km/h
na ladeira no Canadá. Ano que também deu um enorme destaque aos speeds brasileiros
junto ao ranking mundial da IGSA (Associação Internacional de Esportes de
Gravidade). Com destaque no 5º lugar para Luiz Lins (T2) e o 10º lugar à Juliano
Cassemiro (Lilica), em um total de aproximadamente 450 pessoas de várias partes do
mundo.
Downhill Slide
Consiste em descer ladeira executando manobras de slide, com um skate maior,
chamado Longboard. [7] Com características, bem próximas à modalidade Downhill
Slide, no long, o estilo clássico do surfe é mais explorado, no aproveitamento das
laterais das pistas e do próprio shape. Hoje, com o desenvolvimento técnico não
apenas dos equipamentos mais leves, mas da execução das manobras, o longboard
downhill consegue equilibrar agressividade, velocidade e o clássico ao mesmo tempo.
Essa modalidade é a que mais comporta mulheres entre as demais encontradas na
ladeira. No Brasil, a skatista Christie Aleixo tem destaque e é considerada uma das
melhores no mundo nesta modalidade, além de praticar o speed e o slalom.
Minirrampas ou Miniramps
As miniramps são populares em todo o mundo, pois, devido à pouca altura que elas
possuem, as manobras são executadas com uma maior facilidade. Nesta modalidade, há
uma mistura de street com vertical.[7] Na realidade, as miniramps são um mini half
pipe, onde as paredes não chegam ao vertical. Elas variam de 1 a 2 metros e 10 cm
de altura. São excelentes para se aprender manobras, principalmente as que utilizam
bordas, onde os trucks ou as rodas permanecem em contato com o coping (detalhe de
acabamento feito por um cano, inspirado nos bowls). Essas pistas são facilmente
construídas. O risco de se machucar em uma manobra é bem pequeno e é uma prática
necessária para a evolução de qualquer skatista.
SLALON
Modalidade na qual deve-se realizar um trajeto fazendo zig-zag entre cones em alta
velocidade[7].
LONGBOARDING DANCING ou LONGBOARDING FREESTYLE
Modalidade similar ao Skate Freestyle, porém realizada com um longboard, no qual se
realiza movimentos e manobras comumente ao som de uma música.[7]
PARASKATEBOARDING ou SKATEADAPTADO
Toda e qualquer vertente do Skate praticada por pessoas com deficiência (motoras,
visuais etc), seja a nível competitivo ou de lazer[7]. A depender da caracteristica
da pessoa, pode se utilizar implementos auxiliares para a pratica, como bengala,
próteses, entre outros, bem como auxilio de terceiros.[7].[8]
OUTRAS FORMAS DE VIVÊNCIA DO SKATE
Há de se destacar que existem diversas formas de se vivenciar o Skate, seja como
lazer, esporte ou profissão, como, por exemplo, por meio de expressoes artísticas,
de cursos, de filmes, séries, documentários, revistas, jogos de vídeo game, como
expectador, entre outros.[6][7]
Equipamentos
Um skate moderno
Ver artigo principal: Esqueite (prancha)
Um skate pode ser composto por diferentes peças e apresentar diferentes
características que lhe dão nomes diferentes, como: skate, longboard, skate
oldschool, surf skate ou simulador de surf, cruiser, tubarão etc[7].
Há de se destacar que apesar de ser comum atribuir diferentes usos a cada tipo de
skate por conta das especificidades de cada modalidade, nada impede que, por
exemplo, uma pessoa pratique street ou vertical com longboard, tipo de skate
geralmente associado as modalidades de ladeira[6] e assim por diante.
Manobras
360 Ollie
360 Shove-it
360 Spin
360 Flip
540 Flip
540 Shove-it
Anti Casper flip
Alpha Flip
Backside Flip
Beta Flip
Bean Drop
Bigspin
Bigspin Flip
Body Varial
Boneless
BS 180 Ollie
BS pop shove-it
BS pop shove-it tailgrab
BS shove-it
BS boardslide
BS darkslide
BS noseslide
BS crookedflip truck stand
BS axle stall
BS axle stall revert
BS 180 flip
BS 180 early grab
Casper to casper
Caveman 180
Casper slide
Caveman
Casper flip
Darkslide
Dragon flip
Dolphin flip
Double kickflip
Drop in
Double heelflip
Easy nosestall
Flip
Flip Body Varial
Flip truck stand
Front foot imposible
Fakie 360 flip
Fakie 540 flip
Fakie Bigspin
Fakie bigsipn flip
Fakie Flip
Fakie Heelflip
Fakie Varial Flip
Forward flip
Firecracker
Fingerflip
Front foot flamingo
FS 180 Nollie
FS 180 Ollie
FS Halfcab
FS Nollie 360 shove-it
FS shove-it
FS halfcab kickflip
FS 50-50
FS smith
FS 5-0 to tail
FS axle stall 270 out
FS axle stall to tail
FS crail stall
FS disaster
FS 180 boneless
FS 360 boneless
FS bertlemann slide
Hand flip
Halfcab
Hippy jump
Heelflip
Hospital flip
Handplant
Hardflip
Indy
imposible
Kickflip
Kickflip nosemanual
Manual
Nose manual
Nollie
Nollie 360 Flip
Nollie flip
Nollie Heelflip
Nollie Varial Flip
Nollie varial heelflip
Nosestall
No hand flip
No comply
Ollie
Ollie late Shove-it
Oldschool Kickflip
Ollie late kickflip
Pentafilp (5 Flips de uma só vez)
Pogo
Powerslide
Pressure Flip
Pressure Hardflip
Rail Slide
Switch 360 Flip
Switch Flip
Switch Flip Body Varial
Switch Hardflip
Switch Hellflip
Switch Varial Flip
Triple Flip
Triple Hardflip
Varial 360
Varial Flip
Varial Kickflip
Varial Heelflip
Varial Double Kickfilp (Nightmare Flip)
Wrap Around
Walk the Dog
Wallplant
Yeah Right
Benefícios como prática esportiva
O esporte oferece ao praticante vários benefícios ao corpo, mente e sociabilidade,
como fortalecimento de lacos afetivos, do sistema respiratório e também o aeróbico.
Segundo Alvaro Luiz Penteado Santos (2012), o skate exige músculos de todo o corpo,
o trabalho das pernas é intenso, principalmente joelhos e panturrilhas, tonificando
os músculos por meio da realização de saltos, agachamentos, giros e chutes. O skate
também trabalha o abdômen, glúteos e coxas, além dos braços que são bastantes
utilizados, em decorrência dos impulsos para se locomover e o reflexo de apoiar as
mãos no chão para evitar quedas.
Para Thiago Zanoni Neves “Pino” (2014), a prática do skate favorece o exercício
aeróbico devido à impulsão e remadas pelas ruas ou em direção a algum obstáculo.
Estimula a flexibilidade, coordenação e a concentração por meio da realização de
manobras.
Na revista Boa Forma, edição 333/Julho 2014, antes do esporte, o skate é uma
diversão, que o praticante não percebe que está fazendo um exercício físico. Além
disso, ele ensina a superar os medos e combate a depressão. Para os iniciantes no
esporte, a queima é de 500 calorias em uma hora de atividade. Na evolução de
manobras, velocidade e curvas esse gasto calórico aumenta consideravelmente.
De acordo com Alvaro Luiz Penteado Santos (2012) , outro benefício do skate é o
social, pois ao contrário de muitos esportes, o skate não tem idade inicial ou
limite, não há classe social, condição física ou técnica, o objetivo é se divertir
e, embora seja um esporte individual, os skatistas costumam praticar o esporte em
grupos a fim de aprender novas manobras e estreitar laços de amizade.
O que é corroborado por Brasil e Paes (2023)[8], que defendem que o Skate pode
contribuir para uma formação humana ampla e crítica, que nao se limite a reprodução
do esporte, mas que transforme vidas positivamente e a certa medida a sociedade.
[8]
Por fim, o skate pode contribuir para aquisição de valores, fortalecimento de lacos
afetivos, bem como para usufruir do direito ao lazer [8][6]
Prática pelo mundo
No Brasil
Rayssa Leal durante evento nas olimpíadas
O skate é hoje o sétimo esporte mais praticado no Brasil.[19]
A primeira pista de skate da América Latina foi inaugurada em 4 de dezembro de 1976
no município de Nova Iguaçu. A pista, localizada na Praça Ricardo Xavier da
Silveira, também foi palco da primeira competição de skate em pista do Brasil, em
junho de 1977.[20][21][22][23]
Em agosto de 1986, o prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, deu as primeiras ordens
para coibir a prática do skate no Ibirapuera, orientando a Polícia Militar a
apreender os skates dos praticantes.[24]
O Circuito Brasileiro de Skate Profissional foi inaugurado em 1989 na categoria
street style. O vencedor foi o paulistano Rui Muleque. Foi realizado pela União
Brasileira de Skate (UBS). A disputa conta hoje com provas passando por estados
como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Brasília,
realizadas pela Confederação Brasileira de Skate (CBSk).
No ano de 1995, Rodrigo de Menezes conquistou o primeiro título mundial de vertical
para o Brasil.
Em março de 1999, foi fundada em Curitiba a Confederação Brasileira de Skate
(CBSk), a entidade que regulamenta as normas e políticas voltadas ao
desenvolvimento do skate (skateboard) no território brasileiro.
Em julho de 2021, Rayssa Leal foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Verão
de 2020 e a mais jovem medalhista olímpica do Brasil de todos os tempos.[25]
Na Noruega
Proibição do skate na Noruega no período entre 1978 e 1989: a posse ou venda de
skate eram proibidos. A proibição era devido à quantidade elevada de ferimentos
causados pelo skate. A proibição levou os skatistas a construir rampas nas
florestas e em outras áreas isoladas para evitar a polícia.[26]
Nos Estados Unidos
Relatou-se publicamente que o Corpo de Marines dos Estados Unidos testou skate nos
anos 1990 em combate urbano. Mais perto do possível: "Pra manobras dentro de
construções/prédios para detectar fios (detectores de movimento e detonadores de
minas) e fogo de atiradores".
Em 2012, Tom Schaar, skatista norte-americano que com doze anos de idade tornou-se
o primeiro skatista realizar a manobra 1080 graus (três voltas completas no ar).
[27][28]
Representação cultural
Nos filmes The Lords of Dogtown, Z-Boys e Vida sobre rodas, é possível conhecer um
pouco da história do skate. Os filmes contam a história dos Z-Boys, um grupo de
skatistas dos anos 1970 que revolucionaram o esporte.
Vale lembrar que o filme acima citado é popularmente mais conhecido porém, não é o
único que relata a história do "Z-Boys". O filme foi inspirado em um documentário
intitulado Dogtown & Z-Boys, que conta a história relatada pelos personagens
participantes, em pessoa. Filme esse dirigido por Stacy Peralta, uma dos Z-Boys.
Um livro que conta a história do skate no Brasil é o livro A Onda Dura.[29] O Livro
percorre desde os primórdios do esporte até os anos 2000, contendo diversas
imagens. Além do livro A Onda Dura, existem dois documentários importantes para a
história do skateboarding brasileiro: Dirty Money - que conta a história de como
surgiu a iniciativa de se editar o primeiro vídeo de skate no país - e Vida Sobre
Rodas - que conta a histórias do skate brasileiro, da segunda metade da década de
1980 até os dias de hoje, sob o ponto de vista de quatro importantes skatistas
brasileiros: Bob Burnquist, Sandro Dias "Mineirinho", Felipe Lima e Alan Patrick.
Em 2008, Beatriz Thuanny ganhou o campeonato profissional de skate em Curitiba e
foi eleita umas das melhores skatistas femininas dessa cidade.
Ver também
Esqui com rodas
Patinete
Patins
Snakeboard
Waveboard
Referências
«Esqueitismo». Michaelis On-Line. Consultado em 23 de outubro de 2016
«Esqueite». Michaelis On-Line. Consultado em 23 de outubro de 2016
«Significado / definição de esqueite no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa».
[Link]. Consultado em 23 de outubro de 2016
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Nedel Oliveira Daniel Giordani Vasques (organizadores). «Juventudes, Território e
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Cristina Ferreira (2023). «Skateboarding enquanto lazer: conceptualização e
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Brasil, D. V. C.; Paes, R. R. (2023). «SKATEBOARDING: FUNDAMENTOS E REFLEXÕES
INICIAIS ACERCA DO PROCESSO DE ENSINO, VIVÊNCIA E APRENDIZAGEM» (PDF). ARCO
EDITORES: 31–46. ISBN 978-65-5417-125-0. doi:10.48209/978-65-5417-125-2. Consultado
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