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Teorias e Conceitos de Organizações

Trabalho

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Calu Remigio
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Introdução

As organizações ocupam um papel central no desenvolvimento


econômico, social e cultural das sociedades contemporâneas. Elas
não apenas geram emprego e renda, mas também contribuem para a
inovação, a criação de conhecimento e a transformação do ambiente
em que estão inseridas. Nesse contexto, compreender os conceitos e
as teorias das organizações torna-se essencial para analisar sua
dinâmica, funcionamento e impacto sobre a sociedade.

Ao longo da história, diversas correntes teóricas buscaram explicar a


natureza das organizações e seus processos de gestão. Desde as
concepções clássicas, que priorizavam a eficiência produtiva, até
abordagens mais recentes, como a sistêmica e a contingencial,
observa-se uma evolução no entendimento sobre como as
organizações devem ser estruturadas e administradas.

Assim, o presente trabalho tem como propósito discutir o conceito de


organizações, com base em autores contemporâneos, bem como
apresentar as principais teorias organizacionais, incluindo a escola
das relações humanas e as abordagens clássica, psicológica,
sistêmica e contingencial.

Objetivos

Objetivo Geral

Analisar o conceito de organizações e as principais teorias


organizacionais, destacando suas contribuições para a compreensão
do funcionamento das instituições modernas.

Objetivos Específicos

 Identificar os conceitos de organizações a partir de autores


recentes;
 Apresentar os fundamentos da Escola das Relações Humanas e
sua relevância para a gestão;
 Descrever a abordagem clássica e sua contribuição para a
administração científica;
 Examinar a abordagem psicológica e a importância dos fatores
individuais no desempenho organizacional;
 Discutir a abordagem sistêmica e sua visão integrada das
organizações;
 Explicar a abordagem contingencial e sua ênfase na adaptação
e flexibilidade organizacional.
Fundamentação teórica

Conceito de Organizações

O conceito de organização tem sido constantemente redefinido à


medida que a sociedade e as práticas de gestão evoluem. Para Daft
(2021), as organizações são sistemas sociais coordenados que
utilizam recursos para alcançar objetivos específicos de forma
planejada. Nessa mesma linha, Robbins e Coulter (2022) destacam
que uma organização é uma entidade estruturada que reúne pessoas
com papéis definidos, visando o alcance de metas.

Jones e George (2021) enfatizam que as organizações representam


arranjos sociais complexos, compostos por redes de relações
humanas, tecnológicas e estruturais, que interagem para a produção
de bens e serviços. De forma complementar, Hatch e Cunliffe (2019)
ampliam essa compreensão ao considerar as organizações como
sistemas abertos, em constante interação com o ambiente externo,
adaptando-se às mudanças e exercendo impacto sobre a sociedade.

Além disso, autores contemporâneos têm discutido o papel das


organizações diante de novos desafios, como a transformação digital,
a sustentabilidade e a responsabilidade social. Segundo Whetten e
Cameron (2021), as organizações modernas devem ser vistas não
apenas como instrumentos de eficiência econômica, mas também
como agentes sociais, políticos e culturais que influenciam
profundamente a vida em comunidade. Assim, o conceito de
organização transcende a simples ideia de estrutura formal,
abrangendo dimensões éticas, ambientais e sociais.

Teoria das Organizações

O estudo das organizações desenvolveu-se ao longo do tempo em


resposta a diferentes contextos históricos, econômicos e sociais. Cada
abordagem trouxe novas perspectivas sobre como compreender a
dinâmica organizacional e como gerir de forma mais eficaz.
Escola das Relações Humanas

A Escola das Relações Humanas surgiu na década de 1930 como uma


crítica às limitações da Teoria Clássica. Mayo (1933, citado por
Chiavenato, 2020) demonstrou, por meio dos experimentos de
Hawthorne, que fatores sociais, como motivação, reconhecimento e
clima organizacional, influenciam diretamente a produtividade dos
trabalhadores.

Essa abordagem introduziu o conceito de que o ser humano não é


apenas um recurso mecânico, mas um indivíduo com necessidades
emocionais e sociais. Robbins e Judge (2021) reforçam que a atenção
aos aspectos humanos nas organizações é essencial para promover a
satisfação, a cooperação e o engajamento, sendo um dos pilares do
moderno estudo do comportamento organizacional.

Abordagem Clássica

A abordagem clássica, desenvolvida entre o final do século XIX e


início do século XX, concentrou-se na racionalização do trabalho e na
maximização da eficiência. Taylor introduziu a Administração
Científica, baseada na padronização de tarefas e na divisão do
trabalho. Fayol, por sua vez, sistematizou os princípios
administrativos, estabelecendo funções como planejar, organizar,
comandar e controlar (Chiavenato, 2020).

Apesar de suas limitações, a abordagem clássica foi fundamental


para estruturar a administração como campo científico, fornecendo os
primeiros modelos de gestão ainda utilizados em diversas
organizações. Contudo, Robbins e Coulter (2022) observam que o
excesso de rigidez e a ênfase no controle limitaram a valorização da
criatividade e da iniciativa individual.

Abordagem Psicológica
A abordagem psicológica trouxe para o estudo das organizações a
análise dos fatores individuais e comportamentais. Robbins e Judge
(2021) defendem que aspectos como motivação, percepção, atitudes
e liderança são determinantes para o desempenho organizacional.
Essa perspectiva também incorporou teorias motivacionais, como a
Hierarquia das Necessidades de Maslow e a Teoria dos Dois Fatores de
Herzberg, que destacaram a importância do bem-estar e da
satisfação dos trabalhadores.

Segundo Maximiano (2021), a compreensão psicológica ampliou o


entendimento sobre como as diferenças individuais influenciam a
tomada de decisão, o trabalho em equipe e a resolução de conflitos.
Isso foi essencial para o desenvolvimento de práticas modernas de
gestão de pessoas.

Abordagem Sistêmica

A abordagem sistêmica consolidou-se a partir da Teoria Geral dos


Sistemas de Bertalanffy (1968, citado por Maximiano, 2021). Essa
perspectiva compreende a organização como um sistema aberto,
composto por subsistemas interdependentes que interagem entre si e
com o ambiente externo.

Hatch e Cunliffe (2019) defendem que o enfoque sistêmico possibilita


uma visão integrada das organizações, considerando os fluxos de
informação, recursos e energia que circulam entre os diferentes
setores. Essa abordagem é especialmente útil em contextos de alta
complexidade e inovação, nos quais a adaptação contínua ao
ambiente é essencial para a sobrevivência.

Abordagem Contingencial

A abordagem contingencial, desenvolvida a partir da década de 1960,


parte da premissa de que não existe um modelo único de gestão
aplicável a todas as organizações. Para Donaldson (2021), a eficácia
depende da adequação entre a estrutura organizacional, as condições
ambientais e o tipo de tarefa desempenhada.
Essa visão trouxe flexibilidade e adaptação como princípios-chave
para a administração contemporânea. Segundo Whetten e Cameron
(2021), o gestor deve avaliar variáveis como cultura organizacional,
tecnologia e ambiente externo antes de adotar práticas gerenciais,
evitando a aplicação de modelos universais que podem não se ajustar
à realidade específica de cada organização.

Referências

Chiavenato, I. (2020). Introdução à teoria geral da administração (10.


Ed.). Manole.

Daft, R. L. (2021). Organization theory and design (13th ed.). Cengage


Learning.

Donaldson, L. (2021). The contingency theory of organizations. Sage


Publications.

Hatch, M. J., & Cunliffe, A. L. (2019). Organization theory: Modern,


symbolic and postmodern perspectives (4th ed.). Oxford University
Press.

Jones, G. R., & George, J. M. (2021). Contemporary management (12th


ed.). McGraw-Hill Education.

Maximiano, A. C. A. (2021). Teoria geral da administração: Da


revolução urbana à revolução digital (8. Ed.). Atlas.

Robbins, S. P., & Coulter, M. (2022). Management (15th ed.). Pearson.


Robbins, S. P., & Judge, T. A. (2021). Organizational behavior (19th
ed.). Pearson.

Whetten, D. A., & Cameron, K. S. (2021). Developing management


skills (10th ed.). Pearson.

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