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Diferenças entre ACT e TCC

O que é trauma segundo o dsm 5 - diferença de trauma e crise

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O que é trauma segundo o dsm 5 - diferença de trauma e crise

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​Terapia de Aceitação e Compromisso - ACT​

​ terapia de aceitação e compromisso, também conhecida como ACT, foi desenvolvida por​
A
​Steven C. Hayes. Seu principal pilar é a prática da atenção plena, pois tem como objetivo​
​ajudar o paciente a ter maior consciência das suas emoções e pensamentos para, assim,​
​ser capaz de reagir de acordo com os seus valores. Tem o enfoque na esquiva experiencial,​
​que, em outras palavras, é fugir do sofrimento. Para a ACT, o sofrimento é inerente à vida,​
​assim como a vivência dos eventos internos que forem decorrentes desse sofrimento. Tal​
​processo é chamado de aceitação e constitui, junto a clarificação dos valores, o eixo​
​principal de atuação dessa abordagem.​

-​ descreve alguns padrões de interação entre indivíduo e ambiente recorrentes na​


​população e que podem acarretar sofrimento psicológico.​

​PADRÕES RECORRENTES QUE ACARRETAM SOFRIMENTO (ESTADOS INICIAIS)​

​ esde 2004, eles são comumente apresentados por meio de seis conceitos que compõem​
D
​o Modelo de Inflexibilidade Psicológica:​

​●​ E ​ squiva experiencial​​→ tendência de evitar ou fugir​​de pensamentos, sentimentos​


​e sensações desagradáveis, mesmo que isso impeça lidar com situações​
​importantes.A esquiva experiencial acontece quando pensamentos e sentimentos​
​passam a ser vistos como algo aversivo, muitas vezes porque a pessoa internaliza​
​punições sociais sobre como “deveria” sentir ou pensar. Com isso, ela começa a​
​julgar e tentar controlar suas próprias respostas internas. Porém, esse controle é​
​pouco eficaz a longo prazo e pode gerar custos, já que a esquiva persistente​
​compete com atividades importantes e acaba afastando a pessoa de seus próprios​
​valores.​
​●​ ​Fusão cognitiva​​→ quando a pessoa acredita que nos​​próprios pensamentos​
​tratando-os como verdades absolutas,tomando-os como verdades absolutas e​
​agindo de acordo com eles (ex.: “sou incapaz, então nem vou tentar”)..​
​●​ ​Atenção inflexível​​→ dificuldade em mudar o foco de​​atenção, mantendo o olhar​
​apenas em determinados estímulos e ignorando outros relevantes do ambiente.​
​Quando certas consequências têm grande importância, elas fazem com que a​
​pessoa preste atenção apenas nos estímulos ligados a elas. Isso é um problema​
​porque o mundo é muito complexo e muda o tempo todo, e focar só em uma parte​
​dele faz com que a gente deixe de perceber detalhes importantes e não consiga​
​reagir bem a cada situação. Além disso, quando temos dificuldade em descrever o​
​ambiente e até o nosso próprio comportamento, fica mais difícil entender as​
​condições em que estamos inseridos. Isso atrapalha tanto nossas tentativas de​
​mudar essas condições, quanto a possibilidade de explicar a situação para outras​
​pessoas de forma clara, o que poderia gerar compreensão ou ajuda.​
​●​ ​Contingência​​- é a forma como o ambiente controla,​​mantém ou modifica um​
​comportamento.​​Por exemplo​​: quando uma criança chora​​(comportamento), a mãe​
​dá atenção (consequência), essa relação aumenta a chance de o choro acontecer​
​de novo no futuro.​
​●​ S ​ enso de self-como-conceito​​→ percepção fixa sobre quem somos, formada por​
​narrativas internas, baseada em experiências passadas e crenças sobre si mesma​
​que pode limitar ações ao manter a pessoa presa a rótulos e crenças sobre si​
​mesma. Essas histórias internas podem guiar comportamentos, tanto reforçando​
​ações positivas quanto limitando à pessoa, quando ela se prende a rótulos​
​negativos.​
​●​ ​Falta de contato com valores​​→ desconexão entre o​​que a pessoa realmente​
​valoriza e suas ações, levando a escolhas desalinhadas com seus objetivos e​
​propósitos.​

​●​ I​nércia, impulsividade ou esquiva persistentes​​→ padrões​​de comportamento​


​que se repetem automaticamente, seja por paralisia (inércia), agir sem pensar​
​(impulsividade) ou evitar situações importantes continuamente (esquiva).​
​●​ ​Controle verbal​​→ quando o comportamento é guiado​​pelo que pensamos ou​
​dizemos para nós mesmos, e não apenas pelas situações reais.​​Exemplo​​: alguém​
​decide não comer um doce porque pensa “não posso engordar”. O comportamento​
​não é guiado pela fome real, mas pelo que está dizendo a si mesmo​
​●​ ​Respostas de evitação e controle​​→ quando tentamos​​fugir, evitar ou controlar​
​pensamentos, emoções e situações desagradáveis, mas isso muitas vezes aumenta​
​o sofrimento ou nos afasta do que é importante.​​Exemplo​​:​​uma pessoa sente​
​ansiedade em lugares cheios e, para não lidar com esse desconforto, evita sair de​
​casa. Assim, reduz a ansiedade momentânea, mas se afasta de oportunidades​
​sociais importantes.​

-​ Padrões recorrentes comportamentais que acarretam sofrimento foram originados e​


​mantidos por contingências históricas e atuais porém acarretam custos ou efetividade​
​limitada em longo prazo.​

​OBJETIVOS TERAPÊUTICOS:​

​ESTADOS FINAIS​

​●​ A
​ ceitação​​→ abrir espaço para pensamentos, sentimentos​​e sensações​
​desagradáveis sem tentar mudá-los ou fugir deles, permitindo agir de forma mais​
​efetiva.​

​●​ D
​ esfusão cognitiva​​→ capacidade de observar os próprios​​pensamentos sem se​
​fundir a eles, reduzindo seu controle sobre o comportamento.​

​●​ A
​ tenção flexível ao momento presente​​→ habilidade​​de focar no que está​
​acontecendo agora, ajustando o foco conforme a situação, sem se prender a​
​estímulos irrelevantes.​

​●​ S
​ enso de self-como-contexto​​→ perceber a própria experiência​​de forma ampla,​
​como um observador, sem se identificar rigidamente com pensamentos, sentimentos​
​ou rótulos.​
​●​ V ​ alores​​→ princípios e direções de vida que dão sentido às ações, servindo como​
​guia para escolhas e comportamentos consistentes. Conforme crescemos, nossos​
​cuidadores progressivamente enfatizam as consequências de nossas ações e os​
​impactos que elas têm no outro. Frases como “pense antes de agir” sugerem que é​
​importante considerar as consequências, seja ao planejar uma estrutura de “Lego”​
​ou compartilhar algo, desenvolvendo o senso de responsabilidade por nossos atos.​
​●​ ​Ação comprometida​​→ tomar medidas consistentes com​​os próprios valores,​
​mesmo diante de desconforto, obstáculos ou pensamentos negativos.​

​Objetivos Terapêuticos​

​ indivíduo aprende a observar seus pensamentos, emoções e sensações​


O
​(self-como-processo/contexto), sem fugir deles nem lutar contra eles, mas aceitando-os de​
​forma aberta. Busca-se diminuir a influência rígida dos pensamentos, entendendo que é​
​possível tê-los sem obedecê-los. Assim, a pessoa passa a agir de forma mais flexível,​
​consciente, validando a si mesma e se engajando em ações comprometidas com seus​
​valores pessoais.​

​Intervenção​

​ sse trecho explica que, na ACT, o foco está na experiência única do cliente e em como ele​
E
​reage às situações, avaliando a funcionalidade de suas respostas. As intervenções são​
​modeladas em sessão, usando recursos como metáforas para flexibilizar o comportamento​
​de forma menos literal e diretiva. A terapia é baseada em processos, isto é, em mudanças​
​nas relações entre indivíduo e ambiente promovidas pelos procedimentos terapêuticos.​

​A ACT se propõe a:​

​●​ P ​ roporcionar flexibilidade psicológica à aceitação de eventos privados​


​desagradáveis.​
​●​ ​Concentrar as ações do indivíduo a serviço de uma vida mais significativa que​
​promova a aceitação​
​●​ ​não pretende eliminar nenhum evento privado, mas em vez disso, propiciar que​
​sejam vivenciados como o que de fato eles são: sentimentos, pensamentos,​
​sensações e memórias.​

​6 fases da ACT​

​ . Identificação de hábitos ineficazes –​​entender​​quais comportamentos não estão​


1
​funcionando e o que o cliente já tentou para resolver.​

​ . Explicar a ineficácia –​​mostrar como esses comportamentos​​estão ligados à tentativa de​


2
​controlar emoções e evitar experiências internas dolorosas.​

​ . Reduzir a fusão cognitiva –​​ajudar o cliente a​​perceber que não precisa se prender​
3
​rigidamente aos pensamentos, podendo ter distância deles.​

​ . Self-como-contexto –​​favorecer uma visão de si​​mais ampla e flexível, que não se limita​
4
​às crenças ou reações automáticas.​
​ . Clareza de valores –​​apoiar o cliente a descobrir o que é realmente importante em sua​
5
​vida, suas direções e objetivos.​

​ . Ação comprometida –​​incentivar que ele aja de acordo​​com seus valores, aceitando​
6
​pensamentos e emoções como parte natural da experiência.​

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