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Ensino da Língua Portuguesa: Fundamentos e Eixos

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ENSINO

FUNDAMENTAL:
ESTUDO DA
LÍNGUA
PORTUGUESA
UNIDADE I
Fundamentos do Ensino
da Língua Portuguesa
Celso Leopoldo Pagnan
Fundamentos do Ensino da
Língua Portuguesa

Introdução
Estudar a língua materna é um meio de apreender os mecanismos de funcionamento
dessa língua, sua gramática normativa e suas variantes linguísticas. Como profissionais
da educação, há de se ter também uma visão mais ampla e crítica sobre o processo
de ensino e de aprendizagem dessa mesma língua. Por isso, nesta unidade, você irá
estudar os conceitos e a fundamentação teórica do ensino da língua portuguesa.

Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:

• Resgatar os conceitos básicos do ensino da língua portuguesa.


• Fundamentar a ação docente no ensino da língua portuguesa.

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Histórico
Desde a redemocratização do país e da respectiva promulgação da atual Constituição
Federal (1988), começou-se a discutir a educação, podemos afirmar, sob duas
vertentes: uma mais democrática e popular, como meio de compreensão mais ampla
das relações sociais; e outra de base neoliberal, isto é, que considera a educação em
seu utilitarismo, a educação voltada para a formação de trabalhadores, por meio de
cursos técnicos, cujos resultados e qualidade são constantemente aferidos por meio
de avaliações externas, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Por
isso, existe a necessidade de um currículo mínimo e comum a todos no Brasil.

Nesse contexto, diversas ações são promovidas para valorizar o desempenho, ainda
que se possa discutir o mérito de tais ações. No caso do governo do Ceará, instituiu-
se o Prêmio Escola Nota Dez, criado através da Lei n. 14.371, de 19 de junho de 2009.

Nesse contexto ainda, passou-se a discutir, desde os anos 90 do século XX, quais
seriam os parâmetros mínimos e eventuais conteúdos da educação básica. De
início, tanto o governo federal da época quanto os governos estaduais elaboraram
tais parâmetros, cuja base legal tem como referência a promulgação da nova Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (Lei Federal n. 9.394), de 1996.

A partir de 1997, os parâmetros começam a ser publicados. Há um documento geral


e, depois, outros dez, que contemplam as diversas áreas do saber. No caso específico
da língua portuguesa, definiu-se o que seria o mínimo que um estudante deveria saber.
O Estado do Ceará, por sua vez, promulgou um primeiro documento, Referenciais
Curriculares Básicos (RCB), no início dos anos 2000.

De discussão em discussão, chegou-se à Base Nacional Comum Curricular (BNCC),


homologada em 20 de dezembro de 2017. O foco da BNCC é o desenvolvimento de dez
competências e diferentes habilidades, conforme o ano e o componente curricular. Há,
por exemplo, 395 habilidades a serem desenvolvidas pelo ensino de língua portuguesa.

A partir daí, os estados da Federação passaram a elaborar suas diretrizes. No caso


específico do estado do Ceará, em 2019 foi publicado o Documento Curricular
Referencial do Ceará: educação infantil e ensino fundamental (DCRC), que

[...] orienta no sentido de possibilitar o desenvolvimento de competências e


habilidades. Assim sendo, ancorado na BNCC, apresenta indicações do que
as estudantes/os estudantes devem “saber” (considerando a constituição
de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que eles
devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos,

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habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da
vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho).
Para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada
componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Elas estão
relacionadas ao saber fazer uso dos diferentes objetos de conhecimento
— aqui entendidos como conteúdos, conceitos e processos — que, por
sua vez, são organizados em unidades temáticas (Ceará, 2019, p. 49).

Todos esses documentos são basilares e, no âmbito do ensino da língua portuguesa,


indicam quatro eixos sobre os quais iremos tratar nesta unidade.

Eixos da língua portuguesa: práticas da linguagem

Eixo de Eixo análise


Eixo de
Eixo de leitura produção linguística e
oralidade
escrita semiótica
Fonte: elaborada pelo autor (2024).
#pratodosverem: quadro com indicação dos quatro eixos de ensino da língua
portuguesa: eixo de leitura, eixo de produção escrita, eixo de oralidade e eixo
análise linguística e semiótica.

Desde os anos 80 do século XX, tem havido uma ampla discussão sobre o que ensinar
em língua portuguesa. Pode parecer meio óbvio, a princípio, de que deve-se ensinar
gramática, porém não tem sido mais esse o entendimento de professores, teóricos e
dos próprios documentos a que fizemos alusão aqui, incluindo os PCN. Geraldi (2015)
e Antunes (2007) vão nessa direção. Para os autores, a gramática por ela mesma
não tem razão de ser. Há de se ir além e perceber que há uma variedade linguística
para além da norma culta; há de se entender que a língua se manifesta na oralidade,
na produção de textos e na leitura de materiais variados. Assim, a escola não pode
se isolar e se fixar nas regras por elas mesmas. Ainda que não se deva abandonar o
ensino de um conteúdo gramatical, ele deve estar inserido em contextos significativos,
de modo a estimular o estudante a ter uma visão mais ampla da língua, considerando
os quatro eixos.

Reflita
O que você pensa a respeito dessas questões? Por sua vivência e
experiência de vida, o mais importante é o estudo da gramática por
ela mesma ou é importante que se dê preferência ao estudo dos
gêneros variados, o que pressupõe uma compreensão mais ampla
sobre os usos da língua portuguesa?

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Feitas essas considerações iniciais e históricas, iremos detalhar como a BNCC
concebe o ensino da língua portuguesa, especialmente por meio de eixos.

Saiba mais
Para aprofundar a concepção sobre a BNCC e o ensino de língua
portuguesa, leia o artigo “Base Nacional Comum Curricular: língua
portuguesa no ensino fundamental, uma proposta arrojada”, no
livro “Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Língua Portuguesa
(e)m debate”, de 2018.

Os eixos de ensino

O DCRC pressupõe que se deve considerar algumas portas, por assim dizer, para o
estudo da língua portuguesa. A primeira dessas portas são os campos de atuação
nos usos da língua. Isto é, de que maneira a língua se manifesta? Que gêneros textuais
existem? Como podem ser inseridos no ensino? Há, pois, de se tomar como base não
mais o ensino puramente gramatical, e sim o que dá conta de uma visão ampla sobre
o fenômeno da linguagem e da vida cotidiana.

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No quadro a seguir, você pode ter uma percepção de conjunto.

Campos de atuação – língua portuguesa – ensino fundamental

Campos Situações Gêneros textuais


Vida cotidiana Situações de leitura, próprias Agendas, listas, bilhetes, recados,
de atividades vivenciadas avisos, convites, cartas, cardápios,
cotidianamente por crianças, diários, receitas, regras de jogos e
adolescentes, jovens e adultos, brincadeiras.
no espaço doméstico e familiar,
escolar, cultural e profissional.

Artístico-literário Situações de leitura, fruição e Lendas, mitos, fábulas, contos,


produção de textos literários e crônicas, canção, poemas,
artísticos, representativos da poemas visuais, cordéis,
diversidade cultural e linguística, quadrinhos, tirinhas, charge/
que favoreçam experiências cartum, dentre outros.
estéticas.

Práticas de Situações de leitura e escrita, Notas; álbuns noticiosos; notícias;


estudo e pesquisa especialmente de textos das reportagens; cartas do leitor
esferas jornalística, publicitária, (revista infantil); comentários
política, jurídica e reivindicatória, em sites para criança; textos de
contemplando temas que campanhas de conscientização;
impactam a cidadania e o exercício Estatuto da Criança e do
de direitos. Adolescente; abaixo-assinados;
cartas de reclamação, regras e
regulamentos.

Atuação na vida Situações de leitura/escrita que Enunciados de tarefas escolares;


pública possibilitem conhecer os textos relatos de experimentos; quadros;
expositivos e argumentativos, gráficos; tabelas; infográficos;
a linguagem e as práticas diagramas; entrevistas; notas de
relacionadas ao estudo, à divulgação científica; verbetes de
pesquisa e à divulgação científica, enciclopédia.
favorecendo a aprendizagem
dentro e fora da escola.

Jornalístico/ Propiciar experiências que Gêneros da esfera jornalística em


midiático (a permitam desenvolver nos diferentes fontes, veículos e mídias:
partir do ensino adolescentes e jovens a artigos, notícias, reportagens,
fundamental II) sensibilidade para que se resenhas, editorais, entrevistas,
interessem pelos fatos que charge, cartum etc.
acontecem na sua comunidade, na
sua cidade e no mundo e afetam
as vidas das pessoas, incorporem
em suas vidas a prática de escuta,
leitura e produção de textos.

Fonte: adaptado da BNCC (Brasil, 2018).


#pratodosverem: quadro com indicação dos campos de atuação da língua
portuguesa no ensino fundamental.

Os eixos se constituem, por sua vez, na segunda porta para o estudo da língua
portuguesa e nas práticas de linguagem. Tratemos deles.

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Leitura

O trabalho com leitura, que deve ser iniciado desde o primeiro ano, pressupõe um
trabalho variado com os mais diferentes gêneros textuais, incluindo os literários.

Crianças estudando

Fonte: Plataforma Deduca (2024).


#pratodosverem: ilustração com diversas crianças com um livro aberto, lápis,
lupa e material escolar diversos.

Claro que a leitura e os demais eixos passam, primeiro e concomitante, pelo processo
de alfabetização da criança. Porém, o importante é que os textos sejam o mais próximo
da realidade possível, isto é, textos escritos para crianças e adequados à idade ou
textos disponíveis nos mais diversos meios, como livros, revistas, redes sociais, sites
etc. Desse modo, é possível superar uma das grandes críticas no ensino da língua, que
sempre foi a artificialidade dos textos disponibilizados em livros didáticos, a exemplo
da frase icônica “O vovô viu a uva”, extraída de uma cartilha intitulada “Caminho suave”.

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Cartilha Caminho Suave

Fonte: ©Revista Esquinas, Flickr (2019).


#pratodosverem: fotografia da capa de um livro de alfabetização intitulado
“Caminho Suave”, em que há duas crianças com roupa e material escolar, e
uma estrada que leva até uma escola.

A concepção de leitura que norteia a BNCC é a do interacionismo, isto é, o leitor não


deve ser visto como um ser passivo, que apenas recebe o texto prontamente. Ao
contrário, o leitor deve “dialogar” com o texto, saber extrair dele os explícitos e os
implícitos, considerando-se o nível de proficiência de um estudante, se em fase de
alfabetização ou mais avançado.

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Atenção
O importante é que os textos sejam o mais próximo possível da
realidade, isto é, textos escritos para crianças e adequados à
idade ou textos disponíveis nos mais diversos meios, como livros,
revistas, livros, redes sociais, sites etc.

De qualquer modo, há de se revelar que a leitura vai além do que está escrito, do que
está na superfície do texto. A construção do sentido do texto deve ocorrer na interação
entre leitor e autor, mediada pelo texto.

Curiosidade
Os dois teóricos de referência para se compreender a teoria do
interacionismo Jean Piaget, cujos escritos são a base para o
construtivismo na educação, e Lev Vygotsky, que se debruçou
sobre as relações socioculturais, tendo a linguagem como meio e
desenvolvendo o sociointeracionismo.

Outro ponto que deve ser levado em consideração quando falamos em concepção de
leitura, segundo os documentos oficiais, é que a leitura não deve se limitar o trabalho
com textos verbais, mas incluir os não verbais também, como imagens estáticas (fotos,
pinturas e ilustrações), dinâmicas (filmes e vídeos) e sonoras (áudios e música).

Produção de texto

Quanto à produção de texto, a BNCC propõe a construção progressiva da habilidade


da escrita de diversos gêneros. Em paralelo com o eixo da leitura, a escrita deve ser
um processo dinâmico, interacionista e autoral. Sempre respeitando-se a faixa etária
e o ano letivo da criança.

Nesse contexto, cabe ao professor criar situações reais de uso da língua, motivando as
crianças a escrever, não apenas como atividade mecânica ou burocrática, mas como
meio de mostrar que a escrita pessoal é meio de expressão individual. Geraldi (2015)
chama a atenção para o fato de que a escola não consegue, muitas vezes, escapar da
artificialidade da escrita. Mais uma vez, há de se tentar uma produção significativa,
assim como a leitura.

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Produzir um texto é estabelecer uma comunicação escrita, e essa
demanda leitores. Não se pode produzir textos para ninguém! E muito
menos textos para quem já sabe tudo aquilo que se tem para dizer,
particularmente quando esse leitor já ouviu isso porque já lhe disse, como
acontece frequentemente em sala de aula (Geraldi, 2015, p. 390).

Um caminho é desenvolver um sistema em que a escrita circule entre os alunos no


colégio, por meio de murais, blogs, troca de textos etc. É um caminho para desenvolver
a escrita autônoma, que envolve pensar em quem escreve, qual é o objetivo, quem vai
ler e onde será publicado.

É importante lembrar que nem todo aluno está no mesmo nível de alfabetização e
que nem todos conseguem ainda produzir um texto totalmente orgânico, por assim
dizer. Assim, mesmo que ainda não dominem completamente o sistema alfabético,
os alunos podem escrever de maneira não convencional até que adquiram as devidas
habilidades no eixo da escrita.

Criança escrevendo

Fonte: Plataforma Deduca (2024).


#pratodosverem: ilustração com uma menina sentada a uma carteira tentando
redigir um texto.

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Oralidade

Historicamente, o ensino de língua portuguesa privilegiou a leitura, a escrita e os


estudos gramaticais, relegando a oralidade a segundo plano, a despeito de ser nosso
primeiro e mais frequente meio de comunicação e de interação social. Por isso, desde
os PCN já se passou a considerar a oralidade como conteúdo a ser trabalhado e
habilidade a ser desenvolvida.

Mesmo quando se trabalhava a habilidade, a oralidade era vista como prática


meramente informal, desconsiderando os diversos gêneros em que há necessidade
de um claro desenvolvimento das habilidades comunicativas.

Esse trabalho deve ser iniciado já durante a alfabetização, tendo em vista que é preciso
marcar as diferenças entre o discurso escrito e o falado. A fala não se realiza apenas
pela expressão verbal, mas também pela expressão facial e corporal.

Expressão facial

Fonte: ©Freepik (2024).


#pratodosverem: foto de uma menina negra apontando para o próprio rosto,
sorridente.

Nesse contexto, a escola deve sempre privilegiar o ensino dos gêneros orais públicos.
Primeiro, para dar uma formalidade ao que se ensina; segundo, porque é importante
que a criança saiba se expressar de diferentes maneiras: por escrito e oralmente.

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Assim, devem ser trabalhados gêneros como entrevista, palestra, seminário, discurso
público etc.

Oralidade em sala de aula

Para se trabalhar a oralidade, o primeiro passo é aproveitar vídeos públicos com


entrevistas, discursos ou falas, sempre adequados ao público infantil.

Variação linguística e oralidade

É preciso considerar o contexto da produção oral para entender as diferenças


entre o discurso escrito e oral, incluindo as variações no uso da linguagem.

A fala estruturada

No momento da exposição oral, deve-se instruir a criança sobre qual postura


assumir, demonstrar as diferenças entre uma conversa informal e outra mais
formal.

Análise linguística

O último eixo perpassa todos os demais. Trata-se da análise linguística e semiótica,


isto é, o estudo da gramática e dos mecanismos da linguagem, sem se restringir à
gramática normativa dissociada da realidade da língua.

No DCRC, a prática de linguagens/Eixo Análise linguística / Semiótica


envolve os procedimentos e estratégias (meta) cognitivas de análise e
avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção de
textos, das materialidades dos textos. Nesta Prática há os seguintes níveis
de análise: Fono-ortografia, Morfossintaxe, Sintaxe, Semântica, Variação
linguística e os Elementos notacionais da escrita (Ceará, 2019, p. 187).

O Documento Referencial Curricular do Ceará resume o que significa a análise


linguística. Assim, deve-se partir do texto, escrito ou oral, para compreender os
mecanismos de funcionamento da língua e os respectivos efeitos de sentido que
determinada classe de palavra ou estrutura frasal pode exercer no texto. Ainda que
recriminemos o uso do texto como pretexto, isto é, que o uso do texto para ensinar
gramática, fato é que o estudo de textos reais, mesmo os produzidos pelos alunos,
ultrapassa, e muito, o estudo de frases isoladas ou artificiais que se prestam a servir
de exemplo para a teoria gramatical.

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O caminho é ler o texto e perceber o sentido de uma palavra, o porquê do uso de um
sinal de pontuação, a função de um adjetivo etc., sem cair na armadilha do certo e do
errado, mas observar se é adequado ou não, coerente ou não.

Documentos oficiais
Os PCNs se dividem em três níveis de ensino:
Fundamental I, Fundamental II e médio. No caso
do Fundamental I, à época, com quatro séries, são
14 volumes, incluindo temas transversais.

PCN.
Fonte: Brasil (2000)
#pratodosverem: captura de tela com capa do livro introdutório dos PCN.

BNCC
Capa da BNCC, que determina quais são as
dez competências que cada estudante deve
desenvolver ao longo de sua formação durante a
educação básica, além de centenas de habilidades
em cada componente curricular.

BNCC.
Fonte: Brasil (2000)
#pratodosverem: capa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC): educação é a base.

DCRC
Documento promulgado pelo Estado para servir
de base para a educação no Ceará, tanto na
educação infantil quanto no ensino fundamental.

Capa do Documento Curricular Referencial do Ceará (DCRC).


Fonte: Ceará (2019).
#pratodosverem: na parte de cima da capa, há uma ilustração com um barco no mar e duas crianças penduradas em cipós,
ilustrando a imagem de duas crianças lendo um livro.

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Conteúdo complementar

Saiba mais
Quer saber mais sobre este tema? Acesse o seguinte artigo: “Uma
leitura da disciplina de língua portuguesa na BNCC do ensino
fundamental à luz dos estudos do letramento”.

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Conclusão
Ao longo desta unidade, apresentamos os principais conceitos norteadores do
ensino da língua portuguesa no ensino fundamental. Tratamos sobre a base legal e
retomamos a História até chegar à BNCC. Feito isso, abordamos os campos e eixos
do ensino. Em conclusão, é preciso dizer que o ensino nunca é estático; há sempre um
dinamismo, pois a língua também se movimenta, se modifica. Assim, quem se propõe
a trabalhar com a língua portuguesa, seja como estudante ou como professor, deve
ter uma visão ampla e perceber que língua vai além da gramática e do que é certo ou
errado em termos de escrita ou fala.

16
Referências
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Ministério da Educação, 2018.

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DF: Ministério da Educação, 2000.

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19

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