Arnaldo Matias
História da Geometria
Trigonometria
(Licenciatura em Ensino de Matemática com habilitações em Estatística)
Universidade Rovuma
Nampula
2025
Arnaldo Matias
Análise do Ensino e Aprendizagem de operações Básicas na 8ª classe
(Licenciatura em Ensino de Matemática com Habilitações em Estatística)
Trabalho de pesquisa apresentado à
faculdade de ciências da Universidade
Rovuma como requisito parcial para
obtenção do grau de licenciatura. Cadeira de
DM-IV, sob orientação do Msc. António
Miguel.
Universidade Rovuma
Nampula
2025
Índice
[Link]ção................................................................................................................................4
[Link]...............................................................................................................................4
[Link]...................................................................................................................................4
[Link].........................................................................................................................4
[Link] da Geometria...............................................................................................................5
[Link]..........................................................................................................................9
3.1. Um Pouco de Origem de Trigonometria..............................................................................9
[Link] do seno, cosseno e tangente no triângulo retângulo........................................10
[Link] de um ângulo agudo..........................................................................................11
[Link] de um ângulo agudo.........................................................................................11
[Link] do seno, cosseno e tangente no triângulo retângulo..........................................13
[Link] do seno.............................................................................................................13
[Link].....................................................................................................................................14
[Link]...............................................................................................................................15
4.4Tangente...............................................................................................................................16
[Link]ão...............................................................................................................................17
[Link] Bibliográficas:....................................................................................................18
4
[Link]ção
Este trabalho da Didáctica de Matemática IV, tem como os temas principais de Origem da
Geometria e Trigonometria. Neles estão subdivididos em pequenos grupos chamados
subtítulos que irão-lhes fundamentar no seu desenvolvimento nomeadamente: origem da
geometria, precursores que desempenharam um papel importante no desenvolvimento da
geometria, os significados de seno, cosseno tangente e cotangente.
Portanto, a finalidade da pesquisa reside em providenciar algum conhecimento de grande
pertinência sobre geometria e trigonometria, que será a base didáctica de como introduzir uma
aula que aborde os conteúdos dos temas acima mencionados.
Assim, trabalho está dividido em três partes, partindo da introdução, seguido do
desenvolvimento e de conclusão donde se faz a síntese das ideias principais dos temas, mas
também no fim tem referências bibliográficas que indica as obras nas quais foram usadas na
sua produção.
[Link]
[Link]
Conhecer a história da geometria e o significado de seno, cosseno, tangente e
cotangente;
[Link]
Destacar os principais matemáticos que contribuíram nos estudos da geometria nas
Idades Média, Moderna e Contemporânea;
Descrever a história da geometria e o significado de seno, cosseno, tangente e
cotangente;
Caracterizar o significado de seno, cosseno, tangente e cotangente;
5
[Link] da Geometria
Os primeiros conhecimentos geométricos que o homem teve, a respeito da geometria partiram
das necessidades em compreender melhor o meio onde vivia. Motivo este que talvez
justifique a origem da sua palavra, pois o termo “geometria” deriva do grego geo = terra +
metria = medida que significa medição de terra.
De acordo com Eves (1997), as primeiras considerações feitas a respeito da geometria são
muito antigas tendo como origem a simples observação e a capacidade de reconhecer figuras,
comparar formas e tamanhos. Um dos primeiros conceitos geométricos a serem desenvolvidos
foi a noção de distância.
Ainda, segundo Eves (1997), foi das necessidades da sociedade, quando o homem teve que
delimitar terras, que teve origem uma geometria caracterizada pelo traçado de desenho de
formas, fórmulas, cálculo de medidas de comprimento de área, volume, etc. Foi nessa época
que se desenvolveu a noção de figuras geométricas como, retângulo, quadrado e triângulos.
Outros conceitos geométricos, como noções de paralelismo e perpendicularidade teriam sido
sugeridas pela construção de muros e moradias.
Boyer (1974) no livro História da Matemática, faz colocações que descrevem a história da
geometria que vem ao encontro do que diz Eves (1997), também descreve que a geometria
teve sua origem no Egito, e seu surgimento veio da necessidade de fazer novas medidas de
terras após cada inundação anual no vale do rio Nilo. As inundações anuais sobrepunham-se
sobre o Delta do referido rio. Ano após ano o Nilo transbordava seu leito natural, espalhando
um rico limo sobre os campos que fertilizavam.
A cheia fazia desaparecer os marcos fixados no ano anterior, de delimitação entre as
propriedades de terras. Para demarcarem novamente os limites existiam os "puxadores de
corda", (assim chamados devido aos instrumentos de medida e cordas entrelaçadas que
usavam para marcar ângulos, e determinar as áreas de lotes de terrenos, dividindo-os em
retângulos e triângulos).
Os egípcios levavam os direitos de propriedade muito a sério e sem os marcos fronteiriços,
tinham início muitos conflitos entre indivíduos e comunidades. Assim, sem as demarcações,
os agricultores não tinham como saber qual era a sua propriedade, tanto para o cultivo, quanto
para o pagamento de impostos aos governantes.
6
Segundo Mlodinow (2005), a cobrança de impostos, talvez tenha sido o primeiro motivo, para
o desenvolvimento da geometria, pois o governo determinava os impostos da terra baseado na
altura da enchente do ano e na área de superfície das propriedades. Aqueles que se recusavam
a pagar podiam ser espancados pelos guardas, até que se submetessem.
De acordo com Boyer (1974), para resolver esta situação, os faraós passaram a nomear
funcionários, os agrimensores, cuja tarefa era avaliar prejuízos das cheias, medir as terras e
fixar os limites das propriedades, restabelecendo as fronteiras entre as diversas propriedades,
refazendo os limites de suas áreas de cultivo. No momento de refazer os limites, os
agrimensores tinham apenas informações parciais ou até mesmo nenhuma, pois as fronteiras
podiam ter sido destruídas por completo. Estes agrimensores acabaram por aprender a
determinar áreas de terrenos dividindo-os em retângulos e triângulos, e quando se deparavam
com superfícies irregulares utilizavam o método de triangulação, (dividir um campo em
porções menores e triangulares cujas áreas somadas correspondiam à área total).
Segundo Boyer (1974), os Egípcios tinham muita habilidade em delimitar terras e com isso
descobriram e utilizaram muitos princípios. Um destes princípios era utilizado para marcar
ângulos retos, onde usavam cordas cheias de nós equidistantes um do outro, fazendo assim a
divisão das terras. Essa técnica empírica, para obter resultados aproximados, mais tarde viria a
ser demonstrada pelo teorema de Pitágoras.
É importante lembrar que a geometria, de uma maneira mais rústica, foi utilizada na
Babilônia, na China, entre outros países. Mas seu uso como ciência dedutiva surgiu no vale do
rio Nilo, no Antigo Egito.
Eles diziam que este rei [Sesóstris] dividia a terra entre os egípcios de modo a
dar a cada um deles um lote quadrado de igual tamanho e impondo-lhes o
pagamento de um tributo anual. Mas qualquer homem despojado pelo rio de
uma parte de sua terra teria de ir a Sesótris e notificar-lhe o ocorrido. Ele então
mandava homens seus observarem e medirem quanto a terra se tornava menor,
para que o proprietário pudesse pagar sobre o que restara, proporcionalmente
ao tributo total. (HERÓDOTO, século V a.C apud, EVES 1997, p.3
Segundo Eves (1997), nos primórdios, o homem só considerava problemas geométricos
concretos, onde não se observava nenhuma ligação, cada problema era apresentado
individualmente, só mais tarde que se tornou capaz de observar formas, tamanhos e relações
espaciais de objetos físicos específicos, e delas extrair certas propriedades que tinham
relações com outras observações já vistas.
7
Com isso os homens da época começaram a ordenar os problemas geométricos práticos em
conjuntos, de tal forma que podiam ser resolvidos pelo mesmo procedimento.
Assim chegou-se a noção da lei ou regra geométrica.
Da prática dos egípcios e Babilônios, com atividades ligadas à agricultura e engenharia no
antigo Egito, deu-se o primeiro passo para o surgimento da geometria como ciência.
Esse nível mais elevado do desenvolvimento da natureza da geometria pode ser
chamado “geometria científica” uma vez que indução, ensaio, erro e
procedimentos empíricos eram instrumentos de descobertas. A geometria
transformou-se num conjunto de receitas práticas e resultados de laboratório,
alguns corretos e alguns apenas aproximados, referentes a áreas, volumes e
relações entre figuras sugeridas por objetos físicos. (EVES, 1997, p. 3)
O desenvolvimento da geometria teve como base o povo egípcio e babilônio, mas, segundo
Eves (1997), as mudanças políticas e econômicas ocorridas nos últimos séculos do segundo
milênio a.C. diminuíram o poder dessas nações, passando os desenvolvimentos posteriores da
geometria para os gregos. Para os gregos, os fatos geométricos deveriam ser estabelecidos,
não por procedimentos empíricos, mas por raciocínio dedutivo, eles transformaram a
geometria empírica dos egípcios e babilônios em geometria demonstrativa.
Para Mlodinow (2005), os gregos valorizavam a busca do conhecimento e foi com seus
matemáticos que a geometria foi estabelecida, começando com Tales de Mileto 640 a.C. e
564 a.C. Tales fez muitas viagens para o Egito, e lá passou longos períodos. Em uma dessas
viagens, buscou explicações teóricas para o fato dos egípcios construírem as pirâmides, mas
não terem conhecimento para medir a sua altura, com isso Tales deduziu técnicas
geométricas, como propriedades de triângulos semelhantes para medir a altura da pirâmide de
Quéops. Tales foi o primeiro a demonstrar teoremas geométricos, que, séculos mais tarde, se
juntariam com os elementos de Euclides.
Para Mlodinow (2005) outro matemático importante foi Pitágoras. Ele não só aprendeu a
geometria egípcia, como também, foi o primeiro grego a aprender os hieróglifos egípcios,
tornou-se sacerdote, de onde teve acesso a todos os mistérios egípcios, chegando, até mesmo
aos aposentos secretos do templo Pitágoras permaneceu no Egito por 13 anos, somente
partindo quando os persas invadiram o Egito e o levaram prisioneiro. Por causa de sua
genialidade, um importante cálculo matemático leva seu nome: o Teorema de Pitágoras.
8
Conforme Garbi (2006), outro matemático que contribuiu significativamente para as
descobertas matemáticas foi Euclides.
Pouco se sabe sobre ele, nem mesmo onde e quando nasceu e morreu. É possível que tenha
estudado na Academia de Platão, devido à semelhança entre a visão platônica do
conhecimento e a visão de Euclides, e pelo desinteresse em aplicações práticas.
Euclides foi o primeiro a apresentar, a geometria como ciência de natureza lógica e dedutiva.
Ele não se limitou a anunciar um grande número de leis geométricas, mas preocupou-se em
demonstrar esses teoremas. Operava a partir de hipóteses básicas e, com seus conhecimentos,
adquiridos ao longo do tempo, estabelecem-se o conceito de lugar geométrico.
Euclides escreveu o clássico livro: “Os Elementos”, uma série de 13 livros que serviu de base
para o ensino da geometria. Em sua obra, Euclides procurou fazer afirmações simples que
seriam aceitas e entendidas por todas as pessoas, até por iniciantes.
Os Elementos, de Euclides, o mais antigo livro de matemática ainda em vigor nos
dias de hoje, uma obra que somente perde para a Bíblia em número de edições e,
para muitos, o mais influente livro matemático de todos os tempos (GARBI, 2006,
p.49).
Conforme Eves (1997) Euclides, por volta do ano 300 a.C. coletou e arranjou proposições da
geometria plana, apoiando-se num conjunto de cinco postulados, onde definiu retas paralelas,
sendo este conhecido como “Postulado das Paralelas”
Mais tarde segundo Eves (1997), Platão também se interessou pela geometria. Ele acreditava
na geometria intuitiva, e era um matemático que defendia a teoria dos cinco elementos, o fogo
sendo tetraedro, o ar octaedro, a água icosaedro, a terra o cubo e o Universo o dodecaedro,
sendo sólidos geométricos regulares. Platão e seus seguidores estudaram esses sólidos,
conhecidos como “Poliedros de Platão”, com muita intensidade.
Para Platão, os poliedros regulares estavam presentes na natureza e o universo era formado
por um corpo e uma alma. Na matéria havia porções limitadas por triângulos, quadrados ou
pentágonos, formando elementos diferentes conforme a forma e as características da natureza.
Platão entendia que cada elemento era justificado. Para ele, o tetraedro (modelo de fogo) era
um sólido formado por 4 faces, triângulos eqüiláteros. Platão dizia que o átomo do fogo teria
a forma de um poliedro com 4 faces. O cubo (modelo da terra) era o único poliedro regular
com faces quadrangulares, justificando a associação da terra porque, assenta sobre qualquer
uma das faces, e é o sólido de maior estabilidade. Os átomos de terra seriam cubos, os quais
9
permitem ser colocados lado a lado, com solidez. O octaedro (modelo de ar) são triângulos
eqüiláteros, mas em cada vértice reúnem-se quatro triângulos. É formado por 8 faces, e
representa o ar, porque o modelo de Platão para um átomo de ar, era um poliedro com 8
faces1. O dodecaedro (modelo do cosmos) é o único poliedro regular cujas faces são
pentágonos regulares. Este sólido representa o universo porque, para Platão, a associação
entre o universo e o dodecaedro é que este tem 12 faces tal como o zodíaco tem doze signos.
O icosaedro (modelo de água) é o poliedro composto por vinte faces. Para Platão, este sólido
representa água, que seria constituída por icosaedros.
Percebe-se que, no decorrer de sua história, a geometria sempre teve muita importância em
vários sentidos, facilitando a vida do homem. Nos dias atuais, a geometria é um componente
essencial para a construção da cidadania, pois a sociedade se utiliza, cada vez mais, de
conhecimentos científicos e tecnológicos, e isso tem tudo a ver com a geometria.
Depois da sua origem, a geometria vem tendo muitas especificações de estudo
nomeadamente: geometria euclidiana defendido pelo Euclides; geometria analítica
(Descartes, Fermat, Pascal, Cavalieri e Borrow); geometria projectiva (Desargues) e nos dias
actuais a geometria não euclidiana subdividido em duas partes a geometria elíptica de
Riemman e geometria hiperbólica de Lobatchevski, ainda tem a geometria descritiva
(Gaspar Monge).
[Link]
3.1. Um Pouco de Origem de Trigonometria
A trigonometria é um ramo da matemática que lida com as relações entre os ângulos e os
lados dos triângulos. Sua origem remonta à Antiguidade, quando civilizações antigas
começaram a explorar a geometria e a observar os padrões matemáticos presentes nas formas
e movimentos dos corpos celestes.
Uma das primeiras civilizações a desenvolver conceitos trigonométricos foi a civilização
egípcia, por volta de 2000 a.C. Eles precisavam medir os campos agrícolas após as
inundações anuais do rio Nilo e também calcular ângulos relacionados à arquitetura das
pirâmides. Embora os egípcios não tenham desenvolvido uma trigonometria formal, eles
utilizavam relações de proporção para resolver problemas práticos.
Na antiga Babilônia, por volta de 1800 a.C., surgiram as primeiras relações trigonométricas
conhecidas. Os babilônios tinham um sistema numérico baseado em 60 e, ao estudar os
movimentos dos planetas e estrelas, desenvolveram tabelas que relacionavam os
comprimentos dos lados de um triângulo retângulo com as medidas dos ângulos.
A trigonometria como a conhecemos hoje foi amplamente desenvolvida pelos matemáticos
gregos no período entre 600 a.C. e 300 a.C. Os gregos atribuíram grande importância à
10
geometria e exploraram extensivamente os triângulos e suas propriedades. Pitágoras, um dos
matemáticos gregos mais famosos, desenvolveu o teorema que leva seu nome (Teorema de
Pitágoras), que relaciona os comprimentos dos lados de um triângulo retângulo. Naquela
época, utilizava-se a trigonometria apenas como uma ferramenta de astronomia.
Hiparco, outro matemático grego, é frequentemente considerado o “pai da trigonometria”.
Ele compilou uma das primeiras tabelas trigonométricas conhecidas, chamada “Tabela de
Cordas”, que relacionava os comprimentos dos arcos de um círculo com os ângulos
correspondentes. Essa tabela permitia o cálculo de distâncias e ângulos semelhantes a maneira
como usamos as funções trigonométricas hoje.
No século IX, matemáticos árabes como Al-Khwarizmi e Al-Biruni expandiram o
conhecimento trigonométrico e introduziram conceitos como seno e cosseno. Eles também
estenderam as aplicações da trigonometria para campos como astronomia e navegação.
Contudo, foi na Europa do seculo XV que a trigonometria começou a ganhar a importância,
graças á influência de vários matemáticos, sobretudo o alemão Johann Muller, mais
conhecido pelo seu nome latino Regiomontanus.
Durante o Renascimento, a trigonometria foi aprimorada por matemáticos europeus, como
Johannes Kepler e François Viète. Kepler usou as técnicas trigonométricas para descrever
os movimentos planetários, enquanto Viète desenvolveu a notação algébrica moderna para
representar as funções trigonométricas.
A palavra trigonometria é de origem grega e foi usada pela primeira vez em 1613. Seu
significado está associado às medidas do um triângulo.
Desde então, a trigonometria se tornou uma parte fundamental da matemática e tem
aplicações em várias áreas, incluindo física, engenharia, computação e muito mais. A partir
dos séculos XVIII e XIX, as funções trigonométricas foram formalizadas e estudadas em
detalhes por matemáticos como Leonhard Euler, Carl Friedrich Gauss e Augustin-Louis
Cauchy.
Hoje, a trigonometria é ensinada em escolas e universidades como parte essencial do currículo
matemático, proporcionando ferramentas para resolver diversos tipos de problemas práticos e
teóricos.
Para começar com foco da nossa pesquisa, é de salientar que existem varias maneiras de
explicar o significado de seno, cosseno e tangente a um aluno da 10ª classe, com destaque
para abordagem geométrica (triângulo retângulo), abordagem no círculo trigonométrico e
abordagem gráfica.
[Link] do seno, cosseno e tangente no triângulo retângulo
11
Antes de dar o significado de seno, cosseno e tangente, importa em primeiro lugar fazer breve
explicação do triângulo retângulo desenhando no quadro para esclarecer os diferentes
elementos que o compõem.
Definição: No entender de Bosquilha at. al. (2003) chama-se de triângulo retângulo quele
que possui um ângulo reto (ângulo de 90). Dizemos que os outros ângulos s o agudos
(menores que 90). Como a soma dos ângulos in ternos de um triangulo é 180, no triangulo
retângulo os ângulos agudos s o complementares, pois somam 90.
No triângulo retângulo, os lados recebem nomes específicos: catetos e hipotenusa. A
hipotenusa o lado a é o lado oposto ao ângulo reto, e os catetos (os lados c e b) são os lados
opostos aos ângulos agudos.
Os vértices são identificados com letras maiúsculas.
Sabendo identificar os catetos, podemos definir o que
significa: seno (sen), cosseno (cos) e tangente (tg) que se
chama de razoes trigonométricas.
Sendo α o ângulo, podemos definir as seguintes relações:
[Link] de um ângulo agudo
“Num triângulo retângulo, o seno de um angulo agudo é
a razão entre as medidas do cateto oposto a esse angulo e
da hipotenusa.”
medida do cateto opostoa α
sen α =
medida da hipotenusa
b
Também escreve-se sen α =
a
, onde sen α lê-se: “seno de α ” e entende-se “seno do ângulo de
medida alfa”.
[Link] de um ângulo agudo
“Num triângulo retângulo, o cosseno de um ângulo agudo é a razão entre as medidas do cateto
adjacente a esse ângulo e da hipotenusa.”
medida do cateto adjacente a α
Então, cos α=
medida da hipotenusa
c
Também escreve-se cos α=
a
, onde cos α lê-se: “cosseno de α ” e entende-se “cosseno do
ângulo de medida alfa”.
[Link] de um ângulo agudo
12
De acordo com Filho e Silva (2005), “num triângulo retângulo, a tangente de um ângulo
agudo é a razão entre as medidas do cateto oposto e do cateto adjacente a esse ângulo”
c
Também escreve-se tg α =
a
, onde tg α lê-se: “tangente de α ” e entende-se “tangente do
ângulo de medida alfa”.
Exemplo1: consideremos o triângulo ABC, retângulo em A. Determine seno, cosseno e
tangente dos ângulos alfa e beta.
Resolução: o seno, cosseno e tangente de ângulo alfa e beta
obtém-se da seguinte maneira:
12 16
sen α = =0 , 6 sen β= =0 , 8
20 20
16 12
cos α= =0 ,8 cos β= =0 ,6
20 20
12 16 4
tg α = =0 ,75 tg β= =
16 12 3
Observação: a tangente de um ângulo é a razão entre o seno e o cosseno desse ângulo. De
forma geral tem-se que:
sen α
tg α =
cos α
De uma forma geral, para um triângulo retângulo ABC, são definidas as seguintes razoes
trigonométricas:
AB é o cateto oposto do angulo alfa;
AC é o cateto adjacente ao angulo alfa;
BC é a hipotenusa;
α e β são ângulos agudos.
Em relação ao angulo agudo alfa:
13
Em relação ao angulo agudo alfa:
Exemplo2 da vida real: Um observador de 1,70 m vê um pássaro no alto de um prédio sob
um ângulo de 60. Sabendo que o observador está a 30 m do prédio, determine a altura do
prédio.
De acordo com os dados do problema, podemos, por meio de um desenho, verificar que a
altura do prédio (h) é a soma da altura do observador com o cateto oposto ao ângulo de 60,
que chamamos de x:
h = x + 1,7 como pode se ver no respetivo desenho a seguir, que modela o problema
Aplicamos a definição de tangente para encontrarmos o valor
X x
de x: tg 60 = ⟹ √ 3= ⇒ X=30 √ 3
o
30 30
Então:
h=x+1 , 7 ⇒ h=30 √ 3+1 ,7 ⇒ h≈ 53 , 6 m
[Link] do seno, cosseno e tangente no triângulo retângulo
Para além da abordagem geométrica do significado desses conceitos no triângulo a um aluno
da 10ª classe, existem uma outra forma para o aprofundamento dessas razoes no círculo
trigonométrico, que definem as funções trigonométricas, como vem a seguir:
14
[Link] do seno
Um pouco de historial “De jiva a seno”
Para Buchi (1998) acredita-se que a função seno tenha surgido na Índia, no ano 500, e
chegado à Europa por vota do 1150.
A palavra seno vem do termo sinus, que significa “baia”, “enseada”. Sinus é tradução latina
do árabe jaib, que também significa “baia”. Isso não tem a ver com o conceito matemático de
seno. A palavra árabe adequada, que deveria ser traduzida, seria jiba, que significa “a corda
de um arco”.
Provavelmente essa confusão se deve à prática entre os árabes de se omitir as vogais na
escrita. Além de jiba e jaib terem as mesmas consoantes, a primeira, que surgiu do termo
Hindu jiva, era pouco comum.
Observação: no círculo trigonométrico o seno de um angulo é indicado pelo eixo vertical
conhecido como eixo das ordenadas ou eixo dos senos enquanto cosseno no eixo horizontal
conhecido por eixo das abcissas ou eixo dos senos.
[Link]
Vamos considerar o círculo trigonométrico a seguir:
A partir do centro O, escolhendo o primeiro quadrante
traçamos um segmento até na circunferência, este ponto de
interseção chamamos o ponto B. Arco ^
AB formado
chamaremos angulo alfa, então se traçarmos um segmento
de recta a partir do ponto B até ao eixo das abcissas ponto
C, forma-se um triângulo retângulo OBC. Observe que ao
arco ^
AB está associado o ângulo α; sendo o triângulo OBC
medida do cateto opostoa α
sen α =
medida da hipotenusa
BC
Então: sen α = ⇒ sen α =BC
1
Note que BC=OM , portanto podemos substituir BC por OM , obtendo assim : sen α =OM .
De maneira geral, se quisermos determinar o seno de um arco, basta projetar sua extremidade
sobre o eixo Oy, que chamaremos de eixo dos senos.
15
Como o círculo trigonométrico tem raio 1, para qualquer arco α , temos que:−1 ≤ sen α ≥ 1.
[Link]
Explicando sobre cosseno, observando a figura:
O ângulo α está associado ao arco ^ ABN. O triângulo
retângulo OMB, calculamos o cosseno de α:
OM
cos α= ⇒ cos α=OM
1
Lembrar que como o raio do círculo trigonométrico 1, para qualquer arco α, temos:
−1 ≤cos α ≥ 1
Portanto, para determinar o cosseno de um arco, basta projetar sua extremidade sobre o eixo
x, que chamaremos de eixo dos cossenos. Observe as figuras:
Aplicação Pratica
A quadratura do círculo
16
Gerhard Kremer, o Mercator, cartógrafo holandês,
propôs em 1569 a chamada Projecção o Mercator
para representar a superfície terrestre. Nela, todos os
continentes e oceanos se alinhavam, a partir do
Equador, divididos em retângulos com 24 traçados
verticais e 12 horizontais e com seu trabalho os
mapas que antes representavam o globo como uma
esfera
passaram a representá-lo também na forma de um retângulo.(Superinteressante, 2002)
Isso facilitou enormemente a expansão ocidental, pelo fato de a Projeção Mercator ter
melhorado a qualidade das cartas náuticas de então.
4.4Tangente
Na figura ao lado, traçamos, no círculo trigonométrico, uma reta
paralela ao eixo dos senos, tangente ao ciclo no ponto A. No
AT
triângulo retângulo OAT, temos:tg α =
OA
Como o raio é igual a 1, então AO=1:tg α =AT
Essa reta chamada de eixo das tangentes. Observe que a tangente de α obtida prolongando-se
o raio OP até interceptar o eixo das tangentes.
17
[Link]ão
O ensino da geometria ajuda o aluno a compreender o mundo, faz com que ele perceba o
espaço em que vive, ajuda a resolver problemas do dia-a-dia, possibilitando desenvolver
habilidades e potencialidades, referentes à matemática e a outras áreas do conhecimento.
Durante a realização deste trabalho, observa-se que a geometria tem grande importância desde
a sua origem, pois foi da partilha das terras as margens dos rios Nilo que teve origem uma
geometria caracterizada pelo traçado de desenho de formas, fórmulas, cálculo de medidas de
comprimento de área, etc. Foi nessa época que se desenvolveu a noção de figuras geométricas
como, retângulo, quadrado e triângulos.
A geometria é um dos pilares fundamentais do ensino da matemática, pois o ensino da mesma
oferece uma imensa oportunidade para o aluno de olhar, comparar, medir, generalizar e
abstrair, desenvolvendo o pensamento lógico, por isso a geometria precisa ser trabalhada
desde os primeiros anos de idade, em diversas situações sob diferentes pontos de vista.
Dentro das abordagens falou-se das geometrias não Euclidianas donde o destaque vai para
Gauss, Lobatchevski, Riemann e Bolyai.
Assim sendo falar das geometrias e o significado das razoes trigonométricas foi bastante
importante não apenas pela descrição da matéria, mas também pela consolidação do conteúdo
pelo estudante que vai servir na sua vida diária e profissional futuramente.
Ao finalizar esta pesquisa, tem-se como perspectiva que os educadores repensem a maneira de
ensinar a geometria e a trigonometria para que levem os alunos a refletirem e enxergarem a
geometria e razoes trigonométricas em toda parte, buscando sempre técnicas e atividades que
18
possam desenvolver a aprendizagem geométrica no aluno, estimular o desenvolvimento da
capacidade do raciocínio lógico através de situações problemas que estimulem a curiosidade e
levam o aluno a pensar e chegar as suas próprias conclusões, visando o processo de
elaboração do conhecimento matemático.
19
[Link] Bibliográficas:
Boyer, C. B. História da Matemática. São Paulo. Edgard Blücher, Ltda., 1974.
Eves, H. Geometria: Tópicos de História da Matemática para uso em sala de aula. Geometria
Tradução Higino H Domingues. São Paulo, Atual, 1997.
Garbi, G. A Rainha das Ciências. Um Passeio Histórico pelo Maravilhoso Mundo da
Matemática. São Paulo: Livraria da Física, 2006.
Mlodinow, L. A Janela de Euclides. A Historia da Geometria: das Linhas Paralelas ao
Hiperespaço. São Paulo: Geração, 2005.
Bosquilha, A. et. all. Minimanual compacto de matemática: teoria e prática: ensino médio. 2.
Ed. Rev. -- S o Paulo: Rideel, 2003.
Filho, B. Silva, C. matemática Aula por Aula. Volume único. Minas Gerais.2005.
Revista
Superinteressante, nº 180. S o Paulo. Abril. Setembro de 2002.