Sumário
Introdução 5
Impedância dos circuitos RLC série e paralelo 6
Aplicações dos circuitos rlc série e paralelo 8
Circuito rlc paralelo 9
Circuito rlc série 11
Apêndice 14
Questionário 14
Bibliografia 14
Espaço SENAI
Missão do Sistema SENAI
Contribuir para o fortalecimento da indústria e o desenvolvimento
pleno e sustentável do País, promovendo a educação para o trabalho e a
cidadania, a assistência técnica e tecnológica, a produção e disseminação
de informação e a adequação, geração e difusão de tecnologia.
Participar do processo de modernização industrial decorrente da
Adoção de novas tecnologias, elegendo prioridades em nível nacional.
Série de Eletrônica
Introdução
O comportamento de um circuito RLC em corrente alternada depende
fundamentalmente da sua configuração de montagem: série ou paralela.
Cada uma das configurações já foi estudada individualmente. Este
fascículo foi elaborado para possibilitar uma comparação mais direta entre as
características de cada configuração, abordando os aspectos em que os dois
diferem e uma aplicação de cada um.
Para ter sucesso no desenvolvimento dos conteúdos e atividades
deste fascículo, o leitor já deverá ter conhecimentos relativos a:
Circuito RLC série em corrente alternada.
Circuito RLC paralelo em corrente alternada.
5
Comparação entre circuitos RLC série e paralelo em corrente alternada
Impedância dos circuitos
RLC série e paralelo
A impedância do circuito RLC série em CA é dada pela equação:
Z R2 (X L X c )2 (1)
Uma vez que os valores de XL e XC dependem da freqüência, a impedância
do circuito RLC série é dependente da freqüência.
A Fig.1 mostra a dependência que a impedância sofre em relação a
freqüência.
Z=R
mín. Imáx
FR f
Fig.1 Comportamento da impedância no circuito RLC série.
6
Série de Eletrônica
No circuito RLC paralelo, a impedância é dada por :
V
Z (2)
IT
Como a corrente total é dada pela expressão
I T I R 2 (I L I C ) 2 (3)
pode-se rescrever a fórmula da impedância do circuito RLC paralelo da seguinte
forma:
V
Z (4)
2 2
I R (I L I C )
O resultado desta equação também depende da freqüência, visto que IL e
IC dependem das reatâncias XL e XC, que por sua vez dependem da freqüência.
A Fig.2 mostra claramente o comportamento da impedância do circuito
RLC paralelo.
Z=R
zmáx = I mín.
FR f
Fig.2 Comportamento da impedância no circuito RLC paralelo.
7
Comparação entre circuitos RLC série e paralelo em corrente alternada
Uma vez que os gráficos dos circuitos série e paralelo foram obtidos a
partir dos mesmos valores de R, L e C e freqüências, pode-se sobrepô-los para
uma comparação, como pode ser visto na Fig.3.
Z
RLC série
Z=R
RLC parelelo
F f
R
Fig.3 Comportamento da impedância nos circuitos RLC série e paralelo.
A comparação dos gráficos mostra claramente que os comportamentos
dos circuitos RLC série e paralelo são exatamente opostos. Isto pode ser
confirmado analisando-se o gráfico na freqüência de ressonância: a impedância
é mínima no circuito RLC série e máxima no circuito RLC paralelo.
Estas características são utilizadas para aplicações distintas.
APLICAÇÕES DOS CIRCUITOS RLC SÉRIE E
PARALELO
A dependência que os circuitos RLC apresentam em relação a freqüência
proporciona a aplicação destes circuitos em situações onde se deseja:
1. Separar uma determinada freqüência em um conjunto.
2. Eliminar uma determinada freqüência de um conjunto.
8
Série de Eletrônica
CIRCUITO RLC PARALELO
Um aparelho de rádio, por exemplo, recebe os sinais (freqüências)
transmitidos por todas as emissoras e deve reproduzir apenas uma. É necessário,
portanto, separar uma única freqüência de todo o conjunto. Para esta finalidade,
utilizam-se os circuitos RLC paralelos.
A forma básica como esta separação se processa pode ser compreendida
analisando, primeiramente, um único circuito RLC paralelo acrescido de um
resistor em série, como ilustrado na Fig.4.
entrada R
R L C saída
Fig.4 Circuito RLC paralelo com resistor em série.
Este circuito é, na realidade, um divisor de tensão em que as diversas
freqüências são aplicadas a entrada e a saída é tomada sobre o circuito RLC
paralelo.
A tensão de saída do divisor depende da resistência R e da impedância Z
do circuito paralelo. Quanto maior a impedância Z do circuito RLC paralelo,
maior será a tensão de saída.
Como a impedância do circuito RLC paralelo é máxima na freqüência de
ressonância, pode-se concluir que a tensão máxima na saída ocorrerá para a
freqüência de ressonância.
9
Comparação entre circuitos RLC série e paralelo em corrente alternada
Suponha que sejam aplicadas simultaneamente 3 freqüências a entrada do
circuito, sendo uma delas a freqüência de ressonância. As três freqüências
aparecerão na saída, mas a freqüência de ressonância terá amplitude maior que
as outras duas, como ilustrado na Fig.5.
F1 R
F2 = F R
F3
C
R L Saída F2 = F R MAIOR AMPLITUDE
Fig.5 Amplitude maior da freqüência de ressonância.
Verifica-se que as freqüências diferentes de fR sofreram maior redução de
nível no divisor.
Aplicando-se a saída deste divisor a entrada de outro com a mesma
freqüência de ressonância, o fenômeno se repete. Como pode ser visto na Fig.6,
as freqüências diferentes de fR vão desaparecendo cada vez mais.
DIVISOR DIVISOR
F F F
R R
R
1 2
Fig.6 Desaparecimento contínuo das freqüências diferentes de fR.
Uma determinada freqüência pode ser separada de um
conjunto através de uma seqüência de circuitos RLC paralelos com
freqüência de ressonância igual àquela que se deseja separar.
Na prática, a separação de estações em um receptor de rádio emprega um
circuito LC paralelo sem os resistores, mas o princípio de funcionamento é
exatamente o descrito.
10
Série de Eletrônica
CIRCUITO RLC SÉRIE
Uma aplicação para o circuito RLC série é a eliminação de uma
freqüência de um conjunto.
Tomando-se, como exemplo, um aparelho de televisão.
O aparelho recebe os sinais de freqüência de todos os canais de televisão.
Através de circuitos LC paralelos, apenas um canal é selecionado, como em um
aparelho de rádio. A Fig.7 mostra este princípio.
SELEÇÃO DO CANAL
CANAL A
CANAL B
APENAS
C L C L L C CANAL A
CANAL C
Fig.7 Circuitos RLC série para seleção de canais.
O sinal do Canal A compõe-se de sinais de imagem (vídeo) e som (áudio)
que devem se encaminhar para circuitos diferentes, como ilustrado na Fig.8.
Áudio Som
Separação
do canal
Vídeo Imagem
Fig.8 Separação do Canal A em sinal de áudio e som.
11
Comparação entre circuitos RLC série e paralelo em corrente alternada
Para evitar que o sinal de som interfira na imagem, é necessário
acrescentar antes dos circuitos de vídeo, um circuito que elimine a freqüência de
som. Este circuito, que pode ser visto na Fig.9, denomina-se de armadilha. Para
esta função, utiliza-se um circuito RLC em série.
Áudio
Armadilha Vídeo
Fig.9 Circuito armadilha.
Suponha que sejam aplicadas três freqüências diferentes a entrada de um
circuito RLC série, sendo uma destas a freqüência de ressonância e que o
circuito é um divisor de tensão em que a saída é tomada sobre capacitor e o
indutor, como mostrado na Fig.10.
F1 R
F2 = F R
C
F3
L
Fig.10 Aplicação de três freqüências diferentes à entrada de um circuito RLC
série.
12
Série de Eletrônica
A tensão de saída do divisor é dada por:
VSaída = VC – VL
uma vez que as tensões no capacitor e indutor são opostas em fase.
Na freqüência de ressonância VC = VL, o que faz com que a tensão de saída
seja nula nesta freqüência, conforme mostrado na Fig.11.
FR
C
L VSaída = 0 FR ELIMINADA
Fig.11 Tensão de saída nula para VC = VL ( f = fR ).
Para todas as outras freqüências, VC é diferente de VL, de forma que o
divisor fornece uma tensão de saída VC – VL 0, como pode ser visto na Fig.12.
F1 R
F2 = FR
C
F3
L Saída FR DESAPARECEU
Fig.12 Tensão de saída diferente de zero para VC VL ( f fR ).
13
Comparação entre circuitos RLC série e paralelo em corrente alternada
Apêndice
QUESTIONÁRIO
1. Como se comporta a impedância de um circuito RLC em função da
frequência?
2. Quais as aplicações dos circuitos RLC?
3. Como pode ser separada uma determinada frequência de um conjunto?
BIBLIOGRAFIA
DAWES, CHESTER L. Curso de Eletroté[Link]. de João Protásio Pereira
da Costa. 18a. ed., Porto Alegre, Globo, 1979, vol. 4.
VAN VALKENBURG, NOOGER & NEVILLE. Eletrônica Básica. Rio de
Janeiro, Freitas Bastos, c 1960, vol.3 ilust.
14