Filosofia na Pós-Modernidade: Nietzsche e Foucault
Filosofia na Pós-Modernidade: Nietzsche e Foucault
construção do pensamento
No segundo tema vamos trazer uma discussão sobre o pensamento como campo
inesgotável de multiplicidades de conceitos da filosofia nietzschiana. O pensamento de
Nietzsche foi uma referência para muitos pensadores, especialmente na
desconstrução de conceitos e proposição de novas formas de pensar o mundo, os
valores e a vida, que, até sua época, estavam atrelados a princípios que ele dizia
serem esvaziados de sentido.
No terceiro tema nossa conversa será com a filosofia de Gilles Deleuze, um filósofo
que marcou a nossa época em relação à forma de entender o ato de filosofar e o
pensamento.
Por fim, no quarto tema, nosso diálogo será com Michel Foucault e seus conceitos
acerca do poder saber no processo de racionalização.
Com o estudo desta unidade você, por certo, irá compreender a importância desses
filósofos especialmente no que concerne à forma de vivermos hoje em sociedade.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Objetivo
Conteúdo Programático
Esse poema foi escrito pelo filósofo Rubem Alves, na obra Religião e Repressão
(2005).
Veja como ele, poeticamente, traz compreensão sobre liberdade. Por certo, alguns
termos são bem complexos porque carecem de conceitos que abranjam uma
infinidade de correlações, mas há um modo de apreciar a simbologia da poesia, que
tem seu jeito próprio de dizer e desdizer com arte e leveza. É assim o poema de Alves.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
fala da gaiola, Nietzsche traz o niilismo, Foucault simboliza no panóptico e Deleuze
traz as tecnologias.
Tudo são construções que definiram nosso espaço histórico, nosso tempo, nossa
forma pensar e de construir as nossas gaiolas. Nietzsche dissertou sobre os valores
morais esvaziados que prendiam pessoas em um mundo fictício de transcendência;
Foucault viu a gaiola, construída pelo Estado, colocando um olho panóptico em todas
as instituições e Deleuze disse que as gaiolas são as tecnologias, as mídias sociais,
internet, filmadoras, Facebook, Instagram, câmaras espalhadas em espaços públicos
e privados, nossas digitais de acesso aos serviços públicos, que nos rastreiam, entre
outras formas virtuais, são meios que exercem contínua vigilância sobre nossas vidas.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Tema 1
Nietzsche e a relativização dos valores: o
niilismo como desvalorização do mundo e dos
valores supremos
Breve biografia
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Nietzsche e Schopenhauer
Apesar de entenderem a vida como local de altos e baixos, com boa parte
dela traçada por sofrimento, Schopenhauer pensava que devia evitar a dor,
distanciando-se das coisas que o mundo oferece para suavizar o
sofrimento e para evitar os prazeres de modo a não se tornar refém deles.
É aí que Nietzsche discorda, rompe com suas ideias e define
Schopenhauer como decadente. Nietzsche também teve grande influência
da música clássica, especialmente do contato que manteve durante anos
com Richard Wagner, um revolucionário músico de óperas, mas com quem
também rompeu.
Nota
Nietzsche produziu suas obras de forma mais dissertativa, também usando aforismo e
textos poéticos. Foi um filósofo que fez arte de suas obras, no sentido literário, por
diversificar o gênero de sua escrita. Sua principal obra, de 1882, produzida em sua
fase mais adulta, é Assim Falou Zaratustra.
Nietzsche escreveu muitas outras obras nas quais teceu seus pensamentos
impactantes e críticos, especialmente sobre metafísica, cristianismo e moral.
• O nascimento da tragédia.
• Humano, demasiado humano.
• A gaia ciência.
• Além do bem e do mal.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
• Genealogia da moral.
• Crepúsculo dos ídolos.
• O Anticristo.
Para entender a crítica que Nietzsche faz à Metafisica, temos que voltar um pouco em
nossos estudos sobre Platão.
Até aqui, já vimos que, em sua teoria, Platão divide o mundo em dois, da seguinte
forma:
• Mundo sensível.
• Mundo inteligível.
A metafísica platônica é criticada por Nietzsche, por entender que, por meio dessa
divisão foi elaborada a moral ocidental, especialmente o pensamento judaico-cristão.
Sua crítica vem da ideia de que a divisão de mundo propõe que uma parte dele seja
portador do Bem e do Belo, onde está o mundo das ideias e da alma, enquanto o
outro é o mundo das sombras, onde estão alocados o corpo e a sensibilidade.
Para Nietzsche, a metafisica platônica faz com que se negue um aspecto essencial da
vida: ao nascer, adquirimos um corpo e este passa a ser a nossa realidade, na qual
estão inscritas todas as nossas formas de existência. Contudo, ela é ligada ao mundo
dos sentidos, no qual não temos a dimensão do Bem e nem do Belo. Assim, somente
negando a nossa realidade de mundo onde o corpo se insere é que podemos, por
meio do esforço, caminhar em direção ao mundo das formas perfeitas, o mundo do
absoluto.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Para Nietzsche, essa forma de construção do Bem, do Belo e da Verdade nunca
foi questionada porque está atrelada ao mundo transcendente e perfeito, mundo
imutável, incorruptível.
Para o autor Giacóia Jr., Nietzsche é o mais incômodo e provocativo dos filósofos, por
ter uma vocação crítica. Sobre isso, destacamos a citação a seguir, onde o autor
descreve a denúncia evocada por Nietzsche:
(2000, p. 10)
Para entender como eles foram criados ele faz a uma genealogia da moral e, assim,
explica sua historicidade. Com isso, afirma que valores podem ser investigados, sem
duplicar o mundo, sem alocar-se entre bem e mal. O bem e o mal podem ser
rastreados na história e moral não é código de conduta, é perspectiva avaliadora que
gera valores.
Nietzsche questiona o valor dos valores e ainda afirma: o que a sociedade ocidental
estava conceituando e vivendo como valor, era, na verdade, o valor de nada, infectado
pela negação que causava os males à vida.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Sobre isso, destacamos a seguinte citação, de Giacóia Jr:
Niilismo
É importante destacar, mais uma vez, que o filósofo estava fazendo uma leitura de
acordo com sua vida na Europa de sua época. É nessa perspectiva histórica dos
valores da sociedade ocidental que o conceito niilismo foi usado, para dizer que a
sociedade europeia estava desvalida de valores significativos: tudo era o nada!
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
significado de o não-ser, é com Deleuze que o termo será conceituado com o
significado “o valor de nada”. Sobre isso, destacamos a seguinte citação de Deleuze:
“Em seu primeiro sentido e em seu fundamento, niilismo significa, portanto: valor de
nada assumido pela vida, ficção dos valores superiores que lhe dão esse valor de
nada, vontade de nada que se exprime nesses valores superiores. O niilismo tem um
segundo sentido mais corrente. Não significa mais uma vontade e sim uma reação.
Reage-se contra o mundo suprassensível e contra os valores superiores, nega-se lhes
a existência, recusa-se lhes qualquer validade. Não mais desvalorização da vida em
nome de valores superiores, e sim desvalorização dos próprios valores superiores.
Desvalorização não significa mais valor de nada assumida pela vida, mais sim nada
dos valores, dos valores superiores.”
Nietzsche faz uma crítica à estrutura religiosa que criou a ideia de negação do mundo
corpóreo, com base no pensamento platônico difundido pela religião e teorizado
durante todo o período medieval. Deus, então, é o ser que habita o mundo
suprassensível e estrutura a forma de ser do mundo sensível, por isso os falsos apoios
metafísicos que amarram o ser humano em valores de nada precisam acabar — e isso
só é possível com a morte de Deus.
A morte de Deus é a única forma de inserir o ser humano no mundo moderno, dando
ao niilismo uma nova versão, como o ato de reagir. O ser humano moderno, reagindo
ao ser suprassensível, pode sair do mundo dicotômico, pode buscar uma nova
realidade histórica, concebendo, por meio da ciência, respostas às suas indagações.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
É importante destacar que Nietzsche não nega nem afirma a existência de
Deus; essa não é sua proposta, mas sim a desconstrução desses dois
mundos, uma vez que a vida humana só tem um único mundo no qual sua
vida acontece.
— Procuro Deus!
Na praça havia muitos descrentes em um deus que, com risos, taxaram o homem de
louco.
Apresentamos, na citação a seguir, a resposta dada pelo louco aos risos na praça:
“Para onde foi Deus? — exclamou. — Eu é que vou lhes dizer: nós o matamos, vocês
e eu, nós somos seus assassinos! Mas como fizemos isso? Como podemos esvaziar o
mar? Quem nos deu uma esponja para apagar o horizonte? Que fizemos quando
desprendemos esta terra da corrente que a liga ao sol? Para onde vai agora? Para
onde vamos nós? Longe de todos os sóis? Estamos incessantemente caindo? Para
adiante, para trás, par o lado, para todos os lados, haverá inda um em cima e um em
baixo? Deus morreu, Deus continua morto, e fomos nós que o matamos. Como
havemos de consolarmo-nos? Nós, assassinos entre os assassinos. O que o mundo
possuía de mais sagrado e de mais poderoso até hoje sangrou sob nosso punhal –
quem nos lavará desse sangue?”
Crítica ao cristianismo
O filósofo concebe o cristão, de forma geral, como um sofredor por natureza, pois, por
ser portador da moral fraca, deixa-se dominar, aceitando seu padecimento, mas
culpando o forte por seu sofrimento. Vive ressentido por não se dar o direito de viver
na exuberância da vida, do prazer e diversão, uma vez que essa escolha representaria
desvio de moral, locais perpassados pelo “mal”.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
No pensamento de Nietzsche, o cristianismo manifesta no sofrimento um dos sintomas
de fraqueza: na dor e no sofrimento está o viver na ilusão da evolução em direção à
perfeição, o que se acredita ser garantidor da cidadania no paraíso. Essa ideia, gerada
desde a filosofia platônica, desvia o cristianismo de viver a vida no tempo presente. O
mundo real é visto como um lugar onde habita o mal, por isso ele diz que o cristão
nega viver tudo que possa ser associado a prazer. O corpo, nesse caso, é aprisionado
no sofrimento de não ser, pois, como seres humanos, somos desejantes e
necessitados das coisas que o mundo venha a nos proporcionar para que a vida seja
feliz, autêntica e harmônica.
É assim que Nietzsche entende que as formas de avaliação, que sempre foram
determinantes para o destino atual da nossa cultura, se revelam como o contrário do
que aparentam ser.
Encerrando este tema, destacamos a seguir uma citação que manifesta sua visão
sobre o cristianismo:
“Não devemos enfeitar nem embelezar o cristianismo: ele travou uma guerra de morte
contra este tipo de homem superior, anatematizou todos os instintos mais profundos
desse tipo, destilou seus conceitos de mal e de maldade personificada a partir desses
instintos — o homem forte como um réprobo, como “degredado entre os homens”. O
cristianismo tomou o partido de tudo o que é fraco, baixo e fracassado; forjou seu ideal
a partir da oposição a todos os instintos de preservação da vida saudável; corrompeu
até mesmo as faculdades daquelas naturezas intelectualmente mais vigorosas,
ensinando que os valores intelectuais elevados são apenas pecados, descaminhos,
tentações. O exemplo mais lamentável: o corrompimento de Pascal, o qual acreditava
que seu intelecto havia sido destruído pelo pecado original, quando na verdade tinha
sido destruído pelo cristianismo!”
(Nietzsche, o Anticristo, V)
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Tema 2
O pensamento como campo inesgotável de
multiplicidades de conceitos da filosofia
nietzschiana
Ele entende o conhecimento como um CONCEITO e, como tal, pode ser construído a
partir de dados observados.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Como conceito, o conhecimento pode ser interpretado e reinterpretado de
forma a entender as variadas proposições que diferem entre si, ou seja,
compreendido como conceito, o conhecimento não fica atrelado a uma
verdade, mas à abrangência de visão do mundo e da vida, em uma vasta
perspectiva interpretativa.
É por isso que Nietzsche faz uma crítica aos critérios metodológicos aplicados pela
ciência como lugares exclusivos de produção de conhecimento e caminhos por meio
dos quais busca-se a verdade.
O que pensava Nietzsche e quais eram seus novos conceitos para livrar da vida o
niilismo?
O filósofo pressupõe que a vida deve ser vivida no mundo presente, deixando claro em
suas obras que a essência humana reside, prioritariamente, na busca da própria
conservação.
Podemos entender, então, que Nietzsche vê a vida com altos e baixos. Isto é, a vida
passa por períodos de caos e períodos de tranquilidade, fazendo parte dela os
contrastes de alegria e tristeza, de prazer e sofrimento. Para essa explicação, o
filósofo usa uma tipologia de forças que ele chama de apolíneo e dionisíaco.
Como especialista que era em cultura grega antiga, ele remetia a ela para trabalhar
suas ideias. Nietzsche traz a concepção de que, antes do surgimento da filosofia
socrática, os gregos sabiam lidar bem com os aspectos dramáticos da vida e
transitavam tranquilos entre tragédia e festa. Para trabalhar essa ideia ele estuda a
vida dos gregos que transitavam entre os divinos: Apolo e Dionisio. Ressaltamos que o
filósofo discute muitas de suas ideias por meio de tipologias.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
A seguir, esquematizamos a ideia da tipologia adotada por Nietzsche:
Apolo Dionisio
Prazer
Razão Paixões
Moderação Sentimentos
Equilíbrio Instintos
Loucura
Por meio dessas tipologias, ele cria seu conceito de vida, a partir do qual duas forças
se formam e guiam a vida das pessoas, que ele denomina de espíritos apolíneo e
dionisíaco.
A força apolínea, que era o deus da luz e da ordem, é o lado da vida onde
estão a razão, o equilíbrio e a moderação.
Contudo, a vida não é só isso, nela há uma outra força que não pode ser
negada, é o espírito dionisíaco, o deus da alegria e do vinho. Neste lado
estão os prazeres, as paixões, os sentidos, os instintos e a loucura.
Então, a vida em harmonia se dá com as duas forças, que não se opõem, mas se
complementam, de modo que, para vivermos harmonicamente em sociedade, é
necessário promover o equilíbrio entre esses dois espíritos. Em outras palavras: viver
requer tanto a razão e equilíbrio, como há também a necessidade de utilizar os
sentidos e os instintos e nunca negar os prazeres e as paixões como lugares de
extravasar em certos momentos, por serem necessários à vida.
É aí que Nietzsche faz uma crítica às propostas filosóficas iniciadas com Sócrates e
Platão, que propuseram a metafísica dividindo o mundo em dois, colocando o Bem, o
Belo e a Verdade em contraposição aos sentidos, aos prazeres e à paixão. Para ele,
foi essa construção que causou a decadência dos valores e da moral, transformando-
os em niilismo, valores completamente esvaziados de sentidos.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Até aqui, já conhecemos a construção filosófica de Platão, e vimos, nos estudos
anteriores, que a forma de pensar de Sócrates-Platão instaurou a divisão do mundo
em mundo sensível e mundo inteligível. Essa dicotomia priorizava apenas o que era
racional, lógico e científico, passando a incentivar um estilo de vida guiado pela razão.
Nesse caso, Nietzsche afirma que Platão criou um conceito de vida sem sentido, pois
não podemos interpretar as tragédias da vida de forma exclusivamente racional.
Ao trazer sua crítica ao platonismo, Nietzsche afirma que o ponto alto da decadência
da sociedade ocidental tem origem nas ideias do cristianismo, construídas, por sua
vez, na filosofia platônica.
O dogmatismo judaico-cristão exige que o ser humano negue a si mesmo com o intuito
de ter garantida sua salvação: o crente precisa rejeitar os “prazeres mundanos” e, na
negação do mundo real onde sua vida é vivida, passa a viver uma vida de
subordinação aos dogmas que exigem sacrifícios e sofrimentos. Em sua interpretação
sobre a cultura cristã, Nietzsche entende que as pessoas vivem de acordo com que
ele denominou de moral de rebanho ou moral de escravos. Dessa forma, identifica o
cristianismo como propulsor um comportamento submisso, que aceita os valores
dominantes da civilização sem questioná-los.
Então, vamos entender o que seria a moral para Nietzsche. Aqui, vale repetir que, ao
fazer a construção de moral, o filósofo usa uma tipologia, ou seja, adota uma forma
de trazer a explicação de um conceito.
Como vimos, Nietzsche foi um crítico radical do cristianismo como filosofia e como
religião devido à sua negação da vida terrena e conclui que a filosofia socrática-
platônica e o cristianismo promoveram uma inversão de valores, que passou a
considerar a moral dos fracos como sendo melhor do que a moral dos Fortes.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Nietzsche nomeia a moral dos fortes também como moral do senhor, isto é, aquela
vinculada aos nobres aristocratas. É uma moral que está relacionada com valores
como coragem de combater e lutar, é guerreira, é a moral do dominador.
A moral dos fortes valoriza a vida real, vivida na terra. Entretanto, do outro lado há a
moral dos fracos, que ele denomina de moral dos escravos. Trata-se da moral dos
dominados, dos covardes, daqueles que fogem da luta e não combatem, conforme
apresentado no esquema a seguir:
↓ ↓
Os escravos (ressentidos e fracos)
Os senhores (nobres e fortes) criam
inventam o valor mal para designar
valor bom, que atribuem a si mesmos.
justamente os fortes. O raciocínio é: se
Somos bons, somos felizes.
ele é ruim, então eu sou bom!
Assim, Nietzsche afirma que esses dois tipos de moral firmam os valores na história e
colocam sobre o cristianismo a construção da inversão desses valores, uma vez que
diz ser a forma de pensamento do cristianismo que substituirá a moral do senhor pela
moral do fraco.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Foi a partir dessa inversão de valores que ele afirma que Deus está morto, sendo
assassinado pelas pessoas quando elas legitimaram a moral dos fracos, negando a
própria essência e a vida.
“Tomando por medida a relação entre os valores morais e a disposição para com a
vida, isto é, da postura diante da vida no mundo, que para Nietzsche se colocará a
questão do ‘valor’ desses ‘valores’. Nessa perspectiva, os valores morais podem
constituir a orientação de uma postura para afirmação da vida, ou seu contrário, isto é,
uma postura ou mentalidade de rejeição do mundo.”
Para vencer isso, ele propõe uma reinterpretação da valorização dos valores: a
sociedade ocidental precisa construir novos valores baseados na moral dos fortes —
que não se acovardam, não fogem da luta nem se deixam dominar. Vemos, então, que
o seu projeto está voltado para trazer novos conceitos sobre o modo de viver e de
pensar, que supere a decadência que se instalou na sociedade ocidental, tornando as
pessoas deficientes e doentes por serem obrigadas a negar a vida no mundo. É a
negação que produz inviabilização para a vida, o corpo e o mundo. Ele propõe a
transvaloração de todos os valores.
“Sua crítica visa então recuperar os valores afirmativos da vida, que possam dar aos
homens um novo impulso em direção à superação de suas limitações por meio do
incentivo à vontade, à sensibilidade, à criatividade.”
(2007, p. 83)
Sua proposta para a superação do niilismo se dá por meio do que ele chamou de
vontade de potência; é uma força criativa de superação de si mesmo para ir além,
transformando a fraqueza em força, criando valores. Portanto, trata-se de uma força
vital fundamental que impulsiona a existência. O filósofo entende que a vida é
caracterizada por uma busca constante por crescimento, expansão e superação de
desafios.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Tema 3
Pensamento e ato de pensar na concepção de
Deleuze
A partir de 1948 iniciou sua carreira de professor de Filosofia na cidade de Paris. Foi
professor de História da Filosofia na Sorbonne, pesquisador no Centro Nacional de
Pesquisa Científica e professor na Universidade de Lyon e de Vincennes.
Sua carreira como escritor foi bem produtiva e seus estudos e obras podem ser
divididos em três períodos, que são:
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Podemos dizer que Deleuze foi um dos mais proeminentes pensadores dos últimos
tempos. Suas maiores influências foram as construções teóricas de Spinoza,
Nietzsche, Foucault, entre outros, que apresentaram rupturas na forma de entender o
pensamento.
Filosofia
Para Deleuze, o filósofo é um artesão, cujo ofício é inventar e criar conceitos. Diferente
do que pensava a filosofia grega, onde os filósofos se viam como amigo da sabedoria,
para Deleuze a filosofia não é amiga, mas um instrumento que condiciona a criar, nas
palavras dele, ‘a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos’ (Deleuze; Guattari,
2010, p. 8).
Deleuze entende que todos os saberes estão no mesmo nível; todos são
criadores de arte, isto é, todas as formas do saber científico, filosóficas ou
não, são formas de pensamento. Assim, ele não entende que o
pensamento é um privilégio exclusivo da filosofia, embora entenda que há
distinção entre as formas de criar pensamentos.
Deleuze afirma que a arte cria perceptos e afetos, enquanto os filósofos criam
conceitos, de modo que todos os saberes estão no mesmo nível, mas cada um tem o
seu lugar de construção do pensamento.
Principais temáticas
• A função da filosofia.
• O pensamento.
• Diferença e repetição.
• Sociedade de controle.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
A função da filosofia
Deleuze vê o filósofo como aquele que cria conceitos. Se um filósofo não cria
conceitos, não pode ser considerado como tal, pois sua função é fazer nascer algo
que não existe, algo que seja totalmente novo. Fazendo uma autoavaliação de sua
própria forma de filosofar, afirma que a filosofia precisa encontrar outros modos de
expressão para o pensamento filosófico. É, então, que chega à conclusão de que a
tarefa do filósofo é inventar e criar conceitos novos.
Observação
A forma como Deleuze concebe sua criação de conceitos está atrelada às leituras que
ele faz de outros filósofos, especialmente dos que se aproximavam de seu
pensamento. Em suas obras podemos notar que extraía conceitos dos filósofos que
estudava e que, sobre o os conceitos deles, criava e concebia sua própria filosofia.
Foi no livro O que é Filosofia que ele discutiu sobre a função do filósofo. A obra foi
publicada em 1991, escrita no final de sua carreira filosófica. É quando ele afirma que
o filósofo é aquele que cria conceitos. Para ele, o conceito não é definição, não é
trazer um significado de alguma coisa.
O conceito não é apenas universal ao que tange à existência das coisas, mas ao
mesmo tempo é universal e relativo. Por exemplo: podemos tomar o conceito de alma
que foi construído por um filósofo, mas a noção de alma muda de filósofo para filósofo,
de tempos em tempos. O conceito depende do contexto em que se insere. Assim, o
problema que exige conceituar nasce em resposta a um problema que está posto.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Para entender o conceito, ele traz outro aspecto, que é o plano de imanência como
sendo o lugar em que o conceito habita. Não se trata de uma moradia fixa, mas sim de
por onde o conceito se movimenta, isto é, o plano de imanência é a base na qual está
o conceito. Ele entende os conceitos como a espinha dorsal da filosofia, e nessa
coluna vertebral o plano de imanência faz com que ela tenha espaço para
movimentação.
Geo
↓
Plano de imanência
Filos
↓
Personagem conceitual
Sofia
↓
Conceito
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
trata-se de imanência. Isto é, o lugar que o conceito habita. Assim, a Geofilosofia pode
ser distribuída em: GEO é o plano de imanência; FILO é lugar em que o filósofo se
relaciona ao personagem conceitual, e SOFIA é onde se liga à ideia de conceito.
O pensamento
“Deleuze nos aponta, assim, os vínculos da filosofia platônica com a política e a moral,
já que a questão fundamental, no platonismo, diz respeito a como distinguir os
verdadeiros dos falsos candidatos, ou seja, como selecionar aqueles que conservam
uma correlação com a coisa mesma ou essência, e os que não possuem tal atributo.
Sabemos que o conceito de essência, no platonismo, guarda uma estreita correlação
com o conceito de identidade: a essência é aquilo que é idêntica a si própria, por isso
ela é o modelo original, primeiro.”
Em sua obra Nietzsche e a Filosofia (1976), Deleuze trabalha no item a nova imagem
do pensamento e ali pontua seu entendimento sobre a imagem dogmática do
pensamento. Sua proposta de pensamento traz a ideia de que essas imagens
dogmáticas do pensamento aparecem em três teses essenciais:
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
• A primeira imagem moral do pensamento diz que pensar é um exercício natural
do ser humano.
A ideia é que o pensador quer e ama o verdadeiro, seria a veracidade do
pensador, seria a ideia do inatismo. Nessa primeira tese está a ideia de que
pensar é o exercício natural e basta pensar verdadeiramente para pensar com
verdade.
Deleuze critica o método por não considerar as forças reais que fazem o pensamento.
Segundo ele, o método não consegue relacionar o verdadeiro com o que se
pressupõe. Para o filósofo não há verdade que, antes de sua existência, não seja a
efetivação de um sentido ou a realização de um valor. Assim, para ele, a verdade
como conceito é indeterminada, tudo depende do valor e do sentido do que pensamos.
Deleuze afirma que o pensamento não pensa por si mesmo, assim como não encontra
por si mesmo o verdadeiro. É interessante entender como Deleuze traz sua ideia
sobre a verdade do pensamento, que deve ser interpretada e avaliada segundo as
forças ou o poder que o leva a pensar, isto é, a escolha do que pensar. Para ele, falar
de verdade, do verdadeiro tal como é em si, para si, ou mesmo para nós, deve vir
junto com a pergunta sobre quais forças se escondem no pensamento daquela
verdade, qual é o seu sentido qual é o seu valor. É por isso que vê como perturbador o
verdadeiro ser concebido como universal abstrato.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Enfim, é assim que entende que a imagem dogmática do pensamento oculta o
trabalho das forças estabelecidas que determinam o pensamento.
Diferença e repetição
Para entender essa ideia precisamos compreender como foi construída a filosofia da
identidade e diferença no pensamento ocidental.
Para Deleuze, é necessário dar lugar à diferença, não em contraste com a identidade,
mas por ela mesma.
Essa ideia ele retira do bergsonismo, por ser uma discussão já trazida por esse
teórico. Deleuze é um teórico que filosofa por meio do pensamento de outros filósofos
e sobre os pensamentos deles recria novos conceitos. Assim, traz da ideia de Henri
Bergson, um filosofo francês do século XIX, os conceitos sobre a filosofia da
identidade que se forma a partir da diferença. Deleuze entende que a diferença deve
ser pensada por ela mesma, dentro de sua autonomia de ser, como ele mesmo afirma:
“uma filosofia da diferença em que esta é pensada como tal e não se reduz à
contradição” (Deleuze, 1999, p. 133).
Nota
Para conceituar a diferença de modo que seja vista como ela mesma, Deleuze faz
uma investigação na história da filosofia, com o intuito de analisar como a diferença
passou a ocupar lugar inferior, ou mesmo se contrapondo à identidade, que é o
conceito central nas propostas filosóficas. Sua investigação o leva ao pensamento de
Platão, Aristóteles, Hume, Hegel, Nietzsche e Bergson, na busca de entender como
foram contrapostas identidade e diferença na história da filosofia.
Para ele, houve priorização do conceito do que é idêntico, mas não direcionaram um
olhar para entender a diferença. Muitas teorias filosóficas estão em busca de essência,
de imutabilidade, de movimento, de devir, de modo que o papel da diferença foi
direcionado para evidenciar a identidade. Portanto, ainda que tenha sido vista, não
marcou presença como ela mesma, porque estava em subordinação à identidade.
Deleuze afirma que a filosofia, ao colocar a diferença em oposição à identidade, deu a
ela um lugar inferior.
Em sua proposta filosófica, Deleuze traz o conceito de diferença de forma que seja
entendida como ela mesma, desatada da identidade e com grau e status no mesmo
nível de valor.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Deleuze entende que a diferença não pode ser conceituada como contradição,
oposição e nem negação.
Ele propõe que diferença não é a negação de algo. Como entende que a filosofia está
relacionada à vida, não se pode pensar a vida sem o processo de diferenciação, pois é
na diferença que está o lugar que possibilita pensar e criar algo.
Ele a entende como um dos conceitos centrais, uma vez que se trata de um processo
criador de pensamentos. Viver requer que nos diferenciemos de nós mesmos, o que
nos impulsiona a pensar e a criar. Portanto, para o filósofo, a vida difere de si mesma,
não por oposição, mas como impulso criativo que parte de nós. A diferença faz-nos
reinventar a nós mesmos.
Na obra Diferença e repetição ele afirma que é tarefa do filósofo “tirar a diferença de
seu estado de maldição, isso é atarefa da filosofia da diferença” (Deleuze, 1999, p.
54).
Sociedade de controle
Deleuze foi o filósofo que teorizou sobre a sociedade de controle, que é a forma de
monitoramento na era pós-moderna.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Na sociedade disciplinar, o sujeito vivia uma forma de disciplina que era
interiorizada por meio de mecanismos como medo e julgamento,
responsáveis pela obediência às normas estabelecidas pelas instituições
disciplinares. Foucault trouxe a evidência do monitoramento pelo
instrumento panóptico, com os olhos vigilantes em tempo real. O
instrumento estava instalado, de forma real ou metafísica, em todas as
instituições disciplinares, tais como: a casa da família, o prédio da escola,
o edifício do quartel, o edifício da fábrica. Assim, a sociedade disciplinar se
constituiu de poderes transversais que se dissimulavam a partir das
instituições modernas e de estratégias de disciplina e confinamento.
A sociedade de controle foi teorizada por Deleuze, que conceitua a nova forma de
pensar nas sociedades contemporâneas. Para o filósofo, a era disciplinar deu lugar à
sociedade de controle.
Segundo Corbanezi (2019), em vez dos moldes dos confinamentos, que constituem
uma espécie de círculo fechado nas sociedades disciplinares, há, atualmente, tal
modulação contínua e ondulatória. Em suas palavras, o controle não ocorre mais
especificamente no espaço fechado das instituições, mas no espaço aberto, em que
ondas contínuas modulam o sujeito empreendedor de si mesmo.
Na sociedade de controle, controla-se por meio de algo que não tem visibilidade, pois
não se sabe de onde estão vindo os mecanismos, por serem eles manipulações de
origem virtualizada.
Os dados pessoais já não são instâncias privadas, todos e tudo nos observam, sabem
quem somos, onde trabalhamos, a região em que moramos, qual é o nosso poder de
compra, qual é a nossa posição política etc. Todo mundo nos observa e nos controla,
basta abrir um site que logo nos tornamos refém de seu controle.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Instagram, câmeras espalhadas em espaços públicos e privados, nossas digitais de
acesso aos serviços públicos, que nos rastreiam, entre outras formas virtuais, meios
que exercem contínua vigilância sobre nossas vidas.
A reflexão acerca dessas questões nos conecta aos pontos apresentados pelos
estudos de Deleuze. Como você responderia a elas?
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Tema 4
A abordagem foucaultiana da racionalidade e da
racionalização
Em 1975, ele publicou a obra Vigiar e Punir. Nessa obra, Foucault começa seus
estudos sobre as prisões, e é quando historiciza o nascimento das prisões e as formas
de castigos aplicados aos corpos indisciplinados. Foi publicada originalmente em
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
1975, na França, e a primeira edição em português foi em 1987. É nesse estudo que
ele busca na história a forma como a punição evoluiu na sociedade ocidental. O
período analisado vai da Idade Média ao século XIX. Em suas análises ele traça o
caminho que fez o castigo (pena), que antes era um espetáculo público, evoluir para
uma forma de controle e disciplina dos corpos.
Ele divide a obra em três partes, e a primeira foca a Idade Média, quando se aplicava
a punição de forma violenta. A punição estava dogmatizada por meio de discursos
religiosos e o objetivo residia no controle de ordem social e religiosa. Ele descreve os
crimes como punições realizadas com muita crueldade, por meio de variadas formas
de torturas, mutilação de parte dos corpos e pena de morte. As punições eram
realizadas em praças públicas com a presença da população, o suplício e a
humilhação aplicadas às pessoas punidas eram uma forma de exemplo para os outros
membros da sociedade.
Na obra Vigiar e punir ele analisa a punição como forma de exercício de poder, como
meio de controle disciplinador das pessoas.
Sua obra História da Sexualidade não foi finalizada, deixando prontos somente três
dos seis volumes que pretendia publicar. Nesse trabalho, Foucault pretende mostrar
como a sociedade ocidental faz do sexo um instrumento de poder, não por meio da
repressão, mas da expressão. Em 1976 publicou A vontade do saber, no qual faz a
análise da arqueogenealogia do sujeito. Em 1984 publicou O uso dos prazeres.
Arqueologia do saber
Em sua vasta obra tratou de variados temas, que são relevantes para embasar as
pesquisas atuais. Por ser um historiador, Foucault sempre buscou resgatar na história
temas acerca de condições dos seres humanos. Ema sua busca, tentou historicizar
como são criados os sujeitos.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
que fez também uma genealogia, porém mais voltada para o estudo da moral.
Portanto, os dois foram escavadores de antigas civilizações em busca da constituição
do saber.
Foi escavando a história da sociedade ocidental que ele buscou uma resposta sobre a
relação que se estabelece entre saber e poder. Em sua investigação, para entender o
sujeito moderno que é considerado normal, ele afirma que a produção dos saberes e
relações de poder são locais. Portanto, quem seria o sujeito considerado diferente?
Assim, Foucault direcionou seu estudo para entender a situação do sujeito, em
especial, ao que os identifica como normal e diferente.
Podemos dizer que Foucault foi um racionalista em busca do entendimento para criar
uma explicação lógica do que era entendido como sujeito na sociedade moderna, pois
havia variações deles.
• Saber.
• Poder.
• Controle disciplinar.
Sociedade disciplinar
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
A disciplina é algo que vem de fora do indivíduo, sendo nele naturalizada e
internalizada por meio da cultura e das normas sociais. Atos disciplinares
são repetidos de forma que o sujeito não os questiona por serem partes
integradoras da sociedade. Aos questionadores é reservado o
enquadramento em uma categoria de sujeito caracterizado como fora da
normalidade.
“Para atingir esse objetivo, a partir do final do século XVIII as sociedades disciplinares
começaram a distribuir os indivíduos no espaço por meio de técnicas de
enclausuramento e/ou de organizações hierárquicas de lugares específicos. Todas as
atividades eram controladas temporalmente, o que possibilitava, por exemplo, o
isolamento do tempo de formação e do período da prática do indivíduo. Com isso, a
aprendizagem poderia ser normatizada, e as forças produtivas seriam compostas a fim
de obter um aparelho eficiente.”
(Prata, 2005)
O poder disciplinar precisa agir sobre cada um dos corpos, tornando necessário
confiná-los nas instituições, identificadas por Foucault como instituição de sequestro,
(Foucault, 2002, p. 118), uma vez que os sujeitos são sequestrados e levados para
dentro delas e ali são disciplinados.
• Controle do tempo.
• Controle dos corpos.
• Criação de um novo tipo de poder.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Fonte: Wikimédia (2025).
“Com efeito, a análise do poder em Foucault desdobra-se em três planos: aquele das
relações estratégicas, ou seja, das relações de poder; as relações de dominação e
entre as duas as técnicas de governo. O poder atravessa o campo social e tem
efetividade nessas três possibilidades. Temos aqui um aporte de inteligibilidade ao
funcionamento das relações sociais na contemporaneidade que torna o contributo
foucaultiano um marco na ressignificação do político.”
(Santos, 2006, p. 3)
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Destacamos aqui que em diversos pensamento de Foucault para entender o mundo
contemporâneo, é preciso compreender que as relações de poder são fragmentárias,
E compreender essa fragmentação é necessário, especialmente para visualização dos
locais onde ocorrem tais fluxos.
“O que faz o poder se manter, que seja aceito, é simplesmente que não pesa somente
como uma força que diz não, mas que, de fato, circula, produz coisas, induz ao prazer,
forma saber, produz discurso; é preciso considerá-lo mais como uma rede produtiva
que atravessa todo o corpo social que como uma instância negativa que tem como
função reprimir.”
“[...] não há relação de poder sem constituição correlata de um campo de saber, nem
saber que não suponha e não constitua ao mesmo tempo relações de poder.”
O saber em Foucault
Em sua construção teórica sobre o conhecimento, Foucault afirma que saber vai muito
além do conhecimento. Saber está diretamente relacionado às relações de poder,
pois, para o filósofo, o conhecimento não é natural. Isto é, o conhecimento não nasce
com o sujeito porque não faz parte da natureza humana, uma vez que ele o adquire
por meio da convivência em seu habitat.
Assim, o saber vai além, fazendo parte do empoderamento. Por estar vinculado às
relações de poder, o saber implica busca acirrada, uma batalha travada contra o
mundo no afã de conhecer o objeto.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
A pós-modernidade ficou caracterizada por trazer o sujeito para o centro e
o objeto ao seu redor, mas tanto o sujeito como o objeto são alvo do
conhecimento. Por isso, Foucault entende que a forma de conhecimento
que condiciona teorizar e conceituar o sujeito, está mais acessível em
epistemologias que se envolvem com as humanidades, em especial, a
antropologia e a filosofia, pois uma se volta para o estudo do ser humano e
a outra se ocupa dos conceituar o conhecimento.
Segundo Costa (2023, p. 6), o poder cria o saber, e o poder e o saber estão
diretamente relacionados entre si. Em suas palavras, não há como estabelecer uma
relação de poder sem que se correlacione a construção de um campo de saber, isto é,
não pode haver relação de poder sem simultaneamente se pressupor e construir
relação que o envolva, pois desse modo não haverá conhecimento.
Adaptado de [Link]
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Encerramento
Ao finalizar o estudo desta unidade, por certo você teve acesso a mais um assunto
que pôde auxiliar no entendimento de como foi a construção do pensamento em nossa
sociedade contemporânea.
Assim, pode-se entender o niilismo como aquilo que se expressa por meio da crença
de que há um mundo superior que é alcançado por meio da negação de valores
essenciais, por meio dos quais se cria a harmonia da vida aqui na terra.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
sociedade europeia de sua época e que se apoiava em uma ideia transcendente que
criava dois lados: um positivo, alocando o bem e o belo (ideia de Platão) e um mundo
no qual estavam as sensações vinculadas ao corpo, onde as paixões poderiam nos
desviar do mundo belo, bom e verdadeiro. É com a criação do termo “niilismo” que
Nietzsche diz que se trata de valores sem sentido e critica o cristianismo por ter
construído e formado essa ideia transcendente de valores. A partir desse momento,
portanto, o cristianismo fez com que a vida assumisse um valor de nada, em que é
negada, depreciada, ou seja, uma vida vivida como aparência, assumindo o valor de
coisa alguma, negando viver na terra, onde a vida existiria somente em prol da espera
de um mundo suprassensível onde está Deus, o bem, o belo, o verdadeiro. Sua crítica
aos valores morais deve-se a eles terem tornado a vida uma ficção, onde se vive
sempre em negação da vida no mundo e no tempo em que ela acontece.
Em nosso mundo, nossos dados pessoais já não são instâncias privadas, todos e tudo
nos observam, sabem quem somos, onde trabalhamos, a região em que moramos,
qual é o nosso poder de compra, qual é a nossa posição política etc. Todo mundo nos
observa e nos controla, basta abrir um site que logo nos tornamos refém de seu
controle.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Para ele, não é importante a forma do saber, mas como ele se expressa e como
estabelece o empoderamento. Podemos dizer que o uso de mídias sociais, que
estabeleceram ideologias, são saberes que deram forma ao poder. Saber é discurso
que forma os enunciados, e forma o poder.
Assim, Foucault diz que saber é poder diretamente relacionado a si mesmo. Em suas
palavras, não há como estabelecer uma relação de poder sem que esta esteja
correlacionada à construção de um campo de saber, de modo que não pode haver
relação de poder sem que, simultaneamente, não haja conhecimento a ele atrelado.
Resumo da Unidade
Outro teórico que nos ajudou a entender o pensamento ocidental é Gilles Deleuze,
que se destaca como aquele que revolucionou a forma de entender e conceituar o
pensamento e o ato de pensar. Ele propôs uma nova perspectiva dentro da filosofia,
que ficou definida como a arte de criar conceitos. Para Deleuze, o filósofo é um
artesão, aquele que tem como ofício inventar e criar conceitos. É o teorizador da
sociedade de controle, que, por meio do uso da tecnologia, mantém o controle de
vigilância a todos os sujeitos que vivem na sociedade contemporânea.
Por fim, falamos de Michel Foucault, o arqueólogo do saber, que faz uma
escavação profunda na história da filosofia na busca de entender como os sujeitos
são criados. Foi ele quem fez um profundo estudo do saber que está diretamente
ligado às relações de poder. Também é quem teorizou sobre a sociedade
disciplinar, que, por meio de olhos vigilantes, mantinha os sujeitos dentro de normas
introjetadas e interiorizadas por eles com o intuito de torná-los dóceis e produtivos.
Referências da Unidade
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
• CORBANEZI, E. Sociedades de controle: a interpretação deleuziana de
Foucault. Estudos de Sociologia, Araraquara, v. 23, n. 45, 2019. DOI:
10.52780/res.11405.
• COSTA, O. B. R da. A teoria do poder do saber de Foucault e suas
implicações pedagógicas. Anais IX CONEDU... Campina Grande: Realize
Editora, 2023.
• CARVALHO, M.; FIGUEIREDO, V. F. (org.). Filosofia contemporânea:
Deleuze, Guattari e Foucault. São Paulo: ANPOF, 2013.
• LEUZE, G. Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.
• DELEUZE, G. Foucault. São Paulo: Brasiliense, 1991.
• DELEUZE, G. Nascimento da biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008b.
• DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia. Rio de Janeiro: Editora 34,
2004.
• DELEUZE, G. Proust e os signos, Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2003.
• DELEUZE, G. Bergsonismo. São Paulo: Editora 34, 1999.
• DELEUZE, G. Diferença e repetição. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
• DELEUZE, G. Nietzsche e a filosofia, Rio de Janeiro: Rio, 1976.
• DEL VALLE, S. O conceito de poder disciplinar no pensamento de Michel
Foucault. Saberes, Natal RN, v. 18, n. 3, dezembro, 2018, 249-258.
• ESPINOSA. B. Ética. Belo Horizonte: Autêntica. 2008.
• FOUCAULT, M. Vigiar e Punir. Rio de Janeiro: Vozes, 1988.
• FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: Nau, 2002.
• FONSECA, M. A. Michel Foucault e a constituição do sujeito. 2. ed. São
Paulo: EDUC, 2011.
• GIACÓIA JR. O. Introdução ao pensamento de Nietzsche. São Paulo:
Publifolha, 2000. p. 10.
• GUATTARI, F. Micropolítica – Cartografias do Desejo. Petrópolis:
Vozes,1986.
• LODETTI, Matheus David. Interpretação e ontologia no pensamento de
Nietzsche: ser, aparência e vontade de potência. Dissertação (Mestrado em
Filosofia) – Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-
Graduação em Filosofia, Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis, UFS, 2007.
• MACHADO, R. Deleuze, a Arte e a Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
• MANGUEIRA, E. M. Imagens do pensamento em Gilles Deleuze:
representação e criação. Fractal – Revista de Psicologia, v. 23, n. 2, p. 291-
304, maio/ago. 2011.
• MARCONDES, D. Textos Básicos de ética de Platão a Foucault. 4. ed. São
Paulo: Zahar, 2007.
• NIETZSCHE, F. W. O nascimento da Tragédia, ou Helenismo e
Pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
• NIETZSCHE, F. W. A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos. Rio de Janeiro:
Elfos; Lisboa: Edições 70, 1995.
• NIETZSCHE, F. W. O livro do filósofo. São Paulo: Centauro, 2001.
• NIETZSCHE, F. W. Aurora: reflexões sobre os preconceitos morais. São
Paulo: Companhia das Letras, 2004.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
• NIETZSCHE, F. W. A gaia ciência. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
• NIETZSCHE, F. W. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para
ninguém. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
• NIETZSCHE, F. W. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro.
São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
• NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo:
Companhia das Letras, 1999.
• NIETZSCHE, F. W. O caso Wagner: um problema para músicos – Nietzsche
contra Wagner: dossiê de um psicólogo. São Paulo: Companhia das Letras,
1999.
• NIETZSCHE, F. W. O Anticristo: maldição do cristianismo. Rio de Janeiro:
Newton Compton Brasil, 1996.
• NIETZSCHE, F. W. Vontade de Potência. Rio de Janeiro: Ediouro [S. d.].
• NIETZSCHE, F. W. Nietzsche – Obras incompletas. São Paulo: Abril
Cultural, 1978. (Os pensadores).
• NOGUEIRA, S. dos S. Genealogia das instituições na obra de Foucault: a
escola. Caderno Zygmunt Baumann, v. 10, n. 24, 2020.
• PRATA, M. R. dos S. A produção da subjetividade e as relações de poder
na escola: uma reflexão sobre a sociedade disciplinar na configuração
social da atualidade. Revista Bras. de Educação. (28), abr. 2005.
• SANTOS, P. R. dos. A concepção de poder em Michel Foucault.
Especiaria. Cadernos de Ciências Humanas. v. 16, n. 28, jan./jun. 2016, p.
261-280.
• ROCHA, R.S.; BARBOSA, P.H.B.; PERES, M.G.N. Sociedade disciplinar e
sociedade de controle: implicações políticas, sociais e culturais na
contemporaneidade digital. Rev. Tecnol. Soc., Curitiba, v. 18, n. 52, p.162-
173, jul./set., 2022.
• SANTOS, J. A. Cristianismo e Niilismo em Nietzsche. 2001. 82 f.
Dissertação (Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Ciências da
Religião) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, GO, 2001.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.