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Rinossinusite e Sintomas Respiratórios

resumo infecções das vias áreas superiores

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RINOSSINUSITE controle dos sintomas em crianças

maiores. É recomendada a lavagem nasal


com soro fisiológico.
Rinossinusite aguda pós-viral
Irrigação nasal com soro fisiológico e
corticosteroide tópico nasal. Antibióticos e
anti-histamínicos não são indicados.
Rinossinusite aguda bacteriana
Utilizar (lavagem nasal com soro
fisiológico e corticoide tópico nasal).
casos leves somente isso e reavalição em
72 horas, casos mais graves: primeira
ETIOLOGIA linha: amoxicilina (45-90 mg/kg/dia), ou
Os vírus mais comumente associados ao amoxicilina-clavulanato de potássio (45-90
resfriado comum são os rinovírus e o mg/kg/dia de amoxicilina com 6,4
coronavírus. Entretanto, na faixa etária mg/kg/dia de clavulanato de potássio).
pediátrica, vírus sincicial respiratório, falha após 48-72 horas de tratamento
parainfluenza, influenza, adenovírus e inicial, deve-se utilizar
enterovírus também são prevalentes. amoxicilina-clavulanato de potássio (45-90
Bacteriana mg/kg/dia de amoxicilina com 6,4
Streptococcus pneumoniae, Hemophilus mg/kg/dia de clavulanato) ou ceftriaxona
influenzae e Moraxella catarrhalis são as (50 mg/kg/dia IM ou IV por 3 dias)
bactérias mais frequentemente Rinossinusite cronica
associadas à RSA. Os cirurgia deve ser indicado quando há
QUADRO CLINICO falha na resposta ao tratamento clínico. A
A Rinossinusite Aguda é definida adenoidectomia deve ser indicada como
clinicamente com obstrução/congestão procedimento de primeira escolha em
nasal, secreção nasal incolor e tosse crianças pequenas (menores de 7 anos)
(diurna e noturna). com sintomas de RSC.
pacientes também podem apresentar SÍNDROME GRIPAL
diminuição do olfato, a inflamação da ETIOLOGIA
mucosa e respiração oral devido a Vírus influenza
obstrução nasal podem ocasionar dor de QUADRO CLÍNICO
garganta, irritação laríngea e traqueal e Indivíduo que apresente febre de início
disfonia. súbito, mesmo que referida,
DIAGNÓSTICO acompanhada de tosse ou dor de
Costuma ser clínico garganta e pelo menos um dos seguintes
Os exames laboratoriais VHS e PCR sintomas: cefaleia, mialgia ou artralgia, na
podem ser solicitados para diferenciação ausência de outro diagnóstico específico.
entre rinossinusite viral e bacteriana, Em crianças com menos de 2 anos de
sendo que os títulos altos desses exames idade, considera-se também como caso
estão relacionados à RSA bacteriana. de síndrome gripal: febre de início súbito
TRATAMENTO (mesmo que referida) e sintomas
Rinossinusite aguda viral (resfriado respiratórios (tosse, coriza e obstrução
comum) nasal), na ausência de outro diagnóstico
associações de anti-histamínicos (em específico.
crianças alérgicas), descongestionantes e
analgésicos podem ser benéficos no
QUADRO CLINICO
São sintomas constantes a otalgia
(criança que manipula muito a orelha), o
choro excessivo, a febre, as alterações de
comportamento e do padrão do sono, a
irritabilidade, a diminuição do apetite e até
TRATAMENTO a diarreia.
*Fatores de risco: população indígena DIAGNÓSTICO
aldeada ou com dificuldade de acesso; Clínico, buscar IVAS prévias.
gestantes; puérperas (até duas semanas Otoscopia
após o parto); crianças < 5 anos; adultos Membrana Timpanica com hiperemia ou
≥ 60 anos; pneumopatias (incluindo opacidade, abaulamento, diminuição da
asma); cardiovasculopatias (excluindo mobilidade e otorreia aguda são sinais
hipertensão arterial sistêmica); doenças típicos.
hematológicas; distúrbios metabólicos TRATAMENTO
(incluindo diabetes mellitus); transtornos tratar a dor com analgésicos,
neurológicos e do desenvolvimento que independentemente de o antibiótico ser
possam comprometer a função ou não administrado.
respiratória ou aumentar o risco de dar antibiótico para OMA, seja ela bilateral
aspiração; imunossupressão; nefropatias ou unilateral, em crianças com 6 meses
e hepatopatias; obesidade; pacientes com de idade ou mais, com sinais e sintomas
tuberculose de todas as formas. graves (otalgia e temperatura alta – 39
O fosfato de oseltamivir está indicado °C) ou caso os sintomas já persistam há
para: pelo menos 48 horas
• Casos de SG suspeita de Influenza com Crianças com idade > 2 anos e com
condições e fatores de risco para sintomas mais graves devem tomar o
complicações; antibiótico por 10 dias. Crianças entre 2-5
anos de idade com OMA moderada, por 7
dias; e crianças < 6 anos também com
OMA leve, entre 5-7 dias.
Tomar o antibiotico e reavaliar em ate 72
horas, caso não tenha melhora substituir
por antibiótico com espectro de ação mais
amplo
procedimentos de drenagem da efusão da
orelha média (timpanocentese e/ou
miringotomia) durante episódio de OMA,
elas estão restritas a resposta
insatisfatória à antibioticoterapia
caso de recorrência é indicado tubos de
ventilação da orelha
OTITE MÉDIA AGUDA
FARINGITES E AMIGDALITES
A OMA geralmente é desencadeada por
(FARINGOTONSILITES)
um processo infeccioso (IVAS em geral),
ETIOLOGIA
associado a determinado grau de
Entre os vírus, os agentes mais comuns
disfunção da TA (tuba auditiva que
são adenovírus, influenza, parainfluenza,
conecta o ouvido médio à parte posterior
coxsackie, vírus sincicial respiratório,
do nariz) e do sistema imunológico.
herpes e vírus de Epstein-Barr.
EBHGA estreptococo beta-hemolítico do Os antibióticos de primeira escolha são a
grupo A (20-30% das etiologias penicilina e a amoxicilina
bacterianas), Haemophillus (15%), Penicilina V/oral
Moraxella (15%), Staphylococcus aureus Crianças: 250 mg, 12/12 ou 8/8 horas
(20%), pneumococo (1%), germes Adolescentes: 250 mg, 12/12 ou 8/8 horas
anaeróbios, clamídia e micoplasma Ou 500 mg, 12/12 horas
QUADRO CLINICO 10 dias
VIRAL Amoxicilina/oral
Coriza, obstrução nasal, espirros, 50 mg/kg/dia, 12/12 ou 8/8 horas (máx.
rouquidão, aftas (coxsackie ou herpes) e 1.000 mg/dia)
sintomas gastrointestinais associam-se 10 dias
frequentemente a doenças virais, Penicilina G benzatina intramuscular
acompanhados ou não de elevações da < 27 kg: 600.000 UI
temperatura corpórea. > 27 kg: 1.200.000 UI
BACTERIANO 1 dose
a infecção por EBHGA costuma ter início CIRURGICO
súbito, febre ≥ 38 oC, dor de garganta e Tonsilectomia é o procedimento cirúrgico
achados no exame físico que incluem realizado com ou sem adenoidectomia.
hiperemia, hipertrofia e exsudato tonsilar, recomendações: Faringotonsilites
junto com linfoadenopatia cervical anterior recorrentes, Hiperplasia das tonsilas
e subângulo mandibular dolorosa. (coriza, palatinas e PFAPA e SURF
espirros) não costumam estar presentes Nos últimos anos, a remoção das tonsilas
nas infecções pelo estreptococo palatinas tem sido realizada muito mais
DIAGNOSTICO por obstrução da via aérea superior do
doenças cursando sem febre e com a que por infecções recorrentes, e
presença de conjuntivite, tosse, permanece como a segunda cirurgia
rouquidão, coriza, exantema e diarreia ambulatorial mais frequente em crianças.
sugerem fortemente uma etiologia viral. O tamanho das tonsilas palatinas e a
O exame cultural da orofaringe é intensidade da obstrução pela
considerado o padrão ouro para o classificação de Brodsky
diagnóstico de infecção por EBHGA e
apresenta sensibilidade de 90-97%.
TRATAMENTO
Faringotonsilites virais
Alívio dos sintomas com
analgésicos/antitérmicos e hidratação.1,5
Paracetamol, ibuprofeno e dipirona são
opções de eficiência semelhante no
combate à dor e à febre.
Faringotonsilites bacterianas
O tratamento com antimicrobianos encurta
a fase aguda da doença, diminui o
potencial de transmissão e reduz o risco LARINGITES
de sequelas supurativas e não CRUPE VIRAL
supurativas associadas às infecções por A expressão “síndrome do crupe”
EBHGA. caracteriza um grupo de doenças que
variam em envolvimento anatômico e
etiologia e se manifestam clinicamente
com os seguintes sintomas: rouquidão, -Dexametasona: 0,6 mg parenteral
tosse ladrante, estridor (intramuscular ou endovenoso)
predominantemente inspiratório e graus -Internação na unidade de terapia
variados de desconforto respiratório. intensiva
Laringite viral aguda
Caracteriza-se por febre baixa, disfonia e
tosse ladrante que seguem uma infecção
viral das vias aéreas superiores.
Etiologia
Trata-se de edema e inflamação da região
subglótica causados mais comumente
pelos vírus parainfluenza I e II, vírus
sincicial respiratório e influenza A e B.
QUADRO CLINICO
A doença se inicia com rinorreia clara,
faringite, tosse leve e febre baixa. Após
12 a 48 horas, iniciam-se os sintomas de
obstrução de vias aéreas superiores,
caracterizados na síndrome do crupe,
com progressão dos sinais de
insuficiência respiratória e aumento na
temperatura corpórea. Os sintomas
geralmente se resolvem em 3 a 7 dias.
TRATAMENTO
O tratamento geralmente é realizado com
corticoides sistêmicos e observação.
Casos com obstrução mais grave podem
necessitar de nebulizações com
adrenalina. O quadro é geralmente
autolimitado, mas, se for necessária a
intubação, sempre se deve levar em conta
o edema da subglote e utilizar um tubo de
calibre menor do que seria o
recomendado para a idade.
LEVE
-Dexametasona: 0,15 a 0,3 mg/kg; ou
budesonida inalatório: 2 mg
-Prednisona: 1 mg/kg
-Alta para casa
MODERADO
-Nebulização com l-epinefrina: 3 mL
-Prednisona
-Dexametasona: 0,3 a 0,6 mg/kg; ou
budesonida inalatório: 2 mg
-Observação por 3 a 4 horas e alta para
casa ou internação hospitalar
GRAVE
-Nebulização com epinefrina: 3 mL

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