Lei de Lavosier (Lei de Conservação de massa) e de Proust (Lei
da proporcao fixa)
Lei de Lavosier- No final doséculo XVIII, o cientista Antoine Lavoisier
realizou uma série de experiência sem recipientes fechados (para que não
entrasse nem escapasse nada do sistema em estudo) e, efetuando pesagens
com balanças mais precisas do que as dos cientistas anteriores, concluiu:
No interior de um recipiente fechado, a massa total não varia,
quaisquer que sejam as transformações que venham a ocorrer.
durante uma transformação química não é mensurável o ganho ou a perda de
massa; isto é, à soma das massas dos produtos é igual à soma das massas
dos reagentes.
portanto, pode ser enunciada também da seguinte maneira:
A soma das massas antes da reação é igual à soma das massas após a reação.
Ou ainda:
Na natureza, nada se perde, nada se cria; a matéria apenas se transforma.
Exemplo Quando o composto calcário (carbonato de cálcio) é aquecido,
decompõe-se na forma de cal viva (óxido de cálcio) e no gás dióxido de
carbono. Supondo que 40,0 g de calcário é decomposto, restando 22,4 g de cal
viva, quanto dióxido de carbono é formado?
(Nota: neste exemplo é novamente usado o grama, abreviação g, uma unidade
de massa.
Solução: A lei da conservação da massa para uma reação química. calcário cal
viva + dióxido de carbono nos diz que nenhuma variação ocorre na massa
total. Isto significa que a massa do calcário decomposto é igual à soma das
massas dos dois produtos. Assim, podemos escrever:
massacalcário = massacal viva + massadióxido de carbono
massadióxido de carbono = massacalcário – massacal viva
= 40,0 g - 22,4 g
= 17,6 g de dióxido de carbono
Lei de Proust- Quase na mesma época de Lavoisier, Joseph Louis Proust,
efetuando também uma grande série de pesagens em inúmeras experiências,
chegou à seguinte conclusão:
Uma determinada substância composta é formada por substâncias mais
simples, unidas sempre na mesma proporção em massa.
Exemplo: Os elementos magnésio (Mg) e bromo (Br) combinam-separa formar
o composto brometo de magnésio. Em um experimento, 6,00g de Mg foram
misturados com 35,0g de Br. Após a reação observou-se que, embora todo o
Br tenha reagido, 0,70g de Mg permaneceu em excesso. Qual é a composição
percentual, em massa, do brometo de magnésio?
Massa do bromo usada = 35,0g
Massa do magnésio usada = 6,00g – 0,70g = 5,30g
Massa do composto formado = 35,0g + 5,30g = 40,3g
=13,2%
As duas leis enunciadas — a de Lavoisier e a de Proust — são denominadas
leis ponderais, porque falam em massa das substâncias envolvidas. São leis
importantíssimas, pois marcam o início (nascimento) da Química como
ciência.
Radiotividade
Em 1896, o cientista francês Henri Becquerel descobriu que o elemento
químico urânio emitia radiações semelhantes, em certos aspectos, aos raios
X. Esse fenômeno passou a ser conhecido como radioatividade.
Posteriormente, o casal Curie descobriu radioatividade ainda mais forte nos
elementos químicos polônio e rádio. Em 1898, Ernest Rutherford verificou
que algumas emissões radioativas se subdividiam, quando submetidas a um
campo elétrico:
Desconfiou-se então de que as radiações α seriam formadas por partículas
positivas (pois são atraídas pelo pólo negativo) e mais pesadas (pois desviam
menos); as partículas β seriam partículas negativas e mais le- ves, e as
radiações γ não teriam massa (o que só foi explicado mais tarde). Refletindo
sobre esse fenômeno, podemos con- cluir o seguinte: se a matéria é
eletricamente neutra, seus átomos são, obrigatoriamente, neutros; conse-
qüentemente, a saída de partículas elétricas só será possível se esses átomos
estiverem sofrendo alguma divisão. Note que reaparece aqui a idéia da divisi-
bilidade do átomo e a da natureza elétrica da matéria (ou seja, a relação entre
matéria e energia). Atualmente a radioatividade é muito usada em vá- rios
ramos da atividade humana. Emmedicina,porexem- plo, materiais radioativos
são usados na detecção de doenças do coração, da tireóide, do cérebro etc, e
tam- bém em certos tratamentos, especialmente do câncer.
Ensaio de Rutherford
Acompanhando a figura acima, vemos então que um pedaço do metal polônio
emite um feixe de partículas α , que atravessa uma lâmina finíssima de ouro.
Rutherford obser- vou, então, que a maior parte das partículas α atravessava a
lâmina de ouro como se esta fosse uma peneira; apenas algumas partícu- las
desviavam ou até mesmo retrocediam. Como explicar esse fato?
Rutherford viu-se obrigado a admitir que a lâmina de ouro não era constituída
de átomos maciços e justapostos, como pensaram Dalton e Thomson. Ao
contrário, ela seria formada por núcleos pequenos, densos e positivos,
dispersos em grandes espaços vazios, como esquematizados a seguir:
O MODELO ATÔMICO DE RUTHERFORD-BOHR
O modelo atômico de Rutherford, que descrevemos nas páginas anteriores, foi
um grande passo para a compreensão da estrutura interna do átomo. Mas esse
modelo tinha algumas deficiências. De fato,Rutherford foi obrigado a admitir
que os electrons giravam ao redor do núcleo,pois,semmovimento,os elétrons
(que são negativos) seriam atraídos pelo núcleo (que é positivo);
conseqüentemente, iriam de encontro ao núcleo, e o átomo se “desmontaria”—
mas essa ocorrência nunca foi observada.
O cientista dinamarquês Niels Bohr aprimorou, em 1913, o modelo atômico de
Rutherford, utili- zando a teoria de Max Planck. Em 1900, Planck já havia
admitido a hipótese de que a energia não seria emitida de modo contínuo,
masem “pacotes”. A cada “pacote de energia” foi dado o nome de quantum.
Surgiram, assim, os chamados postulados de Bohr: •o s elétrons se movem ao
redor do núcleo em um número limitado de órbitas bem definidas, que são
denominadas órbitas estacionárias; • movendo-se em uma órbita estacionária,
o elétron não emite nem absorve energia; • ao saltar de uma órbita
estacionária para outra, o elétron emite ou absorve uma quantidade bem
definida de energia, chamada quantum de energia (em latim, o plural de
quantum é quanta).
Acompanhando a figura anterior, verifique que: quan- do o electron
volta da órbita número 4 para a de número1, ele emite luz de cor azul;
da 3 para a 1, produz luz verde; e, da 2 para a 1, produz luz vermelha.
É fácil entender que átomos maiores,tendomaiornú- mero de elétrons,
darão também maior número de raias espectrais; além disso, quando o
element químico é aque- cido a temperaturas mais altas (isto é, recebe
mais ener- gia),onúmerode“saltoseletrônicos”e,conseqüentemen - te, o
número de raias espectrais também aumenta; no limite as raias se
“juntam” e formam um espectro contínuo, como o produzido pela luz
solar ou pelo filamento de tungstênio de uma lâmpada incandescente,
quando acesa. Assim, ao modelo atômico de Rutherford, corrigido pelas
ponderações de Bohr, foi dado o nome de modelo atômico de
Rutherford-Bohr (1913).
Número Atómico
A identificação de coisas e pessoas por meio de números é muito comum em
nosso cotidiano. Os automóveis são identificados pelo número da placa (ou do
motor, ou do chassi). As pessoas são identificadas pelo BI (Bilhete de
identidade), ou pelo número do NUIT. O número de prótons, de nêutrons e de
elétrons constitui dado importante para identificar um átomo. Por isso, vamos
definir alguns conceitos que estão diretamente relacionados a esses números.
Número atomico
Número atômico ( Z ) é o número de prótons existentes no núcleo de um
átomo.
Num átomo normal, cuja carga elétrica é zero, o número de protons é igual ao
número de elétrons. Quando se diz que o átomo de sódio (Na) tem número
atomic 11, isso quer dizer que, no núcleo desse átomo, existem 11 prótons e,
conseqüentemente, existem 11 elétrons na eletrosfera.
Número de massa
Número de massa ( A ) é a soma do número de prótons ( Z ) e de nêutrons ( N )
existen- tes num átomo.
Portanto:
A=Z+N
É o número de massa que nos informa se um átomo tem massa maior do que
outro átomo. Isso é lógico, pois apenas os prótons e nêutrons tem massa
significativa, uma vez que a massa dos elétrons é desprezível, se comparada à
dessas duas partículas. Vejamos o exemplo: o átomo de sódio tem 11 prótons,
12 nêutrons e 11 elétrons. Temos, então, para o elemento químico sódio:
• número atômico: Z = 11 (número de prótons = número de elétrons = 11);
• número de nêutrons: N = 12;
• número de massa: A = Z + N = 11 + 12 = 23.
Elemento químico
Elemento químico é o conjunto de átomos com o mesmo número atômico ( Z ).
Veja que o número atômico é muito importante, pois identifica o elemento
químico (o que foi proposto em 1914, por Moseley). Assim, quando falamos no
elemento químico sódio, estamos falando dos átomos com número atômico 11.
Outros exemplos:
• o número atômico 17 identifica os átomos de cloro;
• o número atômico 26 identifica os átomos de ferro; etc.
A notação geral de um átomo é:
IOES
Os íons estão sempre presentes em nosso dia-a-dia. Um perfeito equilíbrio
entre os íons Na" e K " , por exemplo, é fundamental para o funcionamento das
células de nosso organismo. Ao colocarmos sal (cloreto de sódio) em nossos
alimentos, estamos na verdade colocando íons Na+ e Cl-.
Isótopos, isóbaros e isótonos
Examinando o número atômico ( Z ), o número de nêutrons ( N ) e o número de
massa ( A ) de diferentes átomos, podemos encontrar conjuntos de átomos
com um ou outro número igual. A partir daí surgiram alguns novos conceitos
que agora passamos a definir:
Isótopos são átomos com mesmo número de prótons ( Z ) e diferente número
de massa ( A ).
Conclui-se, facilmente, que os isótopos são átomos do mesmo elemento
químico que possuem diferentes números de nêutrons, resultando daí
números de massa diferentes. Exemplos: