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Princípios do Direito Processual Penal

PERICIA E INVESTIGAÇÃO

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Processual Penal – Os Meios de Obtenção e

Produção de Provas
Interpretação e integração da lei processual penal
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qualquer hora e lugar. Na versão impressa, porém, alguns conteúdos interativos ficam desabilitados. Por essa razão, fique atento: sempre
que possível, opte pela versão digital. Bons estudos!

Nesta webaula, vamos conhecer os princípios gerais do direito processual penal, as regras referentes à aplicação
da lei processual penal no tempo e espaço e as formas de interpretação e integração do sistema processual penal.

Princípios gerais do direito processual penal


É importante destacar o princípio da vedação à autoincriminação, que envolve o direito de permanecer em
silêncio, e o da vedação da autoridade policial, que determina a prática de um comportamento ativo do acusado
que possa contribuir para a autoincriminação e a impossibilidade de produção de provas invasivas.

Saiba mais
Relacionado ao princípio da vedação à autoincriminação, é importante citar o Recurso Extraordinário nº
973.837/MG, que se encontra pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Ele diz respeito à produção de provas invasivas com a criação do banco de dados com perfil genético de
DNA de agentes condenados por crimes dolosos, violência contra a pessoa ou crimes hediondos,
prevista no art. 9º-A da Lei nº 7.210/84. Com as modificações promovidas pela Lei nº 13.964/19 e o direito de
permanecer em silêncio, o princípio da vedação da autoridade policial determina a prática de um
comportamento ativo do acusado que possa contribuir para a autoincriminação e a impossibilidade de
produção de provas invasivas.
Especificamente em relação às provas invasivas, temos a colheita de material genético no corpo do acusado
sem o seu consentimento, o que violaria o princípio supracitado, não havendo qualquer óbice à colheita
consentida pelo agente ou em objetos externos ao seu corpo.

Princípio da publicidade
O princípio da publicidade determina que, em regra, os processos sejam públicos. Entretanto, em situações
específicas, em defesa da intimidade ou quando o interesse social exigir, é possível a sua mitigação, tornando o
processo sigiloso, porém acessível pelas partes.

Princípio da vedação às provas ilícitas


O princípio da vedação às provas ilícitas e às derivadas das ilícitas determina que tais provas não poderão ser
usadas nos processos criminais, devendo ser desentranhadas.

Princípio do juiz natural


Por fim, o princípio do juiz natural prevê o direito do acusado de ser processado pela autoridade competente,
sendo vedada a criação de tribunais ou juízos de exceção, criados para atuarem de modo específico, após os fatos,
para apreciarem determinados casos.
Lei processual penal
Lei processual penal no espaço
Sobre a lei processual penal no espaço, é importante destacar que a sua aplicação deve ocorrer apenas no âmbito
do território brasileiro, não havendo possiblidade de extraterritorialidade.
Todavia, em situações excepcionais, não será aplicada a lei processual brasileira no território brasileiro, como nos
casos em que houver convenções internacionais e regras de direito internacional ou nos processos de
competência da justiça militar e eleitoral.

Lei processual penal no tempo


Sobre a lei processual penal no tempo, destaca-se que a sua aplicação é imediata, inclusive, em processos que
apurem crimes praticados antes do início de sua vigência, respeitando-se o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.

Retroatividade da lei processual penal


Em relação à retroatividade da lei processual penal, é importante a distinção entre normas puramente
processuais e normas processuais híbridas. Quanto às primeiras, não há que se falar em retroatividade, ainda
que benéfica, contudo, em relação às segundas, por possuírem caráter híbrido, ou seja, caráter processual penal e
penal, é possível a sua retroatividade quando for benéfica ao acusado.

Pesquise mais
Para você aprofundar seus estudos sobre a lei processual no tempo e espaço, bem como as regras para
interpretação e integração do direito processual penal, é importante a leitura do Capítulo 1, páginas 27 a 35,
do livro Código de Processo Penal comentado, do autor Guilherme de Souza Nucci.
NUCCI, G. de S. Código de Processo Penal Comentado. 20. ed. Rio de Janeiro, RJ: Forense, 2021.

Interpretação da lei processual penal


Sobre a intepretação da lei processual penal, ela pode ser dividida em relação ao sujeito, sendo: autêntica,
doutrinária ou jurisprudencial; quantos aos meios, sendo: gramatical, sistemática, teleológica, histórica ou
progressiva; quanto aos resultados, sendo declaratória, extensiva, restritiva ou analógica.
Por fim, como método de integração do sistema, o Código de Processo Penal admite a possiblidade de utilização
da analogia, seja de forma prejudicial ou benéfica ao acusado, uma vez que não trata de normas incriminadoras e
a utilização em caráter subsidiário do Código de Processo Civil.
Nesta webaula, você pôde conhecer os princípios gerais do direito processual penal, as regras referentes à
aplicação da lei processual penal no tempo e espaço e as formas de interpretação e integração do sistema
processual penal.

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