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Mapa de Risco e Segurança no Trabalho

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C.I.P.A.
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

APOSTILA 4

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SUMÁRIO

20. MAPA DE RISCO ..............................................................................................................

20.1. Riscos físicos ...........................................................................................


[Link]ído .......................................................................................
[Link]ção ......................................................................................
[Link]ções ...........................................................................................
[Link] ..................................................................................................
[Link]
..................................................................................................................
[Link]ões Anormais ..................................................................................
[Link] ...............................................................................................

20.2. Riscos químicos ................................................................................................


20.3. 20.2.1. Poeiras..........................................................................................
20.2.2. Fumos ..........................................................................................................................
20.2.3. Nevoas.........................................................................................................................
20.2.4. Gases ..........................................................................................................................
20.2.5. Vapores .......................................................................................................................

20.4. Riscos biológicos ..............................................................................

20.5. Riscos ergonômicos ................................................................................

20.6. Riscos mecânicos ou de acidentes .............................................................

20.7. Como Elaborar o Mapa de Riscos ......................................................

21. CAMPANHAS DE SEGURANÇA ......................................................................................

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20 MAPA DE RISCO

Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos


locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à saúde e a integridade física dos
trabalhadores. Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de
trabalho (materiais, equipamentos, instalações, suprimentos e espaços de trabalho) e
a forma de organização do trabalho (arranjo físico, ritmo de trabalho, método de
trabalho, postura de trabalho, jornada de trabalho, turnos de trabalho, treinamento,
etc.)

O mapa é um levantamento dos pontos de risco nos diferentes setores das empresas.
Trata-se de identificar situações e locais potencialmente perigosos.

A partir de uma planta baixa de cada seção são levantados todos os tipos de riscos,
classificando-os por grau de perigo: pequeno, médio e grande.

Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho, verde,
marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico, físico,
biológico, ergonômico e mecânico ou de acidentes.

A idéia é que os funcionários de uma seção façam a seleção apontando aos cipeiros
os principais problemas da respectiva unidade. Na planta da seção, exatamente no
local onde se encontra o risco (uma máquina, por exemplo) deve ser colocado o círculo
no tamanho avaliado pela CIPA e na cor correspondente ao grau de risco.

O mapa deve ser colocado em um local visível para alertar aos trabalhadores sobre
os perigos existentes naquela área. Os riscos serão simbolizados por círculos de três
tamanhos distintos: pequeno, com diâmetro de 2,5 cm; médio, com diâmetro de 5 cm;
e grande, com diâmetro de 10 cm.

Quando num mesmo local houver incidência de mais de um risco de igual gravidade,
utiliza-se o mesmo circulo, dividindo-o em partes, pintando-as com cor correspondente
ao risco.

Dentro dos círculos deverão ser anotados o numero de trabalhadores expostos ao


risco e o nome do risco.

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Cores usadas no Mapa de Risco e Tabela de Gravidade

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20.1 Riscos Físicos

Cor Verde: São considerados riscos físicos: ruídos; calor; vibrações; pressões
anormais; radiações; umidade.

20.1.1 Ruídos

As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem


atingir níveis excessivos, podendo a curto, médio e longo prazo provocar sérios
prejuízos à saúde.

Dependendo do tempo de exposição, nível sonoro e da sensibilidade individual, as


alterações danosas poderão manifestar-se imediatamente ou gradualmente.

Quanto maior o nível de ruído, menor deverá ser o tempo de exposição ocupacional.

Conseqüências:

O ruído age diretamente sobre o sistema nervoso, ocasionando


− fadiga nervosa;
− alterações mentais: perda de memória, irritabilidade, dificuldade em coordenar
idéias;
− hipertensão;
− modificação do ritmo cardíaco;
− modificação do calibre dos vasos sanguíneos;
− modificação do ritmo respiratório;
− perturbações gastrointestinais;
− diminuição da visão noturna; −
dificuldade na percepção de cores.
− Além destas conseqüências, o ruído atinge também o aparelho auditivo causando a
perda temporária ou definitiva da audição.

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Medidas de controle

Para evitar ou diminuir os danos provocados pelo ruído no local de trabalho, podem
ser adotadas as seguintes medidas:

− Medidas de proteção coletiva: enclausuramento da máquina produtora de ruído;


isolamento de ruído.
− Medida de proteção individual: fornecimento de equipamento de proteção individual
(EPI) (no caso, protetor auricular). O EPI deve ser fornecido na impossibilidade de
eliminar o ruído ou como medida complementar.
− Medidas médicas: exames audiométricos periódicos, afastamento do local de
trabalho, revezamento.
− Medidas educacionais: orientação para o uso correto do EPI, campanha de
conscientização.
− Medidas administrativas: tornar obrigatório o uso do EPI: controlar seu uso.

20.1.2. Vibrações

Na indústria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações,


as quais podem ser nocivas ao trabalhador.

As vibrações podem ser:

Localizadas - (em certas partes do corpo) . São provocadas por ferramentas manuais,
elétricas e pneumáticas. Conseqüências de alterações neurovasculares nas mãos,
problemas nas articulações das mãos e braços; osteoporose (perda de substância
óssea).

Generalizadas - (ou do corpo inteiro) . As lesões ocorrem com os operadores de


grandes máquinas, como os motoristas de caminhões, ônibus e tratores.
Conseqüências: Lesões na coluna vertebral; dores lombares.

Medidas de controle: Para evitar ou diminuir as conseqüências das vibrações é


recomendado o revezamento dos trabalhadores expostos aos riscos (menor tempo
de exposição).

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20.1.3 Radiações

São formas de energia que se transmitem por ondas eletromagnéticas. A absorção


das radiações pelo organismo é responsável pelo aparecimento de diversas lesões.
Podem ser classificadas em dois grupos:

Radiações ionizantes:

Os operadores de raios-X e radioterapia estão freqüentemente expostos a esse tipo


de radiação, que pode afetar o organismo ou se manifestar nos descendentes das
pessoas expostas.

Radiações não ionizantes:

São radiações não ionizantes a radiação infravermelha, proveniente de operação em


fornos, ou de solda oxiacetilênica, radiação ultravioleta como a gerada por operações
em solda elétrica, ou ainda raios laser, microondas, etc.

Seus efeitos são perturbações visuais (conjuntivites, cataratas), queimaduras, lesões


na pele, etc.

Medidas de controle:

− Medidas de proteção coletiva: isolamento da fonte de radiação (ex: biombo protetor


para operação em solda), enclausuramento da fonte de radiação (ex:
pisos e paredes revestidas de chumbo em salas de raios-X).
− Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI adequado ao risco (ex: avental,
luva, perneira e mangote de raspa para soldador , óculos para operadores de
forno).
− Medida administrativa: (ex: dosímetro de bolso para técnicos de raios-X).
− Medida médica: exames periódicos.

20.1.4 Calor

− Altas temperaturas podem provocar:

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− desidratação;
− erupção da pele;
− câimbras;
− fadiga física;
− distúrbios psiconeuróticos; −
problemas cardiocirculatórios; −
insolação.

20.1.5 Frio

− Baixas temperaturas podem provocar:


− feridas;
− rachaduras e necrose na pele;
− enregelamento: ficar congelado;
− agravamento de doenças reumáticas;
− predisposição para acidentes;
− predisposição para doenças das vias respiratórias.

Medidas de controle:

− Medidas de proteção coletiva: ventilação local exautora com a função de retirar o


calor e gases dos ambientes, isolamento das fontes de calor/frio.

− Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI (ex: avental, bota, capuz, luvas
especiais para trabalhar no frio).

20.1.6 Pressões anormais

Há uma série de atividades em que os trabalhadores ficam sujeitos a pressões


ambientais acima ou abaixo das pressões normais, isto é, da pressão atmosférica a
que normalmente estamos expostos.

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Baixas pressões: são as que se situam abaixo da pressão atmosférica normal e


ocorrem com trabalhadores que realizam tarefas em grandes altitudes. No Brasil, são
raros os trabalhadores expostos a este risco.

Altas pressões: são as que se situam acima da pressão atmosférica normal. Ocorrem
em trabalhos realizados em tubulações de ar comprimido, máquinas de perfuração,
caixões pneumáticos e trabalhos executados por mergulhadores. Ex: caixões
pneumáticos, compartimentos estanques instalados nos fundos dos mares, rios, e
represas onde é injetado ar comprimido que expulsa a água do interior do caixão,
possibilitando o trabalho. São usados na construção de pontes e barragens.

Conseqüências:

− ruptura do tímpano quando o aumento de pressão for brusco; −


liberação de nitrogênio nos tecidos e vasos sanguíneos e morte.

Medidas de controle

Por ser uma atividade de alto risco, exige legislação específica (NR-15) a ser
obedecida.

20.1.7 Umidade

As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com


umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, são
situações insalubres e devem ter a atenção dos prevencionistas por meio de
verificações realizadas nesses locais para estudar a implantação de medida de
controle.

Conseqüências:

− doenças do aparelho respiratório;


− quedas;
− doenças de pele; −
doenças circulatórias.

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Medidas de controle:

− Medidas de proteção coletiva: estudo de modificações no processo do trabalho,


colocação de estrados de madeira, ralos para escoamento.

− Medidas de proteção individual: fornecimento do EPI (ex: luva de borracha, bota de


borracha, aventa para trabalhadores em galvanoplastia, cozinha, limpeza etc.).

20.2 Riscos químicos

Cor Vermelha

Os riscos químicos presentes nos locais de trabalho são encontrados na forma sólida,
líquida e gasosa e classificam-se em: poeiras, fumos, névoas, gases, vapores,
neblinas e substâncias, compostos e produtos químicos em geral.

Poeiras, fumos, névoas, gases e vapores estão dispersos no ar (aerodispersóides).

20.2.1. Poeiras

São partículas sólidas geradas mecanicamente por ruptura de partículas maiores. As


poeiras são classificadas em:

— Poeiras minerais
Ex: sílica, asbesto, carvão mineral.
Conseqüências: silicose (quartzo), asbestose (amianto), pneumoconiose dos minérios
de carvão (mineral).

— Poeiras vegetais
Ex: algodão, bagaço de cana-de-açúcar.
Conseqüências: bissinose (algodão), bagaçose (cana-de-açúcar) etc.

— Poeiras alcalinas
Ex: calcário

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Conseqüências: doenças pulmonares obstrutivas crônicas, enfisema pulmonar.

— Poeiras incômodas
Conseqüências: interação com outros agentes nocivos presentes no ambiente de
trabalho, potencializando sua nocividade.

20.2.2. Fumos

Partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos. Ex: fumos de


óxido de zinco nas operações de soldagem com ferro.

Conseqüências: doença pulmonar obstrutiva, febre de fumos metálicos, intoxicação


específica de acordo com o metal.

20.2.3 Névoas

Partículas líquidas resultantes da condensação de vapores ou da dispersão mecânica


de líquidos. Ex: névoa resultante do processo de pintura a revólver, monóxido de
carbono liberado pelos escapamentos dos carros.

20.2.4 Gases

Estado natural das substâncias nas condições usuais de temperatura e pressão. Ex:
GLP, hidrogênio, ácido nítrico, butano, etc.

20.2.5 Vapores

São dispersões de moléculas no ar que podem condensar-se para formar líquidos ou


sólidos em condições normais de temperatura e pressão. Ex: nafta, gasolina, naftalina,
etc. Névoas, gases e vapores podem ser classificados em: — Irritantes: irritação das
vias aéreas [Link]: ácido clorídrico, ácido sulfúrico, soda cáustica, cloro, etc.
— Asfixiantes: dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e morte. Ex:
hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de
carbono, etc. — Anestésicos: (a maioria solventes orgânicos). Ação depressiva sobre
o sistema nervoso, danos aos diversos órgãos, ao sistema formador de sangue
(benzeno), etc.— Ex: butano, propano, aldeídos, cetonas, cloreto de carbono,
tricloroetileno, benzeno, tolueno, álcoois, percloritileno, xileno, etc.

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Vias de penetração dos agentes químicos

— Via cutânea (pele); —


Via digestiva (boca); —
Via respiratória (nariz).

A penetração dos agentes químicos no organismo depende de sua forma de utilização.

Fatores que influenciam a toxicidade dos contaminantes ambientais:

Para avaliar o potencial tóxico das substâncias químicas, alguns fatores devem
ser levados em consideração:

− Concentração: quanto maior a concentração, mais rapidamente seus efeitos


nocivos manifestar-se-ão no organismo;

− Índice respiratório: representa a quantidade de ar inalado pelo trabalhador durante


a jornada de trabalho;

− Sensibilidade individual: o nível de resistência varia de indivíduo para indivíduo;

− Toxicidade: é o potencial tóxico da substância no organismo;

− Tempo de exposição: é o tempo que o organismo fica exposto ao contaminante.

Medidas de controle

As medidas sugeridas abaixo pretendem dar apenas uma idéia do que pode ser
adotado, pois existe uma grande quantidade de produtos químicos em uso e as
medidas de proteção devem ser adaptadas a cada tipo.

Medidas de proteção coletiva

Ventilação e exaustão do ponto de operação, substituição do produto químico utilizado


por outro menos tóxico, redução do tempo de exposição, estudo de alteração de
processo de trabalho, conscientização dos riscos no ambiente.

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Medidas de proteção individual

Fornecimento do EPI como medida complementar (ex: máscara de proteção


respiratória para poeira, para gases e fumos; luvas de borracha, luvas neoprene, para
trabalhos com produtos químicos, afastamento do local de trabalho.

20.3 Riscos biológicos

Cor Marron

São considerados riscos biológicos: vírus, bactérias, parasitas, protozoários, fungos e


bacilos, entre outros.

Os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que, em contato com o


homem, podem provocar inúmeras doenças. Muitas atividades profissionais
favorecem o contato com tais riscos. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais,
limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios, etc.

Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por microorganismos incluemse:


tuberculose, brucelose, malária, febre amarela.

Para que essas doenças possam ser consideradas doenças profissionais é preciso
que haja exposição do funcionário a estes microorganismos.

São necessárias medidas preventivas para que as condições de higiene e segurança


nos diversos setores de trabalho sejam adequadas.

Medidas de controle

As mais comuns são: saneamento básico (água e esgoto), controle médico


permanente, uso de EPI, higiene rigorosa nos locais de trabalho, hábitos de higiene
pessoal, uso de roupas adequadas, vacinação, treinamento, sistema de
ventilação/exaustão.

Para que uma substância seja nociva ao homem, é necessário que ela entre
em contato com seu corpo. Existem diferentes vias de penetração no organismo
humano, com relação à ação dos riscos biológicos: — Cutânea: ex: a leptospirose é
adquirida pelo contato com águas contaminadas pela urina do rato; Digestiva: ex:

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ingestão de alimentos deteriorados; —Respiratória: ex: a pneumonia é transmitida pela


aspiração de ar contaminado.

20.4 Riscos ergonômicos

Cor Amarela

São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de peso, postura


inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em
período noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e repetitividade,
imposição de rotina intensa.

A ergonomia ou engenharia humana é uma ciência relativamente recente que estuda


as relações entre o homem e seu ambiente de trabalho.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define a ergonomia como " a aplicação


das ciências biológicas humanas em conjunto com os recursos e técnicas da
engenharia para alcançar o ajustamento mútuo, ideal entre o homem e o seu trabalho,
e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem-estar no
trabalho".

Conseqüências

Os riscos ergonômicos podem gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos e provocar


sérios danos à saúde do trabalhador porque produzem alterações no organismo e no
estado emocional, comprometendo sua produtividade, saúde e segurança, tais como:
cansaço físico, dores musculares, hipertensão arterial, alteração do sono, diabetes,
doenças nervosas, taquicardia, doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera),
tensão, ansiedade, problemas de coluna, etc.

Medidas de controle

Para evitar que estes riscos comprometam as atividades e a saúde do trabalhador, é


necessário um ajuste entre as condições de trabalho e o homem sob os aspectos de
praticidade, conforto físico e psíquico por meio de: melhoria no processo de trabalho,
melhores condições no local de trabalho, modernização de máquinas e equipamentos,
melhoria no relacionamento entre as pessoas, alteração no ritmo de trabalho,
ferramentas adequadas, postura adequada, etc.

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20.5 Riscos mecânicos ou de acidentes

Cor Azul

São considerados como riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente;


máquinas e equipamentos sem proteção; ferramentas inadequadas; ou defeituosas;
eletricidade; incêndio ou explosão; animais peçonhentos; armazenamento
inadequado, luminosidade inadequada.

Arranjo físico deficiente

É resultante de: prédios com área insuficiente; localização imprópria de máquinas e


equipamentos; má arrumação e limpeza; sinalização incorreta ou inexistente; pisos
fracos e/ou irregulares.

Máquinas e equipamentos sem proteção

Máquinas obsoletas; máquinas sem proteção em pontos de transmissão e de


operação; comando de liga/desliga fora do alcance do operador; máquinas e
equipamentos com defeitos ou inadequados; EPI inadequado ou não fornecido.

Ferramentas inadequadas ou defeituosas

Ferramentas usadas de forma incorreta; falta de fornecimento de ferramentas


adequadas; falta de manutenção.

Eletricidade

Instalação elétrica imprópria, com defeito ou exposta; fios desencapados; falta de


aterramento elétrico; falta de manutenção.

Incêndio ou explosão

Armazenamento inadequado de inflamáveis e/ou gases; manipulação e transporte


inadequado de produtos inflamáveis e perigosos; sobrecarga em rede elétrica; falta de
sinalização; falta de equipamentos de combate ou equipamentos defeituosos.

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20.6 Como elaborar o mapa de risco

A inspeção de segurança deve ser feita pela CIPA para levantamento dos dados
necessários. A busca da localização, identificação e a avaliação da gravidade dos
riscos deve passar pela consulta e dialogo com as pessoas que trabalham com os
produtos químicos, maquinas, ferramentas, sistemas, organizações, etc.

Neste contato procura-se fazer um diagnostico da maneira como os trabalhadores


convivem com o meio que cerca.

No caso das empresas de construção, o mapa de riscos do estabelecimento deve ser


realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um
fato novo venha modificar a situação de riscos estabelecida.

Em uma empresa metalúrgica, os riscos dependerão dos processos de produção, das


tecnologias e métodos de trabalho.

Depois de discutido e aprovado pela CIPA, o mapa de riscos completo ou setorial deve
ser afixado no setor mapeado, em local visível e de fácil acesso para os trabalhadores
e visitantes.

As etapas da elaboração do mapa de risco são:

Levantamento dos dados do processo de trabalho: Numero de funcionários que


trabalham no setor, sexo do entrevistado, jornada de trabalho, se já recebeu
treinamento para função e se já recebeu treinamento em segurança, avaliação do
ambiente de trabalho, das atividades desenvolvidas e do ambiente de trabalho;

Identificação dos riscos existentes;

Identificação das medidas de proteção e se elas são eficientes: EPIs, EPCs, estado
de higiene e conforto dos banheiros, vestiários, bebedouros, refeitório e áreas de lazer;

Identificação dos problemas de saúde: Queixas mais freqüentes entre trabalhadores


expostos aos mesmos riscos, acidentes de trabalhos ocorridos e as doenças
ocupacionais registradas no setor.

Analise dos levantamentos de riscos realizados. Em resumo:

1º) PASSO:

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Conhecer os setores/seções da empresa: O que é e como produz. Para quem e quanto


produz (direito de saber);

2º) PASSO:

Fazer o fluxograma (desenho de todos os setores da empresa e das etapas de


produção);

3º) PASSO:

Listar todas as matérias-primas e os demais insumos (equipamentos, tipo de


alimentação das máquinas etc.) envolvidos no processo produtivo.

4º) PASSO:

Listar todos os riscos existentes, setor por setor, etapa por etapa (se forem muitos,
priorize aqueles que os trabalhadores mais se queixam, aqueles que geram até
doenças ocupacionais ou do trabalho comprovadas ou não, ou que haja suspeitas).
Julgar importante qualquer informação do trabalhador.

21 CAMPANHAS DE SEGURANÇA

Com muita freqüência recebemos pedidos de ajuda de colegas que querem que
enviemos para eles uma “campanha de segurança”.

Quando isso ocorre temos a oportunidade de explicar que na verdade as coisas não
são bem assim e que uma campanha é algo a ser desenvolvido para fazer frente a
alguma situação bastante especifica e que por isso mesmo deve ser também
especifica.

A palavra campanha tem sua origem no latim e quer dizer acampamento de tropas,
campo de batalha, batalha; conjunto de operações militares; lida, esforço para se
conseguir alguma coisa. Com certeza e deste ultimo significado que surge a idéia que
temos de campanha. Na verdade quando falamos de campanha pensamos no
conjunto de esforços para informar pessoas, mudar comportamentos e a partir disso
obtermos alguma [Link] boa campanha começa sempre da identificação de
um problema. Quando falamos em identificação não estamos dizendo apenas saber
que ele existe mas muito mais do que isso de entender sua natureza e a extensão das
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causas que levam ao mesmo. Muitas campanhas na área da prevenção não atingem
seus objetivos porque simplesmente não tem por si a capacidade de fazer frente à
situação para a qual foi destinada. Um exemplo claro disso e uma campanha para uso
do EPI sem levarmos em conta que a recusa por parte dos trabalhadores tinha uma
justificativa – os EPI ali em uso tem problemas de qualidade e por isso são
desconfortáveis. Neste caso – no processo prévio de identificação do problema era
preciso ter percebido o verdadeiro problema e corrigido para depois realizar uma
campanha motivando o uso. É preciso entender que as campanhas não fazem
mágicas.

Nos prevencionistas brasileiros usamos poucas as campanhas. Na maioria das


organizações elas ficam restritas a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do
Trabalho – SIPAT e mesmo esta vem sendo desvirtuada muitas vezes pela perda de
foco. Em muitas SIPAT não há nem mesmo uma pesquisa de assuntos junto aos
trabalhadores para saber quais temas são do interesse do mesmos. Isso sem falar
nas SIPAT onde os temas são tão complexos que servem apenas para cumprir a
legislação sem ter qualquer utilidade para a grande massa. Há erros também na idéia
de que para se fazer uma SIPAT há modelos pré estabelecidos e que assim não
podemos inovar.

Deveríamos realizar mais campanhas sobre os diversos assuntos cuja resolução


dependem direta ou indiretamente da conscientização dos trabalhadores – no entanto
para que elas não caiam no vazio e no descrédito – sempre analisar antes se também
estamos tomando ao mesmo tempo as demais ações para que o problema seja
resolvido. De nada adiante por exemplo planejar e iniciar uma grande campanha para
melhorar a limpeza se não tivermos o cuidado de ao menos providenciarmos lixeiras
para os locais de trabalho.

No planejamento de cada SESMT, cada CIPA a inserção de campanhas é algo muito


importante. Muitas esperam que problemas surjam para então pensar em reagir diante
dele quando muitas vezes poderíamos trabalhar de forma pro ativa. Assim mesmo em
organizações aonde o uso do EPI vem se mostrando estável porque não pelo menos
uma vez por ano realizar uma bela campanha sobre a importância da manutenção do
uso? Não seria isso a prevenção da prevenção?

No mais a desculpa de que “campanhas” custa caro nada mais é do que a


demonstração do desconhecimento sobre o assunto. Tanto como para a SIPAT como
para as campanhas repetimos que não há um modelo único. Podemos e em muitas
organizações isso é feito – fazer campanhas com recursos mínimos e próprios –
conforme nossa realidade e disponibilidade de recursos.

Basicamente devemos pensar e planejar levando em conta:

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• Que problema temos?


• Quais as causas que levam ao problema?
• Quais destas causas estão associadas à falta de informação?
• Que tipo e quantidade de informação são necessárias?
• Em qual publico está a deficiência de informações?
• Qual a linguagem ideal para atingir este publico?
• Que meios podemos usar para atingir este publico?
• Quanto tempo parece ser necessário para isso?
• Como avaliaremos o entendimento das pessoas sobre isso?

Assim, voltando ao exemplo dado anteriormente se temos um problema de


recusa ao uso do EPI primeiro faremos uma ampla analise sobre o que leva a este
problema – deixando de lado a certeza que muitos temos que os trabalhadores não
usam pura e simplesmente. Conhecidas as causas passaremos a cuidar de todas e
apenas daremos inicio a qualquer tipo de planejamento de campanha quando
notarmos que é o momento de motivar as pessoas para algo que seja real e
verdadeiro. Lembremos que realizar uma campanha sem levar isso em conta conduz
ao descrédito.

Para o planejamento é preciso ter muito bom senso. Isso passa pelo reconhecimento
dos clientes para a campanha, ou seja o tipo de população a ser atingida. Sabendo
com quem desejamos falar precisamos usar então linguagem e meios adequados. Se
vamos por exemplo elaborar cartazes – que elas sejam atrativos e visem mais a
motivação da forma certa do que a proibição da forma errada – se vamos adotar
folhetos que eles tenham letras maiores e o mínimo de texto possível. Se junto a isso
vamos realizar um ciclo de palestras que elas sejam feitas em linguagem compatível
e mais do que isso em períodos curtos.

Algumas Campanhas a CIPA tem obrigatoriedade legal para desenvolver durante o


mandato, são elas: Prevenção a AIDS, Alcoolismo, Drogas e Tabagismo.

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