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Estudo da Lexicologia e Léxico Espanhol

Este documento trata sobre a lexicologia, o estudo do léxico de uma língua. Explora elementos do léxico como lexemas e morfemas, e processos como derivação, composição, siglas e abreviações. Também inclui uma breve resenha histórica sobre os antecedentes da língua espanhola na Península Ibérica desde a época prerromana até o período de Al-Ándalus.

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Estudo da Lexicologia e Léxico Espanhol

Este documento trata sobre a lexicologia, o estudo do léxico de uma língua. Explora elementos do léxico como lexemas e morfemas, e processos como derivação, composição, siglas e abreviações. Também inclui uma breve resenha histórica sobre os antecedentes da língua espanhola na Península Ibérica desde a época prerromana até o período de Al-Ándalus.

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UNIVERSIDADE NACIONAL DE SAN ANTONIO ABAD DO

CUSCO

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

ESCOLA PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO SECUNDÁRIA

LEXICOLOGIA

Trabalho acadêmico da disciplina:

Semântica e Lexicologia

Docente:

Dra. Ruth Miranda Villena, PhD

Apresentado por:

1. Chaparro Ascona Diyanira Luz

CUSCO – PERU

2023
Dedicatória

Este presente trabalho está dedicado com todo amor e carinho à nossa família, amigos e a

nós como futuros profissionais, quem nos tem oferecido um apoio incondicional no

transcurso de nossa vida universitária e fizeram com que este trabalho fosse possível, e a você

bellíssima e talentosa Dra. Ruth Miranda Villena, PhD, pela dedicação e empenho que nos

brindou em cada aula, sendo nossa guia durante nosso processo de aprendizado no curso

de Semântica e Lexicologia.

2
AGRADECIMENTO

Agradecemos à Universidade Nacional de San Antonio Abad de Cusco por nos formar ano

tras ano em sua casa de estudos, e um maior agradecimento à Dra. Ruth Miranda Villena,

Doutor, por todos os conhecimentos, ensinamentos e conselhos que nos concedeu com paciência

e empatia, também pelo tempo compartilhado durante o decorrer do semestre acadêmico

2023-I.

Atentamente: Diyanira Luz Chaparro Ascona

3
INTRODUÇÃO

A lexicologia é uma ramificação da linguística que se dedica ao estudo do léxico de

uma língua, ou seja, o conjunto de palavras que formam seu vocabulário. Através de um

análise minuciosa, a lexicologia explora a estrutura, origem, evolução e significado de

as palavras, assim como as relações que existem entre elas dentro de uma língua.

O léxico é o pilar fundamental de qualquer idioma, pois permite a

comunicação e a expressão de pensamentos, emoções e conhecimentos. A riqueza e

a diversidade de um léxico reflete a cultura, a história e a evolução de uma comunidade

linguística.

A lexicologia ocupa-se tanto das palavras que compõem o léxico básico de

uma língua, aquelas que são essenciais para a comunicação diária, como as palavras

mais especializadas e técnicas que são utilizadas em campos específicos do conhecimento.

O estudo da lexicologia é de grande relevância em diferentes âmbitos, como a

ensino e aprendizado de línguas, a tradução, a lexicografia (elaboração de

dicionários), a terminologia e a semântica, entre outros. Além disso, a lexicologia tem uma

relação estreita com a sociolinguística, uma vez que as palavras e seu uso refletem as

características sociais e culturais de uma comunidade.

Nesta monografia, será abordado em profundidade o campo da lexicologia,

explorando seus objetivos, métodos de pesquisa, principais teorias e conceitos

fundamentais. Da mesma forma, será analisado como o léxico do espanhol evoluiu até a

longo do tempo e como se relaciona com outras línguas, assim como sua influência na

comunicação e a cultura hispanofalante.

4
CONTEÚDO

LEXICOLOGIA

Lexicologia é a descrição do léxico que se ocupa das estruturas e


regularidades dentro da totalidade do léxico de um sistema individual ou de um sistema
coletivo. Se se trata apenas das irregularidades formais que se referem aos significantes
dentro do campo da lexicologia, falaremos de 'morfologia lexical' e se se trata de
regularidades nas relações do léxico com outros fatores da comunicação linguística
(especialmente com os conteúdos dos significantes), dentro do campo da
lexicologia, falaremos de 'semântica lexical'. Para todo domínio da descrição lexical.
que se concentre no estudo da descrição dos monemas e simonemas
individuais dos discursos individuais, dos discursos coletivos, dos sistemas
linguísticos individuais e dos sistemas linguísticos coletivos, reservaremos o termo
de Lexicografia ([Link] 1982: 92-93)

O estabelecimento da lexicologia como disciplina linguística independente é


relativamente recente, o que explica a escassa presença do termo em enciclopédias,
dicionários especializados, manuais e monografias sobre o estudo do significado. Sim, se
encontra, não obstante, em 1976, na Grande Enciclopédia Catalã dirigida por Joan
Carreras e Martí, onde se define como o estudo sincrônico da significação de
palavras, que são consideradas elementos interdependentes de uma estrutura de caráter
social.

1.1. Elementos formativos do léxico da língua espanhola

Lexemas:

Noam Chomsky: Este lingüista e filósofo estadunidense destaca o lexema como

um elemento central na formação de palavras, considerando-o como uma unidade léxica

independente que tem um significado básico e pode ser combinado com outros elementos

para criar novas palavras.

5
O lexema cumpre uma função formativa essencial na criação e derivação de

palavras no idioma. Em outras palavras, o lexema é a raiz que serve como base para

construir diferentes formas flexivas e derivadas.

Por exemplo, no caso do lexema "cant-" que mencionamos anteriormente,

podemos formar diversas palavras agregando diferentes afixos:

cantante (sufixo -ante): Pessoa que canta.

cantador (sufixo -ador): Pessoa que canta de maneira habitual ou profissional

(cantador).

cant-o (sufixo -o): Primeira pessoa do singular do presente do indicativo do

verbo cantar.

4) "cant-aba" (sufixo -aba): Primeira pessoa do singular do pretérito imperfeito

do verbo cantar.

Morfemas:

Ferdinand de Saussure: Este linguista suíço destaca o morfema como a unidade

mínima de significante, ou seja, o som ou conjunto de sons que representam um

significado. Saussure faz uma distinção entre morfema e fonema, sendo este último a

unidade mínima de som.

O morfema cumpre uma função formativa crucial na criação e estrutura de

palavras em uma língua. É a unidade mais pequena que tem significado na linguagem e

pode ser combinado com outros morfemas para formar palavras e expressar diferentes categorias

gramaticais e significados.

Derivação

6
A função formativa da derivação do léxico é criar palavras novas a partir

de uma raiz ou lexema, permitindo expressar nuances de significado, criar palavras de

diferentes categorias gramaticais e enriquecer o vocabulário do idioma. Ao acrescentar

sufixos ou prefixos, podem formar substantivos, adjetivos, verbos, advérbios, e estabelecer

relações de significado entre as palavras derivadas e o lexema original.

Por exemplo, em espanhol, pode-se derivar a palavra "amor" da raiz "am-".

agregando o sufixo "-or", obtendo "amor" (substantivo).

Composição

É o processo pelo qual se formam novas palavras combinando duas ou mais

lexemas. Por exemplo, "casa" + "branca" = "casablanca".

Siglas

São palavras formadas a partir das iniciais de várias palavras. Por exemplo,

"OMS" (Organização Mundial da Saúde) ou "UNESCO" (Organização das Nações Unidas)

Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Abreviaturas

São palavras formadas pela omissão de letras ou sílabas de uma palavra mais longa.

Por exemplo, "V. S." (vossa senhoria) ou "km" (quilômetro).

1.2. Referência histórica, antecedentes íbero-hispânicos e sucessivos em ordem

cronológico.

Antecedentes Íbero-Hispânicos:

7
Século VI a.C.: A Península Ibérica é habitada por diversos povos com línguas

prerromanas, como o íbero no leste, o celtíbero no centro e o celta no noroeste, assim como

outras línguas em regiões periféricas.

Língua Latina Vulgar e Romanização:

Século III a.C.: Os romanos iniciam sua conquista da Península Ibérica e estabelecem

colônias e assentamentos.

Século I a.C.: O latim, língua dos romanos, começa a influenciar as línguas pré-romanas

da península, dando lugar ao latim vulgar.

Séculos I-III d.C.: A romanização se estende por toda a península, e o latim vulgar se

consolida como a língua majoritária.

A Evolução em Direção ao Romance Primitivo:

Séculos IV-VI: Com a decadência do Império Romano, as invasões bárbaras e a queda de

a autoridade central, as línguas românicas começam a se diferenciar do latim clássico.

Séculos VI-XI: Em várias regiões da península, o romance primitivo se desenvolve a

partir do latim vulgar, com características próprias e uma evolução particular em cada território.

O Mozárabe e a Convivência de Línguas:

Séculos VIII-XI: Durante o período de Al-Ándalus, a zona sul da península é dominada

por os árabes, enquanto que em alguns enclaves cristãos do sul sobrevive o romance primitivo em

uma variedade conhecida como "mozárabe".

O Espanhol como Língua Literária:

Séculos XI-XIII: Com a Reconquista, os reinos cristãos começam a se expandir em direção ao

O castelhano, originado no norte, torna-se a língua predominante na zona central

da península.

8
Século XIII: Aparecem as primeiras amostras literárias em romance castelhano, como os

Glosas Emilianenses e as Glosas Silenses, que refletem a transição do latim para o romance.

Século XIII-XIV: As primeiras obras literárias em castelhano se consolidam, como 'El Cantar'

de Mio Cid", considerado o primeiro poema épico do idioma.

Expansão e Consolidação do Espanhol:

Século XV: A unificação política da Espanha com os Reis Católicos (Isabel de Castela e

Fernando de Aragón) contribui para a expansão e consolidação do castelhano como língua

predominante em todo o território.

Século XVI: Durante o Renascimento, o espanhol se consolida como língua literária com

autores como Garcilaso de la Vega e as obras de Cervantes.

A Língua Espanhola na América:

Século XVI: Com a chegada dos espanhóis à América, o espanhol se torna a língua

de dominação e administração nas colônias. Mistura-se com línguas indígenas, dando origem a

as variedades do espanhol americano.

Desenvolvimento e Regulação do Espanhol:

Século XVIII: A Real Academia Espanhola (RAE) foi fundada em 1713 com o objetivo de

preservar e regular o uso do espanhol, publicando sua primeira edição do "Dicionário de

Autoridades" em 1726.

Séculos XIX-XX: Com a independência das colônias americanas, o espanhol se consolida

como língua oficial em muitos países da América Latina. A RAE continua trabalhando na

regulação e atualização do idioma, publicando novas edições do "Dicionário da língua"

espanhola.

Século XXI: O espanhol se tornou uma das principais línguas do mundo, com

uma expansão significativa na América Latina e nos Estados Unidos. A tecnologia e a globalização

9
têm facilitado a difusão da língua espanhola em diferentes meios de comunicação e

plataformas digitais.

2. Procedimentos de formação de palavras em espanhol

- Derivação: É o processo pelo qual se adicionam afixos (prefixos ou

sufixos) a uma raiz ou lexema para criar uma nova palavra com um significado relacionado.

Prefixos

2. Sufixos

dez
- Parasíntesis: É um processo de formação de palavras que implica a

combinação de um prefixo e um sufixo em torno de uma raiz ou lexema. Por exemplo:

entristecer-se (de triste)

- Composição: É produzida quando duas ou mais palavras se combinam para

formar uma nova palavra com um significado específico. Pode ser uma composição

aglutinante (as palavras se unem sem mudanças) ou uma composição discotínua (se

modificam algumas partes). Por exemplo: apontador, bem-estar, lava-louças.

- Acrônimos e siglas: Consiste em formar novas palavras a partir das

iniciais de várias palavras ou de uma frase. Por exemplo: ONU (Organização das

Nações Unidas), ONG (Organização Não Governamental), OTAN (Organização do

Tratado do Atlântico Norte

- Onomatopeia: É a formação de palavras que imitam ou reproduzem sons

da realidade. Por exemplo: miau, guau, tic-tac, pum.

2.1. Empréstimo lexical

Lewandowski (1992: 271), seguindo Hjelmslev, se alinha a esta definição ao

caracterizar o empréstimo como a transferência de um signo de uma língua para outra,

conservando em geral as funções dos elementos; enriquecimento do

repertório/vocabulário de uma língua, de um dialeto ou idioleto baseado no vocabulário de

outra língua, dialeto ou idiolecto.

As palavras de empréstimo são as palavras, antigas ou novas, que são tomadas de

outra língua (em um período mais recente) e introduzidas na língua própria. Como define

Campbell (1999): Um empréstimo é um item léxico (uma palavra) que foi tomado

prestado de outra língua, uma palavra que originalmente não fazia parte do vocabulário do

língua receptora, mas que foi adotada de outra língua, e se tornou parte do

11
vocabulário da língua receptora. (Campbell 1999: 58) É necessário precisar que neste

estudo, as palavras que não se encontram no dicionário espanhol, serão ainda assim

consideradas como palavras de empréstimo. Na RAE, essas palavras são marcadas como

voz, p. ex. voz. ingl, o que é uma palavra tomada do inglês e usada no espanhol. As

palavras recém-formadas são palavras que os falantes criam através da combinação

dos morfemas de palavras herdadas ou palavras de empréstimo. As recém-formadas que

se criaram empréstimos, são consideradas neste estudo também como

palavras de empréstimo. Isso porque a palavra recém-formada vem de uma de empréstimo, e a

Às vezes é necessário mudar uma palavra para adaptá-la ao sistema na própria língua, ou seja,

adaptá-la de acordo com a pronúncia, a ortografia e a conjugação da própria língua.

Exemplos de empréstimos linguísticos na língua espanhola são:

1. Anglicismos: Palavras tomadas do inglês. Exemplos incluem "marketing".

mostrar

2. Galicismos: Palavras tomadas do francês. Exemplos incluem 'chic',

boulevard

2.2. Neologismos

O termo ‘neologismo’ surgiu na França no século XVIII e do francês passou ao

castelhano, onde segundo o DCECH de Corominas é atestado pela primeira vez entre

1765-17835 . Num primeiro, foi criado para designar "uma afetação na maneira de

expressar-se», uma afetação que era considerada negativa e extravagante por fazer um uso

anormal e corrupto da própria língua. É difícil estabelecer uma definição precisa de

‘neologismo’, pois não se trata de um fenômeno linguístico uniforme, mas complexo e

variado em sua origem, forma, desenvolvimento e aceitação. «É mais fácil perceber sua presença

12
que definir sua natureza" –afirma Julio Calonge (González Calvo et alii 1999: 147).

Sob uma perspectiva um tanto filosófica, pode-se afirmar, inclusive, que o neologismo não

existe o «apenas» existe, pois deixa de existir tão logo começa a ser usado. Além disso,

o neologismo não é um fenômeno absoluto, mas relativo a um momento histórico e

determinado pela língua e responde a uma situação dada como ponto de partida.

CLASSIFICAÇÃO DOS NEOLOGISMOS

Neologia de forma:

Consiste na criação de uma palavra nova a partir de elementos linguísticos já

existentes. Dentro deste tipo, podemos distinguir quatro subtipos:

a) Criação ex nihilo. Dentro deste grupo, sempre se recorre ao archiconhecido

exemplo de 'gás', mas, na verdade, há poucos exemplos a mais. Assim, por exemplo, parece claro

que em palavras como 'cucú', 'chapotear' ou o tão novíssimo 'clic' existe, pelo menos, uma

motivação fonológica: a onomatopeia. Por sua vez, Alvar Ezquerra (1999: 59) considera

que dentro deste grupo também se poderiam incluir alguns tipos de jitanjáforas ou

sucessão de palavras sem sentido cuja combinação pretende obter resultados eufônicos

com caráter lúdico.

b) Criação pela combinação de elementos léxicos existentes.

Aqui estão os vocábulos criados pela união ou combinação de dois

termos já existentes ou pela adição a uma palavra já existente de um prefixo ou

um sufixo ou de ambos, isto é, por composição, derivação ou parasíntese. Vejamos alguns

exemplos desses tipos de neologismos:

• Prefijación: ‘metro-sexual’, ‘anti-dopaje’, ‘mini-bús’, ‘mini-piso’, ‘uber-sexual’

13
• Sufijação, que pode ser de três tipos dependendo da categoria gramatical

(Alvar Ezquerra 2006: 38-41):

– Sufijação verbal: ‘cliqu-ear’, ‘reset-ear’, ‘chat-ear’, ‘tun-ear’, ‘mensaj-ear’

– Sufijação adjetival: ‘população-al’, ‘habitação-al’, etc.

• Composição (Alvar Ezquerra 2006: 41-50; Martínez Marín 1999).

– Compostos formados por um verbo + um substantivo: 'salvapantallas'

– Compostos formados por dois nomes: ‘rádio controle’, ‘chocolaterapia’, etc.

– Compostos formados por um nome + um adjetivo: 'internauta', 'casa rural',

‘revista electrónica’, ‘ingeniería financiera’, ‘semana blanca’, etc.

– Compostos de um adjetivo + um substantivo: ‘produção livre’, etc.

– Composição culta: 'meritocracia', etc.

c) Outros procedimentos:

• A acronímia. Consiste na formação de uma nova palavra através da fusão

da parte inicial e/ou final do restante dos vocábulos

• A siglação. É a criação de um termo através da justaposição das letras

iniciais de um sintagma, que é distinto de cada uma das palavras que o originam e a

quais substitui

3. Ele dicionário

Segundo a Academia Espanhola, um dicionário é um “Livro no qual se reúnem e explicam

de forma ordenada vozes de uma ou mais línguas, de uma ciência ou de uma matéria determinada.

Como tal, o dicionário está intimamente ligado a outras obras semelhantes como "glossários",

“léxicos”, “tesouros”, “tesauros” e “vocabulários”, que também oferecem um inventário de palavras,

14
embora com certas diferenças em sua estrutura ou em suas características. Quase todos apresentam os

palavras em ordem alfabética (ou semasiológica), mas há alguns que as dispõem em ordem

sistemático (u onomasiológico).

- Dicionários auxiliares

Os dicionários auxiliares, também conhecidos como dicionários especializados ou

dicionários temáticos, são obras lexicográficas que se concentram em um campo específico do

conhecimento ou em um tema concreto. Segundo Martínez de Sousa (2000), os dicionários e

enciclopédias especializadas são obras de consulta que registram o vocabulário próprio de uma

ciência, técnica ou arte. Podem ser monolíngues (com equivalências em outras línguas ou sem elas),

bilíngues ou plurilíngues. As obras que recolhem a linguagem de especialidade são úteis em geral,

mas são úteis particularmente para redatores técnicos, intérpretes, tradutores, especialistas, etc.

Para eles, os dicionários e enciclopédias terminológicas são auxiliares dos quais em

em muitos casos não se pode dispensar. No entanto, o fato de que dispomos de obras

especializadas em que se recolhe essa informação não presume que os problemas decorrentes de

esta especialidade lexicográfica estejam resolvidas.

Atualmente, este ramo dedicado a dicionários e enciclopédias tem uma

produção numerosa, mas isso não significa que se possa qualificar seus produtos como excelentes

Qualitativamente. Por um lado, pode-se observar que muitas ciências e técnicas têm quanto

menos uma obra. No entanto, também há ciências, técnicas ou artes que não dispõem de uma obra

especializada ou bem que, dispondo dela, esta é tão antiga que só tem valor histórico, ou

é tão deficiente que não vale a pena levá-la em consideração. Por tudo isso, a velocidade com a qual o

mundo avança atualmente faz com que em alguns casos esta ramificação da lexicografia tenha muito

trabalho pela frente.

No século XX, sente-se a imperiosa necessidade de contar com dicionários especializados

sobre todas as matérias. Surgem dicionários e enciclopédias, tanto alfabéticos quanto sistemáticos,

sobre uma infinidade de âmbitos. No entanto, no panorama espanhol, nem sempre foram obras

15
originais escritas do ponto de vista espanhol, mas muitas vezes foram feitas traduções

com o que se importava ao mesmo tempo as denominações, os modos e as maneiras da

língua de origem em questão. No momento atual pode-se afirmar que de todos os tipos de

dicionários que podem ser dados, o dos especializados no mais denso, o mais representado

numericamente. Daí que, como já comentamos, a tendência no panorama lexicográfico

contemporâneo seja de certo modo terminológica.

Alguns exemplos comuns de dicionários auxiliares são:

Dicionário médico: Contém termos e definições relacionados à medicina e à

saúde, abrangendo áreas como anatomia, fisiologia, patologias, procedimentos médicos, entre outros.

Dicionário jurídico: Foca na terminologia legal, fornecendo definições de

conceitos e termos utilizados no campo do direito.

Dicionário de informática: Reúne termos relacionados à informática, às tecnologias

da informação e da comunicação, incluindo hardware, software, redes, programação e outros

temas afins.

Dicionário econômico: Contém termos e conceitos econômicos, financeiros e de

negócios, facilitando a compreensão de temas relacionados com a economia e as finanças.

Dicionário artístico: Foca em termos utilizados em diversas disciplinas artísticas,

como pintura, escultura, música, dança, teatro, entre outros.

Dicionário esportivo: Reúne terminologia relacionada a diferentes esportes e

disciplinas esportivas, incluindo regras, técnicas e terminologia específica de cada atividade.

Usos do dicionário:

Samuel Johnson, autor do famoso "Um Dicionário da Língua Inglesa" (1755),

enfatizou o valor do dicionário como uma ferramenta para a educação e a melhoria do

vocabulario. Considerava que um dicionário bem elaborado era essencial para a aprendizagem e a

compreensão do idioma.

16
Muitas pessoas o utilizam para conhecer o significado de algumas palavras, mas seu

a utilidade vai além desse uso. Também pode ser utilizada para consultar a ortografia, conhecer o

origem das palavras ou sua função gramatical, entre outros aspectos.

2. A instrução no uso do dicionário desde os primeiros anos de escolaridade é

fundamental. Para estudantes de espanhol como língua materna, que estão nos primeiros níveis

de sua formação, é fundamental a seleção de um dicionário monolíngue que tenha sido

elaborado com um objetivo didático, pois só assim pode se tornar um recurso útil para o

estudante, se souber usá-lo de forma adequada e seu uso se torna para ele uma prática

habitual.

[Link]ção em uma língua estrangeira: Para os estudantes de línguas estrangeiras,

os dicionários bilíngues são essenciais para traduzir palavras e compreender textos em uma língua

desconhecida.

[Link]ón do vocabulário: Os dicionários são uma ferramenta valiosa para

enriquecer o vocabulário e aprender novas palavras e sinônimos. Explorar as definições e

exemplos em um dicionário podem ajudar a expandir o repertório linguístico.

5. Pesquisa acadêmica: Os dicionários especializados, como os dicionários

técnicos e cientistas, são uma fonte importante de informação para a pesquisa em diferentes

campos.

6. Os dicionários cumprem uma variedade de usos fundamentais que abrangem desde a

compreensão e o uso correto da linguagem até a pesquisa e o estudo linguístico. São

ferramentas indispensáveis para estudantes, profissionais, escritores, linguistas e qualquer

pessoa interessada no domínio e no desfrute do idioma.

Tecnicismos ou línguas técnicas.

Este lingüista e filólogo suíço-espanhol, em sua obra "Teoria da linguagem e linguística

geral", aborda o conceito de "línguas técnicas" como um tipo de variedade da linguagem

que se utiliza em campos especializados do conhecimento, como a medicina,

tecnologia, a informática ou a engenharia. Coseriu destaca que as línguas técnicas se

17
caracterizam-se pela sua terminologia específica e precisa, adaptada à comunicação entre

especialistas em uma área determinada. (Eugenio Coseriu)

Os tecnicismos são todas aquelas palavras que são utilizadas em determinadas

disciplinas ou ramos da ciência para se referir a fenômenos específicos e intimamente

vinculados com esses campos.

Os tecnicismos são empregados em âmbitos muito específicos e são utilizados quando se

sabe que o receptor é um entendido no assunto. É por isso que é muito comum encontrá-los

em meios especializados, como pode ser uma revista de medicina ou um programa sobre

astronomia. Também são utilizados em conferências de imprensa, em fóruns ou mesmo em aulas.

Os tecnicismos são ferramentas fundamentais em qualquer área de estudo,

como por exemplo a física, a química, a informática, a música, a pintura, o teatro, a

medicina ou matemática. Por lo geral, não costumam ter usos fora das áreas em

as que foram criadas, mas que se restringem a esses ambientes específicos.

Por exemplo: “Bolsa” Dentro do âmbito daeconomia, se utiliza para aludir a a

entidade que oferece as ferramentas e facilidades para que seusclientespossam levar a

cabo negociações tais como a compra e venda de ações.

Léxico coloquial

Rafael Lapesa “Este linguista e filólogo espanhol, em sua obra "História da língua

española", destaca que el léxico coloquial es aquel que se emplea en el lenguaje coloquial

a fala informal, caracterizada por sua espontaneidade e naturalidade. Lapesa observa que o

o léxico coloquial é essencial para a comunicação cotidiana e reflete a variabilidade e

dinamismo da língua falada.

18
Beinhauer define a linguagem coloquial como "a fala tal como brota natural e

espontaneamente na conversa diária, ao contrário das manifestações linguísticas

conscientes, e portanto mais cerebrais, de oradores, pregadores, advogados,

conferencistas, etc., ou as artisticamente moldadas e enfeitadas de escritores,

jornalistas ou poetas

Características

❖ Preguiça fonética matizada de contrações e abreviações.

❖ Possui diminutivos, apelidos e outros meios expressivos de confiança e

afetividade

É inovador e neológico. Dá saúde e força ao idioma.

Exemplo

"Chulear" (presumir): É um verbo coloquial que é utilizado para expressar que

alguém se gaba ou se exibe de algo. Por exemplo: "Ele está sempre se gabando do carro dele"

novo

Línguas subestandard

A língua subestandard, também conhecida como língua não padrão ou variedade não

padrão, é uma forma de falar que se desvia das normas gramaticais e lexicais

estabelecidas pelas autoridades linguísticas ou instituições oficiais de um idioma. Se

caracteriza-se pelo seu uso em contextos informais, em comunidades não educadas formalmente

ou em situações de baixo prestígio social. A língua subestandar pode incluir traços

dialetais, regionalismos, vulgarismos e gramática coloquial, entre outros elementos.

É importante salientar que a língua subestandard não deve ser confundida com a língua

incorreta ou incorretamente falada. Cada variedade de uma língua tem suas próprias regras

19
e normas, e o que pode ser considerado abaixo do padrão em um contexto pode ser

completamente válido em outro. Além disso, o termo "subpadrão" não implica

necessariamente que seja inferior ou de menor qualidade que a variedade padrão, simplesmente

é uma forma de linguagem que se afasta das normas oficiais.

Exemplo: "Pra onde você vai" (Para onde você vai): Uso da contração "pra" em lugar de

para

CONCLUSÕES

A lexicologia é uma disciplina linguística que se encarrega do estudo do léxico de


uma língua, ou seja, do conjunto de palavras e vocábulos que a conformam
vocabulario. Seu objetivo principal é analisar a estrutura, o significado e a
evolução das palavras, assim como as relações semânticas e morfológicas que
existem entre elas.

2. A a lexicologia é fundamental para a aprendizagem e o ensino de uma língua, já


que permite compreender como se constroem e utilizam as palavras, assim como seu
significado e contexto de uso.

3. A lexicologia é a base para a criação de dicionários e glossários, que são


ferramentas indispensáveis para a consulta e compreensão do vocabulário de uma
língua.

4. A a história da língua espanhola está estreitamente relacionada com a lexicologia, já


que esta disciplina se ocupa do estudo do léxico, ou seja, do conjunto de palavras e
vocábulos que compõem o vocabulário de uma língua. Ao longo dos séculos, a
a evolução do espanhol deixou uma marca significativa em seu léxico, enriquecendo-se
com influências diversas e transformando-o para se adaptar às necessidades e
mudanças sociais, políticas e culturais.

5. Os os níveis da fala e a lexicologia estão interconectados e se complementam


mutuamente para proporcionar uma compreensão completa da linguagem e seu
funcionamento. A lexicologia nos permite adentrar na estrutura e significado
das palavras, enquanto os níveis de fala nos permitem ver como essas

20
palavras se articulam, se combinam e são utilizadas para comunicar mensagens
efetivamente em diferentes situações comunicativas. Juntos, essas abordagens
nos brindam uma visão mais profunda e completa do fascinante mundo da linguagem
humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- León, A. M. (s/f). UMA APROXIMAÇÃO AO NEOLOGISMO EM LATIM DESDE A

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Unable to access external links.

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Unable to access external content.

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